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A vida não é como no The Sims

Eu nunca me senti à vontade para tirar foto com pessoas famosas encontradas aleatoriamente nos lugares. Primeiro, achei que tinha vergonha de ser inconveniente e invadir um momento pessoal do fulano para pedir uma foto. Depois, também me dei conta que eu não dava muito valor para uma foto com um cara famoso, simplesmente porque essa foto não tem valor nenhum e não quer dizer nada – exceto que por uma coincidência eu estava no mesmo lugar que essa pessoa. Em terceiro, se for o caso de registrar a presença da pessoa, prefiro tirar uma foto dela – e não com ela. Só tirei foto com pessoas ‘famosas’ uma vez, ocasião perdoável pela situação, que um dia eu conto.

A minha dúvida é a seguinte: tirar fotos com pessoas famosas realmente dá algum status quo social? Existem pessoas que perseguem celebridades das mais bizarras, das quais elas nem são fãs, por uma foto. No show do Muse, um fulano pediu parar tirar uma foto com o Rafael Losso.

Para quem não sabe, Rafael Losso é esse cara aqui:

Quem é Rafael Losso na noite? Ele já foi VJ na MTV, ok. Um monte de gente não gosta do jeito meio retardado dele, ok também. E ele é um cara legal. Mas que tipo de nível de popularidade o carinha do show do Muse vai elevar se mostrar aos amigos e família uma foto dele com o Rafael Losso? Digo, realmente existem pessoas que escolhem os amigos pelo número de fotos com famosos que eles têm no álbum do Orkut? Porque isso me parece improvável, e torna o conceito de foto com celebridade totalmente sem sentido. Vamos supôr que existam dois motivos para posar ao lado de um rosto conhecido:

1) Mostrar aos amigos, que ficarão encantados e gostarão muito mais de você, e colocar no Orkut, o que atrairá muitos amigos até você e você se tornará incrivelmente popular;

Já provamos que essa hipótese é furada, já que não consigo conceber a existência de alguém que dê valor social para uma foto de tietagem. A possibilidade do Orkut é algo a se considerar. Como muita gente considera importante a situação social no Orkut (o que explica inclusive exibição insistente de fotos no exterior, caso tiver, no mesmo álbum), e sua imagem no Orkut é constituída pelo quão descoladas são suas fotos…

2) Saber que você é muito, muito legal por ter encontrado alguém famoso por acaso;

Essa possibilidade é inválida por vários motivos. Mais óbvio, se você se acha legal porque encontrou alguém POR ACASO em um lugar e tirou uma foto com essa pessoa, claramente não adianta você se achar legal, pois vai continuar sendo um babaca. Em segundo, qual o mérito de encontrar com uma pessoa aleatoriamente em algum lugar? E depois, se fosse para levantar o próprio ego, não precisava tirar a foto, bastava lembrar do momento.

Discutível também é o conceito de famoso nesse caso. Aparentemente, não existe um padrão, até por causa das celebridades de nicho na internet. Mas no geral, basta aparecer na TV mais de três vezes e algumas pessoas já podem desejar tirar fotos com você. E as escolhas às vezes são terrivelmente inexplicáveis (como o exemplo do Rafael Losso).

Posso entender que demonstrar proximidade com alguma celebridade é algo que traz sim status quo social (entre pessoas estúpidas, mas a maioria delas é, então ok). Mas ninguém que tira essas fotos está FINGINDO ser amigo do cara. Pra começar, todo mundo sabe que foi uma coincidência você encontrar com o fulano. E são retratos claramente tietístiscos, normalmente tirados ao lado da pessoa famosa em questão, ambas com um largo sorriso no rosto, como se aquele encontro fosse tudo o que tivessem sonhado por todas suas vidas. E amigos de celebridades não tiram fotos com elas porque e exibem para os outros.

No fim, minha conclusão é a seguinte: a vida real não é como o The Sims. Retratos como esses não te dão +++ em todos seus relacionamentos. Exceto talvez no Orkut, fotos com o Latino ou com a Proibida do Funk (tem essa mulher, né) só fazem você se sentir legal, mas ninguém vai gostar mais de você por isso, e você também não vai atrair pessoas bonitas e legais porque tirou fotos ao lado de gente famosa. Eu sou fã de algumas pessoas, mas isso me dá vontade de ser amiga delas, sabe? Aquele cara que parece tão legal que você tem vontade de trocar uma idéia. Mas tirar fotos… tirar fotos não faz sentido.

Minha ressalva fica com as fotos ao lado de pessoas que você realmente admira – um cantor, ator etc de quem você é super fã. Acho que serve como lembrança de um momento no qual você se emocionou pois esteve perto daquela pessoa. Mas não entendo gente que tira foto com toda e qualquer coisa que se mova atrás de uma tela. É patético.

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Vazou uma música nova do Kaiser Chiefs: esqueçam Ruby

Um dia, houve uma banda da qual eu gostava muito. Não os achava inovadores, grandiosos nem nada: só eram divertidos o suficiente para me fazerem ouvir o primeiro CD deles por bastante tempo.

Eles se chamavam Kaiser Chiefs.


Q?

Ainda chamam. O Kaiser Chiefs pisou na bola no segundo disco, que é legalzinho, mas chato, repetitivo, previsível. Aquela ‘Ruby’, por exemplo, apesar do clipe excelente, se torna insuportável depois de poucas audições, chata demais. Não perdi meu respeito pela capacidade do Kaiser Chiefs de animar uma boa festa, mas fiquei triste que eles tivessem perdido a capacidade de me surpreender.

Mas eles a recuperaram. Mark Ronson é o produtor desse terceiro disco. E se o mojo não voltou por inteiro, veio ao menos em parte em uma das novas músicas, que já tem tocado nas rádios inglesas e se chama Never Miss a Beat. Perfeita para pista de dança, música fantástica, grudenta de um jeito bom, daquelas que você pensa ‘eu gostaria de ter feito’. E o riffzinho dela é daqueles que te dá vontade de conquistar o mundo. Rock’n'roll, manja?

Fora a letra, uma ode à rebeldia escolar, à geração burra da internet… praticamente uma versão moderna de Another Brick in The Wall [modo heresia roqueira off]

‘What did you learn today?
I learnt nothing.
What did you do today?
I did nothing.
What did you learn at school?
I didnt’t go.
Why don’t you go to school?
I don’t know.
It’s cool… to know nothing.’

É tão boa, tão boa, que eu não costumo fazer isso, porque dizem que é ilegal, mas vou abrir uma exceção: subi a música no Rapidshare e o link tá aí embaixo:

Kaiser Chiefs – Never Miss a Beat (2008) – DOWNLOAD

Parece que é oficial que o Kaiser Chiefs vem ao Brasil para o fabuloso festival Planeta Terra, que acontece em novembro. A notícia é boa porque um show do Kaiser Chiefs é algo que promete ser divertido, e porque o festival Planeta Terra, ao menos no ano passado, em sua primeira edição, deu um show em organização, especialmente após o trauma Tim Festival 2007.

A conferir.

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Blog Day 2008: indicando blogs legais

Soube primeiro lá na Cler que hoje, 31 de agosto, é Blog Day 2008. Hoje é dia de indicar cinco blogs que você gosta de ler e propagar pelo mundo a alegria que esses textos te proporciona (!). E como ainda faltam algumas horas para o fim do dia 31 de agosto, aproveito para subverter a ordem e indico não cinco, mas quantos eu quiser alguns blogs que valem a pena serem lidos. A conferir:

Topismos

Um blog de listas realmente divertidas. Inspirado pelo Rob Flemming de Nick Hornby em Alta Fidelidade, o Denis compõe coletâneas dos 5 melhores qualquer coisa, geralmente envolvendo música, cotidiano, cinema, literatura, TV, desenhos e todas essas coisas que a gente adora porque nos fazem parecer muito cool. Ele nunca repete o TOP5 e os temas são sempre muito legais.

RangoTRU

É pra você, homem, que se destaca na cozinha mas não deixa de lado seu lado BÁRBARO de ser. Aprenda a preparar bifes suculentos, molhos, massas e toda a sorte de guloseimas sem nenhuma frescura, como manda a etiqueta do verdadeiro homem-roots. GRRRRRRRR

Eneaotil

Quem escreve o blog é a Leonor, que tem um humor fino e impecável pra falar das aulas de Kung-Fu, do cotidiano no Sumaré e das peripécias do genial filho dela de 7 anos, o Lucas. Imperdível. Ok, os outros também são, mas você precisam me ajudar nessa, ok? Imagina, são vários mini-textos e eu não posso repetir adjetivos nem estruturas – além do que começa a cansar ficar descrevendo. Ok, próximo.

Tudo está rodando

Já falei desse blog algumas vezes aqui, mas agora a indicação é oficial. O Tudo Está Rodando é o outro blog do Carlos Alexandre Monteiro, carioca gente-fina responsável por abastecer os fãs brasileiros de Lost com toda sorte de rumores e informações no LostinLost. No TeR, tem de tudo um pouco (meio como aqui, mas ele não fala tanto quanto eu): música, literatura, cinema, internet. Sabe, essas coisas que a gente gosta. Clica lá, sério.

Dossiê Cultural

Tem todas essas coisas que a gente gosta de ler sobre, também. Vídeos na internet, cinema daqueles de discutir no circuito-augusta, música, literatura, notícias engraçadas e essas coisas. De um jeito bom – não é simplesmente mais um daqueles blogs agregadores de novidades. Tem texto, discussão, análise. Uma beleza.

O Esquema

Um mini-portal que reúne quatro blogs ultra-descolados, todos digno de leitura e de assinatura de feed. Tem música, livros, filmes, dicas, indicações musicais e essas coisas. Quase tudo que um leitor precisa para ser feliz.

Urblog

Eu faço jornalismo porque gosto de contar histórias de gente. E todo mundo tem uma história legal pra contar sobre si mesmo. Todo mundo é interessante se você souber por onde procurar. O Urblog anda por São Paulo com uma câmera digital e conversa com essas pessoas que podem não parecer interessantes para os olhos menos atentos. Genial.

From Lady Rasta

Eu gosto dessas pessoas que escrevem blogs impossíveis de classificar em um gênero. A gente não ganha com o adsense, mas escreve sobre o que dá na telha do jeito que quiser. Essa é a Lady Rasta. O nome lembra algo como Bob Marley e pans, mas parece que não tem nada a ver com isso.

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Beleza, mas… E o que você faria se seu filho fosse BURRO?

Por mais que o mundo esteja mais liberal, não é difícil encontrar por aí uns cabeças-duras no que tange respeitar a orientação sexual alheia.

Conheço muita gente com alto nível de instrução que diz muita besteira sobre os gays.

Eu acho que cada um pode ser o que quiser desde que não encha o saco de ninguém. Não há ponto em impedir a felicidade alheia se ela não prejudica ninguém – é racionalmente estúpido, baseado puramente num ódio infundado.

Aliás, invadir a liberdade individual alheia é algo que eu considero altamente reprovável. Acho surpreendente que as pessoas odeiem gays mas finjam não ligar praqueles tipos que ouvem música alta no celular dentro do ônibus. Aliás, celular com alto-falante e MP3 player só devia ser vendido sob assinatura de um termo de uso E rigorosos testes de boa-educação e de noções de convívio social.

Mas estou divagando. A questão é que muita gente, pra essas questões que envolvem homossexualidade, além de limitada, é burra. E embora essas coisas possam ser sinônimos em alguns casos, aqui elas não são:

(Via vende-se churros)

Moral da história? Prefiro ter um filho viado do que um filho que não saiba a diferença entre ser viado e não ser.

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Se existe vida extraterrestre? Sim, e um bilhão de vezes

Qual a possibilidade matemática de existir vida extraterrestre? Vamos lá. Uma projeção científica modesta pode estimar com certa propriedade que o universo abriga cerca de 1 bilhão de bilhões de planetas. Isso é um chute baixo.

Outra projeção científica também modesta estima que a chance de um planeta reunir todas as condições para permitir o surgimento da vida é de 1 em um bilhão. 1/1.000.000.000.000. É uma possibilidade MUITO baixa, não é?

Usemos nossa parca matemática. Ainda com essas baixíssimas chances, num universo de 1 bilhão de bilhões de planetas, teríamos UM BILHÃO DE PLANETAS COM CONDIÇÕES PARA O SURGIMENTO DA VIDA. E isso porque estou usando estimativas mais modestas que as dos especialistas.

Ainda acha que estamos sozinhos?

Podecrer!

Esta noite, assisti mais um daqueles documentários sobre OVNIs. As histórias são sempre as mesmas, as imagens surpreendentes são sempre um céu escuro com um pontinho errante, eles normalmente não concluem nada mas eu nunca me canso de assisti-los.

Quem pouco me conhece pode pensar que eu sou cética, mas na verdade eu sou bastante ‘crente’. Só tenho o cuidado de duvidar de tudo o que ouço. E também gosto de fazer com que as pessoas questionem aquilo em que elas acreditam cegamente. É saudável.

Vi nesse documentário o relato de uma datilógrafa que trabalhou em uma base secreta nos EUA na metade do século passado, e teve acesso a documentos ultra-confidenciais que falavam de UFOs. Em 2006, numa entrevista gravada, ela disse que quando trabalhava, teve contato com uma espécie de metal que era super resistente mas muito leve, e que podia ser amassado, rasgado e dobrado à vontade porque voltava ao estado normal depois. Ela foi informada que era a fuselagem de uma nave espacial.

Outros militares envolvidos com Roswell (Major Jesse Marcel) também deram depoimentos sobre terem visto materiais semelhantes muito antes de 2007.

Agora confiram essa notícia de 2002 no site da NASA. Traduzo livremente um trecho:

Imagine, por exemplo, uma substância com 100 vezes a resistência do aço, mas que pese 1/6 dele; materiais que se regenerem instantaneamento se perfurados; superfícies que podem ‘sentir’ as forças aplicadas sobre elas; fios e eletrônicas tão pequenos quanto moléculas; (…) e líquidos que podem ficar sólidos e voltar para o líquido se quisermos. Todos esses materiais existem hoje… e há mais a caminho.

Claro que os materiais existem hoje. Eles existem desde a década de 50. E foram os alienígenas que os apresentaram para nós.

O principal problema com a Ufologia é que é uma ciência (?) tão desacreditada que só o nome já é motivo de chacota por si só. E é, realmente, algo engraçado. Você levaria a sério alguém que se diz ufólogo?

Agora, é de se pensar se não é uma estratégia muito boa fazer as únicas pessoas que estudam isso se passarem por loucas. Digo o mesmo das pessoas que relatam terem sido abduzidas.

O Saindo da Matrix reúne uma série de artigos confiáveis para não-céticos, e a seção sobre UFOs tem diversos registros interessantes sobre isso. Esse aqui, recente, fala sobre o astronauta da Apollo 14 que confirmou a existência de extraterrestres.

Foi lá que eu encontrei muita info para esse post, e também o vídeo abaixo, no qual várias autoridades militares e estudiosos (não use o termo ‘ufólogos’, porque daí parece que são um bando de lunáticos. A semântica é severa) relatam provas de que os líderes do mundo vêm escondendo da população a existência de vida fora da Terra há muito tempo. E eles falam por muito tempo, também. É mais de uma hora de vídeo.

Óbvio que ninguém vai ter paciência pra ver isso inteiro, mas isso é claramente uma estratégia para que as pessoas impacientes não fiquem sabendo da verdade, tipo um filtro. Viu? Nada nesse mundo é por acaso. Tudo acontece por um motivo.

E se no final de tudo isso você estiver preocupado, fique tranqüilo: você pode bloquear ataques mentais extraterrestres usando um chapéu de alumínio. Mais informações aqui.

Família prevenida vale por duas

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A vida na ponta do seus dedos

O computador já faz parte da nossa vida de maneira tão fundamental que já é muito difícil imaginar o mundo sem ele. O PC já se tornou uma extensão do nosso corpo. Mas é uma pena que alguns elementos da informática não possam ser incorporadas de maneira plena pelo ser humano.

Quem nunca teve o impulso de dar um Ctrl+C e Ctrl+V ao fazer uma anotação num bloquinho de papel? Ou abriu um livro em busca de um trecho específico e percebeu que daria tudo por um Ctrl+F, as teclas que buscam por algum termo específico?

Fato é que alguns desses comandos seriam incríveis se pudéssemos ter algo equivalente a eles na vida real. O Instituto de Pesquisas Olhômetro, após exaustivos estudos, apurou quais seriam os seis comandos mais legais se pudéssemos controlar nossa vida por um teclado.

6 – F5
Para quem não sabe, F5 é a tecla-atalho para atualizar uma página. Não imagina como isso pode ser útil na sua vida?

Você não aguenta mais seu celular do século passado, que só faz ligação e pesa meio-quilo? Fácil. F5. Quer dar uma repaginada no visual e trocar aquelas peças da estação passada? F5. Sua TV não é de plasma? F5. Serve até se você precisa, tipo, se atualizar em algo… quer dizer, isso na minha brincadeira, que vale o que eu disser que vale. Seus conhecimentos sobre pandas estão defasados, já que você não acompanhou o congresso mundial dos bichos fofos de 2008? F5!

5 – Ctrl+C e Ctrl+V
Lembra quando você estava no pré e a professora mala mandava ficar escrevendo 30 vezes a mesma frase, uma embaixo da outra? O quê? A sua não fazia isso? Talvez eu fosse um caso especial… Bom, ehr… então, lembra daquele trabalho de geografia da quarta série, que você teve de copiar da Enciclopédia Barsa que tinha em casa à mão? Se a gente pudesse usar o fantástico combo Ctrl+C e Ctrl+V, nada disso teria sido problema, e teríamos tido mais tempo para brincar (e nos tornado crianças mais saudáveis e felizes). E o Ctrl+C e Ctrl+V real life não serviria só para propósitos egoístas e pessoais. Quer resolver o problema do aquecimento global? Ctrl+C e Ctrl+V na Amazônia! Salvaríamos o mundo e só precisaríamos de 3 teclas.

4 – Page Down
Todo mundo conhece aquela pessoa que não vai direto ao ponto e fica dando voltas ao redor do assunto ao invés de falar logo. Se você, como eu, é do tipo que gosta que as pessoas sejam diretas, o Pagedown seria super útil na sua vida. Pule o blá blá blá: pressiona o Pagedown que ele te leva direto ao fim do assunto.

3 – Home
Não precisa nem dizer. Especialmente útil nos tempos de Lei Seca, quem não gostaria de um botão que te levasse para casa? Útil numa variedade impressionante de situações.

2 – Ctrl+F
Minha imaginação nerd voa só de pensar nas possibilidades de um Ctrl+F na vida real. Para começar, tem a possibilidade de procurar palavras específicas em textos impressos. Milhares de estagiários perderiam o emprego em empresas de clipping. Mas o que mais me epolga é a oportunidade de procurar referências automaticamente dentre as revistas e livros empilhados na estante.

Sem falar das possibilidades do Ctrl+F para procurar pessoas. Não mais veremos aquela cena clássica de shows, que incluem pessoas falando ao celular no meio da galera, esticando o pescoço e balançando o braço de maneira frenética, na esperança de achar o amigo que acabou de chegar… bastaria um Ctrl+F com o nome do fulano. Óbvio que, dessa perspectiva, um Google da vida real seria fantástico, mas estamos falando só de comandos do teclado, não é?


1 – Ctrl+Alt+Del

Como no PC, essa é uma combinação a ser usada em momentos críticos da vida. Sabe quando as coisas travam e você não consegue continuar, por excesso de problemas/preocupações/pendências? É quando embolou tudo e você precisa repensar algumas coisas – deixar algo para trás bruscamente para sua vida fluir mais livremente. Essas seriam suas teclas, meu caro. Com essas aí, quando a coisa apertar, basta dar um Ctrl+Alt+Del que ele acionaria a listagem de ‘aplicativos’, o quanto eles estaria deixando o seu ‘sistema’ crítico e um simples cliques de botão acabaria com a lentidão do sistema. Fácil.

Creative Commons License photo credit: Christian Frausto BernalLavado

AH, PERDI O CONTROLE!

Pensando bem, talvez as teclas preferidas variem de pessoa para pessoa. E supondo que um teclado possa controlar sua vida, existem teclas perigosas, tipo Num Lock. Ele é cruel. Quem nunca se irritou com ele depois de digitar um código de barras de 36 caracteres e perceber que o teclado numérico estava desativado?

Ou alguém pode esbarrar um Delete e acabar excluindo algo importante. Mas o pior seria ter que andar usando W, A, S, D. Acho que eu não teria paciência para isso.

BÔNUS: Passei o dia com a sensação de ter esquecido de alguma tecla fundamental. O Carlos e o Eric falaram de algumas nos comentários, mas eu continuei a sensação de ter esquecido alguma que já tinha passado pela minha cabeça e era muito boa. Mas o Paulo Henrique fez o favor de me lembrar, também nos comentários. Por isso, senhores, lhes apresento agora as vantagens de contar com uma destas na sua vida:

Ctrl+Z
AH! O Ctrl+Z. É a combinação de teclas mais formidável de um teclado – olha, talvez sua importancia desbanque a do Ctrl+Alt+Del. O Ctrl+Z simplesmente desfaz suas últimas ações. E isso é exatamente tudo que a gente precisava. Afinal, todo mundo já se arrependeu de ter dito algo, ou feito algo, muitas vezes apenas alguns segundos depois. O Ctrl+Z seria o melhor amigo dos corações impulsivos. E arriscar seria muito mais segurio: tentou, não deu certo? Desfaz.

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Turma da Mônica ‘adolescente’ de uma outra perspectiva

A essa altura, todo mundo já deve ter visto os novos quadrinhos ‘adolescentes’ da Turma da Mônica. Pra quem não tá sabendo de nada, o resumo: a Turma da Mônica, cujas aventuras eu costumava acompanhar mensalmente quando tinha 8, está ganhando uma versão teen:

Na nova revistinha, os personagens têm entre algo como 13 anos e foram destituídos de suas características mais legais: a Mônica se cansou de brigar com o Cebolinha e agora eles são amigos, a Magali não é mais comilona,  Cebolinha fez sessões com uma fonoaudióloga e não fala mais elado e, por último, mas não menos decepcionante, o Cascão toma banho de vez em quando.

Todo muito reclamou da política correta e parece que a internet alguém com um bocado de tempo livre, em sua imensa sabedoria e onipresença, atendeu às preces de quem clamou por uma adaptação mais novela-das-9ish (adoro as palavras que eu invento) da Turminha:

(Vi lá no Cardoso)

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Cultura pop: cabe tudo num balaio só?

Quando eu falo que escrevo sobre cultura pop aqui, é um eufemismo para dizer que eu escrevo sobre tudo que me dá na telha. Mas eu nunca, de fato, parei para definir precisamente que cazzo é a cultura pop.

Nesse momento difícil, recorremos à Wikipedia:

Cultura popular, cultura de massa ou cultura pop é a cultura vernacular – isto é, do povo – que existe numa sociedade moderna. O conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, como por exemplo as indústrias do cinema, televisão, música e editorais, bem como os veículos de divulgação de notícias. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado de uma interação contínua entre aquelas e as pessoas pertencentes à sociedade que consome os seus produtos.

Blá, blá, blá. Não é surpreendente que a Wikipedia, um veículo que é produto direto do fenômeno da Web 2.0, não mencione logo de cara a Internet como principal personagem na definição do que é cultura pop nos dias de hoje?

Coringa é cultura pop. Morte de Heath Ledger também, especialmente por causa do mistério

O principal movimento de informação e de opinião que hoje determina o que é cultura pop ocorre na internet. Os outros veículos – jornais, televisões, editoriais – muitas vezes detectam as mesmas tendências com um atraso revoltante. Ou seja: a Internet é muito mais eficiente em detectar e definir os rumos da cultura pop do que os meios que costumavam fazer isso (por razões óbvias, não vou discutir aqui a relevância da internet como meio de comunicação. Não estou falando para idiotas).

Ok, mas e na prática? O que se define como cultura pop? Se for música, cinema, TV e literatura, a internet não é incrivelmente capaz de unificar as quatro mídias em um meio só? A internet vai concentrar e disseminar tudo o que é cultura pop? Mas… política, ou episódios políticos, também não podem ser cultura pop? (Vide dancinha da impunidade)

Nessa sociedade da Cauda Longa, formada por nichos de interesses, a cultura pop assume um significado novo. Porque antes a cultura popular era ditada por meia dúzias de meios que eram os únicos aos quais 100% da população tinha acesso. Então, era mais fácil definir precisamente os elementos de mídia que faziam parte do imaginário popular. Mas hoje a cultura pop também é específica de cada nicho… ou não é? A cultura pop ainda cria elementos absolutos na sociedade? Ainda são feitos filmes, séries ou música que sejam referência unânime? Recorramos novamente à Wikipedia, pra ver se agora ela não pode nos ser mais útil:

A cultura popular está constantemente mudando e é específica quanto ao local e ao tempo. Dentro da cultura popular, formam-se correntes, na medida em que um pequeno grupo de indivíduos terá maior interesse numa área da qual a cultura popular mais generalizada se apercebe apenas parcialmente a existencia.

Os ícones da cultura popular tipicamente atraem uma maior quantidade e variedade de público; ocasionalmente, têm um cunho esotérico, como no caso da maçonaria. Existem duas razões porque os itens que atraem as massas dominam a cultura popular. Por um lado, as companhias que produzem e vendem os seus itens de cultura popular tentam maximizar os seus lucros, enfatizando itens que agradem a todos. Por outro lado, aparentemente, a cultura popular é governada pelo efeito meme de Richard Dawkins, o qual é uma forma de seleção naturalos itens da cultura popular com maior probabilidade de sobreviver são aqueles que atraem maior quantidade e variedade de público, propagando-se mais eficazmente.

Ok… se a internet é a aldeia global, e é capaz de reunir grupos de pessoas distantes em torno de um tema específico, é possível concluir que nessa era, os ícones da cultura pop são fixados com mais eficácia em grupos mais espalhados geograficamente. O volume de informações também colabora para um npumero muito maior de ícones fixados todos os dias.


Eu não sei o que é pop, mas o Ting Tings mostrou que sabe nessa música

Ainda assim… não conheço a fórmula. E ninguém sabe o que vai virar hit. Mais ainda: ninguém sabe definir com certeza todas as coisas que caracterizam a cultura pop, já que inclusive por causa da internet, os elementos dela variam. Na maioria das vezes é faro e bom senso, mas acaba sendo 100% no… achismo (eu ia dizer Olhômetro, mas achismo é mais adequado, não?)

A conclusão final é que, dizer aqui que eu escrevo sobre cultura pop é um eufemismo para:

  • Gostar de cultura pop, hoje, é o que a gente pode chamar de gostar de internet.
  • Poder falar de qualquer coisa, mesmo, e sob o pretexto de que estou falando de Cultura Pop…

O que você acha é cultura pop na era da internet?

*Falando em cultura pop, confira amanhã um TOP5 em homenagem ao maior mestre em referências pop da literatura contemporânea (e um dos meus autores preferidos): Nick Hornby. Agradecumentos ao César.

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Silvio Santos entrevista Maísa, a criança-prodígio do Sábado Animado

Existe um marco na história das crianças hiperativas-superdotadas. Podemos definir esse marco como A.M. e P.M., ou Antes de Maísa e Depois de Maísa. Sim, porque existem dois tipos de crianças prodígio:

No primeiro tipo, se encaixam Sandy & Junior (quando eram crianças, óbvio), Jordy, Menina Pastora Doida, Danny Boy (o sósia mirim do Gugu, lembram?), Mallu Magalhães e essas figuras.

No segundo tipo, eu só encaixaria a Maísa e o Halley Joel Osment (porque ele vê gente morta, e só por isso).

A Maísa é um fenômeno de crítica e de público. Há quem ame e há quem odeie. Ela é uma criança de 5 anos que emite opiniões abalizadas sobre moda, comportamento, alcoolismo, finanças e religião. Há quem defenda que a menina é um pequeno gênio, uma graça, toda fofa. E há quem ache que um adulto preso no corpo de uma criança de cinco anos não é algo fora do domínio do bizarro.

As duas correntes se digladiam nos comentários dos vídeos sobre a Maísa, mas os grupos hão de concordar em uma coisa:

A menina é engraçada pra cacete. Ela provavelmente é treinada pra isso, o que é assustador. Mas engraçado.

No último domingo, Maísa foi entrevistada pelo Sílvio em um daqueles programas de fim de noite dele. Na entrevista, ela contou como se sente em relação ao seu pai e o álcool (‘Eu fiz um trato com ele: ele não pode beber pinga. Nem cachaça’), conta o quanto almeja ganhar no SBT (‘Queria uns 200 paus’) e tira uma onda com a cara do Sílvio quando ele pronuncia ‘Óvo’, e não ‘Ôvo’. Vou reforçar: é imperdível. Abaixo, as duas partes da entrevista:

Nesses vídeos, Maísa expressa toda sua religiosidade. Observem a expressão de êxtase na qual a face da garota se contrai quando Sílvio pergunta o que ela pediria a Deus se encontrasse O Homem andando pela rua:

‘Deus, me dá sua paciência, me dá sua calma…’

Foi isso que ela pediu. E não pode demonstrar mais sabedoria – ela já tem consciência que precisa ficar um pouco mais calma depois de ter engolido um vidro de anfetaminas.

Destaque também para os trajes de Maísa, que reforçam ainda mais sua espiritualidade: esse vestido foi inspirado na coleção verão de Assinoê e Alibera. Divino, se me permitem o trocadilho. (E a piada é do C.A. Monteiro, o cara que continua rodando)

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Yahoo! Posts: o que é, como é e o que eu tenho a ver com isso

Neste domingo, dia 3 de agosto, tive que acordar cedo. Tinha ido dormir às 4h30, depois de uma noite de jogos sexo e drogas* diversão com os amigos, mas um evento importante me esperava. Despertei, peguei meus pertences e rumei ao Pacaembu, para a festa de estréia do Yahoo! Posts, sabiamente realizada num domingo (em vez de ter escolhido um dia da semana à noite, como têm sido todos os eventos bloguísticos pros quais eu tenho sido convidada e tenho recusado, já que trabalho à noite).

Como funciona:
O Yahoo! Posts é um projeto de grandes proporções do Yahoo! Brasil que manifesta o reconhecimento pelo valor da produção de conteúdo dos blogs brasileiros. Inicialmente, 100 blogs foram escolhidos e serão lidos diariamente por 4 consultores, que irão selecionar os melhores posts (de qualquer tipo e gênero – crônicas, notícias, lista etc) e repassar ao editor do projeto. Esse cara irá escolher os melhores e publicar na home do projeto. Existe também a possibilidade de ter o conteúdo publicado nas home do Yahoo!, tudo isso em troca de um banner do projeto nos blogs participantes.

Prévia do Layout do Yahoo Posts

Creative Commons License photo credit: Bruno Dul7

O evento de estréia foi temático. Futebol era o mote, porque a idéia foi exposta como um esquema tático de time de futebol, mesmo: 100 -> 4 -> 1 -> 3.000.000

É isso aí. São três milhões de pessoas acessando o Yahoo! diariamente e parte desse tráfego sendo direcionado para os 100 blogs do projeto (o número pode aumentar).

A home do Y!Posts estréia no próximo dia 6, quarta-feira, e esse blog que vos fala foi um dos contentes selecionados.  É em parte por causa do Y!Posts que eu implantei as mudanças que você viu aqui nos últimos tempos: template, freqüência de atualizações, plugins e todas as coisas.

Os caras envolvidos diretamente no projeto são nada mais, nada menos que Alexandre Inagaki, Nick Ellis, Gilberto Knutz e Edney Souza Silva (os quatro consultores), Ian Black (o cara que escolheu os blogs) e o editor, Pedro Jansen (o penúltimo no esquema tático, o último filtro pelo qual o conteúdo passa antes de ser veiculado).

Por quê é legal?
Porque eu estou nele. É legal porque é uma forma eficaz de seleção de conteúdo. Os blogs envolvidos no projeto serão divididos em grupos e cada grupo será analisado por um dos consultores, em rodízio. Eu não confio em sistemas que selecionam a qualidade do texto pela quantidade de comentários ou pela avaliação do usuário – o primeiro porque blogs pequenos, como o meu, quase não têm comentários; e o segundo porque sabemos que é comum grupos se organizarem para manter em destaque determinado conteúdo através de votação massiva. Um blog pequeno não tem meios de organizar um grande grupo para colocá-lo na home do Digg. Por isso que essa seleção humana é mais vantajosa pra mim e pros outros blogs de menor visibilidade.

Além disso, não quero ser brega mas não posso evitar: é muito legal saber que faço parte de um projeto do qual também participam caras muito, muito bons, alguns dos quais foram inspiração direta pra eu criar isso aqui. E tudo isso em menos de um ano blogando.

Panela?
Vi muita gente falando em panela. Reconheço algumas dessas críticas como despeito (‘não fui escolhido então é panela’). Mas peço para os que dizem isso olharem o meu exemplo. Ou o exemplo do Eric. Tenho certeza que nós dois somos alguns dos inúmeros exemplos de pessoas que não fazem parte da tal ‘panela’ e fomos escolhidos para o Y!Posts. Analise: se o critério fosse fama na blogosfera e número de acessos, porque eu e o meu blog que tem 500 acessos por dia, uma mixaria perto de qualquer grande nome, teria sido selecionado?

O evento:
Eu nunca assisti a um jogo de futebol no estádio. Pausa para as exclamações de vocês. Voltando. Nunca assisti, e a única vez em que fui a um estádio foi no Pacaembu, em 2005, quando assisti ao show do Pearl Jam. E foi para lá que eu voltei no domingo. Dentro do vestiário do Pacaembu, puffs roxinhos, um telão e uma decoração futebolísticas ambientaram a parada. Depois, conhecemos o campo (mas não podia pisar dentro das linhas) e comemos coisinhas gostosas. Ganhei uma camiseta com meu nome blog e uma bolsinha daquelas de jogar futebol. Eu não jogo futebol, mas a bolsinha é bonitinha.

O campo parece muito maior na televisão (e na foto também, mas pessoalmente é pequeno)


Não conheço ninguém nessa foto (exceto a Lily Allen lá atrás do lado direito, de óculos escuros.)


Eu disse que o edredom não era rosa
. É lilás. Quase roxo.

O que eu espero:
Além de ser feliz, espero dinheiro, fama e poder que o número de visitas aumente consideravelmente. Pára-quedistas vindos do Google são bem-vindos porque preciso viver de alguma coisa, e eles clicam no Adsense. Mas quero um público sólido de leitores. Quero que mais de 60% dos meus acessos seja de gente retornando. E quero quadruplicar meus pageviews e leitores de feed até o fim do ano. Considero essas metas razoáveis – não são inatingíveis, mas não dá pra garantir que serei capaz de alcançá-las, e por isso é um desafio. Ainda depende de esforço para produzir conteúdo de qualidade e de sorte para ganhar mais links. E falando em conteúdo de qualidade, isso é outra coisa que eu espero: que meus textos melhorem consideravelmente, já que agora cada texto bom pode significar um destaque na home do Yahoo!. Também espero que o meu plano de hospedagem agüente, mas essa é outra história.

Mais informações sobre o projeto?
Confiram os posts do Ian e do Knutz.

*Pai, é brincadeira.

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