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Arquivo: Big Brother

Uma ótima idéia de TCC (se você não tiver um olho)

Vamos supôr que você não tenha um olho.

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Esse camarada claramente tem um, embora não esteja exatamente no lugar tradicional

Provavelmente é uma situação difícil, no começo. Mas devem ser daquele tipo de coisas às quais você logo se acostuma. Olhos de vidro e próteses são bem parecidas com os de verdade, quase não dá pra notar a diferença. E também existem alternativas: usar um tapa-olho e parecer o cara mais legal da sua escola (ou bairro, ou trabalho, ou hospício) e pedir dinheiro no trem sem o olho. Uma mulher pede, e o efeito que a falta do olho causa nas pessoas aparentemente é bem eficiente para que elas lhe dêem dinheiro (e ela suma logo da frente delas, porque é uma visão esteticamente desagradável).

Mas sempre dá para fazer limonada se te dão limões, não é? Foi isso que fez o canadense Rob Spence, o camarada da foto ali em cima, que perdeu um dos olhos há 3 anos (perdeu tipo, porque tinha um problema desde um acidente na infância e o olho precisou ser retirado. Ele não deixou cair ou esqueceu no bolso da jaqueta). Rob teve uma dessas idéias animais, dessas que gente que não tem um olho pula da cadeira e diz ‘como não tinha pensado nisso antes?’

Ele buscou patrocínio de centros acadêmicos de pesquisa em tecnologia e de empresas que desenvolvem equipamentos microscópicos e conseguiu que desenvolvessem para ele um olho prostético com uma câmera dentro. A idéia é que a câmera enxergue exatamente o que Rob enxergaria e transmita os dados através de um dispositivo wi-fi acoplado.

Ele até se auto-apelidou de Eyeborg, e em seu site oficial um vídeo (em inglês, sem legendas) conta toda a história de Rob – que veja você, teve a fantástica idéia do tapa-olho de pirata antes do olho ferido ter de ser retirado! Imagina o quão LEGAL é ser amigo de um cara que usa um tapa-olho.


EYEBORG– The Two Week Trial from eyeborg on Vimeo

A questão é que Rob vai filmar um documentário usando a câmera acoplada à sua prótese ocular. O tema: a ‘orwellização’ da sociedade, ou seja, para os que ouvem Lil’ Wayne, a massificação da instalação de câmeras de vigilância em todas as instâncias dos espaços sociais públicos e privados. Ele vai entrevistar as pessoas sobre o que elas acham de estarem sendo espionadas o tempo todo, muitas vezes sem saberem – e elas estarão sendo espionadas durante esse processo!

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Se os tradutores forem espertos, chamarão a versão brasileira do documentário de ‘Olhômetro’ (e se eu for esperta, os processarei)

Naturalmente, Rob pretende avisar depois da entrevista que filmou tudo usando seu olho (claro que isso vai parecer perfeitamente natural para o entrevistado) e pedir autorização para a veiculação da entrevista no documentário. Ele quer discutir essas questões de privacidade e tudo mais. 

Tem toda uma questão muito doida aí, que envolve Big Brother, Google Maps e no que essa sociedade está se tornando – ao mesmo tempo que as pessoas cada vez mais se fecham dentro de condomínios fechados, com cercas elétricas e carros blindados, nunca a vida das pessoas esteve tão exposta, e tudo isso por causa da internet.

Mas isso não é importante. Importante é você voltar na primeira foto, ampliar e olhar muito, muito bem para a cara desse camarada. Assista ao vídeo, ouça a história dele e grave a fisionomia. Se um dia ele vier falar com você, corra para as montanhas.

E não confie em gente com próteses nos olhos. Se todo celular tem câmera, daqui a uns 10 anos todo olho protético vai ter. Mesmo que seja uma VGA, não confie mais em pessoas com olhos de vidro. É mais seguro, embora assustador, encarar a tiazinha que deixa a órbita à mostra. E caras com tapa-olho serão, além de muito legais, ultra-confiáveis.

É um futuro esquisito. Acho que por essa nem Orwell esperava.

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Sorria. Você está sendo monitorado

Google: vilão ou mocinho?

Ele chegou devagar. Primeiro, desenvolveu um mecanismo automático capaz de indexar todo o conteúdo existente na Web e organizá-lo. Isso é bastante coisa, mas ele não se deu por satisfeito.

Os passos seguintes foram lentos, mas certeiros. Primeiro, em 2000, ele começou a vender espaços publicitários contextuais nas pesquisas. Daí veio o serviço de busca por imagens e o agregador de notícias, Google News, em 2001. De olho na explosão de produção de conteúdo pelo usuário, adquiriu o Blogger.

Não parou por aí. A idéia era se tornar parte da vida pessoal do usuário da rede. Veio o GMail, o Google Desktop e o Orkut, e bem depois, a compra do YouTube. Em pouco tempo, a maioria das suas ações na internet era intermediada pelo Google. Agora a empresa disponibiliza praticamente todos os serviços que o internauta médio pode utilizar: Google Adsense, Google Maps, Google Calendar, Google Docs, Google Earth, Google Chrome, todos integrados a um grande sistema.

O Google sabe quem são seus amigos, sobre o que você fala com eles, o que você compra, por quais assuntos se interessa, os lugares que costuma frequentar, seus compromissos, quantas, quais e como são as pessoas que acessam seu blog todos os dias. Sabe o que você filma e o que você disponibiliza de conteúdo na internet. Sabe até onde você vai amanhã, porque antes de ir você consulta o serviço deles no Maps que informa a melhor rota de transporte público. O Google sabe os temas dos seus trabalhos da faculdade e, se vacilar, até quanto você ganha e o que faz com esse dinheiro (se você usar o Spreadsheet para colocar os gastos numa planilha, por exemplo).

O Google podia te ver se você tivesse na superfície do planeta, seja lá onde fosse. Antes dava pra ir pro fundo do mar e fugir da perseguição – agora, nem lá. E se você planejava, não sei, ir pra outro planeta, esquece – o Google está lá também.

Só faltava o Google saber onde você está agora. Agora. Mas só faltava. O mais recente lançamento deles, Google Latitude, permite que os usuários de celulares acompanhem compartilhem com amigos e parentes (mediante autorização) sua localização num mapa, em tempo real.

Não existe mais nenhuma informação que o Google não possua sobre você. E caso você não tenha notado, isso é muito perigoso.

Mania de perseguição? Paranóia? Tem certeza?

Você nunca se perguntou o que governos totalitários não fariam se pudessem ter acesso a dados tão específicos de tantos cidadãos? Se você leu 1984 (e se não leu, leia), sabe do que eu estou falando. O Google é um cara legal (e ele demonstra isso fazendo coisas como essa ou essa), mas ele está submetido aos desígnios dos governos dos países em que está instalado. Corporações não têm ideologia, meu caro – a não ser que ‘lucrar’ seja uma. O Google se submeterá a qualquer governo e a qualquer regra que esse governo impuser, se isso significar não sofrer sanções financeiras (E isso já aconteceu: leia mais sobre a polêmica do Google na China aqui, aqui e aqui). Não pense que uma corporação de grandes proporções vai deixar de ganhar milhões para preservar sua privacidade, porque não vai. Isso tudo considerando que essa postura ainda louvável da empresa é a oficial – e se já existir uma não-oficial?

Aliás: da privacidade, se é que ela existia ainda, não resta mais nada. Se você está na internet e usa os serviços do Google, já está ferrado. E o pior – não há escapatória, não há como se arrepender e voltar atrás. Um ‘suicídio digital’ seria impossível, já que nenhum dado da rede se perde e seus registros sempre serão preservados, de uma forma ou de outra, ainda que você apague todas suas contas em todos os serviços que usa e suma desse e de qualquer computador.

Claro que quanto mais ‘conectado’ for um país, mais suscetível a esse controle ele estará. Como a porcentagem do mundo que usa a internet é baixa, boa parte da população (a mais pobre, e por consequência a que menos consome e portanto alvo não tão desejável) ainda está fora dessa ditadura. Mas as lan-houses, a popularização do computador e a consequente ‘inclusão digital’ estão aí (sem mencionar o laptop de US$ 100, projeto que sai-mas-não-sai desde 2005). E se você é minimamente informado, sabe que o site mais usado pelos brasileiros que podemos considerar analfabetos funcionais digitais é o Orkut.

Tá pensativo? Me acha louca (como se isso fosse qualquer ofensa)? Dá uma lida no post do Doni, que não é oh-tão-sensacionalista como o meu, mas fala exatamente da mesma coisa. Por causa do lançamento do Latitude, gente mais inteligente do que eu ficou preocupada com essa ‘Googlerização’ do mundo. E pra arrematar (e te deixar, definitivamente, com a pulga atrás da orelha) leia aqui (num PDF de 5MB) o Scroogled, um conto de (não?) ficção que se passa num futuro aparentemente não tão distante, em que um governo de extrema direita tem acesso, por meio de leis criadas exclusivamente pra isso, a todos os dados que o Google já coletou sobre usuários.

Cara, na boa. A Polícia Federal pode obrigar o Google a fornecer dados sobre possíveis pedófilos. Você tem certeza que ela não pode obrigá-lo e fornecer dados sobre você se te considerar um possível qualquer coisa? Não existe quebra ilegal de sigilo bancário e telefônico? O que te faz ter certeza que não possa haver quebra ilegal de sigilo… digital?

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É tudo verdade

Já que não existe mais mentira (é viral) e que a tendemsia é essa mesmo, vamos a lista de mentiras mais curiosas em que consegui pensar hoje:

Augusta de dia

- Rua Augusta: a Rua Augusta é uma das grandes mentiras de São Paulo, na mesma proporção em que o Acre é uma das grandes mentiras do país. É muito óbvio que a Augusta é uma rua totalmente diferente de dia e de noite, mas já pararam pra pensar nesse “totalmente”? Porque assim, eu já notei que os puteiros, todos, somem. Ficam inidentificáveis. Milagrosamente, durante o dia, surgem dezenas de lojas de sapatos e tênis, além das lojas de roupas. A Rua Augusta é uma farsa; os puteiros e as baladas absurdas se transmutam em lojas de sapatos caretas durante o dia.

- Programas de barracos familiares: são todos combinados. Sério. Tá, eu sei que é difícil acreditar que as pessoas podem se tornar atores e atrizes fantásticos por 50 pilas, mas pô, não é todo dia que se ganha 50 pilas. Aproveitando: pegadinhas, todas mentira. Até as do Ivo Holanda. Quebra-galho MTV? Mentira. Ou você acreditou que tem alguém que quer virar emo?

- “Aguarde um momento, estaremos te transferindo pro setor responsável”: Pfff.

- “Eu não sei porquê assisto Big Brother…”: é mentira, cara, você sabe. Assuma seu sadismo, voyeurismo barato, seu gosto por programa bagaceiro e seja feliz.

- “Fique rico com seu blog”: não pra desanimar ninguém nem nada, mas eu tenho U$2,10 de Adsense em 3 meses. Claro que os mais atentos apontarão dezenas de problemas que podem ser responsáveis pelo meu insucesso, mas o que me interessa é que esse negócio de ficar rico com seu blog é pra otários que acreditam. E pro Interney.

- O programa do Márcio Garcia, O Melhor do Brasil, é ruim: puta programa bom. Ou você não vê a genialidade nas apresentações dos pretendentes e o sotaque Sãobernardense das moças ao dizerem “hoje não, márcio, ele é muito novo”? Sábado à tarde, nada pra fazer…

- Tekpix: é uma das grandes mentiras da humanidade. Mais de 1200 paus, parcelados em muita, muitas vezes, por uma câmerazinha safada que clama fazer de tudo (fotografa, filma, toca música, é webcam, lava, passa, cozinha, desinfeta, amacia…) e vende milhões. Vocês não enxergam? É tipo a marca da besta se instalando.

- A colisão de átomos que vai virar buraco negro e engolir a terra: puta merda, to cagando de medo disso. Quero muito acreditar que é piada de primeiro de abril. Porque, vamos falar sério, é um jeito genial da humanidade acabar. Tipo, a ganância do homem por chegar onde ele não deve o levou a sua própria ruína. Poético e grandioso, como deve ser o nosso fim. É muito perfeito pra dar errado. Medo.

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Big Brother e contos eróticos

Percebi que o meu outro post do Big Brother teve muitos, muitos acessos só por causa do termo ‘contos eróticos’. Estou começando a entender as fórmulas do sucesso para blogueiros: como atrair leitores e ganhar muito, muuuito dinheiro fazendo isso. Luxo!

Logo, lóógico que não vou falar de contos eróticos. Só pra não ser uma total sacanagem com os que caem aqui, vou colocar um link pra quem quer saber disso. O mais engraçado é que, postando o link, ai sim isso vira uma sacanagem total pra quem cair aqui. Que paradoxo.

E de Big Brother? Resolvi adotar a postura mais ousada da internet. Quero inovar, quero ser übber-diferente. Meu objetivo: comentar todas as etapas e eliminações do Big Brother – sem jamais tê-lo assistido. Eu ainda não cedi aos apelos dos populares e não liguei a TV no BBB8. Gente, tenho que confessar que isso, em parte, é muito fácil pra mim: à noite, tenho o costume de usar o computador, e raramente assisto TV ao mesmo tempo (até porque acho impossível). Portanto, entretida com as atividades na internet, nem lembro de ver TV. E vai ser melhor assim. Vamos lá.

A mais recente é que a Gisele Itié Jaqueline foi eliminada. Vamos ver o que eu sei sobre ela: sei que a moça tem um ensaio sensual no Youtube. Sei também que ela é a ‘cachorra da casa’, segundo o Boninho. Além disso, sei que alguém disse (sei lá onde) que ela finge ser algo que não é. Acho que a maioria lá faz isso, mas se ela não soube fazer direito e foi descoberta na primeira semana, então que se foda, mesmo. Não tem a perspicácia necessária para ser uma Big Brother. O que eu acho curioso no caso do BBB é que as pessoas dizem que vão pra lá pra dar certo na vida. Eu tenho a impressão que é exatamente o contrário: as pessoas dão certo na vida pra poder ir pra lá. Se é que vocês captaram o trocadilho.

Voltando de leve às origens do blog, tenho uma bandinha supimpa pra indicar. Se chama Nirvana! A música mais legal deles é isméus laique tin spairit. Demais!

Acreditem ou não, esse diálogo foi dito por uma pessoa de verdade e reproduzido quase na íntegra.

Na realidade, a indicação se chama Apartment, que no vídeo acima canta Everyone Says I’m Paranoid. A banda é do UK (sim, porque eu tenho aquela predileção pelas coisas do UK e não posso evitar) e cabe direitinho pra quem gosta de Interpol, Mäximo Park e Kaiser Chiefs. Acho, na verdade, melhor que Kaiser Chiefs. Menos dançante, mas mais rica – de conteúdo, assim, se é que isso é possível com música. O Myspace deles é http://www.myspace.com/apartment,

Eu leio horóscopo todos os dias. Não acreditava em horóscopo diário, apesar de acreditar na astrologia em si, porque sendo estudante de jornalismo, sempre soube que os jornais pediam pros estagiários inventarem as previsões. Mas desde que comecei a ler o site do Oscar Quiroga, entendi qual o verdadeiro lance do horóscopo diário: não é prever teu dia ou indicar se é um bom momento para pagar dívidas antigas, e sim dar um direcionamento pra um conflito, te situar dentro de um contexto. Coincidência ou não, acreditem, o horóscopo tem sido extremamente preciso desde que eu comecei a ler, e pode soar ridículo, mas muito do que li lá me ajudou a tomar decisões difíceis. Falei tudo isso só pra colocar um trecho do meu horóscopo da terça, 15/01: ele dizia, no final, Enquanto você respirar, haverá caminho para trilhar, pois o destino não é um lugar ao qual você chega um dia, destino é o próprio caminho”. E eu nunca tinha pensado no destino como um caminho… acho que joguei muito Jogo da Vida, no qual você tem um objetivo final e depois disso acaba.

Para terminar, é com pesar que anuncio que o cantor e compositor Tatau (acima, ao lado do guitarrista Chimbinha, da Banda Calypso), vocalista do Ara ketu, vai sair dos vocais da banda depois de 20 anos de comando. Mas não é preciso se desesperar: Tatau vai gravar um CD solo pela Deck Disk, com versões acústica, rock, forró, reaggae e tecnobrega do maior sucesso do Ara ketu (minha canção preferida do grupo, também). Deixo um trecho dessa belíssima música: “O Ara ketu, o Ara ketu, quanto toca/deixa todo mundo pulando que nem pipoca.” Esperamos que o Terrasamba não tenha o mesmo fim.

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Celebrando a estupidez humana

Ouvi um barulho alto de TV na cozinha e fui até lá desligar. Aqui em casa tem muitas TVs e, por algum motivo, todos acham que têm que deixá-las ligadas, ao mesmo tempo, num volume bem alto e sem ninguém pra assistir. Eu sou a maluca que vou atrás dos outros desligando, o que acaba resultando numa cena engraçada.

Pois bem… chego perto e apuro o ouvido: é a dança do créu. Segundos antes do meu olho bater na tela, as sinapses já associaram a música ao BBB8, já que tô mais ou menos acompanhando pelo Twitter. Congelei, um pouco embasbacada (não sei prque, foi a reação imediato, reflexiva), assistindo àquelas pessoas vestidas com túnicas verdes, postadas contra o chão e mexendo a pélvis sensual e velozmente (eu poderia escrever contos eróticos, não? e só com essa menção vou conseguir dezenas de pára-quedistas do Google).

De repente, começa um “parára para para”, a introdução da popular “dança do adultério”. Não sei se esse é o nome, exatamente, mas sei que a palavra “adultério” está envolvida, e sei que quem canta é o Mr. Catra.

Meu dedo, involuntariamente, quase como um espasmo, foi de encontro ao botão de on/off, e uma sensação estranha tomou conta do meu estômago. Uma espécie de frio na barriga, mas ruim.

Imediatamente, tentei comprender os motivos que me fizeram ter asco imediato da cena que eu vi. Primeiro, cheguei à conclusão que poderia ser uma revolta contra a felicidade cega de uma dúzia de pessoas estúpidas, uma felicidade forjada, sendo exaltada por milhões de TVs ligadas no país.

Não, não era.

“Então”, penso eu, “é despeito. Eu queria estar lá.”

Não… não queria.

Daí, achei que poderia ser uma irritação gerada pela maneira como eles se comportam uns em relação aos outros, agindo como se fossem melhores amigos de décadas, tendo se conhecido há três horas.

Ok, isso me irrita, mas não me teria feito desligar a TV assim, por reflexo.

Foi aí que eu soube. Era só vergonha alheia. Eu tava morrendo de vergonha por aqueles infelizes. Daquelas que você vira o rosto pra não ver, sabe? Tipo, na novela, quando a mocinha vai encontrar o mocinho com outra, mas é tudo um grande mau-entendido, e tipo, ela está super apaixonada, e chega lá, e o cara tá beijando a outra (na verdade, a outra agarrou, mas enfim)? E a gente vira o rosto nessas horas, ou fecha os olhos, não é? É isso. Eu me senti exatamente assim em relação ao Big Brother Brasil 8 hoje.

Sei lá, acho que só não consigo ver… derrete meu cérebro, é tipo um duplipensar que eu não suporto.

E falando em duplipensar, hoje eu terminei de ler O Guia do Mochileiro das Galáxias. O primeiro volume, mesmo. Achei bem genial, mas curto. Tem umas passagens fantásticas, que demandam uma imaginação, um humor e uma inteligência absurdas pra terem sidos boladas. E fiquei pensando no meu hamster, que sem querer (eu juro!) eu ‘matei’ (está mais para homicídio culposo, já que foi negligência, porque eu o deixei morrer) lá pra 2001. Sempre soube que ele era esperto (e agressivo) demais pra ser só um ratinho malhado.

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BBB8

imagem1.pngEu não assisti. Eu não assisto desde, tipo, o terceiro ou algo assim. MESMO. Eu abominava as pessoas viciadas em BBB. Acho um lixo. Tá bom que é um lixo, todo mundo que assiste sabe que é um lixo e assiste. Não tem nada de mais. Agora eu não sou mais tia chata e não acho que assistir essa droga seja um sacrilégio tão grande. E como esse ano eu me tornei uma pessoa um pouco fissurada por celebridades toscas, achei que seria legal acompanhar (até onde for possível, já que estudo à noite).

Ontem, anos depois do meu último BBB, liguei a TV na Globo. Minha surpresa foi que o canal 5 estava completamente zuado. Tipo, todos os chuviscos e problemas do mundo na imagem, não dava pra ver nada. Interpretei como um sinal divino e fui dormir, mas nos próximos dias devo acompanhar na TV da sala e no Big Bosta Brasil 2008, que é bem engraçado.

Só isso. Fiz o post porque tenho visão de Web 2.0. Colocar a tag aqui ‘BBB8′ vai render dezenas de visitas perdidas do Google. Fora as do WordPress.

Aliás, acho que os blogs e as tags de posts são o único artifício da Web 2.0 ao qual eu me adaptei. Eu não sirvo para esse negócio de Web 2.0, nem sei o que isso quer dizer direito. Nos meus del.icio.us, eu tenho preguiça de taguear os links, aí fica tudo misturado, desorganizado. Mesma coisa nas fotos, eu deveria colocar tags nelas, mas não coloco e nunca acho nada nas minhas pastas. RSS é piadas. Odeio feed pra ler blog. Eu gosto é de digitar o endereço no navegador, ver o post lá, na página. Gosto de ver a página, o layout e tal. Por mais tosco que seja. Não me venha com essa história de ‘agregador’… No fim do dia, eu pego uma lista de 15 blogs, mais ou menos, e entro em todos pra ver se atualizou. E me sinto extremamente satisfeita com a minha perda de tempo, obrigada. Esse negócio de ‘tecnologia faz você ganhar tempo’ todo mundo já entendeu que não serve pra nada. Tipo, no trabalho, é muito óbvio que hoje em dia a gente trabalha muito mais do que trabalhava antigamente. É porquê as coisas são feitas em menos tempo por causa dos computadores, e os chefes passam mais coisas pra gente fazer, pra eles poderem ganhar mais dinheiro (mas o meu salário é fixo). Tecnologia não facilitou a vida de ninguém, não. A verdade é muito mais triste.

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