OEsquema

Arquivo: Há mais entre o céu…

Acredite nos seus sonhos

Eu sei que a maioria das pessoas não dá play nos vídeos que a gente coloca nos posts. Dá pra ver quantas pessoas viram. São poucas. Eu entendo – muita gente acessa do trabalho, aí não consegue visualizar. Outros até conseguem, mas é chato. Algumas pessoas até podem visualizar no trabalho, mas dá uma preguiiiiiiiça…

Mas eu lhes prometo, e eu nunca fui tão enfática em relação a um vídeo: isso aqui vale a pena ser visto. Assista esse vídeo para que possamos continuar.

Talvez seja interessante conhecer o perfil do Fabiano no Orkut.

Ok, vamos resumir a situação. Temos aqui um cidadão com claros problemas mentais e que demonstra ser obcecado por uma coelha que é uma personagem (secundária) de animação.

Se por um lado é um vídeo com um apelo cômico claro, acho que depois do divertimento inicial, bate a consciência de que essa é uma situação extremamente triste.

Digo isso porque pessoas esquisitas existem e estão por aí. A gente lida com isso. O Fabiano podia ser um cara esquisito, e só. Podia ser apaixonado, digamos, pela Olívia Palito. A Olívia Palito, apesar de não existir (como a Lola Bunny), é uma mulher. Seria estranho, sim; mas acontece, não é? O coração não escolhe se a pessoa tem duas ou três dimensões.

Mas o cidadão ultrapassa os limites do que pode ser considerado socialmente bizarro. Ele se apaixona por uma híbrida entre coelha e mulher gostosa que não existe. E ele fica obcecado com isso.

Mesmo um pouco alterado, é curioso que o Fabiano pareça saber que sua situação é complicada. Isso se reflete no desespero dele. Fabiano sabe que vive um amor literalmente impossível. E isso deve ser difícil de lidar.

Beleza, eu não me esqueci que provavelmente ele tem algum tipo de problema mental. E é exatamente aí que eu quero chegar.

Eu quero que você entre em 2009 sem duvidar, em absoluto, da capacidade do cérebro do homo sapiens de chegar aos lugares mais obscuros. Quero colocar esperança no seu coração. Porque se é possível que um cidadão seja obcecado por uma coelha-desenho, tudo é  possível. Não duvide dos seus sonhos. Acredite.

Quanto ao Fabiano, ele precisa claramente de ajuda; mas estou certa de que se ele tem um computador e uma webcam, ele tem uma família que provém isso a ele – e tenho fé que esta família já tenha percebido que há alguma irregularidade em ser apaixonado por uma coelha feita de animação 2D. No mais, só dá pra mandar um scrap de solidariedade pra ele, pedindo para que ele ignore todas as mensagens de gente idiota e procure um psiquiatra.

A você, desejo (sempre, na verdade, mas está convencionado que a gente expresse isso nessas datas) um próximo ano cheio de coisas legais.

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Haja cachaça!

Acho que alguém do setor de marketing do Velho Barreiro tá meio sem noção (ou não). Dá uma olhada nessa fantástica promoção:

180tampinhasnormal

Nada? Vou te ajudar.

180tampinhas

Tá aí! Agora basta juntar CENTO E OITENTA TAMPINHAS DE GARRAFAS DE 910ml DE CACHAÇA para concorrer. São apenas 163,8 litros de PINGA PURA.

Ah! E depois de se afogar em quase duzentos litros de caipirinha, basta juntar UM REAL E CINQÜENTA CENTAVOS e seu fígado e trocar por uma incrível bola.

E pensar que na minha época bastava comprar um calçado no DIC que a gente ganhava umas três bolas.

Eu tentei calcular quantos comas alcoólicos isso seria capaz de causar em alguém, de acordo com a informação contida nesse site, mas foram tantos que eu parei.

Via Santa Helena, no twitter

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10 coisas para tirar a (minha) vida do tédio

Minha vida tá parada. Morna. Correta. Eu acordo, às vezes vou na faculdade, vou para o trabalho, chego às 23h30, leio meus feeds, durmo, acordo, às vezes vou na faculdade… é um ciclo sem fim. Quando tô de saco cheio, não dá para pensar ‘acabou o dia’, porque no dia seguinte recomeça tudo de novo. Não dá para pensar ‘o fim de semana tá aí’, porque logo o fim de semana acaba, eu não faço nada de diferente nele e vem a segunda.

(Breve pausa para falar da segunda)

A segunda é o dia mais desesperançoso da semana. A segunda é um dia cruel. Te tira da alegria daquele oásis que são o sábado e domingo no meio dos áridos dias úteis e te joga no meio do panela fervendo. Você não tem opção senão voltar pro tédio. Isso é o que a segunda representa para mim.

(Fim da breve pausa)

A falta de acontecimentos ligeiramente interessantes têm sido inclusive um problema aqui no blog, já que se nada acontece na minha vida, não há sobre o que escrever.

É por isso que eu tenho pensado em certas coisas para sair dessa rotina chata. Essa lista não foi pensada à força, todas as coisas realmente passaram pela minha cabeça de um jeito ou de outro nas últimas duas semanas. Não vou conseguir colocar a maioria em prática, mas não deixa de ser um conselho útil para alguém que está disposto a um pouco de aventura.  Viver é preciso. E eu estou lendo Hunter Thompson, o que me faz ter vontade de jogar tudo para o alto.

Ler Hunter Thompson

Não, esse não é o Gracindo Junior

O cara é um gênio da porra-louquice. É bom para te incentivar a fazer qualquer uma das coisas sugeridas aqui, ou seja, antes de qualquer coisa, leia Hunter Thompson.

Ter e executar uma idéia simples e revolucionária

Acho que isso é o tipo de coisa que pode te tirar da rotina. A maioria das pessoas passa a vida inteira sem ter uma idéia revolucionária. E mesmo na parcela da população que as têm, pouquíssima gente as executa. Fique atento aos seus pensamentos mais estúpidos: os grandes gênios da história sempre descobriram as coisas quando estavam pensando em algo totalmente contrário ou absurdo (ou assim os livros querem que a gente pensa, para que a história tenha graça).

Assaltar um banco

Certamente assaltar um banco é algo capaz de causar turbulência em uma vidinha pacata. Mas é ilegal (para alguns, isso faz parte da diversão) e não sei se as possíveis conseqüências valem a adrenalina do momento.

Aprender algo novo realmente legal

Nunca surfei, mas sempre quis aprender. Surfar deve ser uma daquelas coisas unânimes, não deve existir quem tenha surfado e dito: pô, isso é uma merda, nunca mais vou surfar. Nunca é tarde para aprender. Andar de skate é outra opção mais prática, pois dispensa a necessidade de litoral e de roupas de neoprene ridículas. Outra coisa que seria legal aprender é eletrônica – seria capaz de fazer todos aqueles mods nos meus gadgets. Ou fotografia. Criptografia! Sempre quis aprender criptografia. Gastronomia…

Viajar para um lugar muito louco

Por ‘muito louco’, digo um lugar daqueles que as pessoas dizem que são ‘misteriosos’. Tipo a Índia, ou Macchu Picchu. Ou conhecer templos de Monges Tibetanos. Coisas realmente diferentes, não ir para a praia no feriadão. Eu estive tentando organizar uma viagem de quatro dias, na véspera do Natal, para São Tomé das Letras, em MG, mas tem estado tão difícil convencer as pessoas que eu estou considerando ir no esquema mochilão-solitário. Já é um aquecimento para o futuro.

Se mudar

Po, não tenho dinheiro, mas me mudar seria algo realmente diferente. Durante meses eu ia ocupar minha cabeça com as coisas de uma nova casa, fora as outras possibilidades que morar sozinha traria (e dificuldades, também). Daria para ocupar a cabeça por um tempão.

Fazer um pacto com o diabo

Não sei, mas seja lá o que isso signifique, provavelmente agitaria a minha vida por um tempo. O problema é que eu me canso logo das coisas, e parece que com o diabo não há rescisão de contrato. Quer dizer, até há, mas a multa é complicada. Mesmo assim, se alguém tiver interesse

Cancelar todos seus velhos amigos e arranjar novos

Se a sua vida está um tédio, formate-a. Apague todo mundo que é possível dela e troque todo mundo por gente nova. E o mais sensato é começar pelas pessoas que você conhece.

É brincadeira, gente. Tamo junto.

Entrar para uma sociedade secreta

As sociedades secretas tão aí, cara. Não olhe para trás, você pode se deparar com um membro delas. E participar de uma deve, pelo menos, prover segredos interessantes sobre coisas importantes para alguém que está fundamentalmente em busca de sentidos. Por isso, faço um apelo: me convidem, sociedades secretas.

Sabotar seu cartão de passes de ônibus

karreganakatraka

Mas olha, no fim das contas, a vida é bem menos glamurosa. Eu pedi uma quebra de rotina e foi isso que eu ganhei: meu Bilhete Único pifou do nada e agora eu vou ter que acordar cedo e ir até a SPTrans, pegar uma fila dos infernos, para ter meu cartão trocado. Isso não acontece com freqüência. É, sem dúvidas, uma quebra da rotina. Obrigada, universo. Você conspirou a meu favor.

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Charlie, o unicórnio: para assistir depois do i-Doser

Para você, que sempre foi convicto de que que unicórnios eram bichinhos fofinhos e íntegros, que jamais se envolveriam em psicodelia, pedofilia e tráfico de orgãos.

Assustador.

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Paulo Coelho, o sobrevivente

Semana passada, eu terminei de ler o livro responsável pela maior quantidade de olhares de reprovações, muxoxos e resmungos literários de toda a minha vida. Nem quando eu li ‘Deus: um delírio’ diante do pastor que pregava dentro do trem fui tão crucificada só por querer conhecer o conteúdo de algumas páginas.

Curioso? Prepare as pedras:

‘O Mago’ é a biografia do escritor mais amado e odiado do mundo, Paulo Coelho, escrita e apurada fantasticamente pelo jornalista Fernando Morais.

Nunca li nenhum livro do Paulo inteiro, mas desde que tomei contato com todos os meus ‘formadores’ de opinião – literária, inclusive – ouço que o que ele escreve é lixo. Desde pequena, familiares, professores e amigos que também são fãs de livros desrecomendaram qualquer coisa dele. Desrecomendaram o próprio e qualquer referência a ele, se possível. E o cara é tão odiado, tão odiado, que até ler a história da vida dele causa repulsa. Até meu chefe fez ‘aaaargh’ quando viu o livro.

Desde que decidi ser jornalista, decidi também que para isso seria fundamental me livrar de todos os preconceitos. Não aqueles feios, que dão cadeia, porque quanto àqueles nunca tive problemas. Falo dos pequenos, os cotidianos, aquelas generalizações do dia-a-dia – meus preconceitos musicais, os culturais, os sociais e os literários.

É óbvio que ainda estou distante de atingir o objetivo de forma plena (ainda odeio nova MPB e livros de auto-ajuda), mas por mais chato que pareça esse papinho, sigo tentando e tenho conseguido resultados extraordinários. Por exemplo: nos meus tempos rebeldes, não assistiria Superpop e portanto não tinha tanta noção da magnitude da estupidez do homem. Naquela época, também não teria tido a chance de ler um livro tão incrível.

Não sei se Paulo Coelho escreve mal, mas ele é um dos escritores mais prestigiados do mundo e isso é mérito dele. Não sei dizer porquê, por aqui ele não tem tamanho prestígio, o que para ele deve ser muito chato, uma ironia triste. E por mais que você, pseudo-intelectual, queira, não dá para negar a importância do cara. Cedo ou tarde, precisaremos reconhecer que ele deve ter algum talento, afinal, vender tanto, para tanta gente e ser aclamado assim não é para qualquer um.

O cara é tão popular que até a máxima dos shows de rock tem a ver com ele, afinal se o ‘toca Raul’ fizer referência a qualquer um dos clássicos do Maluco Beleza, então Paulo Coelho foi responsável pela letra.


Você sabe, então canta: VIVA! VIVA!

E, sendo ruim ou mau escritor, nenhum impede que sua história de vida seja interessante, ainda mais nas palavras de um escritor tão talentoso, com um texto tão natural. A ‘interessância’ da vida de Paul Rabbit é algo que se torna inegável ao ler o livro: um cara que sonha em ser um escritor ‘lido em todo o mundo’ desde os oito anos, foi internado em hospício e tomou eletrochoque, usou drogas , compôs clássicos do rock nacional que estão até hoje na ponta da língua de todo mundo, e ascensão a grande escritor e a fama e prestígio mundiais, a ponto de lotar livrarias ao redor do mundo para dar autógrafos, entre outras nuances fantásticas (como a verdade por trás das sociedades secretas das quais ele participou e ainda participa, coisas que nem são contadas no livro). As passagens extremas em ‘O Mago’ são tantas que o autor, a princípio, iria chamar o livro de ‘O sobrevivente’.

Mas só leia o livro se você gosta do cara ou não tem opinião formada. Os que já tem pé atrás correm o risco de começar a admirá-lo, e isso seria inadmissível. Se eu fosse um Paulo Coelho hater, não correria o risco.

Acima de tudo, o mais importante é tirar a prova por si mesmo. Fucei aqui em casa e achei umas cópias de O Alquimista e Diário de um Mago. Vou encapar com uma capa falsa bem chata pseudo-intelectual, tipo ‘Crime e Castigo’ ou algo do Nietzche que é para ninguém me encher o saco ou me olhar feio e vou finalmente ver, por mim mesma, se esse cara é bom ou ruim.

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Como estragar um post divertido de maneira rápida e efetiva

Na sexta, no Goma de Mascar, um inocente post sobre fantasias nerds de Halloween levou a uma discussão acalorada sobre a dominação cultural dos EUA sobre o Brasil.

As pessoas começaram a repetir que ‘brasileiro fica imitando americano, que a festa nunca teve a ver com as nossas raízes culturais e por isso somos idiotas em reproduzí-la’.

Nesse raciocínio muito estúpido, teríamos que crucificar Mallu Magalhães porque ela toca folk, um estilo musical tradicionalmente americano e que nunca teve nada a ver com as nossas raízes culturais.

Esse discurso, junto com o ‘não coma no McDonalds, capitalismo grrrrrr’ e o ‘nada que não seja rock’n'roll é bom’ é muito, muito chato.

Como qualquer pessoa menos idiota sabe, o estilo de vida americano – música, moda, comemorações e todo o resto – é incorporado de maneira imperceptível, não só por nós, mas pelo mundo inteiro desde que a TV e o cinema começaram a mostrar essas coisas. E todo mundo é e está influenciado por isso, não há meio de escapar.

É bem engraçada essa mania que a gente, brasileiro, tem de nos referirmos a nós mesmos na terceira pessoa. Sempre que a gente tem uma crítica ao nosso país, diz ‘o brasileiro’, e em nenhum momento pensa que isso provavelmente inclui a gente. É um distanciamento que não funciona.

As festas de Halloween se ‘popularizaram’ aqui só por causa das escolas de inglês. Mas não passam de uma festa à fantasia com nome diferente e temas supostamente sombrios.

Não faz parte das nossas ‘raízes culturais’, seja lá o que isso signifique, mas o sentido original, mesmo nos EUA, já se perdeu. Para quem não sabe, a comemoração faz parte da cultura bretã, e sua origem se mistura com rituais druidas de comemoração da chegada do verão e comemorações cristãs para festejar o dia de ‘todos os santos’.

Ou seja, tanto faz aqui como lá, já que passou de um ritual religioso para um motivo para encher a cara e usar roupas engraçadas. E no fim das contas a gente sabe que é só isso mesmo: só mais um motivo para festejar, já que se brasileiro pudesse, festejava o ano inteiro.

Me chamem de, sei lá, ‘colonizada pelo imperialismo cultural americano’, mas eu sou muito mais festejar na festa de Halloween do que no show do Chiclete. Embora a coisa tenha ficado tão desvirtuada que não deve ser incomum tocar Chiclete na festa de Halloween.

Mas o mais importante: era só um post sobre fantasias de Halloween nerds. As fantasias nem eram de brasileiros, aliás. Por que existem pessoas chatas a ponto de questionar a discussão nesse sentido? Por quê as pessoas levam um post que era para ser divertido tão a sério? Quem é e de onde surgiu esse grupo chato de pessoas, que às vezes passa aqui também, e que tem como mote transformar todas as discussões descompromissadas e/ou leves em debates supostamente relevantes?

Talvez essas pessoas estejam precisando de mais festas de Halloween.

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Recursos naturais não renováveis e palitos de dente


Estilo de vida do homem supera capacidade do planeta

A Terra perdeu, em pouco mais de um quarto de século, quase um terço de sua riqueza biológica e recursos, e no atual ritmo, a humanidade necessitará de dois planetas, em 2030, para manter seu estilo de vida, adverte o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

Porque acho que não é nada que alguém mais observador não possa concluir depois de alguns anos habitando o planeta. Mas sei lá, né.

Sábado me deparei com o maior símbolo do capitalismo e de como a mente bizarra do ser humano funciona. Não achei que fosse encontrar elemento tão emblemático, assim, numa mesa de bar. Mas lá estava ele, discreto mas destacado à sua maneira.

Palitos de dentes plastificados individualmente e com menta na ponta.

Sim, meu caro. O bar em que eu fui na última semana disponibiliza gratuitamente aos clientes palitos de dente com embalagens plásticas individuais e uma pontinha mentalizada.

Quando me dei conta, já comecei a imaginar um idiota tendo uma idéia que prometia revolucionar um mercado já estabelecido e consolidado. Ele juntou uns conceitos idiotas que chamou de ‘valor agregado’, ‘público diferenciado’ e ‘sofisticação’ e chegou à conclusão que seria interessante e lucrativo plastificar e mergulhar pontas de palitos de dente na menta.

Eu me pergunto: será que esse cidadão dorme todos os dias sabendo que ele criou algo que aumenta o consumo de petróleo e colabora para o desmatamento de uma maneira estúpida e inútil?

Será que o dono do bar acha realmente que isso é um diferencial que vai influenciar a escolha do cliente entre esse ou o outro bar?

Será que as pessoas realmente acham que esse palito de dente é algo legal?

E a última coisa, porém não menos importante: palitar os dentes não era falta de educação? Não é só porquê o palito vem num plastiquinho e tem ponta verde que a coisa se torna agradável de assistir ou a regra de etiqueta muda.

Esse palito é o maior exemplo de como a gente vive de criar e satisfazer necessidades inexistentes. E isso tem um papel bem grande no fato de que, segundo o texto da EFE lá em cima, nesse ritmo em 2030 precisaremos de duas Terras para agüentar o tranco.

Eu não sou eco-xiita. Faço o básico, sabe? Fecho a torneira na hora de escovar os dentes. Jogo o lixo no lixo. Não imprimo papel à toa – as coisas que todo mundo deveria fazer. Mas esse palito de dente é uma afronta. E quer saber? Quase nem dá para sentir o gosto de menta.

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Aprenda a dançar de maneira ‘extravagante e controlada’ e tenha as mulheres aos seus pés

Caro leitor do sexo masculino,

Apresento hoje a ferramenta que vai fazer com que você tenha todas as mulheres aos seus pés. Não, não é post patrocinado de lâmina de barbear, de desodorante ou de calça jeans. É informação de interesse público:

Dança controlada e extravagante ‘atrai mais as mulheres’
Uma pesquisa realizada pela universidade de Hertfordshire, no centro-leste da Inglaterra, indica que homens que fazem movimentos mais controlados e um pouco extravagantes na pista de dança agradam mais as mulheres.

Nesse momento, leitor, imagino que você esteja curioso. Provavelmente está se perguntando como executar movimentos que sejam ao mesmo tempo controlados e extravagantes. Por isso, deve estar ansioso para dar uma olhada em fotos que exemplifiquem essa técnica avançada de sedução.

Depois dessa demonstração frame-to-frame, imagino que você já tenha sacado todo o gingado, molejo e sensualidade dessa belíssima dança do acasalamento. Leitoras do sexo feminino hão de concordar comigo o mero vislumbre das imagens já provoca reações, como risos.

E como eu zelo pelos suas habilidades de conquista, meu caro, eu vou mais longe. Clique aqui para assistir a um guia didático, com legendas em português, que mostra quais são os tipos de dança possíveis e qual você deve usar para descolar um par nessas noites de bolero.

Quando descolar uma namorada e se casar, volte aqui para me contar a história.

O Brasil é um país que carece de incentivo para pesquisas. O governo esquece de investir em ciência e tecnologia e as pessoas que escolhem alguma carreira voltada para pesquisa acadêmica se vêem diante de possibilidades tristes, com bolsas de incentivo ridículas.

E é por isso que eu admiro esses países de primeiro mundo. Eles investem tanta grana em ciência que os cientistas podem se dar ao luxo de fazer todas aquelas pesquisas inúteis das quais a gente ouve falar todos os dias. Não é por acaso, sabe? É porque lá o incentivo científico é maciço, e mesmo quem quer estudar coisas que não tem utilidade nenhuma é beneficiado.

Inspirador.

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Os ETs não estão vindo. Mas como seria se eles viessem?

É hoje. É agora. Olhe para o céu para ver: a essa altura, você já deve estar enxergando o disco voador. O quê? Não tem nada? Vai ver você não está preparado para enxergar.

Mesmo se os ETs não aparecerem nessa terça, como a Blossom Goodchild disse, eu já descobri: eles realmente existem. É que segundo os ufólogos da Associação Projeto Portal, essa previsão da Blossom Goodchild se trata de mais uma manipulação da ufologia casuística, ou seja, a criação de um boato que tem como objetivo gerar espectativa em cima de algo que não acontecerá. Assim, as pessoas ficam desiludidas e acabam deixando de acreditar neles. Os ETs.

Mas meu raciocínio é bem óbvio: se tem alguém que se preocupou em fingir uma mensagem de luz com o objetivo final de fazer todo mundo acreditar que ETs não existem, então os ETs existem. Senão ninguém ia ficar desesperado para provar o contrário.

No vídeo abaixo, um ufólogo da associação Projeto Portal explica porque nenhum ET vai aparecer no hemisfério sul:

Não sei o que são extraterrestres dimensionais, mas ele parece saber do que está falando, até porque tem parceria com grupos extraterrestres. Assistam até o final e não percam o vídeo institucional do Projeto Portal, que lembra os vídeos de um outro Projeto…

Infelizmente, não é hoje que as coisas vão ficar mais divertidas por aqui (e que eu vou trabalhar 20 horas seguidas). Mas num exercício de futurologia, vamos imaginar que coisas aconteceriam caso no dia 14 o céu fosse realmente povoado por uma nave extraterrestre:

  • Com a nave alienígena no céu, a crise se agravaria. Num surto de crise existencial, diante da revelação universal e certeira de que não estamos sós, as pessoas reconheceriam que dinheiro não tem valor nenhum.
  • Os grandes sites de tráfego de informações na internet não agüentariam o tranco. Seria um dia sem site de notícias, sem Twitter e até sem Orkut.
  • Os governos divulgariam todos os casos de UFOs ocultados todos esses anos. Área 51? ETs. Triângulo das Bermudas? ETs. Pé Grande? Um ET. Iggy Pop? ET. Steve Jobs? ET. Canetas BIC? Ets.
  • Todos os ufólogos e abduzidos, classes desacreditadas todos esses anos, que lutaram por reconhecimento e credibilidade, seriam imediatamente alçados à condição de visionários e incompreendidos. Uma vitória das minorias.
  • ‘A notícia’ se espalharia no boca-a-boca. E como no dia em que o PCC tomou São Paulo, muitas mentiras se tornariam verdades. Em poucos minutos, todo mundo já estaria trancado em casa, sob ameaça do boato de que os ETs já tinham descido da nave e estavam levando geral para o espaço.
  • O número de suicídios cresceria um bocado. Muita gente não ia suportar esse tapa na cara da burguesia raça humana.
  • Os controladores de vôo de todo o país entrariam em greve. ‘Já é difícil só com os aviões’, protestariam. E com razão.
  • O Guia do Mochileiro das Galáxias iria vender como banana.
  • Na televisão, todos os canais ficariam povoados com análises de ufólogos e temas extraterréstricos. À tarde, no programa da Márcia Goldschidmt, a pauta seria algo como ‘Ela me trocou por um ser de outro planeta!’ E no Superpop, mais à noite, assistiríamos empolgados à seguinte atração: ‘Exclusivo: o homem que foi camareiro na nave conta TUDO!’

E para terminar, na semana seguinte, na banca mais perto da sua casa:

Posso pensar em mais centenas de conseqüências que a chegada de uma nave extraterrestre traria a sociedade. Você pensou em alguma?

*Obrigada, Thiago

**Esse post foi publicado às 2h da manhã do dia 14. Ainda não havia nada no céu. Se esse cenário mudar em algumas horas, peço desculpas pela precipitação. Nunca desejei tanto estar errada.

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Você sabe o que vai acontecer no próximo dia 14 de outubro?

O Olhômetro completa um ano nessa data. Mas mais importante que isso é o que esse vídeo explica o que vai acontecer no dia 14 de outubro de 2008. Segundo uma mulher que se diz médium canalizadora de mensagens do cosmos, conhecida por Blossom Goodchild (e cujo site pode ser visto aqui), nesse dia, uma terça-feira – daqui uma semana – uma nave extraterrestre se fixará no nosso céu. Lá ela ficará por três dias, despertando todo o tipo de reação das autoridades.

Ainda de acordo com a mensagem, as forças armadas de determinados países farão de tudo para tentar penetrar no campo ocupado pela nave, mas não terão sucesso. Como eu disse, o OVNI ficará por cerca de três dias no mesmo lugar, nos permitindo registrar vídeo e foto da aparição, mas não fará contato ainda. Se trata de uma missão de reconhecimento, para mostrar que eles vêm em paz.

Essa mensagem está rodando na internet em várias línguas já há três semanas. E se tem uma coisa que eu quero acreditar é que eles estão chegando para me levar de volta. Mas o meu ceticismo fundamental me impede de acreditar 100% em algo assim.

Ou seja: no dia 14, vou sim olhar para o céu, esperançosa. E vou acompanhar o noticiário com afinco. Mas não tenho muita certeza se vou ver algo, não.

Para os mais céticos, eu dou um conselho: eu nunca estive lá fora. Mas alguns de nós já estiveram. Os astronautas. E se tantos deles disseram que a parada existe, ou esse negócio de falta de gravidade endoidece ou definitivamente não estamos sozinhos…

Para mim, está óbvio que eles estão vindo aqui comemorar o aniversário do blog.

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