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Fringe, a nova série do criador de Lost, é sensacional

Baixei Fringe há três semanas, por indicação do Carlos Alexandre Monteiro, o cara por trás do fantástico Lost In Lost. Apesar de gostar de uma série de séries (rá!), acompanho mesmo só uma, e é Lost. Então achei que seria educado, pra dizer o mínimo, ver se a nova produção do J.J. Abrams, o cara que criou Lost, se sairia tão bem. Devo isso a ele.

O piloto de Fringe, que parece que já foi aprovado pela Fox, vazou há três semanas e são duas horas de teoria da conspiração, paradoxos e dilemas da ciência, fenômenos paranormais, perseguição policial eletrizante e… tragédias aéreas. Sim, mas com exceção das teorias da conspiração e da tragédia aérea, as semelhanças com Lost param por aí.


É, é o Pacey!

O piloto de Fringe é muito, muito mais atraente do que o piloto do próprio Lost. É provavelmente o seriado pós-arquivo X que mais se aproxima daquela vibe da série que consagrou Mulder e Scully – quem assistiu sabe a sensação de ‘tem muito mais acontecendo por trás disso do que nós jamais podemos descobrir e isso tudo poderia muito bem acontecer de verdade’. É assistir e ficar grudado na tela, tanto quanto Lost faz. Eu tenho uma teoria sobre Lost – não sobre os mistérios, mas sobre a maldição do seriado. Se você não gosta, é por quê nunca assistiu. Ninguém, jamais, é capaz de assistir o piloto e não ver os outros episódios. Fringe é desse tipo de série.

Agora só falta uma que emule aquele clima surreal e onírico de Twin Peaks. E eu também queria uma réplica de Além da Imaginação, viu… mas acho que já tô pedindo demais.

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‘Pela liberdade de expressão’: evangélicos protestam contra projeto de lei que torna a homofobia crime

Tem muita coisa errada acontecendo tipo, everywhere. Eu não conseguiria listar todas nem que eu quisesse. Mas uma exceção, entre poucas, é o projeto de lei que torna a homofobia crime, que estava sendo votado no Senado nesta quarta-feira. Eu meio que fiquei surpresa em saber que ainda não é, mas ok. Se o novo projeto de lei for aprovado, vai ser crime “impedir, recusar ou dificultar o acesso ao mercado de trabalho e a ambientes públicos ou privados por causa de orientação sexual.”

Novamente, me surpreende que hoje isso não seja crime. Quer dizer, se hoje eu não deixar um gay entrar na minha loja (hipotética) e disser pra ele que estou fazendo isso porque ele é gay, a constituição não enxerga isso como crime. Claro que tem o negócio da jurisprudência, então o cara pode me processar baseado na lei que diz que todo mundo é igual, e se o juiz for um cara decente, ele pode ganhar… mas assim, literalmente, escritinho lá, não tem não.

Mas ok, vamos pensar pelo lado bom, eles querem mudar as coisas agora. Até aí tudo lindo, super colorido mesmo.

Aí chegaram eles. Os evangélicos. Os evangélicos em questão não são super coloridos – e a pior parte: eles não querem que ninguém mais seja.

No Senado, um grupo (!) de evangélicos (!!) protestou contra a provação do projeto de lei (!!!). Eles carregavam placas com os dizeres “a favor da família” (!!!!), “a favor da liberdade religiosa” (!!!!!), além de coisas bíblicas esquisitas e da pérola abaixo:

evangélicos homofobia

Acho que a essa altura do campeonato todo mundo já deveria saber que o mínimo que a gente pode fazer, assim, pra respeitar os outros, é deixar que eles sejam felizes. Dentro do possível, óbvio, mas acho que deixar os outros serem viados serem gays está dentro do nosso possível no momento. Digo, da parcela não-gay da sociedade.

Como é possível que MUITA GENTE JUNTA que diz que AMA DEUS (que em tese pregada pelas mesmas pessoas é um ser muito amoroso e misericordioso) possa ao mesmo tempo lutar pra que um monte de gente comum não seja feliz e não perceber o quão estúpido isso parece para todo o resto de pessoas que as observa? Não, sério, porque eu não entendo muito de deus, mas pensando bem, ela não parece o tipo do cara que gostaria de ver as pessoas tristes.

Além disso, travestem (usei esse termo de propósito) essa ‘luta’ na luta pela liberdade de expressão e liberdade religiosa. Mas quer saber? Tô na mesma luta dessa tal ‘liberdade de expressão’ que eles pedem. Daí vou poder expressar com liberdade total, sem eufemismos, minha opinião adorável sobre esse tipo de gente.

É por essas e outras que eu digo que o mundo tá acabando.

*Foto por Ed Ferreira, da Agência Estado

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Um review do notebook Dell Inspiron 1525 para toda a família

Ok, olhe lá em cima, no banner principal. Tá escrito… ‘música, tecnologia, celebridades e cotidiano’ – porque a idéia era falar dessas coisas, nessa ordem de importância.

Acontece que a ordem acabou subvertendo, essas coisas de blog tomam vida e quanto você vê, já perdeu o controle. E eu quase nunca falo de tecnologia – literalmente – aqui. Tirando o post anterior e uma ou outra menção perdida nos arquivos. E nunca fiz um review, que eu acredito serem a maior invenção da internet desde o sites de busca.

Para os desavisados (meus familiares lêem meu blog, eu preciso ser didática), um review é uma resenha sobre um produto. E hoje vou fazer um review do meu tão esperado novo computador, o Dell Inspiron 1525. Como você acompanhou neste post, eu tive um pequeno imbróglio envolvendo a compra do aparelho, felizmente já solucionado (recebi um novo em duas semanas). E agora vou falar do notebook que eu comprei de uma maneira inovadora. Não, esse review não vai falar só de frequência e temperatura do processador, rotação do HD e coisa assim. Ele vai falar diretamente pra mamãe, pro papai, pra vovó e até pro cachorro, se for preciso. Comecemos.

dell inspiron 1525
Sim, a imagem quando eu ligo é uma florzinha. Não, eu não tenho nada a ver com uma florzinha

inspiron 1525
Não, meu edredom não é rosa. Isso é… salmão. Com lilás. Eu não tenho nada a ver com um edredom rosa

dell inspiron 1525

Parte técnica chata (pule se for leigo): o Dell Inspiron 1525 que eu comprei tem um processador Intel Core 2 Duo T7250 de 2GHZ e 2MB de cache, 120 GB de HD 7200 RPM, 2GB de RAM (expansíveis até 4GB), Windows Vista Home Basic, webcam embutida de 2 megapixels e um gravador de DVD. O Inspiron 1525, por padrão, tem tela de 15,4 polegadas anti-reflexo, teclado que tem 100% do tamanho de um teclado normal, saída HDMI, leitor de cartão 8 em 1,  4 portas USB, além de conexão sem fio. Não tem Bluetooth.

O notebook vem com um fone de ouvido de ótima qualidade (in-ear, a propósito) da Creative e uma flanela. O preço, R$2.500 (incluindo mouse retrátil e caixas de som da Dell), é o melhor custo-benefício em notebooks dessa configuração, considerando que o suporte da Dell, que dura um ano por padrão, é excelente. O Inspiron só peca por não permitir placa de vídeo dedicada.
Traduzindo (parte legal): dá pra entrar no site da Dell e escolher tudo, desde o processador (o que eu peguei é o mais rápido, mas tem uns mais simples, também), tamanho do disco, se você quer ou não câmera, tela brilhante – tudo mesmo. O mais legal é que da pra escolher a cor. Eu escolhi uma textura que se chama Commotion:

dell inspiron 1525 commotion
É, parece sujeira, mas só na foto. Sim, pessoalmente é mais bonito. Sim, ela brilha

Mas enfim, você pode escolher a cor que quiser, e é bem bonito, ao contrário da maioria dos outros notebooks da Dell, que são feiosos.

Ele vem com um Word (o Office, pessoal) modesto, o Microsoft Works, mas eu troquei pelo Open Office. Também acompanha fritas um software de gravação de DVDs, o Roxio, um antivírus trial de um mês que eu já desinstalei e algumas outras tranqueiras da Dell, todas já devidamente removidas.

O [Windows] Vista roda redondinho (isso quer dizer ‘bem rapidamente’) nessa configuração, e segundo relatos, também roda redondinho na configuração mais modesta do notebook, com Celeron (processador mais simples, o preço-base no site) e 1GB de memória RAM.

Pra turma de jornalismo: aqui eu rodo o Photoshop CS3 e o Dreamweaver CS3, MSN aberto e navegador Firefox com um monte de abas sem nenhuma travadinha. Isso significa que você vai poder abrir várias coisas nele que ele não vai dar tela azul. Não é legal?

Pra turma dos joguinhos (básicos): roda The Sims 2! Age of Empires III também. Não testei muita coisa, mas a maioria dos jogos da geração do The Sims 2 rodam, lógico que não com os gráficos mais belos, mas se deixar no médio-baixo ele vai bem rapidinho. E quem liga pra serrilhados se você pode construir mais balizas e atacar o vilarejo inimigo sem lag?

Pra minha mãe e pro meu pai: você pode abrir o Word e o Orkut – ao mesmo tempo.

Pra minha vó e pro meu vô: tem paciência. E é o novo.*
Nota final: tô satisfeita! Só vou dar 9 porquê dar 10 é feio, ninguém nunca dá 10, porquê aí todo mundo acha que é marmelada, e fica pensando que você paga um super-pau pra marca, e seu review perde credibilidade. De qualquer maneira… sério, é um note muito bom! Bateria dura bem (umas 2h30, nos testes em laboratório aqui), e ele é bonito e rápido pra caramba. Não é pra quem joga ou pros chatos que freqüentam o Clube do Hardware, mas pra quem tá pensando em comprar um notebook porque o desktop de casa tá capengando, é uma opção boa mesmo. E esse post não foi pago, não.

*Minha vó e meu avô são viciados em Paciência. Relatos dão conta que eles chegam a passar de 3 a 4 horas ininterruptas mergulhados no desafio eterno de mover as cartas corretas entre os montes.

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Eu tenho medo da evolução da tecnologia

Eu temo o dia em que a tecnologia, de fato, dominar nossas vidas. Digo, quando todas as coisas de fato tiverem inteligência artificial e tudo, tudo mesmo, estiver informatizado.

Primeiro porquê, por mais entusiasta que eu seja de tecnologia, existe uma nostalgia em mim – inexplicável, mas que sempre esteve aqui – de como algumas coisas eram feitas antigamente. Desde o que a gente comia até o que a gente assistia, o que fazia pra se divertir e tudo o mais.

Como eu sou de 88, sinto falta de algo que não vivi, o que é mais estranho ainda.

Mas o que me dá medo na tecnologia é que ela faz todo mundo parecer idiota sem perceber. Com a evolução dos chips, cada vez mais as coisas pequenas são capazes de nos trazer informações e, com isso, gerar reações emocionais.

O resultado é um bando de retardado gargalhando (ou chorando, até) na frente do computador. É perfeitamente compreensível para quem está vivendo a sensação, mas para quem olha de fora, parece simplesmente… idiota.

E se tem algo nessa linha com o qual eu nunca vou me acostumar são aquele microfones/fones de lapela ou bluetooth para celular, que são responsáveis por vermos pela rua pessoas caminhando e falando sozinhas, gesticulando, sorrindo e se expressando. Pro nada. Do nada.

Além disso, eu sempre fui idiota tecnologicamente, porquê a tecnologia sempre me fez de boba. A contar:

- Sempre que eu finalmente decido comprar um gadget que eu queria parcelando em 80 suaves parcelas, um melhor, mais legal e mais barato sai na semana seguinte;

- As coisas sempre quebram na minha mão, então eu me sinto sendo feita de idiota sempre que compro alguma coisa;

- Eu sinto que aqueles livros de ficção científica nos quais os robôs se voltam contra os humanos (e tem centenas deles) vão, de alguma maneira (não literalmente, penso, mas também, quem garante) se tornar realidade;

- Também acho que estamos próximos de termos chips implantados em nós. Tipo gado marcado. E com o nosso consentimento, sob o pretexto de proteção de um mal maior ou coisa assim. Lembre-se sempre que o Google sabe tudo sobre você…

Ponderando todos os prós e contras, e imaginando um futuro doido, onde todo mundo andará pela rua falando sozinho e recorrerá ao computador quando precisar se relacionar, prefiro que tudo voltasse a ser como era antes – que ficássemos só na calculadora, mesmo.

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Como foi o show de Stand-up de Danilo Gentili e Rafinha Bastos (ou ‘Nunca deixe de pedir uma carona’)

Ontem deu tudo errado. Quase não consegui chegar no trabalho no horário porque tava sem a chave de casa, quase não consegui sair no horário porque o trabalho brotou do nada; ao sair, tirei dinheiro do caixa eletrônica (CINQÜENTA MALANDROS) e a nota veio rasgada, peguei metrô no sentido errado NÃO UMA, MAS DUAS VEZES…

Por isso, quase que não fui no Stand-up, mas como meu horóscopo do dia dizia pra que eu fosse determinada (ok, dessa vez é brincadeira), enfrentei todos os sinais de má sorte que ousavam aparecer na minha frente.

Sair na semana pra lugares em SP é sempre um empecilho porque eu tenho que voltar cedo, já que dependo do trem, que não é um meio de transporte exatamente eficiente (em termos de freqüência e de rapidez). Dessa vez, no show do Danilo Gentili e do Rafinha Bastos, no Tom Jazz, cogitei faceira com a Carol (que foi comigo) que pedíssemos carona para o Danilo Gentili, pois ele costumava ser de Santo André. (Calma, essa piada ainda vai desenrolar)

mapa cptm santo andré consolação
Cliquem na imagem para ver que distribuição inteligente de linhas: para chegar do ponto verde ao vermelho, eu tenho que fazer o caminho em amarelo.

Lá eu conheci os caras do AOE, revi um pessoal maneiro da turminha blogosférica e descobri inúmeras verdades sobre a TV de Plasma LG.

Tenho que confessar que, apesar do brilhantismo da ação, eu nunca tinha ouvido falar de nenhum daqueles boatos sobre TV de plasma. Mas pra ajudar a LG, já aviso: TV de plasma não é ruim, gente. É super legal.

A comédia, em si, foi bem legal. O Danilo é um cara engraçado e o jeito que ele fala (um sotaque bizarro, que eu juro, NÃO É ANDREENSE!) acaba transformando algumas piadas não tão boas em piadas muito boas.

E embora as piadas do Gentili sejam mais legais, o Rafinha tem muito mais desenvoltura, é showman mesmo, do tipo que canta, atua e sapateia. Nunca o vi sapateando. Ele só pecou por repetir muitas piadas que já estavam no Youtube.

Depois do texto e tal (e o que eu acho muito engraçado no stand-up é a maneira como eles fingem – mesmo que seja óbvio que não – que eles estão tirando aquilo da cabeça deles na hora), eles improvisaram no final e daí deu pra perceber como os caras podem ser bons mesmo sem texto pronto.

Aí acabou. Cumprimentei os recém-conhecidos e os já conhecidos de muito tempo e sai correndo pro metrô com a Carol, pra pegar o trem a tempo. Queria ficar conversando com os meus novos e velhos amigos, talvez trocar uma idéia com o Rafinha e o Gentili, pedir pra eles darem uma lida no blog, não sei. Mas se eu perder esse trem, que sai agora às 11 horas, só amanhã de manhã não tinha jeito.

Aí, no caminho pro metrô, disse:

- Pô, vamo esperar, Carol. A gente pede carona pro Danilo Gentili.

Aí, gargalhamos abertamente de cogitar essa possibilidade claramente não-possível.

Consegui trocar a nota rasgada no táxi que peguei quando cheguei em Santo André, cheguei em casa, tomei um banho quentinho e deitei na cama pensando “afinal, as coisas não deram tão errado assim”.

Aí hoje eu abro o Post do AOE sobre o evento e me deparo com um comentário da ganhadora dos ingressos lá pelo site mais quente blá blá blá:

Bem que o horóscopo tinha dito pra que eu fosse determinada.

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Resultado da promoção ‘ganhe um par de ingressos para assistir Rafinha Bastos e Danilo Gentili em São Paulo’

Pois bem, a promoção foi um sucesso estrondoso. Recebi umas dez centenas de boas mentiras e algumas dezenas de frases com as palavras ‘alface’, ‘perturbado’ e ‘higiene’, o que comprova a tese de que brasileiro é idiota não lê.

Apesar de ter sido super difícil, já escolhi um ganhador para o par de ingressos para assistir o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili em SP amanhã. O nome dele é Paulo Henrique Martins e ele contaria a seguinte mentira para vencer a promoção:

Eu até diria que o site mais quente da galáxia é o “Ato e Efeito”!!! =P

O mais curioso é que, de fato, ele disse, como vocês podem ver aqui:

ato ou efeito

Como PH não só disse que mentiria, como de fato mentiu (e para conseguir o ingresso), o que faz ele ter contado a verdade (!), eu achei o mecanismo paradoxal extremamente engenhoso e resolvi que o prêmio seria dele. Como se não bastasse isso, ele zoou o AOE no processo. Mas é CLARO que o AOE é o site mais quente da galáxia e o PH só tava zuando.

PH, na tarde da terça-feira, 17, entro em contato com você pra confirmar o par de ingressos. Quando atender, tem que dizer ‘Promoção Olhômetro + LG dá ingressos pra você!’, senão perde tudo na hora. Ok? Mas tem que ser bem alegre. Não pode dizer a frase com tristeza ou desânimo.

Menção honrosa para a leitora Geovana Bidoia, que disse que está com uma doença grave em fase terminal (e eu não entendi se era mentira ou não e, por isso, perdeu playboy) e para o Regis Oliveira Rocha, que apesar de ter escrito uma dissertação uma frase muito legal, perdeu porque escreveu com muitas palavras difíceis, eu tô com sono e não quis ler de novo pra entender tudo.

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Fim de semestre letivo: sua última chance de tomar vergonha na cara

Ah, o fim do semestre letivo. Numa faculdade cuja grade é semestral, esse período significa ânimos exaltados, professores e alunos em polvorosa, expectativas altas (ou baixas, que é o segredo da felicidade, né gente?), provas de recuperação (lá na faculdade é ‘exame’, mas desde a primeira série eu falo ‘recuperação’ e não vou mudar agora. Às vezes ainda falo ‘mãe, não vou para a escola hoje’ e ‘está na hora do recreio’) e, na minha visão, o mais impressionante:

Os alunos ganham um ímpeto impressionante de lutar pelos seus direitos acadêmicos.

Nunca vi nada igual, nem em uma sala de jornalismo, onde os alunos, em tese, teriam o espírito mais revolucionário (pffff). A gente passa o semestre inteiro tendo aula ruim, pagando mensalidade alta, não tendo impressora, computador, uma série de coisas. Mas… sei lá, dá preguiça né. De reclamar. De fazer acontecer. Essas coisas. Além disso,… a Malhação vai começar!

Mas maluuuuco. Se a DP aperta… Aaaah, aí é o absurdo. Porquê assim, não importa que você tem 20 anos. Você não tem vergonha na cara. E você SEMPRE vai botar a culpa do seu fracasso no professor, que na maioria dos casos, nada tem a ver com isso.

Metodisney
Alunos de Jornalismo fazem questão de honrar o apelido mais polêmico da Universidade

Então você vira uma espécie de Che Guevara dos direitos do estudante. Revolucionário, você quer lutar pelo direito (seu e de todo mundo, que fique claro, que é para ver se os outros alunos prejudicados também se empolgam) de ter uma recuperação antes da prova, pelo direito de passar se faltou só 0,5 ponto, pelo direito de não fazer a prova, pelo direito de abonar faltas. Ah, os direitos.

Sim, porquê você trabalha e não tem tempo de estudar. Sim, porquê você paga mensalidade (“e bem cara!”) todo mês. Sim, porquê você só escreveu ‘apezar’ com ‘z’, e não merece perder meio ponto por isso. Sim, porquê você fez tudo no trabalho (bem mal feito, aliás, mas fez), então merece a maior nota.

O que esses estúpidos falsos revolucionários pouco percebem está absolutamente óbvio: é muito mais prático estudar para a prova de recuperação do que ficar tentando convencer o professor a passar meia sala que não atingiu a nota mínima. Vai te tomar muito, muito menos tempo e dor de cabeça, além de evitar uma quase certa indisposição com o professor. Mas para quê facilitar se é possível complicar, não? É a máxima do brasileiro médio sendo aplicado nas relações de sala de aula. Empolgante.

É super-fácil reclamar da má qualidade das aulas do cara quando chegam as notas. Por que ninguém fez nada antes?

Tomemos, todos nós, vergonha na cara. Falta maturidade para abaixar a cabeça, assumir o erro e tentar melhorar na próxima vez. Não dói tanto, não. É só uma aula de Economia, poxa. E se não conseguimos assumir um erro na faculdade, quem dirá quando o negócio for sério?

Ficadica.

Já participou da super-promoção do Eyemeter Olhômetro para ganhar um par de ingressos pro show exclusivodo Rafinha Bastos e do Danilo Gentili na próxima quarta, 18, em São Paulo? Não? Basta dizer qual mentira você contaria para poder ir ao show. Corre, que o prazo tá acabando: a promoção só vai até a 0h00 de terça-feira (ou seja, daqui a pouco).

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Isso sim é engraçado: ganhe um par de ingressos para assistir Rafinha Bastos e Danilo Gentili em São Paulo

lg rafinha bastos danilo gentili

Como todo mundo que é alguém na noite, também tô ‘sorteando’ um par de ingressos pra assistir ao show fechado dos super humoristas que tão super na moda do Rafinha Bastos e do Danilo Gentili que a LG tá promovendo como parte da campanha da super-nova TV de Plasma deles.

A parada é fechada pra blogueiros-descolados-convidados e sortudos-sorteados-criativos-ganhadores. Se você não faz parte do primeiro grupo, essa é a sua chance de entrar no segundo. Vai, não adianta fingir que você não gostaria.

Como eu SEMPRE quis forçar as pessoas a quebrarem a cabeça fazendo frases idiotas pra ganhar promoções, como eu fiz, em vão, por toda a vida, pra participar é o seguinte:

Faça uma frase criativa com as palavras alface, higiene e perturbado.

Brincadeira, né.

Basta responder: Que mentira você contaria pra ganhar esse par de ingressos? Não se esqueça de colocar no e-mail seu nome completo e telefone pra contato (com DDD!). O show é em São Paulo, e infelizmente não posso te hospedar na minha casa – então se não tiver onde ficar, não participe! Mande sua resposta pra contato@olhometro.com

O prazo pra enviar a resposta é até as 00h00 de terça-feira (ou seja, no fim da noite de segunda-feira). A melhor resposta será escolhida por uma comissão formada por mim. E pelo meu irmão, se ele quiser ler as respostas engraçadas. E pelos meus amigos próximos.

E lembre-se: se não for pelos humoristas (que são engraçados, como é de se esperar), os caras do TDUD! vão estar lá, véi. Vale a pena.

Editado: olha, como a gente é muito legal, vamos dobrar suas chances de ganhar. O SITE MAIS QUENTE DA GALÁXIA também vai dar um par de ingressos. CORRE LÁ!

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Experimento: como ganhar nota num trabalho sem fazer nada

O plano:
Pela primeira vez da vida, fazer o que um monte de gente já faz comigo: me escorar deliberadamente em um grupo num trabalho da faculdade, mas fazer isso fingindo que nada tá acontecendo. É óbvio que eu já ‘não fiz nada’ algumas (poucas!) outras vezes, mas isso aconteceu em grupos de pessoas amigas e foi absolutamente consentido. A idéia agora era fingir que não era comigo e deixar a coisa rolar.

Por quê?
O grupo tem 12 pessoas e o trabalho é bem simples. É até DESNECESSÁRIO que todos façam algo, pra não dizer bem difícil. Além disso, tenho dezenas de outros trabalhos para me preocupar. E no seminário anterior nessa matéria, apesar de ser nova no grupo, refiz o trabalho inteiro e apresentei. Ganhei créditos de vagabundagem acadêmica com essa dedicação inicial.

Como:
O primeiro passo é ignorar absolutamente os e-mails cobrando conteúdo. O segundo é não olhar na direção de algumas das 12 pessoas do grupo na sala. Isso não foi difícil, porquê boa parte deles é bem chato e eu não tenho motivos pra olhar na direção deles.

Desenvolvimento:
Na sexta, alguém me cobrou um conteúdo. Eu disse que poderia transformar os textos em slides (especialmente porque a noção de design do pessoal é péssima). Concordaram em me mandar  no sábado.

No sábado, recebo o conteúdo já nos slides, com uma observação de que o texto pode ser mudado, mas o design dos slides não (numa vibe ‘adorei o que eu fiz, favor não mexer’). O fundo era uma montagem bem feita mas muito, muito pesada, poluída e escura. Sou minimalista. Mas enfim.

Prometi que mandaria conteúdo no sábado e então resolvi colocar o plano em ação, já que percebi que eles estavam me cobrando sem cobrar os outros.. 7 membros do grupo, só porquê eu era novata e viam que eu faria. Não mandei o conteúdo.

A falha:
Na segunda, na aula, recebi uma indireta: ‘Você recebeu meu e-mail?’
Eu disse que sim, e não falei mais nada. A menina não desenvolveu.
Minutos depois, fui prensada na parede. Quatro membros do grupo me perguntaram porque eu não enviei no final de semana. Disse que havia esquecido, mas não sei mentir, então ficou bem claro que eu não tinha feito porquê não queria. Eles demandaram que eu procurasse o conteúdo que a gente precisava no Portal do Estadão e inserisse nos slides até as 16h. Pressionada, não fui forte o suficiente e acabei cedendo.

Corrigindo:
Óbvio que estaria no trabalho e que, mesmo se quisesse, não conseguiria encontrar o material que a gente precisava. Às 15h, dei uma busca no site e percebi que seria uma longa pesquisa. Encontrei algumas matérias, nenhuma útil. Uma delas talvez tivesse o teor que precisávamos. Separei e enviei por e-mail o link. Não inclui o material nos slides.

A surpresa:
Nem por e-mail e nem na aula, no dia seguinte, ninguém me cobrou. Na aula em questão, um grupo apresentaria o trabalho antes do nosso. Acontece que era uma espécie de seminário, e a discussão acabou se estendendo. No final, só o primeiro grupo apresentou. Nossa nota seria dada pela intervenção e moderação da discussão grupo 1/sala. Ficamos com 0.8 de 1.5

Avaliação do saldo:
Positivo. 0.8 pelo envio de um link é um bom negócio.

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Pearl Jam: a ascensão e a queda (?)

Ontem, falando mal do disco do Coldplay, lembrei-me de mim mesma e dos tempos áureos de fanatismo por uma banda.

Se hoje sou fanática por música, e ouço tudo que aparecer pela frente, tive uma época (precisamente dos 14 aos 17 anos) na qual dediquei toda minha vida e ouvidos a uma única banda: o Pearl Jam.

pearl jam

Não que isso limitasse tanto o tipo de música que eu ouvia, já que o Pearl Jam tem um repertório de mais de 200 músicas.

Ok, limitava.

Eu comecei a ouvir o Pearl Jam por causa da música que depois eu (como boa fã fanática) vim a detestar, Last Kiss. Depois disso, um Ten furado de tanto escutá-lo e um Touring Band (DVD do PJ de 2000) de presente de Natal (no lugar do box da primeira temporada de Friends que eu havia pedido; claro que fiquei puta, afinal, Eddie Vedder ain’t no Matthew Perry).

Daí pra frente, foram anos de engajamento e militância pró-Pearl Jam, que envolveram participação ativa na fundação do Fã Clube Brasileiro e do maior fórum da banda no país, milhares de pacotes cheios de bootlegs e gravações raras enviados e recebidos pelo correio e centenas – centenas mesmo – de pessoas que eu conheci por causa da banda. Algumas são minhas amigas até hoje.

Depois que assisti a três shows do Pearl Jam em 2005, quando a banda veio ao Brasil, meu fanatismo arrefeceu. Guardo em casa todos os CDs de estúdio dos caras, DVDs oficiais e a maioria dos bootlegs, além de um pandeiro que ganhei no show do dia 3/12 em São Paulo, do próprio Eddie (tenho testemunhas, ok?). O gosto pela banda… esse, eu não sei onde guardei.

Devo muito ao Pearl Jam, ainda assim. Foi no Restless Souls, o fórum que ajudei a criar, que tive contato com gente que tinha, ainda bem, um gosto musical mais vasto – e foi lá que comecei a ouvir The Who, meu primeiro grande passo para fora do mundo Pearl Jam. Foram as letras do Pearl Jam que me ajudaram a passar pela difícil fase que foi a do ensino médio. E foi com eles que eu aprendi que pra ser famoso não é obrigatório se expôr: basta ter talento.

Falei tudo isso porquê estive visitando o fórum que eu costumava administrar há um tempão e li um tópico incrível, que me lembrou as discussões das antigas, quando não havia Orkut e todo mundo que gostasse da banda na Internet acabava caindo no Restless Souls. O pessoal por lá, os mesmos de sempre, estão como eu: com o gosto calejado. Não existe mais aquele fanatismo adolescente, o amor incondicional à banda e a tudo o que eles fizerem, feliz ou infelizmente.

Quanto ao Pearl Jam, me lembrei aqui porquê comecei a gostar deles:

E aqui, acho que encontrei o motivo pelo qual o gosto esfriou:

Apenas a propósito, esse último vídeo é do DVD mais recentes deles, Imagine In Cornice, que retrata a tour italiana em 2007, e é fantástico… digno da melhor banda do mundo.

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