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Governo apóia ensino ‘religioso’ nas escolas. Tsc

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O INRI APROVA ESTA IDEIA

Negócio é o seguinte, governo aprovou ensino religioso nas escolas e tal. Faz uns dias já, mas tava querendo falar sobre isso há tempos.

Só o fato de o estado ser laico, em tese, já deveria proibir uma lei dessa de ser cogitada. Mas vamos ignorar este pormenor.

Os defensores dessa lei argumentam que é educação religiosa genérica, não-atrelada a nenhuma religião específica, e que é sempre importante ensinar princípios religiosos, porque eles agregam moral e valores. Vamos supor que eu concorde com isso (não concordo, e acho que se você precisa ter medo de Deus pra ser um cara legal você é um babaca).

Você acredita que o ensino religioso vai ser genérico? Abranger todas as crenças? Que além do pai nosso, as crianças vão aprender dogmas islâmicos, judaicos, do candomblé…? Tipo, é óbvio que não. Os professores nem têm preparação pra isso (na verdade não sei se isso é verdade, mas acho importante afirmar que os professores não têm preparação, no Brasil é legal falar isso). O termo ‘ensino religioso’ já assume por definição a ideia de ensinar doutrinas católicas. E quem eles querem enganar? Tipo, o acordo foi fixado com o Vaticano. Não foi com Israel ou com o Dalai Lama. Crianças vão receber ensino católico nas escolas, ponto.

Será que eles vão ensinar a rodar? Tipo, claro que não.

O que eu acho mais prejudicial disso é que o catocilismo tem como base o tal mistério da fé. Que significa basicamente que tudo o que é inexplicável é mistério da fé e pronto, favor não questionar. E quanto mais absurdas forem as coisas inexplicáveis, mais fé você precisa ter pra se manter católico. Logo, quem abaixa a cabeça pra dogmas bizarros é muito mais querido por Deus, porque tem mais fé. Tipo, lê esse texto que você vai entender.

O que se traduz em: as crianças não serão encorajadas a questionar. Imagina uma criancinha lá de 7 anos tendo aula de religião. Daí o professor explica que Deus fez Eva de uma costela de Adão. A criança vai perguntar como isso é possível, já que teria machucado Adão em primeiro lugar, e em segundo lugar é muito complicado transformar uma costela em uma mulher. E dirão para ele que é assim porque deus quis assim. Pronto. Mistério da fé. E imagina as consequências infelizes de crianças que não questionam as paradas.

Na melhor das hipóteses, teremos uma geração revoltada porque ninguém explica nada pra elas. Boa. Na pior, um monte de crianças alienadas, conformistas e fanáticas.

PIOR: e se lá eles ensinarem que usar camisinha é ruim? Além de alienadas, conformistas e fanáticas, as crianças com ensino católico terão todas AIDS. E filhos, muitos filhos. Católicos. Que mundo horrível, que vibe incorreta.

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Jesus era a sensação da criançada

Eu tive educação ‘religiosa’, amigo. Leia-se católica. Uma vez eu perguntei na aula de ‘religião’ como teriam surgido diferentes etnias, se no início só havia Adão e Eva. A professora explicou que a história de Adão e Eva era uma metáfora. Engenhoso, mas tem muita gente, inclusive na própria igreja, que jura que a parada é literal.

E eu era sacana. Escrevi na prova de religião que acreditava em Jesus Cristo como meu único pai e salvador e tirei 10. Mas nem acreditava naquilo.

Pior era ter que rezar pai nosso todo dia de manhã. Eu não queria, mas se não rezasse todo mundo ficava olhando, e era um saco parecer que você não tá rezando porque é revoltado e quer ser o rebelde. Daí eu rezava junto.

O Richard Dawkins, autor de Deus: um delírio, diz que dizer que uma criança é católica ou judia ou protestante é como dizer que uma criança é comunista. Eu concordo. É uma coisa cruel pra cacete.

*Tirei os ‘tipos’, para agradar aos professores pasquales de plantão. Agora sim o texto vai ficar bom. Abs

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Sua imagem, eternamente, congelada num bloco de cristal

Tem essa lenda de que as pessoas costumavam ter medo de fotografia quando esse fantástico recurso que captura o momento foi descoberto. Ou inventado. Enfim. Os antigos achavam que a câmera fotográfica era capaz de aprisionar a
alma das pessoas.

Tinha uma parada semelhante com espelhos. Acreditava-se que eles eram também capazes de capturar a alma das pessoas. Por isso, inclusive, que vampiros (os tradicionais, não os de Crepúsculo, parece) não têm reflexo em espelho – eles não têm alma.

Claro que a pessoa que chegou a essa brilhante conclusão lá na idade média não parou pra pensar que se o espelho só refletisse coisas com alma, tudo o que veríamos diante de um deles seria… nós. Ou a cama, a parede e o resto das coisas têm alma? Ok, divago.

De qualquer forma, se tem alguma invenção do ser humano que é capaz de aprisionar a alma de forma medonha, eu descobri ela neste sábado. Se chama Cristal Image.

slogan

Será que em nenhum momento, da criação do slogan até a aprovação dele, ninguém reparou que o que ele oferece não é exatamente algo, digamos, a se desejar? “Você, eternamente dentro de um cristal” pra mim soa como plot vagabundo pra episódio de Goosebumps. Eu não quero ficar eternamente aprisionada num cristal. Isso dá medo.

De qualquer forma, a Cristal Image vende blocos de cristal (que parecem acrílico) com uma imagem do que você quiser. Eles esculpem lá dentro, em 3D, uma reprodução de algo – pode ser o brasão de um time, um objeto, ou mais comumente…

Dramatic Chipmunk animated gift

…uma pessoa.

robertobizarro

É isso mesmo. Você dá uma chegada no quiosque do shopping (eu tirei a foto do Roberto na vitrine), eles fazem um scan louco 3D de você e colocam esse scan dentro de um bloquinho transparente. Esse do Roberto tinha uns 15 centímetros de altura. Aí você captura essa imagem bisonha, transforma sua pessoa (ou quem você quiser, sei lá) numa reprodução assustadora daqueles efeitos especiais de filme de terror em que a expressão dos indivíduos é congelada para a eternidade e, a cereja do bolo – DÁ ISSO DE PRESENTE PARA ALGUÉM.

Sim. A idéia é registrar as cabeças e presentear entes queridos. É um esquema moderno e um pouco menos cruel daquelas tribos que encolhem as cabeças dos inimigos e as colecionam como recordação.

Na primeira vez que vi, fiquei em volta do quiosque, chorando de medo, e me assustando com as pessoas que chegavam, olhavam a vitrine e diziam “olha, que legal!” Não vou nem comentar a pertinência decorativa do acessório (ok, eu vou – puta negócio feio pra pôr na estante, de um mau-gosto fenomenal), mas não é só isso, é pelo aspecto assustador que tem um bloco de vidro com a expressão de alguém congelada. E alguém deve fazer dinheiro com isso – não é pouco, vide o preço do Roberto.

AH. E falando no preço do Roberto, aí vem a parte esquisita – eles vendem blocos prontos lá na vitrine. É como se eu chegasse no quiosquezinho e dissesse:

- Opa. Quero um bloco de cristal com a imagem de alguém aprisionada eternamente.
- Pois não, senhora. De quem é a imagem?

- Hum, deixa eu dar uma olhada… tem alguma sugestão?
- A Tatiane e o Morelli têm saído bastante, senhora.

tatianeemorelli

- É mesmo? É, eles parecem bem felizes. Acho que vou levá-los, vão ficar lindos no aparador da sala de estar.

I mean, QUEM PAGA R$129,00 por um bloco de vidro com um cidadão desconhecido chamado Roberto, sua expressão de insanidade congelada para o resto da eternidade congelada sobre a mesinha de canto? Por quê?

Parece que a resposta é difícil mesmo, porque segundo o site da Cristal Image, que é uma marca no estilo franquia, só existem duas lojas – uma no Shopping ABC (uhú!) e outra no Mauá. Sucesso.

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Quando a vida imita a arte e se transforma nela

Quando eu assisti Show de Truman, eu ainda tava naquela fase em que a gente achava que o Jim Carrey só servia pra fazer personagem babaca. Não que eu tenha saído dessa fase, mas depois ele fez Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, caiu no gosto dos descolados e agora todo mundo gosta dele. Mas naquela época não havia perspectiva de que ele fizesse algo legal, então você já ia pro filme com algum preconceito, esperando caretas e piadas escatológicas.

E o filme – que todo mundo já viu na Tela Quente, acredito – acaba por ser bom. Tem uma crítica maluca à era dos reality shows, uma maluquice de Mito da Caverna (tudo tem mito da caverna nesse mundo de deus), um pouco de humor ácido, a previsão de um futuro absurdo e voyeurístico com uma pitada de Orwell, um final que muitos acham muito bom e outros acham insatisfatório… e deixa aquele gosto de paranóia na boca, algo como ‘mas… será que isso não poderia de fato acontecer?’

A pergunta está finalmente respondida.

Nadya Suleman

Mãe americana de óctuplos diz que fará série documental

Ela tinha seis filhos. Engravidou de mais 8. Não satisfeita em contribuir com 20% da explosão demográfica registrada no planeta nos últimos 8 meses, a mãe doida com barriga horrível de 20 mil crianças vai, aparentemente, negociar a filmagem de um reality show com seus 8 filhinhos. As câmeras vão acompanhar o crescimento dos seis meninos e duas meninas até eles completarem 18 anos.

[pausa] (Breve reflexão: só eu acho que Mãe de Óctuplos parece Mãe de Octóplus, em que Octóplus é como se fosse o vilão do Homem-Aranha? Ou do 007?)

octopus

[/pausa]

Eu não quero nem imaginar o que vai acontecer com essas crianças. Se elas ficarem iguais à Maísa, estamos todos no lucro, porque as possibilidades de tragédias maiores são inúmeras se o negócio acontecer mesmo. Simpsons já previu a situação e não foi nada agradável para Apu e Manjula.

A questão é que… não deveríamos estar chocados com esta “superexposição”, esta “absurda e já profetizada orwellização da sociedade”, essa “irresponsável exploração monetizada de crianças sem capacidade de decidirem por si mesmas”. Não, não podemos nos chocar.

Afinal, caso vocês não tenha notado, estamos na era do Show de Truman. Apesar dos reality shows não serem mais exatamente uma novidade, a ferramenta de mídia social que é alardeada como o divisor de águas da disseminação da informação pela rede consiste nada mais nada menos do que um reality show bizarro de centenas de pessoas, ao mesmo tempo, ao vivo.

Bem vindo ao Twitter.

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Univerxadrez

E daí que cheguei na faculdade esse ano e encontrei os batentes das portas ornados por uma caixinha preta com um led que, dependendo da situação, era verde ou vermelho.

A única vez em que tinha me deparado com algo parecido foi quando me aventurava na Rússia soviética como agente secreta da coroa britânica. No Nintendo 64, jogando 007 Goldeneye – as caixinhas nas quais você deveria encostar as credenciais que abriam as portas eram iguaizinhas.

007

Normalmente a gente não precisa alvejar os soldados antes, mas acho que é uma das próximas medidas

Um pouco de conversa com os amiguinhos foi o suficiente para sacar que, muito embora eu não fosse mais agente secreta na Rússia soviética, aquelas caixinhas eram mesmo autenticadores de credenciais. As portas da universidade não usam mais o defasado sistema de chave na fechadura. As portas só se abrem com o professor passando o crachá.

Moderno, arrojado, primeiro mundo. Economiza tempo, porque o professor não precisa ir até a sala dos professores buscar a chave quando chega. E aumenta a segurança. Lindo.

Só tem uma coisa. Junto com as caixinhas pretas, veio uma nova política gatekeeper na faculdade – uma vez fechada pelo professor que entrou na sala, a porta não abre mais pelo lado de fora. Lá, encontra-se apenas uma maçaneta falsa, travada, pura ilusão para constranger o aluno que pegou recorde de trânsito em SP ou que só quis mesmo passar no bar antes de entrar – só pra ver se tinha alguém lá, sabe como é – ou seja lá o que for que fez o cidadão atrasar.

A política nova obriga ao aluno bater na porta e esperar que o professor abra. Toda vez em uma aula que um aluno chegar atrasado o professor será obrigado a parar a aula, desviar a atenção de toda a sala para o aluno em questão e abrir a porta pra ele. Para cada aluno atrasado. Todas as vezes que um aluno chegar atrasado, o professor terá oportunidade de olhar bem para a cara dele, pois terá sido ele mesmo quem abriu a porta. E como eu sei que tem uns professores bem loucos, tenho certeza que algum deles será capaz de negar ao aluno a abertura da porta.

Eu não consigo expressar minha indignação diante de tamanha… sei lá, catracalização. Porque quero usar palavra de redação da FUVEST. Porra, será que teve mamãezinha ligando e reclamando que o filho tava indopro bar? Estamos numa faculdade, não na oitava série. Daqui a pouco, a gente vai ter que pedir pra sair da sala se quiser ir no banheiro.

Fico imaginando sob qual pretexto um grupo de pessoas resolve tomar uma atitude dessa numa universidade. Tem lá a mesa diretora, com o reitor, o conselho educacional e sei lá. E alguém sugere inutilizar as maçanetas do lado de fora – como um grupo de pessoas concorda com isso? Que explicação eles pretendem dar aos alunos para justificar uma decisão dessas?

O mais frustrante é o contraste diante de uma situação recente – meu irmão, que passou na Unesp, veio com seu ‘Manual do Bixo’ para casa. O livro, que explica toda a dinâmica dos cursos, todas as atividades possíveis disponíveis aos alunos na faculdade, tudo mesmo, é escrito pelos próprios. Eles até falam mal da reitoria. E o livro é impresso na gráfica da Unesp. A diferença entre a minha e a dele podia ser só o ‘n’, mesmo. Pena que é mais que isso.

A única coisa que aluno imprime na minha faculdade é resumo de livro que não leu, 10 minutos antes da prova. Gráfica? A faculdade deve ter, mas alunos não usam, óbvio. O contato mais próximo que os alunos têm com organização espontânea de coisas dentro do ambiente acadêmico é a organização de festas, atividade desempenhada, aliás, com muita maestria.

Não bastavam as catracas na entrada e a obrigatoriedade de carteirinha pra uma delas, agora você precisa da permissão e da ação do professor pra entrar na aula. Aguardem o próximo capítulo, em que minha mãe terá que assinar com um visto de ‘ciente’ um bilhete escrito por um dos meus professores dizendo que eu não me comporto na aula. Pff.

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Post it #03

Post it no Olhômetro - logo#Agora um tenho um Tumblr
Um Tumblr é parecido com um blog. Mas também lembra o Twitter. Digamos que fica entre os dois – não chega a ser um blog, mas também não chega a ser o Twitter. Lá, publicarei todas as coisas que passam na minha cabeça durante a semana (são centenas), além dos links, vídeos e fotos legais que vejo na internet. Algumas acabarão virando posts longos e reflexões por aqui. A seleção do que vai entrar no post it na segunda-feira também virá de lá, então você não vai perder nada se não quiser acessar, porque o que tiver de melhor por lá vai acabar vindo pra cá. Serve apenas pra mim, como organizador de pensamentos e ‘roteador’ de tudo aquilo pelo quê eu me interesso na semana. Mas eu tô viciada em Tumblar. Olha: http://anafreitas.tumblr.com

#Fringe
Acabou a 1ª temporada do seriado cujo piloto eu comentei aqui, há um tempão. Fringe é do mesmo produtor de Lost, J.J. Abrams, e retrata o dia-a-dia de um setor do FBI que cuida de casos envolvendo ciência de borda – que é quando a ciência e as ‘pseudo-ciências’ se encontram. É recheado de teorias da conspiração das mais incríveis, e prato cheio pra quem é fã de Lost. Essa fase terminou de um jeito muito legal, até pra uma série que tinha dado uma decaída entre os episódios 8 e 11, mais ou menos. Numa boa – se você não viu ainda, aproveita a pausa entre Season 1 e 2 (a série volta em abril) e começa a assistir.

#Repórter Bêbado
O mais genial e inovador programa de jornalismo bem humorado da internet brasileira, Repórter Bêbado, teve uma de suas edições gravadas na madrugada deste sábado e eu tive a honra de participar, ao lado dos mestres Nigel Goodman e Ronald Rios. Aguardem o áudio, espero que ainda essa semana, no próprio blog do Nigel. A única ressalva: me confundiram de novo com a Mallu Magalhães. E PELA VOZ. Isso me atormenta.

#Culinária ligeiramente heterodoxa

#Jogo dos 326 erros
Observe bem essa foto.

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Este menino do lado esquerdo é Alfie. Ele tem 13 anos.
Este bebê no meio é o filho de Alfie.
Do lado direito, temos a mãe, Chantelle, que tem 15 anos.

Não quero comentar. Mais informações no The Sun, mas em inglês.

#Comparação que não ajuda
Tomar ecstasy é tão perigoso quanto andar à cavalo, segundo um pesquisador. Isso significaria que frequentar raves e festas country apresenta exatamente o mesmo risco? De qualquer forma, essa é a comparação mais inútil que alguém já fez, já que uma coisa é tão distinta da outra que se torna incompreensível – é como dizer que nadar em mar aberto é tão perigoso quanto brincar com um bambolê.

#Falando em bambolê…
“É na pegada do bambo, do bambo bambo, do bambo, do bambolê – ô lalá, o lelê, vai!”

#Como viver sem a ciência?
Finalmente, um estudo que comprova uma relação que eu sempre suspeitei existir.

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A pesquisa que gerou esse gráfico foi conduzida pelo prof. Eric Franco, e mais detalhes podem ser encontrados neste artigo científico.


#Vamos mudar um pouquinho – para melhor, espero
Lembra que eu disse que ia pegar parte do dinheiro que ganhei esse tempo com posts patrocinados pra investir por aqui? Pois é. Você não cansou desse verde? Porque eu cansei. Vamos dar uma reformada, com a benção do homem-ato-ou-efeito, Théo. Dentro de algumas semanas, espero, estaremos mais moderninhos. Mas falta uma coisa:

#Finalmente, A PROMOÇÃO
Tudo certo com os prêmios. Essa semana, lanço a promoção mais irada da história da internet brasileira do Olhômetro. Quem viver, verá. Ok, não espere tanto, mas são prêmios legais, e eu pensei em algo que vai beneficiar quem é leitor, e não gente perdida e pára-quedista. Fiz pra você, porque você merece. É um agradecimento por tudo o que você me proporcionou nesses 14 meses de existência através desse blog.

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Rave de Jesus é coisa do passado: veja a rave da Eloá!

Há quem se surpreenda com a rave pra Jesus. Mas esse tipo de comemoração já tá fora de moda. O negócio agora é rave da Eloá!

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Segundo informa o Bruno nesse link do Limão, a festa – chamada ‘Balada de Responsa’ é organizada por um fulano com o delicado nome de Andre Kaveira, que comanda uma ONG no Pará.

O objetivo, de acordo com a organização, é conscientizar os jovens para a doação de orgãos. A festa rola nesse dia 13 (desculpe avisar tão em cima, leitor Paraense!) e conta com as presenças imperdíveis da banda de pagode Jeito Inocente, da DJ Sainha e, como destaque, traz Serguei (SIM, ELE) e a Mulher-Filé pra animar a galera. Na verdade, as atrações são dezenas – confira a lista completa e vomite aqui.

Eu achei os convites bem apropriados porque se tem alguém que entende de doação essas pessoas são o Serguei (que é pansexual) e a Mulher Filé.

Eu poderia passar parágrafos criticando a bizarrice de um evento que usa a imagem de uma menina que morreu associada à doação de orgãos para angariar patrocínio – ainda mais sob a fachada de que é um evento beneficente, de conscientização. Sim, porque todos esses músicos produzem letras cheias de mensagens muito ricas. Toda a volúpia e sensualidade das gostosas que se apresentarão também contribuirão, muito certamente, para que o público do evento – especialmente o masculino – reflita e se mobilize para a importância da causa de doação de orgãos. E quer um ambiente melhor para se conscientizar e mobilizar jovens do que show de pagode e funk? Como ninguém nunca pensou nisso antes?

Mas não vou fazer nada disso, porque a própria mãe da Menina Eloá de Santo André apóia o evento. E se ela apóia, quem sou eu pra falar alguma coisa, né?

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Juventude perdida

Na minha época, a gente chamava de ‘pestinha’ aquelas crianças mal-comportadas. Mas naquela longínquia época, ser travesso era colocar um papel escrito ‘me chute’ na blusa do inspetor. Aquelas crianças seriam pequenos e doces anjos comparados aos monstrinhos de hoje.

Isso sim é saber lidar com valores desde cedo. Sacou? Ahn?

Eu tenho aversão a crianças mal-educadas – e a seus pais. Adoro crianças gentis, inteligentes, que não gritam e não se jogam no chão e não são o Pedro Lourenço, mas elas são cada vez mais raras hoje em dia.

É claro que os pais são responsáveis por um criança chata, mas ainda assim eu acho complicado culpar alguém por isso, porque criar uma criança deve ser algo muito difícil. Se diz ‘sim’, ela fica mimada e não sabe lidar com derrota; se diz ‘não’, frustra a criança. Penso que não é como um bichinho virtual, que só precisa de comidinha e brincadeiras, mas também não é como o bebezinho que a gente cria no The Sims, que impossibilita que você mantenha qualquer outra atividade, tipo ir ao banheiro e se alimentar, já que ele demanda 102% do seu tempo. Acho que eles exageram, nunca ouvi falar de mães que façam xixi nas calças na vida real por falta de tempo de ir ao banheiro, e no The Sims isso já aconteceu umas 5 vezes comigo.

Acontece que a criança é o mimetizador mais eficiente do universo. Todas as coisas que ela faz, aparentemente, são produzidas por repetição daquilo que vê os adultos fazendo. E isso é algo muito ruim. Imagine que, se você tiver um filho, terá que se policiar todo o tempo com as coisas que diz e com a maneira como se porta em relação aos outros.

E daí explica-se por que existe tanta criança babaca no mundo: os pais babacas, provavelmente sem se darem conta disso, se portam como babacas o tempo todo, inclusive na frente dos filhos, que se tornam pequenas cópias fofas (até certo ponto) e insuportáveis deles.

Claro que isso resulta um mercado fantástico para as psicólogas por aí, e é por isso que eu acredito que nesse mundo de deus tudo tem seu papel. A Supernanny que o diga.

Tô rica rsrsrsrs

Os buffets infantis, por exemplo, se aproveitam da existência desses pais babacas no lindo ecossistema que é o capitalismo. Esse lugares oferecem um rol de atrações cada vez mais excêntrico, sob o prisma de ‘original’, ‘divertido’ e ‘entretenimento’, e os pais acham isso fantástico, claro, pois festa infantil para crianças até uns 3 anos é para pais e familiares exibirem o herdeiro e ganharem presentes, que a criança mesmo nem sabe o que tá havendo. Entre essas novas features de festas de crianças, já vi slideshow com retrospectiva da VIDA de uma criança de DOIS ANOS, show de mágico, tirolesa e mini-balada, e o mais recente e mais escroto, que é uma foto do busto da criança de uns dois metros de altura na frente do buffet, que é para os convidados identificarem o lugar já da rua (e os seqüestradores saberem direitinho quem devem levar).

Isso é algo que eu não faria em nenhuma hipótese, já que eu correria o risco de fazer meu filho pensar que ele é mais importante do que é. E veja bem, o problema nem seria frustração de quando ele descobrisse que não é tão importante, anos depois, mas sim a possibilidade de que ele jamais descubra – isso realmente me assusta.

Se eu tiver um filho, o que eu queria é que ele fosse tão astuto quanto uma menininha de uns 9 anos que vi hoje na livraria do shopping. Apontando para a capa da biografia da Amy Winehouse, ela disse: “olha, mãe. Essa é aquela mulher louca. A cantora louca, sabe?”

Tão nova e já por dentro das nuances da cultura pop.

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CFV(eS), ou Curso de Formação para a Vida (em Sociedade)

A sociedade se organizou de maneira a regular as atividades do indivíduo para restringir a possibilidade de que ele avance sobre a individualidade do outro. Isso, dito assim, soa fabuloso. Parece que a gente deu um jeito de fazer com que ninguém encha o saco de ninguém. Na prática, não funciona, e o Estado acaba se intrometendo na sua vida de maneira mais profunda do que seria justificável – algumas proibições, como a do casamento gay e a da eutanásia, acabam na verdade invadindo a individualidade de certas pessoas.

Por outro lado, o Estado se abstém de algumas relações e atividades humanas nas quais ele deveria sem dúvida intervir. Da mesma maneira que você é obrigado a fazer um curso de muitas horas para tirar carta de motorista, existem outras atividades do dia-a-dia que deveriam exigir uma habilitação.

Sé às 18h: mais eficaz para revolucionar leis da física do que o LHC

Andar de transporte público é provavelmente uma delas. A sociedade superestimou o homem quando achou que ele, por si só, seria capaz de se portar adequadamente dentro de uma máquina transportadora de alumínio junto com um monte de gente. As pessoas deveriam ser treinadas para isso. O curso para andar de ônibus, trem e metrô incluiria diversos módulos, a saber:

1. 8 técnicas para deixar o lado esquerdo da escada rolante livre para circulação sem ônus;

2. A importância de sair da porta se você não vai descer na próxima estação;

3. Higiene pessoal: as vantagens de banhar-se antes de pegar a condução, uso de desodorante e escova de dentes – o que é, como usar;

4. Idoso, grávida ou deficiente por um dia: sinta na pele o que é ter seu assento preferencial ocupado;

5. Como regular a altura de seu tom de voz de maneira inversamente proporcional à intimidade daquilo que você está relatando à sua colega de firma (e não o contrário);

6. Fone de ouvido versus alto-falante do celular: quais as vantagens de ouvir a sua música de maneira individual, maneiras de usar fones de ouvido;

7. Entrando: se a porta não fecha, é hora de esperar o próximo trem;

No final, o camarada que passasse no teste prático receberia um kit com desodorante, escova e pasta de dente, além de um fone de ouvidos.

Diante da popularização do computador entre as classes mais populares, faz-se necessário também sugerir a obrigatoriedade de um cursinho básico de informática, que seria requisito essencial para financiar um computador nas Casas Bahia em 36 vezes. Como um carro, o dono do PC seria obrigado a apresentar a habilitação para comprá-lo. No curso, além de informática, o cidadão aprenderia a ler e intepretar textos, a identificar fotos manipuladas, a não usar o drive de CD como porta-copos, a não escrever de maneira que ninguém consiga entender o que ele está dizendo. Além disso, seria fundamental aprender a diferença entre Software e Hardware, para compreender que não dá para ‘baixar o speedy‘ ou ir fisicamente até o Mercado Livre.

Outras orientações estabeleceriam regras quanto a publicação de fotos na rede. Velórios e cadáveres seriam terminantemente proibidos. Ensaios sensuais com tijolos sem reboque de fundo, em esgotos ou em palafitas também (não clique no último se estiver no trabalho).

Por último, o usuário de PC aprenderia português básico.

Clientes de banco, especialmente os mais idosos, deveriam poder passar por um cursinho intensivo de formação antes de receberem seu cartão. Em primeiro lugar, seriam instruídos a jamais compartilharem sua senha e númerio com aquele atendente de cara esquisita. Depois, seriam ensinados que podem sacar dinheiro direto no caixa eletrônico, de maneira prática e quase instantânea, e que não precisam tomar fila para fazê-lo na boca do caixa, criando uma imensa fila preferencial cheia de gente querendo sacar.

A verdade é que eu posso pensar em centenas de coisas que as pessoas não são capazes de fazer sozinhas de forma educada e satisfatória, e é por isso que talvez a solução fosse um curso para a vida no século XXI, ministrado quando as pessoas ainda fossem crianças – um lugar que ensinasse as pessoas a se portarem nas mais diversas situações respeitando os espaços dos outros e demonstrando cidadania.

Ouvi dizer que havia um lugar chamado ‘escola’ que fazia algo parecido, mas acho que é boato. Outro rumor dá conta que entidades chamadas ‘pais’ e ‘família’ também tinham papel nisso, mas eu nunca vi acontecer.

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