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Por que eu pago R$180 de hospedagem

Muita gente falou que eu tava jogando dinheiro pela janela quando disse que pagava R$180,00 na hospedagem aqui pro blog. Eles dizem: ‘nossa, mas a WHATEVERHost cobra apenas 8 dólares por mês, por que você está pagando tanto?’

Eu tô pagando ‘tanto’ por uma série de motivos. O principal deles: se depender do serviço da PortoFácil, a empresa de hospedagem que eu uso, nunca vou passar pela dor de cabeça que estou passando com outro serviço de hospedagem, esse sim, muito famoso – a Locaweb.

Hospedei na Locaweb o site da minha agência do TCC. Lindo, pagamento antecipado de SEIS MESES de hospedagem. Daí passo uma, duas semanas desenvolvendo o layout pro site. Mudo de ideia, reformulo, troco logo, troco estrutura. Termino em cima do prazo, numa madrugada, e portanto tudo que preciso é testar isso online. Mas quando vou tentar instalar o WordPress…

1º. A Locaweb não permite que eu instale o WordPress no meu diretório raiz. Sim, terei que criar uma subpasta e fazer um redirecionamento. E eu não faço ideia de como fazer isso. Ou seja: trabalho a mais.

2º. O instalador de aplicativos da Locaweb está dando um erro indefinido e pede pra eu ‘voltar mais tarde’.

3º. O HelpDesk 24 horas da Locaweb pediu meu login E SENHA (que procedimento é esse?) pra não resolver nada. Disse pra eu ‘tentar de novo depois’, não abriu chamado, não informou o problema.

4º. No dia seguinte, o outro atendente da Locaweb abriu um chamadinho mas demorou 25 minutos em um chat pra fazer isso.

Fale o que for, mas na PortoFácil além de ter a estrutura física que meu site demanda, quem me atende quando eu tenho um problema é o dono da empresa. Quando isso acontece, ele checa o problema, me dá um retorno imediatamente e avisa, inclusive, como vai resolver e qual a previsão de correção. Nada de pedir senhas e chamadas impessoais no HelpDesk. Na PortoFácil, quando meu site tem um excesso de acessos, eles me dão dicas de como reduzir as requisições ao banco de dados; se eu tenho uma dúvida referente a WordPress, eles tiram. É tipo um serviço completo.

É o velho ‘o barato sai caro’. Prefiro pagar R$180 por um serviço completo e que não me deixa na mão em nenhum momento. Enquanto isso, ainda tô esperando os eficientes técnicos da Locaweb responderem meu chamado no Painel de Controle. Tsc

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Explicando a onipresença divina através da gastronomia

Quem vinha duvidando da onipresença de deus vai ter que morder a língua com as últimas descobertas da gastronomia contemporânea. Jesus, o filho do pai, está por aí fazendo a festa nos produtos alimentícios. É como se ele tivesse no céu sem nada pra fazer e resolvesse carimbar sua cara nas coisas por aí.

Os seres-humanos, que são malucos por definição (e passíveis de um fenômeno chamado pareidolia) veem jesus em tudo, o que é bonito e só comprova a tese de que ele está mesmo, em todo lugar. Quem não lembra dessa belíssima frase do (apócrifo) Evangelho de Tomé: “O Reino de Deus está dentro de Você e a Sua volta; nao em prédios de madeiras ou pedras. Rache uma lasca de madeira e EU estarei lá; Levante uma pedra e ME encontrará”.

Significa que você não precisa ir na igreja pra encontrar deus. Ele tem habitado mais as lojas de conveniência, mesmo:

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Observe com atenção (e fé) esse Kit Kat mordido. Lembra-se dele, o Kit Kat? Aquela versão genérica e, na minha opinião, mais saborosa do Bis? Pois é. Clique na imagem para ampliá-la e você vai se deparar com o poder de cristo de se materializar em qualquer lugar.

Não gosta de doces? Não tem problema. Jesus não faz distinção entre ninguém, e por isso, ele também se manifesta em aperitivos salgados:

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Batizado de ‘Cheesus’, esse salgadinho de queijo tem a forma de jesus orando, como é bem óbvio, e foi encontrado por um casal norte-americano. Apenas coincidência?

E, justiça seja feita, jesus demonstra humildade até na escolha dos lugares em que ele dá as caras. A foto abaixo é a maior prova de que ele está EM TODOS OS LUGARES:

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Pena que oportunistas se aproveitam de manifestações gastronômicas (e anatômicas) divinas tão verdadeiras para tentar enganar os fiéis mais afoitos. Esse vendedor do eBay, por exemplo, está vendendo uma torrada com a face de Jesus:

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Numa situação dessa, é importante se ater aos detalhes para não ser enganado. Primeiro, repare que não há coroa de espinhos nessa reprodução. A coroa de espinhos é item obrigatório em qualquer manifestação gastronômica de Jesus.

Além disso, a barba está muito rala, o que não caracteriza o salvador. Em terceiro lugar, a avidência mais marcante: o indivíduo na torrada usa óculos de natação, e todos sabemos que Jesus nunca precisou disso, porque caminhava pelas águas com destreza.

Ao fim, desvenda-se o mistério: a figura na torrada não é jesus coisa nenhuma. Não passa do saudoso Cersibon, mostrando que também o eterno personagem das webcomics  tem algo de místico e inexplicável.

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cersie jeus: separoadfos n nassimento1!”"!

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Pesquisa: o que você prefere no novo layout do blog?

Peço que votem nessa enquete pra que eu defina uma dentre as várias coisas importantes a serem (ou não) implantadas no novo layout do blog. Mesmo se você for leitor do feed e a enquete não te afete diretamente, responda se não estiver fazendo nada – é rapidão (desculpe, mas você vai ter que clicar no post, a enquete é em Ajax e não carrega no feed):

[poll id="4"]

Se você lê o Olhômetro pelo seu agregador de feeds, não se preocupe: Lá, os posts vão ser sempre completos. Exceto pelos vídeos, que por causa do plugin que eu uso, se tornam figurinhas clicáveis no feed. Mas vou ver se resolvo isso também.

Se você tiver qualquer outra sugestão que se refira a qualquer aspecto do design do blog (e do conteúdo, também), te digo que esse é o momento de me dizer. Use e abuse dos comentários, campeão.

Valeu aos amigos que já opinaram no Twitter e obrigada a todos pela colaboração. =)

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Resultado da Promoção cujos prêmios não fazem sentido!

Promoção Olhômetro

Fantástico o poder das palavras! Bastou que eu fizesse uma promoção que supostamente não faz sentido pra que, de fato, ela não fizesse.

Pra começar, esse método de avaliação que eu adotei é MUITO subjetivo. Eu pedi pra que as pessoas escolhessem seus piores e melhores posts e justificassem, e eu escolheria as 3 melhores respostas… é a mesma coisa quando, na escola, teu professor coloca na prova aquelas perguntas que dizem ‘justifique sua opinião’ e você justifica e ele coloca ‘errado’.

Logo, tive dificuldade na hora de escolher as melhores, porque não existiam de fato melhores. Gostei mais de umas 10, mas todas são igualmente valiosas pro que eu queria fazer, que era ter certeza que todo mundo que lê meu blog sabe ver quando eu escrevo uma merda e possa ter toda liberdade de me dizer isso. Esse era o objetivo da coisa, exercitar o ‘duvide sempre‘. Lembra dele?

Além disso, todas também são igualmente úteis pra entender os leitores, porque dá pra fazer um gráfico do que as pessoas gostam mais e menos. Ou igualmente inúteis, já que alguns posts foram campeões de indicações tanto na categoria ‘amo’ quanto na ‘odeio’.

No fim, me decidi por 3 respostas (dentre as incríveis 41) que achei mais legais por um motivo ou por outro – por uma justificativa curiosa ou emocionante, porque o cara criticou um post do qual todo mundo falou bem – e com embasamento – e coisas assim, ou não. Critérios pessoais, óbvio.

Outra coisa que não fez sentido foi que um cara lá na comunidade resolveu me cobrar todo dia o resultado da promoção (por scrapbook), e eu achei isso ok, até o momento em que ele começou a ficar mal-educado. Daí, o moderador da comunidade (que é um amigo meu) aparentemente deletou um post dele (sei lá eu porque, essa parte não entendi ainda, mas sou contra seja lá o que tivesse escrito), e ele (o menino maluco) me acusou de desonestidade, porque segundo ele era ÓBVIO que eu escolheria o dono da comunidade pra ganhar o prêmio – tipo, ele previu a minha desonestidade futura, e disse que essa desonestidade futura seria um desrespeito com meus leitores.

E no fim, o cara que estava cobrando os resultados não era participante da promoção, ou seja: nada fez sentido na história toda!

Ou seja, a promoção foi um sucesso, do ponto de vista conceitual. Vamos aos vencedores:

3º lugar

Prêmio: vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels
Bruno Rodrigues
Porque ele falou que foi a primeira vez que ele “realmente riu lendo um texto“, e isso me deixou feliz – acho que tenho vocação pra ser palhaça. E porque, apesar de ainda elogiar o blog no final, criticou o post sobre mimimis blogosféricos – que são um saco mesmo.

2º lugar

Prêmio: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels + alguma outra coisinha dependendo de onde você morar.
Marco Antonio
Porque ele ficou surpreso quando respondi o comentário dele (como se eu fosse alguma dessas pessoas horríveis, tipo… sei lá, futuramente desonesta) e porque ele não gostou – como muita gente, ok – de uns posts mais sinceros que já escrevi. Por causa da sinceridade, provavelmente acabou cuspido no papel e deve ter ficado contraditório, mas isso explicita uma característica minha que um leitor outro dia me falou por email – ‘eu não vejo contradição nenhuma em ser contraditória’. E embora isso seja um problema, de certa forma eu sou um pouco assim.

1º lugar

Prêmio: Vale-compras Submarino de R$100 + camiseta Mädels + Livro Antologia Casseta Popular
Rafael Angeloni
Não pelo post que ele mais gostou, mas pelo que ele menos gostou: ele disse que até acha legal assistir Zorra Total! E mencionou inclusive a sogra ao lado, os dois em gargalhadas. Disse que é porque no dia seguinte não tem que ouvir o despertador cedo. Até faz sentido, Rafael. MAS E SE VOCÊ TIVER?
Ou pior: e se você estiver assistindo Zorra Total, sábado à noite, NO TRABALHO?
E FICA PIOR: E se você estiver assistindo Zorra Total sábado à noite no trabalho e tiver que ouvir o despertador cedinho no outro dia?

Pois é, meu caro. Isso acontece com algumas pessoas por aí. Pobre delas.

-

Valeu, esse é o fim. Entro em contato com os ganhadores, pelo Orkut, até o fim dessa semana. Mas se eu não entrar… bem, recomendo que perguntem hoje mesmo ao rapaz injuriado da comunidade do Orkut se eu vou entrar em contato mesmo ou não até o fim da semana, ele certamente terá previsto mais essa injustiça também.

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Devo sim, e to pagando. Me desculpe. Quer um café?

Alguém teve uma idéia muito, muito assustadora, lá na Espanha. Já ouviu falar dos Cobradores de Fraque?

Cobrador de Fraque

Uma empresa disponibiliza uma série de sujeitos especializados em cobrar devedores de uma forma bem mais inteligente, específica e ‘sob demanda’. Esses sujeitos, vestidos de fraque (de um jeito até meio circense), visitam os devedores que já foram cobrados pelos ‘métodos tradicionais’ mas ainda assim não pagaram a dívida.

O Cobrador tem como objetivo constranger o devedor. Ele vai até sua casa, te diz alegremente que você está devendo. Se você disser que vai pagar, e não pagar, ele volta e toca a campainha de todos seus vizinhos e os avisa que você está devendo, quanto e para quem. Se for o caso, volta para o escritório e faz um intenso trabalho de pesquisa para descobrir alguns de seus contatos profissionais, potenciais clientes e parceiros, liga para todos e conta tudo sobre sua dívida e a maneira como você não a paga desde 2002. A Band fez uma matéria sobre eles no fim do ano passado:

Na Espanha, a prática já está tão difundida que o cobrador não chega ao nível do ‘vou espalhar pra todo mundo’. Normalmente, a pessoa trata de pagar rapidinho se receber o cobrador em sua porta, que é pra evitar todo o resto. A idéia é basicamente o seguinte – se você deve, vou fazer com que todo mundo saiba disso. A probabilidade de que você pague é maior.

Os serviços estão funcionando, e a Cobrador recebe como pagamento parte da dívida paga. Em alguns casos, chega a comprar toda a dívida por um desconto, e quando recebe tem bons lucros. Apesar de estar se expandindo e abrindo filiais na Itália e em Portugal, no Brasil ela nunca vai chegar. O Código de Defesa do Consumidor veta qualquer tipo de ‘constrangimento’ público por parte de credores pra forçar o pagamento de dívida.

Bom para mim, já que ninguém me deve. Mas se devesse, eu juro que ia gostar de ter um serviço desse à disposição.

Muita gente deve desde sempre, a crise só intensificou a coisa. Tirando o possível aumento depois da invenção do cheque especial e do cartão de crédito, porque merda acontece, e às vezes você gasta com a certeza de que terá um dinheiro que por algum motivo não vem.

E ai começam as cobranças. Fica um fulano de uma financeira ligando pra você pra supostamente te lembrar o tempo todo que você deve, o que é absolutamente ineficaz. Normalmente ninguém que pretende pagar esquece que deve. A não ser que seja uma conta que você esqueceu de pagar, você sabe quando deveria ter pago algo e deliberadamente não pagou porque não teve dinheiro para isso. Acho que a maioria das pessoas normais é assim. E se você esqueceu que deve e precisa ser lembrado seguidamente, é provavelmente porque não tem intenção de quitar a dívida. Embora talvez Alzheimer também gere sintomas semelhantes.

De qualquer forma, o objetivo da mulher que te liga da financeira pra ‘te lembrar’ que você precisa pagar alguma coisa é te encher o saco até que você desista de ouvir encheção (e fique com medo de ter o nome registrado no SPC, também) e pague.  Claro que há maneiras de contornar isso, o que torna o sistema todo ainda mais ineficaz. Você pode não atender telefones na sua casa, e pedir pra que ninguém te passe telefonemas provenientes do Banco Y; você pode instalar um bina e decorar pelo menos o prefixo do número que normalmente liga cobrando, daí não atende mais àquelas ligações;  e, no último caso, se você quiser for do tipo estelionatário, não paga, deixa teu nome ir pro SPC e espera ele sair, três anos depois. A dívida continua existindo, mas seu nome não está mais sujo e você pode contrair mais delas.

Tudo isso, no fim, significa o seguinte: pagar uma equipe de telemarketing pra cobrar indivíduos devedores não compensa financeiramente. Quem quer e pode pagar não precisa ser cobrado duas vezes por semana. E quem não quer não vai fazê-lo porque tem uma mulher que fica ligando. Pros credores, uma empresa dessa é muito, muito mais eficiente. E destaca a bizarrice do sistema, que consegue capitalizar tudo, até mesmo a não-capitalização.

(Li sobre a Cobradores na piauí do mês de fevereiro, e boa parte das informações do texto vem de lá. Tem também uma matéria no G1, da qual eu tirei a foto)

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Já participou da Promoção cujos prêmios não fazem sentido?

Promoção Olhômetro

Hoje é o último dia pra mandar sua participação pra nossa fantástica promoção. Eu sei que o nome não encoraja muito as pessoas a participarem, mas os prêmios fazem muito sentido, sim! Olha só o que dá pra ganhar:

1º lugar: Vale-compras Submarino de R$100 + camiseta Mädels + Livro Antologia Casseta Popular

2º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

3º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

Para participar, é ridiculamente simples. Basta entrar na comunidade do Orkut e dizer de qual post do blog você gosta mais e de qual você gosta menos. Todas as instruções pra facilitar sua vida e regras da promoção estão nesse post, clique e leia.

Até agora, obtive pouco mais de 20 colaborações, o que eu considero um número fantástico – a última promoção que eu fiz aqui só teve, juro, três participantes. FAIL

Eu sei que sempre que alguém faz uma promoção que foi um fracasso, eles dizem ‘devido ao ENORME SUCESSO dessa promoção estamos prolongando o prazo para as participações’. E todo mundo na hora percebe que ninguém participou, e é por isso que eles estão aumentando os dias.

Mas vou aumentar o prazo dessa bagaça pra sexta-feira, 6, até 23h59. E incrivelmente não é porque eu acho que as participações foram poucas, é só porque eu dei falta ali de um monte de nomes que são recorrentes nos comentários. E 20 participações, diante do número de assinantes do feed, é nem 10%.

Assim, quem não participou ainda pode ter mais tempo para executar a TRABALHOSÍSSIMA TAREFA de colocar dois links num tópico do Orkut. :)

Corre que ainda dá, e o negócio e até bem simples de fazer. R$100 no Submarino dá até pra comprar um box de Lost na promoção.

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1ª Promoção cujos prêmios não fazem sentido do Olhômetro

Promoção Olhômetro

Passei um tempão pensando em que tipos de prêmios poderia dar numa promoção dessas. E passei mais outro tempo pensando numa maneira de pelo menos favorecer a participação de quem já é leitor do blog há um bom tempo.

Peguei parte do dinheiro que ganhei nos posts patrocinados sobre o On The Road Again e comprei vales-compras no Submarino, pedi patrocínio pra Mädels Camisetas (que nos concedeu prontamente três camisetas pra dar pros leitores e tem estampas fantásticas de séries de TV, bandas legais e essas coisas descoladas) e tive a sorte, nesse meio tempo, de uma editora também ter oferecido um livro pra engrossar.

Ok, vou explicar como é que faz pra ganhar um monte de coisa tão legal. É super-ultra simples.

REGRAS:

1. Já conhece a comunidade do Olhômetro no Orkut? Não? Entra aqui e join.

2. Entra no tópico Promoção cujos prêmios não fazem sentido.

3. Lá, você precisa postar o seguinte: o post que você mais gosta do blog até esta data, 18/02/2009, e porquê; e o post que você menos gosta no blog até esta data, 18/02/2009, e porquê. Não esqueça de publicar os links para os dois posts mencionados. Cada perfil só tem direito a uma postagem no tópico. (A busca pode ser útil aqui, e tem uma ali em cima, do lado direito. Acessa também o índice, com todos os posts já publicados). Só serão aceitos mensagens publicadas no tópico até o dia 4 de março 6 de março de 2009, às 23h59. O resultado deve sair até o domingo seguinte, 8 de março de 2009.

4. As três melhores respostas com justificativas, selecionadas por mim com base em critérios como criatividade, bom gosto e meu humor na ocasião da escolha dos ganhadores, vão ganhar o seguinte:

1º lugar: Vale-compras Submarino de R$100 + camiseta Mädels + Livro Antologia Casseta Popular

2º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

3º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

Sim, você não leu errado. A premiação do segundo lugar é precisamente igual à do terceiro. Isso ocorreu porque fiquei com dó de dar um vale-compras de 25 reais pro terceiro lugar, e quando vi tava tudo igual mesmo. Por isso a promoção se chama “Promoção cujos prêmios não fazem sentido”. Ainda assim, podemos acertar um bônus pro segundo lugar, no valor máximo de 5 reais. Dois tridents, um sorvete, uma barra de chocolate – sei lá.

5. Os ganhadores poderão escolher qualquer camiseta da Mädels, mas a escolha está condicionada à disponibilidade do modelo em estoque. O frete das camisetas será responsabilidade minha.

6. Não pode participar dessa promoção ninguém que é da minha família ou agregados/cônjuges de familiares.

7. Caso algum dos ganhadores não apresente forma de contato direto (e-mail ou telefone) no Orkut, eles devem entrar em contato comigo através do meu perfil e informar um desses dados em no máximo 5 (cinco) dias, contando a partir da data de publicação dos resultados. Caso o e-mail seja informado, também deve ser respondido em até 5 (cinco) dias, a contar da data de envio. No caso de eu não obter resposta e não conseguir entrar em contato com a pessoa em até 7 (sete) dias da divulgação dos resultados, ela estará desclassificada e outro participante entrará no pódio.

POSSÍVEIS DÚVIDAS:

- Não tenho Orkut. Como faço?
Desculpa, não participa. Criar interação e movimentar a comunidade é um dos objetivos da promoção – o menor deles, de fato, mas é.

- Por que perguntar sobre o melhor e pior post?
Pra eu ter um feedback preciso de que tipo de texto agrada aos meus leitores mais assíduos e, principalmente, para beneficiar esses leitores. Esse tipo de promoção não vai impedir completamente a participação de gente perdida que não lê o blog, mas certamente vai dar uma vantagem àqueles que já lêem.

- Mas não adianta nada – alguém que não lê o blog pode entrar no tópico, ler um apanhado de respostas e escrever a dele copiando uma ou várias delas.
Sim, pode. Mas você também pode tropeçar nesse tapete velho, bater com a cara na quina da cama amanhã e morrer. E eu também. E o que a gente pode fazer pra isso não acontecer? Virtualmente nada, exceto tomar cuidado. Não dá pra estar completamente livre dos espertinhos, mas a gente tenta.

No caso de qualquer dúvida, qualquer coisa que tenha ficado de fora ou qualquer sugestão, por favor, entre em contato através desse link.

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Convenção de Genebra: regulando o irregulável

Guerra é uma parada sinistra. E isso eu só posso supor, porque nunca estive em uma. Mas as evidências de que a guerra não é legal são muitas. A principal se configura pelo princípio da guerra – é um bando de homens brigando com outro bando de homens em nome de um conceito tecnicamente vazio, o de pátria.

Apesar de todo mundo ser igual todo mundo, a gente inventa que é parte de algo representando por uma bandeira e que aquilo nos une num só espírito. Isso nos diferencia de outro grupo igualzinho o nosso, só que unido por outra alcunha que é representada por uma bandeira diferente (às vezes nem tão diferente assim).

Dentro dessa premissa, cria-se a obrigação de matar outras pessoas e de morrer porque você precisa defender o espírito daquele negócio que é representado por uma bandeira. Você mata e morre em nome da pátria, que não é nada, na verdade. Mas lá está você, bravo e faceiro, no front de batalha.

Lá é vida ou morte, rapá. A coisa é braba. Você passa o dia inteiro, por dias, meses, com um único objetivo: matar outras pessoas antes que elas possam matar você. Não é exatamente algo tranquilo. Certamente precisa de um ligeiro preparo psicológico.

É o caos, a absoluta irracionalidade. Não existe nada mais irracional do que juntar dois grupos para que eles se matem por um conceito que é frágil como o de pátria.

Logo, é idiotice tentar ‘racionalizar’ algo que é por definição tão primitivo. Você não pode regular o irregulável. Tentar estabelecer regras de conduta em um conflito é a maior prova da infinita estupidez do ser humano. É muito burro, parece hipócrita. Você permite que os soldados inimigos sejam mortos com tiros de metralhadoras, mas proíbe que eles sejam mortos com o uso de determinadas armas químicas? Se eu fosse um historiador de uma civilização futura e estivesse estudando nossos costumes, certamente isso seria algo de que eu gargalharia. Parece coisa de português. É como dizer a um assassino ‘você pode esfaquear essas pessoas porque elas se alistaram e estão cientes dessa possibilidade, mas não pode esfaquear aquelas outras.’

É que existe uma tal Convenção de Genebra, que instituiu uma espécie de lista do que você pode fazer e do que não pode fazer se for um país em guerra. Olha a versão atual da Convenção:

§1- Os países em guerra não podem utilizar armas químicas uns contra os outros.
§2- O uso de balas explosivas ou de material que cause sofrimento desnecessário nas vítimas é proibido.
§3- O bombardeio de balões com projéteis é proibido.
§4- Prisioneiros de guerra devem ser tratados com humanidade e protegidos da violência. Não podem ser espancados ou utilizados com interesses propagandísticos.
§5- Prisioneiros de guerra devem fornecer seu nome legítimo e patente. Aquele que mentir pode perder sua proteção.
§6- As nações devem identificar os mortos e feridos e informar seus familiares.
§7- É proibido matar alguém que tenha se rendido.
§8- Nas áreas de batalha, devem existir zonas demarcadas para onde os doentes e feridos possam ser transferidos e tratados.
§9- Proteção especial contra ataques será garantida aos hospitais civis marcados com a cruz vermelha.
§10- É permitida a passagem livre de medicamentos.
§11- Tripulantes de navios afundados pelo adversário devem ser resgatados e levados para terra firme com segurança.
§12- Qualquer exército que tome o controle de um país deve providenciar comida para seus habitantes locais.
§13- Ataques a cidades desprotegidas são proibidos.
§14- Submarinos não podem afundar navios comerciais ou de passageiros sem antes retirar seus passageiros e tripulação.
§15- Um prisioneiro pode ser visitado por um representante de seu país. Eles têm o direito de conversar reservadamente, sem a presença do inimigo.

Essa coisa tem as manhas de institucionalizar a guerra. Pior do que tentar colocar regras em algo que é o maior exemplo de incivilidade da nossa espécie, é oficializar isso em documentos assinados pelo mundo.

Você pode argumentar dizendo que muitas dessas regras visam a proteção dos civis. Mas ISSO NÃO EXISTE e é hipocrisia tentar criar um conjunto de regras nesse sentido. Civis morrem e morrerão na guerra. Muitos alvos ficam no meio das cidades, e hoje em dia as guerras acontecem no meio das pessoas. Fazer guerra é assumir o risco da morte de civis, e não adianta assinar um documento dizendo o contrário só pra pagar de politicamente correto.

Guerra é guerra. Não importa se 300 crianças vão morrer hoje de bomba ou no ano que vem de câncer gerado por fósforo branco. É tudo uma merda – ainda são 300 crianças morrendo. Proibir o uso dessas armas químicas que causam danos a longo prazo é compreensível, mas é patético no contexto, porque parece o mesmo que dizer ‘se for matar, mata agora. não use artifícios que causem a morte depois’. Se pode proibir as armas químicas, porque não pode proibir as outras, também? Humanidade portuga.

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Uma opinião (que ninguém pediu) sobre publicidade em blogs

Não sei se a maioria dos meus leitores é blogueiro. Espero que não, ufa. Os que são provavelmente estão sabendo da polêmica em voga no momento, a comunidade ‘O Fim da Blogosfera‘ no Orkut, que em vez de lutar pelo cancelamento dessa palavra abominável do nosso vocabulário, discute as práticas comerciais adotadas por blogueiros.

Eu estou por lá. Pela comunidade, digo. É que eu gosto de discutir as coisas, pra poder enriquecer minha visão sobre elas com os outros pontos de vistas – pouco ou muito diversos. Essa minha postura, às vezes, é um problemão, porque minha cabeça fica cheia de coisas e, diante de vários panoramas de uma mesma coisa, é bem mais difícil de tomar uma decisão.

O bom é que, quando você toma uma, tem a consciência de que fez isso considerando várias possibilidades, pessoas, argumentos. Isso sustenta mais sua opinião dentro da sua cabeça (e pros outros).

Depois de refletir sobre o assunto 35 mil vezes, cheguei à seguinte conclusão (na verdade, apenas teorizei o que já fazia na prática): minha missão aqui é ser coerente. E quero explicar isso pra quem lê meu blog, porque devo satisfação pro meu leitor.

- Coerente com o que acredito e com meu objetivo final no blog, que é me divertir escrevendo sobre o que gosto;

- Coerente com o que o leitor espera, ou seja, conteúdo (e é esse o ponto mais importante na relação);

- Coerente com a possibilidade real de ganhar algum dinheiro no blog.

Meu blog nunca vai me sustentar. O que eu escrevo, como eu escrevo e, principalmente, para quem eu escrevo – jamais vai ser capaz de gerar rios de dinheiro. E é assim que eu quero que funcione: gosto de escrever para os meus poucos, mas inteligentes, leitores. Se eu gerasse conteúdo burro, para gente mais burra, certamente ganharia mais dinheiro, mas isso nem me passa pela cabeça.

Mas não posso excluir a possibilidade de, em um mês ou outro, ganhar dinheiro, porque ela é real e é interessante. Além disso, ajuda a pagar os gastos com o blog, que ficam entre 500 e 600 reais por ano. Se eu fizer isso de um jeito que acho correto (ou seja, identificando como propaganda e mantendo minha opinião intacta) e de uma maneira que se torne interessante mesmo para o leitor que não tem interesse no produto em questão (agregando conteúdo ao post pago, por exemplo), acho que cheguei numa fórmula legal.

Acho reprovável, contudo, não avisar ao leitor que você recebeu pra falar de um produto. Avisando, tá tudo ok. Mas O QUE EU PERCO SE FULANINHO FAZ ISSO?

Eu não perco nada. Óbvio que é reprovável, e que eu gostaria que ele fosse mais ético, mas eu gostaria que o mundo fosse mais ético, dentro e fora da internet. Não é, e nesse caso específico, quem trata os leitores assim – como burros – só vai se prejudicar. Quem tem esse tipo de comportamento na rede não me influencia – não me ‘rouba’ leitor, porque eu não quero leitor tapado. E nem existe isso de ‘roubar leitor’ na rede, né?

De qualquer forma, sou completamente a favor de qualquer discussão sobre o assunto (desde que ela não entre no âmbito particular, tipo ‘aquele blogueiro ganha muito dinheiro com o blog dele! por isso ele é escroto!’) e sou muito, muito a favor de rir dessas coisas. Tirar sarro é o melhor jeito de fazer a coisa acontecer, especialmente porque você pode deixar as pessoas servirem a carapuça…

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Dance bem, dance mal, dance sem parar…

Mas nem sempre é legal, Mallu. Ao contrário de Malluca Magalhães, que deu a misteriosa declaração em uma entrevista recente à revista Época (e de onde saiu esse absurdo tem muito mais, olha lá), em 1518 cerca de 400 pessoas resolveram sair pra dançar. E nunca mais voltaram. Mwhahahahaha

Achei que foi providencial me deparar com essa história bem na semana dessa declaração da Mallu. Tudaver. A epidemia da dança de 1518, como ficou conhecida, é um desses fenômenos pra contar pros amigos no bar, porque é daquelas histórias difíceis de acreditar.

Foi assim: em julho daquele ano, uma mulher chamada Frau Troffea entrou numa rua em Estrasburgo, na França, e começou a dançar. Não dentro dela, mas fora. A doida dançou e dançou e, em 6 dias, outras 34 pessoas se juntaram a ela. Ao fim de um mês, já eram 400 os malucos dançando loucamente, e continuaram por dias – sem razão e sem música, diga-se. Tipo uma rave de época, mas hoje em dia os amadores só agüentam pouco mais de 24 horas e ainda precisam de drogas pra isso. Tsc.

Don’t stop the music…?

De acordo com os relatos da época, não há dúvidas sobre os caras estarem de fato dançando. Não eram convulsões ou espasmos. Mas ninguém parecia feliz – era uma dança do mal, porque os dançarinos pareciam desesperados.

E daí as pessoas começaram a morrer de dançar. Derrame cerebral, ataque cardíaco, fadiga. Eles dançavam até a morte, cara.

Nesse artigo do Discovery, um estudioso explica que o negócio foi provavelmente provocado por uma doenças chamada de Histeria Coletiva, que gera esse tipo de manifestação bizarra em multidões que sofrem altos níveis de stress. A mesma doença gerou outras crises coletivas de dança na Europa nessa época, e a última reportada foi em 1840.

O engraçado (sério) é que essa síndrome de histeria coletiva se manifesta de outras maneiras também, todas muito assustadoras. Em 1962, um grupo de garotas ouviu uma piada quase morreu de rir – literalmente. As meninas foram atacadas por crises de risos que duraram 7 meses, e tinham falta de ar e dores abdominais. Os pais e professores das garotas também foram atacados pela crise.

Já dá pra saber de onde os Monty Python tiraram isso:

Esses cenários bizarros, com gente rindo e dançando até a morte, e inclusive ‘transmitindo’ a doença para outras pessoas, são daqueles mistérios que desafiam a compreeensão que temos do cérebro. Além disso, pela bizarrice das cenas, seriam enredo fácil pra um filme de terror daqueles japoneses. Tipo, todo mundo que brincar na máquina de dança assombrada nunca mais conseguirá parar de mexer os pés.

Not.

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