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Coisas memoráveis de 2008

Não fiz muita coisa em 2008. Digo, coisas memoráveis. Pensando bem, fiz muitas compras. Acho que nunca consumi tanto, e não dá pra saber se isso é bom ou ruim, apesar de memorável (no sentido de que minha conta bancária ainda não se esqueceu dos gastos). Emagreci uns 15 quilos e engordei uns 3 de volta agora no fim do ano, mas ano novo é sempre um recomeço né? Dá pra perder tudo de novo, que a vida é isso mesmo. Mudei de emprego, e isso acarretou numa mudança de estilo de vida, também. Estudei algo sobre religião e ocultismo e mudei um pouco minha maneira de ver as coisas.

A questão é que, no geral, considero o balanço positivo, porque acho que me tornei uma pessoa melhor. Quer dizer, não sei se me tornei de fato – mas tenho tentado, e o ano foi marcante porque eu meio que oficializei isso como um dos objetivos da minha vida.

Sem mais breguices, falemos das coisas memoráveis deste ano que passou (aliás, observem que é o ano das meninas):

Menina Eloá: minha cidade em evidência na mídia

Não é sempre que Santo André se destaca no noticiário. Que eu me lembre, aconteceu apenas duas vezes – quando Celso Daniel foi seqüestrado (aliás, você sabia que todo mundo que teve contato com ele na noite do seqüestro, do cara que estacionou o carro dele no restaurante ao garçom, foi assassinado?) e depois quando Lindemberg, insatisfeito com sua suposta cornice, achou legal balançar um pouco as coisas. Mas não só de seqüestros é feita minha cidade, viu?

O caso, que vai ser mencionado e re-mencionado na história como um dos maiores fracassos em resgates na história do país, chocou a opinião pública. Sim, CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Porque a opinião pública é babaca.

E a Nayara, que de boba nada tem, até hoje colhe os frutos do infortúnio de ter estado no apartamento aquela tarde. O mundo é dos espertos.

Menina Isabella

Fantasia de Edifício London, do caso da Menina Isabela

Bom-senso na fantasia FAIL

O mais incrível desse caso é que ele CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Essa frase, que me dá náuseas, não explica a comoção idiota das pessoas com essa história. Gente FALTANDO NO TRABALHO para ir até o edifício London é algo que não entra na minha cabeça. E nem passou 6 meses e todo mundo esqueceu do ‘casal Nardoni’ (menos a Veja, que não satisfeita, quer que eles se fodam muito mais do que já estão naturalmente fodidos).

O BA MA

Barack Obama sem camisa na praia

Ele foi eleito, eu fui na TV tentar falar sobre ele (mas o Lobão nem deixou), e tudo indica que apesar do carisma inegável do cara, a única diferença entre ele e o Bush é que ele não é um babaca (ok, isso é grande coisa). E CERTAMENTE não conseguiria desviar do sapato, porque é mais alto, o que aumenta a área de possível contato.

ETs deram bolo

Blossom Goodchild mentiu? ETs ficaram presos no trânsito? Nunca saberemos. Sabemos, no entanto, que muita gente ficou esperançosa. Isso tem um significado: tá todo mundo ansioso por algo que mude o cenário decadente em que a gente se encontra. Meu maior temor é que essa atitude deva partir da própria humanidade, e não dos pobres extratereestres.

Flora é a vilã mais apaixonante desde Odete Roitmann

Flora, de A Favorita (Patrícia Pillar)

Não é fantástico observar, dia após dia, do que aquela MONSTRA HORRÍVEL é capaz? Flora é má, muito má. Loucamente má, do tipo que gargalha quando faz maldade, do jeito que a gente gosta. João Emanuel Carneiro acertou, e isso vem de alguém que não costuma gostar de novela a não ser que ela seja muito boa (vide os lixos Negócio da China e Três Irmãs).

César Cielo, o heróizinho brasileiro

Diego Hipólito FAIL nas Olimpíadas

Quando Diego Hipólito fez a maior cara de FAIL da história e caiu sentado no tapete fofinho da ginástica olímpica e tudo parecia perdido, o homem da natação chegou. Inspirado nos triunfos sem precedentes do esquisito Michael Phelps, César Cielo se tornou rapidamente o novo namoradinho do Brasil e o brasileiro recordista de fotos mordendo suas medalhas.

Dunga fracassa na seleção

Brincadeira. Ou você achou que eu ia realmente falar de futebol aqui?

Menina Mallu Magalhães

Não dá pra negar que eu me interesso pela história da menina. Tive três fases na apreciação de Mallu. Primeiro, a descrença – achava ela apenas uma menina de 15 anos tocando violão e com um bom gosto musical, coisa que posso garantir que não é tão rara assim (na minha escola tinham várias do mesmo tipo, pseud0-intelectuais cantoras wannabe artistas). Depois, cedi e constatei que ela tinha composições legais e uma voz ok, que precisava de amadurecimento mas o caminho era promissor. E na última fase me irritei com o endeusamento, a superexposição e a babaca com linguagem de artista que ela virou. Mas vou acompanhar de perto, tudo, porque acho que é um desses fenômenos tipo Menina Eloá – a mídia foi lá e fudeu tudo.

Menina Maísa

bazar_maisa

Ela é mais desenvolta do que 60% das pessoas que eu conheço. E ganha mais do que 100% delas, e tem capacidade de zuar o Silvio Santos ao vivo. Tenho medo do que ela vai se tornar, mas por enquanto tudo que posso dizer é que ops, tô bebada ainda ouviremos falar muito dessa menina.

Crise, crise, crise

A crise não existe. Ela é só uma coisa na nossa cabeça. É que enquanto disserem que ela está aí, ela vai estar. Economia funciona assim, né? Se todo mundo fingisse que nada tá acontecendo, ninguém ia deixar de consumir, os bancos não iam deixar de oferecer crédito e não haveria crise.

Brincadeiras à parte, eu continuo gastando. E você?

Pra 2009, o que eu espero?

Nada, que o segredo pra felicidade é não ter expectativas, né? No máááximo espero que o show do Radiohead realmente aconteça, afinal já tô com ingresso comprado.

Tô brincando. A gente tem sonhos no coração, né? Eu espero trabalhar menos e ter mais tempo livre (o que teoricamente se concretizará a partir de maio, quando já estarei sob jurisdição do novo contrato de estágio, que diminui minha caraga horária).

Mas isso não vai acontecer, porque nesta época provavelmente estarei envolvida com a produção do meu TCC.

Espero também me formar e me livrar definitivamente do parcelamento do meu diploma da faculdade.

Espero que tudo que está bem continue bem e que você continue lendo o blog. Espero que eu continue escrevendo nele, também.  Espero ler o dobro de livros que li esse ano, assistir o dobro de filmes, ouvir o dobro das músicas e conhecer o triplo de gente. E espero que eu tenha mais… paciência. Ou seja: espero ser capaz de esperar mais.

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Haja cachaça!

Acho que alguém do setor de marketing do Velho Barreiro tá meio sem noção (ou não). Dá uma olhada nessa fantástica promoção:

180tampinhasnormal

Nada? Vou te ajudar.

180tampinhas

Tá aí! Agora basta juntar CENTO E OITENTA TAMPINHAS DE GARRAFAS DE 910ml DE CACHAÇA para concorrer. São apenas 163,8 litros de PINGA PURA.

Ah! E depois de se afogar em quase duzentos litros de caipirinha, basta juntar UM REAL E CINQÜENTA CENTAVOS e seu fígado e trocar por uma incrível bola.

E pensar que na minha época bastava comprar um calçado no DIC que a gente ganhava umas três bolas.

Eu tentei calcular quantos comas alcoólicos isso seria capaz de causar em alguém, de acordo com a informação contida nesse site, mas foram tantos que eu parei.

Via Santa Helena, no twitter

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Radiohead feito de barulhinhos de Nintendo 8-bit

Como a ordem das coisas do mundo está subvertida, ser nerd é cool e, portanto, fazer música com barulhinhos de videogame também é.

Gostar de Radiohead também é cool. E, freqüentemente, coisa de nerd. Thom Yorke, o vocalista, é o protótipo do nerd-esquisito que conseguiu vencer na vida porque é genial (acho que o protótipo disso é o Jobs, né? Bom, ok)

Nintendinho_table

Disk-Jóquei BOOOOOOOM

Daí veio um cara que era as duas coisas (nerd e fã de Radiohead) e juntou os dois (música e videogames). O trabalho (que não é Guitar Hero), super bem feito e detalhado, resultou nisso:

Paranoid Android:

Música do futuro. Nos vídeos relacionados, tem 15-Step, No Surprises e Creep. Tudo tão bem arranjado que dá até pra cantar em cima, tipo um karaokê feito de midi.

Vi aqui.

Agora, tenho uma enquete pra você (e vou ter várias, daqui pra frente, que esse negócio de interatividade muito me apetece):

[poll id="2"]

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Cuidado com o que você deseja…

A vida de Susana Vieira tem paixão, sedução, traição e morte. É quase uma novela. Mas do tipo MUTANTES, porque só nessa novela pra ter uma amiga defensora meio vidente-louca, cujas palavras se tornam realidade.

Agora, de todos os desfechos para essa história cujo desenrolar tem sido bizarro, nem a mente mais brilhante teria imaginado algo tão digno de ficção.

Eu, que tenho tino para negócios, já estou apresentando à Estrela uma versão exclusiva e adaptada do clássico de tabuleiro Detetive, na qual é vítima é Marcelo Silva.

Marcelo Silva, ex de Susana Vieira

Ana Maria Braga, com o extintor, na cozinha!

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‘Capitu’ estréia na Globo com trilha sonora muito, muito boa

Acabo de assistir ao primeiro capítulo de Capitu, a nova minissérie brasileira da Globo. ‘Minissérie brasileira’ porque é assim que a Globo anuncia suas minisséries, com um adjetivo de ‘brasileira’, como se não fosse óbvio.

Deixando de lado os textos bizarros de chamadas da Rede Globo, o que tenho a dizer sobre a estréia é que a série parece muito legal. A fotografia, os figurinos e as maquiagens são meio circenses, e oníricos, pra quem gosta dessas coisas à là Circo du Soleil (mas eu não gosto e achei foda mesmo assim). A narração do Bentinho é fantástica, e a adaptação manteve boa parte dos diálogos literais, tudo muito teatral. E dizendo assim pode parecer que ficou forçado, piegas, mas não ficou não.

Acho que o maior trunfo da série é mostrar todos esses elementos pretensiosos (circo, teatro, música, surrealismo, tudo meio lúdico) mas corresponder a essa pretensão. Não gosto dessas babaquices artísticas que falam os críticos musicais, mas acho que o texto do Machado encontrou interpretação à altura na Rede Globo. Não me lembro de ter gostado tanto de uma minissérie da Globo já no primeiro capítulo – se bem que, devemos lembrar, Dom Casmurro por si só é uma história muito boa, o que já ajuda um bocado.

Uma pena que só vá ter 5 capítulos. Pelos meus cálculos, vai até sábado.

A atmosfera de Capitu não estaria completa sem música à altura. A trilha sonora pode ser considerada heterodoxa, porque tem até Sex Pistols, mas colocar o Beirut como música tema foi uma idéia muito boa. O diretor, Luiz Fernando Carvalho, disse nessa matéria do G1 que a escolha de música pop foi proposital, para aproximar a linguagem da série dos jovens. Ele também fala da estética plástica da fotografia e das outras coisas legais que eu mencionei na mesma entrevista.

E eu achei a idéia muito legal. Parece que funcionou, porque 1. eu sou jovem, 2. eu gostei, e também porque 3. meu irmão é jovem, 4. ele gostou. Mas é muito bom que alguém faça uma montagem de qualidade de uma obra tão importante direcionada aos jovens, porque na escola as coisas ficam muito mais ásperas. Imagina que legal se, depois de Capitu, todo mundo que não leu Dom Casmurro quisesse tirar o atraso da obra de Machado?

A música é tão importante na série que a Capitu não largou o iPod nem na hora do casamento. Não entendeu? Amplia.

Mas voltando a falar de música, peço ao leitor que não pule essa parte só porque ela vai falar de música (sei que alguns pulam). Ao menos hoje, leia essa parada inteira, porque o Beirut é diferente dessas bandinhas efêmeras e apenas divertidas das quais eu falo aqui sempre.

O responsável pelo projeto se chama Zach Condon, mas infelizmente eu não saberia descrever o estilo musical do grupo. ‘Música mediterrânea’ seria uma boa, porque tem influência forte de música árabe, mas tem ukulele, uns batuques, acordeão, uma voz meio bêbada e músicas muito, muito lindas.

Dá uma chance para Elephant Gun, a música-tema de Capitu:

Não sei se foi impressão, mas acho que a minissérie tá usando outras músicas deles na trilha. A propósito, a que eu mais gosto se chama The Penalty e é assim:

Pra quem não viu, no site oficial tem vídeo, umas fotos e o link para o projeto Mil Casmurros, o site da maior leitura coletiva do país.

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Nossa vocação oficial é o trambique

Um cidadão com um cargo de tanto prestígio num orgão tão importante para a democracia não deveria subestimar a capacidade do brasileiro de dar um jeito nas coisas.

É absurdo que um orgão oficial não cogite a possibilidade de erro, nem sequer admita a investigação ou trabalhe com a hipótese de fraude. É preciso lembrar que estamos no Brasil, e se existe algo de que brasileiro entende é trambique.

Por causa da educação ruim, não temos tantas mentes brilhantes como os países de primeiro mundo. Exportamos pouca tecnologia e poucos talentos da ciência. É por isso que a gente devia assumir de vez nossa vocação oficial, de fazer as coisas funcionarem do jeito mais rápido, e tentar até investir nisso. Ganhar dinheiro, sabe? Exportar tecnologias de trambique.

A lógica é simples: como há muita demanda por bons fraudadores no país, a concorrência se torna alta entre os praticantes da atividade, o que os obriga a aperfeiçoar as técnicas de trambique. Somos um dos países mais corruptos do mundo; logo, nossos corruptores são os melhores do mundo. E nós deveríamos tirar proveito disso.

O cara que frauda uma urna, por exemplo. Se o secretário de TI do TSE tá dizendo que é inviolável, temos duas hipóteses, a saber: 1) ele está mentindo e sabe disso, 2) ele está enganado e não sabe disso.

Vamos sempre esperar o melhor do ser humano, e por isso escolhemos a opção 2. No caso da fraude ser verdadeira, significa que o fraudador é um cara que sabe mais de TI do que o responsável pelo TI do TSE. Sem dúvida é um talento a ser valorizado e utilizado em prol do bem. (Desconsideremos prontamente a possibilidade do secretário de TI não manjar nada, ok? Por um momento, vamos fingir que acreditamos na incorruptibilidade dos concursos públicos)

Várias técnicas de trambique que poderiam ser utilizados para fins mais honrados e aproveitados pelo país como símbolo da alta qualidade da nossa educação – aqui e, porque não, como embaixadores do nosso país no resto do mundo.

Falsificação de assinaturas, por exemplo: de falsário, o cara pode passar para restaurador das grandes peças nos museus europeus, por seus talentos em mimetização de obras autorais.

Os subornadores, muito numerosos por aqui, são mágicos com a arte dos números: devem pegar uma quantia, subornar todo mundo no caminho e ainda fazer sobrar um lucro enorme para ele e pros interessados no suborno. São, claramente, mestres da negociação e da contabilidade, e poderiam ser usados nesse momento de crise mundial, pelas grandes corporações, para engendrar maneiras práticas de reduzir as perdas.

E até para a técnica da bolinha mais pesada, usada para fraudar aquelas loterias federais, deve haver alguma aplicação prática industrial.

O caminho é esse! Vamos parar de ficar dando murro em prego, tentando educar nossos jovens em ciências para os quais eles claramente não têm vocação. Enquanto a Índia e Cuba exportam médicos talentosíssimos e o Japão exporta gênios em eletrônica e em ciências, já é chegada a hora de assumirmos nosso verdadeiro papel no mundo e dar condições oficiais para que nossos jovens aperfeiçoem aquilo que eles cresceram aprendendo a fazer: dar um jeito.

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Cem maravilhosos reais…

Como eu sei que tenho um público altamente diferenciado, composto por muita gente que nunca ouviu falar de André Dahmer (sério), lhe apresento o humor mais peculiar das tirinhas internéticas brasileiras (só para quem não conhece, né): http://www.malvados.com.br

Essa é a nova série de tiras descortina a vida do fabuloso SURFHYPE, o maior blogueiro de Sampa (as mesmas pessoas que falam ‘sampa’ são aquelas que dizem ‘um beijo no seu coração’ e completam o refrão de Que País é Esse? com ‘é a porra do Brasil’)

Mas já aviso: sendo blogueiro ou não, é preciso saber rir de si mesmo para gostar d’Os Malvados. Tem gente que se ofende…

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Tenho optado, ultimamente, por alguns posts curtos com vídeos e outras coisas (como essa tira). Eles não substituirão os posts à moda da casa, mas são um acréscimo, para que eu possa atualizar com mais freqüência com coisas que vejo por aí e acho legal, mas sobre as quais não tenho tempo de escrever. O que você acha? Comenta aí.

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10 coisas para tirar a (minha) vida do tédio

Minha vida tá parada. Morna. Correta. Eu acordo, às vezes vou na faculdade, vou para o trabalho, chego às 23h30, leio meus feeds, durmo, acordo, às vezes vou na faculdade… é um ciclo sem fim. Quando tô de saco cheio, não dá para pensar ‘acabou o dia’, porque no dia seguinte recomeça tudo de novo. Não dá para pensar ‘o fim de semana tá aí’, porque logo o fim de semana acaba, eu não faço nada de diferente nele e vem a segunda.

(Breve pausa para falar da segunda)

A segunda é o dia mais desesperançoso da semana. A segunda é um dia cruel. Te tira da alegria daquele oásis que são o sábado e domingo no meio dos áridos dias úteis e te joga no meio do panela fervendo. Você não tem opção senão voltar pro tédio. Isso é o que a segunda representa para mim.

(Fim da breve pausa)

A falta de acontecimentos ligeiramente interessantes têm sido inclusive um problema aqui no blog, já que se nada acontece na minha vida, não há sobre o que escrever.

É por isso que eu tenho pensado em certas coisas para sair dessa rotina chata. Essa lista não foi pensada à força, todas as coisas realmente passaram pela minha cabeça de um jeito ou de outro nas últimas duas semanas. Não vou conseguir colocar a maioria em prática, mas não deixa de ser um conselho útil para alguém que está disposto a um pouco de aventura.  Viver é preciso. E eu estou lendo Hunter Thompson, o que me faz ter vontade de jogar tudo para o alto.

Ler Hunter Thompson

Não, esse não é o Gracindo Junior

O cara é um gênio da porra-louquice. É bom para te incentivar a fazer qualquer uma das coisas sugeridas aqui, ou seja, antes de qualquer coisa, leia Hunter Thompson.

Ter e executar uma idéia simples e revolucionária

Acho que isso é o tipo de coisa que pode te tirar da rotina. A maioria das pessoas passa a vida inteira sem ter uma idéia revolucionária. E mesmo na parcela da população que as têm, pouquíssima gente as executa. Fique atento aos seus pensamentos mais estúpidos: os grandes gênios da história sempre descobriram as coisas quando estavam pensando em algo totalmente contrário ou absurdo (ou assim os livros querem que a gente pensa, para que a história tenha graça).

Assaltar um banco

Certamente assaltar um banco é algo capaz de causar turbulência em uma vidinha pacata. Mas é ilegal (para alguns, isso faz parte da diversão) e não sei se as possíveis conseqüências valem a adrenalina do momento.

Aprender algo novo realmente legal

Nunca surfei, mas sempre quis aprender. Surfar deve ser uma daquelas coisas unânimes, não deve existir quem tenha surfado e dito: pô, isso é uma merda, nunca mais vou surfar. Nunca é tarde para aprender. Andar de skate é outra opção mais prática, pois dispensa a necessidade de litoral e de roupas de neoprene ridículas. Outra coisa que seria legal aprender é eletrônica – seria capaz de fazer todos aqueles mods nos meus gadgets. Ou fotografia. Criptografia! Sempre quis aprender criptografia. Gastronomia…

Viajar para um lugar muito louco

Por ‘muito louco’, digo um lugar daqueles que as pessoas dizem que são ‘misteriosos’. Tipo a Índia, ou Macchu Picchu. Ou conhecer templos de Monges Tibetanos. Coisas realmente diferentes, não ir para a praia no feriadão. Eu estive tentando organizar uma viagem de quatro dias, na véspera do Natal, para São Tomé das Letras, em MG, mas tem estado tão difícil convencer as pessoas que eu estou considerando ir no esquema mochilão-solitário. Já é um aquecimento para o futuro.

Se mudar

Po, não tenho dinheiro, mas me mudar seria algo realmente diferente. Durante meses eu ia ocupar minha cabeça com as coisas de uma nova casa, fora as outras possibilidades que morar sozinha traria (e dificuldades, também). Daria para ocupar a cabeça por um tempão.

Fazer um pacto com o diabo

Não sei, mas seja lá o que isso signifique, provavelmente agitaria a minha vida por um tempo. O problema é que eu me canso logo das coisas, e parece que com o diabo não há rescisão de contrato. Quer dizer, até há, mas a multa é complicada. Mesmo assim, se alguém tiver interesse

Cancelar todos seus velhos amigos e arranjar novos

Se a sua vida está um tédio, formate-a. Apague todo mundo que é possível dela e troque todo mundo por gente nova. E o mais sensato é começar pelas pessoas que você conhece.

É brincadeira, gente. Tamo junto.

Entrar para uma sociedade secreta

As sociedades secretas tão aí, cara. Não olhe para trás, você pode se deparar com um membro delas. E participar de uma deve, pelo menos, prover segredos interessantes sobre coisas importantes para alguém que está fundamentalmente em busca de sentidos. Por isso, faço um apelo: me convidem, sociedades secretas.

Sabotar seu cartão de passes de ônibus

karreganakatraka

Mas olha, no fim das contas, a vida é bem menos glamurosa. Eu pedi uma quebra de rotina e foi isso que eu ganhei: meu Bilhete Único pifou do nada e agora eu vou ter que acordar cedo e ir até a SPTrans, pegar uma fila dos infernos, para ter meu cartão trocado. Isso não acontece com freqüência. É, sem dúvidas, uma quebra da rotina. Obrigada, universo. Você conspirou a meu favor.

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Como perder o respeito por um artista em apenas 4 passos

Você é vocalista de uma banda aclamada pelo público e pela crítica. Uma banda que, de alguma maneira, revolucionou a maneira de fazer rock com MPB e marcha de carnaval no País. Mas você se cansa dessa vida e resolve jogar tudo para o alto. Contestador, quer descobrir se o amor dos seus fãs por você é mesmo incondicional. Para isso, decide que irá fazer uma bateria de provas que irão testar a admiração dos fãs hermanos pela sua pessoa, só pelo prazer do experimento sociológico (o que aliás, é algo bem a sua cara). Veja como você decide por em prática sua experiência:

1.

Por influência de uma cantora mala de MPB, você lança um disco chato.

2.

Percebendo que você passou com louvor na primeira prova de fogo, arrisca ainda mais: grava uma música da dupla teen sertaneja pop rock’n'roll Sandyjunior.

3.

Você dá um fim na banda e lança um disco solo mais chato ainda que o seu disco chato em conjunto com a banda.

4.

Quando todos acharam que você não podia mais surpreender, você, aos 30, começa a namorar uma menina de 16. Não, não é boato. Não, não é coisa da cabeça dela. Eles assumiram.

Não há muito mais o que fazer para testar o gosto do público, até porque me parece que você será aclamado até se comer merda, vide a declaração abaixo:

Ai, gente? Eu tô muito velha ou isso é absurdo? Não tô nem falando do fato que é crime, ok – deixa isso para lá. Vamos fingir que não é.

Aos 16 a pessoa não tem discernimento possível pra uma série de coisas, e muitas dessas coisas devem ser decididas num relacionamento. Eu devo ser muito careta, né? Por que tá todo mundo fingindo que isso é normal. No meu mundo não é não.

Mas o Amarante não ficou atrás…

Isso que até um mês atrás Mallu não dava entrevistas alegando que a família queria protegê-la da exposição. FAIL, né?

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Charlie, o unicórnio: para assistir depois do i-Doser

Para você, que sempre foi convicto de que que unicórnios eram bichinhos fofinhos e íntegros, que jamais se envolveriam em psicodelia, pedofilia e tráfico de orgãos.

Assustador.

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