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Susan Boyle e o segredo para a felicidade

Vou fingir que ninguém passou a tarde inteira falando da Susan Boyle na terça e postar o vídeo aqui.

Basicamente é o seguinte: chegou uma tiazinha lá no programa (tipo um American Idol do UK), bem esquisitinha, dizendo que queria ser cantora profissional e famosa igual a Elaine Paige. Contou que ela costumava ser humilhada na escola porque tinha problemas de aprendizado, mas que sempre quis cantar e que a mãe encorajava. Depois que a mãe morreu, resolveu ir atrás do sonho.

Daí, um corpo de jurados profissional e uma platéia composta por centenas de pessoas não teve pudores e riu dessas ambições na cara dela.

Acontece, a gente faz isso o tempo todo – às vezes com um pouco mais de discrição, de educação, enfim – mas fazemos. E aí a tia abre a boca e destrói a todos com um mega master boga ultra PWNED. Para os não nerds, isso significa que ela acabou com eles.

Não tem nada dessa de ‘Oh, que emocionante, preciso conter as lágrimas’ (coisa que o Ivan criticou aqui). Quer dizer, eu me arrepiei quando ouvi, mais pela cena incrível da mulher quebrando as pernas de centenas de babacas, e por outro motivo. Devo confessar uma coisa: eu me identifiquei com a Susan.

Primeiro, porque mesmo sabendo que olhando pra ela ninguém dá nada, ela subiu lá e se expôs. E ainda riu junto com quem ria dela. Ok. Em segundo, porque em nenhum momento ela se mostrou arrogante ou propotente – havia uma segurança na maneira como dizia que iria cantar, alguma firmeza. Mas nada além disso. Porque ela sabia que quando abrisse a boca não precisaria ser arrogante ou prepotente.

Susan aprendeu a ser low-profile sobre si mesma porque assim a vida a ensinou. Embora existam livros que versem sobre a importância do marketing pessoal, eu aprendi com as crueldades de menininhas desde a pré-escola (Na sexta série, no dia do meu aniversário, minhas amiguinhas me deram um vidrinho escrito ‘semancol’. Juro, elas escreveram) que o melhor jeito de sair por cima quando ninguém acredita que você pode fazer algo é fingir que está tudo bem e que de fato você é tão idiota quanto aquelas pessoas acham que você é.

O único jeito que encontrei de sair de situações opressoras de bullying na escola foi fingir que meus opressores eram realmente espertos como eles achavam que eram e que eu era a burra da situação. Se era isso que os fazia feliz, não me importava. Fingia que não entendia as piadas comigo, e assim fui aperfeiçoando minha empatia e capacidade de reconhecer o caráter da pessoa só pela maneira dela de te olhar ou se dirigir a você.

Além de ser útil para fazer uma triagem das pessoas que se aproximam (quem se acha melhor não chega perto, o que é bom; quem se aproxima vê além daquilo, o que já é bom), abaixa as expectativas das pessoas em relação às suas qualidades. E quando você vai lá e mostra que sabe do que está falando, bem, elas ficam bem mais surpresas do que ficariam se você tivesse vendido o peixe.

Ok que isso não funciona em 100% das ocasiões na vida. Não dá pra chegar numa entrevista de emprego e ser um peixe-morto e tal. Precisa ter um equilíbrio, uma segurança de si sem ser show-off.

Mas essa técnica de fazer com que as pessoas abaixem as expectativas delas em relação a você pode ser aplicada a todas as coisas – no sentido de que se você diminuir suas expectativas em relação às coisas, tem muita mais chances de estar sempre satisfeito com elas.

Não tô dizendo que todo mundo precisa ser horrivelmente pessimista. Mas empolgação demais pode ser um problema. Além disso, quando se trata de esperar demais de pessoas, as chances de decepção são sempre altas.

É meio trágico, mas vivo com a seguinte máxima: se alguém te decepciona, a culpa é sua, que esperou demais daquela pessoa. Simples assim. Reduzir as expectativas (suas em relação às coisas, e dos outros em relação a você) é basicamente o segredo para a felicidade e para o saudável e bom convívio social.

Susan com certeza aprendeu isso a duras penas. Mas acho que não pôde haver recompensa maior do que a cara de ‘Eu estava muito errado, bem feito para mim’ daquelas centenas de pessoas.

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Não conseguiu comprar ingresso para o Festival Planeta Terra? A gente te leva

Eu sei como esse pedaço de papel, que dá acesso a assistir às fantásticas atrações do Festival Planeta Terra, no sábado, vale ouro. Eu tinha comprado uma meia entrada sobrando e recebi mais de 15 contatos de gente interessada em comprá-la. Quem chegou primeiro levou, e pro preço de custo.

Mas como sou camarada demais, vou dar a oportunidade para duas pessoas sem ingresso conferirem Foals, Kaiser Chiefs, Offspring, The Jesus and Mary Chain e tantos mais que vão tocar no sábado. O Planeta Terra e a Dudinka me deram uns ingressos pra distribuir entre vocês

O concurso cultural Cantoria Maluca, sugerido pela minha amiga off-line Gabi, vai premiar dois leitores (cantores) com dois ingressos cortesia para o Festival Planeta Terra (um para cada um).

Como participar:
Basta gravar em vídeo sua versão de um (ou vários, num belo pout-pourri) sucessos que você gostaria de ver no Planeta Terra – vale qualquer música de qualquer uma das bandas que vai tocar no sábado, e nem precisa ser a música inteira, nem a versão original (gosto de paródias), vale o que você pensar. Pode ser você mesmo interpretando, ou seu irmãozinho, namorada ou avó. Até aceito até playback do Bloc Party, se o resto da performance for boa.

E daí?
Depois de gravar o vídeo usando qualquer câmera que você tiver à mão – digital, celular, webcam ou tekpix -, é só subir o vídeo para o youtube, dailymotion ou seu site de vídeos preferidos e me mandar o link do vídeo no e-mail contato@olhometro.com até as 23h59 da quinta-feira, 6 de novembro, com seu nome completo, endereço, idade e telefone (celular e fixo, de preferência). Qualquer e-mail sem essas informações ou depois do prazo não será aceito.

Os melhores vídeos serão publicados aqui no blog.

Quem pode participar?
Qualquer leitor do blog, maior de 18 anos, desde que não seja meu familiar ou agregado de familiar, e seja residente em São Paulo ou região, porque terá que retirar os ingressos no dia comigo, em mãos, em horário a combinar no começo do show (entre 15h e 16h).

Quem vai escolher o melhor vídeo e como?
A princípio eu, mas se alguém lá de casa quiser ajudar…
Não vou considerar qualidade da gravação, só precisa ser minimamente audível e enxergável. Claro que é questão de gosto, mas tenha em mente que tudo influencia, desde a criatividade na interpretação até sua seleção musical.

Quando sai o resultado?
Na sexta, até o meio-dia.

Por quê você não sorteia?
Sorteios devem ser registrados no Ministério Público Federal.

Por que você não faz o simples ‘melhor frase’, ou dá os ingressos pras primeiras pessoas a comentar?
Por que é um jeito de selecionar quem realmente está a fim de ir de quem vê um ingresso sendo sorteado e participa porque não tá fazendo nada.

E mãos à obra. Dá um pouco de trabalho, ainda mais em tipo 60 horas, mas não sou eu que tô sem ingresso…

Ah, e fica esperto, porque alguns blogs da lista aqui embaixo também vão dar ingressos entre hoje e sexta. A Lalai, por exemplo, tá com uma promoção parecida com a minha (não vale usar o mesmo vídeo nas duas!)

Sim Viral | Fonte Rosa | Eu Gosto de uma Coisa Errada | Chiqueiro Chique | Cegos, Surdos e Loucos | Olhômetro | Puro Pop | Casa da Narcisa | Meradoxa | Muito Horrorshow | Rock-o-Matic | Rock de índio | Outros Olhos | Indie-e-Geste | A Festa Nunca Termina | Quem pode, Poda | Move That Jukebox | Penetration Club | Azar o seu, Querida | Bloody Pop | Lalai Loaded | Putzcaramba! | The Putz Factory | Blah Blah Blog | Indie Cent Music

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