OEsquema

Arquivo: Campus Party 2009

Algumas coisinhas importantes, mas pequenas

Queria falar várias coisas pequenininhas então copiei a Lilha.

Achei o formato conveniente e acho que vou adotar isso como uma seção fixa de pequenas notinhas. Alguém tem um nome?

#site legal:
Explain This Image será sua principal fonte de improdutividade no trabalho essa semana. O site reúne apenas imagens cujo nível de bizarrice seja tão alto que não seja possível explicar… explicar. Como assim? Olha um exemplo:

#outro site legal:
Obama on Drugs. Porque ninguém pode ser tão cool de cara limpa. Tem o mesmo humor esquisito e refinado de Wagner & Beethoven, mas já aviso antes que ou você vai achar muito engraçado ou vai achar muito ruim. Eu gosto.

#o retorno de lost explodiu meu já frágil cérebro:
Fiquei esperando o release vazar pra baixar os episódios até as 2h, daí não saiu. Coloquei o despertador pras 5h, acordei e – o e02 saiu antes do e01! Baixei o que estava disponível e fui dormir. Acordei às 11h, penei pra achar um link verdadeiro e sem bug do e01, e nesse período resisti bravamente ao ímpeto de não assistir o e02 antes do e01. Rolou um boato que a CBS usou um modo de compressão no e01 que dificultou a ripagem. Daí eu pergunto: com essa história toda de voltar no tempo e ir pra frente nele de novo, será que não era pra gente assistir MESMO o e02 antes do e01? Eu, heim… virais malucos. Só acho que seria uma PUTA idéia se os caras fizessem algo assim.

#fui na cparty, conheci amigos e joguei um paintball laser maluco:
Ronald Rios não deixou a fama subir a cabeça e foi simpático – apesar da gente nem ter conversado, foi só um cumprimento. Rafael Slonik é um desses camaradas extrovertidos, que te perguntam ‘quem é você?’ com sincero interesse se perceber que a pessoa tá meio deslocada. E a Gisele Ramos é gente finíssima, como era de se esperar.

Além disso, no sábado, me chamaram pra jogar um laser shot com blogueiros. É uma espécie de paintball, mas sem bolas de tinta – tudo funciona com armas de laser e coletes. Queria fazer parte da equipe do Jovem Nerd, mas eles me rejeitaram. Minha equipe era muito legal (chamava Nerds With Lasers), mas nossa performance na arena inóspita e sanguinária foi pífia, e perdemos. O Jovem Nerd, em primeiro lugar, ganhou um Wii. Mas eu tava feliz só por ter participado. Olha:

eunolasershot

#eu era do rock desde sempre
Quer a prova? Check it out, man:

roquenrou

Desculpe, você perdeu. Não dá pra ser mais cool que isso. Nesse momento, eu ensaiava aquele movimento característico do Pete Townshend, de girar o braço, sabe?

#mais um sitezinho, só um, juro
Moralize.us é pra todo mundo que passa por um dilema moral. Insira lá sua dúvida, qualquer uma, e deixe as pessoas votarem nas respostas. Vai ser mais fácil abortar depois de ver que 77% de quem votou apóia a prática, não é mesmo? Viu? Com o apoio dos outros tudo fica mais fácil. Ufa.

#alguém tá precisando de estagiário na área administrativa?
Sérião. Tem uma pessoa muito importante e competente (além de sexy e inteligente), de 18 anos e estudante de economia, procurando desesperadamente algo desse tipo (finanças/adm). Se alguém de SP souber de algo, me avisa?

#os prêmios que eu vou dar
Depois da votação, já decidi o que vai ser. Ainda consegui um patrocínio legal pra dar mais coisas. Só tô esperando a grana proveniente dos posts patrocinados entrar. A promoção vai ser surreal, algo nunca visto antes. Aguarde e verá.

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Briga com o De Leve na Campus Party: tudo acontece por um motivo…

Quem me apresentou o som do De Leve (na época, ainda no Quinto Andar) foi um amigo meio-grafiteiro-utilizador de boinas de Che Guevara do colégio. Aos 16, roqueira, eu não conhecia nada de rimas e poesia na época, e achava que rap era só essa parada que cantavam os Racionais e que eu não gostava, não por achar ruim, mas por falar de coisas que não tinham nada a ver com a minha vida de burguesa.

Daí eu descobri que rap era muito mais que isso. Existia um movimento, gente fazendo coisa muito boa e dizendo coisas normais, rimando com talento daqueles que são congênitos. O De Leve, com o Quinto Andar, era um deles. Comecei com Largado, mas minha preferida hoje é Rolé de Camelim:

Mas nem foi por ser fã do De Leve que eu achei babaquice o que fizeram com ele na Campus Party (sério que você ainda não viu o vídeo? Segue:)

Fiquei revoltada porque o cara que se achou no direito de peitar e desrespeitar o trabalho de um artista de que ele não gostou (So what? Teatro Mágico tocou lá, um monte de gente não gosta e nem por isso nego quis tirar Anitelli do palco) com um chapéu de SIRI na cabeça e um adesivo do Firefox colado na testa.

Virbickas durante a briga com o De Leve

Ainda que houvesse a possibilidade remota desse cidadão (chamado Virbickas) ter algum motivo para achar que sua atitude está correta e em acordo com os preceitos de uma sociedade civilizada, no momento da briga ele perderia toda a razão justamente por estar com esse carangueijo na cabeça.

A ironia reside no fato de que um evento como esse, que comporta o público com mais acesso a informação do país, não deveria ser palco pra exemplos tão primitivos de intolerância – qualquer que seja, ainda que musical.

A revolta surgiu, ainda segundo Virbickas, pelo teor da letra das músicas do De Leve (México e O que nego quer). Ficam as dúvidas:

- Se fosse uma música do 50cent, que usasse termos equivalentes ou piores, Virbickas pediria ao DJ que parasse de tocar?

- Se houvesse alguma ou algumas gostosas parcamente vestidas rebolando em cima do palco, o número de gostosas  seria inversamente proporcional à vontade de Virbickas e dos outros de acabar com o show?

- Se fosse um show do Bonde do Rolê, Virbickas e campuseiros mal-educados também achariam as letras um desrespeito?

- Se fosse um show do Mano Brown, Virbickas demonstraria igual macheza?

E por fim, mas não menos importante: o cara reagiu desproporcionalmente a algo que não estava lhe agradando. Chamou a atenção de centenas, milhares de pessoas, pessoalmente e depois quando a coisa se espalhou pelas mídias sociais, não só por demonstrar intolerância e desrespeito, mas por fazer isso com um siri e um adesivo de browser na cabeça. A gente devia ter desconfiado que ninguém tão ridículo por acaso, sem objetivar nada maior. Dá uma lida nesse link aqui e entenda porque ele queria tanto, tanto chamar a atenção.

Se ele apagar, eu (e mais centenas de pessoas, certamente) temos o print.

*Alterado às 11h22 do dia 27/01* e ele editou, como previsto. Clique aqui e veja o print. Na pressa, printei sem um trecho do texto, ms 95% está aí e já dá pra pegar a essência da coida.

*Alterado às 19h26 do dia 27/01* O Savazoni, meu ex-chefe, publicou um vídeo do Carlos Carlos, do FizTV, muito esclarecedor sobre o episódio. Nele, rolam entrevistas com o Virbickas (‘Chupa’) e com o De Leve logo depois da briga:

*Mais eum ediçãozinha* Aproveitando que falamos dos melhores rimadores desse país, confira o fantástico trabalho de Chico Barney ao apresentar-nos o MC Papo, talentosíssimo rapper que rima com as mãos amarradas e em francês.

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