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Arquivo: besteiras inúteis

Da série ‘eu preciso de um emprego com urgência’


Alemão faz 12 navios de papel de 5,5 milímetros e bate recorde

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Na boa, eu tenho uma vida até que bem atribulada pra uma menina de 21 anos. Trabalho, tenho uns outros 4 ou 5 projetos paralelos dos quais nem dou conta porque quero abraçar o mundo etc. E respeito o trabalho dos artesãos espalhados ao redor do mundo. É bonito, nesses dias de máquinas e robotização de mão-de-obra, ver gente que emprega a força de trabalho de maneira única e especial em algo.

Exceto se esse algo forem barquinhos de papel de 5,5 milímetros.

Repare que até a reportagem reconheceu a irrelevância da notícia e chamou os barquinhos de NAVIOS DE PAPEL, que é pra dar uma glamour maior.

Acho interessante, mas até aí eu rasgo um pedacinho minúsculo de papel e digo que lá tem um Tsuru de 2,1 milímetros e quero ver provar que não tem. Na boa, tô no rolê da humildade mas faço o meu melhor pelo mundo. Eu juro. Posso não criar nanorigamis, mas faço um miojo ao queijo supimpa. Cada um contribui como pode.

Esse tio virou notícia por causa de algo que eu nem tô VENDO? Qual a utilidade disso? Como estão as taxas de desemprego na Alemanha? Este senhor precisa de um trabalho.

E digo mais – o mundo anda tão, mas tão sem graça, que essa tosquice foi a coisa mais interessante sbre a qual eu encontrei pra escrever. Tenho ideias de textos sobre meu cotidiano, mas acho legal intercalar com comentários factuais. E como não tinha nada na manga, fui fazer a leitura diária… pô, não tinha nada de interessante. Nenhum vídeo polêmico. Nenhuma celebridade fazendo besteira. Nenhuma decisão judicial polêmica, ninguém fazendo merda por aí, nada.

Fique atento, meu amigo. Se a notícia mais interessante do mundo é que um cara fez um barquinho de papel de 5,5 milímetros, está na hora de estocar mantimentos.

*Se tiver alguma ideia boa, comenta aí.

**Os resultados/entrega de prêmios das últimas duas promoções vão sair, eu só preciso ter tempo pra isso. Desculpe o transtorno.

***Tô postando no blog da Closeup diariamente desde o início do mês. São textos curtos, bem pessoais, que falam da minha rotina – algumas coisas mencionadas lá você com certeza já leu por aqui se for leitor das antigas. Passa lá e dá um oi se tiver afim.

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De volta às origens, mas nem tanto

Você já escreveu uma carta?

Para ser sincera, escrever qualquer coisa à mão pra mim tem se tornado cada vez mais difícil. Acostumei a velocidade do meu pensamento (que já era ligeiro) à rapidez que a digitação permite. Quando escrevo à mão, tento acompanhar, e o resultado é o pulso doendo já antes da terceira linha.

Mas antes do computador eu escrevi à mão sim, e escrevia cartas. Fiz amigos por correspondência naquelas seções que as revistas e suplementos de jornais costumavam ter, com os interesses de cada um e o endereço para trocar escritos. Mas eu nem lembro como é escrever uma, e digo isso porque sei que a etiqueta da correspondência é super diferente da usada no e-mail.

Se você é dos nostálgicos que sentem falta do papel, pode usar a meia (e criativa) solução do Bureau of Communication. Ele não vai te entregar o papel (resigne-se, afinal, papel significa árvores derrubadas, então melhor assim), mas oferece sugestões fantásticas para o envios de e-mails pré-escritos e com aspecto de cartas antigas.

Também serve para você que não tem habilidade com as palavras e quer economizar tempo e criatividade.

São formulários pré-redigidos, com campos personalizáveis e aspecto de memorando antigo e papel timbrado. Tudo muito vintage, como deve ser para alguém extremamente descolado como VOCÊ.

Os temas são variados: desculpas formais, convite oficial e o mais legal deles, retorno não solicitado, que serve para você se você for do tipo que aprecia dar palpites sem que seus palpites tenham sido solicitados.

Pena que não pode ser anônimo.

Ao terminar, basta enviar por e-mail ao destinatário. O serviço é gratuito, mas só está disponível em inglês.

Vi no twitter da Bia Granja

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