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Arquivo: Internet

Sorria. Você está sendo monitorado

Google: vilão ou mocinho?

Ele chegou devagar. Primeiro, desenvolveu um mecanismo automático capaz de indexar todo o conteúdo existente na Web e organizá-lo. Isso é bastante coisa, mas ele não se deu por satisfeito.

Os passos seguintes foram lentos, mas certeiros. Primeiro, em 2000, ele começou a vender espaços publicitários contextuais nas pesquisas. Daí veio o serviço de busca por imagens e o agregador de notícias, Google News, em 2001. De olho na explosão de produção de conteúdo pelo usuário, adquiriu o Blogger.

Não parou por aí. A idéia era se tornar parte da vida pessoal do usuário da rede. Veio o GMail, o Google Desktop e o Orkut, e bem depois, a compra do YouTube. Em pouco tempo, a maioria das suas ações na internet era intermediada pelo Google. Agora a empresa disponibiliza praticamente todos os serviços que o internauta médio pode utilizar: Google Adsense, Google Maps, Google Calendar, Google Docs, Google Earth, Google Chrome, todos integrados a um grande sistema.

O Google sabe quem são seus amigos, sobre o que você fala com eles, o que você compra, por quais assuntos se interessa, os lugares que costuma frequentar, seus compromissos, quantas, quais e como são as pessoas que acessam seu blog todos os dias. Sabe o que você filma e o que você disponibiliza de conteúdo na internet. Sabe até onde você vai amanhã, porque antes de ir você consulta o serviço deles no Maps que informa a melhor rota de transporte público. O Google sabe os temas dos seus trabalhos da faculdade e, se vacilar, até quanto você ganha e o que faz com esse dinheiro (se você usar o Spreadsheet para colocar os gastos numa planilha, por exemplo).

O Google podia te ver se você tivesse na superfície do planeta, seja lá onde fosse. Antes dava pra ir pro fundo do mar e fugir da perseguição – agora, nem lá. E se você planejava, não sei, ir pra outro planeta, esquece – o Google está lá também.

Só faltava o Google saber onde você está agora. Agora. Mas só faltava. O mais recente lançamento deles, Google Latitude, permite que os usuários de celulares acompanhem compartilhem com amigos e parentes (mediante autorização) sua localização num mapa, em tempo real.

Não existe mais nenhuma informação que o Google não possua sobre você. E caso você não tenha notado, isso é muito perigoso.

Mania de perseguição? Paranóia? Tem certeza?

Você nunca se perguntou o que governos totalitários não fariam se pudessem ter acesso a dados tão específicos de tantos cidadãos? Se você leu 1984 (e se não leu, leia), sabe do que eu estou falando. O Google é um cara legal (e ele demonstra isso fazendo coisas como essa ou essa), mas ele está submetido aos desígnios dos governos dos países em que está instalado. Corporações não têm ideologia, meu caro – a não ser que ‘lucrar’ seja uma. O Google se submeterá a qualquer governo e a qualquer regra que esse governo impuser, se isso significar não sofrer sanções financeiras (E isso já aconteceu: leia mais sobre a polêmica do Google na China aqui, aqui e aqui). Não pense que uma corporação de grandes proporções vai deixar de ganhar milhões para preservar sua privacidade, porque não vai. Isso tudo considerando que essa postura ainda louvável da empresa é a oficial – e se já existir uma não-oficial?

Aliás: da privacidade, se é que ela existia ainda, não resta mais nada. Se você está na internet e usa os serviços do Google, já está ferrado. E o pior – não há escapatória, não há como se arrepender e voltar atrás. Um ‘suicídio digital’ seria impossível, já que nenhum dado da rede se perde e seus registros sempre serão preservados, de uma forma ou de outra, ainda que você apague todas suas contas em todos os serviços que usa e suma desse e de qualquer computador.

Claro que quanto mais ‘conectado’ for um país, mais suscetível a esse controle ele estará. Como a porcentagem do mundo que usa a internet é baixa, boa parte da população (a mais pobre, e por consequência a que menos consome e portanto alvo não tão desejável) ainda está fora dessa ditadura. Mas as lan-houses, a popularização do computador e a consequente ‘inclusão digital’ estão aí (sem mencionar o laptop de US$ 100, projeto que sai-mas-não-sai desde 2005). E se você é minimamente informado, sabe que o site mais usado pelos brasileiros que podemos considerar analfabetos funcionais digitais é o Orkut.

Tá pensativo? Me acha louca (como se isso fosse qualquer ofensa)? Dá uma lida no post do Doni, que não é oh-tão-sensacionalista como o meu, mas fala exatamente da mesma coisa. Por causa do lançamento do Latitude, gente mais inteligente do que eu ficou preocupada com essa ‘Googlerização’ do mundo. E pra arrematar (e te deixar, definitivamente, com a pulga atrás da orelha) leia aqui (num PDF de 5MB) o Scroogled, um conto de (não?) ficção que se passa num futuro aparentemente não tão distante, em que um governo de extrema direita tem acesso, por meio de leis criadas exclusivamente pra isso, a todos os dados que o Google já coletou sobre usuários.

Cara, na boa. A Polícia Federal pode obrigar o Google a fornecer dados sobre possíveis pedófilos. Você tem certeza que ela não pode obrigá-lo e fornecer dados sobre você se te considerar um possível qualquer coisa? Não existe quebra ilegal de sigilo bancário e telefônico? O que te faz ter certeza que não possa haver quebra ilegal de sigilo… digital?

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Post it #01

Post it no Olhômetro - logo

Quem batizou a seção, que vai dar as caras por aqui todas as segundas, foi o Rubens, nesse comentário aqui. Na Post it, coisas curtas e diretas que poderiam ter ido (ou foram) para o Twitter durante a semana, mas que valem a pena serem mencionadas aqui.

#Benvindo!
Odeio nova ortografia, mas preciso usá-la para receber adequadamente os novos leitores, provenientes de uma recente home do Yahoo! e de um surto de seguidores novos do Twitter. Sinta-se à vontade e ajude-me a melhorar essa bagaça sugerindo temas pra texto, mudanças de layout e doando dinheiro usando o formulário. =)

#AIDS tá foda
Recebi de um morador de rua, do metrô, na última semana, um bilhete que dizia o seguinte:
“Estou com fome e preciso da sua ajudar pois estou morando na rua é porisso que tenho HIV”

#Sou jurada de um concurso from hell
Meu leitor mais influente nos círculos iniciáticos ocultos me convidou pra ser jurada de uma promoção que ele tá fazendo na coluna dele lá no Sedentário. Os prêmios são loucos – pra quem gosta dessas coisas. Check it out.

#Você fala inglês?
O Anderson não.

#Favor não trazer bandido pra casa
Ainda bem que o síndico avisou.

#Fuja para as colinas enquanto é tempo

Norberto vai estrelar filme pornô

Óia o link.

#Obamize-se você também
Não dá pra ser o cara, mas você pode ter um pôster igual ao dele. Com sua foto. E escrever o que quiser embaixo. Olha o Jonas, minha coruja de pelúcia:

Jonas Obamizado

#Jesus Cat
Ligue as caixas de som e você verá que Jesus voltou – no corpo de um gato.

#Termômetro de Ouro no AOE
Embora os concorrentes sejam todos muito fortes, estamos indicados como melhor blog no prêmio mais quente da galáxia, o Termômetro de Ouro. Glue there e vota na gente. Ou não.

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Conquiste a garota seminua na banheira

Mas precisa entender inglês. Infelizmente, não tem legenda.

Como a barreira da língua limita bastante o acesso, vou explicar aos não-falantes que eu não estou apelando para a pornografia interativa pra conseguir visitas pro blog. Esse é um híbrido bizarro e genial de vídeo do YouTube com aqueles livros tipo RPGQuest (o nome era esse?), em que você era um herói, tinha X opções e cada uma delas te levava a uma página diferente do livro, na qual você encontraria outra situação… etc. É parecido com aquela brincadeira dos zumbis que eu postei aqui outro dia.

A diferença é que esse vídeo tem uma mulher seminua numa banheira, um humor nonsense e um narrador genial. E você pode escolher entre opções improváveis para conquistar a garota na banheira, como passar um esfregão na cara dela, afogá-la ou descascar-lhe batatas.

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Uma revelação sobre a Mamma Bruschetta que vai explodir seu cérebro

O título é bizarro, mas confie em mim e continue.

Na noite dessa quarta, muita gente tava assistindo à estreia (agora sem acento) da 5ª temporada de Lost ao vivo e comentando pelo Twitter. As pessoas estavam relatando surpresa e nós mentais, bem característico de episódios do seriado. Mas nada poderia ter chocado mais a comunidade twitterística da madrugada do que a revelação a seguir, feita pela @flaviadurante:

Mamma Bruschetta é o Zero do Rá-Tim-Bum

Como assim?

Mamma Bruschetta, a maioria de vocês deve saber, é um personagem bizarro que comenta novelas e fofocas em algum desses programas que passam à tarde, e que é um homem parecido com um mulher ou vice-versa. Muita gente tem dúvida sobre isso, e eu já me envolvi em discussões calorosas afirmando que ela era ele. Se ainda não sabe, talvez você seja capaz de reconhecer pela foto (ou por esse vídeo do aniversário dela, imperdível):

mamma_bruschetta

Agora, a segunda parte.Você assistia Rá-Tim-Bum, mas não lembra quem é Zero? Acho que a solução mais adequada é deixar que o YouTube refresque sua memória (a sensação familiar de ‘aaaahh, lembreeeei’ precede a explosão da sua cabeça em seguida):

SIM, é ela. O ZERO É A MAMMA BRUSCHETTA. Nesse momento sua mente está em negação, mas daqui a alguns segundos tudo ficará muito claro e fará muito sentido. Sim, sim, eu também passei pela negação. E sei que agora não adianta falar, mas eu JURO que lembrava da Mamma Bruschetta de algum lugar, com alguma referência anterior…

Foi quase como quando eu descobri que o logo do Carrefour era um ‘C’. Porque eu via um ETzinho ali, desde sempre. E não fui só eu: essa ilustração, tirada de um post do Irmãos Brain que desvenda o mistério, prova que outras pessoas também viam um ETzinho (consciência coletiva e tal):

carrefour3

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Microsoft Songsmith é o programa mais engraçado da história

Você chama um programa gratuito de Freeware. Um software daqueles que você testa por 30 dias e depois precisa adquirir a versão original é chamado de Shareware. Mas a Microsoft, com a criação do Microsoft Songsmith, inaugurou uma nova categoria de software: FAILware.

Microsoft Songsmith

O Songsmith é o melhor amigo do letrista solitário, que não é bom em compôr melodias. Basta cantar sua letra criativa sobre uma base de bateria que o programa disponibiliza, setar algumas preferências e – voilà – você tem sua própria música personalizada pessoalmente por você mesmo! E feita POR UM COMPUTADOR! De maneira intuitiva, prática, barata e indolor!

UAU! Mas isso é fantástico!

Na teoria. Pois veja os resultados com músicas de verdade (só pra ter uma idéia de como o programa é bom em detectar a melodia ideal para a letra que você criou):

Um clássico do mambo… quase não se nota a diferença: The Police, com Roxanne

Pérola do britpop convertida num cancan maluco:  Don’t Look Back in Anger, do Oasis

E fica pior: nego musicou até discurso do Obama, que aliás ficou de uma simpatia e alegria indescritíveis.

Como se a coisa não pudesse ser tão bizarra, a Microsoft vem e lança o produto com esse fantástico comercial, no qual a protagonista usa um Macbook (é sério). E puta merda, se você não viu nenhum dos vídeos acima, garanto que ao menos esse aqui vale cada um de deus 4 minutos:

O YouTube tem mais um monte experiências que corroboram para o FAILware da Microsoft que foi batizado de Songsmith. Dá uma olhada, é engraçado. Depois, faça o download da versão trial do FAILSmith (só vale por 6 horas, mas também, quem ia querer usá-lo mais do que isso) no site oficial e compartilhe conosco suas FAILsongs.

(Vi aqui. E depois aqui, com versões em MP3 pra download. E aqui, em seguida.)

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Conheça Marli, a Björk do agreste

Eu ponderei um pouco antes de veicular isso aqui. Pesquisei e descobri que é bem velho; ou seja, não estou falando de nada super novo e legal na internet. Além disso, é completamente trash e muito, muito perturbador.

Mas na possibilidade de alguns de vocês ainda desconhecerem a Marli, gostaria de fazer as honras.

Marli é doméstica de Ipirá, na Bahia, e seu talento para uma emulação trash com estética da fome da Björk foi descoberta pelo filho de seu patrão, que explica tudo detalhadamente aqui no FAQ do site da Marli.

Lembre-se: quando eu publico esse tipo de conteúdo, é só para garantir que você não se esqueça de que não é prudente duvidar das capacidades do ser humano. Reflita.

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Tô com muito sono

Significa que vou mais cedo pra cama, e não vou escrever. Daí eu durmo mais, afinal o limite é entre 8h30 e 9h, quando as marteladas começam. Mas já que você veio, vê o Fábio Porchat fazendo stand-up no Altas Horas e começa bem o seu dia (ou termina bem a noite, sei lá):

Esse negócio de stand-up já tá mó batido, mas os caras bons são sempre bons. E esse é provavelmente um dos únicos caras que eu chamaria de histericamente engraçado. Nervoso e desesperado e engraçado.

(Diga da Gi)

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Uma opinião (que ninguém pediu) sobre publicidade em blogs

Não sei se a maioria dos meus leitores é blogueiro. Espero que não, ufa. Os que são provavelmente estão sabendo da polêmica em voga no momento, a comunidade ‘O Fim da Blogosfera‘ no Orkut, que em vez de lutar pelo cancelamento dessa palavra abominável do nosso vocabulário, discute as práticas comerciais adotadas por blogueiros.

Eu estou por lá. Pela comunidade, digo. É que eu gosto de discutir as coisas, pra poder enriquecer minha visão sobre elas com os outros pontos de vistas – pouco ou muito diversos. Essa minha postura, às vezes, é um problemão, porque minha cabeça fica cheia de coisas e, diante de vários panoramas de uma mesma coisa, é bem mais difícil de tomar uma decisão.

O bom é que, quando você toma uma, tem a consciência de que fez isso considerando várias possibilidades, pessoas, argumentos. Isso sustenta mais sua opinião dentro da sua cabeça (e pros outros).

Depois de refletir sobre o assunto 35 mil vezes, cheguei à seguinte conclusão (na verdade, apenas teorizei o que já fazia na prática): minha missão aqui é ser coerente. E quero explicar isso pra quem lê meu blog, porque devo satisfação pro meu leitor.

- Coerente com o que acredito e com meu objetivo final no blog, que é me divertir escrevendo sobre o que gosto;

- Coerente com o que o leitor espera, ou seja, conteúdo (e é esse o ponto mais importante na relação);

- Coerente com a possibilidade real de ganhar algum dinheiro no blog.

Meu blog nunca vai me sustentar. O que eu escrevo, como eu escrevo e, principalmente, para quem eu escrevo – jamais vai ser capaz de gerar rios de dinheiro. E é assim que eu quero que funcione: gosto de escrever para os meus poucos, mas inteligentes, leitores. Se eu gerasse conteúdo burro, para gente mais burra, certamente ganharia mais dinheiro, mas isso nem me passa pela cabeça.

Mas não posso excluir a possibilidade de, em um mês ou outro, ganhar dinheiro, porque ela é real e é interessante. Além disso, ajuda a pagar os gastos com o blog, que ficam entre 500 e 600 reais por ano. Se eu fizer isso de um jeito que acho correto (ou seja, identificando como propaganda e mantendo minha opinião intacta) e de uma maneira que se torne interessante mesmo para o leitor que não tem interesse no produto em questão (agregando conteúdo ao post pago, por exemplo), acho que cheguei numa fórmula legal.

Acho reprovável, contudo, não avisar ao leitor que você recebeu pra falar de um produto. Avisando, tá tudo ok. Mas O QUE EU PERCO SE FULANINHO FAZ ISSO?

Eu não perco nada. Óbvio que é reprovável, e que eu gostaria que ele fosse mais ético, mas eu gostaria que o mundo fosse mais ético, dentro e fora da internet. Não é, e nesse caso específico, quem trata os leitores assim – como burros – só vai se prejudicar. Quem tem esse tipo de comportamento na rede não me influencia – não me ‘rouba’ leitor, porque eu não quero leitor tapado. E nem existe isso de ‘roubar leitor’ na rede, né?

De qualquer forma, sou completamente a favor de qualquer discussão sobre o assunto (desde que ela não entre no âmbito particular, tipo ‘aquele blogueiro ganha muito dinheiro com o blog dele! por isso ele é escroto!’) e sou muito, muito a favor de rir dessas coisas. Tirar sarro é o melhor jeito de fazer a coisa acontecer, especialmente porque você pode deixar as pessoas servirem a carapuça…

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Coisas memoráveis de 2008

Não fiz muita coisa em 2008. Digo, coisas memoráveis. Pensando bem, fiz muitas compras. Acho que nunca consumi tanto, e não dá pra saber se isso é bom ou ruim, apesar de memorável (no sentido de que minha conta bancária ainda não se esqueceu dos gastos). Emagreci uns 15 quilos e engordei uns 3 de volta agora no fim do ano, mas ano novo é sempre um recomeço né? Dá pra perder tudo de novo, que a vida é isso mesmo. Mudei de emprego, e isso acarretou numa mudança de estilo de vida, também. Estudei algo sobre religião e ocultismo e mudei um pouco minha maneira de ver as coisas.

A questão é que, no geral, considero o balanço positivo, porque acho que me tornei uma pessoa melhor. Quer dizer, não sei se me tornei de fato – mas tenho tentado, e o ano foi marcante porque eu meio que oficializei isso como um dos objetivos da minha vida.

Sem mais breguices, falemos das coisas memoráveis deste ano que passou (aliás, observem que é o ano das meninas):

Menina Eloá: minha cidade em evidência na mídia

Não é sempre que Santo André se destaca no noticiário. Que eu me lembre, aconteceu apenas duas vezes – quando Celso Daniel foi seqüestrado (aliás, você sabia que todo mundo que teve contato com ele na noite do seqüestro, do cara que estacionou o carro dele no restaurante ao garçom, foi assassinado?) e depois quando Lindemberg, insatisfeito com sua suposta cornice, achou legal balançar um pouco as coisas. Mas não só de seqüestros é feita minha cidade, viu?

O caso, que vai ser mencionado e re-mencionado na história como um dos maiores fracassos em resgates na história do país, chocou a opinião pública. Sim, CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Porque a opinião pública é babaca.

E a Nayara, que de boba nada tem, até hoje colhe os frutos do infortúnio de ter estado no apartamento aquela tarde. O mundo é dos espertos.

Menina Isabella

Fantasia de Edifício London, do caso da Menina Isabela

Bom-senso na fantasia FAIL

O mais incrível desse caso é que ele CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Essa frase, que me dá náuseas, não explica a comoção idiota das pessoas com essa história. Gente FALTANDO NO TRABALHO para ir até o edifício London é algo que não entra na minha cabeça. E nem passou 6 meses e todo mundo esqueceu do ‘casal Nardoni’ (menos a Veja, que não satisfeita, quer que eles se fodam muito mais do que já estão naturalmente fodidos).

O BA MA

Barack Obama sem camisa na praia

Ele foi eleito, eu fui na TV tentar falar sobre ele (mas o Lobão nem deixou), e tudo indica que apesar do carisma inegável do cara, a única diferença entre ele e o Bush é que ele não é um babaca (ok, isso é grande coisa). E CERTAMENTE não conseguiria desviar do sapato, porque é mais alto, o que aumenta a área de possível contato.

ETs deram bolo

Blossom Goodchild mentiu? ETs ficaram presos no trânsito? Nunca saberemos. Sabemos, no entanto, que muita gente ficou esperançosa. Isso tem um significado: tá todo mundo ansioso por algo que mude o cenário decadente em que a gente se encontra. Meu maior temor é que essa atitude deva partir da própria humanidade, e não dos pobres extratereestres.

Flora é a vilã mais apaixonante desde Odete Roitmann

Flora, de A Favorita (Patrícia Pillar)

Não é fantástico observar, dia após dia, do que aquela MONSTRA HORRÍVEL é capaz? Flora é má, muito má. Loucamente má, do tipo que gargalha quando faz maldade, do jeito que a gente gosta. João Emanuel Carneiro acertou, e isso vem de alguém que não costuma gostar de novela a não ser que ela seja muito boa (vide os lixos Negócio da China e Três Irmãs).

César Cielo, o heróizinho brasileiro

Diego Hipólito FAIL nas Olimpíadas

Quando Diego Hipólito fez a maior cara de FAIL da história e caiu sentado no tapete fofinho da ginástica olímpica e tudo parecia perdido, o homem da natação chegou. Inspirado nos triunfos sem precedentes do esquisito Michael Phelps, César Cielo se tornou rapidamente o novo namoradinho do Brasil e o brasileiro recordista de fotos mordendo suas medalhas.

Dunga fracassa na seleção

Brincadeira. Ou você achou que eu ia realmente falar de futebol aqui?

Menina Mallu Magalhães

Não dá pra negar que eu me interesso pela história da menina. Tive três fases na apreciação de Mallu. Primeiro, a descrença – achava ela apenas uma menina de 15 anos tocando violão e com um bom gosto musical, coisa que posso garantir que não é tão rara assim (na minha escola tinham várias do mesmo tipo, pseud0-intelectuais cantoras wannabe artistas). Depois, cedi e constatei que ela tinha composições legais e uma voz ok, que precisava de amadurecimento mas o caminho era promissor. E na última fase me irritei com o endeusamento, a superexposição e a babaca com linguagem de artista que ela virou. Mas vou acompanhar de perto, tudo, porque acho que é um desses fenômenos tipo Menina Eloá – a mídia foi lá e fudeu tudo.

Menina Maísa

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Ela é mais desenvolta do que 60% das pessoas que eu conheço. E ganha mais do que 100% delas, e tem capacidade de zuar o Silvio Santos ao vivo. Tenho medo do que ela vai se tornar, mas por enquanto tudo que posso dizer é que ops, tô bebada ainda ouviremos falar muito dessa menina.

Crise, crise, crise

A crise não existe. Ela é só uma coisa na nossa cabeça. É que enquanto disserem que ela está aí, ela vai estar. Economia funciona assim, né? Se todo mundo fingisse que nada tá acontecendo, ninguém ia deixar de consumir, os bancos não iam deixar de oferecer crédito e não haveria crise.

Brincadeiras à parte, eu continuo gastando. E você?

Pra 2009, o que eu espero?

Nada, que o segredo pra felicidade é não ter expectativas, né? No máááximo espero que o show do Radiohead realmente aconteça, afinal já tô com ingresso comprado.

Tô brincando. A gente tem sonhos no coração, né? Eu espero trabalhar menos e ter mais tempo livre (o que teoricamente se concretizará a partir de maio, quando já estarei sob jurisdição do novo contrato de estágio, que diminui minha caraga horária).

Mas isso não vai acontecer, porque nesta época provavelmente estarei envolvida com a produção do meu TCC.

Espero também me formar e me livrar definitivamente do parcelamento do meu diploma da faculdade.

Espero que tudo que está bem continue bem e que você continue lendo o blog. Espero que eu continue escrevendo nele, também.  Espero ler o dobro de livros que li esse ano, assistir o dobro de filmes, ouvir o dobro das músicas e conhecer o triplo de gente. E espero que eu tenha mais… paciência. Ou seja: espero ser capaz de esperar mais.

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Haja cachaça!

Acho que alguém do setor de marketing do Velho Barreiro tá meio sem noção (ou não). Dá uma olhada nessa fantástica promoção:

180tampinhasnormal

Nada? Vou te ajudar.

180tampinhas

Tá aí! Agora basta juntar CENTO E OITENTA TAMPINHAS DE GARRAFAS DE 910ml DE CACHAÇA para concorrer. São apenas 163,8 litros de PINGA PURA.

Ah! E depois de se afogar em quase duzentos litros de caipirinha, basta juntar UM REAL E CINQÜENTA CENTAVOS e seu fígado e trocar por uma incrível bola.

E pensar que na minha época bastava comprar um calçado no DIC que a gente ganhava umas três bolas.

Eu tentei calcular quantos comas alcoólicos isso seria capaz de causar em alguém, de acordo com a informação contida nesse site, mas foram tantos que eu parei.

Via Santa Helena, no twitter

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