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Arquivo: Pop

Chris Cornell foi contagiado pela Síndrome Paulo Ricardo

Um dia, existiu um deus do rock que era conhecido pelo nome de Chris Cornell.

Chris Cornell

Quase um messias (esteticamente, inclusive), Chris Cornell arrasava corações de moças indefesas e inspirava bravos rapazes alcançando notas inalcançáveis em seus trabalhos com aquela banda que todo mundo descolado adora dizer que conhece, o Temple of the Dog, e posteriormente no seu trabalho mais conhecido e incrível, o Soundgarden. Se você não ouve Soundgarden há um tempão, como eu, relembre comigo:

É importante que você assista para que a diferença, no próximo vídeo, fique bem proeminente.

O homem fez, ao lado dos companheiros do Soundgarden, cinco álbuns de estúdios – alguns épicos, outros bons, mas todos irrepreensíveis. Sozinho, fez um belo disco solo, chamado Euphoria Morning (de 1999), um dos meus TOP5 CDs of all times. Depois, juntou com outros caras mais respeitados ainda e formou uma banda chamada Audioslave, que embora tivesse um claro apelo comercial, também era bem boa.

Chris Cornell tinha tudo – fama, respeito, mulher, uma filhinha bonitinha, tinha dignidade, tudo isso devido à fidelidade, à dedicação e ao talento no rock’n'roll. E por algum motivo, Chris Cornell jogou tudo pelo ralo assim:


Essa é uma das músicas do novo álbum de Chris, Scream, o disco novo produzido por Timbaland que causou uma perda de respeito generalizada por parte dos fãs. A música em si não é ruim – mas isso sendo feito por ele é chocante demais. Seria como ver, sei lá, o Mick Jagger partindo pra carreira solo e lançando um álbum com participação do Julio Iglesias. Não dá, tem coisa que você não pode fazer, porque mesmo que fique ‘bom’ não vai ficar. Tem aquela discussão do ‘ah, mas o cara tem mesmo que se renovar’ – OK, SE RENOVE, MAS VAMOS TENTAR NÃO CHUTAR O PAU DA BARRACA OK? Tava renovado já, todo mundo achou legal o que foi feito no Audioslave. Porque a gente não se contenta com o que tem e termina por foder as coisas?

Lembrando que não estamos falando só do ritmo aqui, cara. A composição dele adaptou-se ao ‘novo estilo’, com direito a ‘pequena garota, adoro o jeito como você fala comigo’ ou ‘não, aquela vadia não faz parte de mim’, gostosas sendo encochadas em bares e homens de regate com óleo pelo corpo dançando de maneira provocativa. Porra, JOHNNY CASH JÁ FEZ UM COVER DESTE HOMEM! E ele resolveu falar na música que gosta do jeito que a menina rebola e achou que todo mundo ia achar normal? Alguém tem uma explicação pra isso?

É uma postura incompreensível. Analizemos: o cara precisa de mais grana? Não, não precisa. Precisa de mais prestígio, precisa provar que ele tem talento? Não, não precisa. Ele já era grande. Ele era do tipo do cara que daqui uns 10 anos ia entrar pro Hall of Fame do Rock, fácil, se tivesse já se aposentado. Agora, se cruzar com Dado Dolabella na rua, até apanha por traição de movimento.

A única possibilidade que resta é ele de fato ter feito isso porque gosta – digo, gosta desse tipo de música a ponto de querer fazê-la. Ficou velho e quis gostar de eletropop e ser amigo do Justin. Acontece. Mas tem um problema – você não pode ser uma referência do que há de melhor no rock’n'roll por 20 anos e de repente achar que vai poder tocar na Mix sem que isso te traga graves consequências.

No fim, eu cheguei à conclusão que o roqueiro consagrado e bonitão que chega à crise de meia-idade tem uma propensão maior a gravar músicas que vão desagradar absolutamente todo o público que ele conquistou nos 20 anos anteriores, normalmente de uma maneira que boa parte desse público considere muito indigna e classificável como brega (claro que existem sempre os fãs malucos que vão amar qualquer merda, mas estamos falando das coisas sensatas).

É um grave distúrbio psiquiátrico, mais forte que eles. É patológico, e a primeira pessoa a diagnosticar esse distúrbio fui eu mesma. Ele pode ser verificado em outros artistas, como Robert Plant (quando gravou música country-romântica). No Brasil, o maior expoente dessa patologia grave é o cantor Paulo Ricardo, que teve uma época aí resolveu gravar música ruim e acabou tendo a honra de ter seu hit na abertura da saudosa A Usurpadora.

É complicado, mas em algum ponto de sua carreira Chris Cornell foi severamente afetado pela Síndrome Paulo Ricardo. O único antídoto, pelo que pude observar, é conseguir emplacar uma dessas músicas ruins como jingle de abertura de um programa muito famoso. Daí, aparentemente o cara se contenta em ganhar tanto dinheiro de royalties (ou se constrange de ligar a TV todo dia às 22h e ter de ouvir aquilo e lembrar da merda que fez só por dinheiro) e para de querer inventar coisa.

Ou qualquer coisa assim. No caso do Cornell, acho que o destino dele é algo como jurado de American Idol – triste, mas talvez a única coisa que o impeça de continuar nos deixando com tanta vergonha alheia – vergonha essa que até outros artistas expressaram publicamente.

Pelo menos o nome do CD – ‘Scream’, suponho que no imperativo – é bem apropriado. Mas não precisa nem pedir, Chris.

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Comprovaram a relação entre mau-gosto e burrice. Sério

Ok, me crucifique. Eu sou a favor da tolerância, da amizade, da alegria, da aceitação, da igualdade. Mas no fundo, eu sempre achei que havia um motivo para debochar de quem gostasse de música ruim. Eu sempre achei que houvesse uma relação entre ‘música ruim’ e ‘gente estúpida’, mas nunca pude provar.

Claro que, com a noção de que isso era algo absolutamente irracional, embora obtivesse algumas provas da minha teoria no convívio social (com exceções, claro, o que só comprova a existência da regra), podei esse pré-julgamento absurdo depois que cresci, pra não prejudicar minhas relações e não me tornar uma pessoa detestável.

Como cientistas desocupados são a classe que, estatisticamente, mais cresce no planeta, alguns deles publicaram um estudo chamado ‘Músicas que te fazem ficar estúpido‘.

Eles compararam o gosto musical de alguns estudantes com as notas que esses estudantes tiraram no SAT, um exame que pode ser considerado o ‘vestibular padrão’ norte americano -  testa mais ou menos as mesmas competências que o nosso - e descobriram que quem tirou as notas mais altas ouve Beethoven, enquanto quem tirou as mais baixas curte Lil’ Wayne. A vitória tardou, mas não falhou. Olho no gráfico (se você ouve Lil’ Wayne, essa é pra você – clica e  amplia pra conseguir enxergar):

Música que te faz ficar estúpido

Não sei o que acontece se você for fã de dois artistas que estiverem em pontos muito opostos da tabela. Eu sei o que acontece se você for fã só de artistas que estão do lado esquerdo, mas vou te desafiar a chegar nessa resposta sozinho, vamos ver se você é capaz.

Também não sei o que acontece se você considerar que esses exames acadêmicos não medem nada senão sua capacidade de ir bem na escola, que todos nós sabemos, não está relacionada quase nunca com sua inteligência ou genialidade.

Mas ignoremos a verdade politicamente correta e nos atenhamos aos fatos, à comprovação científica – agora eu tenho argumentos sólidos para não me aproximar dos fãs de Reggaton ou de Aerosmith.

Claro que só o fato de você declarar, deliberadamente e com orgulho para um pesquisador, que é fã de Reggaeton e/ou de Aerosmith já denota algum grau de estupidez por si só. Espero que eles tenham considerado isso ao desenvolver o gráfico.

A questão principal é: será que esse tipo de música deixa essas pessoas estúpidas ou essas pessoas ouvem essas músicas por serem estúpidas? Ou então, mais alarmante ainda, a estupidez é uma acarcterística que alimenta o gosto por música ruim, e a música ruim aumenta sua estupidez, num ciclo sem fim que vai terminar com você babando e ouvindo a discografia do Latino?

Só ficamos na especulação, até que outro grupo de cientistas resolva responder essa. De qualquer forma, o mesmo site divulgou também a lista de Livros que te fazem ficar estúpido. Apesar de ser um conceito que eu considero paradoxal, porque acho que gente verdadeiramente estúpida não chega perto de livros, a tabela não deixa de ser interessante. Acompanhe (e clique, se você gosta de Aerosmith):

Livros que te fazem ficar estúpido

 

Observe ali no topo, do lado esquerdo, que há uma opção ‘Eu não leio’. E – veja você – quem lê a Bíblia, segundo esse incrível gráfico, é ainda mais estúpido do que quem não lê nada! Puta merda! E, pra que ninguém ofenda minha mãe, acho a Bíblia um grande livro. Mas é provavelmente o mais perigoso deles se cair em mãos (ou em olhos)… estúpidos.

E aí, nesse caso, será que é o livro que te deixa estúpido ou você que é estúpido e busca esses livros? Acho que temos uma resposta. E Harry Potter tá lá pro meio, o que me faz sentir tranquila neste momento.

Esse post serve basicamente pra você zuar aquele seu amigo que acha que o Dan Brown é o melhor escritor de sua geração e que Nickelback é genial (normalmente, essas características se cruzam nos mesmos tipos de pessoas, o que aumenta ainda mais a veracidade do gráfico). Mas acho que é importante dizer que… é tudo brincadeira. E na vida mesmo, acho que mais inteligente que o leitor de Cem Anos de Solidão ou que o ouvinte de Beethoven é quem, além desses, também leu a Bíblia e os livros do Dan Brown, e como se não bastasse também sabe cantarolar meia dúzia de canções do Lil’ Wayne e já ouviu um pouco de Aerosmith.

E se você perguntar ‘até a discografia do Latino entra nesse exemplo?’, eu vou ponderar, mas depois… pensa bem: se eu te disser, agora, rapidinho – ‘Oh Baby, me leva’ – quanto tempo você vai demorar pra tirar essa merda da sua cabeça?

Pois é. E você vai negar que exista algum tipo de genialidade – muito embora pareada com uma babaquice – em conseguir fazer músicas que sejam tão involuntaria e incessantemente repetidas pelo cérebro de todo mundo que as ouve, até de quem não gosta delas?

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Marisa Monte lê o Olhômetro!

É sério. Nesse vídeo ela explica tudo:

Todo mundo tá falando que o cara que pensou nessa ação claramente não manja nada de mídia social, que é um viral FAIL, que a idéia é uma merda.

Mas se você também pensou isso, não sacou a estratégia. É uma idéia tão ruim, mas tão ruim, que tá todo mundo postando, até porque a piada com o título é muito boa. Já vi em pelo menos dois blogs grandes, e tenho certeza que vai se espalhar muito rápido. Ou seja: objetivo A, se tornar um viral: atingido.

Nego já tá até fazendo campanha pra entrar no blog da Marisa Monte (cujo link eu não vou dar) e bombardeá-la com pedido de parcerias, troca de links e posts patrocinados. Daê - objetivo B, gerar cliques pro site dela: atingido.

Viu? Não é tão difícil assim. Psicologia reversa.

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10 coisas que eu adoro sobre o Carnaval


1. Folga no feriado

Funciona assim: tem uns 3 dias, parece, em que você pode comer carne e fazer todo tipo de excesso porque depois vai passar 40 dias como padre sem poder fazer nada. Isso se você for católico. Praticante. Muito. Daí, esse feriado religioso foi incorporado de forma generalizada pela sociedade num estado laico, e todo mundo tira folga nesses três dias pra poder cometer os excessos à vontade. Mas depois, na quarentena, ninguém entra em abstinência de nada (como a gente bem sabe), então nada faz sentido aqui, só o fato de não ter que ir pro trabalho.

Só que eu trabalho no Carnaval, então não acho que esse item se aplica a mim. Ignore essa informação quase insignificante.

 

2. Sorvetes de graça

sorvete apetitosíssimo
Aparência convidativa, mas foi o mais próximo do original que consegui achar

Quando tinha uns 10 anos, passando o Carnaval numa colônia de férias, teve uma gincana relâmpago em que qualquer criança que subisse no palco naquela hora pra cantar uma marchinha de Carnaval (seja lá qual fosse) ganharia um sorvete. Eu não sabia nenhum, mas a então namorada do meu pai – hoje mulher dele - me ensinou um trechinho: “‘Ó jardineira, por que estás tão triste? Mas o que foi que te aconteceu?’ ‘Foi a camélia que caiu do galho, deu dois suspiros, e depois, morreu’”.

Decorei esse trecho, subi lá e, enfrentando a vergonha e os olhares reprovadores dos coleguinhas – afinal, era só UM sorvete, e quem subisse primeiro e cantasse qualquer marchinha ganhava - e cantei esse negócio. Daí ganhei um vale sorvetinho.

Parece que na hora eu fiquei meio confusa: primeiro, porque era uma música trágica pra cacete pra ser cantada alegremente pelas pessoas, com dedinhos levantados, ainda por cima, como se fazia no carnaval. Depois, acho que nem sabia que a camélia era uma flor – provavelmente pensei que era o nome de uma mulher, tipo Amélia (só que com C antes), o que provavelmente também causou alguma confusão, já que fiquei me perguntando o que ela fazia em cima daquele galho.

O problema é que nunca aprendi o resto da marchinha, e até hoje me pergunto que fim levou a camélia e a moça, jardineira, que por ela chorava. E fico pensando, também, se na época em que a marchinha foi escrita as pessoas tinham mesmo tempo de chorar por camélias que caem de galhos.

 

3. Enfrentar reprovação de grupos socialmente opressores

Na mesma colônia de férias, mas num carnaval anterior, houve uma oficina de fantasias. Eu, sempre muito precoce e à frente do meu tempo, resolvi também confeccionar a minha, ainda que todas as outras meninas que participassem do grupo tivessem 13 anos e eu tivesse uns 7, talvez menos.

Era de se esperar que menininhas nessa idade, já com instinto maternal possivelmente aflorado, me acolhessem como a mascote da turma que confecciona fantasias de fadinha. Mas não foi o que aconteceu, como você observa com exclusividade nesse clique certeiro da minha avó (clique na foto para ampliar):

 Fadas mais velhas me desprezando

Mesmo assim, enfrentei os preconceitos e desfilei na avenida (acho que era só na área aberta da colônia, mas eu tenho imaginação, ok?) ao lado de todas as garotas grandes e invejosas da minha astúcia e sagacidade precoces.

 (Nesse item, agradecimentos ao meu irmão que passou na Unesp direto sem cursinho e nem é nerds PARABÉNS VC É FODA PQPQPQPQPQP, pelo trabalho imenso executado ao ter de me enviar a foto por e-mail)

 

4. Camisinhas de graça

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Aparentemente, o Ministério da Saúde está bem mais otimista em relação ao meu Carnaval do que eu. Na porta da estação de trem, ganhei duas camisinhas meio vagabundas e um livretinho ensinando que coisas transmitem AIDS e que coisas não transmitem AIDS (mas ali não tinha todas as coisas que NÃO TRANSMITEM, nem todas que TRANSMITEM, só as mais populares e relacionadas ao carnaval, acho. Não tava escrito que soltar pipa não transmite AIDS, por exemplo, mas acho que é porque as pessoas não soltam muita pipa no Carnaval. De qualquer forma, você entendeu o espírito), além de ensinar também a colocar a camisinha e de ter a Negra Li na capa perguntando “Qual é sua atitude na luta contra a AIDS”?

Resolvi deixar as camisinhas na gaveta.

Do trabalho. Porque vou trabalhar no Carnaval. E se eu me f*der no plantão, ao menos estarei protegida.

(A piada completa foi construída num diálogo descompromissado pelo Twitter com o Dieguito. Créditos também pra ele, portanto)

 

5. Hum…

Não achei mais nada que adoro no Carnaval. Desculpe. Os itens 6 a 10 ficarão vazios, mas pra página não ficar feia, vou colocar uns personagens irados pra você se inspirar na hora confeccionar sua fantasia (e não cair no ridículo de participar de uma oficina onde todas as meninas façam a mesma fantasia de fada. Vou te dar opções).

 

 

6. Sonic: the Hedgehog

Sonic: the hedgehog

7. Bob Esponja

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8. Mickey Mouse

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9. Bidu

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10. O Homem-Aranha

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As coisas que a pré-escola nos ensina sobre as pessoas (mas que nós somos jovens demais para enxergar)

Tem um monte de músicas em inglês com a seguinte letra em algum ponto: “If I knew then what I know now”. Numa tradução rústica, isso é algo como “Ah, se eu soubesse então o que sei agora.” Em português, não soa bem numa música (a não ser que seja uma do Los Hermanos), mas é a mais pura verdade – ou você nunca parou pra pensar no sofrimento que teria evitado no passado se tivesse a experiência de vida que tem hoje?

Eu não me lembro se a minha mãe me deu alguma orientação específica antes do meu primeiro dia de aula na vida, nos idos do pré. Algo do tipo “seja boazinha com seus amigos”, “não aceite lanche de estranhos” ou “não atinja a tia com esses lápis”. Me lembro que chorei quando ela me deixou na porta do Mundo Mágico (que de mágico tinha muito pouco), e que o primeiro diálogo que travei nesse ambiente inóspito e desconhecido (enquanto me esgoelava, me esforçava para responder) foi:

- Oi. Por que você está chorando?
- Porque (suspiro) eu (suspiro) quero (suspiro) a minha (suspiro) mããããããããe (berro)!!!!!!!!!!!!!!
- Qual seu nome?

Veja, que simpatia. Crianças de 6 anos, largadas à própria sorte durante 5 longas horas no pátio de uma escolinha de bairro são capazes de, em poucos minutos, sentirem compaixão umas pelas outras. Esse rapazinho veio até mim e se interessou pelo meu sofrimento, então comecei a me acalmar e respondi:

- É Ana Paula.
- Ah. Então para de chorar senão vou contar pra tia que a Ana Paula tá chorando.

E daí que eu concluo que, apesar de a minha mãe não ter me dado nenhuma indicação antes do primeiro dia, ela deveria. Ela deveria ter me alertado já naquela hora: filha, os filhos da puta existem. São congênitos e estão por toda parte. Você vai começar a encontrá-los hoje.

Pré-escola
Hostilidade, selvageria e Lei do Mais Forte são as palavras de ordem aqui

Quero abrir seus olhos para isso. A maioria das pessoas com quem você gostaria ou não de sair é reconhecível já na pré-escola. E não se trata daquele menino gordinho que senta em cima dos outros garotinhos, ou da menina loira com olhos estranhos que te morde. Esses são óbvios. Tô falando de nuances mais sutis da personalidade, de características que aqueles doces pimpolhos virão a demonstrar quando adultos, mas que já na pré-escola dão as caras.

Eu me lembro com certa clareza que costumava jogar as coisas na mochila – lápis, borracha, régua – de maneira aleatória, por algum motivo que eu desconheço, em vez de agrupá-los na bolsinha que eu tinha e que havia sido criada para isso (conhecida popularmente como estojo). Isso já no pré. Daí eu não achava nada na mochila (estava tudo lá, mas eu não achava), então pedia um lápis emprestado para minha amiga Beatriz*, que tinha um estojo com toda a sorte de lápis e canetas possíveis, incluindo aquelas com brilhinhos, cheirinhos, luzinhas e todas essas firulinhas.

A minha amiguinha Beatriz*, em vez de me emprestar a porra de um lápis pra eu desenhar na aula da tia, dizia: “Minha mãe não me deixa emprestar material”.

Eu tinha vontade de dizer à minha amiguinha Beatriz* que ela estava sendo uma escrota, já que a mãe dela não estava ali naquele momento, e que por esse motivo não a veria me emprestando o lápis. Como a mãe dela não tinha, até onde eu soubesse, mediunidade, ela não saberia que a Beatriz* tinha me emprestado o lápis se ela não contasse. Daí eu devolveria o lápis no fim da aula e tudo estaria bem.

Mas eu não dizia nada disso. Afinal, minha amiguinha Beatriz* poderia ficar magoada. E eu acho que essas coisas não passavam de verdade pela minha cabeça de 6 anos.

Mas nesse pequeno exemplo hipotético, já pudemos identificar dois comportamentos que se estenderam pro resto das nossas vidas (minha e da Beatriz*):

Eu continuo desorganizada. Coloco as coisas na mochila por impulso, em vez de alocá-las nos compartimentos reservados para elas, de modo que quando preciso de coisas como as chaves de casa ou uma caneta, não as encontro mesmo evirando a mochila, e preciso pedir (no caso da caneta) uma emprestada aos colegas de sala, que felizmente não dizem mais “minha mãe não me deixa emprestar material”, mas sim “eu só tenho essa”, o que é uma mentira muito mais convincente;

A Beatriz* continuou uma egoistinha mimada, com sua lancheirinha, mochilinha, estojinho e sandalinhas da Barbie, e hoje provavelmente mantém o estojo cheio de canetas com cheirinhos e brilhinhos e coisinhas, e provavelmente até empresta o material para suas asseclas, mas em troca de favores sociais;

E é só se lembrar de todas as pessoas que estudaram com você na vida inteira: mesmo depois que a gente cresce e vai, sei lá, pro ginásio, e depois pro colégio e depois pra faculdade, todos esses perfis continuam existindo (e aqui só dou exemplos reais): a menina que te regula um gole de água, o cara que rouba chaveiros das bolsas das meninas, o outro que nunca leva caderno, nem caneta e sempre que tem atividade pede uma folha de fichário emprestada… eles estão lá, e sempre estiveram. É que na pré-escola você ainda não tinha experiência suficiente pra notá-los. Bem que nossas mães poderiam ter nos avisado. Vai ver que é por isso que a gente chora no primeiro dia.

*Nome provavelmente fictício. Não lembro do nome de nenhuma dessas meninas que regulavam lápis com a desculpa idiota de que a mãe não deixava emprestar, mas uma delas podia muito bem se chamar Beatriz. Mas isso é mera coincidência.

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Sorria. Você está sendo monitorado

Google: vilão ou mocinho?

Ele chegou devagar. Primeiro, desenvolveu um mecanismo automático capaz de indexar todo o conteúdo existente na Web e organizá-lo. Isso é bastante coisa, mas ele não se deu por satisfeito.

Os passos seguintes foram lentos, mas certeiros. Primeiro, em 2000, ele começou a vender espaços publicitários contextuais nas pesquisas. Daí veio o serviço de busca por imagens e o agregador de notícias, Google News, em 2001. De olho na explosão de produção de conteúdo pelo usuário, adquiriu o Blogger.

Não parou por aí. A idéia era se tornar parte da vida pessoal do usuário da rede. Veio o GMail, o Google Desktop e o Orkut, e bem depois, a compra do YouTube. Em pouco tempo, a maioria das suas ações na internet era intermediada pelo Google. Agora a empresa disponibiliza praticamente todos os serviços que o internauta médio pode utilizar: Google Adsense, Google Maps, Google Calendar, Google Docs, Google Earth, Google Chrome, todos integrados a um grande sistema.

O Google sabe quem são seus amigos, sobre o que você fala com eles, o que você compra, por quais assuntos se interessa, os lugares que costuma frequentar, seus compromissos, quantas, quais e como são as pessoas que acessam seu blog todos os dias. Sabe o que você filma e o que você disponibiliza de conteúdo na internet. Sabe até onde você vai amanhã, porque antes de ir você consulta o serviço deles no Maps que informa a melhor rota de transporte público. O Google sabe os temas dos seus trabalhos da faculdade e, se vacilar, até quanto você ganha e o que faz com esse dinheiro (se você usar o Spreadsheet para colocar os gastos numa planilha, por exemplo).

O Google podia te ver se você tivesse na superfície do planeta, seja lá onde fosse. Antes dava pra ir pro fundo do mar e fugir da perseguição – agora, nem lá. E se você planejava, não sei, ir pra outro planeta, esquece – o Google está lá também.

Só faltava o Google saber onde você está agora. Agora. Mas só faltava. O mais recente lançamento deles, Google Latitude, permite que os usuários de celulares acompanhem compartilhem com amigos e parentes (mediante autorização) sua localização num mapa, em tempo real.

Não existe mais nenhuma informação que o Google não possua sobre você. E caso você não tenha notado, isso é muito perigoso.

Mania de perseguição? Paranóia? Tem certeza?

Você nunca se perguntou o que governos totalitários não fariam se pudessem ter acesso a dados tão específicos de tantos cidadãos? Se você leu 1984 (e se não leu, leia), sabe do que eu estou falando. O Google é um cara legal (e ele demonstra isso fazendo coisas como essa ou essa), mas ele está submetido aos desígnios dos governos dos países em que está instalado. Corporações não têm ideologia, meu caro – a não ser que ‘lucrar’ seja uma. O Google se submeterá a qualquer governo e a qualquer regra que esse governo impuser, se isso significar não sofrer sanções financeiras (E isso já aconteceu: leia mais sobre a polêmica do Google na China aqui, aqui e aqui). Não pense que uma corporação de grandes proporções vai deixar de ganhar milhões para preservar sua privacidade, porque não vai. Isso tudo considerando que essa postura ainda louvável da empresa é a oficial – e se já existir uma não-oficial?

Aliás: da privacidade, se é que ela existia ainda, não resta mais nada. Se você está na internet e usa os serviços do Google, já está ferrado. E o pior – não há escapatória, não há como se arrepender e voltar atrás. Um ‘suicídio digital’ seria impossível, já que nenhum dado da rede se perde e seus registros sempre serão preservados, de uma forma ou de outra, ainda que você apague todas suas contas em todos os serviços que usa e suma desse e de qualquer computador.

Claro que quanto mais ‘conectado’ for um país, mais suscetível a esse controle ele estará. Como a porcentagem do mundo que usa a internet é baixa, boa parte da população (a mais pobre, e por consequência a que menos consome e portanto alvo não tão desejável) ainda está fora dessa ditadura. Mas as lan-houses, a popularização do computador e a consequente ‘inclusão digital’ estão aí (sem mencionar o laptop de US$ 100, projeto que sai-mas-não-sai desde 2005). E se você é minimamente informado, sabe que o site mais usado pelos brasileiros que podemos considerar analfabetos funcionais digitais é o Orkut.

Tá pensativo? Me acha louca (como se isso fosse qualquer ofensa)? Dá uma lida no post do Doni, que não é oh-tão-sensacionalista como o meu, mas fala exatamente da mesma coisa. Por causa do lançamento do Latitude, gente mais inteligente do que eu ficou preocupada com essa ‘Googlerização’ do mundo. E pra arrematar (e te deixar, definitivamente, com a pulga atrás da orelha) leia aqui (num PDF de 5MB) o Scroogled, um conto de (não?) ficção que se passa num futuro aparentemente não tão distante, em que um governo de extrema direita tem acesso, por meio de leis criadas exclusivamente pra isso, a todos os dados que o Google já coletou sobre usuários.

Cara, na boa. A Polícia Federal pode obrigar o Google a fornecer dados sobre possíveis pedófilos. Você tem certeza que ela não pode obrigá-lo e fornecer dados sobre você se te considerar um possível qualquer coisa? Não existe quebra ilegal de sigilo bancário e telefônico? O que te faz ter certeza que não possa haver quebra ilegal de sigilo… digital?

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Post it #01

Post it no Olhômetro - logo

Quem batizou a seção, que vai dar as caras por aqui todas as segundas, foi o Rubens, nesse comentário aqui. Na Post it, coisas curtas e diretas que poderiam ter ido (ou foram) para o Twitter durante a semana, mas que valem a pena serem mencionadas aqui.

#Benvindo!
Odeio nova ortografia, mas preciso usá-la para receber adequadamente os novos leitores, provenientes de uma recente home do Yahoo! e de um surto de seguidores novos do Twitter. Sinta-se à vontade e ajude-me a melhorar essa bagaça sugerindo temas pra texto, mudanças de layout e doando dinheiro usando o formulário. =)

#AIDS tá foda
Recebi de um morador de rua, do metrô, na última semana, um bilhete que dizia o seguinte:
“Estou com fome e preciso da sua ajudar pois estou morando na rua é porisso que tenho HIV”

#Sou jurada de um concurso from hell
Meu leitor mais influente nos círculos iniciáticos ocultos me convidou pra ser jurada de uma promoção que ele tá fazendo na coluna dele lá no Sedentário. Os prêmios são loucos – pra quem gosta dessas coisas. Check it out.

#Você fala inglês?
O Anderson não.

#Favor não trazer bandido pra casa
Ainda bem que o síndico avisou.

#Fuja para as colinas enquanto é tempo

Norberto vai estrelar filme pornô

Óia o link.

#Obamize-se você também
Não dá pra ser o cara, mas você pode ter um pôster igual ao dele. Com sua foto. E escrever o que quiser embaixo. Olha o Jonas, minha coruja de pelúcia:

Jonas Obamizado

#Jesus Cat
Ligue as caixas de som e você verá que Jesus voltou – no corpo de um gato.

#Termômetro de Ouro no AOE
Embora os concorrentes sejam todos muito fortes, estamos indicados como melhor blog no prêmio mais quente da galáxia, o Termômetro de Ouro. Glue there e vota na gente. Ou não.

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Conquiste a garota seminua na banheira

Mas precisa entender inglês. Infelizmente, não tem legenda.

Como a barreira da língua limita bastante o acesso, vou explicar aos não-falantes que eu não estou apelando para a pornografia interativa pra conseguir visitas pro blog. Esse é um híbrido bizarro e genial de vídeo do YouTube com aqueles livros tipo RPGQuest (o nome era esse?), em que você era um herói, tinha X opções e cada uma delas te levava a uma página diferente do livro, na qual você encontraria outra situação… etc. É parecido com aquela brincadeira dos zumbis que eu postei aqui outro dia.

A diferença é que esse vídeo tem uma mulher seminua numa banheira, um humor nonsense e um narrador genial. E você pode escolher entre opções improváveis para conquistar a garota na banheira, como passar um esfregão na cara dela, afogá-la ou descascar-lhe batatas.

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Algumas coisinhas importantes, mas pequenas

Queria falar várias coisas pequenininhas então copiei a Lilha.

Achei o formato conveniente e acho que vou adotar isso como uma seção fixa de pequenas notinhas. Alguém tem um nome?

#site legal:
Explain This Image será sua principal fonte de improdutividade no trabalho essa semana. O site reúne apenas imagens cujo nível de bizarrice seja tão alto que não seja possível explicar… explicar. Como assim? Olha um exemplo:

#outro site legal:
Obama on Drugs. Porque ninguém pode ser tão cool de cara limpa. Tem o mesmo humor esquisito e refinado de Wagner & Beethoven, mas já aviso antes que ou você vai achar muito engraçado ou vai achar muito ruim. Eu gosto.

#o retorno de lost explodiu meu já frágil cérebro:
Fiquei esperando o release vazar pra baixar os episódios até as 2h, daí não saiu. Coloquei o despertador pras 5h, acordei e – o e02 saiu antes do e01! Baixei o que estava disponível e fui dormir. Acordei às 11h, penei pra achar um link verdadeiro e sem bug do e01, e nesse período resisti bravamente ao ímpeto de não assistir o e02 antes do e01. Rolou um boato que a CBS usou um modo de compressão no e01 que dificultou a ripagem. Daí eu pergunto: com essa história toda de voltar no tempo e ir pra frente nele de novo, será que não era pra gente assistir MESMO o e02 antes do e01? Eu, heim… virais malucos. Só acho que seria uma PUTA idéia se os caras fizessem algo assim.

#fui na cparty, conheci amigos e joguei um paintball laser maluco:
Ronald Rios não deixou a fama subir a cabeça e foi simpático – apesar da gente nem ter conversado, foi só um cumprimento. Rafael Slonik é um desses camaradas extrovertidos, que te perguntam ‘quem é você?’ com sincero interesse se perceber que a pessoa tá meio deslocada. E a Gisele Ramos é gente finíssima, como era de se esperar.

Além disso, no sábado, me chamaram pra jogar um laser shot com blogueiros. É uma espécie de paintball, mas sem bolas de tinta – tudo funciona com armas de laser e coletes. Queria fazer parte da equipe do Jovem Nerd, mas eles me rejeitaram. Minha equipe era muito legal (chamava Nerds With Lasers), mas nossa performance na arena inóspita e sanguinária foi pífia, e perdemos. O Jovem Nerd, em primeiro lugar, ganhou um Wii. Mas eu tava feliz só por ter participado. Olha:

eunolasershot

#eu era do rock desde sempre
Quer a prova? Check it out, man:

roquenrou

Desculpe, você perdeu. Não dá pra ser mais cool que isso. Nesse momento, eu ensaiava aquele movimento característico do Pete Townshend, de girar o braço, sabe?

#mais um sitezinho, só um, juro
Moralize.us é pra todo mundo que passa por um dilema moral. Insira lá sua dúvida, qualquer uma, e deixe as pessoas votarem nas respostas. Vai ser mais fácil abortar depois de ver que 77% de quem votou apóia a prática, não é mesmo? Viu? Com o apoio dos outros tudo fica mais fácil. Ufa.

#alguém tá precisando de estagiário na área administrativa?
Sérião. Tem uma pessoa muito importante e competente (além de sexy e inteligente), de 18 anos e estudante de economia, procurando desesperadamente algo desse tipo (finanças/adm). Se alguém de SP souber de algo, me avisa?

#os prêmios que eu vou dar
Depois da votação, já decidi o que vai ser. Ainda consegui um patrocínio legal pra dar mais coisas. Só tô esperando a grana proveniente dos posts patrocinados entrar. A promoção vai ser surreal, algo nunca visto antes. Aguarde e verá.

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Briga com o De Leve na Campus Party: tudo acontece por um motivo…

Quem me apresentou o som do De Leve (na época, ainda no Quinto Andar) foi um amigo meio-grafiteiro-utilizador de boinas de Che Guevara do colégio. Aos 16, roqueira, eu não conhecia nada de rimas e poesia na época, e achava que rap era só essa parada que cantavam os Racionais e que eu não gostava, não por achar ruim, mas por falar de coisas que não tinham nada a ver com a minha vida de burguesa.

Daí eu descobri que rap era muito mais que isso. Existia um movimento, gente fazendo coisa muito boa e dizendo coisas normais, rimando com talento daqueles que são congênitos. O De Leve, com o Quinto Andar, era um deles. Comecei com Largado, mas minha preferida hoje é Rolé de Camelim:

Mas nem foi por ser fã do De Leve que eu achei babaquice o que fizeram com ele na Campus Party (sério que você ainda não viu o vídeo? Segue:)

Fiquei revoltada porque o cara que se achou no direito de peitar e desrespeitar o trabalho de um artista de que ele não gostou (So what? Teatro Mágico tocou lá, um monte de gente não gosta e nem por isso nego quis tirar Anitelli do palco) com um chapéu de SIRI na cabeça e um adesivo do Firefox colado na testa.

Virbickas durante a briga com o De Leve

Ainda que houvesse a possibilidade remota desse cidadão (chamado Virbickas) ter algum motivo para achar que sua atitude está correta e em acordo com os preceitos de uma sociedade civilizada, no momento da briga ele perderia toda a razão justamente por estar com esse carangueijo na cabeça.

A ironia reside no fato de que um evento como esse, que comporta o público com mais acesso a informação do país, não deveria ser palco pra exemplos tão primitivos de intolerância – qualquer que seja, ainda que musical.

A revolta surgiu, ainda segundo Virbickas, pelo teor da letra das músicas do De Leve (México e O que nego quer). Ficam as dúvidas:

- Se fosse uma música do 50cent, que usasse termos equivalentes ou piores, Virbickas pediria ao DJ que parasse de tocar?

- Se houvesse alguma ou algumas gostosas parcamente vestidas rebolando em cima do palco, o número de gostosas  seria inversamente proporcional à vontade de Virbickas e dos outros de acabar com o show?

- Se fosse um show do Bonde do Rolê, Virbickas e campuseiros mal-educados também achariam as letras um desrespeito?

- Se fosse um show do Mano Brown, Virbickas demonstraria igual macheza?

E por fim, mas não menos importante: o cara reagiu desproporcionalmente a algo que não estava lhe agradando. Chamou a atenção de centenas, milhares de pessoas, pessoalmente e depois quando a coisa se espalhou pelas mídias sociais, não só por demonstrar intolerância e desrespeito, mas por fazer isso com um siri e um adesivo de browser na cabeça. A gente devia ter desconfiado que ninguém tão ridículo por acaso, sem objetivar nada maior. Dá uma lida nesse link aqui e entenda porque ele queria tanto, tanto chamar a atenção.

Se ele apagar, eu (e mais centenas de pessoas, certamente) temos o print.

*Alterado às 11h22 do dia 27/01* e ele editou, como previsto. Clique aqui e veja o print. Na pressa, printei sem um trecho do texto, ms 95% está aí e já dá pra pegar a essência da coida.

*Alterado às 19h26 do dia 27/01* O Savazoni, meu ex-chefe, publicou um vídeo do Carlos Carlos, do FizTV, muito esclarecedor sobre o episódio. Nele, rolam entrevistas com o Virbickas (‘Chupa’) e com o De Leve logo depois da briga:

*Mais eum ediçãozinha* Aproveitando que falamos dos melhores rimadores desse país, confira o fantástico trabalho de Chico Barney ao apresentar-nos o MC Papo, talentosíssimo rapper que rima com as mãos amarradas e em francês.

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