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Arquivo: Pop

Uma revelação sobre a Mamma Bruschetta que vai explodir seu cérebro

O título é bizarro, mas confie em mim e continue.

Na noite dessa quarta, muita gente tava assistindo à estreia (agora sem acento) da 5ª temporada de Lost ao vivo e comentando pelo Twitter. As pessoas estavam relatando surpresa e nós mentais, bem característico de episódios do seriado. Mas nada poderia ter chocado mais a comunidade twitterística da madrugada do que a revelação a seguir, feita pela @flaviadurante:

Mamma Bruschetta é o Zero do Rá-Tim-Bum

Como assim?

Mamma Bruschetta, a maioria de vocês deve saber, é um personagem bizarro que comenta novelas e fofocas em algum desses programas que passam à tarde, e que é um homem parecido com um mulher ou vice-versa. Muita gente tem dúvida sobre isso, e eu já me envolvi em discussões calorosas afirmando que ela era ele. Se ainda não sabe, talvez você seja capaz de reconhecer pela foto (ou por esse vídeo do aniversário dela, imperdível):

mamma_bruschetta

Agora, a segunda parte.Você assistia Rá-Tim-Bum, mas não lembra quem é Zero? Acho que a solução mais adequada é deixar que o YouTube refresque sua memória (a sensação familiar de ‘aaaahh, lembreeeei’ precede a explosão da sua cabeça em seguida):

SIM, é ela. O ZERO É A MAMMA BRUSCHETTA. Nesse momento sua mente está em negação, mas daqui a alguns segundos tudo ficará muito claro e fará muito sentido. Sim, sim, eu também passei pela negação. E sei que agora não adianta falar, mas eu JURO que lembrava da Mamma Bruschetta de algum lugar, com alguma referência anterior…

Foi quase como quando eu descobri que o logo do Carrefour era um ‘C’. Porque eu via um ETzinho ali, desde sempre. E não fui só eu: essa ilustração, tirada de um post do Irmãos Brain que desvenda o mistério, prova que outras pessoas também viam um ETzinho (consciência coletiva e tal):

carrefour3

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Microsoft Songsmith é o programa mais engraçado da história

Você chama um programa gratuito de Freeware. Um software daqueles que você testa por 30 dias e depois precisa adquirir a versão original é chamado de Shareware. Mas a Microsoft, com a criação do Microsoft Songsmith, inaugurou uma nova categoria de software: FAILware.

Microsoft Songsmith

O Songsmith é o melhor amigo do letrista solitário, que não é bom em compôr melodias. Basta cantar sua letra criativa sobre uma base de bateria que o programa disponibiliza, setar algumas preferências e – voilà – você tem sua própria música personalizada pessoalmente por você mesmo! E feita POR UM COMPUTADOR! De maneira intuitiva, prática, barata e indolor!

UAU! Mas isso é fantástico!

Na teoria. Pois veja os resultados com músicas de verdade (só pra ter uma idéia de como o programa é bom em detectar a melodia ideal para a letra que você criou):

Um clássico do mambo… quase não se nota a diferença: The Police, com Roxanne

Pérola do britpop convertida num cancan maluco:  Don’t Look Back in Anger, do Oasis

E fica pior: nego musicou até discurso do Obama, que aliás ficou de uma simpatia e alegria indescritíveis.

Como se a coisa não pudesse ser tão bizarra, a Microsoft vem e lança o produto com esse fantástico comercial, no qual a protagonista usa um Macbook (é sério). E puta merda, se você não viu nenhum dos vídeos acima, garanto que ao menos esse aqui vale cada um de deus 4 minutos:

O YouTube tem mais um monte experiências que corroboram para o FAILware da Microsoft que foi batizado de Songsmith. Dá uma olhada, é engraçado. Depois, faça o download da versão trial do FAILSmith (só vale por 6 horas, mas também, quem ia querer usá-lo mais do que isso) no site oficial e compartilhe conosco suas FAILsongs.

(Vi aqui. E depois aqui, com versões em MP3 pra download. E aqui, em seguida.)

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As abelhas estão desaparecendo da Terra

O último filme do M. Night Shyamalan que eu assisti se chama The Happening, cujo nome em português é O Fim dos Tempos, e nele acontece mais ou menos o mesmo que acontece em quase todos os filmes desse cara (menos em Sexto Sentido): algo estranho está acontecendo, embora ninguém saiba muito bem o quê e embora algumas pessoas pareçam saber, porque agem estranhamente, mas não sabem.

M Night Shyamalan

O figurante de Caminho das Índias diretor de cinema M. Night Shyamalan


No final, ninguém fica sabendo o que de fato estava acontecendo, a coisa estranha que estava acontecendo pára de acontecer e espera-se que dali você tire uma moral, porque tudo é na verdade uma metáfora para alguma crítica social.

Ah! E nos filmes dele ninguém gargalha – exceto as crianças, ainda que muito raramente.

Foi assim em Sinais, A Vila, Dama da Água (o único que eu de fato não gostei) e com esse de agora, O Fim dos Tempos. Mas foquemos no último, de novo. Nesse, as pessoas começam a morrer misteriosamente. Daí descobre-se que é algo no ar – uma espécie de veneno, que faz com que as pessoas entrem em pane, percam o senso de sobrevivência e provoquem sua própria morte do jeito que estiver à mão.

O negócio é que esse filme começa da premissa que as abelhas estão sumindo da terra. O Mark Wahlberg, que é o professor-mocinho no filme, explica aos alunos que as abelhas estavam desaparecendo das colméias. Os apicultores não sabiam explicar o que estava acontecendo, porque não encontravam os corpos nem nada – elas simplesmente evaporavam.

Pois que eu fui pesquisar sobre isso aí e parece que é verdade.

As abelhas começaram a sumir no meio de 2007 nos EUA e isso afetou muito as safras da época, já que gerou desequilíbrio no ecossistema. As abelhas são responsáveis pela fertilização cruzada das florzinhas, porque passam em uma, pegam pólen, depois vão para outra e no processo acabam levando pólen da planta anterior.

Os relatos dos apicultores partiram de 22 estados dos EUA simultaneamente. No início, não havia nenhum tipo de indicação do motivo do sumiço. Biólogos, cientistas – ninguém sabia explicar que diabos acontecia. Em setembro de 2007, uma pista: um vírus australiano podia estar causando a morte das abelhas. Mas nada foi comprovado. Um documentário sobre o assunto está sendo produzido, mas parece que nada ainda foi concluído.

No filme, a explicação que se dá pra isso é nenhuma, porque como eu disse, a gente nunca fica sabendo o que está acontecendo. Mas tem uma moralzinha do tipo ‘a natureza às vezes faz coisas catastróficas que a gente jamais vai entender’.

E quer saber? Eu acredito nisso. Se eu fosse uma abelha, e tivesse descoberto um jeito de cair fora, já tinha ido. Se a Terra é um ecossistema de ecossistemas, ou seja, um organismo formado por um monte de orgãos, uma analogia de um ser vivo, ela tem sim meios de repelir e inibir predadores – opa, nós. Todo mundo fala em ‘fim do mundo’ e ‘destruição da terra’, mas a Terra tem meios de se regenerar e de se defender. É com a nossa espécie que devemos nos preocupar.

Aliás, a mulher nesse vídeo diz isso:

Tem mais um monte de capítulos, todos disponíveis no Youtube, através desse link. Mas a questão principal nem tem a ver com eco-xiitismo ou qualquer outra coisa assim. O mais importante é entender pra onde foram as abelhas e por quê – e o pior é que talvez nunca saibamos a razão real.

Só que, no fundo, todo mundo sabe que só uma pessoa poderia ser responsável por esse genocídio de abelhas…

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A Flora tá destruindo a fauna! (RÁÁÁÁÁ)

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Conheça Marli, a Björk do agreste

Eu ponderei um pouco antes de veicular isso aqui. Pesquisei e descobri que é bem velho; ou seja, não estou falando de nada super novo e legal na internet. Além disso, é completamente trash e muito, muito perturbador.

Mas na possibilidade de alguns de vocês ainda desconhecerem a Marli, gostaria de fazer as honras.

Marli é doméstica de Ipirá, na Bahia, e seu talento para uma emulação trash com estética da fome da Björk foi descoberta pelo filho de seu patrão, que explica tudo detalhadamente aqui no FAQ do site da Marli.

Lembre-se: quando eu publico esse tipo de conteúdo, é só para garantir que você não se esqueça de que não é prudente duvidar das capacidades do ser humano. Reflita.

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Direito de resposta: Camelo conta como conheceu Mallu

Às vezes me sinto mal de ficar dando minha opinião velha e conservadora sobre Mallu + Camelo. É porque no fundo tem algo nela com que me identifico – provavelmente o cabelo. Nas outras horas, quando vejo que ela tá se tornando uma pessoa esquisita, não me sinto mal, não. No final, gosto da Mallu cantando e gosto de algumas músicas dela, mas tornou-se insuportável vê-la falar sobre qualquer coisa, e isso é assustador, porque ela costumava ser normal – meio tímida, ok, mas normal.

Mas já que eu já argumentei tanto por esse lado, olha o outro aqui: o próprio Camelo explica como conheceu Mallu Magalhães.

Comentários não se fazem necessários.

(Vi no blog do Ian)

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Tô com muito sono

Significa que vou mais cedo pra cama, e não vou escrever. Daí eu durmo mais, afinal o limite é entre 8h30 e 9h, quando as marteladas começam. Mas já que você veio, vê o Fábio Porchat fazendo stand-up no Altas Horas e começa bem o seu dia (ou termina bem a noite, sei lá):

Esse negócio de stand-up já tá mó batido, mas os caras bons são sempre bons. E esse é provavelmente um dos únicos caras que eu chamaria de histericamente engraçado. Nervoso e desesperado e engraçado.

(Diga da Gi)

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Rave de Jesus é coisa do passado: veja a rave da Eloá!

Há quem se surpreenda com a rave pra Jesus. Mas esse tipo de comemoração já tá fora de moda. O negócio agora é rave da Eloá!

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Segundo informa o Bruno nesse link do Limão, a festa – chamada ‘Balada de Responsa’ é organizada por um fulano com o delicado nome de Andre Kaveira, que comanda uma ONG no Pará.

O objetivo, de acordo com a organização, é conscientizar os jovens para a doação de orgãos. A festa rola nesse dia 13 (desculpe avisar tão em cima, leitor Paraense!) e conta com as presenças imperdíveis da banda de pagode Jeito Inocente, da DJ Sainha e, como destaque, traz Serguei (SIM, ELE) e a Mulher-Filé pra animar a galera. Na verdade, as atrações são dezenas – confira a lista completa e vomite aqui.

Eu achei os convites bem apropriados porque se tem alguém que entende de doação essas pessoas são o Serguei (que é pansexual) e a Mulher Filé.

Eu poderia passar parágrafos criticando a bizarrice de um evento que usa a imagem de uma menina que morreu associada à doação de orgãos para angariar patrocínio – ainda mais sob a fachada de que é um evento beneficente, de conscientização. Sim, porque todos esses músicos produzem letras cheias de mensagens muito ricas. Toda a volúpia e sensualidade das gostosas que se apresentarão também contribuirão, muito certamente, para que o público do evento – especialmente o masculino – reflita e se mobilize para a importância da causa de doação de orgãos. E quer um ambiente melhor para se conscientizar e mobilizar jovens do que show de pagode e funk? Como ninguém nunca pensou nisso antes?

Mas não vou fazer nada disso, porque a própria mãe da Menina Eloá de Santo André apóia o evento. E se ela apóia, quem sou eu pra falar alguma coisa, né?

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É hora de comemorar: como organizar sua festa de despedida de George W. Bush

Você sabia que a posse de Barack Obama vai reunir 4 milhões de pessoas em Washington? Pois é. É a festa da democracia elevada à várias potências, é a consolidação da mudança e a recompensa para quem de fato acreditou.

Eu sei, eu sei. Eu também queria estar lá. Mas é preciso ficar atento para o oooooutro lado da notícia. Sim – a posse de Barack Obama vai ofuscar um acontecimento infinitamente mais ilustre. Digamos que é algo que, por uma coincidência quase inexplicável, vai acontecer exatamente ao mesmo tempo e é muito melhor que Obama como presidente dos EUA.

bush1É que no dia 20 de janeiro de 2008 George W. Bush deixa a presidência dos EUA. E só um outro jeito de olhar a coisa, mas torna tudo muito mais legal.

E a gente não pode ficar parado. Se 4 milhões comemoram a posse de Obama, o mundo inteiro precisa comemorar. É pensando nisso que o site Bush Bye Bye Party foi criado. Lá, você organiza e divulga sua festa de despedida de George W. Bush, em qualquer lugar do mundo. Você pode criar sua festa ou procurar por uma festa perto da sua casa! Eu já achei uma no meu bairro.

Mas tô pensando em organizar eu mesma uma dessas festas. Temática, e grandiosa, como deve ser. Olha aí minhas idéias:

Petiscos: Pretzels, é claro!

Bebida: todos sabemos que o presidente Bush aprecia uma birita (ele era alcoólatra, mas diz que se curou). Em homenagem a ele, pode ser qualquer coisa bem alcoólica, mas ele tem cara de whiskeiro.

No som: o número de bons artistas que se opôs contra Bush nesses 8 anos é imenso. Se no começo era coisa de revoltadinho engajado, no fim até o Green Day gravou música contra. Vale REM, Pearl Jam, Bruce Sprinsgteen e até as Dixie Chicks (só pela intenção).

Na TV: W, documentário-fake do Oliver Stone, é uma boa pedida. Senão, pode deixar os filmes anti-Bush do Michael Moore rolando na TV. Sem som e com legenda, que é pra não atrapalhar a música.

Gincana: que tal uma brincadeira para animar a galera? Essa será uma caça-ao-tesouro adaptada. Diga a todos os convidados que você tem armas de destruição em massa escondidas em pontos estratégicos da casa e que eles devem achá-las. Quando eles completarem algumas horas procurando e parecerem exaustos, conte-lhes a verdade: NÃO HAVIA ARMA NENHUMA! Nossa, isso vai ser engraçado. Queria só ver a cara deles.

Não esquece de pedir pra turma tirar os sapatos ao entrar. E, como lembrancinha no fim da festa,  pode distribuir esse mimo de brinde pros convidados:

Torres gêmeas de pelúcia

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Mallu locona

Síndrome de artista. Daqui a pouco ela tá falando igual ao Tom Zé, com as pausas do Gil e a eloquência do Suplicy. Vai ver tá andando demais com o naipe pseudo-intelectual de Los Hermanos. Se bem que o Camelo nunca pareceu babaca…

Mas é aquela coisa, né? Se uma pessoa fala que você é foda, beleza. Se dez pessoas falam, você começa a ficar desconfiado. Mas se todo mundo fala muito bem de você todos os dias durante tanto tempo… não há quem não acredite. Não dá pra esperar que a pessoa não surte, ainda mais se ela tiver 16 anos.

As legendas do vídeo são engraçadas, mas eu não acho que a Mallu é fabricação de mercado, não, portanto discordo do delicado apelido atribuído, Jaballu.

(Vi no Insensatotal)

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Cheat codes não tornam a vida mais fácil

Viver, em si, não é um negócio fácil. Existem algumas complexidades em viver que a gente só compreende vivendo. Fico satisfeita em constatar que, seja lá quem estiver lendo isso, compreenderá o que estou dizendo, porque certamente estará vivo. De qualquer forma, a vida no dia-a-dia vem com monte de exigências sociais, expectativas suas e dos outros. É preciso lidar com todos os estímulos, com as diferenças, com as outras pessoas, tudo ao mesmo tempo.

Às vezes, eu desejo que a vida fosse um pouco mais fácil. Não tô dizendo que ‘oh, eu tenho muitas dificuldades’, mas algumas coisas são bem enroladas e poderiam ser mais simples. Mas e só um pouco. Uma facilidade aqui e outra acolá, não uma vida muito fácil. Porque olha só o que acontece com as pessoas cuja vida é (ou se torna) muito fácil: muitas acabam enfiando o carro do pai num poste, outras ficam esquisitas, outras perdem a cabeça

Paris Hilton entediada

Não é a toa que ela vive com cara de 'tô de saco cheio'

Quando penso em ‘vida fácil’, a primeira pessoa que me vem à cabeça é a Paris Hilton, que deve ser uma pessoa absolutamente entediada. Muito divertidade, no começo, mas entediante num segundo momento. Exemplifico: eu tenho algum motor pra continuar vivendo, que é conquistar algumas coisas que não posso agora. Ok. Mas ela não têm isso. Posso estar julgando mal, mas arrisco dizer que a Paris Hilton não almeja nenhuma conquista espiritual ou pessoal em grande escala, assim. Tipo atingir um estado de iluminação. Logo, dá pra supôr que todas a soutras aspirações dela podem ser compradas com dinheiro. Então, não há nada que a impeça de ter tudo o que ela quiser e fazer tudo o que lhe convir agora. E isso deve ser muito legal no começo, mas depois é algo que provavelmente me entediaria. É por isso que essas pessoas normalmente são pegas fazendo coisas absurdas, tipo o Boy George e o George Michael. O que resta de interessante para essas pessoas fazerem que não possa ser comprado com dinheiro?

E ainda assim a vida da Paris Hilton, em alguns aspectos, deve ser mais difícil do que a minha: ela lida com pressão de todo mundo, por causa da visibilidade que tem, e precisa decidir o que fazer com tanto dinheiro. NOT

Daí leio coisas como essa (clica pra ler):

Carol Miranda tira costela

Carol Miranda, aos desinformados, trata-se da sobrinha da Gretchen que fez um filme pornô e perdeu a virgindade na frente das câmeras. Supostamente.

Sabe quando você joga videogame? Você joga um pedação, passa várias fases na honestidade e no suor, e daí descobre que tem uns cheat codes disponíveis. Você resiste um pouco, mas chega num trecho especialmente difícil, em que você vai precisar daquele código que te dá munição infinita. Daí você pensa ‘vou fazer só esse código, só pra passar dessa fase. Depois eu desabilito, continuo a jogar e tudo bem’. Mas você faz o código da munição infinita. E você vê que é bom. E você resolve que não há mal em continuar jogando com ele. Daí, vem outra fase com um trecho difícil, e você habilita outra função do cheat code. E em breve o jogo não terá nenhuma graça.

Tirar duas costelas, para mim, é o equivalente na vida real a fazer cheat codes no video-game. No geral, compulsão por cirurgias plásticas, pra mim, é exatamente isso. Por algum motivo, a gente chegou num ponto em que consegue comprar praticamente tudo com dinheiro. E daí a gente quer mudar cirurgicamente, o que é uma intervenção agressiva no corpo humano, tudo o que dificulta nossa vida. Mesmo que seja só um pouco, e mesmo que fosse possível, digamos, jogar por mais tempo em fases chatas para recolher mais cartuchos. Só que isso levaria mais tempo. Seria mais natural, menos agressivo, mas é difícil. E você não quer mais dificuldades, né?

Há limites no video-game quando a gente coloca um cheat code? Não. E é assim que a gente tá vivendo, sem limites, no sentido de que tudo que incomoda pode ser mudado com dinheiro. Ninguém mais enfrenta as coisas de fato, busca o meio natural de resolvê-las. E pode aplicar isso a todas as coisas: quando você fica insatisfeito com um serviço público, por exemplo, você luta melhora melhora dele ou pagar por ele? Escola pública, segurança particular, plano de saúde…

Temo que, como no videogame, quando o jogo fica muito chato quando você pode fazer tudo, a gente acabe assim, pra sempre insatisfeito e entediado. Sobre o tédio, como já vimos, ele pode gerar fenômenos sociais que são aberrações. E quanto à satisfação, infelizmente, não dá pra comprar satisfação eterna, mesmo com todas as plásticas, escolas particulares e festas homéricas à là Paris Hilton do mundo.

Donatella Versace deformada

Donatella Versace que o diga


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