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Arquivo: 11 de setembro

10 coisas para tirar a (minha) vida do tédio

Minha vida tá parada. Morna. Correta. Eu acordo, às vezes vou na faculdade, vou para o trabalho, chego às 23h30, leio meus feeds, durmo, acordo, às vezes vou na faculdade… é um ciclo sem fim. Quando tô de saco cheio, não dá para pensar ‘acabou o dia’, porque no dia seguinte recomeça tudo de novo. Não dá para pensar ‘o fim de semana tá aí’, porque logo o fim de semana acaba, eu não faço nada de diferente nele e vem a segunda.

(Breve pausa para falar da segunda)

A segunda é o dia mais desesperançoso da semana. A segunda é um dia cruel. Te tira da alegria daquele oásis que são o sábado e domingo no meio dos áridos dias úteis e te joga no meio do panela fervendo. Você não tem opção senão voltar pro tédio. Isso é o que a segunda representa para mim.

(Fim da breve pausa)

A falta de acontecimentos ligeiramente interessantes têm sido inclusive um problema aqui no blog, já que se nada acontece na minha vida, não há sobre o que escrever.

É por isso que eu tenho pensado em certas coisas para sair dessa rotina chata. Essa lista não foi pensada à força, todas as coisas realmente passaram pela minha cabeça de um jeito ou de outro nas últimas duas semanas. Não vou conseguir colocar a maioria em prática, mas não deixa de ser um conselho útil para alguém que está disposto a um pouco de aventura.  Viver é preciso. E eu estou lendo Hunter Thompson, o que me faz ter vontade de jogar tudo para o alto.

Ler Hunter Thompson

Não, esse não é o Gracindo Junior

O cara é um gênio da porra-louquice. É bom para te incentivar a fazer qualquer uma das coisas sugeridas aqui, ou seja, antes de qualquer coisa, leia Hunter Thompson.

Ter e executar uma idéia simples e revolucionária

Acho que isso é o tipo de coisa que pode te tirar da rotina. A maioria das pessoas passa a vida inteira sem ter uma idéia revolucionária. E mesmo na parcela da população que as têm, pouquíssima gente as executa. Fique atento aos seus pensamentos mais estúpidos: os grandes gênios da história sempre descobriram as coisas quando estavam pensando em algo totalmente contrário ou absurdo (ou assim os livros querem que a gente pensa, para que a história tenha graça).

Assaltar um banco

Certamente assaltar um banco é algo capaz de causar turbulência em uma vidinha pacata. Mas é ilegal (para alguns, isso faz parte da diversão) e não sei se as possíveis conseqüências valem a adrenalina do momento.

Aprender algo novo realmente legal

Nunca surfei, mas sempre quis aprender. Surfar deve ser uma daquelas coisas unânimes, não deve existir quem tenha surfado e dito: pô, isso é uma merda, nunca mais vou surfar. Nunca é tarde para aprender. Andar de skate é outra opção mais prática, pois dispensa a necessidade de litoral e de roupas de neoprene ridículas. Outra coisa que seria legal aprender é eletrônica – seria capaz de fazer todos aqueles mods nos meus gadgets. Ou fotografia. Criptografia! Sempre quis aprender criptografia. Gastronomia…

Viajar para um lugar muito louco

Por ‘muito louco’, digo um lugar daqueles que as pessoas dizem que são ‘misteriosos’. Tipo a Índia, ou Macchu Picchu. Ou conhecer templos de Monges Tibetanos. Coisas realmente diferentes, não ir para a praia no feriadão. Eu estive tentando organizar uma viagem de quatro dias, na véspera do Natal, para São Tomé das Letras, em MG, mas tem estado tão difícil convencer as pessoas que eu estou considerando ir no esquema mochilão-solitário. Já é um aquecimento para o futuro.

Se mudar

Po, não tenho dinheiro, mas me mudar seria algo realmente diferente. Durante meses eu ia ocupar minha cabeça com as coisas de uma nova casa, fora as outras possibilidades que morar sozinha traria (e dificuldades, também). Daria para ocupar a cabeça por um tempão.

Fazer um pacto com o diabo

Não sei, mas seja lá o que isso signifique, provavelmente agitaria a minha vida por um tempo. O problema é que eu me canso logo das coisas, e parece que com o diabo não há rescisão de contrato. Quer dizer, até há, mas a multa é complicada. Mesmo assim, se alguém tiver interesse

Cancelar todos seus velhos amigos e arranjar novos

Se a sua vida está um tédio, formate-a. Apague todo mundo que é possível dela e troque todo mundo por gente nova. E o mais sensato é começar pelas pessoas que você conhece.

É brincadeira, gente. Tamo junto.

Entrar para uma sociedade secreta

As sociedades secretas tão aí, cara. Não olhe para trás, você pode se deparar com um membro delas. E participar de uma deve, pelo menos, prover segredos interessantes sobre coisas importantes para alguém que está fundamentalmente em busca de sentidos. Por isso, faço um apelo: me convidem, sociedades secretas.

Sabotar seu cartão de passes de ônibus

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Mas olha, no fim das contas, a vida é bem menos glamurosa. Eu pedi uma quebra de rotina e foi isso que eu ganhei: meu Bilhete Único pifou do nada e agora eu vou ter que acordar cedo e ir até a SPTrans, pegar uma fila dos infernos, para ter meu cartão trocado. Isso não acontece com freqüência. É, sem dúvidas, uma quebra da rotina. Obrigada, universo. Você conspirou a meu favor.

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Zeitgeist, o documentário: teoria da conspiração?

Eu nunca duvidei das conspirações. Meu interesse pelas coisas que ninguém pode saber existe desde que eu me lembro. Aos 8 anos já andava com revistas sobre U.F.Os debaixo do braço. Às vezes eu tenho certeza que vim de outro planeta.

Não sou cética, mas uma coisa a faculdade de Jornalismo me ensinou: nunca acredite em nada antes de checar. Isso contribuiu enormemente na minha busca pelo conspiratório, dado que agora sou mais seletiva com aquilo que leio e em que acredito. Na busca pelas fontes, acabo pesquisando mais e as coisas ficam mais fáceis de acreditar. É um paradoxo.

Numa dessas andanças, cai na coluna do Marcelo Del Debbio, no Sedentário&Hiperativo. Lá, encontrei muita informação sobre religiões, ocultismo, sociedades secretas e todas essas coisas que descabelam pastor evangélico. Uma delas foi o Zeitgeist.

Zeitgeist: the Movie

Zeitgeist: the movie é um filme produzido em 2007. Dizem pelo Google por aí que a exibição foi proibida em diversos países, inclusive no Brasil, mas acho que é mentira porque não encontrei informação oficial acerca disso (além do mais, proibir o filme seria dizer que ele fala verdades, e isso é perigoso). No site oficial, você pode baixar o filme de graça, ou assistí-lo (com legenda em português) no Google Vídeos.

Num resumo criminoso, o documentário é o seguinte: três partes. A primeira explica porque Jesus e o Cristianismo são uma farsa, e que toda a idéia dele é na verdade uma amálgama de crenças anteriores ao Cristianismo. Beleza, meio impreciso e um pouco “superficial”, mas é compreensível, já que o filme pretende ser didático e atingir o maior número possível de pessoas. Além disso, o filme sugere que Jesus, a figura histórica, nunca existiu, e eu não acredito nisso. Mas com essa tese inicial, o autor prova a força do mito na manipulação das massas. Beleza.

Partes dois e três: aí que o negócio dá medo. O documentário mostra a farsa 11 de Setembro (eu já estou convencida de que foi tudo forjado) e como a Guerra no Iraque e outras guerras americanas são parte de um plano minuciosamente arquitetado, cujo único objetivo é controlar o mundo e catalogar com um chip todas as pessoas.

Como assim, Bial?
Como assim, Bial?

Daí você pensa: “Putiz, que paranóia. É muita viagem pra ser verdade, e se fosse, alguém já teria feito alguma coisa”. Lembre-se: é exatamente isso que eles querem que você pense.

Não custa assistir, não sem antes ligar o senso crítico. Nunca dá pra acreditar 100% em tudo, embora todas as fontes possam ser encontradas nos créditos do filme e no site oficial. Mesmo assim, se você não acreditar em nada, pelo menos deve gerar alguns questionamentos, e questionar-se nunca é ruim (só a igreja acha isso). Quanto a mim, já estou correndo para limpar meus registros online, trocar de nome e dissociar absolutamente meu “eu virtual” do meu “eu real”. O Google vai ser fundamental no controle da população e eu quero estar bem longe quando isso acontecer.

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