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Pátria amada, Brasil: o nacionalismo não faz nenhum sentido

A primeira reação que a pessoa padrão teve quando ouviu pela primeira vez a história da brasileira mentirosa na Suíça que se auto-riscou com estilete provavelmente foi “esses neonazistas são uns animais sem coração”. E mesmo com a história toda sendo uma grande mentira depois, pelo menos provocou em mim uma reflexão sobre esse conceito tão pervertido e causador de tanta intolerância, o nacionalismo.

A primeira vez em que percebi que existia algo errado com esse negócio de sentir orgulho em pertencer a uma “nação” foi no colégio, quando um professor não cantou o hino nacional durante alguma dessas ocasiões especiais. A coisa toda acabou causando alguma polêmica, e quando fui conversar com ele a respeito, veio o tapa na cara – metafórico, claro: “Nação? Pátria? Para pra pensar e tenta descobrir o que essas coisas significam, qual o sentido e o conceito delas”, ele disse.

Daí eu fui subvertida. Porque nem precisou de muita reflexão pra perceber que o conceito de pátria e nação é todo calcado em cima da idéia de que todos os seres humanos nascidos na parte de dentro de uma linha geográfica imaginária (esta definida por outros seres humanos iguais a ele) se sentem parte de um mesmo grupo e, principalmente, sentem orgulho disso.

Esse orgulho, quando alimentado adequadamente, é o que faz um soldado matar outras pessoas por seu país em uma guerra, e num nível mais avançado, é o que gera o sentimento de superioridade em relação a outras pessoas, iguaisinhas, mas que por desígnios fora de nossa compreensão vieram a nascer do lado de lá da tal linha que nem existe de verdade. A intolerância surge daí.

Digamos que isso até faça sentido num país culturalmente bem homogêneo (embora não faça, mas é uma hipótese). O que você me diz sobre a homogeneidade cultural, social ou econômica do Brasil?

Você não me diz nada, porque no Brasil é no mínimo ingenuidade e no máximo ignorância falar de ‘homogeneidade’. São centenas de milhares de costumes, de níveis sociais, até de línguas – ou você me diz que o português falado em São Paulo é igual àquele lá do interior do Pernambuco?

Ok. Então digamos que o conceito de nação seja baseado em etnias. É absurdo, Hitlerístico, mas novamente apenas uma hipótese. No Brasil seria um fracasso ainda maior. A gente é tão misturado que boa parte de nós não é identificável exatamente como latino, ou como caucasiano, ou como negro, ou como oriental.

Mas era tudo hipótese – a gente sabe que eles baseiam a idéia de pátria nesse negócio de linha imaginária, mesmo. E eu nunca vou conseguir me sentir colocando a mão no coração e cantando uma música que fala um monte de mentiras junto com um monte de gente muito diferente, só porque nós todos nascemos do lado de dentro da mesma linha imaginária.

Eu não compartilho quase nada com aquelas pessoas, e não sinto que todos aqueles filhos não fugirão à luta se a clava forte da justiça for erguida. Eles – a gente – fogem todos os dias, quando não faz nada pra mudar nada do que vê.

Não se trata, entretanto, de anti-nacionalismo. Eu não me sinto orgulhosa de ser brasileira; mas também não tenho vergonha disso. Eu só não me sinto classificável como pertencente a um grupo que compartilha dos mesmos anseios, necessidades, cultura e espírito, porque esse grupo não existe e porque aqui no Brasil, ali do lado na Guiana Francesa, em Fiji ou no Timbuktu, é tudo igual. Se há um espírito para incorporar, ele engloba todas essas pessoas, e não só aquelas que quando vieram ao mundo estavam localizadas dentro de uma área demarcada em um papel.

Auto-flagelação é algo que choca, porque é claramente uma irracionalidade. Mas você nunca parou pra pensar que esse conceito, o de nação, de unidade, de PÁTRIA, é tão irracional quanto? Se sentir melhor que outras pessoas que não nasceram dentro de uma linha inventada é na realidade um grande absurdo se você colocar os termos de maneira 100% racional, especialmente num país como o nosso.

No Brasil, você sabe quando a gente se sente parte de uma coisa só, não sabe?

Regina Casé e Marcos Pontes
Que orgulho heim

Não é quando a Regina Casé faz matéria em Angola ou quando a gente manda um astronauta pra fora do planeta.

É quando tem Copa do Mundo. E isso não é uma crítica nem um elogio – é só uma constatação.

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10 coisas que eu adoro sobre o Carnaval


1. Folga no feriado

Funciona assim: tem uns 3 dias, parece, em que você pode comer carne e fazer todo tipo de excesso porque depois vai passar 40 dias como padre sem poder fazer nada. Isso se você for católico. Praticante. Muito. Daí, esse feriado religioso foi incorporado de forma generalizada pela sociedade num estado laico, e todo mundo tira folga nesses três dias pra poder cometer os excessos à vontade. Mas depois, na quarentena, ninguém entra em abstinência de nada (como a gente bem sabe), então nada faz sentido aqui, só o fato de não ter que ir pro trabalho.

Só que eu trabalho no Carnaval, então não acho que esse item se aplica a mim. Ignore essa informação quase insignificante.

 

2. Sorvetes de graça

sorvete apetitosíssimo
Aparência convidativa, mas foi o mais próximo do original que consegui achar

Quando tinha uns 10 anos, passando o Carnaval numa colônia de férias, teve uma gincana relâmpago em que qualquer criança que subisse no palco naquela hora pra cantar uma marchinha de Carnaval (seja lá qual fosse) ganharia um sorvete. Eu não sabia nenhum, mas a então namorada do meu pai – hoje mulher dele - me ensinou um trechinho: “‘Ó jardineira, por que estás tão triste? Mas o que foi que te aconteceu?’ ‘Foi a camélia que caiu do galho, deu dois suspiros, e depois, morreu’”.

Decorei esse trecho, subi lá e, enfrentando a vergonha e os olhares reprovadores dos coleguinhas – afinal, era só UM sorvete, e quem subisse primeiro e cantasse qualquer marchinha ganhava - e cantei esse negócio. Daí ganhei um vale sorvetinho.

Parece que na hora eu fiquei meio confusa: primeiro, porque era uma música trágica pra cacete pra ser cantada alegremente pelas pessoas, com dedinhos levantados, ainda por cima, como se fazia no carnaval. Depois, acho que nem sabia que a camélia era uma flor – provavelmente pensei que era o nome de uma mulher, tipo Amélia (só que com C antes), o que provavelmente também causou alguma confusão, já que fiquei me perguntando o que ela fazia em cima daquele galho.

O problema é que nunca aprendi o resto da marchinha, e até hoje me pergunto que fim levou a camélia e a moça, jardineira, que por ela chorava. E fico pensando, também, se na época em que a marchinha foi escrita as pessoas tinham mesmo tempo de chorar por camélias que caem de galhos.

 

3. Enfrentar reprovação de grupos socialmente opressores

Na mesma colônia de férias, mas num carnaval anterior, houve uma oficina de fantasias. Eu, sempre muito precoce e à frente do meu tempo, resolvi também confeccionar a minha, ainda que todas as outras meninas que participassem do grupo tivessem 13 anos e eu tivesse uns 7, talvez menos.

Era de se esperar que menininhas nessa idade, já com instinto maternal possivelmente aflorado, me acolhessem como a mascote da turma que confecciona fantasias de fadinha. Mas não foi o que aconteceu, como você observa com exclusividade nesse clique certeiro da minha avó (clique na foto para ampliar):

 Fadas mais velhas me desprezando

Mesmo assim, enfrentei os preconceitos e desfilei na avenida (acho que era só na área aberta da colônia, mas eu tenho imaginação, ok?) ao lado de todas as garotas grandes e invejosas da minha astúcia e sagacidade precoces.

 (Nesse item, agradecimentos ao meu irmão que passou na Unesp direto sem cursinho e nem é nerds PARABÉNS VC É FODA PQPQPQPQPQP, pelo trabalho imenso executado ao ter de me enviar a foto por e-mail)

 

4. Camisinhas de graça

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Aparentemente, o Ministério da Saúde está bem mais otimista em relação ao meu Carnaval do que eu. Na porta da estação de trem, ganhei duas camisinhas meio vagabundas e um livretinho ensinando que coisas transmitem AIDS e que coisas não transmitem AIDS (mas ali não tinha todas as coisas que NÃO TRANSMITEM, nem todas que TRANSMITEM, só as mais populares e relacionadas ao carnaval, acho. Não tava escrito que soltar pipa não transmite AIDS, por exemplo, mas acho que é porque as pessoas não soltam muita pipa no Carnaval. De qualquer forma, você entendeu o espírito), além de ensinar também a colocar a camisinha e de ter a Negra Li na capa perguntando “Qual é sua atitude na luta contra a AIDS”?

Resolvi deixar as camisinhas na gaveta.

Do trabalho. Porque vou trabalhar no Carnaval. E se eu me f*der no plantão, ao menos estarei protegida.

(A piada completa foi construída num diálogo descompromissado pelo Twitter com o Dieguito. Créditos também pra ele, portanto)

 

5. Hum…

Não achei mais nada que adoro no Carnaval. Desculpe. Os itens 6 a 10 ficarão vazios, mas pra página não ficar feia, vou colocar uns personagens irados pra você se inspirar na hora confeccionar sua fantasia (e não cair no ridículo de participar de uma oficina onde todas as meninas façam a mesma fantasia de fada. Vou te dar opções).

 

 

6. Sonic: the Hedgehog

Sonic: the hedgehog

7. Bob Esponja

bobesponja

8. Mickey Mouse

mickey

9. Bidu

bidu2

10. O Homem-Aranha

homem_aranha_saltando1

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Post it #03

Post it no Olhômetro - logo#Agora um tenho um Tumblr
Um Tumblr é parecido com um blog. Mas também lembra o Twitter. Digamos que fica entre os dois – não chega a ser um blog, mas também não chega a ser o Twitter. Lá, publicarei todas as coisas que passam na minha cabeça durante a semana (são centenas), além dos links, vídeos e fotos legais que vejo na internet. Algumas acabarão virando posts longos e reflexões por aqui. A seleção do que vai entrar no post it na segunda-feira também virá de lá, então você não vai perder nada se não quiser acessar, porque o que tiver de melhor por lá vai acabar vindo pra cá. Serve apenas pra mim, como organizador de pensamentos e ‘roteador’ de tudo aquilo pelo quê eu me interesso na semana. Mas eu tô viciada em Tumblar. Olha: http://anafreitas.tumblr.com

#Fringe
Acabou a 1ª temporada do seriado cujo piloto eu comentei aqui, há um tempão. Fringe é do mesmo produtor de Lost, J.J. Abrams, e retrata o dia-a-dia de um setor do FBI que cuida de casos envolvendo ciência de borda – que é quando a ciência e as ‘pseudo-ciências’ se encontram. É recheado de teorias da conspiração das mais incríveis, e prato cheio pra quem é fã de Lost. Essa fase terminou de um jeito muito legal, até pra uma série que tinha dado uma decaída entre os episódios 8 e 11, mais ou menos. Numa boa – se você não viu ainda, aproveita a pausa entre Season 1 e 2 (a série volta em abril) e começa a assistir.

#Repórter Bêbado
O mais genial e inovador programa de jornalismo bem humorado da internet brasileira, Repórter Bêbado, teve uma de suas edições gravadas na madrugada deste sábado e eu tive a honra de participar, ao lado dos mestres Nigel Goodman e Ronald Rios. Aguardem o áudio, espero que ainda essa semana, no próprio blog do Nigel. A única ressalva: me confundiram de novo com a Mallu Magalhães. E PELA VOZ. Isso me atormenta.

#Culinária ligeiramente heterodoxa

#Jogo dos 326 erros
Observe bem essa foto.

alfie

Este menino do lado esquerdo é Alfie. Ele tem 13 anos.
Este bebê no meio é o filho de Alfie.
Do lado direito, temos a mãe, Chantelle, que tem 15 anos.

Não quero comentar. Mais informações no The Sun, mas em inglês.

#Comparação que não ajuda
Tomar ecstasy é tão perigoso quanto andar à cavalo, segundo um pesquisador. Isso significaria que frequentar raves e festas country apresenta exatamente o mesmo risco? De qualquer forma, essa é a comparação mais inútil que alguém já fez, já que uma coisa é tão distinta da outra que se torna incompreensível – é como dizer que nadar em mar aberto é tão perigoso quanto brincar com um bambolê.

#Falando em bambolê…
“É na pegada do bambo, do bambo bambo, do bambo, do bambolê – ô lalá, o lelê, vai!”

#Como viver sem a ciência?
Finalmente, um estudo que comprova uma relação que eu sempre suspeitei existir.

graficocel1

A pesquisa que gerou esse gráfico foi conduzida pelo prof. Eric Franco, e mais detalhes podem ser encontrados neste artigo científico.


#Vamos mudar um pouquinho – para melhor, espero
Lembra que eu disse que ia pegar parte do dinheiro que ganhei esse tempo com posts patrocinados pra investir por aqui? Pois é. Você não cansou desse verde? Porque eu cansei. Vamos dar uma reformada, com a benção do homem-ato-ou-efeito, Théo. Dentro de algumas semanas, espero, estaremos mais moderninhos. Mas falta uma coisa:

#Finalmente, A PROMOÇÃO
Tudo certo com os prêmios. Essa semana, lanço a promoção mais irada da história da internet brasileira do Olhômetro. Quem viver, verá. Ok, não espere tanto, mas são prêmios legais, e eu pensei em algo que vai beneficiar quem é leitor, e não gente perdida e pára-quedista. Fiz pra você, porque você merece. É um agradecimento por tudo o que você me proporcionou nesses 14 meses de existência através desse blog.

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Post it #01

Post it no Olhômetro - logo

Quem batizou a seção, que vai dar as caras por aqui todas as segundas, foi o Rubens, nesse comentário aqui. Na Post it, coisas curtas e diretas que poderiam ter ido (ou foram) para o Twitter durante a semana, mas que valem a pena serem mencionadas aqui.

#Benvindo!
Odeio nova ortografia, mas preciso usá-la para receber adequadamente os novos leitores, provenientes de uma recente home do Yahoo! e de um surto de seguidores novos do Twitter. Sinta-se à vontade e ajude-me a melhorar essa bagaça sugerindo temas pra texto, mudanças de layout e doando dinheiro usando o formulário. =)

#AIDS tá foda
Recebi de um morador de rua, do metrô, na última semana, um bilhete que dizia o seguinte:
“Estou com fome e preciso da sua ajudar pois estou morando na rua é porisso que tenho HIV”

#Sou jurada de um concurso from hell
Meu leitor mais influente nos círculos iniciáticos ocultos me convidou pra ser jurada de uma promoção que ele tá fazendo na coluna dele lá no Sedentário. Os prêmios são loucos – pra quem gosta dessas coisas. Check it out.

#Você fala inglês?
O Anderson não.

#Favor não trazer bandido pra casa
Ainda bem que o síndico avisou.

#Fuja para as colinas enquanto é tempo

Norberto vai estrelar filme pornô

Óia o link.

#Obamize-se você também
Não dá pra ser o cara, mas você pode ter um pôster igual ao dele. Com sua foto. E escrever o que quiser embaixo. Olha o Jonas, minha coruja de pelúcia:

Jonas Obamizado

#Jesus Cat
Ligue as caixas de som e você verá que Jesus voltou – no corpo de um gato.

#Termômetro de Ouro no AOE
Embora os concorrentes sejam todos muito fortes, estamos indicados como melhor blog no prêmio mais quente da galáxia, o Termômetro de Ouro. Glue there e vota na gente. Ou não.

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Algumas coisinhas importantes, mas pequenas

Queria falar várias coisas pequenininhas então copiei a Lilha.

Achei o formato conveniente e acho que vou adotar isso como uma seção fixa de pequenas notinhas. Alguém tem um nome?

#site legal:
Explain This Image será sua principal fonte de improdutividade no trabalho essa semana. O site reúne apenas imagens cujo nível de bizarrice seja tão alto que não seja possível explicar… explicar. Como assim? Olha um exemplo:

#outro site legal:
Obama on Drugs. Porque ninguém pode ser tão cool de cara limpa. Tem o mesmo humor esquisito e refinado de Wagner & Beethoven, mas já aviso antes que ou você vai achar muito engraçado ou vai achar muito ruim. Eu gosto.

#o retorno de lost explodiu meu já frágil cérebro:
Fiquei esperando o release vazar pra baixar os episódios até as 2h, daí não saiu. Coloquei o despertador pras 5h, acordei e – o e02 saiu antes do e01! Baixei o que estava disponível e fui dormir. Acordei às 11h, penei pra achar um link verdadeiro e sem bug do e01, e nesse período resisti bravamente ao ímpeto de não assistir o e02 antes do e01. Rolou um boato que a CBS usou um modo de compressão no e01 que dificultou a ripagem. Daí eu pergunto: com essa história toda de voltar no tempo e ir pra frente nele de novo, será que não era pra gente assistir MESMO o e02 antes do e01? Eu, heim… virais malucos. Só acho que seria uma PUTA idéia se os caras fizessem algo assim.

#fui na cparty, conheci amigos e joguei um paintball laser maluco:
Ronald Rios não deixou a fama subir a cabeça e foi simpático – apesar da gente nem ter conversado, foi só um cumprimento. Rafael Slonik é um desses camaradas extrovertidos, que te perguntam ‘quem é você?’ com sincero interesse se perceber que a pessoa tá meio deslocada. E a Gisele Ramos é gente finíssima, como era de se esperar.

Além disso, no sábado, me chamaram pra jogar um laser shot com blogueiros. É uma espécie de paintball, mas sem bolas de tinta – tudo funciona com armas de laser e coletes. Queria fazer parte da equipe do Jovem Nerd, mas eles me rejeitaram. Minha equipe era muito legal (chamava Nerds With Lasers), mas nossa performance na arena inóspita e sanguinária foi pífia, e perdemos. O Jovem Nerd, em primeiro lugar, ganhou um Wii. Mas eu tava feliz só por ter participado. Olha:

eunolasershot

#eu era do rock desde sempre
Quer a prova? Check it out, man:

roquenrou

Desculpe, você perdeu. Não dá pra ser mais cool que isso. Nesse momento, eu ensaiava aquele movimento característico do Pete Townshend, de girar o braço, sabe?

#mais um sitezinho, só um, juro
Moralize.us é pra todo mundo que passa por um dilema moral. Insira lá sua dúvida, qualquer uma, e deixe as pessoas votarem nas respostas. Vai ser mais fácil abortar depois de ver que 77% de quem votou apóia a prática, não é mesmo? Viu? Com o apoio dos outros tudo fica mais fácil. Ufa.

#alguém tá precisando de estagiário na área administrativa?
Sérião. Tem uma pessoa muito importante e competente (além de sexy e inteligente), de 18 anos e estudante de economia, procurando desesperadamente algo desse tipo (finanças/adm). Se alguém de SP souber de algo, me avisa?

#os prêmios que eu vou dar
Depois da votação, já decidi o que vai ser. Ainda consegui um patrocínio legal pra dar mais coisas. Só tô esperando a grana proveniente dos posts patrocinados entrar. A promoção vai ser surreal, algo nunca visto antes. Aguarde e verá.

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Uma revelação sobre a Mamma Bruschetta que vai explodir seu cérebro

O título é bizarro, mas confie em mim e continue.

Na noite dessa quarta, muita gente tava assistindo à estreia (agora sem acento) da 5ª temporada de Lost ao vivo e comentando pelo Twitter. As pessoas estavam relatando surpresa e nós mentais, bem característico de episódios do seriado. Mas nada poderia ter chocado mais a comunidade twitterística da madrugada do que a revelação a seguir, feita pela @flaviadurante:

Mamma Bruschetta é o Zero do Rá-Tim-Bum

Como assim?

Mamma Bruschetta, a maioria de vocês deve saber, é um personagem bizarro que comenta novelas e fofocas em algum desses programas que passam à tarde, e que é um homem parecido com um mulher ou vice-versa. Muita gente tem dúvida sobre isso, e eu já me envolvi em discussões calorosas afirmando que ela era ele. Se ainda não sabe, talvez você seja capaz de reconhecer pela foto (ou por esse vídeo do aniversário dela, imperdível):

mamma_bruschetta

Agora, a segunda parte.Você assistia Rá-Tim-Bum, mas não lembra quem é Zero? Acho que a solução mais adequada é deixar que o YouTube refresque sua memória (a sensação familiar de ‘aaaahh, lembreeeei’ precede a explosão da sua cabeça em seguida):

SIM, é ela. O ZERO É A MAMMA BRUSCHETTA. Nesse momento sua mente está em negação, mas daqui a alguns segundos tudo ficará muito claro e fará muito sentido. Sim, sim, eu também passei pela negação. E sei que agora não adianta falar, mas eu JURO que lembrava da Mamma Bruschetta de algum lugar, com alguma referência anterior…

Foi quase como quando eu descobri que o logo do Carrefour era um ‘C’. Porque eu via um ETzinho ali, desde sempre. E não fui só eu: essa ilustração, tirada de um post do Irmãos Brain que desvenda o mistério, prova que outras pessoas também viam um ETzinho (consciência coletiva e tal):

carrefour3

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Estilistas gostam de pregar peças

Eu gosto desse negócio de moda. Sério, adoro. Pode ser um mundo meio cruel, ligeiramente fútil, mas eu sou mulher e gosto de comprar roupas e de me vestir bem, ainda que não compulsivamente. E nos últimos tempos percebi que também achava legal ver desfiles.

O legal é perceber que, embora aquelas roupas do desfile sejam conceitos (a maioria das peças não é utilizável no dia-a-dia, mas apresenta, idéias que serão empregadas em coleções e tal), mesmo assim alguns desfiles me agradam e outros não. Não sei explicar o motivo. Não sei dizer porque gostei mais daquela roupa bufante da modelo com cadeados no pescoço do que do outro desfile, em que as pessoas vestiam trapos brancos e salto alto. Mas percebi que podia gostar de moda quando comecei a trabalhar com essas coisas e, ao olhar a foto de um desfile, eu gostava (ou não) daquelas coisas. Não era como se fosse tudo igual, e nada fazia sentido – algumas coisas faziam, e outras não. Ou seja, existe um gosto (se bom ou ruim, eu não sei).

Ainda assim, dá pra rir de algumas coisas na moda. Essa idéia de que é tudo um ‘conceito’ acaba gerando resultados divertidos (e, às vezes, roupas bem ridículas).

Foto: JF Diório/Agência Estado
Desfile 2ndFloor - Foto por JF Diório

Esse é um modelo muito bonito, e isso é indiscutível. Mas a roupa dele não é exatamente algo que Agostinho Carrara dispensaria para mais um dia de trabalho como taxista.

dunga
Dunga também usaria

A questão é que eu, que acredito na inteligência das pessoas, começo a desconfiar que algumas peças dos estilistas nos desfiles são pegadinhas. Provocações. O cara é genial, um artista, e tá com o ego ultra-inflado por todo mundo que vive ao redor dele. Daí entra numa crise de identidade – algo como “será que tenho amigos? As pessoas gostam de verdade do meu trabalho ou só o elogiam para puxar o saco”?

Como resolver uma dúvida dessas? Saber se as pessoas ao seu redor realmente são críticas ao seu respeito ou só querem uma casquinha fazendo elogios infinitos? Simples. O cara cria uma camisa dessas, ainda que seja um conceito. Para distrair, a coloca num modelo lindo, um cara tão bonito que quase chega a tornar a camisa bonita (e que torna a coisa ainda mais desafiante). Essa medida é fundamental no processo, porque se a camisa for colocada em qualquer pessoa com cara de pobre, a coisa já fica gritante. É preciso despistar o observador.

E agora, o estilista responsável espera profundamente que alguém sincero e verdadeiro, que goste dele de verdade e não seja um bajulador, lhe diga que o resto do trabalho dele é legal, mas que aquela peça em si é uma merda e que ele deveria doá-la para o figurino d’A Grande Família.

Hoje, eu sou essa pessoa.

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Na Renascer, o apocalipse chegou antes

Ai, droga. Quando o teto da Igreja Renascer cai, as piadas prontas são (assim como a misericórdia de Deus) infinitas! É duro lutar contra o ímpeto de dizer que essa igreja sim é boa, porque leva todo mundo direto pro céu. Ou que agora é esperar a galera renascer. Ou que o pastor disse ‘que esse teto caia sobre a minha cabeça se eu estiver mentindo’. Ou que, como era domingo, Deus estava descansando e ficou meio desatento. Ou qualquer outra coisa do gênero.

Mas é preciso respeitar a dor daqueles que perderam entes queridos nessa tragédia. Foram 9 mortos e mais de 50 feridos. Portanto, nada de piadas. Só quero tirar uma dúvida: como é que os pastores da igreja Renascer vão explicar isso do ponto de vista espiritual?

Como é que vão explicar de que maneira a ira do Todo-Poderoso se abateu justamente sobre aqueles que mais o idolatravam? E o dízimo? Não era ele que garantia a fé e a proteção? Toda a grana não foi suficiente para pagar um engenheiro decente para projetar a parada? Por que, POR QUE Deus puniria um grupo de 600 pessoas que estavam reunidas para exaltá-lo?

Claro que isso é muito fácil de explicar para quem acredita num Deus impessoal, um Deus que mais se parece com uma lei da física do que com um velho barbudo e meio temperamental. Mas deve ser muito difícil explicar isso se você acreditar que Deus olha por você e que te perdoa de todos teus pecados caso você vá na igreja Renascer todos os domingos e doe 10% do que você ganha para Ele.

O que mais me preocupa é que esse episódio não vai despertar revolta nos fiéis, e nem vai fazê-los abrir os olhos para o fanatismo que depositam nessas crenças. É provável que os pastores revertam a tragédia em benefício da própria fé. Ou dirão que isso aconteceu porque os que ali estavam não acreditavam o suficiente, ou porque não doaram o suficiente. Os sobreviventes serão usados como símbolo do milagre divino, que é capaz de salvar os merecedores mesmo entre aqueles que se foram. E nos outros cultos na Renascer ao redor do país, os fiéis vão orar pelas almas dos que morreram por conta da fatalidade.

E não precisa nem ser pastor pra acreditar nisso. O próprio governador, segundo o G1, atribuiu a Deus o fato de haver menos pessoas na igreja na hora do desabamento. Em tese, era pra ter mais de 2000 pessoas lá; como era hora da troca do culto, havia ‘apenas 600′:

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Fico imaginando Deus planejando a parada e pensando: ‘bom… se é pra desabar o teto da igreja, que seja sobre 600 cabeças, e não sobre 2000 né? Puxa vida, que boa idéia que eu tive. Assim mato menos gente. Boa mesmo. Vou derrubar a parada na troca do culto, então. Sou um gênio.’

De qualquer forma, numa tragédia cheia de ironias, a home da Globo.com foi responsável por mais uma:

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Porque se tem alguém que pode falar com propriedade sobre coisas que caem, esse alguém é Newton.

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Tô com muito sono

Significa que vou mais cedo pra cama, e não vou escrever. Daí eu durmo mais, afinal o limite é entre 8h30 e 9h, quando as marteladas começam. Mas já que você veio, vê o Fábio Porchat fazendo stand-up no Altas Horas e começa bem o seu dia (ou termina bem a noite, sei lá):

Esse negócio de stand-up já tá mó batido, mas os caras bons são sempre bons. E esse é provavelmente um dos únicos caras que eu chamaria de histericamente engraçado. Nervoso e desesperado e engraçado.

(Diga da Gi)

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Lei de Gerson marcando presença em Santa Catarina

Outro dia, estava no carro com a minha vó, que tem quase 70 anos e dirige. Estávamos numa via bem esburacada, chovia e o tráfego estava intenso. Por todos esses motivos, minha vó dirigia a uns 50 km/h, numa via cujo limite era 60 km/h. Mas tinha um carro pressionando a ultrapassagem atrás. Ela deu espaço e ele passou, xingando minha avó, que respondeu com um gesto levantando o braço (algo do tipo ‘ah vá, passa logo’).

O rapaz dirigia um Uno azul escuro. Tinha cara de trabalhar com informática, não sei muito bem o porquê. Usava óculos, tinha um cavanhaque e parecia ser uma pessoa normal, embora a gente tenha essa mania besta de achar que consegue dizer se as pessoas são boas ou ruins só de olhar.

Daí que o moço do Uno deve ter se sentido ultrajado pelo gesto da minha vó, mandando que ele ultrapassasse logo. ‘Imagina’, deve ter pensado. ‘Essa velhinha não vai fazer um gesto desse, tão ofensivo, para mim’. E daí ele jogou o carro na pista da frente da minha vó e freou com tudo, para que ela batesse na traseira dele.

Ela conseguiu desviar para a direita, mas ele a acompanhou na mudança de pista. Quando ela tentou voltar pra esquerda, foi fechada por ele.

Tudo isso aconteceu muito rápido, mas como a coisa já estava ficando perigosa, acalmei minha vó, pedi que ela reduzisse a velocidade e deixasse o maluco ir embora.

Imagine este senhor, todo faceiro, se sentindo bem depois deste ato digno de um rato. Imagine-o pensando ‘nossa, sou muito sacana. Sacaneei uma velhinha!’ Agora, tente entender como um senhor desse é capaz de encontrar com sua mãe, sua avó ou mesmo dormir à noite sem um pingo de culpa. Será que ele se vangloria disso para os amigos?

O mistério nunca foi solucionado por mim, mas o caso abaixo me lembra que não existe só esse rapaz com a habilidade de deitar a cabeça no travesseiro depois de ser absolutamente covarde.

COMO alguém pode dormir com esse barulho na cabeça? O governo tem dito que são casos isolados, mas tenho lido relatos por todos os lados, vide o post do Morróida.

Será que eles também comemoram a malandragem? Se orgulham de serem tão, tão espertos?

O que mais me choca é exatamente o fato de não ser algo isolado. Como tanta gente pode ser tão escrota ao mesmo tempo?

Bom, algumas famílias de Santa Catarina terão um gordo Natal. Outras não. Mas as coisas nunca foram muito bem distribuídas nesse país mesmo, né?

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