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CINE, a nova sensação do rock nacional (?) ajuda a explicar o comportamento humano

Você já ouviu/ouviu o clipe de GAROTA RADICAL, o single de estreia do CINE? Tira dois minutos aí:

Acalme-se.

A palavra ‘radical’ pode assumir vários significados, dependendo do contexto em que é inserida. Pode ser adjetivo para designar alguém ou algo considerado extremista. No termo ‘radicais livres’, ‘radical’ é uma marca de expressão da pele. Associado a um esporte, ‘radical’ significa que aquele esporte é muito perigoso.

Nesse clipe, não tem nenhum homem bomba, ninguém fazendo rapel e nenhuma idosa usando creme da Avon. Isso significa que ‘radical’ aí é usado como uma gíria, sinônimo de MUITO IRADO. Você conhece alguém que use a gíria ‘radical’ e não faça parte de um desenho animado ou tenha mais de 4 anos?

Nem eu.

Ok, o Cine é a nova sensação do rock nacional (?). Foram contratados pela Universal recentemente, estão aí com esse clipe maravilhoso que graças a deus a gente tem aí essa conexão maravilhosa pra dar pra gente. Têm seu merito ao ser a primeira banda emo a misturar sintetizador e aproveitar a onda fashion da new rave, tudo junto – quer dizer, não sei se eles têm o mérito disso ou quem tem é algum marketeiro muito esperto, mas enfim.

Mas tem um ou dois problemas com eles, não sei se você notou. Como bem observou o @ibere:

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Esse é um deles, e legal que se aplica tanto ao Cine quanto a qualquer grupo que toca em trio elétrico na Bahia, e mesmo a alguns grupos de pagode. O segundo é que, aparentemente, as meninas ficam malucas por eles. As fãs são 90% mulheres e gays. Elas acham todos lindos e sedutores, mas observe bem a cara desses meninos. O vocalista é MUITO FEIO (pros padrões de beleza clássica ok). E não que ele fique bonito nessas roupas ou com esse cabelo lambido, mas por algum motivo isso parece ofuscar a feiúra dele aos olhos das fãs, porque elas amam o menino. E ele é horrível, tadinho. Apesar dos outros meninos da banda serem mais bonitos.

Por isso, acho que o Cine é a comprovação de algumas teorias que rondam o mundo da música desde sempre, relativas ao comportamento humano, e que Darwin esqueceu de mencionar em seus estudos. São elas:

1. Não importa o quão asqueroso você for. Se a sua música agradar alguém, e você estiver em cima de um palco executando-a, você repentinamente se torna o macho alfa mais apto e recomendado para a reprodução aos olhos daqueles a quem sua música agrada.

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O Eugene que o diga.

1.1. Sendo assim, a maioria das pessoas faz bandas para aumentar suas chances de se reproduzir e passar seus genes adiante.

2. O objetivo de um grupo musical deve ser, sempre, agradar às fêmeas da comunidade. Porque no caso de as fêmeas se interessarem pelo grupo, mesmo que o macho não se interesse, repentinamente ele vai começar a mimetizar o comportamento do macho alfa, que é o cara em cima do palco, e isso inclui ouvir aquela música, gostar dela, se vestir como aquele cara e inclusive tocar músicas parecidas.

2.1. sendo assim, a maioria das bandas do mundo foi feita para agradar mulheres.

Obrigada, Cine, por contribuir na comprovação de duas teorias sociais que eu considerava há anos. Só tem algo sobre vocês que eu não consegui explicar, porque não faz sentido, nem do ponto de vista instintivo – a música de vocês é muito ruim. Por deus. NX Zero é chato, mas vocês superam com esse sintetizador distorcendo a voz do IÔ-Ô. Como é possível que as meninas em idade reprodutiva, dos 13 aos 17, gostem tanto de vocês? A única explicação é que o gosto delas seja péssimo, mas não vou considerar isso porque gosto de fugir do óbvio.

Talvez seja algo tipo perfume de ferormônios.

*Editado: maluquinho do Cine respondeu nos comentários, foi fino e profissional. Check it out. Só lembrando que não gostar do som não significa não respeitar.

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Uma invenção que pode significar o fim dos paparazzi – ou não

Pessoalmente, não tenho nada contra os paparazzi. Uma vez assisti um filme que chegava a ser engraçado de tão forçado – o nome era Paparazzi mesmo e contava a história de três fotógrafos que eram os vilões e arruinavam a vida de uma celebridade que só queria ser feliz com sua mulher e filhinha. Um deles, se não me engano, era um Baldwin. Um dos 20.

Tenho amigos fotógrafos e sei que eles não são tão maus assim. Não causariam um acidente grave pra conseguir uma foto. Um acidente leve, talvez, mas isso é justificável né? A pessoa precisa trabalhar e tudo.

Eu sei que quando se trata de alguém muito cobiçado, a coisa é realmente feia de se ver. Um bando de fotógrafos ao redor de um fulano super famoso é chocante, parecem urubus atrás de carniça mesmo, se atropelando por um clique. Falo ‘urubu’ aqui e não é no sentido pejorativo, é porque é a referência mais próxima e a cena é bem semelhante.

Acontece que, por outro lado, dá pra entender a vida desses caras, especialmente os freelancers. Eles moram em Hollywood e precisam conseguir as fotos pra vender, não têm salário fixo. E a gente sabe que a indústria das celebridades, em boa parte do tempo, se beneficia dessa superexposição. Muitos wannabe famous são loucos para terem os flashes na cara – já vi mulheres frutas vibrantes por seu momento ter finalmente chegado. Ou existiria outro motivo pra mulherada famosa sair de vestido curto sem calcinha, fazer sexo no mar e aparecer de roupa esquisita?

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É por isso que eu acho que nem toda celebridade moderna vai ficar tão satisfeita com a invenção mostrada nessa foto.

Um cara chamado Adam Harvey desenvolveu um dispostivo supersimples capaz de acabar com a profissão dos paparazzi. É um flash extra, com um LED superbrilhante e acionado por sensibilidade à luz. Assim que ele percebe o flash da câmera, dispara e ofusca a foto. O cara tá tentando inclusive patentear a invenção, porque parece algo simples de fazer até em casa.

E se a moda pegar mesmo, esse é o tipo de invenção que muda o mundo. Não completamente – aqueles flagras de topless no iate no meio do mar que os caras fazem de dia, com teleobjetiva, ainda não poderão ser evitados. Mas se esse dispositivo se tornar comum entre as celebridades, a gente vai saber quem realmente não quer ser fotografado e quem, no fundo, tá precisando muito chamar a atenção. Porque o segundo grupo não vai poder portar a invenção supracitada.

E isso vai criar uma nova lei de mercado maluca. Quem andar com o aparelhinho vai ser ainda mais cobiçado pelos fotógrafos, que vão ter que encontrar outros meios de burlar as barreiras pra fotografar esses caras. E quem não andar com o flash na bolsa vai ser considerado ‘facinho’. Daí nenhuma revista vai querer foto daquela mulher sem calcinha porque, né, é óbvio que ela tirou a calcinha pra ser fotografada, e se não tava com o flash ofuscador master plus…

Óbvio que as revistas vão continuar querendo as fotos. São mulheres sem calcinha, isso vende muito. Elas só vão valer menos.

De qualquer forma, não acho que a invenção chega a acabar com a profissão de paparazzi, como vem sendo anunciada. No máximo, vai criar um novo padrão nos preços que as publicações pagam pelas fotos-flagras. Pelo menos agora não tem mais desculpa pra sair dando chilique e porrada em fotógrafo por aí – nesse  caso sim a gente vai ter como saber se o famoso tava puto mesmo ou se só queria aparecer mais ainda ao quebrar a câmera de seu perseguidor.

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Ai, não gostei dessa invenção

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Na Suécia, pais se recusam a revelar o gênero do/a filho/a

Acho interessante que alguns pais optem por não saber o sexo da criança antes do nascimento. A gente vive numa era de ansiedades. Não conheço nenhum casal que tenha feito isso nos últimos tempos e essa expectativa, que era bem comum antes da evolução da medicina, ninguém mais sabe direito como é. Quando a criança nasce, ela já tem nome, quarto da cor certa, enxoval e um monte de planos – se for menina vai fazer balé, tocar piano e usar aquele vestido amarelinho. Se for menino será São Paulino, vai gostar de Motorhead e ser advogado como o pai. Bleh.

Mas tudo que é demais é exagero. Tipos que tem um casal na Suécia (eta país maluco, sempre eles) que não revela o sexo do filho/a de dois anos e meio, nem pra ninguém, nem pra criança. E não a/o caracteriza de forma nenhuma, nem com pronome, nem com roupa e nem com o nome.

Eles chamam a criança de Pop.

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Isso é Pop.

Pop. Pop. Pop.

Quando POP começar a ir pra escola, eu não consigo entender se POP será zuado por se chamar POP ou por não ser, aos olhos dos outros coleguinhas, nem menininho nem menininha.

Além da grande sacanagem de fazer isso com uma criança sem pensar nas possíveis consequências (mal posso esperar pra descobrir se POP será assexuado, homossexual, transgênero ou vai só mudar de nome mesmo – PRA PUNK, HAHAHAHAHAH), os pais escolheram um nome altamente infeliz pra dar pra essa criança. POP não é nada. Parece a onomatopéia de alguém abrindo uma garrafa de champanhe. É sonoro, divertido, mas ninguém pode se chamar POP.

Entendo a necessidade de dar um nome de duplo gênero, né. Não dá pra esconder o sexo da criança se você chamá-la de Camila. Mas tem outras opções de nomes que servem tanto pra homem quanto pra mulher. Tipo… Allison. Yumi. Nadir. Há quem juraria que Nadir é nome de mulher, mas esse é controverso, então entra na lista. Outro controverso: Lucimar. Ainda assim, o mais adequado seria algo como José Maria / Maria José, contanto que os pais alternassem o uso do primeiro e do segundo nome pra chamar a criança.

Os pais dizem que estão fazendo isso para que POP (pfff) cresça com liberdade, sem ser forçado a nenhum gênero. Bonito. Pra mim, soa mais como uma experiência antropológica cruel, uma mistura de Mengele com Mogli, o menino lobo, e tudo isso com seu próprio filho. Repito – não dá pra prever as consequências de algo assim pra uma criança. Mas a certa altura, quando ela começa a identificar que é diferente, de alguma forma, de outras crianças, deve sim se tornar perturbador.

Na matéria que eu linkei, uma pediatra sueca diz que não sabe como isso afetará a criança, mas que certamente ela será ‘diferente’. Os pais querem que ela seja diferente? Se eles estão forçando essa diferença, então pra mim não há a ‘liberdade’ de que eles falam. Não é natural.

É como um Bonsai – parece natural e bonitinho, e a gente fica maravilhado com a magia da natureza. Mas na boa, você colocou uma semente de árvore dentro de um potinho. A natureza não é idiota – o mínimo que ela pode fazer é perceber isso e crescer pouquinho. Mas se ele pudesse, cresceria muito mais. Aliás, é isso que ela faria em condições normais.

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Meu próximo Bonsai se chamará POP.

Os pais dizem que só vão revelar o sexo de POP quando ele ou ela quiser. O que vai acontecer, hum, digamos, amanhã. Quero dizer, assim que POP perceber que não tá de rosa nem de azul, e as outras crianças tão, ela vai perguntar isso pros pais. Mistério FAIL.

E esse papo de dar liberdade à criança não faz sentido. O único jeito de fazer isso sem ser forçado ou prejudicá-la seria se mudar pro meio do mato e se isolar do contato com o resto da sociedade.

Eu não chamaria de ‘liberdade’ vesti-la com roupas unissex, chamá-la por um nome que, além de ser um palíndromo, é onomatopéico e tão emblemático (imagina como ele/ela se sentiu quando o Michael Jackson morreu semana passada) e subverter totalmente tudo aquilo que ele/a inevitavelmente terá contato. Isso só pode transformá-lo/a numa criança perturbada. Aliás, falando em Michael Jackson, até dá pra supôr o resultado da criação hetedoroxa de POP.

(dica do Brunão)

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Depois dessa, eu não acredito mais em nada

A vida é cheia de pegadinhas.

Considere a seguinte situação, hipotética: num belo dia desses aí, um grupo desocupado de cientistas do Reino Unido descobre que fumar cigarros, na realidade, aumenta sua capacidade pulmonar.

Isso. Ao contrário do que foi pregado durante todos esses anos, cigarro não faz mal coisa nenhuma. Era tudo, sei lá, um grande lobby da indústria automobilística para camuflar o verdadeiro causador de todos esses cânceres no pulmão e problemas respiratórios: o Monóxido de Carbono emitido pelos carros.

Seria um choque, não? Tudo aquilo que você acreditou por toda sua vida iria por água abaixo em apenas alguns minutos. No início, seria difícil de acreditar. Depois, quando outros experimentos comprovassem a tese, você se resignaria e tentaria adaptar sua vida a esse novo paradigma, tão diferente do anterior. Mas a sensação de que você tinha sido enganado por toda a vida e tinha caído num conto do vigário jamais desaparecerá.

Foi assim mesmo que eu me senti quando li essa notícia aqui: Estudo indica que as listras horizontais são as que emagrecem.

Durante todo esse tempo, eu fui obrigada a me confrontar com dicas de estilistas que, seguras do que diziam, apregoavam a necessidade de não, sob hipótese alguma, NÃO USAR ROUPAS COM LISTRAS HORIZONTAIS (se você quiser parecer mais magro).

Para ser sincera, eu sempre tentava olhar para a questão de fora. Quando via alguém de listras hosrizontais tentava enxergá-la mais gorda e não conseguia. A certa altura, me dei conta que isso era bobeira e que eu devia acreditar, afinal, era unanimidade entre os profissionais da área e tanta gente não podia estar enganada.

Falou-se nisso por tanto tempo que virou verdade absoluta. Ainda bem que sempre existem cientistas desocupados preocupados em derrubar ou comprovar paradigmas.

Outra notícia do mesmo gênero: Pesquisa diz que adoçante pode engordar mais que açúcar.

Carolina Ferraz e Zé Wilker mentiram para gente todos esses anos.

Você passa sua vida tentando convencer a si mesma e aos outros que o gosto é bem parecido. Que adoçante não é amargo e deixa o seu adorável suco de abacaxi com gosto de novalgina no final. ‘Não’, você diz. ‘Depois de um tempo você se acostuma’. E aí, de repente, alguém resolve pesquisar a coisa direito e descobre que anos de ingestão voluntária de algo com gosto de novalgina foram em vão.

A moral da história é a seguinte: não importa por quanto tempo te digam algo, não acredite nisso. Nós, humanos, não sabemos de nada. Nada, nada.

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Pesquisas que vão mudar nossa maneira de enxergar o mundo

Olá amigo! Esta é a quarta científica, dia da semana em que escolhemos uma notícia relevante do mundo da ciência para poder estar deixando você bem informado sobre esse mundo cheio de mistérios e surpresas.

A ciência é uma coisa maluca, não? Todos os dias esses acadêmicos e cientistas suuuuper conceituados dão duro em seus êbaneos laboratórios frios para descobrir coisas que podem facilitar nosso dia-a-dia e trazer o futuro mais para perto!

Semana passada, foi o antídoto para a dengue, que o Instituto Butantã afirmou já ter desenvolvido. Essa semana, um laboratório sueco (acho) disse estar próximo da cura da AIDS!
Fantástico, não é mesmo? CAMISINHA NUNCA MAIS!*

Esses incríveis profissionais, sempre a serviço do bem-estar social e do desenvolvimento do legado humano na terra, divulgaram ontem uma descoberta muito interessante.

Na Universidade de San Diego, na Califórnia, estudiosos constataram que ratos do sexo masculino têm mais resistência à dor se postados diante de uma foto da socialite bitch Paris Hilton (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u343348.shtml). Paris diria “that’s hot!”

Paris Hilton con su copia de Paisajes SonorosSegundo a reportagem, “os próprios cientistas colocaram em dúvida as propriedades terapêuticas de Paris Hilton.” Fico satisfeita em saber.

De acordo com o cientista Jeffrey Mogil, que conduziu o estudo, “os ratos vêem os homens como potenciais predadores e por razões desconhecidas este efeito funciona mais com os machos.” Mas eu me pergunto: why IN HELL eles acharam que era legal incluir uma foto da Paris nos testes? Algum palpite?

E essa é a dica da semana. Faça o teste com o seu hamster e poste os vídeos pra gente assistir!

Creative Commons License photo credit: Alex CD

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