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Radiohead feito de barulhinhos de Nintendo 8-bit

Como a ordem das coisas do mundo está subvertida, ser nerd é cool e, portanto, fazer música com barulhinhos de videogame também é.

Gostar de Radiohead também é cool. E, freqüentemente, coisa de nerd. Thom Yorke, o vocalista, é o protótipo do nerd-esquisito que conseguiu vencer na vida porque é genial (acho que o protótipo disso é o Jobs, né? Bom, ok)

Nintendinho_table

Disk-Jóquei BOOOOOOOM

Daí veio um cara que era as duas coisas (nerd e fã de Radiohead) e juntou os dois (música e videogames). O trabalho (que não é Guitar Hero), super bem feito e detalhado, resultou nisso:

Paranoid Android:

Música do futuro. Nos vídeos relacionados, tem 15-Step, No Surprises e Creep. Tudo tão bem arranjado que dá até pra cantar em cima, tipo um karaokê feito de midi.

Vi aqui.

Agora, tenho uma enquete pra você (e vou ter várias, daqui pra frente, que esse negócio de interatividade muito me apetece):

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A sapatada (ou tudo o que ela representa)

No Iraque, mostrar a sola do sapato pra alguém demonstra profundo desrespeito. Outro xingamento muito ofensivo é chamar alguém de ‘cachorro’.

Um cidadão iraquiano acordou num dia como qualquer outro. Mas aquele dia estava longe de ser um dia como qualquer outro, pois o destino designou a ele uma missão. Era uma missão que exigiria bravura e ousadia. E as conseqüências de concluí-la de maneira satisfatória poderiam ser desastrosas para este cidadão.

Ainda assim, ele não desistiu. Sabe porquê?

Porque ele sabia que se conseguisse acertar um sapato no coco de George W. Bush ele seria admirado por todos os homens que pisam e um dia pisarão neste humilde planeta chamado Terra.

E embora o sapato não tenha atingido seu alvo original, o simbolismo do ato foi capaz de causar suficiente repercussão. Muntazar al-Zaidi, o portador da boa-nova, está detido, e foi submetido a testes para detectar a presença de álcool e drogas no sangue.

Pra mim, parece bem óbvio que ele estava mais sóbrio do que qualquer pessoa já esteve – a frase gritada por ele quando do arremesso, inclusive, me parece bem sóbria: “Esse é um beijo de despedida, seu cachorro. Isso é pelas viúvas, pelos órfãos e aqueles que foram mortos no Iraque.”

E mais do que o sangue que uma eventual sapatada bem acertada seria capaz de arrancar da testa de Bush, al-Zaidi arrancou da cara do ex-presidente com cara de bobo o sorriso mais sem-graça da história.Embora quase imperceptível, mesmo em alta-definição e em tela cheia, dá pra notar que ele esboça um sorrisinho envergonhado logo depois de se abaixar.

Você pode pensar que o sorriso é uma manifestação de satisfação de George Walker por ter desviado com sucesso do projétil calçante. Teria ele pensado ‘sou foda’, depois do gesto rápido?

De fato, Bush demonstrou ter reflexos rápidos. Mas aquele sorriso foi um triste reconhecimento de que ele se sentiu sem graça, porque no fundo, sabia que aquele homem tinha motivos pra lhe jogar um sapato na testa.

Quando você cai, o que faz pra amenizar a situação humilhante? Você ri, pra fingir que tá tudo tão bem, que você tá até achando graça naquilo. Sorrir sem-graça é o que a gente faz quando passa vergonha na frente de todo mundo – dá um risinho amarelo, assim, pra mostrar que a gente tá bem e achou até engraçado. Mas porque o presidente dos EUA estaria envergonhado?

Certamente isso é sinal de que ele sabe que aquele homem tinha boas razões para lhe atirar um sapato. Ele sabe, e tem vergonha. Nem cara de bravo ele faz; Bush nem sai do lugar. Junior espera a segunda sapatada com paciência, sem esboçar raiva ou frustração. Ele oferece a outra face.

Existe uma outra possibilidade, muito votada pelas redações ao redor do mundo: Muntazar al-Zaidi sabia que o domingo estava parado demais. Eu estava de plantão e sofri com a falta de notícias. E há dias que não temos fatos verdadeiramente dignos de manchete. Muntazar sentiu que precisava dar ao mundo algo para ser manchetado. Ele sacrificou sua carreira e credibilidade em nome dos colegas ao redor do planeta, e isso é bonito e altruísta.

Graças a Muntazar, podemos nos ocupar escrevendo reportagens interessantíssimas sobre o arremesso de sapato, colhendo curiosidades sobre o histórico de arremessos de sapatos na história, produzindo infográficos com detalhes do trajeto do calçado, entrevistando preparadores físicos que fornecerão dicas sobre como se esquivar de sapatos com tanta destreza – que tal um guia que teste as marcas de sapato para descobrir qual vai mais longe?

Muntazar nos deu possibilidades infinitas para a semana morna que viria. Antes dele, nada acontecia no mundo sem ser Ronaldo no Corinthians e Madonna no Brasil. Esse é o espírito jornalístico: na ausência de notícias, ele mesmo fez a coisa acontecer. Pró-atividade.

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Gostaria de agradecer a todos os amigos e leitores que votaram no blog para o prêmio Best Blogs Brazil 2008. Por enquanto, somos o blog mais votado na categoria Pessoal e Cotidiano, o que é fantástico, e fomos indicados também em outras categorias, como Humor, Entretenimento e Melhor Blog (!). MUITO OBRIGADA! Quem ainda não indicou e não tiver fazendo nada, dá uma passada lá – as votações vão até o dia 17! Para mais detalhes sobre como votar, clica aqui.

Lembrando que só é permitido indicar o blog para duas categorias ao mesmo tempo e que seria melhor concentrar em uma só, para aumentar as chances. E como Pessoal e Entretenimento está (muit0) na frente, seria interessante continuar indicando o blog nessa categoria.

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O retorno do Rei do Elogio (ou de um farsante)

Rei do Elogio Sprite

Vamos relembrar…

A Sprite imitou (ou contratou, mas acho que não é a mesma pessoa) este senhor e fez o hotsite mais estrombólicamente divertídico que eu já tive a honra de visitar. Caixas de som devem estar ligadas para que a experiência possa ser apreciada em toda sua plenitudica enaltecinética. http://www.sprite.com.br/reidoelogio/

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Cuidado com o que você deseja…

A vida de Susana Vieira tem paixão, sedução, traição e morte. É quase uma novela. Mas do tipo MUTANTES, porque só nessa novela pra ter uma amiga defensora meio vidente-louca, cujas palavras se tornam realidade.

Agora, de todos os desfechos para essa história cujo desenrolar tem sido bizarro, nem a mente mais brilhante teria imaginado algo tão digno de ficção.

Eu, que tenho tino para negócios, já estou apresentando à Estrela uma versão exclusiva e adaptada do clássico de tabuleiro Detetive, na qual é vítima é Marcelo Silva.

Marcelo Silva, ex de Susana Vieira

Ana Maria Braga, com o extintor, na cozinha!

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‘Capitu’ estréia na Globo com trilha sonora muito, muito boa

Acabo de assistir ao primeiro capítulo de Capitu, a nova minissérie brasileira da Globo. ‘Minissérie brasileira’ porque é assim que a Globo anuncia suas minisséries, com um adjetivo de ‘brasileira’, como se não fosse óbvio.

Deixando de lado os textos bizarros de chamadas da Rede Globo, o que tenho a dizer sobre a estréia é que a série parece muito legal. A fotografia, os figurinos e as maquiagens são meio circenses, e oníricos, pra quem gosta dessas coisas à là Circo du Soleil (mas eu não gosto e achei foda mesmo assim). A narração do Bentinho é fantástica, e a adaptação manteve boa parte dos diálogos literais, tudo muito teatral. E dizendo assim pode parecer que ficou forçado, piegas, mas não ficou não.

Acho que o maior trunfo da série é mostrar todos esses elementos pretensiosos (circo, teatro, música, surrealismo, tudo meio lúdico) mas corresponder a essa pretensão. Não gosto dessas babaquices artísticas que falam os críticos musicais, mas acho que o texto do Machado encontrou interpretação à altura na Rede Globo. Não me lembro de ter gostado tanto de uma minissérie da Globo já no primeiro capítulo – se bem que, devemos lembrar, Dom Casmurro por si só é uma história muito boa, o que já ajuda um bocado.

Uma pena que só vá ter 5 capítulos. Pelos meus cálculos, vai até sábado.

A atmosfera de Capitu não estaria completa sem música à altura. A trilha sonora pode ser considerada heterodoxa, porque tem até Sex Pistols, mas colocar o Beirut como música tema foi uma idéia muito boa. O diretor, Luiz Fernando Carvalho, disse nessa matéria do G1 que a escolha de música pop foi proposital, para aproximar a linguagem da série dos jovens. Ele também fala da estética plástica da fotografia e das outras coisas legais que eu mencionei na mesma entrevista.

E eu achei a idéia muito legal. Parece que funcionou, porque 1. eu sou jovem, 2. eu gostei, e também porque 3. meu irmão é jovem, 4. ele gostou. Mas é muito bom que alguém faça uma montagem de qualidade de uma obra tão importante direcionada aos jovens, porque na escola as coisas ficam muito mais ásperas. Imagina que legal se, depois de Capitu, todo mundo que não leu Dom Casmurro quisesse tirar o atraso da obra de Machado?

A música é tão importante na série que a Capitu não largou o iPod nem na hora do casamento. Não entendeu? Amplia.

Mas voltando a falar de música, peço ao leitor que não pule essa parte só porque ela vai falar de música (sei que alguns pulam). Ao menos hoje, leia essa parada inteira, porque o Beirut é diferente dessas bandinhas efêmeras e apenas divertidas das quais eu falo aqui sempre.

O responsável pelo projeto se chama Zach Condon, mas infelizmente eu não saberia descrever o estilo musical do grupo. ‘Música mediterrânea’ seria uma boa, porque tem influência forte de música árabe, mas tem ukulele, uns batuques, acordeão, uma voz meio bêbada e músicas muito, muito lindas.

Dá uma chance para Elephant Gun, a música-tema de Capitu:

Não sei se foi impressão, mas acho que a minissérie tá usando outras músicas deles na trilha. A propósito, a que eu mais gosto se chama The Penalty e é assim:

Pra quem não viu, no site oficial tem vídeo, umas fotos e o link para o projeto Mil Casmurros, o site da maior leitura coletiva do país.

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Nossa vocação oficial é o trambique

Um cidadão com um cargo de tanto prestígio num orgão tão importante para a democracia não deveria subestimar a capacidade do brasileiro de dar um jeito nas coisas.

É absurdo que um orgão oficial não cogite a possibilidade de erro, nem sequer admita a investigação ou trabalhe com a hipótese de fraude. É preciso lembrar que estamos no Brasil, e se existe algo de que brasileiro entende é trambique.

Por causa da educação ruim, não temos tantas mentes brilhantes como os países de primeiro mundo. Exportamos pouca tecnologia e poucos talentos da ciência. É por isso que a gente devia assumir de vez nossa vocação oficial, de fazer as coisas funcionarem do jeito mais rápido, e tentar até investir nisso. Ganhar dinheiro, sabe? Exportar tecnologias de trambique.

A lógica é simples: como há muita demanda por bons fraudadores no país, a concorrência se torna alta entre os praticantes da atividade, o que os obriga a aperfeiçoar as técnicas de trambique. Somos um dos países mais corruptos do mundo; logo, nossos corruptores são os melhores do mundo. E nós deveríamos tirar proveito disso.

O cara que frauda uma urna, por exemplo. Se o secretário de TI do TSE tá dizendo que é inviolável, temos duas hipóteses, a saber: 1) ele está mentindo e sabe disso, 2) ele está enganado e não sabe disso.

Vamos sempre esperar o melhor do ser humano, e por isso escolhemos a opção 2. No caso da fraude ser verdadeira, significa que o fraudador é um cara que sabe mais de TI do que o responsável pelo TI do TSE. Sem dúvida é um talento a ser valorizado e utilizado em prol do bem. (Desconsideremos prontamente a possibilidade do secretário de TI não manjar nada, ok? Por um momento, vamos fingir que acreditamos na incorruptibilidade dos concursos públicos)

Várias técnicas de trambique que poderiam ser utilizados para fins mais honrados e aproveitados pelo país como símbolo da alta qualidade da nossa educação – aqui e, porque não, como embaixadores do nosso país no resto do mundo.

Falsificação de assinaturas, por exemplo: de falsário, o cara pode passar para restaurador das grandes peças nos museus europeus, por seus talentos em mimetização de obras autorais.

Os subornadores, muito numerosos por aqui, são mágicos com a arte dos números: devem pegar uma quantia, subornar todo mundo no caminho e ainda fazer sobrar um lucro enorme para ele e pros interessados no suborno. São, claramente, mestres da negociação e da contabilidade, e poderiam ser usados nesse momento de crise mundial, pelas grandes corporações, para engendrar maneiras práticas de reduzir as perdas.

E até para a técnica da bolinha mais pesada, usada para fraudar aquelas loterias federais, deve haver alguma aplicação prática industrial.

O caminho é esse! Vamos parar de ficar dando murro em prego, tentando educar nossos jovens em ciências para os quais eles claramente não têm vocação. Enquanto a Índia e Cuba exportam médicos talentosíssimos e o Japão exporta gênios em eletrônica e em ciências, já é chegada a hora de assumirmos nosso verdadeiro papel no mundo e dar condições oficiais para que nossos jovens aperfeiçoem aquilo que eles cresceram aprendendo a fazer: dar um jeito.

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Essa turma é confusão na certa!

Eis que recebo a observação mais mágica sobre um post da minha vida, provavelmente enviada pela filha do redator das chamadas da seção da tarde:

Só para descontrair o fim de sexta chuvosa. Valeu, Antonia.

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Como estragar um post divertido de maneira rápida e efetiva

Na sexta, no Goma de Mascar, um inocente post sobre fantasias nerds de Halloween levou a uma discussão acalorada sobre a dominação cultural dos EUA sobre o Brasil.

As pessoas começaram a repetir que ‘brasileiro fica imitando americano, que a festa nunca teve a ver com as nossas raízes culturais e por isso somos idiotas em reproduzí-la’.

Nesse raciocínio muito estúpido, teríamos que crucificar Mallu Magalhães porque ela toca folk, um estilo musical tradicionalmente americano e que nunca teve nada a ver com as nossas raízes culturais.

Esse discurso, junto com o ‘não coma no McDonalds, capitalismo grrrrrr’ e o ‘nada que não seja rock’n'roll é bom’ é muito, muito chato.

Como qualquer pessoa menos idiota sabe, o estilo de vida americano – música, moda, comemorações e todo o resto – é incorporado de maneira imperceptível, não só por nós, mas pelo mundo inteiro desde que a TV e o cinema começaram a mostrar essas coisas. E todo mundo é e está influenciado por isso, não há meio de escapar.

É bem engraçada essa mania que a gente, brasileiro, tem de nos referirmos a nós mesmos na terceira pessoa. Sempre que a gente tem uma crítica ao nosso país, diz ‘o brasileiro’, e em nenhum momento pensa que isso provavelmente inclui a gente. É um distanciamento que não funciona.

As festas de Halloween se ‘popularizaram’ aqui só por causa das escolas de inglês. Mas não passam de uma festa à fantasia com nome diferente e temas supostamente sombrios.

Não faz parte das nossas ‘raízes culturais’, seja lá o que isso signifique, mas o sentido original, mesmo nos EUA, já se perdeu. Para quem não sabe, a comemoração faz parte da cultura bretã, e sua origem se mistura com rituais druidas de comemoração da chegada do verão e comemorações cristãs para festejar o dia de ‘todos os santos’.

Ou seja, tanto faz aqui como lá, já que passou de um ritual religioso para um motivo para encher a cara e usar roupas engraçadas. E no fim das contas a gente sabe que é só isso mesmo: só mais um motivo para festejar, já que se brasileiro pudesse, festejava o ano inteiro.

Me chamem de, sei lá, ‘colonizada pelo imperialismo cultural americano’, mas eu sou muito mais festejar na festa de Halloween do que no show do Chiclete. Embora a coisa tenha ficado tão desvirtuada que não deve ser incomum tocar Chiclete na festa de Halloween.

Mas o mais importante: era só um post sobre fantasias de Halloween nerds. As fantasias nem eram de brasileiros, aliás. Por que existem pessoas chatas a ponto de questionar a discussão nesse sentido? Por quê as pessoas levam um post que era para ser divertido tão a sério? Quem é e de onde surgiu esse grupo chato de pessoas, que às vezes passa aqui também, e que tem como mote transformar todas as discussões descompromissadas e/ou leves em debates supostamente relevantes?

Talvez essas pessoas estejam precisando de mais festas de Halloween.

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Há vida inteligente no Zorra Total?

O Zorra Total, famigerado programa de não-humor que passa aos sábados na Rede Globo, tem dois problemas principais.

Um: é muito ruim. Nada ali se salva.

Pra ficar mais engraçado, só com a Irislene mesmo

Dois: o programa traz consigo uma carga depressiva forte. Assistir Zorra Total tem toda uma simbologia, afinal, se é sábado à noite e você não tem absolutamente nada melhor para fazer, definitivamente há algo errado. E isso também contribui para a des-graça da coisa toda.

Hoje vamos falar só do primeiro problema. Existem três tipos de atores no programa:

- Um deles é o ator-geladeira, gente contratada da emissora que, sem espaço em outras atrações, acaba jogada no Zorra Total e se vê obrigada a fazer não-humor.

- O outro tipo é a atriz-gostosa, modelos que fazem papel delas mesmas – muito burras – e se encaixam em quase todas as esquetes estúpidas do programa. Algumas são figurantes, outras fizeram escolinha de atores da Globo e depois do teste do sofá de passarem num teste rigoroso acabaram conseguindo uma vaguinha lá.

- O terceiro tipo é o ator-humorista, mesmo. O cara que sempre fez humor, nessa ou em outras emissoras/meios, e acabou caindo no Zorra por uma infelicidade do destino.

O que pode surpreender os incautos é que nessa terceira categoria há muito gente talentosa. O Zorra Total é um programa tão ruim que estraga até quadros consagrados de atores excelentes.

‘Mas se um ator é excelente, porquê ele vai para o Zorra Total?’

Boa parte da nova safra do humor brasileiro vem dos palcos, do stand-up comedy, e o Zorra percebeu isso. Certamente fez propostas irresistíveis para atores do teatro, que diante da visibilidade e da grana oferecida pela TV, não tiveram como recusar a proposta.

Claro que nem tudo são flores. Você vai ficar famoso e conhecido, mas vai ter que adaptar o quadro ao gado telespectador. O negócio é ver se o humorista está disposto a exibir algo tão ruim – não só no Zorra, mas em todos os outros lugares na TV em que humoristas precisam ‘conter’ seu potencial para adaptar o texto ao horário ou ao telespectador estúpido.

E mesmo que o quadro seja bom, não há bom quadro que se sustente toda semana com a mesma piada, com todo mundo sabendo como vai terminar. Não há saída – ir para o Zorra te tornará um cara com fama de sem graça.

Mas tem gente boa lá, sim.

A humorista Samanta Schmutz faz aquele chatíssimo quadro do ‘Juninho Péim’ ou algo assim no Zorra Total, mas é bem engraçada em seus outros personagens – assistam até o final para uma imitação precisa da Maria Rita:

O Marcelo Mansfield tem anos de carreira consolidada no teatro e adaptou o engraçadíssimo Seu Merda para um tal de Seu Banana, que ficou bem inferior… o original, contudo, é demais:

Não precisa nem falar dos Melhores do Mundo, que de Joseph Climber passou para – puta merda – Jajá e Juju.

Tem outro cara que não faz Zorra Total (e nem deve ser por falta de convite), mas cujos trabalhos tradicionais em novelas não nos permitiram perceber o quão genial ele é: Marcelo Médici.

O Zorra Total e outras novelas com núcleos supostamente bem-humorados podem ser vitrine para caras bons, sim. O problema é detectar isso no meio de tanta gente sem-graça e de quadros idem.

Alguém tem conhecimento de mais algum talento ofuscado por um formato ruim na TV?

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Something wicked this way comes: trailer de Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Eu sou uma das maiores fãs de Harry Potter de que você já teve notícia. E é por isso que eu não consigo conter a empolgação ao assistir coisas como essa. Esse é o trailer do próximo filme da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, e como nos últimos dois anos eu estarei lá, na sessão da meia-noite da estréia, fazendo cosplay de Minerva McGonagall.

Mentira né, gente. O cosplay é de Hermione.
Não, tô brincando, eu não sou tão nerd assim. Só assisto o filme na estréia, mesmo; nada de fantasias.

Assiste aí.

(Peguei no Goma de Mascar)

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