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Quero te presentear e preciso da sua ajuda

presente

Tô afim de fazer uma promoção pra reverter parte da grana dos posts patrocinados em recompensa pros leitores. É porque eu gosto muito de vocês e sinto que deveria recompensá-los por aguentar minha rabugice, meus ocasionais deslizes de qualidade e todo o resto.

Mas como a parada é pra vocês, mesmo, achei que seria fundamental perguntar antes – o que vocês gostariam de ganhar?

Conhecendo o perfil de quem entra aqui, acho que seria legal algo como um vale livro ou DVDs de séries. Mas quero confirmar, portanto, responda aí: que troço eu devo oferecer promocionalmente aqui que vai tornar mais fácil aturar aquele selinho chato de ‘este é um artigo patrocinado’? E se alguém tiver uma idéia bem legal e diferente
do tradicional, por favor, estou receptiva. Manda bala nos comentários.

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De férias por uns dias

Como percebi que você também tirou umas férias daqui (as visitas do blog caíram drasticamente), farei o mesmo.
Férias = só posto se o texto brotar da minha cabeça sem que eu possa fazer nada para controlar isso. Acontece bastante. Mas não dá pra garantir, então pode ser que eu só volte em 2009.

Antes de ir, quero agradecê-lo pelas 25 indicações obtidas no concurso Best Blogs Brazil 2008. Elas me garantiram classificação para a final na categoria Pessoal e Cotidiano, e com a vantagem de ser o segundo blog mais indicado. Tudo bem que o blog que teve mais indicações na categoria recebeu SETENTA E CINCO, mas sempre há uma esperança e eu confio em você, até porque votar num blog que já está lá é mais simples do que ter que indicar um.

Não sei quando a votação começa, mas aviso por aqui. Deve ser em janeiro.

No mais, desejo um Natal alegre e cheio de… pô, sei lá, ninguém da nossa idade ganha presente. Não vou desejar amor paz felicidade harmonia e essas coisas, porque isso é o que a gente deseja normalmente pras pessoas. Mas dá pra desejar que o ano que vem seja melhor que o que passou.

Ah, falando em ano novo, tive umas boas idéias de listas de ano novo… então talvez eu volte antes de 2009, sim.

Boas festas!

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Ajudando um amigo a mostrar a todos que ele dança como uma garota

Estou ajudando o Ian Black para ele ganhar o Desafio LG, e por isso estou divulgando o vídeo RIDÍCULO dele dançando o tema do FLASHDANCE:

Quem quiser ajudá-lo, basta seguir as instruções no Enloucrescendo.

Esse é o jeito que encontrei de agradecer (um pouco) ao Ian pelas várias coisas que ele fez pelo blog desde que o conheceu, no fim do ano passado: hospedagem, divulgação e uma série de outras coisas.

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On the road again: 10 lugares que eu gostaria de conhecer antes de morrer

On The Road Again - blogueiro oficial!

Sou uma cidadã do mundo e sei disso há muito tempo. E é por isso que tenho compilado, desde sempre, uma lista mental de lugares que gostaria de visitar, por um motivo ou por outro. Ignorando o fato de que, na verdade, eu gostaria de conhecer todos os lugares, escolhi dez que eu preciso visitar antes de morrer.

10 – Tibet

Tibet

Cara… dizem que é bom para meditar, não é? E que tem arroz pra cacete. E eu sei que tudo que eu preciso, no fundo, são uns bons anos meditando. O arroz eu não preciso, mas deve ser interessante.

9 – Rússia

Uma vez sonhei que estava na Rússia. No meu sonho preconceituoso, a Rússia era como no 007: Goldeneye para Nintendo 64 – era cinza, tinha pessoas com fuzis caminhando pela rua (crianças, inclusive, e eram briguentas), tocas peludas e muito, muito gelo. Como essa visão certamente não corresponde a toda a realidade envolvendo esse país dos tomadores de Vodka, decidi que precisaria conhecer a verdade um dia desses.

8 – Islândia

Islândia

Assisti a um documentário no Record Espetacular, há muito tempo, que dizia que a religião oficial da Islândia era o paganismo nórdico. Mas pesquisando para escrever esse post, descobri que não era verdade.

Ainda assim, apesar de ser um país quebrado e leiloado no eBay, é um dos lugares que eu gostaria de conhecer por causa da cultura (essa sim, muito influenciada ainda pelo paganismo nórdico), por causa do frio e por causa da existência de alguns fiéis do paganismo, que fazem rituais próprios (e, porque não, devem tomar hidromel!) Além disso, tem aquelas pradarias esverdeadas, e os Fjörds.

7 – Seattle

Nunca gostei mais de uma banda do que do Pearl Jam. E o Nirvana foi o responsável por por abrir para mim as portas do rock’n'roll. Eu sempre sonhei em conhecer a capital do Grunge, mesmo que o Grunge seja só um nome, e que lá seja frio e que todos por lá usem camisas xadrez de lenhador e não tenham nenhum senso de moda.

6 – País de Gales

País de Gales

Por causa da língua, super misteriosa e incompreensível, e da cultura, que ainda guarda características da cultura celta aqui e acolá, eu sempre achei que esse seria um lugar muito legal para conhecer. E há os castelos.

5 – Holanda

Ok, agora eles estão regredindo nas liberdades, mas não é lá onde é tudo liberado? Além disso, me parece um belo país pra visitar se você não tiver fazendo nada, assim, numa tarde de julho.

4 – Itália

Eu estudo italiano. Há dois anos, para ser precisa. E dois anos de idioma trazem, no mínimo, vontade de ir pra um lugar onde você possa praticar 24 horas por dia e falar direito. E todos os meus livros didáticos tem imagens de paisagens lindíssimas e comidas deliciosas.

3 – Irlanda

Não sei, mas a Irlanda me parece o lugar ideal para ir se vocêr quer saber o que é o Reino Unido mas não quer a loucura de Londres. Dublin é um nome legal demais para passar batido, e o sotaque deles só não é mais legal do que o da Escócia (poxa, também gostaria de conhecer a Escócia).

2 -São Tomé das Letras

São Tomé das Letras

Já mencionei minha vontade de ir para a cidade aqui, uma vez. Interessada que sou por fenômenos inexplicáveis, tipo ETs e coisas místicas, não poderia ter ficado mais curiosa quando meu pai mencionou, há muitos anos, que lá havia uma ladeira em que eu carro descia – para cima. Já tentei mais de 4 vezes engajar amigos na ida para São Tomé, mas eles nunca se animaram de verdade. Quem sabe eu acabe indo sozinha…

1 – Egito

all_gizah_pyramids

As pirâmides, meu caro. As pirâmides. Preciso dizer algo mais?

De qualquer forma, enquanto eu não viajo, tem uns caras viajando. O Patton, agora, está na Colômbia. Lá, ele escolhe a Miss On The Road Again, cozinha lagostas e visita uma tribo de índios Wayuu e conversa com eles sobre seus costumes, inclusive o curioso ritual feminino de passagem de ‘menina’ para ‘mulher’ – olha o vídeo:

Os vídeos da aventura estão todos disponíveis nessa playlist.

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Você quer conhecer gente que tem tudo a ver com você?

Você está solitário e carente? Sente que quer conhecer gente bonita, legal e interessante? Pois venha para o CHATLINE!

A azaração aqui rola solta, 24 horas por dia! Gente do bem, descolada, batendo altos papos a qualquer hora do dia e da noite! E se a conversa ficar mais interessante, você pode ir para uma sala reservada! Basta…

Ok, brinks.

Adicionei ali na barra (ou tentei enfiar, ficou tudo apertado porque não cabe. THÉO, me ajuda) da direita a super nova ferramenta do Google na empreitada de fornecer todos os serviços web possíveis e assim controlar todos os passos de todos os usuários.

Desconsidere essa informação alarmante e se cadastre no Google Friend Connect, essa caixinha verde-desbotada! Você vai conhecer as outras pessoas inteligentes e desocupadas que acompanham minhas elocubrações olhometrísticas todos os dias, a partir das 2h da manhã (nunca reparou? é a hora em que eu atualizo, comumente).

Teste e me diga se é legal. Se não for, eu tiro, porque não tá cabendo mesmo.

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Dá para ajudar Santa Catarina de um monte de jeitos


Essa semana, mandei um e-mail para os meus contatos próximos (e twittei, também) a possibilidade de doar dinheiro para as contas da Defesa Civil em Santa Catarina assim que ela surgiu. Não costumo fazer esse tipo de coisa porque acho que cada um sabe de si no quesito ‘vamos ser solidários’, mas a situação por lá tá crítica demais, e por isso resolvi divulgar por aqui.

Existem várias maneiras de doar. Há postos da PM em toda Grande SP recolhendo doações de água e cobertores. Além disso, a Hering em São Paulo está recolhendo doações de roupas, alimentos não perecíveis e remédios. O endereço:

Rua do Rócio, 430, 3º andar
cep 04552-000
Vila Olímpia – SP

Para quem preferir depositar em dinheiro, essas são as contas da Defesa Civil de SC:

Banco do Brasil (BB)
Agência 3582-3
Conta Corrente 80.000-7

Banco do Estado de Santa Catarina (Besc)
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0

O depósito deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil-Doações. O CNPJ da Defesa Civil é 04.426.883/0001-57

Para terminar, o Buscapé fez um site para quem achar mais fácil doar por boleto bancário ou cartão de crédito (meu caso).

http://www.pagamentodigital.com.br/ajudesantacatarina/

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O que faz um jornal custar 150 dólares?

Quanto você pagaria por um jornal de ontem?

Eu faço jornalismo e sei que não dá para ganhar dinheiro com a minha profissão. Mas Barack Obama é tão magnânimo e messiânico que ele é capaz até de fazer com que o trabalho de profissionais do meu ramo se valorize de maneira incalculável.

Na quarta, 5, quando ele foi declarado oficialmente o presidente eleito, os jornais com sua foto na capa sumiram das bancas. As maiores publicações tiveram dificuldade em acompanhar a demanda. E os sortudos que conseguiram comprar um exemplar não dormiram no ponto: no e-bay já tem mais de 800 exemplares de jornais do dia da eleição de Obama.

Um lote de 400 exemplares do Chicago Tribune sai pela bagatela de 1100 dólares. O jornal manchetou uma capa-pôster do novo presidente dos EUA. E um único exemplar do New York Times do dia da eleição de Obama não sai por menos que 150 DÓLARES! O Chicago Sun Times, com outra foto-pôster na capa, até que tá barato: 50 dólares.

Isso parece encerrar a discussão que os professores insistem em levantar na faculdade, sobre o fim do jornal impresso. E se não encerra, joga uma nova luz sobre o tema – afinal, duvido que as pessoas estão correndo para comprar as prints das capas dos sites de jornais que noticiaram a vitória do Obama.

No mais, ele nem tomou posse ainda e já começou aquecendo a economia. Bonito pensar que as pessoas devem realmente comprar esse tipo de coisa, enquadrar, guardar de recordação para mostrar para os filhos daqui a 30 anos. Mas o mais curioso é que boa parte dos jornais que noticiaram, digamos, a eleição do presidente Lula, no dia seguinte já estava embrulhando milhões de peixes por esse Brasil afora.

Obama mal foi eleito e já fez jornaleito ficar rico.

(Fonte:Jornais com Obama na capa esgotam nos EUA)

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A verdade sobre Barack Obama


Ei, vocês aí embaixo? Otários!

Acompanhar a eleição americana um pouco mais de perto surpreende. Você chega, olha os resultados das pesquisas e não entende como os candidatos podem estar empatados. Afinal, daqui do Brasil a gente só vê Obama. Os jornalistas amam o Obama, e lá nos EUA também, com a imprensa tradicionalmente republicana. Obama é jovem e carismático. Além disso, tem o nome parecido com o de Osama (o Bin Laden) e é negro.

No início, eu já gostava do cara pela ironia da coisa e pelo conceito revolucionário: o primeiro presidente negro dos EUA, país com especial histórico de repressão aos negros, com Klu Klux Klan, os guetos, as guerras entre brancos e negros nas ruas, o assassinato de Martin Luther King. Aqui no Brasil, como os jornais só nos trazem Obama, é Obama quem temos.

Mas Obama não tá nem aí para nós, não. E disso ninguém fala. Obama não quer ter nada a ver com a parte de baixo da América. Obama apóia parcerias comerciais dos EUA com a Europa. Ele nem menciona os países da América Latina na parte de ‘política internacional’ dos debates.

Mas ele tem planos para a América Latina, sim. E eles envolvem não apoiar nossa produção de etanol e consideram a Amazônia um recurso global.

Em maio deste ano, quando ainda era pré-candidato, Obama propôs um plano para o continente que chamou de ‘Nova parceria para as américas’. A proposta é ‘reestabelecer a liderança americana no hemisfério’. O texto tem uma parte dedicada ao Brasil, que foi traduzida pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, publicado no Terra Magazine na ocasião, e pode ser encontrado na íntegra aqui (ou aqui em inglês), já que o blog do Azenha não está mais no Terra. Vou reproduzir alguns trechos:

O caso do Brasil: O Brasil é um exemplo do grande potencial das energias renováveis na América Latina, além dos riscos que devem ser evitados. (…) A região da Amazônia, um importante recurso global na batalha contra o aquecimento do planeta, cobre quase 60% do Brasil. Perdeu 20% da floresta – 1,6 milhão de milhas quadradas – para o desenvolvimento, a exploração da madeira e a agricultura. (…) Os produtores domésticos de etanol nos Estados Unidos se preocupam com razão com a competição do Brasil, que é o maior exportador de etanol do mundo. (…) Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável por toda a América Latina de forma a que ao mesmo tempo promova a auto-suficiência e a criação de mercados para os fabricantes americanos de energia verde e de biocombustíveis.

Deu para entender a idéia? Barack Obama não quer etanol brasileiro. Ele acredita que estimular a produção de etanol pode estimular a plantação de cana na Amazônia, desmatando florestas que ele considera ‘recurso global’ no combate ao aquecimento. ‘Recurso Global’ é estranho, um pouco megalomaníaco.

Então, se Obama for eleito, esqueçam as promessas de que o Brasil é o paraíso futuro do etanol. Ele quer dar incentivos à produção americana desse combustível e torná-los auto-suficientes.

A moral: Obama é fofo, alegre, sorridente, tem carisma e uma série de outras coisas que fazem ser quase irresístivel não votar nele (no nosso caso, torcer por ele). Parece ser o tipo de cara que vai fazer as coisas mudarem. E ele vai, mas não para nós.

E McCain, apesar de feioso, esquisito, meio velho, de ter braços curtos e de ter uma vice lamentável, tem propostas de política externa muito mais compatíveis com os interesses do Brasil.

Se nada disso te convenceu, no vídeo abaixo Obama mostra quão importante a América Latina é para ele:

(Colaborou indiretamente Gabriel Pinheiro)

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Os 20 melhores momentos mágicos da sinalização por Marcos Barbará

Existe um cara no Orkut chamado Marcos Barbará. Esse cidadão é dono de um humor refinado e de uma criatividade ímpar, que ele aplica em criar comunidades com temas intrigantes, como Ode à cabra, e as famosas Lenin, de três e Anão vestido de palhaço mata 8, clássicos do ócio criativo Orkutiano.

Mas é em seu tempo livre que Marcos produz grandes pérolas do humor contemporâneo. Quando não está fazendo nada, Marcos se dedica a criar legendas alternativas para placas bizarras de vários cantos do mundo. O resultado é de chorar de rir e as mais de 100 placas você encontra aqui. Mas eu selecionei os 20 melhores ‘Momentos mágicos da sinalização’, placas sabiamente legendadas por Marcos Barbará:

Não abandone seu alce enquanto praticar mini-boliche

Ao ser atacado pelo Santo Graal gigante, entre em total desespero

Dance alegremente com múltiplos bambolês

Não ofereça ecstasy a Thundercat

Proibido servir a própria cabeça alienígena em uma bandeja virtual

Ao fazer uma fogueira, não se esconda com seu filho dentro da TV

Não alimente o bebê-velociraptor com um pedaço de dedo

Pingüim pedófilo à frente

Use um estilo inovador de queda ao despencar da montanha

Mini-Padre Cícero preparando-se para caminhar pelo fio de telefone

Proibido discurso de bebê-alienígena

Local para pessoas com depressão profunda

Proibido ser Carmen Miranda

Proibido correr ao roubar um atum

Ao ser engolido por um alvo rolante, leia um livro

Proibido Darth Vader com carrinho de bebê

Messias em treinamento

Não hipnotize a criança com um ioiô

Não sirva seu filho como alimento para a marmota mutante

Proibido brincar de lutinha com o elefante

É, eu sei. Parabenize o sr. Marcos Barbará pelo scrapbook dele.

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Spore, Douglas Adams e a crise existencial

Como todo bom fã de The Sims, Sim City e todos os outros ‘Sims’, eu esperei Spore por muitos anos. O jogo foi anunciado há uns 7 anos, com outro nome (que eu nem me lembro). Comprei uma cópia original pelo Submarino nessa sexta, aproveitando o frete grátis.

Spore é provavelmente o jogo mais legal que eu já joguei em tempos. É um jogo para qualquer idade e qualquer gênero. Até a trilha sonora casa com perfeição com o jogo.

Spore é um simulador de criação de espécies. Você começa como um microorganismo, num lugar gigantesco chamado ‘água primordial’, comendo outros microorganismos menores que você, sejam vegetais ou animais, para assimilar os DNAs dessas outras espécies e evoluir.

Não demora, você já pode acrescentar mais flagelos (para correr mais rápido) ou mais quatro pares de olhos (para deixar seu bicho bem esquisito). As possibilidades de personalização de cada espécie são infinitas. É quase impossível que um bichinho seja igual a outro, depois que ele evolui. Além disso, Spore é jogado online, com milhares de outras pessoas ao redor do mundo jogando e desenvolvendo suas espécies.

Crescendo bastante na água primordial, você desenvolve pernas, chega à superfície e começa a desenvolver habilidades que te permitem caçar em bando, formar uma civilização e coisas assim. O último passo é a exploração do espaço sideral, de outros planetas. É inesgotável.

Eu era isso…

…e me tornei isso!

Por coincidência, acabo de terminar O Restaurante no Fim do Universo, e já comecei o volume seguinte da série de Douglas Adams, chamado A Vida, o Universo e Tudo Mais.

A combinação de um jogo desse com uma série dessas me tem feito refletir seguidamente sobre a absoluta insignificância da espécie humana na grande linha do tempo que é a história do universo. Eu entrei em crise existencial por causa de um jogo e uma série literária.

Ok, eu sou uma pessoa permanentemente em crise existencial, mas o combo Spore mais Guia do Mochileiro tem provocado reflexões muito freqüentes, reveladoras e um pouco fatalistas.

Nós somos só um pedaço do que já passou e vamos acabar muito antes do que ainda vai passar. Não falo de mim, ou de você, particularmente; falo do planeta terra. Somos um episódio num imenso livro de histórias. Se houvesse um livro de história contando o início, meio e fim do ‘tudo’, seríamos sortudos se fôssemos mencionados em um ou dois parágrafos.

Você consegue imaginar um mundo sem grandes intervenções humanas? Um mundo no qual as modificações da nossa espécie tivessem sido mínimas – sei lá, moradia, domínio da agricultura, da caça. O que a gente fez com o mundo é realmente admirável do ponto de vista das habilidades que isso demandou, mas basta um pouco mais de sensibilidade e a gente percebe que o planeta terra virou uma aberração. O progresso é uma coisa esquisita.

A verdade é que nós não entendemos nada. E não sei se iremos chegar a entender qual o real sentido disso tudo. Enquanto a gente não descobre, eu sigo jogando Spore e lendo ficção científica. Afinal, alguém precisa continuar fazendo algo de realmente produtivo nesse planeta.

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