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Pérolas do futuro jornalismo

Esse é pra contar um (ou dois) causos da minha sala de Jornalismo. Ambos realmente aconteceram já há um tempinho, e por razões óbvias, não vou falar nomes dos envolvidos. Se alguém se sentir ofendido… desculpe, mas foda-se. Só tô contando o que aconteceu.

Tem uma matéria na faculdade que chama Jornalismo Comunitário. A gente tem que visitar uma comunidade carente (ou não) e desenvolver com ela um trabalho de comunicação adequado às circunstâncias daquela comunidade.

O Grupo X resolveu fazer um jornal num orfanato. Uma porção de crianças que nem sabe ler, e eles querem que elas escrevam. Mas beleza. Na apresentação do trabalho, relataram absurda dificuldade pra trabalhar com as crianças. No final, uma das integrantes disse que o grupo só podia visitar o orfanato de fim de semana, e nesses dias só ficavam na instituição os pimpolhos que não tinham ido visitar os possíveis/futuros pais, pivetes esses com os quais era mais difícil de trabalhar – por serem “mais agitadas, mais velhas e, sem hipocrisia, menos bonitas.”

Aí a professora encerrou a apresentação e a moça assumiu uma postura extremamente relutante de “professora, não posso ser hipócrita, é verdade”, da onde se lia claramente, “quem se ofendeu é porque é feio!!!!”

O foda é que eu sempre tenho a impressão de quem quem usa a palavra “hipocrisia” (frequentemente pronunciada “hipocresia”) está sendo, invariavelmente, hipócrita, numa questão que envolve metalinguagem, metafísica e metatags.

Outro dia, outra história. O rapaz veio de outra faculdade e, tristemente, não cursou a disciplina fundamental pro início do curso de jornalismo – ‘técnicas jornalísticas’. Não que seja motivo, porque é só ler um pouco que já resolve, mas ‘ler’ é uma palavra que esse estudante de jornalismo desconhece (“Por favor, não me dêem livros de presente” é o que está escrito no Orkut dele sobre “livros”).

E bem, só espero que ele não leia isso aqui, porque senão vai ficar chato. Não tenho nada contra ele especificamente, fizemos até muitos trabalhos juntos, mas tem várias coisas nele que acho bobas. Enfim, continuando. O cara não fez aula, não lê e obviamente não sabia escrever. E foi fazer o jornal com a gente, um suplemento sobre adolescentes, escrevendo matéria sem saber como fazer isso.

Seguiu o diálogo, algo mais ou menos assim (o cara e uma outra pessoa):

- Fulano, você precisa ler mais… se não nem adianta fazer ‘técnicas’, o curso não faz milagre.
- Mas pra queê saber escrever?
- Ora, pra quê? Você faz jornalismo, vai ser jornalista.
- Mas eu quero trabalhar em TV.
- E quem disse que repórter de TV não escreve? Repórter de TV tem que saber escrever muito bem!
- Tá, mas olha o Gugu!

Quando eu soube da história eu quase tranquei o curso. De qualquer maneira, nada contra o cara (de novo), ele só falou uma merda gigante.

Pra não deixar impressão da minha sala, que tem bastantes caras bem legais, segue como homenagem um vídeo gravado há um tempinho… pode não ter graça agora, mas na hora juro que foi engraçado.


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Reduzindo a produtividade

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O Excit é a minha mais nova descoberta. Trata-se de um joguinho extremente viciante, uma espécie de labirinto baseado na interface do Excel, no qual você deve fazer com que a cruzinha chegue ao seu objetivo. Passei hoooras.

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Venha para o lado negro… do humor.

Tenham em mente que se trata do próprio marido dessa coitada.

Tem também esse vídeo aqui, no qual a pessoa assustada fica claramente em estado de choque, e que acaba sendo mais trágico do que cômico. E eu ainda reclamo da minha família…

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Eu dou esmola

Quem acompanha o blog sabe que o trem é um assunto recorrente na minha vida. Sei que me despedi dele, mas um imprevisto fez com que eu voltasse a freqüentá-lo. Não nas mesmas tristes circunstâncias, porque agora os horários são alternativos e a viagem, portanto, mais tranqüila. Mas aqueles que têm o prazer de andar de trem sabem que neles vende-se de tudo: caneta, bolsinha, palavras cruzadas, livro de pintar, culinária alternativa, régua, taboada, cerveja e coca-cola… Também pede-se tudo, sob todos os pretextos possíveis nesse mundão véio de deus: “preciso dar de comer pro meu filho”, “minha mãe não tem uma perna”, “minha vó engravidou e agora vão morar 16 pessoas na nossa quitinete”…

Acontece que, dia desses, um rapaz usou um argumento meio pesado pra pedir dinheiro.

Ele entregou um papelzinho que, na frente, dizia:

“Na vida existem coisas simples e importantes…

E quando você virava, lia-se:

“…simples como eu e importantes como você!”

E a chantagem emocional (quase cruel) funcionou, porque um monte de gente deu a grana. Eu, inclusa. Eu sempre dou esmola quando tenho. Sou absolutamente a favor. Os argumentos contra nunca me convenceram.

E daí se a pessoa for comprar drogas e cachaça? Eu sou de classe média. Se quiser drogas e cachaça, posso comprar. A pessoa pobre, não, e eu sou a favor dos direitos iguais. Não tenho nada a ver com o que ela faz com o dinheiro que eu dou. Fora isso, a vida não é fácil e todo mundo merece um traguinho pra relaxar.

Doar dinheiro pra uma intituição de caridade? Fora a burocracia, não confio nos intermediários.

Além disso, centavos valem muito mais pra quem é pobre do que pra mim. Vira e mexe a gente encontra centavos perdidos na gaveta. Ou então, passa na rua, vê – sei lá – um brigadeiro, e compra. Não custa deixar de gastar com tranqueira e dar dinheiro pra quem tem menos. É distribuição de renda.

Uma das minhas determinações de 2008 é arrumar o blogroll, que tá poluído. E eu tava usando quase como um favoritos. Isso porquê eu + del.icio.us não funciona. Eu tenho preguiça de colocar tags.

A outra é comer mais comida japonesa.

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O jogo da semana

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Você que é fã dos jogos de simulação de gerenciamento, desde o Sim City até Rollercoaster Tycoon e o finado (esse é velho) Sim Farm vai adorar o Mcdonalds VIDEO GAME. Nesse joguinho em flash, você deve cuidar de todo o processo necessário para manter um restaurante do Mcdonalds: cultivar soja e criar gado, contratatar funcionários, cuidar do departamento de relações públicas e de publicidade… é viciante! Eu passei umas boas horinhas jogando.

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Pessoas que colaboram para mantermos estereótipos vivos

Elas são essenciais para as piadas da Zorra Total e do Casseta e Planeta.

Aí vem esse cara e posta um especial humorístico zoando a menina (ela pediu):

O terceiro cara vêm vem e faz um comentário digno de um conservador americano estúpido, desses que a gente vê sendo zoado no Saturday Night Live, e felizmente, colabora também para a manutenção do estereótipo:

“A liberal homosexual is allowed to attack a Christian girl for not knowing some stupid liberal country in a place nobody cares about? Who CARES if france is a country? ITS THE EMEMY! And thats all you need to know! Vote NO to liberal “education”. Vote YES to Republican job creation and more consumption.”

É como eu disse… o roteirista d’A Praça é Nossa agradece.

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Meu natal não foi legal.

Bom, mas ele já passou, então menos mal.

Mudando de assunto, um site de promoções na internet indexou a promoção do mp4, de maneira que 80% das inscrições são de pessoas que nunca tinham vindo aqui antes. Por um lado, isso é bom pra ganhar mais fãs, mas eu sinceramente acredito pouco que a maioria dessas pessoas vai voltar depois que o ganhador do player for divulgado. Uma delas até falou que o blog é muito legal e me chamou de “amigo”.

Pelo menos eu tive 21 comentários, nosso recorde.

De qualquer maneira, agradeço a todos que participaram, e espero sinceramente que as pessoas que não conheciam o blog antes tenham gostado e voltem (principalmente porque pretendo colocar Ad-Sense em breve).

O ganhador, segundo o programinha que eu baixei para sorteios, é o autor do comentário número 4. O nome dele é Enio, mas ele não deixou e-mail, então se ele não se manifestar em até 2 dias eu sorteio outro. Lembrando que os comentários 13 e 16 eram respectivamente pingback e feliz natal natal da polônia (!), então estipulei comigo mesma que caso esses fossem sorteados eu sortearia novamente. Não foi o caso.

Feliz natal pra todo mundo! Recados para meus amigos, sei que isso é patético, e que vai ser um problema já que a maioria aqui não é meu amigo, mas pulem.

Gabi: volta!

Rafa, Carol, Marina, Saulo, Gui: voltem!

Milena, Ju e outras off-lines: Não se vão!

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A piadista

Não sei vocês, mas para mim tem se tornado cada vez mais clara a importância das piadas no nosso dia-a-dia. Não falo de piadas-estorinhas, daquelas que a gente lê no Humortadela e conta pro amigo (de loira, de português, essas coisas). Falo das piadas do cotidiano. Aquelas coisas não tão óbvias mas engraçadas que acontecem o tempo todo em todo lugar, que fazem a nossa vida mais divertida e para as quais o único requisito é um olhar e um ouvido bem treinados.

O meu problema, e é bem particular, é que meu humor é peculiar e um pouco extremo. Eu sou a favor da piada acima de tudo, de rir de si mesma. Sou contra humor depreciativo (apesar de gostar do Pânico…), mas de resto, acho que tudo vale, porque rir com os outros é muito bom.

Ok, daí parece que eu empurro velhinhas no vão entre o trem e a plataforma pra rir da cara delas. Não é o caso, vejam bem. Eu apenas apóio a máxima de rir de si mesmo (e, a partir daí, rir dos outros). Não no sentido “sem orgulho-próprio” da coisa, no sentido auto-crítico, divertido. Não foram poucas as vezes em que boas risadas me salvaram de um dia péssimo ou de uma TPM brava.

Pois bem. Além de tudo isso, eu tenho um problema que não consigo identificar, ainda, se é vantajoso ou não. As pessoas riem naturalmente de mim, sem que eu fale coisas necessariamente engraçadas. Na sala de aula acontece o tempo todo – e eu, que era muito de falar, às vezes fico meio acanhada (alguns vão contestar, mas juro que falo sério). Já fui vítima do fenômeno em dinâmicas de grupo para empregos, também. Eventualmente, eu consigo identificar o termo ou expressão facil que originou as risadas. Na maioria das vezes, entretanto, eu acho que é franco exagero.

Ok, legal. Ou eu sou engraçada pra cacete ou tenho cara de idiota. Não tem problema, eu não quero descobrir qual das duas é a certa e tudo bem. Acontece que as consequências desse problema são diversas:

1 – As pessoas riem quando falo alguma coisa séria, e a certa altura (mesmo depois de muita convivência), chegam a me perguntar se estou brincando ou não quando falo alguma coisa que gere dúvida;

2 – Eu acabo me achando muito engraçada, algumas vezes, e isso pode acarretar certos constrangimentos, já que minha principal arma para me entrosar em grupos novos são as piadinhas eventuais, e estudos (meus) comprovam que as pessoas riem muito mais de você se elas já te conhecem. Do contrário, você parece… uma estúpida tentando se entrosar com piadas.

3 – Acontece menos hoje em dia, mas eventualmente eu faço piada com o que não devo. Novamente, friso que sou uma pessoa repleta de conceitos de noções (nada de piadas sobre doenças e incapacidades físicas, por favor), mas é que como eu levo as coisas mais na brincadeira do que os outros, sem querer acabo perdendo noção do que pode ofender os terceiros.
As vantagens é que estou quase sempre de muito bom-humor e sempre muito sorridente, o que me faz parecer super-simpática. Eu acho. Se bem que depois eu estrago com as piadas, então dá na mesma.

De qualquer maneira, foi só um desabafo, catalizado por cenas engraçadas (para mim) vistas no metrô hoje e a minha tentativa de me enturmar ontem, num evento onde eu não conhecia nin-guém. Nah. Aí eu conjecturei sobre a importância do humor na minha vida e tal.

Me lembrei, agora no final, de uma cena engraçada do sábado. Minha mãe que me perdoe, mas lá vai: ela (a minha mãe) é dançarina de Flamenco. Sábado, ela se apresentou em um espetáculo da escola dela (parece que tô falando da minha filhinha, né?), que misturava danças árabes com a dança flamenca, tradicionalmente espanhola. Pra quem não sabe, as duas são muito parecidas, por causa da invasão árabe na península ibérica, quando rolaram umas influências mútuas nas culturas dos dois povos.

Bom, aí a primeira dança são umas 30 (mais, talvez) mulheres de burca, fazendo uma dancinha primitiva (parecia aquelas brincadeiras de roda misturadas à dança de festa junina), uma coisa deveras curiosa. Engraçada, porque não? Mas eu olhei para trás, e nenhuma daquelas pessoas sérias estava sorrindo. Clao que dar uma gargalhada ali seria interpretado como falta de respeito. Mas um sorriso é permitido, ainda mais com as luzes apagadas. E era claramente algo engraçado. Até aí, eu relevei.

Aí, veio a gota d’água. Surge no palco uma cantora de música árabe-flamenca. Trata-se, para os desavisados, daqueles gritos árabes místicos e desafinados, encontrados também nas melodias espanholas. Não chegam a ser desagradáveis, não, e a mulher cantava bem. Mas…

Ela fazia caretas na hora de cantar. Horríveis. Contorcia o rosto como se… me desculpem, mas eu tive a clara impressão de que estavam enfiando algo no cu dela. Porque eu tinha certeza que ela estava sentindo a pior dor. Do mundo.

Aquilo era engraçado. Não havia dúvida, po. Era muito engraçado. Eu tava na frente do palco, fotografando, e fiquei pensando no meu irmão, lá atrás, que com certeza riria comigo e compreenderia a graça da coisa. E olhei para trás, em busca de alguém que compreendesse minha necessidade de rir.

Ninguém. Aí tem uma mistura de necessidade de manter uma postura + falta de olhar e percepção pro que é engraçado nas pequenas coisas do cotidiano. Mas… que posso fazer? Só dou risada.

Editado: Apesar das coisas engraçadas na apresentação, no geral ela foi muito bonita e a minha mãe dançou muito bem. E, afinal, se tem uma coreografia de dança de roda… minha mãe não é a coreógrafa.

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Os 12 Pen-Drives

Texto um pouco grande pros padrões do blog, mas lá vai. É pra promoção do Blog do Becher, chamada Pen Drive do Senhor. Fazia um tempão que não escrevia ficção. Ficou meio viagem, mas foi meio cuspido, tipo… automatismo psíquico. Então valeu. Lembrando qu as pérolas da heresia podem ser encontradas em Jesus, me chicoteia. Lembrando também que eu não acredito nem desacredito em Deus. Só acho que, se ele existir, cooom certeza é um cara muito bem humorado e que sabe rir de si mesmo. =)

Dois mil anos tinham se passado e, se ele fosse sincero consigo mesmo, admitiria que pouca coisa tinha mudado. Ele tinha avisado o Cara que esse negócio de morrer pelos outros não tinha nada a ver. No começo, Jay C tentou dissuadí-lo. Achou que era só sadismo. Pregos nos punhos e nas canelas? Chicotadas? Caregar uma cruz morro acima? Pô. Ele era gente fina. Não tinha nada a ver ele pagar pelo pecado dos outros.

No fim, como ele não tinha muita opção, veio e tocou o puteiro – como ele gostava de dizer. Arranjou 12 puxa-sacos pra pagar pau pra ele e ficar dizendo por aí o quanto ele era foda. Aí, ele saía fazendo mágica: água em vinho era o preferido da galera dos butecos de Jerusalém, mas o lance de andar na água também era um dos mais pedidos. Daí ele operava os milagres e os discípulos saiam contando pra todo mundo. O papel dos 12 otár…, digo, apóstolos, era fundamental, já que naquela época a internet banda larga ainda tava sendo prototipada pelo setor de comunicações e tecnologia do paraíso e, pra galera se comunicar na Terra, só no boca-a-boca mesmo.

Só que o Cara queria que ele voltassee pra cá. Ele dizia que ia resolver alguma coisa, mas Jay C sabia que era só mais um lance de sadismo e tal. O Cara gosta de ver a reação dos humanos a esse tipo de coisa extraordinária. Ele diz que eles ficam pateticamente mais emotivos durante um período limitado de tempo. Fica se divertindo com as manifestações de alegria. Mais uma prova de que é tudo sadismo.

Ele ainda não sabia direito como morreria desta vez, mas o Cara tinha comentado que teria algo a ver com ele descobrindo uma maneira infalível e super simples de destravar o iPhone e ser perseguido por isso.

Jay C chegou aqui tímido. Pensou em ir a uns programas de TV, fazer parcerias com rappers de nomes parecidos e tal, pra divulgar e conseguir os outros 12 otários pra ajudá-lo na propagação d’A Palavra. Mas ouviu dizer que, se fizesse isso, não seria levado a sério (soube até de um tal de Inri Cristo, que ele jurava que não tinha nada a ver com ele, porquê aquele sotaque Aramaico era tãão out).

Em suas andanças (“não tinha medo tal João de Santo Cristo…”), Jay C acabou conhecendo uma galera que batia uma bola todo fim de semana no society do bairro. Como tinha um goleiro reserva eram 12 caras, e já que já tava todo mundo ali mesmo (e Jay C já tinha passado da sétima lata de Skol), ele acendeu um cigarro, disse que considerava muito todo mundo e que ficaria regozijado se eles pudessem ser os discípulos dele. Apóstolos ele achou estranho falar, porquê ninguém mais usava essa palavra hoje em dia. Ele queria se modernizar. Achava que era necessário para atingir as camada mais jovens – chegou até a pensar numa reunião com o Turco-Loco.

Bem, quanto ao convite, todo mundo aceitou, claro, porquê esse negócio de não aceitar Jay C sempre deu muito problema no Velho Testamento. Jay C ficou feliz bagaray (regozijado) e resolveu começar a operar a milagrada, pra ver se a galera ficava sabendo dele. O meia-esquerda sugeriu uma puta estratégia pro Jay C, um lance que envolvia blog+last.fm+twitter, imbatível. O centro-avante se comprometeu a postar todo dia e manter as relações na blogosfera saudáveis, pra galera linkar o Jay C e tal.

Dia desses, Jay C tava em casa ouvindo o CD novo do Nine Inch Nails (ele é fã) e resolveu dar uma pesquisada nas letras. Descobriu que os caras da banda tinham tido uma puta idéia de divulgação: colocar as músicas em pen-drives e largá-los por aí. “É isso!”, pensou Jay C. A estratégia, combinada com mensagens meio misteriosas em lugares bizarros, formou um grande viral. Era isso que ele ia fazer.

Jay C dispensou os discípulos e resolveu comprar 12 pen-drives para substituí-los na propagação d’A palavra (muito mais eficientes, aliás). Hoje, ele paga para colocar frases misteriosas e indecifráveis em outdoors vermelhos (tipo “A TELEVISÃO É A IMAGEM DA BESTA”, ou “TERRA FERIDA, CANAL DENTE DÓI CORPO REAGE” e “Cabelos Neve Médio Rosto JESUS Uma Olhos Azuis Luz”) enquanto espera que alguém ache um dos 12 Pen-Drives, leia o outdoor, junte as duas mensagens e entenda o que ele quis dizer. Ele não entende, contudo, porque só deu certo com o Nine Inch Nails.

Imagens do Google Images. Nunca tirei uma fotos desses outdoors porquê sempre passo de carro e nunca tá trânsito ali na Bara Funda onde tem um. Mas amigos da internet já tiveram a idéia.

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Automatismo psíquico…

…é o nome de uma característica do Surrealismo, uma vanguarda (nesse caso, literária) sobre a qual aprendi no segundo ano. Nunca me esqueci do termo, que significa, na verdade, ‘escreva o que vier na sua cabeça’. “Automatismo psiquíco” É também o tema deste meme, para o qual o Marcus, d’O Grande Abóbora, ‘me convidou’ (depois de eu dizer que tava com preguiça de fazer).

Uma hora: 00:12
Um astro: Eddie Vedder
Um móvel: criado-mudo
Um líquido: alvejante
Uma pedra preciosa: esmeralda
Uma árvore: cidreira
Uma flor: rosa
Um animal: macaco
Uma cor: verde
Uma música: The Pretender (Foo Fighters)
Um livro: 1984, do George Orwell
Comida: alface
Um lugar: Londres
Um verbo: fazer
Uma expressão: por baixo dos panos
Um mês: agosto
Um número: 37
Um instrumento musical: violino
Uma estação do ano: primavera

Editado: esqueci de convidar outras pessoas. Mas comigo não tem essa de convidar… (desculpa de quem não conhece ninguém na blogosfera pra indicar). Então, se vcê tiver um blog e quiser postar, só manda o link pra cá depois que a gente publica. =)

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