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Arquivo: adolescente

Ah, a adolescência…

Lembra quando um cara entrou no cinema durante Clube da Luta e metralhou um monte de gente? E as pessoas ficaram querendo proibir o filme de passar, dizendo que ele incentivava a violência, quando o filme era justamente um chute no saco dessas pessoas chatas e elas nem percebiam?

Pois bem. Dois JOVENS DESBRAVADORES assistiram o genial Na Natureza Selvagem, sobre o qual você pode ler nesse fantástico post feito por mim após assistir o filme, e decidiram sumir no mundo. Sabe, viver assim, uma vida SIMPLONA (deus, como eu odeio essa palavra, deus). Confira nas imagens de Pederneiras:

Leia mais sobre a AVENTURA aqui. Acho bonito isso de fugir pra Boiçucanga. Viver na praia, na beira do mar. É algo que a gente cresce e perde, né? Essa coragem de viver a vida. Manuel Carlos que o diga.

NOT.

Consigo imaginá-los com os cabelos ao vento, caminhando pela areia, pensando ‘puxa, como sou especial. Meus amigos todos aí, querendo saber o que vai rolar em Malhação, e eu só queria saber de viver uma vida mansa com meu amor no litoral’.

Agora, se você fosse se inspirar na filosofia de um protagonista de filme pra aplicar à sua vida, quem esse cara seria? A lógica é escolher alguém tipo o Will Smith em qualquer filme dele, cujos finais são sempre muito felizes e com um toque de humor inesperado. Mas não, as belezas me escolhem um filme em que o protagonista morre no final (favor sublinhar se quiser ler, é SPOILER). Você não repete o mau exemplo de alguém objetivando felicidade e bem-estar.

E como alguém foge com 300 reais no bolso e um cartão de crédito e não quer ser achado? Qualquer um que recebesse de dois pivetes com cara de bem-nascidos um pedido de lugar pra ficar notaria algo errado aí e denunciaria. Sem contar o egoísmo ao fazer algo assim com a família, mas tudo bem que isso é coisa da adolescência.

Quando eu era pequena, minha mãe fez um bolo e eu queria comê-lo quente. Ela não deixou e eu resolvi fugir de casa. Coloquei minhas coisas em cima de um pano, com o qual fiz uma bolinha e amarrei na ponta de um cabo de vassoura. E fui para o quintal. Foi algo parecido com o que ele fez:

E foi exatamente que esses dois fizeram. Minha mãe chama isso de SER MIMADO. Ingênuo, pra dizer o mínimo. Não se espera tanta ingenuidade assim de um casal de 16 e 17 anos, mesmo que o amor torne as pessoas idiotas. Provavelmente a vibe hippie é só uma fase (veja bem, O MENINO COMPROU UMA CARA VARA DE PESCAR. Segundo os policiais, ele é MEIO MÍSTICO).

Se bem que eu queria uma história engraçada assim pra contar pros outros quando crescesse. A única parecida é essa do bolo quente.

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Juventude tem que ‘despendurar’ da internet e voltar a ver TV, diz ministro


Juventude tem que “despendurar” da Internet e voltar a ver TV, diz ministro

Opa. Mas é claro, senhor Ministro das Telecomunicações Hélio Costa. Minha mãe me faz essa recomendação todo dia. Ela diz: “menina, sai desse computador e vai um pouco pra frente da televisão!” ou então “pára de ouvir música nesse computador e liga o rádio!”. É, minha mãe não desiste. Porque ficar pendurado na TV e no rádio é comprovadamente mais saudável do que ficar pendurado no computador.

Mas eu não saio do computador, senhor ministro. E o senhor sabe por quê? Porque o computador é capaz de uma proeza que, vou te contar, é dessas coisas realmente impressionantes. O computador consegue – não me pergunte como – reunir numa coisa só não só a TV e o rádio, mas uma série de outras coisas que a TV e o rádio, inclusive, não oferecem.

Então, as crianças vêem TV sim, e ouvem rádio sim. Mas é no computador, ou seja, provavelmente não do jeito que o senhor gostaria.

Quando eu era pequena e minha mãe realmente me dizia pra sair do computador, eu explicava a ela que a questão não era o computador em si, mas sim a multiplicidade de tarefas que ele proporcionava. Explicava que, se o microondas me permitisse conversar com os amigos de forma instantânea, eu usaria o microondas.

Ok, ela não entendia o argumento. O que quero dizer é – a internet é uma rede de pessoas, não de computadores. Usar o computador pra se comunicar com outras pessoas não diminui o valor desse contato. Ou seja, eu não estava ‘pendurada’ no computador, estava apenas expandindo minha rede social – passava o dia na rua, com os amigos, e à noite continuava com eles, só que na internet.

É a mesma relação nesse caso – o computador é uma central multimídia, e usá-lo em detrimento da TV não significa que não vejo TV. Pelo contrário.

Mas a grande questão aqui é a seguinte: nós deveríamos MESMO ter que explicar isso pra um cara cujo cargo é MINISTRO DAS TELECOMUNICAÇÕES?

heliocosta

É que tô com tendinite de tanto mexer no PC tá ligado

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Turma da Mônica ‘adolescente’ de uma outra perspectiva

A essa altura, todo mundo já deve ter visto os novos quadrinhos ‘adolescentes’ da Turma da Mônica. Pra quem não tá sabendo de nada, o resumo: a Turma da Mônica, cujas aventuras eu costumava acompanhar mensalmente quando tinha 8, está ganhando uma versão teen:

Na nova revistinha, os personagens têm entre algo como 13 anos e foram destituídos de suas características mais legais: a Mônica se cansou de brigar com o Cebolinha e agora eles são amigos, a Magali não é mais comilona,  Cebolinha fez sessões com uma fonoaudióloga e não fala mais elado e, por último, mas não menos decepcionante, o Cascão toma banho de vez em quando.

Todo muito reclamou da política correta e parece que a internet alguém com um bocado de tempo livre, em sua imensa sabedoria e onipresença, atendeu às preces de quem clamou por uma adaptação mais novela-das-9ish (adoro as palavras que eu invento) da Turminha:

(Vi lá no Cardoso)

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