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Arquivo: Música

Chris Cornell foi contagiado pela Síndrome Paulo Ricardo

Um dia, existiu um deus do rock que era conhecido pelo nome de Chris Cornell.

Chris Cornell

Quase um messias (esteticamente, inclusive), Chris Cornell arrasava corações de moças indefesas e inspirava bravos rapazes alcançando notas inalcançáveis em seus trabalhos com aquela banda que todo mundo descolado adora dizer que conhece, o Temple of the Dog, e posteriormente no seu trabalho mais conhecido e incrível, o Soundgarden. Se você não ouve Soundgarden há um tempão, como eu, relembre comigo:

É importante que você assista para que a diferença, no próximo vídeo, fique bem proeminente.

O homem fez, ao lado dos companheiros do Soundgarden, cinco álbuns de estúdios – alguns épicos, outros bons, mas todos irrepreensíveis. Sozinho, fez um belo disco solo, chamado Euphoria Morning (de 1999), um dos meus TOP5 CDs of all times. Depois, juntou com outros caras mais respeitados ainda e formou uma banda chamada Audioslave, que embora tivesse um claro apelo comercial, também era bem boa.

Chris Cornell tinha tudo – fama, respeito, mulher, uma filhinha bonitinha, tinha dignidade, tudo isso devido à fidelidade, à dedicação e ao talento no rock’n'roll. E por algum motivo, Chris Cornell jogou tudo pelo ralo assim:


Essa é uma das músicas do novo álbum de Chris, Scream, o disco novo produzido por Timbaland que causou uma perda de respeito generalizada por parte dos fãs. A música em si não é ruim – mas isso sendo feito por ele é chocante demais. Seria como ver, sei lá, o Mick Jagger partindo pra carreira solo e lançando um álbum com participação do Julio Iglesias. Não dá, tem coisa que você não pode fazer, porque mesmo que fique ‘bom’ não vai ficar. Tem aquela discussão do ‘ah, mas o cara tem mesmo que se renovar’ – OK, SE RENOVE, MAS VAMOS TENTAR NÃO CHUTAR O PAU DA BARRACA OK? Tava renovado já, todo mundo achou legal o que foi feito no Audioslave. Porque a gente não se contenta com o que tem e termina por foder as coisas?

Lembrando que não estamos falando só do ritmo aqui, cara. A composição dele adaptou-se ao ‘novo estilo’, com direito a ‘pequena garota, adoro o jeito como você fala comigo’ ou ‘não, aquela vadia não faz parte de mim’, gostosas sendo encochadas em bares e homens de regate com óleo pelo corpo dançando de maneira provocativa. Porra, JOHNNY CASH JÁ FEZ UM COVER DESTE HOMEM! E ele resolveu falar na música que gosta do jeito que a menina rebola e achou que todo mundo ia achar normal? Alguém tem uma explicação pra isso?

É uma postura incompreensível. Analizemos: o cara precisa de mais grana? Não, não precisa. Precisa de mais prestígio, precisa provar que ele tem talento? Não, não precisa. Ele já era grande. Ele era do tipo do cara que daqui uns 10 anos ia entrar pro Hall of Fame do Rock, fácil, se tivesse já se aposentado. Agora, se cruzar com Dado Dolabella na rua, até apanha por traição de movimento.

A única possibilidade que resta é ele de fato ter feito isso porque gosta – digo, gosta desse tipo de música a ponto de querer fazê-la. Ficou velho e quis gostar de eletropop e ser amigo do Justin. Acontece. Mas tem um problema – você não pode ser uma referência do que há de melhor no rock’n'roll por 20 anos e de repente achar que vai poder tocar na Mix sem que isso te traga graves consequências.

No fim, eu cheguei à conclusão que o roqueiro consagrado e bonitão que chega à crise de meia-idade tem uma propensão maior a gravar músicas que vão desagradar absolutamente todo o público que ele conquistou nos 20 anos anteriores, normalmente de uma maneira que boa parte desse público considere muito indigna e classificável como brega (claro que existem sempre os fãs malucos que vão amar qualquer merda, mas estamos falando das coisas sensatas).

É um grave distúrbio psiquiátrico, mais forte que eles. É patológico, e a primeira pessoa a diagnosticar esse distúrbio fui eu mesma. Ele pode ser verificado em outros artistas, como Robert Plant (quando gravou música country-romântica). No Brasil, o maior expoente dessa patologia grave é o cantor Paulo Ricardo, que teve uma época aí resolveu gravar música ruim e acabou tendo a honra de ter seu hit na abertura da saudosa A Usurpadora.

É complicado, mas em algum ponto de sua carreira Chris Cornell foi severamente afetado pela Síndrome Paulo Ricardo. O único antídoto, pelo que pude observar, é conseguir emplacar uma dessas músicas ruins como jingle de abertura de um programa muito famoso. Daí, aparentemente o cara se contenta em ganhar tanto dinheiro de royalties (ou se constrange de ligar a TV todo dia às 22h e ter de ouvir aquilo e lembrar da merda que fez só por dinheiro) e para de querer inventar coisa.

Ou qualquer coisa assim. No caso do Cornell, acho que o destino dele é algo como jurado de American Idol – triste, mas talvez a única coisa que o impeça de continuar nos deixando com tanta vergonha alheia – vergonha essa que até outros artistas expressaram publicamente.

Pelo menos o nome do CD – ‘Scream’, suponho que no imperativo – é bem apropriado. Mas não precisa nem pedir, Chris.

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Comprovaram a relação entre mau-gosto e burrice. Sério

Ok, me crucifique. Eu sou a favor da tolerância, da amizade, da alegria, da aceitação, da igualdade. Mas no fundo, eu sempre achei que havia um motivo para debochar de quem gostasse de música ruim. Eu sempre achei que houvesse uma relação entre ‘música ruim’ e ‘gente estúpida’, mas nunca pude provar.

Claro que, com a noção de que isso era algo absolutamente irracional, embora obtivesse algumas provas da minha teoria no convívio social (com exceções, claro, o que só comprova a existência da regra), podei esse pré-julgamento absurdo depois que cresci, pra não prejudicar minhas relações e não me tornar uma pessoa detestável.

Como cientistas desocupados são a classe que, estatisticamente, mais cresce no planeta, alguns deles publicaram um estudo chamado ‘Músicas que te fazem ficar estúpido‘.

Eles compararam o gosto musical de alguns estudantes com as notas que esses estudantes tiraram no SAT, um exame que pode ser considerado o ‘vestibular padrão’ norte americano -  testa mais ou menos as mesmas competências que o nosso - e descobriram que quem tirou as notas mais altas ouve Beethoven, enquanto quem tirou as mais baixas curte Lil’ Wayne. A vitória tardou, mas não falhou. Olho no gráfico (se você ouve Lil’ Wayne, essa é pra você – clica e  amplia pra conseguir enxergar):

Música que te faz ficar estúpido

Não sei o que acontece se você for fã de dois artistas que estiverem em pontos muito opostos da tabela. Eu sei o que acontece se você for fã só de artistas que estão do lado esquerdo, mas vou te desafiar a chegar nessa resposta sozinho, vamos ver se você é capaz.

Também não sei o que acontece se você considerar que esses exames acadêmicos não medem nada senão sua capacidade de ir bem na escola, que todos nós sabemos, não está relacionada quase nunca com sua inteligência ou genialidade.

Mas ignoremos a verdade politicamente correta e nos atenhamos aos fatos, à comprovação científica – agora eu tenho argumentos sólidos para não me aproximar dos fãs de Reggaton ou de Aerosmith.

Claro que só o fato de você declarar, deliberadamente e com orgulho para um pesquisador, que é fã de Reggaeton e/ou de Aerosmith já denota algum grau de estupidez por si só. Espero que eles tenham considerado isso ao desenvolver o gráfico.

A questão principal é: será que esse tipo de música deixa essas pessoas estúpidas ou essas pessoas ouvem essas músicas por serem estúpidas? Ou então, mais alarmante ainda, a estupidez é uma acarcterística que alimenta o gosto por música ruim, e a música ruim aumenta sua estupidez, num ciclo sem fim que vai terminar com você babando e ouvindo a discografia do Latino?

Só ficamos na especulação, até que outro grupo de cientistas resolva responder essa. De qualquer forma, o mesmo site divulgou também a lista de Livros que te fazem ficar estúpido. Apesar de ser um conceito que eu considero paradoxal, porque acho que gente verdadeiramente estúpida não chega perto de livros, a tabela não deixa de ser interessante. Acompanhe (e clique, se você gosta de Aerosmith):

Livros que te fazem ficar estúpido

 

Observe ali no topo, do lado esquerdo, que há uma opção ‘Eu não leio’. E – veja você – quem lê a Bíblia, segundo esse incrível gráfico, é ainda mais estúpido do que quem não lê nada! Puta merda! E, pra que ninguém ofenda minha mãe, acho a Bíblia um grande livro. Mas é provavelmente o mais perigoso deles se cair em mãos (ou em olhos)… estúpidos.

E aí, nesse caso, será que é o livro que te deixa estúpido ou você que é estúpido e busca esses livros? Acho que temos uma resposta. E Harry Potter tá lá pro meio, o que me faz sentir tranquila neste momento.

Esse post serve basicamente pra você zuar aquele seu amigo que acha que o Dan Brown é o melhor escritor de sua geração e que Nickelback é genial (normalmente, essas características se cruzam nos mesmos tipos de pessoas, o que aumenta ainda mais a veracidade do gráfico). Mas acho que é importante dizer que… é tudo brincadeira. E na vida mesmo, acho que mais inteligente que o leitor de Cem Anos de Solidão ou que o ouvinte de Beethoven é quem, além desses, também leu a Bíblia e os livros do Dan Brown, e como se não bastasse também sabe cantarolar meia dúzia de canções do Lil’ Wayne e já ouviu um pouco de Aerosmith.

E se você perguntar ‘até a discografia do Latino entra nesse exemplo?’, eu vou ponderar, mas depois… pensa bem: se eu te disser, agora, rapidinho – ‘Oh Baby, me leva’ – quanto tempo você vai demorar pra tirar essa merda da sua cabeça?

Pois é. E você vai negar que exista algum tipo de genialidade – muito embora pareada com uma babaquice – em conseguir fazer músicas que sejam tão involuntaria e incessantemente repetidas pelo cérebro de todo mundo que as ouve, até de quem não gosta delas?

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Marisa Monte lê o Olhômetro!

É sério. Nesse vídeo ela explica tudo:

Todo mundo tá falando que o cara que pensou nessa ação claramente não manja nada de mídia social, que é um viral FAIL, que a idéia é uma merda.

Mas se você também pensou isso, não sacou a estratégia. É uma idéia tão ruim, mas tão ruim, que tá todo mundo postando, até porque a piada com o título é muito boa. Já vi em pelo menos dois blogs grandes, e tenho certeza que vai se espalhar muito rápido. Ou seja: objetivo A, se tornar um viral: atingido.

Nego já tá até fazendo campanha pra entrar no blog da Marisa Monte (cujo link eu não vou dar) e bombardeá-la com pedido de parcerias, troca de links e posts patrocinados. Daê - objetivo B, gerar cliques pro site dela: atingido.

Viu? Não é tão difícil assim. Psicologia reversa.

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Post it #02

Post it no Olhômetro - logoEdição recheada. Vamos aos acontecimentos da semana que passou – os que valem a pena serem comentados, ao menos.

#Pra não ter fama de gay, vale até dar o *
Lê aqui - Jovem fingia ser mulher no Facebook para receber fotos de homens nus – e depois volta.
Pensa comigo. Você é um jovem estudante que, enganado, manda uma foto sua peladão para uma suposta gatinha no Facebook. A gatinha se revela meio, hum, cheia de barba, e ameaça divulgar sua foto nu para todo mundo da escola (além dizer a todos que você mandou sua foto nu a um cara) se você não se permitir ser molestado por ele.
31 garotos preferiram serem violentados em silêncio do que aparecerem pelados e pagarem de viados na frente da escola inteira? Na boa, o mundo está fora de controle.

#Analisando o jornalismo sensacionalista de fim de tarde
Puta alarde, helicóptero, Datena gritando e o GC piscando. Daí você pensa que outro avião caiu né. E vai ler:
URGENTE:
Árvore pega fogo na Zona Oeste

Desde quando isso é notícia, cazzo? Maya se casa com árvore, isso é notícia. Ou Piscina pega fogo, isso também é notícia. Árvore pegar fogo não é. Ainda mais “urgente”.

#Não tem como não gostar…
Você pode ser como eu: não pagaria pra ir no show do Little Joy pra evitar encontrar a possível enxurradas de fãs malas do Los Hermanos. Mas não tem como não achar o som alegrinho. E não tem como não simpatizar com os caras depois de uma entrevista dessas:


#Olha o retrato do suspeito
A menina tá desaparecida. Daí o telejornal foi mostrar o retrato falado do suspeito de ter sequestrado a pobre.

#McGyver está de volta no corpo de uma mulher
Detentas fogem de presídio em SP usando alicate de unha

#No meu tempo…
…o cara que denunciasse uma mulher por abuso sexual seria zuado de viadinho pro resto da vida. Mas quer saber? Sempre achei machismo que homens não pudessem denunciar mulheres por abuso sexual. Conheço umas histórias…

#O mais assustador comentário que já recebi neste blog em quase um ano e meio de existência
Clica e lê. O negócio é sério.

#Tá chegando a hora…

Olha a capa da Time dessa semana:

TIME - How to save your newspaper

Matéria completa aqui.

#Alçamos voos mais altos
Olha a gente no site da Rexona. Vai rolar sempre.

#Tá explicada a dieta hipercalórica do Phelps
12 mil calorias por dia e você queria que eu acreditasse que tinha a ver com o supercondicionamento físico dele? Nada. LARICA. Mas falando sério, eu sou partidária do ‘deixem o cara paz’. Eu, o Chong (isso, o amigo do Cheech!), o Christian Bale e um monte de gente achamos que ele deveria ter aproveitado pra mandar a real – o site reasononline escreveu “O que Phelps deveria ter dito“, e deveria mesmo.

#Bruno Aleixo
Tava vendo todo mundo falar disso aí e não entendia. Tentei ver um vídeo outro dia mas não entendi nada do que eles tavam falando – português de portugal parece uma língua desconhecida, às vezes. Mas todo mundo continuou falando tanto que dei uma nova chance – e não é que é engraçado pra cacete?

#E o prêmio ‘Vergonha Alheia do Ano’ vai para…
Engraçado, pessoal do Big Brother teve um concorrente forte. Duvido que alguém supere essa entrevista do Lucas Celebridade até o fim de 2009.

#Todo mundo já viu, mas pros retardatários (sempre tem):
Não sou só eu que fico locona com anestesia. Mas não cheguei nem perto do David, que fez sucesso essa semana porque tem 7 anos e ficou doidão depois do dentista:

Já tem remix, e é do bom. Vi no Matias.

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Algumas coisinhas importantes, mas pequenas

Queria falar várias coisas pequenininhas então copiei a Lilha.

Achei o formato conveniente e acho que vou adotar isso como uma seção fixa de pequenas notinhas. Alguém tem um nome?

#site legal:
Explain This Image será sua principal fonte de improdutividade no trabalho essa semana. O site reúne apenas imagens cujo nível de bizarrice seja tão alto que não seja possível explicar… explicar. Como assim? Olha um exemplo:

#outro site legal:
Obama on Drugs. Porque ninguém pode ser tão cool de cara limpa. Tem o mesmo humor esquisito e refinado de Wagner & Beethoven, mas já aviso antes que ou você vai achar muito engraçado ou vai achar muito ruim. Eu gosto.

#o retorno de lost explodiu meu já frágil cérebro:
Fiquei esperando o release vazar pra baixar os episódios até as 2h, daí não saiu. Coloquei o despertador pras 5h, acordei e – o e02 saiu antes do e01! Baixei o que estava disponível e fui dormir. Acordei às 11h, penei pra achar um link verdadeiro e sem bug do e01, e nesse período resisti bravamente ao ímpeto de não assistir o e02 antes do e01. Rolou um boato que a CBS usou um modo de compressão no e01 que dificultou a ripagem. Daí eu pergunto: com essa história toda de voltar no tempo e ir pra frente nele de novo, será que não era pra gente assistir MESMO o e02 antes do e01? Eu, heim… virais malucos. Só acho que seria uma PUTA idéia se os caras fizessem algo assim.

#fui na cparty, conheci amigos e joguei um paintball laser maluco:
Ronald Rios não deixou a fama subir a cabeça e foi simpático – apesar da gente nem ter conversado, foi só um cumprimento. Rafael Slonik é um desses camaradas extrovertidos, que te perguntam ‘quem é você?’ com sincero interesse se perceber que a pessoa tá meio deslocada. E a Gisele Ramos é gente finíssima, como era de se esperar.

Além disso, no sábado, me chamaram pra jogar um laser shot com blogueiros. É uma espécie de paintball, mas sem bolas de tinta – tudo funciona com armas de laser e coletes. Queria fazer parte da equipe do Jovem Nerd, mas eles me rejeitaram. Minha equipe era muito legal (chamava Nerds With Lasers), mas nossa performance na arena inóspita e sanguinária foi pífia, e perdemos. O Jovem Nerd, em primeiro lugar, ganhou um Wii. Mas eu tava feliz só por ter participado. Olha:

eunolasershot

#eu era do rock desde sempre
Quer a prova? Check it out, man:

roquenrou

Desculpe, você perdeu. Não dá pra ser mais cool que isso. Nesse momento, eu ensaiava aquele movimento característico do Pete Townshend, de girar o braço, sabe?

#mais um sitezinho, só um, juro
Moralize.us é pra todo mundo que passa por um dilema moral. Insira lá sua dúvida, qualquer uma, e deixe as pessoas votarem nas respostas. Vai ser mais fácil abortar depois de ver que 77% de quem votou apóia a prática, não é mesmo? Viu? Com o apoio dos outros tudo fica mais fácil. Ufa.

#alguém tá precisando de estagiário na área administrativa?
Sérião. Tem uma pessoa muito importante e competente (além de sexy e inteligente), de 18 anos e estudante de economia, procurando desesperadamente algo desse tipo (finanças/adm). Se alguém de SP souber de algo, me avisa?

#os prêmios que eu vou dar
Depois da votação, já decidi o que vai ser. Ainda consegui um patrocínio legal pra dar mais coisas. Só tô esperando a grana proveniente dos posts patrocinados entrar. A promoção vai ser surreal, algo nunca visto antes. Aguarde e verá.

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Briga com o De Leve na Campus Party: tudo acontece por um motivo…

Quem me apresentou o som do De Leve (na época, ainda no Quinto Andar) foi um amigo meio-grafiteiro-utilizador de boinas de Che Guevara do colégio. Aos 16, roqueira, eu não conhecia nada de rimas e poesia na época, e achava que rap era só essa parada que cantavam os Racionais e que eu não gostava, não por achar ruim, mas por falar de coisas que não tinham nada a ver com a minha vida de burguesa.

Daí eu descobri que rap era muito mais que isso. Existia um movimento, gente fazendo coisa muito boa e dizendo coisas normais, rimando com talento daqueles que são congênitos. O De Leve, com o Quinto Andar, era um deles. Comecei com Largado, mas minha preferida hoje é Rolé de Camelim:

Mas nem foi por ser fã do De Leve que eu achei babaquice o que fizeram com ele na Campus Party (sério que você ainda não viu o vídeo? Segue:)

Fiquei revoltada porque o cara que se achou no direito de peitar e desrespeitar o trabalho de um artista de que ele não gostou (So what? Teatro Mágico tocou lá, um monte de gente não gosta e nem por isso nego quis tirar Anitelli do palco) com um chapéu de SIRI na cabeça e um adesivo do Firefox colado na testa.

Virbickas durante a briga com o De Leve

Ainda que houvesse a possibilidade remota desse cidadão (chamado Virbickas) ter algum motivo para achar que sua atitude está correta e em acordo com os preceitos de uma sociedade civilizada, no momento da briga ele perderia toda a razão justamente por estar com esse carangueijo na cabeça.

A ironia reside no fato de que um evento como esse, que comporta o público com mais acesso a informação do país, não deveria ser palco pra exemplos tão primitivos de intolerância – qualquer que seja, ainda que musical.

A revolta surgiu, ainda segundo Virbickas, pelo teor da letra das músicas do De Leve (México e O que nego quer). Ficam as dúvidas:

- Se fosse uma música do 50cent, que usasse termos equivalentes ou piores, Virbickas pediria ao DJ que parasse de tocar?

- Se houvesse alguma ou algumas gostosas parcamente vestidas rebolando em cima do palco, o número de gostosas  seria inversamente proporcional à vontade de Virbickas e dos outros de acabar com o show?

- Se fosse um show do Bonde do Rolê, Virbickas e campuseiros mal-educados também achariam as letras um desrespeito?

- Se fosse um show do Mano Brown, Virbickas demonstraria igual macheza?

E por fim, mas não menos importante: o cara reagiu desproporcionalmente a algo que não estava lhe agradando. Chamou a atenção de centenas, milhares de pessoas, pessoalmente e depois quando a coisa se espalhou pelas mídias sociais, não só por demonstrar intolerância e desrespeito, mas por fazer isso com um siri e um adesivo de browser na cabeça. A gente devia ter desconfiado que ninguém tão ridículo por acaso, sem objetivar nada maior. Dá uma lida nesse link aqui e entenda porque ele queria tanto, tanto chamar a atenção.

Se ele apagar, eu (e mais centenas de pessoas, certamente) temos o print.

*Alterado às 11h22 do dia 27/01* e ele editou, como previsto. Clique aqui e veja o print. Na pressa, printei sem um trecho do texto, ms 95% está aí e já dá pra pegar a essência da coida.

*Alterado às 19h26 do dia 27/01* O Savazoni, meu ex-chefe, publicou um vídeo do Carlos Carlos, do FizTV, muito esclarecedor sobre o episódio. Nele, rolam entrevistas com o Virbickas (‘Chupa’) e com o De Leve logo depois da briga:

*Mais eum ediçãozinha* Aproveitando que falamos dos melhores rimadores desse país, confira o fantástico trabalho de Chico Barney ao apresentar-nos o MC Papo, talentosíssimo rapper que rima com as mãos amarradas e em francês.

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Microsoft Songsmith é o programa mais engraçado da história

Você chama um programa gratuito de Freeware. Um software daqueles que você testa por 30 dias e depois precisa adquirir a versão original é chamado de Shareware. Mas a Microsoft, com a criação do Microsoft Songsmith, inaugurou uma nova categoria de software: FAILware.

Microsoft Songsmith

O Songsmith é o melhor amigo do letrista solitário, que não é bom em compôr melodias. Basta cantar sua letra criativa sobre uma base de bateria que o programa disponibiliza, setar algumas preferências e – voilà – você tem sua própria música personalizada pessoalmente por você mesmo! E feita POR UM COMPUTADOR! De maneira intuitiva, prática, barata e indolor!

UAU! Mas isso é fantástico!

Na teoria. Pois veja os resultados com músicas de verdade (só pra ter uma idéia de como o programa é bom em detectar a melodia ideal para a letra que você criou):

Um clássico do mambo… quase não se nota a diferença: The Police, com Roxanne

Pérola do britpop convertida num cancan maluco:  Don’t Look Back in Anger, do Oasis

E fica pior: nego musicou até discurso do Obama, que aliás ficou de uma simpatia e alegria indescritíveis.

Como se a coisa não pudesse ser tão bizarra, a Microsoft vem e lança o produto com esse fantástico comercial, no qual a protagonista usa um Macbook (é sério). E puta merda, se você não viu nenhum dos vídeos acima, garanto que ao menos esse aqui vale cada um de deus 4 minutos:

O YouTube tem mais um monte experiências que corroboram para o FAILware da Microsoft que foi batizado de Songsmith. Dá uma olhada, é engraçado. Depois, faça o download da versão trial do FAILSmith (só vale por 6 horas, mas também, quem ia querer usá-lo mais do que isso) no site oficial e compartilhe conosco suas FAILsongs.

(Vi aqui. E depois aqui, com versões em MP3 pra download. E aqui, em seguida.)

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Conheça Marli, a Björk do agreste

Eu ponderei um pouco antes de veicular isso aqui. Pesquisei e descobri que é bem velho; ou seja, não estou falando de nada super novo e legal na internet. Além disso, é completamente trash e muito, muito perturbador.

Mas na possibilidade de alguns de vocês ainda desconhecerem a Marli, gostaria de fazer as honras.

Marli é doméstica de Ipirá, na Bahia, e seu talento para uma emulação trash com estética da fome da Björk foi descoberta pelo filho de seu patrão, que explica tudo detalhadamente aqui no FAQ do site da Marli.

Lembre-se: quando eu publico esse tipo de conteúdo, é só para garantir que você não se esqueça de que não é prudente duvidar das capacidades do ser humano. Reflita.

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Direito de resposta: Camelo conta como conheceu Mallu

Às vezes me sinto mal de ficar dando minha opinião velha e conservadora sobre Mallu + Camelo. É porque no fundo tem algo nela com que me identifico – provavelmente o cabelo. Nas outras horas, quando vejo que ela tá se tornando uma pessoa esquisita, não me sinto mal, não. No final, gosto da Mallu cantando e gosto de algumas músicas dela, mas tornou-se insuportável vê-la falar sobre qualquer coisa, e isso é assustador, porque ela costumava ser normal – meio tímida, ok, mas normal.

Mas já que eu já argumentei tanto por esse lado, olha o outro aqui: o próprio Camelo explica como conheceu Mallu Magalhães.

Comentários não se fazem necessários.

(Vi no blog do Ian)

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Rave de Jesus é coisa do passado: veja a rave da Eloá!

Há quem se surpreenda com a rave pra Jesus. Mas esse tipo de comemoração já tá fora de moda. O negócio agora é rave da Eloá!

flyer_eloa_cristina_festival

Segundo informa o Bruno nesse link do Limão, a festa – chamada ‘Balada de Responsa’ é organizada por um fulano com o delicado nome de Andre Kaveira, que comanda uma ONG no Pará.

O objetivo, de acordo com a organização, é conscientizar os jovens para a doação de orgãos. A festa rola nesse dia 13 (desculpe avisar tão em cima, leitor Paraense!) e conta com as presenças imperdíveis da banda de pagode Jeito Inocente, da DJ Sainha e, como destaque, traz Serguei (SIM, ELE) e a Mulher-Filé pra animar a galera. Na verdade, as atrações são dezenas – confira a lista completa e vomite aqui.

Eu achei os convites bem apropriados porque se tem alguém que entende de doação essas pessoas são o Serguei (que é pansexual) e a Mulher Filé.

Eu poderia passar parágrafos criticando a bizarrice de um evento que usa a imagem de uma menina que morreu associada à doação de orgãos para angariar patrocínio – ainda mais sob a fachada de que é um evento beneficente, de conscientização. Sim, porque todos esses músicos produzem letras cheias de mensagens muito ricas. Toda a volúpia e sensualidade das gostosas que se apresentarão também contribuirão, muito certamente, para que o público do evento – especialmente o masculino – reflita e se mobilize para a importância da causa de doação de orgãos. E quer um ambiente melhor para se conscientizar e mobilizar jovens do que show de pagode e funk? Como ninguém nunca pensou nisso antes?

Mas não vou fazer nada disso, porque a própria mãe da Menina Eloá de Santo André apóia o evento. E se ela apóia, quem sou eu pra falar alguma coisa, né?

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