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	<title>Olhômetro &#187; jornalismo</title>
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	<description>Cotidiano, viagens, crônicas, tecnologia e essas coisas</description>
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		<title>O que a princesa do Japão tem a dizer sobre os segredos desconhecidos do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 16:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Ela realmente é princesa do Japão, filha do imperador (eu chequei porque, né, vai saber). É jornalista e especialista em relações internacionais; é frequentemente fonte pra jornalistas pra comentar política internacional, ações humanitárias e essas coisas. Apesar de que achar que ela até fala umas coisas que fazem sentido, eu me recuso a acreditar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4476" class="entry-part"><p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/B9u6DDKbX6Q" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela realmente é princesa do Japão, filha do imperador (eu chequei porque, né, vai saber). É jornalista e especialista em relações internacionais; é frequentemente fonte pra jornalistas pra comentar política internacional, ações humanitárias e essas coisas. Apesar de que achar que ela até fala umas coisas que fazem sentido, eu me recuso a acreditar (assim, muito) que no dia 22 de dezembro o mundo vai mesmo acabar, que as pessoas más vão reencarnar em outro planeta etc etc.</p>
<p>Assim, é que se o mundo tivesse dando uma guinada pra uma era super espiritual, cheia de coisas inexplicáveis, eu esperaria que a grande inteligencia do universo fizesse isso aos poucos, e não em uma guinada, sabe? A gente vive em uma era extremamente materialista, e que cada vez mais considera esses materialismo uma verdade absoluta, sem questionamento. Então se as coisas vão de repente parar de fazer sentido, tudo que eu acharia justo é que isso acontecesse aos poucos. Não sei &#8211; de repente uma aparição de UFO em frente a uma câmera oficial de alguma emissora de TV filmando ao vivo, pela primeira vez, ou então um fantasma que desse as caras na mesma linha.</p>
<p>Se o mundo de repente ficar completamente místico de uma hora pra outra, assim, vai ser meio difícil de lidar.</p>
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		<title>Cowbird, uma plataforma pra contar histórias</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 17:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[cowbird]]></category>
		<category><![CDATA[crowdsourcing]]></category>

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		<description><![CDATA[Você lembra daquele projeto chamado We Feel Fine? Eu escrevi uma matéria sobre ele no Link em abril de 2010. O We Feel Fine, em poucas palavras, é uma interface gráfica para o sentimento do mundo. Ele agrega palavras chaves em gráficos que dão uma ideia de como o mundo está se sentindo em determinado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4460" class="entry-part"><p>Você lembra daquele projeto chamado <a href="http://www.wefeelfine.org/">We Feel Fine</a>?</p>
<p>Eu escrevi uma <a href="http://oesquema.com.br/olhometro/2010/04/27/ta-tudo-bem-agora/">matéria sobre ele no Link em abril de 2010</a>. O We Feel Fine, em poucas palavras, é uma interface gráfica para o sentimento do mundo. Ele agrega palavras chaves em gráficos que dão uma ideia de como o mundo está se sentindo em determinado momento. O resultado é fantástico, graficamente e conceitualmente. Você pode filtrar por gênero, nacionalidade, idade, datas &#8211; e pode saber, por exemplo, como os EUA se sentiu no dia 2 de maio de 2011, no dia segunte ao anúncio da morte de Bin Laden: nessa data, as pessoas os EUA se sentiram 6 vezes mais sortudas do que o normal.</p>
<p><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/12/wefeefineosama.jpg"><img class="size-medium wp-image-4462 aligncenter" title="wefeefineosama" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/12/wefeefineosama-594x363.jpg" alt="" width="594" height="363" /></a></p>
<p>Um dos criadores do We Feel Fine, Jonathan Harris, aparentemente guardou meu e-mail e me incluiu hoje nos destinatários pros quais ele enviou o endereço do seu novo projeto, o <a href="http://cowbird.com/">Cowbird</a>.</p>
<p>O Cowbird é um contador de histórias coletivo, que a plataforma chama de sagas. É pra organizar histórias e fazer jornalismo com crowdsourcing parecer lindo, bem editado. Dá pra incluir personagens, áudio, fotos, diálogos. Você cria uma saga e observa ela se desenvolver, à medida em que as pessoas acrescentam suas impressões, seus diálogos, as fotos que tiraram. Eu sei: &#8220;e no que isso se difere de um blog?&#8221;</p>
<p>Olha, de cara, em algumas coisas. Mas eu acho de verdade que é preciso entender uma coisa sobre a internet &#8211; talvez você não tenha percebido ainda, mas as ideias inovadoras da última década são consideradas grandes porque mudam a maneira como a informação é organizada pra gente e como a gente mostra essa informação pros outros. O que as pessoas compartilham não é o que importa &#8211; o que importa é como. Em que dispositivos, com que roupagem, com qual interface. É esse tipo de coisa que muda paradigmas.</p>
<p>Imagina usar o Cowbird pra uma cobertura coletiva nas revoluções no oriente médio? Durante uma tragédia natural? Durante uma eleição?</p>
<p>No Cowbird, você pode olhar a história do ponto de vista dos personagens que ela tem, dos lugares em que ela aconteceu ou das histórias que ela gerou, entre <a href="http://cowbird.com/about/">outras muitas coisas muito legais</a>. Serve até pra fazer um diário muito foda da história da sua (da minha, da nossa) vida. No site, uma das descrições diz que o projeto é a primeira biblioteca pública sobre experiências humanas.</p>
<p>O Cowbird por enquanto está em beta e só funciona com convite. Eu já pedi o meu, já que adoro contar umas histórias e tal. A saga-teste que está sendo contada no Cowbird se chama Occupy e é sobre, obviamente, o movimento Occupy nos EUA.</p>
<p><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/12/occupysaga.jpg"><img class="size-full wp-image-4461 aligncenter" title="occupysaga" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/12/occupysaga.jpg" alt="" width="500" height="342" /></a></p>
<p>É tipo o próximo passo pro que fez o The Guardian recentemente. O jornal anunciou que ia &#8216;abrir&#8217; sua reunião de pauta pros leitores, isso é, publicar no início do dia as sugestões de pauta e esperar que o parecer do público agregasse informações relevantes pro encaminhamento dos temas. O que o Cowbird faz é justamente trazer uma edição profissional, visualmente interessante e enriquecedora, pro que já vem acontecendo no mundo há um tempo: as coberturas espontâneas, descentralizadas, ricas, feitas por gente normal, do que acontece no mundo. Como deveria ser, é uma maneira de mostrar cada vez mais lados de uma história em um lugar só.</p>
<p>Enquanto isso, em uma vibe que vem direto dos anos 1900, tem gente que acha a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma super relevante. <a href="http://oesquema.com.br/olhometro/2009/06/18/bla-bla-bla-diploma-bla-bla-bla-jornalismo-bla-bla-bla-absurdo/">Tsc</a>.</p>
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		<title>Pelo direito de dirigir embriagado</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 14:29:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primeiro, assiste o vídeo: Ok, o cara é um babaca. Mas ele não tá dizendo mentira nenhuma. Parece que repetir esse discurso com certo orgulho é uma maneira que ele encontrou de ridicularizar a falta de rigor da legislação pra acidentes de trânsito. Claro que assumir isso é confiar no melhor cenário, mas acho que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4434" class="entry-part"><p>Primeiro, assiste o vídeo:</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/WjBjC7JPKzI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/11/tDcLP3Z_21281-NOT-SURE-IF-TROLL-OR-JUST-VERY-STU.jpg"><img src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/11/tDcLP3Z_21281-NOT-SURE-IF-TROLL-OR-JUST-VERY-STU-594x445.jpg" alt="" title="tDcLP3Z_21281-NOT-SURE-IF-TROLL-OR-JUST-VERY-STU" width="594" height="445" class="alignnone size-medium wp-image-4435" /></a></p>
<p>Ok, o cara é um babaca. Mas ele não tá dizendo mentira nenhuma. Parece que repetir esse discurso com certo orgulho é uma maneira que ele encontrou de ridicularizar a falta de rigor da legislação pra acidentes de trânsito. Claro que assumir isso é confiar no melhor cenário, mas acho que eu sou otimista.</p>
<p>E aí eu achei esse <a href="http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=115">manifesto pelo direito de dirigir embriagado</a>, que prega o fim da proibição de beber e dirigir, alegando que o crime que deve ser punido não é o de ter no sangue uma substância, mas sim o crime EM SI, no caso de a pessoa com a substância no sangue acabar fazendo alguma merda grande.</p>
<p>Eu não sei sobre isso. Se você raciocionar, existe realmente um aspecto Minority Report nas leis que proibem álcool e volante. Pos outro lado, punir só os motoristas embriagados que efetivamente cometerem algum crime parece impraticável num mundo com tanta gente (veja, talvez funcionasse em outros tempos: populações menores, maior senso de proximidade e cidadania etc).</p>
<p>E aí? Opiniões?</p>
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		<title>Um cara ocupado</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 02:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[cícero]]></category>
		<category><![CDATA[dj]]></category>

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		<description><![CDATA[Como não dá pra prever de jeito nenhum os caminhos pelos quais a vida nos leva, eu tenho feito muitas coisas sobre as quais eu, em outros tempos, faria piada. Uma delas é um curso de Cabala. Outra é que eu ando ATACANDO DE DJ. Muita coisa mudou na minha vida ultimamente &#8211; uma que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4427" class="entry-part"><p>Como não dá pra prever de jeito nenhum os caminhos pelos quais a vida nos leva, eu tenho feito muitas coisas sobre as quais eu, em outros tempos, faria piada. Uma delas é um curso de Cabala. Outra é que eu ando ATACANDO DE DJ. Muita coisa mudou na minha vida ultimamente &#8211; uma que não mudou foi a minha capacidade de fazer piada de uma pessoa que faz curso de Cabala, é jornalista e ataca de DJ.</p>
<p><div id="attachment_4428" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/11/madonna-jesus-kabbalah-kids.jpg"><img class="size-full wp-image-4428" title="madonna-jesus-kabbalah-kids" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/2011/11/madonna-jesus-kabbalah-kids.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Jornalista + DJ + Cabala = Madonna + Jesus Luz</p></div><br />
</p>
<div>O lance é que meu ATACAR DE DJ é bem amador. Eu não sei direito mexer no CDJ, que é aquele aparelho em que você coloca os dois CDs e vai alternando o que quer tocar. Você precisa fazer algo que pode ser fácil pro Jesus Luz, mas pra mim exige mais processamento do que meu chip permite, que é basicamente igualar as batidas por minuto das músicas pra fazer a transição de uma faixa pra outra de maneira não traumática pras pessoas que naquele momento se ocupam com mexer o corpo no ritmo do que você toca.</div>
<div>Como se não bastasse eu não ser capaz de fazer isso, no último sábado, em que eu toquei em Santo André, eu usei um programa no notebook que simula o CDJ, a porra do programa travou e a música parou, entrou uma do iTunes em cima, ai parou de novo, aí voltou a tocar uma que já tinha tocado. Depois desse caos eu toquei <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SfkvPnjb9hs">HEAVEN KNOWS IM MISERABLE NOW</a>, que é chata pra cacete, mas eu achei que era apropriada.</div>
<div>A banda da noite era o Cícero &#8211; que não é uma banda, cara, é um cara chamado Cícero. Eu sei que isso é o óbvio, mas eu quando vi o cover so Strokes dos caras, eu pensei &#8220;PUXA, se fosse mesmo um cara chamado CÍCERO com uma banda de apoio, seria SEI LÁ, CÍCERO &amp; banda, ou então algo como CÍCERO MARTINS, sei lá. DEVE SER UM BOM NOME DE BANDA&#8221;. Em todo caso, cagou tudo o set e eu fiquei com vergonha dos caras da banda porque o show deles foi tão bom que a primeira música até me deixou meio emocionada (sério, meio sem ar). Eu tinha ouvido só aquele <a href="http://www.rocknbeats.com.br/2011/10/31/is-this-indie-bandas-brasileiras-regravam-disco-is-this-it-do-strokes/">cover dos Strokes</a>, e pra ser sincera, o Cícero e a banda dele de Cíceros tem muito, muito mais a mostrar ao vivo.</div>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/FX9s_RfEzJE" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe><br />
<em>Essa é boa, mas ao vivo é muito melhor</em></p>
<div>O lance é que quando vc é DJ as pessoas pedem música, o que eu acho extremamente deselegante. No sábado, o garçon veio me falar que &#8216;o pessoal tá pedindo uma MPB ali (!), você tem alguma coisa?&#8217;, e puxa, o que é MPB em 2011? É Jorge Vercilo? É Ivete? É os dois ou nada disso? Mas o grande lance é que ser DJ atrai gente doida e tal. Segue o diálogo mais surreal que minha nova ocupação nas horas de lazer me proporcionou. Pra efeitos ilustrativos, vamos chamar o protagonista dessa cena de CARA OCUPADO:</div>
<div><strong>cara ocupado:</strong> MEU! Que demais essa música, meu, que som irado, curti muito esse som!</div>
<div><strong>eu:</strong> pôxa, obrigada! <img src='http://oesquema.com.br/olhometro/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </div>
<div><strong>cara ocupado:</strong> não, mas eu curti MUITO MESMO esse som. Queria ouvir ele assim no meu carro, sabe, num momento de lazer&#8230; sabe?</div>
<div><strong>eu:</strong> sei&#8230; é, bora ouvir né! rs (rs é o que melhor descreve a maneira como eu sorri pra ele naquela hora)</div>
<div><strong>cara ocupado:</strong> você não tem mais desse som aí?</div>
<div><strong>eu: </strong>tenho, claro&#8230; vou tocar mais umas coisas assim.</div>
<div><strong>cara ocupado:</strong> não, é que eu queria um CD!</div>
<div><strong>eu, preocupada:</strong> mas&#8230; mas&#8230; eu não tenho um CD, amigo.</div>
<div><strong>cara ocupado:</strong> mas eu queria que você gravasse um pra mim.</div>
<div><strong>eu:</strong> &#8230;</div>
<div><strong>cara ocupado:</strong> tem como gravar um cd desse pra mim, a gente vê um esquema de eu te encontrar pra pegar esse CD&#8230;</div>
<div>(nesse momento eu pensei que ele pudesse estar dando em cima de mim, mas VEJA, ele estava com a garota dele. Então não fazia sentido)</div>
<div><strong>eu, mais preocupada:</strong> nossa, cara, mas isso vai dar um trabalhão&#8230; você não acha mais fácil eu te passar o nome da música, daí você baixa?</div>
<div><strong>cara ocupado:</strong> não, meu! isso não funciona pra mim, não tenho tempo de ficar procurando, baixar. Eu sou um cara ocupado, trabalho demais. Eu faço adesivação de móveis, sabe?</div>
<div><del><strong>eu:</strong> CLARO, FRITAS ACOMPANHAM?</del></div>
<div>Importante dizer que ele se manteve com um sorriso eufórico e maníaco durante toda conversa. E enquanto os fiéis do Edir Macedo passam anos doando os tubos pra comprar vaga no céu, eu garanti a minha sábado PASSANDO MEU E-MAIL PRA ESSE MANO. Eu continuo sem acreditar, mas acho que ele era meio doido. Aguardemos os próximos capítulos.</div>
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><div class="more-link-container"></div></div><div id="post-footer-4427" class="post-footer clear"></div>]]></content:encoded>
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		<title>O lado escuro de Amsterdam (ou quase isso)</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2011/09/11/o-lado-escuro-de-amsterdam-ou-quase-isso/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 12:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Há mais entre o céu...]]></category>
		<category><![CDATA[Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[amsterdam]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[haxixe]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[misticismo de amsterdam]]></category>
		<category><![CDATA[red light district]]></category>

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		<description><![CDATA[Decifrando a origem da aura mística da capital holandesa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4345" class="entry-part"><p>A aura de misticismo em torno de Amsterdam tem mesmo razão de ser, mas eu acho que não dá pra sentir isso se você visita a cidade por três ou quatro dias. Ir pra Amsterdam de onde eu moro, como eu já contei no <a href="http://oesquema.com.br/olhometro/2011/05/24/o-dia-em-que-a-holanda-pira/">post sobre o Queen&#8217;s Day</a>, leva mais ou menos uma hora, entre ônibus e trem &#8211; o que é quase o mesmo esforço que eu tinha quando saia de Santo André pra SP, mas menor, porque pegar ônibus e trem aqui é quase prazeroso. Nos últimos dois meses, fui pra Amsterdam quase todos os finais de semana. E pra mim Amsterdam virou um daqueles lugares que, quanto mais você visita, mais você gosta.</p>
<p>Amsterdam é um lugar diferente. Pelas ruas, você quase não escuta holandês. Nesse fim de semana, inclusive, parece que a cidade foi invadida por brasileiros (deve ter sido o feriado) e eu e a <a href="http://www.twitter.com/xmarcelax">Marcela</a> escutamos português o tempo todo. Mas também muito italiano, e espanhol, e inglês. O lance é que Amsterdam tem esse equilíbrio bizarro entre uma cidade funcional, cheia de habitantes locais, e uma população flutuante imensa, todos os dias da semana.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="Show no canal by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/6137527775/"><img src="http://farm7.static.flickr.com/6184/6137527775_060727ec30.jpg" alt="Show no canal" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">OLHA A POPULAÇÃO FLUTUANTE IMENSA brinks. Isso é o que rola quando tem show nos canais.</p></div>
<p>E tem uma combinação de elementos completamente opostos, mas que por algum motivo, funciona. A Holanda é um país velho, e aqui as pessoas envelhecem com dignidade. Sério: saudáveis, com vida social, bem humoradas e educadas. Então não é anormal quando uma velhinha de andador cruza o Red Light District cumprimentando as FUNCIONÁRIAS, porque ela mora ali e conhece todo mundo, nem quando um senhor recusa o assento no tram porque prefere ficar de pé &#8220;com sua garota&#8221; &#8211; foi o que ele me disse.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 343px"><a title="A velhinha do Red Light District by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/6137561919/"><img src="http://farm7.static.flickr.com/6068/6137561919_e0c1fb31d7.jpg" alt="A velhinha do Red Light District" width="333" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Ela deu boa tarde a todas as moças da vitrine. Eu e a Ângela vimos</p></div>
<p>E aí a cada esquina tem uma loja que vende drogas. Não são só os coffee shops, que vendem maconha e haxixe, mas as smart shops, onde você pode comprar ervas alucinógenas de toda sorte, cogumelos, drogas sintetizadas legais, sementes. Sem contar os caras que te oferecem drogas ilegais na rua.</p>
<p>Por causa disso, se você observar as pessoas em Amsterdam, vai ver muita gente com o olho caído e vermelho pelas ruas, ou pessoas mais assustadoras, andando rápido e olhando pra trás, pálidas, suando muito, pupilas dilatadas. Tudo isso é comum por lá.</p>
<p>Amsterdam tem todo tipo de artista de rua, daquelas estátuas vivas até quem se veste de bichinho &#8211; tipo, sério, uma fantasia de coelhinho, de cachorrinho &#8211; ou com máscara do pânico, sei lá, e cobra pra tirar foto. Tem o cara que toca violino de maneira sublime e um tio sujo com chapéu pedindo moedas enquanto bate as mãos na corda do violão sem fazer acorde nenhum, que nem quando o seu sobrinho de três anos toca. E tem moedas no chapéu dele.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="O mano do violino by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/6138088300/"><img src="http://farm7.static.flickr.com/6210/6138088300_7b187ee81d.jpg" alt="O mano do violino" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Esse moço tocava violino bem, e o chapéu dele tava vazio <img src='http://oesquema.com.br/olhometro/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p></div>
<p>Mas também comum é o trânsito complicado. Gente, nada vai te assustar no quesito &#8220;trânsito de Amsterdam&#8221; se você vive em qualquer capital do Brasil, mas é que a cidade aqui tem outros PLAYERS. Os trams, cuja tradução mais próxima do português seria o &#8220;bondinho&#8221;, mas que se parecem mais com metrôs de superfície, correm por trilhos que muitas vezes cortam calçadões turísticos. Têm as bicicletas, que podem vir de vários lados, e os carros &#8211; especialmente os táxis, que guiam como malucos pra cima do turistas. Ah, e os canais, que muitas vezes não contam com barreiras na calçada.</p>
<p>O saldo é uma cidade cheia de gente com a percepção alterada, tentando atravessar a rua tendo que olhar pra cinco lados, sem esquecer que também não pode correr e cair na água, ou se distrair com a estátua viva, ou com uma mulher que de tão magra parecia uma caveira (ela certamente era doente), que tinha a coxa mais próxima de um fêmur que eu já vi em uma pessoa que anda e pra completar o cenário carregava um fuzil de plástico em tamanho real junto com a bolsa.</p>
<p>E o que você mais vai ver em Amsterdam é gente sendo salva de ser atropelada por um tram ou uma bike no último segundo segundo. Adrenalina e tal, turismo de aventura.</p>
<p>A host da <a href="http://www.twitter.com/xmarcelax">Marcela</a> é cirurgiã, e nos descortinou o lado negro dessa combinação. O trabalho dela é consertar gente que acaba vítima dos encantos de Amsterdam de algum jeito, desde os que engolem cápsula de cocaína pra traficar droga pra fora do país, até os que se jogam da sacada, bem loucos de de cogumelo, ou quem quebra a perna porque caiu no canal chapado. Na madrugada desse sábado, ela trabalhou a noite inteira.</p>
<p>Com tudo isso, Amsterdam ainda é uma cidade que não te dá, de jeito nenhum, uma sensação de insegurança. Toda a região central, bem pequena pros padrões paulistanos, é bem segura pra qualquer um, acompanhado ou não, caminhar a noite. Não significa que você não vai ver nóias, mas por algum motivo os nóias não incomodam.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="Vondelpark by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/6137597015/"><img src="http://farm7.static.flickr.com/6078/6137597015_94b070b613.jpg" alt="Vondelpark" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Vondelpark, que é lindo e seguro, mas onde não é bom de andar a noite, dizem - mano, óbvio, é um parque. Mata densa e tal.</p></div>
<p>E ainda que você vire a esquina e veja uma porção de homens afoitos em corredores do Red Light tão estreitos que fariam aquelas da favela parecerem bem confortáveis, você vira na próxima esquina e tem um maestro em cima de um ponto de ônibus regendo um coral de velhinhos na sacada de um teatro.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="Em frente à Dam by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/6138129778/"><img src="http://farm7.static.flickr.com/6169/6138129778_0c836c4c71.jpg" alt="Em frente à Dam" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Ele parou a rua - e alguns turistas ficavam maravilhados e começavam a tirar fotos e se esqueciam do tram, bem atrás do ponto. Eu salvei uma fotógrafa, juro</p></div>
<p>É essa dicotomia que dá a Amsterdam essa aura mágica &#8211; não é per se o fato de ter um casal de 65 anos fumando maconha no ponto de ônibus ou de você poder olhar prostitutas com lingerie que brilham na luz negra em uma vitrine. É justamente que haja todo o resto: as orquestras nos canais e os corais da terceira idade, as galerias de arte, as pessoas que vivem e trabalham ali, e que tudo conviva em relativa harmonia.</p>
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		<title>Viajando de graça (e comendo comida do lixo)</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2011/08/17/viajando-de-graca-e-comendo-comida-do-lixo/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 13:49:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[dicas de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[dumpster diving]]></category>
		<category><![CDATA[pegar comida no lixo]]></category>
		<category><![CDATA[viaje de graça]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem gente que não gasta nada viajando com Dumpster Diving, ou seja, buscar comida no lixo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4313" class="entry-part"><p>Nesse tempo na Europa, percebi que dá pra viajar baratinho por aqui &#8211; e em qualquer lugar &#8211; se planejando com alguma antecedência e sendo uma pessoa, hum, simples. Com as companhias aéreas low cost e as passagens de ônibus, dá pra cruzar distâncias longas com 30, 50 euros. As passagens noturnas de trem te economizam na hospedagem. Tem os hostels, que no leste oferecem uma cama honesta e, às vezes, café da manhã tipo hotel, por uns 15 euros. E se você não for comer naqueles lugares que são claramente pra turistas e procurar os restaurantes e cantinas em que os locais fazem as refeições, bom, dá pra passar o dia com 25, 20 euros numa boa em alguns países.</p>
<p>Claro que você vai passar por coisas tipo ninguém falar inglês no restaurante e não ter um menu em inglês, ou você chegar de noite e ter alguém na sua cama no dormitório, ou dormir em um cubículo chacoalhante de 6 metros quadrados num trem de 15 horas onde se acomodam 6 pessoas em bancos que viram leitos. Mas foi por isso que eu mencionei o termo &#8216;pessoa simples&#8217; lá em cima: é que precisa estar disposto a algum nível de aventura. Quem não tá, e pode pagar a mais pelo conforto, contrata uma agência de viagem. Mas também viaja sem surpresa.</p>
<div id="attachment_4316" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/100_8570.jpg"><img class="size-medium wp-image-4316" title="100_8570" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/100_8570-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Esse só tem três leitos, mas coloque mais três do lado direito pra ter uma ideia</p></div>
<p>E bem, é duplamente divertido viajar sozinha e em baixo custo. As coisas são bem mais espontâneas, apesar de um planejamento inicial ser necessário pra manter o budget baixo. Você conhece bem mais gente sozinho, e não precisa entrar em uma discussão só porque metade do grupo quer ir ver o museu e a outra metade quer ir ver a estátua. Não corre o risco de brigar com seu melhor amigo, o que é frequente, já que os melhores amigos na terra natal podem se tornar as piores companhias do mundo pra viajar se os dois não estiverem no mesmo ritmo. E com menos bagagem e menos roupa, você viaja mais confortável, carregando menos peso e fica mais livre. Principalmente, se questiona sobre o que é realmente essencial pra viver bem.</p>
<p>Mas esses clichês existencialistas não são a questão aqui. A questão é que eu fiquei sabendo, durante meu último mochilão, que tem gente que viaja o mundo de graça. Eu passei pela Grécia, pela Romênia, pela Hungria e terminei na República Tcheca. Também a propósito, Budapeste foi minha preferida, de longe, mas isso fica em outro post.</p>
<p>Não se trata daquela história BE A TRAVEL WRITER AND TRAVEL THE WORLD FOR FREE, que né, isso aí não funciona exatamente assim. As técnicas pra quem viaja de graça não são nada sofisticadas, e embora não sejam o créu, exigem disposição e habilidade.</p>
<p>Desculpe. Meu humor piorou muito aqui na Holanda.</p>
<p>De todo modo, na Romênia surfamos no mesmo couch eu e um espanhol chamado Guillermo, um professor de matemática barbudo e de cabelo comprido, com uns dentinhos bem brancos, que não devia ter 30 anos. No fim, passamos só uma noite no mesmo apartamento: cheguei e ele se foi na manhã seguinte. Mas conversamos bastante. Os papos de couchsurfers são sempre os mesmos, na verdade &#8211; idiomas, costumes, comida, viagens. Geralmente é isso, ao menos no começo. E eu não tô reclamando.</p>
<p>Daí que os hosts tão querendo fazer uma viagem de volta ao mundo daqui um ano ou dois, e perguntaram ao Guillermo, que já tá na estrada há um tempo, quanto ele gasta por mês viajando. Guillermo disse que geralmente gasta de 150 a 200 euros por mês, o que já é bem pouco. Mas que poderia chegar a 50 euros. E que conhece gente que viaja a zero.</p>
<p>Não duvidei, porque ele não é o tipo de pessoa de quem a gente duvida. Mas perguntei como, claro, porque qualquer um perguntaria.</p>
<p>Ele explicou.</p>
<p>&#8220;Eu acampo, faço couchsurfing, pego carona. Se vejo uma árvore cheia de frutas, encho os bolsos e a mochila. Acabo gastando só com comida, e no supermercado.&#8221;</p>
<p>É, mais isso não explica quem viaja de graça. Ele terminou. &#8220;E quem chega a zero, faz tudo isso, e também procura o que comer no lixo.&#8221;</p>
<div id="attachment_4317" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.nytimes.com/2007/06/21/garden/21freegan.html"><img class="size-medium wp-image-4317 " title="21freega.xlarge1" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/21freega.xlarge1-300x175.jpg" alt="" width="300" height="175" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Você se surpreenderia com o que encontraria no lixo&quot;</p></div>
<p style="text-align: left;">Ele explicou que fez isso uma vez e que a gente se surpreenderia se visse o que as pessoas jogam fora. E que os melhores lixos são os de supermercado, porque eles dispensam embalagens fechadas que passaram da validade recentemente, mas que segundo o bom senso, ainda podem ser consumidas.</p>
<p>Ah, além disso, quem opta por esse ESTILO DE VIDA também fica rondando turistas marotos em restaurantes e se apossa dos restos que nego deixa no prato. Justo.</p>
<p>Procurar coisa no lixo tem um nome em inglês, e chama Dumpster Diving, ou Skipping, na Inglaterra. <a href="http://www.nytimes.com/2007/06/21/garden/21freegan.html">O NYT tem uma matéria legal sobre o assunto</a>. Eu tenho muitos amigos que moraram nos EUA, na Inglaterra e na Austrália, e lembro que todos eles vasculhavam o lixo em busca de eletrônicos e móveis: encontravam de bicicleta a sofá e iMac funcionando. Tinha gente que mobiliava a casa nessa onda aí.</p>
<p>Mas nunca tinha ouvido falar de quem faz isso pra procurar comida, quer dizer, por opção. Porque Dumpster Diving pra viajantes é uma opção, afinal, você sempre pode pegar uma carona de volta pra casa se não tiver mais dinheiro pra comprar comida. O mais perto que eu cheguei disso foi aos 13 anos, quando alguém no prédio jogou fora uma raquete de tênis bem pesada, e quando eu fui lá jogar o lixo vi a raquete. E peguei pra mim, só porque achei legal. Nunca joguei tênis.</p>
<p>Sei de gente (muita, muita) que passa a vida inteira reclamando que não tem dinheiro pra viajar e tal, mas depois dessa temporada eu descobri que dá pra fazer muita coisa com pouco dinheiro. Não necessariamente precisa ir pra longe de casa, né, que o Brasil tá cheio de coisa pra ver. Eu mesma nunca fui pra Paranapiacaba, por exemplo, que fica perto de casa. <a href="http://caracterescomespaco.wordpress.com/2011/08/11/um-abraco-em-sao-luiz-do-paraitinga/">Esse post da Helô</a> é um exemplo legal de que dá pra sair por aí sem gastar muito, e veja você, ela nem pegou comida no lixo.</p>
<div id="attachment_4315" class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/containerraid4.jpg"><img class="size-full wp-image-4315" title="containerraid4" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/containerraid4.jpg" alt="" width="452" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Sim, essa refeição é composta apenas de itens que foram encontrados exatamente como você está pensando que foram</p></div>
<p>Percebi que Dumpster Diving é mesmo um estilo de vida porque tem todo um conceito acoplado. Primeiro o nome chique &#8211; magina que aqueles mendigos que pegam coisa do lixo aí no Brasil sabem que tem um nome tão legal pro que eles provavelmente consideram bem ruim de fazer? Depois, tem um conceito de sustentabilidade, reaproveitar e tal. A gente sabe que normalmente se desperdiça muito, e essas pessoas estão só se aproveitando disso. Todos os outros pilares da ideia de viajar de graça se baseiam em conceitos que envolvem reciclar, dividir, reaproveitar &#8211; <a href="http://www.couchsurfing.com">Couchsurfing</a>, caronas, acampar. No fim, você vai precisar de uma mochila com umas trocas de roupas e uma toalha leve, um computador, uma barraca e só pra sair no mundo.</p>
<p>A pessoa que eu sou hoje não comeria comida do lixo por opção. Mas não tenho nada contra, até porque sou contra pouca coisa nessa vida. A pergunta que eu te faço, caro leitor leite com pêra, é: você faria? E antes de responder, <a href="http://www.emoware.org/dumpster-diving/dumpster-archive00.asp">analise o blog desses caras</a> e as fotos das refeições que eles fizeram durante uma viagem em que só comeram coisas que acharam do lixo. A foto aqui em cima é de um dos banquetes deles.</p>
<p>E se você curtir a ideia, o WikiHOW tem até um guia pra você são sair catando coisa errada nos lixos por aí. <a href="http://www.wikihow.com/Dumpster-Dive">Vai lá</a></p>
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		<title>O F.A.Q. de Paris</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 18:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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		<category><![CDATA[paris]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu fui pra Paris (ok, já faz um tempo&#8230; mas sabe como é) e devido a alta demanda de informações sobre a cidade por parte de amigos e familiares resolvi começar esse post em forma de FAQ. 1. Uau você ta chique heim??? É o que parece. Mas se você me visse com os joelhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4277" class="entry-part"><p>Eu fui pra Paris (ok, já faz um tempo&#8230; mas sabe como é) e devido a alta demanda de informações sobre a cidade por parte de amigos e familiares resolvi começar  esse post em forma de FAQ.</p>
<p><strong>1. Uau você ta chique heim???</strong><br />
É o que parece. Mas se você me visse com os joelhos encolhidinhos na poltrona do Eurolines (é um ônibus) de 35 euros as 2h da manhã, tentando dormir sem a possibilidade de reclinar a poltrona, TALVEZ não achasse isso.</p>
<p>Não estou reclamando, apenas expondo os fatos.</p>
<p><strong>2. Mas você vai sozinha? Paris é uma cidade pra ir acompanhada!!!</strong><br />
Não exigiram acompanhante na imigração. Ainda bem, porque meu namorado tava trabalhando lá na Holanda, por isso não pode ir. Não vi o tal do romantismo, quer dizer, não mais do que a gente vê em toda linda cidade europeia e tal.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="07052011-P1030747 by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5873272905/"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5269/5873272905_4ec2a458ab.jpg" alt="07052011-P1030747" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Olha aí, a parede que tem &#39;eu te amo&#39; em todas as línguas possíveis</p></div>
<p><strong>3. E ai??? Viu a Monalisa???</strong><br />
Puxa, apesar de aparentemente o museu ser de graça pra residentes na Europa de menos de 26 anos, eu fiquei com preguiça. Tambem, depois de ouvir tantas vezes que é um quadrinho de 30 cm de altura meio decepcionante&#8230;</p>
<p><strong>4. Mas nem no Louvre você foi?</strong><br />
Não!</p>
<p><strong>5. Mas onde você foi então?</strong><br />
Gente&#8230; Vários agentes de turismo em potencial, não?</p>
<p><strong>6. Tá, ai, desculpa. Onde você ficou, hostel?</strong><br />
Não. Couchsurfing.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="05052011-P1030666 by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5873243855/"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5279/5873243855_255189b64a.jpg" alt="05052011-P1030666" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">A Ponte das Artes, onde as pessoas colocam cadeados com o nome da pessoa amada</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>7. Ai&#8230; você não tem medo?</strong><br />
Hum&#8230; não fui sequestrada, violentada, maltratada, não fiquei desconfortável: dormi em um belo sofá-cama na casa de um ativista político colombiano que mora em Paris há 20 anos, fala português, e até bicicleta oferecia pros couchsurfers na casa dele.</p>
<p><strong>8. Que sorte!</strong><br />
Claro, sorte é certamente o fator maior aqui: o menor é as mais de 100 qualificações positivas de viajantes pra ele no <a href="http://couchsurfing.com">couchsurfing.com</a>.</p>
<p>E acabou o FAQ. Se ficou alguma dúvida, favor incluí-la nos comentários. Voltando a Paris (metaforicamente), eu fui a Torre Efiffel e ela existe mesmo, posso provar com fotos. Além disso, ela é muito, muito grande, daquelas que são super maiores do que parecem. Não é assim, bonita, sabem? A estrutura de metal retorcido passa aquela impressão de arquitetura de revolução industrial que não é necessariamente algo agradável para os olhos. Impressionante mesmo é a Champs-Elysees, gigante, linda, o seus entornos, com parques fantásticos, fontes lindas e tudo o mais. E tem Montmartre, com suas casinhas e predinhos tão bonitinhos, bares frequentados por Van Gogh e Picasso. E a Ile de la Cite, de onde se vê o Sena por quase todos os ângulos. E ele é bonito, mesmo.</p>
<p>As coisas mais legais que eu vi foram a gravação de um clipe de Bollywood na Ponte das Artes (a dos cadeados) e um cara que fazia embaixadinhas em cima de um poste em frente da Sacre Coeur em Montmartre.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 344px"><a title="05052011-P1030667 by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5873803594/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3180/5873803594_3e630247c1.jpg" alt="05052011-P1030667" width="334" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">OLHA RIVALDO SAI DESSE LAGO</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="07052011-P1030712 by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5873252719/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3236/5873252719_dc153f4ba5.jpg" alt="07052011-P1030712" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">O maluco ganhou muitos aplausos da multidão de turistas</p></div>
<p>O charme que todo mundo menciona quando fala de Paris é todo verdade. E olha que eu nem botava fé nisso. Paris é aconchegante onde você for, dos bairros mais abastados aos mais periféricos. E é impressionante conseguir manter esse ar mesmo quase não tendo casas, só predios, com tanta gente indiferente por todo lado, gente dormindo na rua e no metrô, aquela frieza de cidade grande. Mesmo com tudo isso &#8211; aliás, somando tudo isso -, Paris e suas centenas de monumentos e cantinhos escondidos cheios de história da arte e da literatura têm sim o charme que atribuem à cidade.</p>
<p>Eu fiquei num bairro chamado Chateau Rouge, cerca de 15 minutos (de metrô) do centro da cidade, a Ile da la Cité, um pedaço de terra no meio do Sena que originou a cidade de Paris. Só que entrar e sair pela porta do metrô, no caso, parecia muito mais com entrar em um portal de teletransporte &#8211; Chateau Rouge era um pedaço de Luanda no meio da capital da França.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="05052011-P1030567 by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5873242823/"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5154/5873242823_edd98b4d38.jpg" alt="Em Chateau Rouge..." width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Em Chateau Rouge...</p></div>
<p>Vi muitos pombos, muito cinza, muita gente apressada, poucas bicicletas, ouvi muitas buzinas e quase fui atropelada por um motoqueiro sem coração. Senti cheiro de pão fresco a cada esquina, odor insuportável de urina no metrô, e até frango assado rodando no espeto de domingo eu vi.</p>
<p>Paris me lembrou São Paulo, se São Paulo tivesse uns mil anos de história e, com eles, tivesse tantos monumentos, muitos parques, alguma organizaçao e gente falando francês. Paris deve ser a a única capital europeia que eu chamaria de prima próxima das grandes cidades brasileiras. Não sei se são os muitos prédios com cara dos anos 50 misturados aos edifícios do início do século, o metrô que corre por cima da cidade, a sujeira nas ruas&#8230; pode ser tudo isso junto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="07052011-P1030726 by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5873827206/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3018/5873827206_03cc0ed1d2.jpg" alt="07052011-P1030726" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Ai, ai...</p></div>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
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		<pubDate>Sat, 28 May 2011 11:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[marcha da maconha]]></category>
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		<category><![CDATA[sp]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa noite, eu tive um sonho meio descritivo do que tá acontecendo com a liberdade de expressão em SP. Eu tinha viajado com amigos pra uma cidade do interior. Veio a polícia e me multou por SER EXPANSIVA, de acordo com ela: falar alto e mexendo as mãos e os braços e tal (qualquer influência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4286" class="entry-part"><p>Essa noite, eu tive um sonho meio descritivo do que tá acontecendo com a liberdade de expressão em SP. Eu tinha viajado com amigos pra uma cidade do interior. Veio a polícia e me multou por SER EXPANSIVA, de acordo com ela: falar alto e mexendo as mãos e os braços e tal (qualquer influência <a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2011/05/26/viajando-com-ana-freitas.htm">desse post do Matias</a> na minha percepção de mim mesma é mera coinciência).</p>
<p>E ai a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/922050-justica-de-sp-proibe-marcha-da-liberdade.shtml">Marcha da Liberdade foi proibida</a>. O juiz entendeu que a marcha é a mesma de antes, só que com outro nome, o que provavelmente implica que ele nem entrou no <a href="http://www.marchadaliberdade.org/">site da marcha</a> pra ler o número de entidades não relacionadas com luta pela descriminalização de drogas que aderiram.</p>
<p>Imagina só se todo tipo de manifestação pudesse ser reprimida cada vez que um juiz entedesse que ela não é exatamente para o que é, considerando que o argumento do juiz é baseado (DESCULPE POR USAR ESSA PALAVRA POR FAVOR NÃO PROIBAM MEU TEXTO POR APOLOGIA), hum, no que ele acha.</p>
<p>Não vou nem citar aquele trecho da constituição que diz que todo mundo tem direito de manifestar o que quiser sem autorização de nenhuma instituição porque, né, todo mundo já cansou de ler aquilo e diante da situação atual todo mundo também já sabe que constituição não serve pra nada a não ser pegar trechos pra colocar em posts ilustrando indignação. Manifestação nenhuma, nem a Marcha da Maconha, nem nenhuma marcha, pode ser proibida por motivo que seja. Não vejo ninguém reclamando de como a Marcha pra Jesus também obstrui o trânsito e cerceia o direito de ir e vir, aliás.</p>
<p>Mas isso não é importante agora, porque como já ficou claro, não se trata mais de marcha pela legalização de droga nenhuma. Trata-se de uma marcha pelo direito de marchar, o que faz caber todo mundo. Quão fantástico é isso? Não importa se você é contra ou a favor o direito do aborto, ou contra ou a favor do vegetarianismo, da alta do preço da gasolina ou do valor exorbitante das passagens de ônibus. Contra ou a favor de qualquer coisa: tenho certeza que você quer defender o seu direito de ser contra ou a favor do que quiser, porque se há algo que nos resta, é isso.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="Plaza Zocodover by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5767428097/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2090/5767428097_d7f108d0e6.jpg" alt="Plaza Zocodover" width="500" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">Dá pra compôr um reggaeton, tipo TOMA TOMA TOMA LA CALLE/TOMA TOMA TOMA LA CALLE</p></div>
<p>Porque no Brasil a gente não tem nada pelo que paga ao Estado &#8211; nada, nada. Nem escola, nem hospital, nem teatro, nem cinema, nem bem-estar, nem transporte, nem segurança. E a gente não tá acostumado a reclamar, né? Mas se tem algo que de mim eles não vão tirar, é meu direito de falar.</p>
<p>Ontem o bicho pegou em Barcelona. Eu estava em Madrid no dia das eleições, na Puerta del Sol, e vi aquela molecada meio hippie, meio punk, meio politizada &#8211; vi gente de todo tipo, na verdade, e de todas as idade &#8211; e vi que eles estavam organizados, tranquilos, pacíficos. Que não havia motivo para bater neles. Consigo imaginar que em Barcelona seja igualzinho. E ainda assim, olha o que aconteceu:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Existe muito em comum entre os cenários na Espanha e os cenários no Brasil, embora os manifestos em si tenham sido fomentados por situações completamente diferentes. É que, na essência, tá todo mundo cansado do status quo, e encontrou nas redes sociais uma maneira de se organizar pra poder ter direito de brigar pelo que quer na vida real.</p>
<p>Não sei o de vocês, mas dada a minha condição de pessoa muito falante desde sempre na vida, não teria como abrir mão disso. Eu não estou ai pra ir ao vão do MASP nesse sábado, o que é uma pena, porque eu consigo prever que com a proibição e a repressão as consequências vão ser memoráveis de um jeito ruim. Mas memoráveis. Sei que parece injusto, já que eu mesma não vou por impossibilidades técnicas, mas rogo as meus amigos que leem essa budega que nunca fala sério que dispensem uma tarde de seu sábado para tentar tirar São Paulo de 1964, porque parece que a cidade nunca saiu de lá.</p>
<p>Se você não mora em SP, e de alguma maneira isso incomoda, com certeza tem algo que você pode fazer. A minha revolução é com a bunda no sofá e tal, muito embora eu tenha protestado em Madrid (pausa para foto reveladora):</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 333px"><a title="Puerta del Sol by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5767428383/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2543/5767428383_e24697b567.jpg" alt="Puerta del Sol" width="323" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Foi a única placa que a gente achou no chão</p></div>
<p>Enfim, a minha é de sofá porque o preço da passagem de avião me impossibilita de pensar GENTE ESSE FDS VOU PRA SP Q TAL???. Se a mesma coisa acontece com você e o que te resta é a revolução com a bunda no sofá que, aparentemente, é melhor que nenhuma (preciso remendar minha opinião <a href="http://oesquema.com.br/olhometro/2009/06/30/forasarney-e-a-revolucao-com-a-bunda-no-sofa/">nesse texto </a>aqui), faz alguma coisa. Nem que seja postar no FEICE uma mensagem indignada clamando por justiça. Sair de casa e organizar uma Marcha da Liberdade na sua cidade também não é ruim, não.</p>
<p>Não que você precise me escutar porque não tem coisa mais babaca do que alguém dizendo VAI LÁ, PROTESTA. Né.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="Puerta del Sol by anafreitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anafreitas/5767428973/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2020/5767428973_bf8d2bbca7.jpg" alt="Puerta del Sol" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Em Madrid eles são sérios. No Brasil, eu sou a favor de comprar uns engradados e levar pra manifestação e tal</p></div>
<p>Pra aquecer: o <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/manifesto-da-esquerdafestiva">MANIFESTO DA ESQUERDA FESTIVA</a>, na Carta Capital, um texto com o espírito que a coisa toda tem e deve ter. E não esquece do título desse post. Gás lacrimogêneo arde o olho, mas ó, tem coisa pior. Bala de borracha eu nunca tomei, mas se alguma te acertar, tem um consolo&#8230; essa geração estúpida, tacanha, de juízes que proibem manifestações populares legítimas de qualquer tipo, e de policiais herdeiros da ditadura que batem em estudantes desarmados e pacíficos, logo logo estará na cova devido ao inevitável: bom, eles estão velhos. Não vão durar muito mais.</p>
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		<title>Um roteiro da cobertura jornalística na tragédia do Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 08:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[escola]]></category>
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		<category><![CDATA[wellington]]></category>

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		<description><![CDATA[A cobertura do assassino na escola no Realengo, no RJ, tá seguindo um roteiro bizarro, quase fixo nos grandes portais de notícia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4213" class="entry-part"><p>A cobertura da chacina na escola no Realengo, no RJ, tá seguindo um roteiro bizarro, quase sempre igual, nos grandes portais de notícia. Segundo minha observação minuciosa, os elementos principais da cobertura geral do caso consistem, já nas manchetes, em vídeos e fotos muito, muito gráficos &#8211; geralmente envolvendo sangue &#8211; do louco (Wellington era o nome dele) morto ou das crianças correndo por suas vidas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><a title="Carta do Assassino do Rio de Janeiro by Fernando Gaebler, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/fernandogaebler/5599254635/"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5263/5599254635_91e93b8391.jpg" alt="Carta do Assassino do Rio de Janeiro" width="315" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">A essa altura, você já sabe que essa é a carta bizarra que ele deixou. Não vou por a foto do cara morto aqui porque seria um pouco contraditório e a foto é realmente forte - e não que eu me importe muito com a contradição, é mais por causa do teor da imagem mesmo. De todo modo, ela está disponível no Flickr do Jornal da Tarde.</p></div>
<p>Daí, segue um vídeo ou entrevista em texto com um pesquisador em educação ou violência e um jornalista procurando um padrão em um caso que é, claramente, uma exceção bizarra. É fora da curva, gente. Não adianta tentar analisar a situação como um fenômeno social, não é. O assassino era doente mental, fez uma barbaridade, mas felizmente é uma exceção. Certamente, não é com esse tipo de violência em escolas que devemos nos preocupar &#8211; a violência que acontece em colégios como padrão é outra, uma que de tanto a gente ler por aí nem é mais notícia.</p>
<p>Aí tem sempre alguém culpando o fato de o Wellington ter conseguido entrar na escola sem ser funcionário ou professor, e esquecendo que a escola é um espaço público, comunitário, e que o ponto não é ele ter entrado ou não na escola &#8211; afinal, ele é ex-aluno, provavelmente conseguiria entrar de um modo ou de outro. No entanto, ninguém questiona o fato de que o problema é ele entrar na escola ARMADO COM TRÊS PISTOLAS E MUNIÇÃO PRA MATAR TRÊS CRIANÇAS.</p>
<p>Ontem, tínhamos elementos até humorísticos na cobertura. Na Record, parece, rolou um GC (gerador de caracteres, aquela faixa que vai embaixo da tela explicando o que tá acontecendo) escrito URGENTE: DILMA CHORA.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a title="Dilma chora durante discurso em reunião do Diretório Nacional do PT by Valter Figueira, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/sargentofigueira/5193885932/"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4106/5193885932_0fd0bd931e.jpg" alt="Dilma chora durante discurso em reunião do Diretório Nacional do PT" width="400" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Gente, não é assim tão novidade. Ela chorou na posse, lembram? Acho que já não há mais dúvida que a presidenta é capaz, SIM, de chorar! </p></div>
<p>Em seguida, vem uma matéria endeusando o policial que pegou o assassino. Não desmerecendo o PM, mas devemos reconhecer que ele estava (felizmente) no lugar certo e na hora certa fazendo a obrigação dele. Aliás, obrigação dele era ter impedido, mas enfim, ele era PM Rodoviário, então esse caso é provavelmente a coisa mais emocionante que aconteceu na vida dele (ei vô, to brincando. Eu respeito muito Policiais Rodoviários, sei que o senhor teve muitas histórias emocionantes).</p>
<p>Mas tratar o cara como herói? Ele nem sequer matou o assassino (VEJA, não estou dizendo que isso é ruim. Pelo contrário, achei muito responsável atirar só na perna, só quero saber se foi proposital ou se ele errou o tiro mesmo, dado que Wellington corria no momento em que foi antigido).</p>
<p>Nos comentários, tem sempre alguém dizendo-se infeliz pelo rapaz ter se matado, porque acha que ele sofreu pouco, e gostaria de poder vê-lo ser torturado na cadeia ou morrer, sei lá, de repente de maneira mais cruel, né? Ou então, gente dizendo que ele é a prova de que todos os fanáticos religiosos deveriam morrer, sem notar que pregar isso também é uma maneira de fanatismo tão escrota quanto.</p>
<p>Não se trata de fanatismo religioso, de padrão social. Wellington era desequilibrado, ponto. O que deveria ser questionado, o que a cobertura do caso deveria realmente trazer à tona, não é a falta de segurança nas escolas estaduais. É o acesso fácil que uma pessoa desequilibrada como ele, que além de louco era pobre &#8211; ganhava 400 reais por mês num emprego que tinha largado há seis meses &#8211; tem a muito armamento e munição.</p>
<p>Relatos dão conta que ele não tinha amigos, era introspectivo e vivia na internet. Eu não me espantaria se começassem a culpar a falta de vida social e o excesso internet pelo crime, ou então A PRÓPRIA INTERNET, quando vasculharem os históricos de acesso dele e descobrirem o tipo de material que ele lia. Mas questionar a questão do armamento, em um país cuja população há poucos anos votou contra o desarmamento, isso não rola. Ontem vi uma materiazinha em algum portal dando conta que <a href="http://www.correiodopovo-al.com.br/v3/mundo/11957-Brechas-legislao-levam-Brasil-ser-lder-mundial-crimes-por-armas-fogo.html">entre cada 10 armas ilegais apreendidas pela polícia, 8 são de fabricação nacional</a>. Quédizê</p>
<p>E a cereja do bolo na cobertura são os relatos da menina Jade. Menina Jade, como Menina Isabela e Menina Eloá, vai virar uma entidade assim, com esse recém chegado status de &#8216;Menina&#8217;. E não é pra muitas: ela e a Menina Maísa são as duas únicas figuras nesse panteão de Meninas que continuam vivas &#8211; as outras duas ganharam o status de Menina, coitadas, justamente por terem sido mortas.</p>
<div id="attachment_4215" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/Jade-Atirador_AETassoMarcelo_tl.jpg"><img class="size-medium wp-image-4215" title="Jade-Atirador_AETassoMarcelo_tl" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/Jade-Atirador_AETassoMarcelo_tl-300x177.jpg" alt="" width="300" height="177" /></a><p class="wp-caption-text">A foto é do Tasso Marcelo, lá da Agência Estado (gente, que saudade de fazer uma legenda de foto com /AE)</p></div>
<p>Eloquente e incisiva, a Menina Jade descreve com desenvoltura detalhe por detalhe do que passou dentro da escola. Sua falta de emoção e racionalidade, provocados suponho pelo choque pelo qual ela passou &#8211; não me surpreenderia se ele desenvolvesse algum trauma ou, sei lá, chorasse sem parar pelos próximos 20 dias seguidos &#8211; chega a assustar. Ela repete as frases do assassino, a das crianças. Descreve o que viu, sangue e gritos inclusos. A parte preferida dos jornalistas é aquela em que Jade diz que, para se acalmar, desenhou na própria mão (não os culpo, colegas; a imagem é forte mesmo, também seria minha preferida. Instintivamente). Aí os caras de bloquinho na mão piram. Os que seguram câmeras pediram até pra ela mostrar (Consigo ouvir um &#8220;Jade, você pode mostrar pra gente como foi que desenhou na sua mão?&#8221;, um pedido que soa estúpido porque né, eu e você e todos sabemos com o que se parece alguém desenhando na própria mão. Mas a foto valia o pedido estúpido).</p>
<p>A única coisa que ninguém fez ainda foi prender a mãe dessa menina PELO CORTE DE CABELO QUE ELA COMETEU NESSA CRIANÇA. Gente, o que está acontecendo ali?</p>
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		<title>Sequestro em Ribeirão Preto</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 18:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>olhometro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ladrão leva gnomo, centopeia e sapo de um jardim]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post-entry-excerpt-4175" class="entry-part"><p><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/gnomo.gif"><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-4178" title="gnomo" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/gnomo.gif" alt="" width="500" height="316" /></a></p>
<p>Tem várias possibilidades. A primeira é o ladrão ter tomado um ácido ou comido uns cogumelos &#8211; isso explicaria a necessidade dele de resgatar o gnomo e seus companheiros de jardim, que há anos estão oprimidos pela grade (do jardim). A segunda é alguém ter assistido Amelie Poulain demais, e ai já viu, tem esse negócio de viajar com o gnomo de jardim, tirar foto com o gnomo de jardim&#8230;</p>
<p>Pode rolar do cara ser um louco que está lutando pela libertação de todos os gnomos de jardim. Nesse caso, nos resta aguardar e observar o noticiário ribeiro-pretano, em busca das próximas estátuas de cerâmica sortudas a ganharem o mundo. A propósito, eu mesma sou totalmente a favor da libertação dos gnomos de jardim, bem como dos cones de estacionamento. Acho inclusive absurdo chamar o responsável de &#8216;ladrão&#8217;; ele é um revolucionário, um libertário. Mas isso não vem ao caso.</p>
<p>Outra possibilidade é o cara querer sacanear alguém que claramente se importa muito com seus enfeites de jardim, porque só isso explica alguém ir até a delegacia para dar queixa de uma centopéia, um sapo e um gnomo de cerâmica. Não sou insensível, só realista.</p>
<p>Qualquer que sejam as motivações, fica claro que ele não é tão experiente quanto um profissional, e provavelmente não faz parte da <a href="http://liberdadeaosanoes.multiply.com/journal">Frente de Libertação dos Gnomos de Jardim</a>, entidade francesa responsável pela libertação de muitos gnomos encarcerados. Nem tampouco é um justiceiro independente, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL600798-6091,00.html">como esse, que conseguiu dar liberdade a 170 gnomos na França</a>.</p>
<p>Eu ia dizer que também é possível que os bonecos tenham criado vida e fugido por conta própria, mas isso claramente não aconteceu, e a própria polícia, pra não dar margem pra essa interpretação, deixa claro à reportagem que há marcas de pés sujos nas paredes. Agora, faro mesmo tem essa repórter aí, a Luiza Pellicani. Ter a presença de espírito de sacar que uma matéria de três parágrafos sobre um roubo de gnomos de jardim em Ribeirão Preto poderia ser <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/872318-ladrao-invade-casa-para-furtar-gnomo-de-jardim-em-sp.shtml" target="_blank">comprada pela Folha de São Paulo</a> (eu sei que ela foi comprada porque não é matéria da sucursal, é colaboração) exige muita perspicácia (e eu não tô zuando). Fosse eu a Luiza, no máximo riria da história e publicaria ela aqui. Por isso que eu tô pobre :/</p>
<div id="attachment_4179" class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><a href="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/014880759-EX00.jpg"><img class="size-full wp-image-4179  " title="0,,14880759-EX,00" src="http://oesquema.com.br/olhometro/wp-content/uploads/014880759-EX00.jpg" alt="" width="375" height="234" /></a><p class="wp-caption-text">VAZEI</p></div>
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