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Arquivo: jornalismo

O que é realmente necessário para representar o povo?

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Conhecimentos gerais. É isso que o CQC está checando no mais recente quadro deles, protagonizado pelo conterrâneo Danilo Gentili, que nesta segunda perguntou a parlamentares coisas que são exigidas em provas simples de admissão de estagiário de jornalismo nos lugares mais fuleiros, como ‘o que é a Jihad’, ‘o que é a Convenção de Genebra’ e ‘onde fica Guantánamo’. E alguns parlamentares não faziam idéia das respostas.

O Gravataí argumentou comigo que ele não considera esse tipo de conhecimento superficial necessário para ocupar esse tipo de cargo público. E eu até concordo com ele, mas veja bem – se você não sabe o que é Jihad, isso não significa apenas que você não sabe o que quer dizer uma palavra. Significa que existe todo um conhecimento geral, mesmo que não-aprofundado, sobre geopolítica, incluindo por exemplo acontecimentos recentes, como o ataque das torres gêmeas, que você não sabe dizer porque aconteceram. Porque se você tivesse lido um pouquinho sobre isso certamente teria se deparado aqui e ali com a palavra e saberia.

Ou seja, o que estou questionando é no que implica você não saber o que é a Jihad, onde fica Guantánamo ou o que é a Convenção de Genebra. Implica, por exemplo, em você ter lido muito pouco ou quase nada sobre conflitos armados recentes, porque os três termos curiosamente se relacionam a guerras. E isso, na minha opinião, te faz inapto a me representar em Brasília. Porque exigem de mim conhecimentos muito mais avançados para ocupar cargos de responsabilidade, salário e regalias muito, muito menores. E porque o mínimo que eu quero é que meus representantes saibam o que está acontecendo no mundo e porquê, mesmo que não for de forma aprofundada.

Eu sei que é uma posição polêmica, mas não acho que pra governar seja mandatório que o cara seja um acadêmico das mais altas qualificações. Acho que sim, ajuda muito se ele for, mas no quesito ‘conteúdo’ considero importante mesmo uma vasta cultura geral, que possibilite ao cara falar sobre tudo e ter uma visão ampla das coisas, bastante leitura, essas coisas. Mas não sou partidária dos literatos ocupando as cadeiras do poder.

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Tem aquele adorável discurso reacionário da classe média (ilustrado acima), que a gente costuma escutar da molecada mais não politizada que repete o que dizem os pais. Ele diz mais ou menos o seguinte: “como meu filho vai se sentir estimulado a estudar se o presidente só tem até o Ensino Médio?”

A resposta correta a essa pergunta provavelmente inclui algo como “basta não ter um pai como você”, mas isso é extremamente ofensivo. Então a gente só dá uma risadinha, ou finge que tá tudo ok. Mas o pai que aceitar do filho o argumento de que ele ‘não vai estudar’ porque ‘o presidente não estudou’ deve ser mais burro que o presidente.

O presidente não estudou mesmo, até onde sabemos. O Gravataí (de novo) me informou, inclusive, que ele já chegou a dizer que só leu um livro na vida (“A semente da vitória”, de Nuno Cobra), mas não achei fonte no Google pra essa info, tirando que o Lula cita muito o cara nos discursos. Eu não acho, contudo, que isso o torna menos capaz de exercer o cargo que ele exerce. Acho fundamental, contudo, que o presidente tenha conhecimentos gerais básicos – história, geografia, economia, ciências. O suficiente pra ler o jornal do dia e entender o que está acontecendo ali, o que está por trás daquilo. E eu, sinceramente, acho difícil ele ter chegado ali sem saber isso. É um voto meu, e posso estar enganada; mas acho realmente difícil.

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Habilidades musicais do presidente

De qualquer forma, o quadro me desanimou horrores. Me desanimou de ser cidadã, de ser jornalista, de ser estudante, de votar na próxima eleição. Sério – até desliguei a TV depois do quadro. O Arlindo Chinaglia ficou durante 20 segundos enrolando porque não sabia definir Jihad. Ele nem precisava explicar, sabe? Se ele dissesse ‘é a guerra santa islâmica’, tinha matado. Outro cara, do PMDB (não me pergunte nomes), versou durante um minuto sobre Genebra “e sua ‘sede’, a Suíça (sic)”, dizendo que a Convenção era um tratado muito importante assinado por todos os países que definia assuntos muito importantes a respeito do mundo. Assim que rolar um vídeo, eu coloco aqui e você sofre comigo.

Mas a verdade é que os nossos políticos não passam de um reflexo de nós mesmos. E se algumas dessas pessoas chegaram onde chegaram sem conhecimentos que eu considero tão básicos, a culpa é nossa.

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Inteligência corporal? É com Luiz Inácio!

Não tô pedindo muito. Queria só o básico, sério. O básico. Quem lê o jornal pro Lula não é ele, é o Franklin Martins e outros assessores, segundo entrevista que ele deu pra piauí nos últimos meses. Mas o que eu espero do presidente (e de quem me representa além dele nas instituições do país) é que ele saiba contextualizar o que o Franklin diz sem precisar perguntar “Mas ô companhêro, quem é esse Kremlin? É daquele filme da sessão da tarde?”


*Esse texto foi ilustrado com imagens do genial LulaLOL, que… que você só vai entender depois que entrar. A essa altura todo mundo já conhece, mas reza a lenda que eu tenho um público muito particular que não é antenado nessas coisas de internet então me sinto responsável por informá-los das boas coisas da rede.

*Resultado da promoção na terça à noite, sem falta – dando uma de Lúcio Ribeiro.

* Lúcio Ribeiro ainda existe?
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Univerxadrez

E daí que cheguei na faculdade esse ano e encontrei os batentes das portas ornados por uma caixinha preta com um led que, dependendo da situação, era verde ou vermelho.

A única vez em que tinha me deparado com algo parecido foi quando me aventurava na Rússia soviética como agente secreta da coroa britânica. No Nintendo 64, jogando 007 Goldeneye – as caixinhas nas quais você deveria encostar as credenciais que abriam as portas eram iguaizinhas.

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Normalmente a gente não precisa alvejar os soldados antes, mas acho que é uma das próximas medidas

Um pouco de conversa com os amiguinhos foi o suficiente para sacar que, muito embora eu não fosse mais agente secreta na Rússia soviética, aquelas caixinhas eram mesmo autenticadores de credenciais. As portas da universidade não usam mais o defasado sistema de chave na fechadura. As portas só se abrem com o professor passando o crachá.

Moderno, arrojado, primeiro mundo. Economiza tempo, porque o professor não precisa ir até a sala dos professores buscar a chave quando chega. E aumenta a segurança. Lindo.

Só tem uma coisa. Junto com as caixinhas pretas, veio uma nova política gatekeeper na faculdade – uma vez fechada pelo professor que entrou na sala, a porta não abre mais pelo lado de fora. Lá, encontra-se apenas uma maçaneta falsa, travada, pura ilusão para constranger o aluno que pegou recorde de trânsito em SP ou que só quis mesmo passar no bar antes de entrar – só pra ver se tinha alguém lá, sabe como é – ou seja lá o que for que fez o cidadão atrasar.

A política nova obriga ao aluno bater na porta e esperar que o professor abra. Toda vez em uma aula que um aluno chegar atrasado o professor será obrigado a parar a aula, desviar a atenção de toda a sala para o aluno em questão e abrir a porta pra ele. Para cada aluno atrasado. Todas as vezes que um aluno chegar atrasado, o professor terá oportunidade de olhar bem para a cara dele, pois terá sido ele mesmo quem abriu a porta. E como eu sei que tem uns professores bem loucos, tenho certeza que algum deles será capaz de negar ao aluno a abertura da porta.

Eu não consigo expressar minha indignação diante de tamanha… sei lá, catracalização. Porque quero usar palavra de redação da FUVEST. Porra, será que teve mamãezinha ligando e reclamando que o filho tava indopro bar? Estamos numa faculdade, não na oitava série. Daqui a pouco, a gente vai ter que pedir pra sair da sala se quiser ir no banheiro.

Fico imaginando sob qual pretexto um grupo de pessoas resolve tomar uma atitude dessa numa universidade. Tem lá a mesa diretora, com o reitor, o conselho educacional e sei lá. E alguém sugere inutilizar as maçanetas do lado de fora – como um grupo de pessoas concorda com isso? Que explicação eles pretendem dar aos alunos para justificar uma decisão dessas?

O mais frustrante é o contraste diante de uma situação recente – meu irmão, que passou na Unesp, veio com seu ‘Manual do Bixo’ para casa. O livro, que explica toda a dinâmica dos cursos, todas as atividades possíveis disponíveis aos alunos na faculdade, tudo mesmo, é escrito pelos próprios. Eles até falam mal da reitoria. E o livro é impresso na gráfica da Unesp. A diferença entre a minha e a dele podia ser só o ‘n’, mesmo. Pena que é mais que isso.

A única coisa que aluno imprime na minha faculdade é resumo de livro que não leu, 10 minutos antes da prova. Gráfica? A faculdade deve ter, mas alunos não usam, óbvio. O contato mais próximo que os alunos têm com organização espontânea de coisas dentro do ambiente acadêmico é a organização de festas, atividade desempenhada, aliás, com muita maestria.

Não bastavam as catracas na entrada e a obrigatoriedade de carteirinha pra uma delas, agora você precisa da permissão e da ação do professor pra entrar na aula. Aguardem o próximo capítulo, em que minha mãe terá que assinar com um visto de ‘ciente’ um bilhete escrito por um dos meus professores dizendo que eu não me comporto na aula. Pff.

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Post it #04

Post it no Olhômetro - logo#Não vá perder esta incrível oportunidade

Promoção Olhômetro

E não se trata de tapetes persas, anéis de brilhantes ou lindos quadros. É a 1ª e badalada promoção cujos prêmios não fazem sentido, aqui mesmo, neste blog. Dá pra ganhar camisetas, vale-compras no Submarino de até 100 pilas e um chocolate. Corre e participa.

#Interação ferroviária
Tava no trem, com uma gripe do cacete. Nariz escorrendo à beça e tal, muitos lencinhos nos bolsos. Aí tava de pé de frente pra um moço que tava sentado; fui tirar um lencinho do bolso, já usado, mas saíram dois e um caiu na mão do moço.

Não sei o que me deu, mas como ele não reagiu – tipo balançou a mão pra jogar o negócio longe ou mexeu a cabeça em direção à mão pra ver que porra era aquela – supus que ou ele estivesse dormindo ou estivesse morto. Peguei o papel de cima da mão dele e eu, ele e todo mundo ao redor fingiu que nada tinha acontecido. Tudo isso numa fração de segundo, claro.

#Laiá-laiááá
Pagode sempre me atrapalhou, mas acho que ninguém nunca pensou que pagode poderia atrapalhar tanto tanta gente. O ônibus do Exaltasamba tombou nesta terça na Régis Bittencourt, bem na volta do feriado, e bloqueou o trânsito por duas horas e meia.

Mas fique tranquilo. Não houve nenhum ferimento grave. Aliás, sabia que o Exaltasamba, assim como Danilo Gentili, Dani Calabresa, Lucélia Santos e eu, é de Santo André? Só orgulho.

#Vida bandida
Chorei de rir, e fazia tempo que um vídeo não fazia isso.

Queria ter as manhas de fazer essas legendas. Meu ouvido não funciona assim, foneticamente. Nunca consegui, nem aqueles vídeos literais nem nada assim.

#Maconha na cultura escandinava
Thor era adepto do uso da droga. (Esqueci de dizer – CLICA na imagem pra ver o que há de engraçado nela, por favor)

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#Jornalismo moleque
Tudo a Ver, da Record, soltou essa pérola terça na hora do almoço (não sei o nome da âncora, mas vamos lá):
“Agora, essa dica é pra quem ainda acha que dá tempo de aprender a tocar tamborim neste carnaval”.

O comentário do meu irmão (que nem é da área, mas deve ter ficado crica de tanto conviver comigo) foi absolutamente pertinente – algo como “puta merda, isso que é matéria direcionada a público de nicho”.

#Como fazer um lago desaparecer em menos de uma hora
Nem Harry Potter conseguiria, na boa. Só em São Paulo, mesmo

#Acharam a Atlântida no Google Ocean

Atlântida no Google Earth
Sério, olha aqui. E o Google já desmentiu, dizendo que a foto é real mas que isso não é Atlântida, não. Mas pensa comigo – isso é óbvio, né? O Google não poderia confirmar e passar como doido. Pra mim, acharam Atlântida mesmo. Mas se mantiveram a coisa escondida por tanto tempo, não ia ser agora que iam revelar, não é? Você vai ver – daqui a algum tempo, o assunto vai morrer e essas coordenadas no Google Ocean vão surpreendentemente virar uma tela azul, sem textura nenhuma.

#Você vai conhecer agora a história de um menininho muito guerreiro

Charlinho só queria estudar – embora ele também quisesse um pouco de batata. Mas ele queria estudar, e queria batata.

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Sinais gráficos que as pessoas não sabem usar

O fato é que as pessoas não sabem usar aspas. Eu já discuti isso com algumas pessoas porque é um assunto que passa batido pela maioria delas e, quando você encontra alguém que “também” fica “indignado” com quem usa “aspas” pra “enfatizar”, bate um sentimento forte de “identificação” com o “outro” e de “não-estou-sozinho-nesse-mundo”.

Até porque a utilização inadequada de aspas em lugares desnecessários é capaz de gerar estranhos efeitos cômicos. Aspas serve pra duas coisas – destacar um conteúdo que está sendo reproduzido literalmente da boca de outro indivíduo que não o autor do texto ou denotar que a palavra que você está usando, no contexto, não apresenta significado literal.

Cuidado: cão bravo

Isso significa que essas placas que a gente vê direto por aí, nas quais a gente vê aspas como se fosse vírgula, acabam não significando nada. Se o “Cão Bravo” está entre aspas, você parece um idiota escrevendo isso numa placa, porque parece estar reproduzindo algo que alguém disse. E se você colocar aspas só no “Bravo”, vai parecer que 1. ou você foi irônico e seu cão é dócil ou 2. ou “bravo” é seu eufemismo para dizer que seu cachorro é absolutamente sanguinário.

Conclusão: aspas não se aplicam em nenhum dos dois casos.

Ok. Daí alguém – alguém foda, alguém muito esperto – teve a idéia de fazer um blog só sobre placas que usam aspas de maneira indevida. Vi lá no blog do Matias, e fiquei pensando que o Unnecessary Quotes é uma daquelas idéias que eu gostaria de ter tido, como o Coma com os olhos.

Felizmente, essa idéia que eu não tive antes me inspirou a colocar em prática outra que eu já tenho há tempos – um blog com prints e fotos de uso indevido de outro sinal gráfico profundamente injustiçado no uso cotidiano da língua portuguesa, o apóstrofo (cujo endereço ainda não sei qual será, porque “apostrofosdesnecessarios.com” seria o maior FAIL da história das URLs que queriam ser fáceis e diretas*)

O apóstrofo, por definição, já é um sinal gráfico um pouco incompleto. Ele é praticamente uma vírgula de cabeça pra baixo ou, se você preferir, um acento agudo sem letra embaixo, o que é bem triste, se você considerar que ele já é um acento, que é uma função secundária no idioma (pelo menos alguns níveis abaixo das letras na hierarquia alfabética, até onde eu sei)

Mas depois que dar nome de bar com apóstrofo no final virou moda, a coisa degringolou de uma maneira assustadora e o apóstrofo, outrora apenas um sinal gráfico solitário, incompleto e que servia – veja você, que ironia – para substituir qualquer letra faltante em uma palavra (tipo Rock and Roll, que vira Rock’n'roll), como o coringa de um baralho, se alastrou como peste nos nomes de lugares por esse Brasilzão. Ele teve seus momentos de glória, mas durou pouco.

Apesar de muito usado, o apóstrofo sempre foi mal compreendido. Agora estamos rodeados por Bar do Johnny’s e Bar do Zé’s, o que nem é tão condenável, afinal nem João e nem José têm obrigação de usar corretamente o possessivo num idioma estrangeiro. Assustador MESMO é ver professor escrevendo “CD’s” e “DVD’s” na lousa da faculdade, e isso eu já vi várias vezes.

Repita comigo, amigo. Plural em inglês é igual a plural em português – você coloca o “s” e pronto, pode ficar feliz pois terá multiplicado seu substantivo por vários sem nenhuma dificuldade. É quase mágica. O apóstrofo não entra no plural, ele tem outra função. Você NUNCA vai comprar CD’s, nem DVD’s, nem digitar URL’s, muito menos baixar MP3′s, sendo todos eles uma sigla ou não. Você pode até ter AID’s, que com essas coisas não se brinca. Mas tira o apóstrofo. Vai ser muito mais digno.

Eu sei que fica mais bonito, parece estiloso, algo meio “dos EUA”. Mas tá errado. Te garanto’s.

(Se alguém tiver uma idéia “legal” para o nome do blog, por favor, me avise nos “comentário’s”)


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Post it #02

Post it no Olhômetro - logoEdição recheada. Vamos aos acontecimentos da semana que passou – os que valem a pena serem comentados, ao menos.

#Pra não ter fama de gay, vale até dar o *
Lê aqui - Jovem fingia ser mulher no Facebook para receber fotos de homens nus – e depois volta.
Pensa comigo. Você é um jovem estudante que, enganado, manda uma foto sua peladão para uma suposta gatinha no Facebook. A gatinha se revela meio, hum, cheia de barba, e ameaça divulgar sua foto nu para todo mundo da escola (além dizer a todos que você mandou sua foto nu a um cara) se você não se permitir ser molestado por ele.
31 garotos preferiram serem violentados em silêncio do que aparecerem pelados e pagarem de viados na frente da escola inteira? Na boa, o mundo está fora de controle.

#Analisando o jornalismo sensacionalista de fim de tarde
Puta alarde, helicóptero, Datena gritando e o GC piscando. Daí você pensa que outro avião caiu né. E vai ler:
URGENTE:
Árvore pega fogo na Zona Oeste

Desde quando isso é notícia, cazzo? Maya se casa com árvore, isso é notícia. Ou Piscina pega fogo, isso também é notícia. Árvore pegar fogo não é. Ainda mais “urgente”.

#Não tem como não gostar…
Você pode ser como eu: não pagaria pra ir no show do Little Joy pra evitar encontrar a possível enxurradas de fãs malas do Los Hermanos. Mas não tem como não achar o som alegrinho. E não tem como não simpatizar com os caras depois de uma entrevista dessas:


#Olha o retrato do suspeito
A menina tá desaparecida. Daí o telejornal foi mostrar o retrato falado do suspeito de ter sequestrado a pobre.

#McGyver está de volta no corpo de uma mulher
Detentas fogem de presídio em SP usando alicate de unha

#No meu tempo…
…o cara que denunciasse uma mulher por abuso sexual seria zuado de viadinho pro resto da vida. Mas quer saber? Sempre achei machismo que homens não pudessem denunciar mulheres por abuso sexual. Conheço umas histórias…

#O mais assustador comentário que já recebi neste blog em quase um ano e meio de existência
Clica e lê. O negócio é sério.

#Tá chegando a hora…

Olha a capa da Time dessa semana:

TIME - How to save your newspaper

Matéria completa aqui.

#Alçamos voos mais altos
Olha a gente no site da Rexona. Vai rolar sempre.

#Tá explicada a dieta hipercalórica do Phelps
12 mil calorias por dia e você queria que eu acreditasse que tinha a ver com o supercondicionamento físico dele? Nada. LARICA. Mas falando sério, eu sou partidária do ‘deixem o cara paz’. Eu, o Chong (isso, o amigo do Cheech!), o Christian Bale e um monte de gente achamos que ele deveria ter aproveitado pra mandar a real – o site reasononline escreveu “O que Phelps deveria ter dito“, e deveria mesmo.

#Bruno Aleixo
Tava vendo todo mundo falar disso aí e não entendia. Tentei ver um vídeo outro dia mas não entendi nada do que eles tavam falando – português de portugal parece uma língua desconhecida, às vezes. Mas todo mundo continuou falando tanto que dei uma nova chance – e não é que é engraçado pra cacete?

#E o prêmio ‘Vergonha Alheia do Ano’ vai para…
Engraçado, pessoal do Big Brother teve um concorrente forte. Duvido que alguém supere essa entrevista do Lucas Celebridade até o fim de 2009.

#Todo mundo já viu, mas pros retardatários (sempre tem):
Não sou só eu que fico locona com anestesia. Mas não cheguei nem perto do David, que fez sucesso essa semana porque tem 7 anos e ficou doidão depois do dentista:

Já tem remix, e é do bom. Vi no Matias.

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Sorria. Você está sendo monitorado

Google: vilão ou mocinho?

Ele chegou devagar. Primeiro, desenvolveu um mecanismo automático capaz de indexar todo o conteúdo existente na Web e organizá-lo. Isso é bastante coisa, mas ele não se deu por satisfeito.

Os passos seguintes foram lentos, mas certeiros. Primeiro, em 2000, ele começou a vender espaços publicitários contextuais nas pesquisas. Daí veio o serviço de busca por imagens e o agregador de notícias, Google News, em 2001. De olho na explosão de produção de conteúdo pelo usuário, adquiriu o Blogger.

Não parou por aí. A idéia era se tornar parte da vida pessoal do usuário da rede. Veio o GMail, o Google Desktop e o Orkut, e bem depois, a compra do YouTube. Em pouco tempo, a maioria das suas ações na internet era intermediada pelo Google. Agora a empresa disponibiliza praticamente todos os serviços que o internauta médio pode utilizar: Google Adsense, Google Maps, Google Calendar, Google Docs, Google Earth, Google Chrome, todos integrados a um grande sistema.

O Google sabe quem são seus amigos, sobre o que você fala com eles, o que você compra, por quais assuntos se interessa, os lugares que costuma frequentar, seus compromissos, quantas, quais e como são as pessoas que acessam seu blog todos os dias. Sabe o que você filma e o que você disponibiliza de conteúdo na internet. Sabe até onde você vai amanhã, porque antes de ir você consulta o serviço deles no Maps que informa a melhor rota de transporte público. O Google sabe os temas dos seus trabalhos da faculdade e, se vacilar, até quanto você ganha e o que faz com esse dinheiro (se você usar o Spreadsheet para colocar os gastos numa planilha, por exemplo).

O Google podia te ver se você tivesse na superfície do planeta, seja lá onde fosse. Antes dava pra ir pro fundo do mar e fugir da perseguição – agora, nem lá. E se você planejava, não sei, ir pra outro planeta, esquece – o Google está lá também.

Só faltava o Google saber onde você está agora. Agora. Mas só faltava. O mais recente lançamento deles, Google Latitude, permite que os usuários de celulares acompanhem compartilhem com amigos e parentes (mediante autorização) sua localização num mapa, em tempo real.

Não existe mais nenhuma informação que o Google não possua sobre você. E caso você não tenha notado, isso é muito perigoso.

Mania de perseguição? Paranóia? Tem certeza?

Você nunca se perguntou o que governos totalitários não fariam se pudessem ter acesso a dados tão específicos de tantos cidadãos? Se você leu 1984 (e se não leu, leia), sabe do que eu estou falando. O Google é um cara legal (e ele demonstra isso fazendo coisas como essa ou essa), mas ele está submetido aos desígnios dos governos dos países em que está instalado. Corporações não têm ideologia, meu caro – a não ser que ‘lucrar’ seja uma. O Google se submeterá a qualquer governo e a qualquer regra que esse governo impuser, se isso significar não sofrer sanções financeiras (E isso já aconteceu: leia mais sobre a polêmica do Google na China aqui, aqui e aqui). Não pense que uma corporação de grandes proporções vai deixar de ganhar milhões para preservar sua privacidade, porque não vai. Isso tudo considerando que essa postura ainda louvável da empresa é a oficial – e se já existir uma não-oficial?

Aliás: da privacidade, se é que ela existia ainda, não resta mais nada. Se você está na internet e usa os serviços do Google, já está ferrado. E o pior – não há escapatória, não há como se arrepender e voltar atrás. Um ‘suicídio digital’ seria impossível, já que nenhum dado da rede se perde e seus registros sempre serão preservados, de uma forma ou de outra, ainda que você apague todas suas contas em todos os serviços que usa e suma desse e de qualquer computador.

Claro que quanto mais ‘conectado’ for um país, mais suscetível a esse controle ele estará. Como a porcentagem do mundo que usa a internet é baixa, boa parte da população (a mais pobre, e por consequência a que menos consome e portanto alvo não tão desejável) ainda está fora dessa ditadura. Mas as lan-houses, a popularização do computador e a consequente ‘inclusão digital’ estão aí (sem mencionar o laptop de US$ 100, projeto que sai-mas-não-sai desde 2005). E se você é minimamente informado, sabe que o site mais usado pelos brasileiros que podemos considerar analfabetos funcionais digitais é o Orkut.

Tá pensativo? Me acha louca (como se isso fosse qualquer ofensa)? Dá uma lida no post do Doni, que não é oh-tão-sensacionalista como o meu, mas fala exatamente da mesma coisa. Por causa do lançamento do Latitude, gente mais inteligente do que eu ficou preocupada com essa ‘Googlerização’ do mundo. E pra arrematar (e te deixar, definitivamente, com a pulga atrás da orelha) leia aqui (num PDF de 5MB) o Scroogled, um conto de (não?) ficção que se passa num futuro aparentemente não tão distante, em que um governo de extrema direita tem acesso, por meio de leis criadas exclusivamente pra isso, a todos os dados que o Google já coletou sobre usuários.

Cara, na boa. A Polícia Federal pode obrigar o Google a fornecer dados sobre possíveis pedófilos. Você tem certeza que ela não pode obrigá-lo e fornecer dados sobre você se te considerar um possível qualquer coisa? Não existe quebra ilegal de sigilo bancário e telefônico? O que te faz ter certeza que não possa haver quebra ilegal de sigilo… digital?

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Lei de Gerson marcando presença em Santa Catarina

Outro dia, estava no carro com a minha vó, que tem quase 70 anos e dirige. Estávamos numa via bem esburacada, chovia e o tráfego estava intenso. Por todos esses motivos, minha vó dirigia a uns 50 km/h, numa via cujo limite era 60 km/h. Mas tinha um carro pressionando a ultrapassagem atrás. Ela deu espaço e ele passou, xingando minha avó, que respondeu com um gesto levantando o braço (algo do tipo ‘ah vá, passa logo’).

O rapaz dirigia um Uno azul escuro. Tinha cara de trabalhar com informática, não sei muito bem o porquê. Usava óculos, tinha um cavanhaque e parecia ser uma pessoa normal, embora a gente tenha essa mania besta de achar que consegue dizer se as pessoas são boas ou ruins só de olhar.

Daí que o moço do Uno deve ter se sentido ultrajado pelo gesto da minha vó, mandando que ele ultrapassasse logo. ‘Imagina’, deve ter pensado. ‘Essa velhinha não vai fazer um gesto desse, tão ofensivo, para mim’. E daí ele jogou o carro na pista da frente da minha vó e freou com tudo, para que ela batesse na traseira dele.

Ela conseguiu desviar para a direita, mas ele a acompanhou na mudança de pista. Quando ela tentou voltar pra esquerda, foi fechada por ele.

Tudo isso aconteceu muito rápido, mas como a coisa já estava ficando perigosa, acalmei minha vó, pedi que ela reduzisse a velocidade e deixasse o maluco ir embora.

Imagine este senhor, todo faceiro, se sentindo bem depois deste ato digno de um rato. Imagine-o pensando ‘nossa, sou muito sacana. Sacaneei uma velhinha!’ Agora, tente entender como um senhor desse é capaz de encontrar com sua mãe, sua avó ou mesmo dormir à noite sem um pingo de culpa. Será que ele se vangloria disso para os amigos?

O mistério nunca foi solucionado por mim, mas o caso abaixo me lembra que não existe só esse rapaz com a habilidade de deitar a cabeça no travesseiro depois de ser absolutamente covarde.

COMO alguém pode dormir com esse barulho na cabeça? O governo tem dito que são casos isolados, mas tenho lido relatos por todos os lados, vide o post do Morróida.

Será que eles também comemoram a malandragem? Se orgulham de serem tão, tão espertos?

O que mais me choca é exatamente o fato de não ser algo isolado. Como tanta gente pode ser tão escrota ao mesmo tempo?

Bom, algumas famílias de Santa Catarina terão um gordo Natal. Outras não. Mas as coisas nunca foram muito bem distribuídas nesse país mesmo, né?

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A sapatada (ou tudo o que ela representa)

No Iraque, mostrar a sola do sapato pra alguém demonstra profundo desrespeito. Outro xingamento muito ofensivo é chamar alguém de ‘cachorro’.

Um cidadão iraquiano acordou num dia como qualquer outro. Mas aquele dia estava longe de ser um dia como qualquer outro, pois o destino designou a ele uma missão. Era uma missão que exigiria bravura e ousadia. E as conseqüências de concluí-la de maneira satisfatória poderiam ser desastrosas para este cidadão.

Ainda assim, ele não desistiu. Sabe porquê?

Porque ele sabia que se conseguisse acertar um sapato no coco de George W. Bush ele seria admirado por todos os homens que pisam e um dia pisarão neste humilde planeta chamado Terra.

E embora o sapato não tenha atingido seu alvo original, o simbolismo do ato foi capaz de causar suficiente repercussão. Muntazar al-Zaidi, o portador da boa-nova, está detido, e foi submetido a testes para detectar a presença de álcool e drogas no sangue.

Pra mim, parece bem óbvio que ele estava mais sóbrio do que qualquer pessoa já esteve – a frase gritada por ele quando do arremesso, inclusive, me parece bem sóbria: “Esse é um beijo de despedida, seu cachorro. Isso é pelas viúvas, pelos órfãos e aqueles que foram mortos no Iraque.”

E mais do que o sangue que uma eventual sapatada bem acertada seria capaz de arrancar da testa de Bush, al-Zaidi arrancou da cara do ex-presidente com cara de bobo o sorriso mais sem-graça da história.Embora quase imperceptível, mesmo em alta-definição e em tela cheia, dá pra notar que ele esboça um sorrisinho envergonhado logo depois de se abaixar.

Você pode pensar que o sorriso é uma manifestação de satisfação de George Walker por ter desviado com sucesso do projétil calçante. Teria ele pensado ‘sou foda’, depois do gesto rápido?

De fato, Bush demonstrou ter reflexos rápidos. Mas aquele sorriso foi um triste reconhecimento de que ele se sentiu sem graça, porque no fundo, sabia que aquele homem tinha motivos pra lhe jogar um sapato na testa.

Quando você cai, o que faz pra amenizar a situação humilhante? Você ri, pra fingir que tá tudo tão bem, que você tá até achando graça naquilo. Sorrir sem-graça é o que a gente faz quando passa vergonha na frente de todo mundo – dá um risinho amarelo, assim, pra mostrar que a gente tá bem e achou até engraçado. Mas porque o presidente dos EUA estaria envergonhado?

Certamente isso é sinal de que ele sabe que aquele homem tinha boas razões para lhe atirar um sapato. Ele sabe, e tem vergonha. Nem cara de bravo ele faz; Bush nem sai do lugar. Junior espera a segunda sapatada com paciência, sem esboçar raiva ou frustração. Ele oferece a outra face.

Existe uma outra possibilidade, muito votada pelas redações ao redor do mundo: Muntazar al-Zaidi sabia que o domingo estava parado demais. Eu estava de plantão e sofri com a falta de notícias. E há dias que não temos fatos verdadeiramente dignos de manchete. Muntazar sentiu que precisava dar ao mundo algo para ser manchetado. Ele sacrificou sua carreira e credibilidade em nome dos colegas ao redor do planeta, e isso é bonito e altruísta.

Graças a Muntazar, podemos nos ocupar escrevendo reportagens interessantíssimas sobre o arremesso de sapato, colhendo curiosidades sobre o histórico de arremessos de sapatos na história, produzindo infográficos com detalhes do trajeto do calçado, entrevistando preparadores físicos que fornecerão dicas sobre como se esquivar de sapatos com tanta destreza – que tal um guia que teste as marcas de sapato para descobrir qual vai mais longe?

Muntazar nos deu possibilidades infinitas para a semana morna que viria. Antes dele, nada acontecia no mundo sem ser Ronaldo no Corinthians e Madonna no Brasil. Esse é o espírito jornalístico: na ausência de notícias, ele mesmo fez a coisa acontecer. Pró-atividade.

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Gostaria de agradecer a todos os amigos e leitores que votaram no blog para o prêmio Best Blogs Brazil 2008. Por enquanto, somos o blog mais votado na categoria Pessoal e Cotidiano, o que é fantástico, e fomos indicados também em outras categorias, como Humor, Entretenimento e Melhor Blog (!). MUITO OBRIGADA! Quem ainda não indicou e não tiver fazendo nada, dá uma passada lá – as votações vão até o dia 17! Para mais detalhes sobre como votar, clica aqui.

Lembrando que só é permitido indicar o blog para duas categorias ao mesmo tempo e que seria melhor concentrar em uma só, para aumentar as chances. E como Pessoal e Entretenimento está (muit0) na frente, seria interessante continuar indicando o blog nessa categoria.

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O tiro que saiu pela culatra

Aquelas armas misteriosas escondidas no celular, na caneta ou no grampo de cabelo de James Bond não são tão fantasia assim, meus amigos. A diferenças é que eles estão nas mãos dos bandidos. E que, bem…  os filmes tornam a coisa um pouco mais sofisticada.

Por enquanto, parece empolgante. Vanguardista. Afinal, sabemos que os celulares já fazem de tudo – caso você não seja entusiasta de tecnologia, saiba que no Japão, além das funções às quais já estamos acostumados, celular serve também como cartão de débito e bilhete de metrô -, e só faltava um que atirasse mesmo. Justo.

Mas daí vem a imagem da coisa.

É um brinquedo inútil, porque ninguém pode possivelmente confundir isso com um celular de verdade. Se alguém tira do bolso um aparelho moderno, desses com que a gente tá acostumado, daí sim é um disfarce perfeito. Passa batido.

Um negócio desse chamaria atenção demais, exatamente o contrário do esperado, provavelmente – ninguém enfia uma arma dentro de um suposto celular se não quer ser discreto. E a real é que esse trambolho talvez até seja mais vistoso que uma arma.

A figura imponente e sofisticada de um mafioso destoa completamente de um um celular de RS$1,99 escrito NOKITEL. NOKITEL nem quer dizer nada, pelo amor de deus. Um italiano vestido de terno Armani de risca de giz JAMAIS tiraria algo assim do bolso. Os dois símbolos combinados provocariam imediatamente uma confusão mental no observador atento.

Ou seja: elemento surpresa FAIL, porque assim que o cara sacasse essa parada qualquer um notaria que existe algo errado. Se você fosse um pouco mais esperto, seria o tempo suficiente para reagir. No fim, tendo a pensar que um mafioso com uma arma é um conjunto bem mais discreto do que um mafioso com um celular de brinquedo parcamente parecido com modelos dos anos 90.

O negócio seria um iPhone com pente para oito balas. Ai sim…

Para finalizar, gostaria de pedir atenção para o fantástico trocadilho alcançado por mim no título do texto. Veja bem, faço um paralelo entre a tentativa vã dessa coisa de se parecer com um celular de verdade e o fato de ser uma arma, por isso o termo ‘tiro’. Formidável, não?

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Criança, a alma do negócio

Mais um da série ‘fim do mundo’, bem assustador.

Vi no Descolex.

É apenas o trailer do documentário, mas já dá arrepios.

Protejam seus filhos, sobrinhos, priminhos ou o que seja. Para isso, basta quebrar as TVs e videogames, além de destruir o modem que permite que ele acesse a internet, tirá-lo do convívio social com os amiguinhos da escola e isolá-lo completamente do mundo moderno. Se ele sobreviver vai precisar de terapia, mas as chances que se aliene desde cedo são menores. Boa sorte!

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