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Arquivo: Música

Canção para o estuprador

O Autotune The News é um site que pega vídeos noticiosos, tirados de jornais gringos, e mete-lhes o Autotune. O Autotune, aos que não sabem, é um programa que o Sean Kingston e o Akon e o Kanye West curtem muito, mas que curtem também praticamente todos os artistas de hoje em dia. Ele serve para afinar um trecho desafinado, mas basicamente, pode musicar qualquer trecho falado e transformá-lo em qualquer melodia.

Assim fizeram as versões musicadas do Double Rainbow, Oh My God.

Mas a melhor versão do Autotune The News é recente. O vídeo que deu origem à música é esse:

É que, como você já notou, apesar de ser uma notícia série, é impossível levar a parada a sério uma vez que o irmão da menina atacada aparece. Ele me lembra alguém, inclusive:

JAZZY!!!

Transformada em música, o episódio do estuprador louco ganha uma outra dimensão (e o nome genial de The Rapist Song):

Habilite as legendas e cante junto. Ouça uma, duas, três vezes. Hoje eu cantei no banho, palminhas no segundo refrão. Ou fique com uma versão mais étnica (na boa, o YouTube tem centenas de covers, já, é só fuçar):

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Festa estranha com gente esquisita

O Coletivo Marte é um projeto totalmente independente, idealizado pelas pessoas com quem passo a maioria dos meus finais de semana (ou seja, os meus amigos) e colocado em prática por todos nós. No próximo sábado, 29, rola a terceira festa do Coletivo, chamada MARTE ATACA!, que como as anteriores tem música, exposição de arte e moda.

Além disso, tem eu discotecando ao lado da @navarrocarol, baixista do Lipstick. Na festa, tocam também as bandas Marco Nalesso and the Big Bang Band (uma viagem instrumental que tem jazz, funk, samba, rock e percussão), El Paso (the next big thing do rock independente brasileiro, escreva o que digo) e The Orange Disaster (banda paralela do Vini e do Davi, dois dos Ecos Falsos). Clique e ouça tudo antes de ir, você não vai se arrepender.

A 3ª MARTE ATACA! acontece no Espaço Serafa, na Rua Nossa Senhora da Lapa, 724. Olha o mapa aqui embaixo:


Exibir mapa ampliado

Não tem desculpa pra não ir: é colado na Estação Lapa da CPTM (trem) e começa cedo, às 20h, justamente para contemplar os pobres que não possuem carro. E custa só 3 reais com nome na lista, que pode ser colocado se você mandar o nome pra mim pra anabsf@gmail.com com o assunto LISTA MARTE ATACA até sábado às 12h.

Caso você esteja se pergunta que negócio é esse Swing de Roupas (e não, não é um swing sem tirar a roupa), dá uma lida aqui. Aproveite pra dar uma olhada no blog do Coletivo Marte: http://coletivomarte.wordpress.com

Como eu ainda não terminei de escolher o que vou tocar, aceito(e clamo por) sugestões nos comentários. Pode ser qualquer coisa agradável de ouvir, mas o julgamento final é meu, naturalmente. Apareça e me procure, que a gente troca uma ideia sobre a vida, o universo e tudo mais, e você ainda pode me fazer todas aquelas perguntas fabulosas do Formspring.me pessoalmente.

Obrigada aos amigos @rafaoncoffee, @gabrielahesz, @andr_oid, @euamotubaina e tantos outros que curtiram essa ideia de me convidar pra dar play em umas músicas.

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FUJAM

Eu não escrevi FUJÃO porque não quero nenhum babaca me dizendo “que vergonha, hoje em dia qualquer um escreve o que quer por aí, isso que dá jornalista não precisar de diploma, blá blá blá”. Os babacas dizem sempre a mesma coisa, eu já decorei, e já cansei de explicar que FUJÃO e CORÃO é piada.

Masnão importa. O que é importa é que hoje trago pra você, em um oferecimento de @tatikmd, algo que vai fazer você, digamos assim, defecar tijolos.

O SWING DO AXÉ ENCONTROU A MODERNIDADE DO PSY. E nós só podemos lamentar.

Lembrando que o último grande sucesso do Tchakabum foi aquela música do Caldeirão e da Explosão, que você pode ter dançado durante aquelas matinês no Cabral em 2002.

Não sei o que me assusta mais – se é a letra, se é o conceito ou a execução do videoclipe em si, recheado de ícones importantíssimos da mobralidade moderna. Deixo você se decidir aí nos comentários: o que assusta mais nesse caldeirão de influências horríveis em que se transformou o antes ruim, mas digno, trabalho do Tchakabum?

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Vou xingar muito no Twitter hoje. Sério


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Uma puta falta de sacanagem eu não atualizar mais isso aqui

Melhor vídeo do mês é o seguinte:

Pra quem não entendeu, a banda Restart, que faz parte desse novo rock aí que tem como característica os nomes de banda precedido pela palavra ‘banda’. Tipo ‘banda Cine’. É porque você olha, vê um monte de moleque muito esquisito, de calça verde limão, tênis vermelho, wayfarer de lente de grau e camisa com gola V, e não intui que é uma banda. Acha no máximo que são os novos caras da Malhação, ou então um daqueles programas em que você renova o guarda-roupa da pessoa porque ela se veste muito mal. Daí precisa que o nome venha explicadinho antes, tipo BANDA RESTART.


Praticamente um programa do Discovery Channel sobre
novas e exóticas espécies da costa neo-zelandesa

Mas divago. A BANDA RESTART marcou uma tarde de autógrafos na Fnac da Av. Paulista. Eles esperavam 250 pessoas, apareceram 3 mil. A livraria decidiu cancelar o evento e o que se sucedeu foram essas cenas épicas. A BANDA RESTART bem que podia se engajar em uma causa política qualquer aí e levar toda essa molecada junto, né? Sei lá, aproveitar essa doença dos fãs pra algo produtivo socialmente.

Por um segundo, eu me senti mal de criticar esses jovens. Me lembrei que eu também fui adolescente, também fui fã de uma banda. Daí eu os vi chorando, vindo do interior, as mães junto e a culpa passou, porque há diferenças entre o tipo de fã que eu era e eles. Por exemplo, a minha banda não era super colorida. Os fãs em média eram mais velhos, o que demonstrava toda a minha precoce maturidade. Eu não berrava por eles, não fazia parte de família nenhuma, não ficava sem comer nem nada. E por fim, minha mãe JAMAIS viajaria comigo pro interior pra ver a banda, sabe?

No caso, foram meus avós mesmo que me acompanharam até Curitiba pra ver o show do Pearl Jam! Mas eles nem foram lá no show mesmo viu, só pro seu governo!

E eu tinha pulseirinha. HEH (tinha mesmo, era uma do fã-clube do Pearl Jam que me dava direito a entrar no gig antes)

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A maior competição de gostosice do Brasil

Imagina se você chegasse em uma festa e a primeira frase que você ouvisse, de dois caras atrás de você, fosse essa aqui embaixo.

“Nóis vai tranzá* lá dentro, heim!”

Você imaginaria que eu estou falando de um baile funk (por estereótipo, né. Todo mundo diz que em baile funk acontece essas coisas promíscuas) ou da Pirigóticas, mas não: eu tô falando do Skol Sensation, o infeliz substituto do Skol Beats que acontece desde o ano passado em São Paulo.

Foram 40 mil pessoas vestidas de branco escutando música eletrônica do tipo que eu não gosto (não sei os nomes) no Anhembi. O que é bom, porque se você se veste de branco com 40 mil pessoas, parece ridículo de forma coletiva, e não individual. Parecer ridículo se branco não se aplica se você for médico ou enfermeira, ou pai-de-santo.

Peguei a mesma roupa branca que usei ano passado (a mesmíssima, um vestido da minha mãe) e rumei com três amigos para a zona oeste de São Paulo (acho que é Oeste; alguém esclareça, por favor, porque eu trabalho lá e gostaria também de saber em que Zona eu trabalho. A piada não foi proposital). Ao chegar, tivemos aí o prazer de escutar a conversa entre esses dois brothers, o que já nos deixou animados pra noite que estaria por vir.

NOT.

O Skol Sensation é um dos eventos mais bem organizados e estruturados que eu já vi. É decorado de maneira hipnotizante. E tem muita gente bonita (leia-se RICA) e que provavelmente está colecionando as figurinhas da Copa (isso já é indicador social, heim). Por isso, se você se interessa por esse universo, recomendo muito que vá ao evento no próximo ano. E há quem se interesse, e eu não tenho nada contra essas pessoas, porque né, tenho amigos que curtem essa vibe (ALÔ FELÍCIA), e eu gosto deles e tal. Na boa, só que meu dever civil é observar as paradas e relatá-las aqui.

Só que precisamos ser honestos. Não é um evento de música, ao menos não pra maioria das pessoas lá. Ninguém sai de lá comentando uma virada que o DJ fez, ou uma hora em que o público foi ao delírio, como a gente faz quando sai de show. Muita gente sequer dança, só desfila com o drink na mão, roupa branca igual todo mundo. É que tem um status em estar nessa festa, um status social. Não tem a ver com música. Tem a ver com A GRANDE COMPETIÇÃO DE QUEM É MAIS GOSTOSO(A)!

Sim, amigo! Informalmente, quase como uma tragédia não anunciada, os frequentadores do Skol Sensation estão lá para serem vistos e competirem com outros frequentadores pelo posto de pessoa mais atraente com menos roupa. (Com exceção das muçulmanas que vi por lá, de branco e de véu na cabeça.) Nessa biosfera, Geisy Arruda seria considerada iniciante. Os vestidos não eram curtos, porque eles não eram como vestidos – eram tipo camisas. E os homens sempre tiravam a camisa, e não estava tão calor. E eu vi um cara que caminhava com desenvoltura pela festa de shortinho, daqueles dois palmos acima do joelho, e-

-e só. O shortinho era branco, antes que perguntem.

Se eu me diverti? Pra caramba. Tenho senso de humor.

*Nós votamos (eu e o pessoal que estava comigo) e constatamos que aquele “transar” que ouvimos dele foi com Z, com certeza.

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Duvido você conseguir ouvir só uma vez

Pira na letra:

Look at my horse,
my horse is amazing
Give it a lick
Hmm, It tastes just like raisins

I have a stroke of it’s mane
It turns into a plane
And then it turns back again
When you tug on it’s winky
Ohh that’s dirty

Do you think think so?
Well I’d better not show you
where the lemonade is made
Sweet lemonade
Mmm sweet lemonade
Sweet lemonade
Yeah sweet lemonade

Get on my horse
I’ll take you round the universe
And all the other places too

I think you’ll find that the universe
pretty much covers everything
Shut up woman get on my horse!

E a música ainda é boa. Puta merda. Tem outras – essa aqui embaixo não é tão boa, mas também é interessante:


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Só mais um pouco delas

Mas agora, sem destruir castelo de areia e botar fogo em casa. Saca esse coral infantil cantando música pop:

Não sei se o mais legal é a versão ou as crianças dançando O mesmo coral canta outras músicas, disponíveis nos vídeos relacionados:

Na boa: puta ideia. A gente sempre vê coral de criança cantando música gospel ou qualquer outra coisa chata. Ou tocando bateria num grupo de Olodum. Pelo menos isso aí dá uma variada no padrão de grupos infantis.

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A doença do verão não é a dengue, não

Então vamos aproveitar que eu me inspirei. Como eu me inspirei? Eu não sei. Talvez seja o botão GET INSPIRED aqui do lado (do lado da caixa de texto, tem um botão GET INSPIRED laranjão, chamativo, por causa de um plugin pra Firefox que eu uso).

Botão laranja me inspirou a ir lá e ser feliz

Ou então é porque tô lendo umas paradas engraçadas: hoje li bastante o blog do Larica Total, o blog de BAIXA, MUITO BAIXA gastronomia mais genial que já encontrei.

Falando em baixa gastronomia, agora eu tô gastando minha cota diária da letrinhas (a minha chefe acredita na existência de uma cota diária de letras, e eu também) lá no Interbarney, mas em outro blog, não o Bombril na Antena: o Humor Tandela, que é sobre comida. Porque eu cozinho, vocês sabem, e também como. Provavelmente como melhor do que cozinho, mas só os que comem o que eu cozinho (opa) podem dizer. De qualquer forma, colem lá pra conferir minhas elocubrações culinárias, que devem salvar você daquele perrengue da madrugada. Esperem 500 receitas diferentes de miojo.

Outra parte das letrinhas tão no meu novo blog no Link, o LOL. No LOL eu posto toda sorte de atrocidades internéticas. Recomendo, e não é porque sou eu escrevendo (claro que é, mas ainda assim, eu recomendaria ainda que não fosse. Estou fazendo um bom trabalho)

Mas divago. Cá estou para falar desta, que é a canção do verão 2009/2010, e que lhe prometo, entrará na sua cabeça e não sairá por três dias. Não adianta não dar play no vídeo. Se você já escutou esta praga alguma vez, estou certa que apenas o nome da canção reavivará sua memória.

Sacanagem? Pode ser. Prepare-se para cantar uma música baixinho o dia inteiro.

I’VE GOTTA FEELING.

=D

Primeiro, tenha compaixão. Lembre-se que para escrever esse post eu fiquei lendo a letras e escutando essa merda por tempo suficiente para que ela permaneça em minha mente por 6 meses. E FIZ ISSO POR VOCÊ, leitor. Para esmiuçar as características tão marcantes desta canção, características essas que despertam em mim e em todas as pessoas de bem um extinto instinto assassino, e nas pessoas DE MAL o chamado ESPÍRITO BIG BROTHER, ou VIBE BIG BROTHER.

VIBE BIG BROTHER

A VIBE BIG BROTHER é um estado de espírito que acomete 90% das pessoas que escutam I’VE GOTTA FEELING. Apenas 10% da população é imune ao efeito da canção, que atinge a maioria das pessoas por volta do vigésimo segundo e já no segundo refrão alcança seu auge.

Como saber se você foi atingido pela VIBE BIG BROTHER de I’ve Gotta Feeling?

SINTOMAS

- Quando você escuta as primeiras notas da música, grita “Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!” ou “ESSA É MINHA MÚSICA!!!!!!”?

- No mesmo momento, seu cérebro manda sinais para que você se prepare para pular naquela hora em que o WILL.I.AM fica dizendo TONIGHTS THE NIGHT/LETS LIVE IT UP, enquanto seus olhos se fecham em êxtase?

- Quando o WILL.I.AM começa a cantar TONIGHTS THE NIGHT/LETS LIVE IT UP, você começa a cantar isso alto, pulando com os braços para o alto, batendo os pés no ritmo da música, apontando de maneira significativa para os seus amigos?

- Quando a FERGIE começa a cantar a parte dela, você novamente fecha os olhos em êxtase?

Se você respondeu SIM a mais de uma dessas opções, sinto muito. Você está infectado. Não há antídoto conhecido.

E SE EU FOR IMUNE?

Sorte sua, caubói. Mas nesse caso, as consequencias podem ser até piores, dependendo do ponto de vista. Você evitou o mais constrangedor, mas no caso de ser imune, geralmente a superexposição à música causa irritação e esquizofrenia (no caso, essa esquizofrenia em particular se caracteriza por você repetindo esta merda por três dias. Eu sei que isso não é esquizofrenia, mas no meu blog é). Se você entrar em contato com a canção e for imune, tente escutar algo esquisito em seguida para LIMPAR A CABEÇA. Pode ser ruído rosa, que não passa de um monte de chiados, tipo aqueles da TV. Taí ó, ruído rosa:

Ou sei lá, pode ser alguma coisa tocada ao contrário. Qualquer coisa que melodicamente não faça sentido.

A LETRA

É uma merda. Vamos analisá-la a luz do humorismo pelo qual esse espaço virtual se caracteriza:

I gotta feeling that tonights gonna be a good night
that tonights gonna be a good night
that tonights gonna be a good good night

(Não quero ofender os retardados, mas eu só consigo imaginar um retardado repetindo tanto algo assim. Se você tirar a letra e colocar na boca de alguém, vai parecer uma pessoa muito enfática, porque né)

Tonights the night night
Lets live it up
I got my money
Lets spend it up

(Primeiro que rimou UP com UP. Uma boa saída pra quando você não sabe o que fazer em uma música é a. não rimar b. rimar uma palavra com a mesma palavra. De qualquer forma, esse verso diz que essa noite vai ser demais, que é pra gastar o dinheiro todo que a pessoa tem. A essa altura nego já tá bêbado, e bêbado é rico, então vai lá e gasta tudo mesmo)

Go out and smash it
like Oh My God
Jump off that sofa
Lets kick it up

(UP de novo, bela saída. “Vai lá, quebra tudo, tipo OH MEU DEUS”, gosto quando a religião vem dar aquele amparo. “Pule fora DAQUELE sofa, e vamos chutar o pau da barraca”. Ainda papo de bêbado: disse, disse e não fez nada. E ainda se referiu a um sofá imaginário, que é aquele, e não esse. Não faz sentido)

I know that well have a ball
if we get down
and go out
and just loose it all

(É ball de baile ou de bola? Porque não tem nada a ver jogar futebol no meio da parada. Mas ela quer saber de perder o controle mesmo. The same old shit.)

I feel stressed out
I wanna let it go
Lets go way out spaced out
and loosing all control

(Desculpa de piriguete pra poder sair por aí dando pra todo mundo. “Tô estressada, quero me soltar”, daí toda um porre e fica toda se querendo pra cima de todo mundo. Daí é óbvio que vai ter um sentimento que a noite vai ser boa. Quer dar SEJA MACHO E DÊ, não fica numas de AI TO ESTRESSADA PRECISO ENCHER A CARA. BTW, essas duas foram as estrofes da Fergie)

Fill up my cup
Mazal tov
Look at her dancing
just take it off

(Mazel Tov* é qualquer coisa de festa de judeu, e eu acredito – quero acreditar – que em uma festa judaica voce não pode pedir pra uma mina que esteja dançando sensualmente tirar a roupa. Por isso essa estrofe é incoerente)

*Mazel Tov é ‘boa sorte’ em hebraico, como me explica a Wikipedia. A piada não fez mais sentido (médio), mas mantive porque na vida a gente tem que arcar com o que faz. Até porque ninguém deseja boa sorte depois de encher um copo, a não ser que você esteja tomando o famigerado drinque VENENO DE RATO

Lets paint the town
Well shut it down
Lets burn the roof
and then well do it again

(Vandalismo, tópico polêmico. Eu curto, você curte, mas é cafona. Vai incentivar a molecada a pixar parede e queimar telhado, E DEPOIS FAZER ISSO DE NOVO? Porque aí é looping, né. Não tem fim. Não tem fim, não é bom: você cresce, arruma um emprego, tem família. Não pode continuar queimando telhado e pixando muro)

Here we come
here we go
we gotta rock

(“A gente vai, a gente volta, temos que arrasar” denota indecisão e necessidade de auto-afirmação no grupo)

Tem mais alguns trechos em que eles ficam repetindo coisas de retardados, tipo:

- os dias da semana em inglês (acho que é só pra mostrar que sabem);
- o quanto eles querem arrasar e destruir e dançar e curtir;
- que eles são demais, muito demais, e querem arrasar e curtir 24 horas por dia;

SOBRE OS BLACK EYED PEAS

The Black Eyed Peas.
Image by brina_head via Flickr

Pra começar que um Black Eyed Pea é uma ervilha de olho preto. No literal. DEVE significar alguma coisa, tipo ERVILHA ESTRAGADA, ou é a expressão em inglês equivalente a OVELHA NEGRA. Isso já seria suficiente, mas vou continuar. É uma banda de quatro pessoas que não tocam nada e gritam todas juntas, berrando. Não se ouve a voz de ninguém separadamente, nunca. A função de uma das pessoas é ser uma gostosa com carreira solo. De outra é fazer participações especiais em álbuns de outros artistas e produzir álbuns de outros artistas.

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O Porco Pizza do rock’n'roll

Essa foi a melhor definição que eu encontrei para essa banda, o Attack Attack. Rogo para que você tenha paciência e veja o clipe/escute a música até o final, você terá uma surpresa. Vamos fazer uma lista sobre os principais problemas do Attack Attack, em ordem de importância (do menos importante para o mais importante):

3.

Em uma música, tem metal daqueles horríveis com voz gutural, um refrão emo e um encerramento de eletrônico escroto-farofa. Veja bem, eu não sou contra o experimentalismo musical, a mistura de estilos. Curto muito essa vibe, juro. Mas ir de Krisiun a Panic! at the Disco em três minutos denota ou múltiplas personalidades ou profunda indecisão. Procure um terapeuta imediatamente nesses casos.

2.

A dança que eles fazem é muito esquisita, e os pulinhos, que lembram o movimento de algum bichinho, mudam de acordo com o estilo musical dentro da mesma música, são constantes e uniformes. Veja bem: é como a coreografia da banda. Todos executam os pulinhos de maneira sincronizada. Uma banda de rock com coreoografia não pode ser uma banda de rock.

1.

Eles estão claramente sem nenhuma pista de que são absolutamente ridículos e, portanto, muito engraçados. Logo, ficam mais engraçados ainda se levando a sério. Uma das coisas mais divertidas do mundo é gente que se leva a sério demais.

Daí é o seguinte. Acho que a existência de uma banda dessa caracteriza completamente o ecleticismo bizarro e a falta de personalidade da geração emo.

Agora, eu falei como meu avô (hipotético, meu avô é bem mais legal que isso).

Como o Porco Pizza, há quem veja nada de errado e há quem perceba que tem coisas demais no meio disso.

O curioso é que o Attack Attack poderia ser facilmente um quadro de humor do Saturday Night Live, com aquelas paródias esquisitas de bandas reais. Ou do Hermes e Renato. Tipo isso:


Quero ver tirar a virilhada da cabeça agora.

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