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Esse cara curte muito arco-íris

Via Buzzfeed.

Editado: a versão com auto tune é mais divertida.


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Lost: algumas coisas antes do final

Lost acabou. Quer dizer, acaba em algumas horas. Ainda não sinto tanto, como senti a aproximação do fim de Friends. Espero que o final torne a despedida fácil, e mesmo assim seja bom.

O Matias me pediu pra mandar um texto pra publicar no QG dele, o Trabalho Sujo. Reproduzo o texto aqui, com algumas alterações (pra deixá-lo mais claro, escrevi depois de uma noite sem dormir). É uma reflexão mais geral, que é palatável mesmo para os não infectados (pela série, heh).

Quando eu entrevistei alguns fãs de Lost para a edição do Link sobre a série, houve um ponto em comum nos depoimentos. Todos eles disseram nunca nenhuma outra série foi capaz de fazer o que Lost fez com eles – em termos de ‘vício nerd’, por assim dizer. Deve ser por isso que quando você começa a falar de Lost nas rodinhas colam os tipos mais variados pra oferecer os palpites e as teorias: porque não importa que tipo de pessoa você seja, essa é uma série nerd que qualquer um pode gostar.

Lost teve todas essas coisas que mudaram a maneira como a gente assiste TV, mudaram a maneira como o espectador interage com uma série. Mas acho que a maior conquista (há os que considerem desgraça) de Lost foi nerdificar gente que em outros tempos jamais se imaginaria assistindo uma série de ficção científica, discutindo bolsões de eletromagnetismo e Efeito Casimir. Dá até pra dizer que Lost foi um dos responsáveis por tornar o nerd cool, também, essa transição magnífica que aconteceu depois da interwebs.

Outro motivo de identificação: as “coincidências” em Lost, que devem ser das coisas mais inteligentes que alguém resolveu enfiar no roteiro de um seriado. A maneira como as pessoas se conectam, sempre sob o famoso more ‘Everything happens for a reason’, atrai as pessoas porque, no fundo, todo mundo gostaria de saber que suas coincidências não foram coincidências, que existe um motivo por trás delas.

Lost não vai ter uma explicação científica no final. É que a série é sobre fé e ciência, mesmo. Eu não tô falando só dos dramas do Locke e do Jack: a Dharma é a ciência, a Ilha é a fé. É a história do homem avançando a ciência até um ponto em que a religião e o misticismo se fundam com a tecnologia. É uma cerca sônica que pode manter afastado um monstro de fumaça claramente místico, cientificamente inexplicável. A luz deve ser protegida para impedir o homem de avançar a ciência até a fé.

É impossível agradar todo mundo com um final baseado nessa premissa – eu mesma não sei se vou gostar (provavelmente, a essa altura). Mas acho que a ideia de um roteiro baseado nisso é fazer as pessoas pensarem na possibilidade de que tudo seja uma coisa só, ciência e religião. Aliás, você já pensou nisso?

Eu trouxe o texto pra cá, mas isso não é motivo pra você não colar lá. É que o Matias convidou um monte de gente foda pra escrever sobre Lost – gente que ama a série, que é indiferente, que assistiu e não gostou. De Chico Barney a Carlos Merigo, de Cardoso a Lucio Ribeiro: jornalistas e blogueiros, no geral, mas todos com algo interessante a dizer. E tá rolando um bom especial na Superinteressante também. AH: nunca é tarde pra ler a edição do Link sobre Lost, que rolou semana passada.

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Conheça o Jonnie. Ele canta

Reparem quando ele afina a voz, ou quando faz ‘hum’ entre as frases. Parece uma tia véia. Nesse vídeo tem algo de muito bizarro, que é aquele prazer macabro que a gente sente ao assistir algo que ao mesmo tempo dói, mas não consegue parar de ver. Sabe? É a mesma coisa que te faz continbuar vendo Two Girls, One Cup mesmo depois que você já se deu conta que é um vídeo sobre coprofilia, e que está incrivelmente nojento mas que pode ficar muito pior. Porque em determinado momento, quando você está diante de algo muito assustador, acho que rola uma certa curiosidade – um raciocínio nessa linha: “Isso é muito, muito constrangedor. Isso é horrível, é certamente uma das coisas mais terríveis que eu já vi.”

“MAS SERÁ QUE PODE FICAR PIOR?”

Então você continua vendo. E é por isso que você descobre, lá pelo minuto 5:00, que além de ser esse ser (desculpem pelo “ser esse ser”) bizarro, Jonnie também canta. Jonnie canta e conversa conosco com essa vozinha infernal, essa coisa que as cordas vocais dele produzem, que se você fechar é possível imaginar sua tia americana de 60 anos falando. Sim, é possível.

Mas não é sua tia, é Jonnie.

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Tá tudo bem agora*

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Reconhecer padrões é uma habilidade que já foi fundamental para a sobrevivência da raça humana. Precisamos nascer com a capacidade de reconhecer rostos, simplesmente para que possamos distinguir entre os seres que são nossos pais e as que não são.
Na medida em que a gente se perde cada vez mais no meio de posts e tweets, há outro tipo de reconhecimento de padrão que deve se tornar valioso. É a habilidade de enxergar modelos em meio a milhões de dados e tirar daí uma conclusão sobre as pessoas que produzem esses bits. Quem são, o que fazem, como se sentem, que lanche pedem quando vão ao McDonald’s?
Sep Kamvar e Jonathan Harris sabem do enorme potencial monetário de um mecanismo que possa medir esses detalhes. Mas foi sem essa intenção que projetaram o We Feel Fine, um grande banco de dados que mostra como a rede se sente a cada dia, a cada hora. De acordo com Sep, o We Feel Fine funciona muito bem para entender o comportamento do público também como consumidor ou eleitor, e “é muito mais barato do que fazer pesquisas na rua”.

O sistema varre a web – blogs e Flickrs – em busca de frases que comecem por “I feel”(“eu me sinto” em inglês). Cada sentimento vem associado ao sexo de quem o reportou, ao lugar de onde o post foi escrito, à previsão do tempo naquele lugar, à idade do autor e à data do post. Coletando variáveis tão específicas, o We Feel Fine se torna um termômetro de como a internet se sente. E o sentimento da internet pode não ser o sentimento do mundo, mas é o mais próximo que já chegamos de medir algo assim.
“Observamos que as pessoas são mais parecidas do que diferentes, emocionalmente. Mas também observamos que as pessoas tendem a serem mais felizes quando ficam mais velhas, que as mulheres expressam tristeza mais frequentemente que os homens, e que o Natal desperta amor e solidão. Há muita observações nessa linha”, relatou Sep sobre algumas das conclusões a que ele e Jonathan chegaram com o projeto.

É possível, por exemplo, sondar como se sentem as afegãs de 20 anos quando chove. Ou então, filtre direto pelo sentimento: quantas pessoas se sentem, começando pela letras A, abstratas, anormais, absurdas?
A interface visual do site oferece uma navegação que aproxima o visitante de um mundo pulsante, cheio de gente dizendo, pensando e sentindo coisas. Cada sentimento é representado por uma bolinha, que varia de cor e tamanho de acordo com as características do sentimento que ela representa – cores mais escuras para sentimentos sombrios, cores mais claras para sentimentos alegres. Como o We Feel Fine coleta cerca de 15 mil novos sentimentos por dia, dá para dizer que o resultado – uma tela multicolorida em fundo preto, as bolinhas dançando caoticamente – é de fato uma representação artística do humor do mundo em determinado momento.

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“O projeto nos fez ver que as pessoas são muito mais parecidas do que diferentes, emocionalmente”
Sep Kamvar, co-criador do We Feel Fine

Os resultados deste estudo se tornaram livro. We Feel Fine: An Almanac of Human Emotions foi lançado em novembro de 2009 e reúne em infográficos e textos tudo o que Sep e Jonathan descobriram sobre os padrões do temperamento humano apenas catalogando posts de blogs. Foram mais de 12 milhões de sentimentos pinçados durante mais de três anos de blogs na internet.
O livro começa com uma citação de uma blogueira norte-americana: “Eu tenho um problema     que tenho certeza que muitos outros blogueiros enfrentam: me sinto à vontade para compartilhar detalhes íntimos sobre minhas emoções com os estranhos que conheço online, mas tímida para expressar meus verdadeiros sentimentos para qualquer um que eu conheça na vida real”. E é do conforto proporcionado pela tela que o We Feel Fine se alimenta. Nunca a humanidade esteve tão confortável para dizer o que sente, mas mais do que isso, nunca antes nós registramos tudo o que sentíamos da maneira como fazemos hoje.
Entender os sentimentos do mundo pode ser um caminho para entender melhor o ser humano também do ponto de vista científico. O trabalho de Sep e Jonathan foi o ponto de partida para dois cientistas de Vermont que criaram um medidor de felicidade em 2009. O ‘Hedometer’ usou os dados agregados pelo We Feel Fine, mas também analisou tweets para, em 2009, calcular o nível geral de felicidade no mundo para cada dia usando um banco de dados de 10 milhões de frases. Eles descobriram que os dias de mais felicidade são, sem nenhuma surpresa, os fins de semana e feriados. A eleição de Barack Obama foi responsável por um dos dias mais alegres dos últimos anos, enquanto a morte de Michael Jackson causou uma notável queda da felicidade.

E o estudo científico não é a única tentativa, além do We Feel Fine, de rastrear os sentimentos da humanidade usando a internet. O Facebook já tentou fazer isso, e há outros sites que querem entender o quão felizes ou tristes as pessoas estão.
Jonathan Harris, o principal idealizador do We Feel Fine, é um especialista em coletar dados e interpretá-los de maneira a entender o comportamento humano. Em seu site, Number27.org, ele diz que seus projetos “reimaginam como nos relacionamos às nossas máquinas e uns com os outros”. Assim como o We Feel Fine, todos seus trabalhos envolvem arte de alguma maneira. São mosaicos, colagens e exposição fotográficas que, na maioria, usam dados produzidos por humanos que depois são coletados e organizados por máquinas.

Como é

  1. ‘I feel’… O algoritmo do site varre a web atrás de posts e fotos com a frase ‘I feel…’ e registra esses textos
  2. Quem sente o que. O mesmo algoritmo coleta as palavras que vêm depois do
    ‘I feel’, a localização dos textos, a previsão do tempo, a data e o sexo do autor
  3. Interpretação. A interface gráfica é gerada por um aplicativo java, e os valores definem cores e tamanhos

* Publiquei essa matéria na edição do Link desta segunda**, 26 de abril, que aliás foi também meu aniversário.

** Veja a edição completa aqui.

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Pra aquecer

Semana que vem vou visitar meu pai lá no Panamá. Prometo histórias cabulosas direto da América Central. Vai vendo esse videozinho pra pegar a vibe do local.

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Só mais um pouco delas

Mas agora, sem destruir castelo de areia e botar fogo em casa. Saca esse coral infantil cantando música pop:

Não sei se o mais legal é a versão ou as crianças dançando O mesmo coral canta outras músicas, disponíveis nos vídeos relacionados:

Na boa: puta ideia. A gente sempre vê coral de criança cantando música gospel ou qualquer outra coisa chata. Ou tocando bateria num grupo de Olodum. Pelo menos isso aí dá uma variada no padrão de grupos infantis.

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Por que eu estou escrevendo menos?

…toda semana tem uns dois ou três que me perguntam. Eu respondo que também tô me perguntando a mesma coisa há um tempão, e sigo tentando entender porque não tenho conseguido escrever tanto quanto antes. Eu tenho algumas teorias, relacionadas a minha rotina. Explico:

  • Chego do trabalho tendo consumido uma quantidade maior de informação do que o brasileiro médio, certamente. E já tendo feito piada sobre todas elas.

Hoje, por exemplo, a graça foi a mulher que tem um chifre, lá do Porra! Deus

  • Por consequência óbvia, chego do trabalho (umas 22h, a propósito) exausta. E qualquer tentativa de expiração quase sempre falha. A essa hora, só consigo consumir o que me resta (o pouco que não se adequa ao trabalho, que seja), fazer coisas que pessoas fazem (tipo comer e tomar banho) e dormir. Heh
  • Terminei a faculdade, o que significa que não faço nada de manhã. Se não faço nada, em tese acordaria mais cedo e faria outras coisas, mas minha mente não funciona assim. Não importa o quanto eu queria acordar cedo – se a minha mente souber que eu não preciso de fato acordar cedo, eu ignoro o despertador.
  • Todas as últimas vezes que tive alguma ideia, achei batida. No geral, acabo comentando o que seria um texto com alguém e desisto de escrever, possivelmente por temer que a pessoa em questão me ache esquisita de ficar transformando o que eu disse em texto como se fosse uma sacada nova.
  • Pra ser sincera, me encheu um pouco falar tanto da minha vida aqui… em algum momento, me assustou que tanta gente que eu não conheço soubesse tanto de mim.

Mas eu tomei uma decisão importante na minha vida. É de voltar com esse blog com uma proposta mais ligeira, dinâmica, com os textos ocasionais e mais frequentemente umas coisas legais que vejo por aí, numa espécie de curadoria de tranqueiras web (soou pretensioso, mas a palavra ‘curadoria’ sempre soa. Que há de se fazer?). Parece que vai rolar direito, já tô até agendando post. Começa nessa quinta, real deal.

E aí vou fazer as paradas direito. Vão ter seções e tudo, que eu tô convivendo demais com os meus editores. Segura aí:

Pois bem: quando eu for escrever algum texto do jeitão tradicional, vai vir nessa categoria aí. Sabe, aquelas observações da vida, da internerd, dos amigos ou sei lá de onde? Pois bem, tudo aqui. Não importa o tema, isso eu defino nas subcategorias.

O nome é zuado, eu sei. Mas pra mim faz algum sentido.

Antena: essa é pra quando eu falar de música, filme ou livro. Série também. E TV. Acho que ela pode se misturar com a de cima, eventualmente, mas aí na hora eu vejo o que faço. Que eu não vou ficar sofrendo por antecipação, pensando no futuro que eu nem sei se vai estar lá. Eu vou é curtir o momento, vou é ser feliz, tô de bem com a vida, tô de vento em popa.

Post-it (revivi o nome, demais): pra postar foto, vídeo e todo tipo de tranqueira que eu vir por aí.

Stream: esse nome descoladaaaaço vai vir em todo o post em que eu indicar links de textos pra ler. Vai ser coletânea semanal. E vou aproveitar pra incluir nele textos meus, pra vocês poderem ler o que publico no jornal, também.

Última coisa – preciso avisar aos críticos que, apesar de a palavra VIBE estar aí, já colada ao meu vocabulário, ela foi fagocitada pelo meu léxico justamente por ser uma palavra essencialmente estúpida. Dá pra dizer muita coisa sobre alguém que usa vibe sem o a consciência do tom humorístico que ela acrescenta ao contexto, bem como de quem adjetiva qualquer coisa com o termo ‘irado’ sem que seja uma piada por si só. Não é meu caso, sou melhor que isso, amigos.

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