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Arquivo: barack obama

Post it #01

Post it no Olhômetro - logo

Quem batizou a seção, que vai dar as caras por aqui todas as segundas, foi o Rubens, nesse comentário aqui. Na Post it, coisas curtas e diretas que poderiam ter ido (ou foram) para o Twitter durante a semana, mas que valem a pena serem mencionadas aqui.

#Benvindo!
Odeio nova ortografia, mas preciso usá-la para receber adequadamente os novos leitores, provenientes de uma recente home do Yahoo! e de um surto de seguidores novos do Twitter. Sinta-se à vontade e ajude-me a melhorar essa bagaça sugerindo temas pra texto, mudanças de layout e doando dinheiro usando o formulário. =)

#AIDS tá foda
Recebi de um morador de rua, do metrô, na última semana, um bilhete que dizia o seguinte:
“Estou com fome e preciso da sua ajudar pois estou morando na rua é porisso que tenho HIV”

#Sou jurada de um concurso from hell
Meu leitor mais influente nos círculos iniciáticos ocultos me convidou pra ser jurada de uma promoção que ele tá fazendo na coluna dele lá no Sedentário. Os prêmios são loucos – pra quem gosta dessas coisas. Check it out.

#Você fala inglês?
O Anderson não.

#Favor não trazer bandido pra casa
Ainda bem que o síndico avisou.

#Fuja para as colinas enquanto é tempo

Norberto vai estrelar filme pornô

Óia o link.

#Obamize-se você também
Não dá pra ser o cara, mas você pode ter um pôster igual ao dele. Com sua foto. E escrever o que quiser embaixo. Olha o Jonas, minha coruja de pelúcia:

Jonas Obamizado

#Jesus Cat
Ligue as caixas de som e você verá que Jesus voltou – no corpo de um gato.

#Termômetro de Ouro no AOE
Embora os concorrentes sejam todos muito fortes, estamos indicados como melhor blog no prêmio mais quente da galáxia, o Termômetro de Ouro. Glue there e vota na gente. Ou não.

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Me prestigiem na MTV hoje

Demorei para avisar, mas estarei hoje no programa MTV Debate, às 22h, discutindo se o Obama vai ou não salvar o mundo (e eu estou do lado que acha que não, ele não vai).

Me assistam falando verdades e nem tão verdades hoje à noite e depois digam o que acharam da performance.

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O que faz um jornal custar 150 dólares?

Quanto você pagaria por um jornal de ontem?

Eu faço jornalismo e sei que não dá para ganhar dinheiro com a minha profissão. Mas Barack Obama é tão magnânimo e messiânico que ele é capaz até de fazer com que o trabalho de profissionais do meu ramo se valorize de maneira incalculável.

Na quarta, 5, quando ele foi declarado oficialmente o presidente eleito, os jornais com sua foto na capa sumiram das bancas. As maiores publicações tiveram dificuldade em acompanhar a demanda. E os sortudos que conseguiram comprar um exemplar não dormiram no ponto: no e-bay já tem mais de 800 exemplares de jornais do dia da eleição de Obama.

Um lote de 400 exemplares do Chicago Tribune sai pela bagatela de 1100 dólares. O jornal manchetou uma capa-pôster do novo presidente dos EUA. E um único exemplar do New York Times do dia da eleição de Obama não sai por menos que 150 DÓLARES! O Chicago Sun Times, com outra foto-pôster na capa, até que tá barato: 50 dólares.

Isso parece encerrar a discussão que os professores insistem em levantar na faculdade, sobre o fim do jornal impresso. E se não encerra, joga uma nova luz sobre o tema – afinal, duvido que as pessoas estão correndo para comprar as prints das capas dos sites de jornais que noticiaram a vitória do Obama.

No mais, ele nem tomou posse ainda e já começou aquecendo a economia. Bonito pensar que as pessoas devem realmente comprar esse tipo de coisa, enquadrar, guardar de recordação para mostrar para os filhos daqui a 30 anos. Mas o mais curioso é que boa parte dos jornais que noticiaram, digamos, a eleição do presidente Lula, no dia seguinte já estava embrulhando milhões de peixes por esse Brasil afora.

Obama mal foi eleito e já fez jornaleito ficar rico.

(Fonte:Jornais com Obama na capa esgotam nos EUA)

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Barack Hussein Obama, o presidente eleito dos EUA

Eu tinha um post engatilhado para hoje. Mas diante das circunstâncias, vou mudar o que estava pré-programado.

Estamos presenciando um momento histórico. E não sabemos a que ponto isso pode mudar nossas vidas – e agora não falo mais como brasileira, mas como cidadã do mundo, que é como eu me sinto de verdade.

Engraçado pensar que a repercussão daquele post do Obama fez com que todo mundo pensasse que eu sou pró-McCain, o que seria virtualmente impossível considerando tudo em que acredito e sempre acreditei. Os EUA elegeram um presidente negro, liberal, que apóia a escolha pelo aborto, a pesquisa com células tronco, restrições a possibilidade de portar armas, é contra guerra. O que mais você pode esperar de um presidente da maior economia do mundo?

Como naturalmente alguns perceberam, o post do Obama foi só um questionamento. Daqueles para mexer com as convicções das pessoas e com a minha. Funcionou.

Aqui do meu lado, eu torço para que ele seja capaz de resistir a todas as investidas dos conservadores, dos fanáticos e de sei lá mais o quê. Lembre-se que todos os grandes liberais da histórias dos EUA foram assassinados. E Obama é um fenômeno. Guarda-costas da Casa Branca, uni-vos!

Enfim, senhores. Vivemos um momento histórico.

(Roubei o mosaico da arte do estadão.com. Foi mal, gente, mas tava lindão, não resisti)

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A verdade sobre Barack Obama


Ei, vocês aí embaixo? Otários!

Acompanhar a eleição americana um pouco mais de perto surpreende. Você chega, olha os resultados das pesquisas e não entende como os candidatos podem estar empatados. Afinal, daqui do Brasil a gente só vê Obama. Os jornalistas amam o Obama, e lá nos EUA também, com a imprensa tradicionalmente republicana. Obama é jovem e carismático. Além disso, tem o nome parecido com o de Osama (o Bin Laden) e é negro.

No início, eu já gostava do cara pela ironia da coisa e pelo conceito revolucionário: o primeiro presidente negro dos EUA, país com especial histórico de repressão aos negros, com Klu Klux Klan, os guetos, as guerras entre brancos e negros nas ruas, o assassinato de Martin Luther King. Aqui no Brasil, como os jornais só nos trazem Obama, é Obama quem temos.

Mas Obama não tá nem aí para nós, não. E disso ninguém fala. Obama não quer ter nada a ver com a parte de baixo da América. Obama apóia parcerias comerciais dos EUA com a Europa. Ele nem menciona os países da América Latina na parte de ‘política internacional’ dos debates.

Mas ele tem planos para a América Latina, sim. E eles envolvem não apoiar nossa produção de etanol e consideram a Amazônia um recurso global.

Em maio deste ano, quando ainda era pré-candidato, Obama propôs um plano para o continente que chamou de ‘Nova parceria para as américas’. A proposta é ‘reestabelecer a liderança americana no hemisfério’. O texto tem uma parte dedicada ao Brasil, que foi traduzida pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, publicado no Terra Magazine na ocasião, e pode ser encontrado na íntegra aqui (ou aqui em inglês), já que o blog do Azenha não está mais no Terra. Vou reproduzir alguns trechos:

O caso do Brasil: O Brasil é um exemplo do grande potencial das energias renováveis na América Latina, além dos riscos que devem ser evitados. (…) A região da Amazônia, um importante recurso global na batalha contra o aquecimento do planeta, cobre quase 60% do Brasil. Perdeu 20% da floresta – 1,6 milhão de milhas quadradas – para o desenvolvimento, a exploração da madeira e a agricultura. (…) Os produtores domésticos de etanol nos Estados Unidos se preocupam com razão com a competição do Brasil, que é o maior exportador de etanol do mundo. (…) Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável por toda a América Latina de forma a que ao mesmo tempo promova a auto-suficiência e a criação de mercados para os fabricantes americanos de energia verde e de biocombustíveis.

Deu para entender a idéia? Barack Obama não quer etanol brasileiro. Ele acredita que estimular a produção de etanol pode estimular a plantação de cana na Amazônia, desmatando florestas que ele considera ‘recurso global’ no combate ao aquecimento. ‘Recurso Global’ é estranho, um pouco megalomaníaco.

Então, se Obama for eleito, esqueçam as promessas de que o Brasil é o paraíso futuro do etanol. Ele quer dar incentivos à produção americana desse combustível e torná-los auto-suficientes.

A moral: Obama é fofo, alegre, sorridente, tem carisma e uma série de outras coisas que fazem ser quase irresístivel não votar nele (no nosso caso, torcer por ele). Parece ser o tipo de cara que vai fazer as coisas mudarem. E ele vai, mas não para nós.

E McCain, apesar de feioso, esquisito, meio velho, de ter braços curtos e de ter uma vice lamentável, tem propostas de política externa muito mais compatíveis com os interesses do Brasil.

Se nada disso te convenceu, no vídeo abaixo Obama mostra quão importante a América Latina é para ele:

(Colaborou indiretamente Gabriel Pinheiro)

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