OEsquema

Arquivo: dinamarca

10 links de coisas que você devia conhecer

Voltei, ainda que brevemente, à vibe das listas. Na vontade de fazer um post simples mas com dicas de coisas legais, bolei isso. Seguem abaixo várias coisas – entre sites, lugares, objetos e pessoas – que, se você ainda não conhece, deveria conhecer. Confia em mim e vai.

Link ambidestro

Blog do Link

Não é esse Link. O Link é o caderno de cultura digital do Estadão. Não é um caderno de tecnologia, veja bem. Cultura digital é mais que tecnologia – é analisar como a tecnologia muda o mundo a nossa volta. Eu trabalho lá, posto nesse blog e posso dizer: é muito bom. Porque nós somos os únicos no Brasil que cobrimos cultura digital, e não tecnologia. E isso faz uma diferença animal.

Nigel Goodman

Nigel Goodman

Pega um carioca com sotaque bem arrastado, coloca um óculos e um cabelo engraçado nele e você tem Nigel Goodman, o menino prodígio do standup carioca. Indico o Nigel não só por causa dos textos excelentes de standup dele (as sacadas são das melhores que eu já li), mas porque o cara é gente fina demais.

Mulher de bigode

Women With Mustaches

Um blog com fotos de mulheres de bigode. Alguns bigodes são maiores que o do meu avô. Nem o diabo pode.

Provos

Provos

Os inventores da contracultura. Antes dos hippies, antes dos mods, dos Beatles, do maio de 68 na França, foram eles que mudaram a sociedade holandesa e transformaram a Holanda no país mais liberal e democrático do mundo, com manifestações baseadas em zombaria contra as autoridades e resistência pacífica. Gênios desconhecidos por causa da barreira linguística, inspiração pra mudar o mundo e pra fazer ação de guerrilha com blog (mesmo que isso seja muito paradoxal).

HOW I MET YOUR MOTHER

How I Met Your Mother

O melhor sitcom que eu já vi PONTO. Eu considerava Friends a série de comédia mais bem feita da história, com o melhor equilíbrio de humor, romance e simulação de identificação com o público. Até eu assistir How I Met Your Mother. São cinco amigos desses que você acha correspondente entre os seus: a solteira convicta, o galinha, o casal bonitinho e o rapazinho romântico. Os bordões são tão geniais que você vai acabar falando pros amigos. Altamente viciante.

This is why you are fat

This is why you’re fat

Um blog que dá fome. Mostra toda a sorte de guloseimas nojentas, com altíssimo índice de gorduras trans. Divertido, mas perigoso na hora do almoço. E tem muito bacon.

nokia-5800-xpressmusic-3

Um smartphone

Eu sempre fui do time que dizia que celular precisava fazer ligação e só, até ter um. Ter à sua disposição câmera decente, aplicativo, tocador de música, teclado QWERTY e internet 3G muda a vida da pessoa. Não precisa ficar bitolado e checar e-mail toda hora não, que isso é idiotice. Mas garanto que vale a pena ter tudo num aparelho só. E garanto, eu uso tudo.

Paço de Santo André

Santo André

Os paulistanos que me perdoem, até porque sou amante distante da paulicéia (paulicéia perdeu o acento?), mas não há nada como Santo André. O paço com seu teatro em forma de pudim, os calçadões, o caminho até a estação de trem, as travessas arborizadas da Portugal, a Figueiras e seus idiotas de costume, o Black Label com seus motoqueiros, o bar secreto, a padaria… você, paulistano, visite Santo André. Será inesquecível.

Chineses

Deal Extreme

O melhor lugar do mundo pra comprar eletrônicos chineses. O preço é de banana, o frete é gratuito e você pode solicitar que os chineses safados enviem o pacote como ‘gift’, para evitar que ele seja taxado na alfândega. Geralmente, chega em 20 dias.

gogol_bordello

Gogol Bordello

Punk-cigano é um gênero musical que não faz sentido pra ninguém até que você ouça Gogol Bordello. Minha mãe gosta, minha vó gosta, meu amigo baterista de banda punk gosta, minha melhor amiga gosta. O Nigel gosta. Não tem ninguém que consiga ficar impassivo diante do que eles fazem.

Posterous

O novo jeito legal de compartilhar as coisas. É só mandar o que você quiser por e-mail para post@posterous.com e o sistema vai lá e atualiza seu blog com o que você mandou. E ele replica automaticamente o conteúdo que você postou onde você quiser – no seu WordPress, Twitter,  YouTube, o que for. Cuidado, é viciante.

P.S.: Obrigada por se compadecerem do meu estado de miséria e comprarem no Submarino. Faltam só 3 reais para eu atingir o valor mínimo para receber, que é de R$50. Vocês são demais.

17 Comentários

Fazendo o Radiohead

Eu tava dando um rolê por aí (leia-se: tava fazendo nada em casa) e de repente me lembrei que, inicialmente, a idéia aqui era falar de música. Tipo, aqui. Olha só como esse mundão gira, né? Então, pra não ficar chato e ninguém achar que foi propaganda enganosa (não foi, gente, é que eu tô em outro momento – sempre quis dizer isso), achei que seria de bom tom dar duas novas diquinhas musicais pra mulecada. Essas duas tem algo de Radiohead, por coincidência (não confunda coinciência com destino, Locke diria):

Kashmir me foi apresentada pelo Pedro, que exageradamente garantiu que é a banda mais superestimada da última década. O Pedro diz que os CDs são bem diferentes um do outro (a banda existe desde 91!) e a Wikipedia diz que eles ganharam vários prêmios na Dinamarca, o país de origem. Os caras do Kashmir cantam em inglês e quando foram criados se chamavam Nirvana, mas tiveram que mudar por causa de uma banda que começou a fazer sucesso na época… bom, eu só ouvi um disco, de 2003, que se chama Zitilities e é excelente. Tem momentos onde Chris Martin encontra Thom Yorke, alguns onde é possível ouvir o Joy Division se els tivessem composto tudo em 2002 e outros que deixariam o Arcade Fire feliz e o In Rainbows soaria plágio (podem ouvir a música, chama The Aftermath). Não sei dos outros álbuns, mas esse é ótimo da primeira à última música. E o vocalista é absolutamente fazível. Eles são tão legais que não dá mesmo pra entender como não ficaram nem ligeiramente famosos. Talvez seja por causa do nome: Kashmir é o nome de uma música muito famosa do Led Zeppelin, de uma cidade e de um tecido. Já tem muita coisa chamada Kashmir… eles não são bons pra nomes.

Essa do vídeo, Surfing the Warm Industry, no Danish Music Awards 2004 (Uau, existe isso), é uma das mais legais do disco.

O Envy Corps eu conheci por causa do Indienation, o outro blog no qual eu não escrevo. Também tem uns momentos Radiohead, mas só de leve. A voz do cara lembra muito a do Thom Yorke, e a banda tem bons momentos, embora alguns sejam chatos – quero dizer, nesse disco que eu ouvi, o Dwell, de 2008. Eles têm mais um, de 2004, chamado Soviet Reunion. Tem uns pianinhos e é bem pop. Esse clipe engraçado de Story Problem simula aqueles programas toscos japoneses, com aqueles circuitos (que o Faustão imitava na década de 90) nos quais as pessoas tem que passar por rios enlamaçados, portas trancadas e tudo o mais. Ecos da ponte do rio que cai. Divertido, mano. Num sei de onde eles são e tô com preguiça de olhar na Wikipedia, brigada.

3 Comentários

Cidade dos sonhos

Eu sempre fui de esquerda, mesmo antes de saber o que isso significava. Por ‘de esquerda’, não quero sidzer que sou comunista, nem ativista política. Só que a maioria das coisas em que eu acredito tem uma inclinação forte a favorecer o proletariado. Sou contra o sistema, quero dizer, não concordo com ele. Claro que isso traz um monte de implicações, e eu sou uma pessoa tranqüila, cheia de bom humor e muito flexível, não sou uma militante chata… é só minha inclinação política.

Quando eu era mais nova e comecei a gostar de rock’n'roll, claro que tive minha fase de Anarquista. Aquela, quando a gente compra a camiseta com o ‘A’ vermelho na Galeria do Rock. A fase, é claro, passou; mas anos depois eu ouvi falar de Christiania.

Christiania
Creative Commons License photo credit: Kieran Lynam

Christiania, também conhecida como Freetown Christiania (Christianshavn) é uma comunidade independente e auto-gestionada que fica dentro de Copenhagen, na Dinamarca, e tem cerca de 900 habitantes. Criada ‘acidentalmente’ nos anos 1970, foi formada por dinamarquesas insatisfeitos com as política habitacionais do país na época. Turbinada pelos ideias hippies e comunistas que carregavam o ar por aquelas épocas, Christiania tornou-se uma experiência social. Apesar dos esforços iniciais por parte do Estado Dinamarquês para a retirada dos habitantes da comunidade, em 1992 foi assinado um tratado que permite a existência pacífica da Christiania.

O mote da comunidade, retirado do site de Christiania:

“O objetivo de Christianiaé criar uma sociedade auto-governante onde todo e cada individuo é responsável pelo bem-estar de toda a comunidade. Nossa sociedade deve ser auto-sustentável economicamente e, como ela, nossa aspiração de ser firmemente convicto de que qualquer privação física e psicológica deve ser evitada.”

Os habitantes de Christiania vivem num regime político… a-político. Uma espécie de anarquia. A convivência entre os moradores é baseada na cidadania, honestidade e solidariedade. Para tomar decisões, Christiania se organiza em conselhos municipais, onde todos os moradores tem a mesma voz para opinar. Tudo é decidido na base do consenso – por mais estranho que isso possa soar para nós.

Carros não são permitidos dentro de Christiania, mas quase 150 moradores os têm. Eles deixam os veículos estacionados nas ruas que contornam a comunidade. Haxixe e maconha são vendidos livremente, e ‘drogas pesadas’ são expressamente proibidas.

Visitar Christiania é super-permitido, você só precisa respeitar as regras da comunidade. Para morar lá, bem, você precisa de uma casa. Mas não pode, tipos, chegar lá e construir. Então tem que esperar uma casa ficar disponível e se submeter a aprovação do conselho. Lá, você pode trabalhar como artesão, lenhador, trabalhar na coffee-shop e essas coisas.

Mais informações aqui, aqui e aqui (no último, se você falar dinamarquês).

Christiania está na minha lista de ‘lugares para conhecer’ desde que eu li sobre a comunidade pela primeira vez, aos 13 anos. Recentemente, me deparei com o relato de um rapaz brasileiro que esteve lá (no Orkut) e fiquei mais encantada. Não que eu acredite de verdade em tudo isso, pro mundo real… é uma coisa diferente, país europeu, pouca gente, hippies. Mas deve ser algo a se observar.

4 Comentários