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Arquivo: Arctic Monkeys

Age of Understatement é a nova canção de Alex Turner com Miles Kane do Rascals

O Alex Turner, do Arctic Monkeys, mora (ou morou) com Miles Kane, um cara de outra banda, The Rascals. Digamos assim que há tempos tá rolando o boato de um projeto paralelo, o Last Shadow Puppets. Pois é, o projeto fechou com a Domino pra lançar CD logo e o primeiro single, homônimo do CD, Age of Understatement, caiu na rede.

Achei demais.

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Covers e outras coisas: The Kooks, Artic Monkeys, Lilly Allen, Kate Nash…

Sou maníaca por versões. Cover, remixes, mash-ups – um dos meus hobbies é garimpar essas coisas. Tipo, a banda x que tocou no show do dia tal aquela música da outra banda y. As conexões que essas descobertas permitem são fantásticas. Nos idos dos meus 15 anos, quando o Pearl Jam costumava ser a maior banda do mundo pra mim, eu conheci o The Who, o Fugazi, Neil Young, Kings of Leon, Interpol, Idlewild e muitas outras – todas bandas que abriram pro PJ ou que foram ‘coverados’ por eles.

Na realidade, eu acabo gostando das versões mais pelo que elas têm a oferecer do que pela… qualidade. Gosto de ouvir a experimentação, a interpretação do artista, mais do que de ver se a música é boa. Costumo ouvir uns covers que bandas ruins fazem de bandas boas fazem, ou o inverso. É aí que as coisas ficam interessantes.

Baseada nisso, escolhi umas coisas legais e coloquei no Badongo pra download. A maioria é de sessões da Radio One, as que eles chamam de Live Lounge. Aliás, vale a pena dar uma procurada no seu e-Mule/Kazaa/Limewire/DC++/Bit Torrent/whatever pelas gravações das Live Lounge Sessions. Tem dezenas de artistas que fizeram algo e é bem legal.

Artic Monkeys tocando Love Machine, das Girls Aloud, numa versão rockabilly gostosinha.

You Know I’m No Good, da Amy Winehouse, também pelos rapazes de Sheffield (“rapazes de Sheffield” = expansão lexical à là Video Show. Poderia ser “os gatinhos de Sheffield” se fosse na Atrevida ou “os roqueiros de Sheffield”, no Fuxico)

Ainda sobre o Arctic Monkeys, tem a Kate Nash cantando Fluorescent Adolescent. Mezza mezza, mas vale a pena porque é a Kate Nash e a música é muito boa.

Além disso, tem Kooks tocando Crazy, do Gnarls Barkley, numa versão – digamos – bem autoral (adoro essa palavra, ‘autoral’). Legalzinha.

Franz Ferdinand com What You Waiting For, da Gwen Stefani. Fantástica.

Munich, do Editors, pela Corinne Bailey Rae. Incrível, bem melhor que a versão original – eu odeio a voz do cara do Editors, e apesar de gostar das músicas, não consigo ouvir nada deles por isso. A voz da Corinne é como flutuar nas nuvens, pra quem nunca escutou.

Depois, a banda mais injustiçada da cena rocker: o Queens of the Stone Age. Eles estão, na minha opinião, entre as Top 5 bandas de rock do mundo, ainda produzem coisas relevantes sempre que um CD novo deles sai, mas não são hypados e ninguém fala deles.

Aqui tem duas do Era Vulgaris, o CD novo, em versão acústica: 3s and 7s, aquela do clipe censurado muito bom, e Into the Hollow, uma viagem de ácido em forma de música.

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Falando em Radio One, a rádio lançou em setembro uma coletânea chamada Radio One Established 1967. Os dois discos trazem 40 músicas, uma para cada ano desde que a rádio foi ao ar pela primeira vez, interpretadas por um monte de gente que a gente conhece bem. É o paraíso dos viciados em covers. Lily Allen cantando Pretenders, Maximo Park numa versão surpreendente de Like Love You, do Justin Timberlake, Hard-Fi tocando Brtiney, com Toxic, All That She Want pelo The Kooks e outros caras que a gente adora tocando aquelas coisas que foram sucesso nos verões da nossa adolescência.

Bora baixar? Tá no Badongo também. É só clicar.

Pra fechar a histórias dos covers light, tem o vídeo da Lily Allen cantando Naive, do Kooks (é, de novo eles!), num show de Seattle.

E eu não gosto de propagandas sem-vergonha, mas essa vale a pena. Pra quem não conhece, tem um lugar bem legal pra baixar discos bons: o Indienation. Eu comecei por lá e por lá continuo, mas não posto muito – ao menos não tanto quanto aqui. O lugar é ótimo, pessoal escreve bem e é bem humorado, fora os álbuns. Sei (pelos stats) que a maioria do pessoal que vem pra cá chega por lá, mas pras excessões, vale a visita.

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Sobre o Tim Festival ’07

Tenho muito pra falar, mas acho que vou reduzir só pra não dar mais publicidade gratuita pra esses filhos da puta.

Minhas impressões:

1. Não é mais all about music. Não sei se nunca tinha sido e eu não tinha notado, mas por um lado um festival desse é uma competição pra ver quem é mais cool, quem conhece mais lugares fora do país, quem ouviu a banda mais desconhecida do mundo. Ouvi pelo menos uns três falando mal do país… acho que me incomodou porque me identifiquei. “É, só no Brasil…”, eles falavam pra tudo: cartão de crédito no caixa demorava pra passar, show que demorava pra começar, pessoas com penas da Juliette na cabeça (eu inclusive). Uma pena, com o perdão do trocadilho.

2. Vou revisitar a discussão chata do ‘indie é pop’. O negócio é o seguinte: gostar do que tocou ontem é ser vítima da nova linha do entretenimento, que inclui o interativo, a internet, a convergência de mídia. Somos um público crescente e o Tim Festival soube atingir esse público. Não sei até quanto dura, though. Isso é tudo moda, né?

3. 1h30 de intervalo entre os shows não é uma coisa. viável. Não é nem considerável, concebível. Ficar 16 horas no anhembi nem no carnaval (muito menos, pra quem não percebeu a ironia).

4. Arctic Monkeys e The Killers são fantásticos ao vivo.

5. O mundo gira e para no mesmo lugar: eu acabei o show como o de 2005 (só que bem mais cansada), vendo show da rampinha que leva ao lugar reservado aos deficientes, sozinha e cantando baixinho as musicas que ouvi com entusiasmo por tres anos da minha vida. Já estive mais animada com um fone no ouvido ou numa pista de dança.

6. Um tocador portátil de música pode ser muito útil se vc tem que esperar 1h30 pra cada show. Diminui a raiva.

7. Vi alguns tipos legais de se ver por aí. Filmei um cara que tem uma técnica muito curiosa para cantar as musicas junto com as bandas, no show. Depois eu edito com o vídeo. Ah, vídeos dos shows, acho que não dá pra aproveitar nada.

Eu estaria melhor se não fosse a ressaca moral. E posso estar falando duzentas besteiras aqui, o que acho que estou, aliás, mas relevem. Estou e vou passar uma semana meio em alfa, num intermediário bizarro entre o estar acordada e o estar dormindo. Vamos ver como eu me saio.

PS.: Gael Garcia não foi pra pista. Pena.

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