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Arquivo: dj no trem

Pro inferno, sem escalas: eu expulsei o pregador do trem

Se você lê o blog há algum há algum tempo, sabe que eu odeio a CPTM. A CPTM é a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Existem alguns motivos pra isso – entre eles, está o intervalo longo e irregular entre os trens e a duração da viagem, igualmente longa e irregular.

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FAIL

É exatamente por isso que ponderei sobre escrever esse post – pela primeira vez neste blog, estarei relatando uma típica história de trem com um final feliz.

No começo do Expansão SP, o plano que promete revolucionar e integrar os transportes sobre trilhos no estado e projetar o governador a presidente do país, eu li na parede da estação um cartaz anunciando uma nova medida: o SMS denúncia. Além do 0800 tradicional, pro qual o usuário de trens podia ligar em caso de reclamação ou denúncia de atividade irregular dentro das ‘composições’ (como os maquinistas chamam os trens), agora dava também pra enviar as reclamações via mensagem de texto.

Anotei o número na agenda. Pessoalmente, achei medida extremamente prudente, já que é realmente complicado ligar pro disque-denúncia da CPTM pra caguetar, digamos, um vândalo no seu vagão, já que o vândalo pode escutar e o que acontece em seguida normalmente não faz parte de histórias que podemos classificar como “casos de denúncia bem sucedida num trem”.

Daí que uma vez tinha um maluco pregando no trem, que são os tipos mais insuportáveis de infratores de trem depois dos vândalos.


Pegrando a Bibra

E eu mandei um SMS denúncia e nada aconteceu: ele continuou lá, o que me fez odiar mais a CPTM e continuar vivendo em seguida.

Ontem eu tava ouvindo música e me entra mais um desse distintos senhores que, por motivos desconhecidos até provavelmente pelo próprio deus, acha que as pessoas têm obrigação de ser doutrinadas.

Ele tava lá gritando e eu pensei: “Porque não f*der com um filho da p*ta hoje?” É dessas coisas que passam pela sua cabeça. Pois bem, mandei um SMS pro número de denúncia, que tinha salvado na minha agenda.

Mas informei o vagão errado. FAIL

Disse que estava no último, e tava no primeiro. Olha, acontece; eu pego o trem no mesmo vagão pros dois lados, então ora ele é o primeiro e ora é o último, o que justifica minha confusão. De qualquer forma, eu não estava confiante de que a coisa funcionaria, então desencanei.

Mas o inimaginável aconteceu. Ao passar pela plataforma na estação seguinte, observei os guardinhas se dirigindo ao último vagão. ‘Puta merda’, eu pensei. ‘Funcionou’.

Mandei outra mensagem pro mesmo número, me desculpando pelo erro e informando o vagão correto e tudo de novo – sentido do trem, em que estação pararíamos etc.

Eu me sinto ligeiramente cruel ao confessar isso, mas a cena foi épica. Assim que vi os seguranças se aproximando do nosso vagão quando o trem encostou na plataforma, eu fiquei muito feliz. Eles entraram, rapidamente identificaram a pessoa que estava gritando com uma bíblia na mão (embora o profeta tivesse tentado disfarçar ao ver os policiais) e o levaram, gentilmente, para fora. Um cara na minha frente lia Kafka e começou a gargalhar. E foi tudo genial! Um cara estava ali, falando de deus, e foi proibido de fazer isso por seguranças da estação! Ok que na cabeça dele essa repressão está inclusive prevista por Jesus na bíblia, e vai encorajá-lo mais ainda a pregar, mas na hora foi uma vitória gigante pra todo mundo que se sente desconfortável com qualquer tipo de pregação religiosa num lugar público e não tem coragem de se levantar contra.

fail

E de repente, eu subi no banco, e gritei, gargalhando de prazer: FUI EU! FUI EU QUE DENUNCIEI ESSE BABACA.

Ok, eu não fiz isso. Mas eu me imaginei fazendo, eu juro. Porque eu queria muito contar pra todas aquelas pessoas que se alguém estivesse fazendo algo errado no trem elas poderiam denunciar de maneira discreta e anônima, e funcionaria. Eu queria compartilhar com eles minha alegria de ter uma reclamação cívica atendida. Não fiz isso com medo de represálias de outros adoradores do senhor (o Senhor, não o senhor pregador) no mesmo vagão. Mas compartilho aqui:

FUI EU! EU QUE DENUNCIEI ESSE MALA QUE TAVA ENCHENDO O SACO DE TODO MUNDO! EU! PODEM ME ACLAMAR, ME AGRADECER! EU FUI A RESPONSÁVEL POR SALVAR-NOS DESSE SPAM DE JESUS, DESSAS PALAVRAS DO SENHOR NÃO SOLICITADAS. EU!

Vou pro inferno sem escala quando morrer, mas pelo menos posso ouvir música em paz no trem. Hunft.

*Coloquei asteriscos nos palavrões porque meu digníssimo pai fica um pouco incomodado quando eu faço uso desse tipo de vocabulário no meu blog. Nesse caso, pai, espero que você note que a frase em si tem uma carga que demanda o uso do palavrão. Até pelo teor humorístico da coisa. Ou seja, não dava pra não usar.

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Post it #03

Post it no Olhômetro - logo#Agora um tenho um Tumblr
Um Tumblr é parecido com um blog. Mas também lembra o Twitter. Digamos que fica entre os dois – não chega a ser um blog, mas também não chega a ser o Twitter. Lá, publicarei todas as coisas que passam na minha cabeça durante a semana (são centenas), além dos links, vídeos e fotos legais que vejo na internet. Algumas acabarão virando posts longos e reflexões por aqui. A seleção do que vai entrar no post it na segunda-feira também virá de lá, então você não vai perder nada se não quiser acessar, porque o que tiver de melhor por lá vai acabar vindo pra cá. Serve apenas pra mim, como organizador de pensamentos e ‘roteador’ de tudo aquilo pelo quê eu me interesso na semana. Mas eu tô viciada em Tumblar. Olha: http://anafreitas.tumblr.com

#Fringe
Acabou a 1ª temporada do seriado cujo piloto eu comentei aqui, há um tempão. Fringe é do mesmo produtor de Lost, J.J. Abrams, e retrata o dia-a-dia de um setor do FBI que cuida de casos envolvendo ciência de borda – que é quando a ciência e as ‘pseudo-ciências’ se encontram. É recheado de teorias da conspiração das mais incríveis, e prato cheio pra quem é fã de Lost. Essa fase terminou de um jeito muito legal, até pra uma série que tinha dado uma decaída entre os episódios 8 e 11, mais ou menos. Numa boa – se você não viu ainda, aproveita a pausa entre Season 1 e 2 (a série volta em abril) e começa a assistir.

#Repórter Bêbado
O mais genial e inovador programa de jornalismo bem humorado da internet brasileira, Repórter Bêbado, teve uma de suas edições gravadas na madrugada deste sábado e eu tive a honra de participar, ao lado dos mestres Nigel Goodman e Ronald Rios. Aguardem o áudio, espero que ainda essa semana, no próprio blog do Nigel. A única ressalva: me confundiram de novo com a Mallu Magalhães. E PELA VOZ. Isso me atormenta.

#Culinária ligeiramente heterodoxa

#Jogo dos 326 erros
Observe bem essa foto.

alfie

Este menino do lado esquerdo é Alfie. Ele tem 13 anos.
Este bebê no meio é o filho de Alfie.
Do lado direito, temos a mãe, Chantelle, que tem 15 anos.

Não quero comentar. Mais informações no The Sun, mas em inglês.

#Comparação que não ajuda
Tomar ecstasy é tão perigoso quanto andar à cavalo, segundo um pesquisador. Isso significaria que frequentar raves e festas country apresenta exatamente o mesmo risco? De qualquer forma, essa é a comparação mais inútil que alguém já fez, já que uma coisa é tão distinta da outra que se torna incompreensível – é como dizer que nadar em mar aberto é tão perigoso quanto brincar com um bambolê.

#Falando em bambolê…
“É na pegada do bambo, do bambo bambo, do bambo, do bambolê – ô lalá, o lelê, vai!”

#Como viver sem a ciência?
Finalmente, um estudo que comprova uma relação que eu sempre suspeitei existir.

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A pesquisa que gerou esse gráfico foi conduzida pelo prof. Eric Franco, e mais detalhes podem ser encontrados neste artigo científico.


#Vamos mudar um pouquinho – para melhor, espero
Lembra que eu disse que ia pegar parte do dinheiro que ganhei esse tempo com posts patrocinados pra investir por aqui? Pois é. Você não cansou desse verde? Porque eu cansei. Vamos dar uma reformada, com a benção do homem-ato-ou-efeito, Théo. Dentro de algumas semanas, espero, estaremos mais moderninhos. Mas falta uma coisa:

#Finalmente, A PROMOÇÃO
Tudo certo com os prêmios. Essa semana, lanço a promoção mais irada da história da internet brasileira do Olhômetro. Quem viver, verá. Ok, não espere tanto, mas são prêmios legais, e eu pensei em algo que vai beneficiar quem é leitor, e não gente perdida e pára-quedista. Fiz pra você, porque você merece. É um agradecimento por tudo o que você me proporcionou nesses 14 meses de existência através desse blog.

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Agora todo mundo é DJ

Falando em Orkut, tem dias em que perco horas numa atividade que chamo de intromissão falta do que fazer check out: me certifico de que meus velhos amigos e conhecidos, com os quais não tenho contato há tempos, estejam contentes e tendo uma vida alegre.

Sim, eu fuço, mas óbvio que isso não é condenável, porque o Orkut está lá para ser visto por outras pessoas. E fuçando descubro que agora a moda é ser DJ.

Explico: não se trata do lance de ser DJ no trem ou na rua, tipo colocar música super alto pros outros ouvirem. É ser DJ de verdade, mexer nas pickups e tudo mais. É que agora rola a moda das festas de música eletrônica, as raves. E essas figuras provavelmente sonham em ganhar dinheiro com a coisa que mais gostam: tomar drogas e ficar pulando ao som de músicas incompreensíveis pra quem não toma essas drogas.

Não é condenável querer ganhar dinheiro com algo prazeroso. É, na verdade, o que eu faço aqui (ou pretendo fazer). Mas é que meio que banaliza a coisa, sabe? Não sei, é só o que eu penso.

Por exemplo: meu amigo Júlio César é freqüentador de raves e nóia declarado. Posso falar à vontade, porque ele nunca vai ler (ele não lê), e se ler vai dar risada. Se eu digitar ‘DJ’ na busca de amigos dele, tenho duas páginas de respostas, uma e meia delas contendo o termo no nick dos sujeitos, sempre acompanhado do símbolo de Ohm.

Desses DJs da lista do meu amigo Júlio, conheço pelo menos quatro. Um deles é um dos meninos mais bobos que eu conheço. Posso dizer isso, porque o conheço desde que ele tinha uns 8 anos. Ele sempre foi bobo, sempre vai ser. E se não acreditam, saibam que até seis meses atrás, a banda preferida dele era…


…o Aqua. …

Como se não bastasse, o perfil dele atualmente traz a transcrição de uma letra do grupo Chiclete com Banana (algo como ‘Sou praieiro, sou guerreiro,…’ etc)

Os outros são pessoas que eu também conheço há anos e sei – SEI – que não entendem nada de música. Tipo, são aquelas pessoas que não gostam de música, sabe? Eu costumo perguntar pras pessoas se elas gostam de música, quando conheço gente nova, e alguns respondem ‘quem não gosta?’

E eu respondo: a maioria das pessoas não gosta de música. A maioria das pessoas ouve o que dizem pra elas ouvirem, ou o que os amigos delas ouvem, ou o que toca nos lugares que elas freqüentam, ou o que toca nos filmes que elas assistem. E tipo, elas gostam daquelas músicas, mas sério: elas não gostam de música. Elas gostam do que é fácil gostar… E esses novos DJs são desse tipo.

Posso entender que, desde o início dos tempos, as pessoas querem subir no palco pra comer alguém. Tipos que, no fundo, todo mundo faz música (mesmo que goste) porque sabe que isso vai aumentar consideravelmente suas possibilidades com o sexo oposto. É fato, não podemos fugir disso. Mas eu ainda acho que é preciso gostar (e conhecer) um pouquinho de música. Sabe? Pra ser DJ de qualquer estilo não basta gostar de tomar drogas, de mulher e de ser popular. Tipos, nem é pré-requisito, acho.

Duvido que esses caras gostem de música. Eles gostam é de drogas. Para preservar minha integridade (a maioria prega a paz e o amor nas raves, mas costuma sair socando gente nas sextas à noite e eu não quero correr o risco), não vou colocar links para profiles, mas se vocês pudessem ver o naipe dos figuras, tenho certeza que concordariam.

Mas, bem, como devemos incentivar a democracia musical, e hoje é tão fácil fazer música, vou até ajudar aqueles que ficaram empolgados com a perspectiva de pegar muitas mulheres encher o cu de drogas virar DJ.

No http://www.tony-b.org, você tem uma espécie de… sei lá, não sei o nome dessas coisas de DJ, mas é uma bela aparelhagem virtual à disposição. Tem vários efeitos, samplers e um tecladinho supimpa. Eu fiz uns sons à là New Order e já dava pra animar uma galera. O programinha permite salvar as músicas que você criar no database do site, mudar skins e até escolher o tom da batida, entre outras opções muito legais.

O http://www.ampledesign.co.uk/va/index.htm é mais um experimento musical, mas é mais legal ainda. É uma espécie de tradutor sinestésico: o programinha, em flash, traduz os movimentos que você faz com o mouse (a rapidez deles, também) e as cores e formas dos traços em notas e timbres musicais. É bonito de ver e legal de brincar.

 

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Goodbye, so long

Nos últimos seis meses passei 240 horas dentro de trens. São dez dias apertada dentro daquela lata com pessoas de todo tipo: as normaizinhas e as que não cheiram bem, as que falam alto, as que têm algum tipo de desvio de comportamento e as que são inclassificáveis.

Eu acumulei muitas histórias para contar dos meus dias de passageira do sistema de trens paulista. O trem é um ecossistema bizarro, particular – quase uma metáfora da sociedade, um paraíso para cronistas como Nelsom Rodrigues. É bem diferente do metrô. No metrô as coisas são mais efêmeras, impessoais. Os passageiros passam muito mais tempo juntos, porque as viagens demoram mais. Além disso, como os intervalos são maiores, a maioria das pessoas pega o trem no mesmo horário, de maneira que todo dia é um dejà-vù e a gente começa a fazer amigos. Ou inimigos.

No trem, o negócio é mais caipira. Tem gente que senta no chão e ocupa espaço de três pessoas. Os vendedores de coisas fantásticas acham conveniente passear pelos corredores dos vagões e não se importam se a lotação impedir a passagem. Lugar reservado para idosos e deficientes? Piada. Com freqüência, alguém precisa lembrar o carinha sentado de que tem uma grávida em pé. Na frente dele.

A batalha por um assento, no trem, é muito mais brutal. Alguns bancos, no caso da linha D, são dispostos de uma maneira que deixam na dúvida qual das duas pessoas em pé seria o dono do direito de fazer a viagem sentadinho. Os critérios variam – na maioria das vezes não há nenhum, e senta quem for mais esperto.

Eu mesma tenho uma inimiga. Não a conheço. Não sei o nome dela. Mas jamais esquecerei aquele olhar vazio e a expressão falsamente distante que ela põe no rosto quando se senta no lugar que poderia perfeitamente ser meu (pela disposição dos assentos, poderia!). Ela faz isso sempre que pode. Eu a chamo de Heloísa Helena. Ela se parece muito com a ex-senadora. Pela roupa, deve ser enfermeira também, a infeliz. Ela sabe que eu a odeio. Eu sei que ela também não gosta de mim. Nunca nos falamos.

Hoje, mais uma vez, pude observar um fenômeno cada vez mais freqüente nos trens. Eu o chamo de Síndrome de DJ.

Nestes tempos de popularização de gadgets eletrônicos, todo mundo tem um celular multimídia e um mp3 player. Dentro desses meios de transporte um pouco mais ‘provincianos’, os freqüentadores têm alguns hábitos já abandonados na cidade grande. Um dele, bastante comum, é o ato de ouvir música no alto falante do aparelho de MP3. Sem fones. Com o aparelho geralmente pendurado no pescoço, o passageiro em questão escolhe a música que mais lhe agrada e aciona sua playlist logo de manhã, numa tentativa de alegrar o ambiente e unir todos sob a vibe de uma mesma canção.

Acho que vocês imaginam o que rolam nesses setlists.

Hoje pela manhã, enquanto um cidadão despreocupado, alegre e brasileiro ouvia sua seleção dos top 10 da Nativa FM, um outro rapaz, que aparentemente tentava se concentrar nas manchetes esportivas do Lance! se irritou.

A cena foi curiosa. O fã de futebol começou a fechar e morder os punhos, visivelmente tentando controlar os ímpetos de ir socar o filho da puta. O moço irritado chegou, inclusive, a dar soquinhos-descarregadores-de-raiva na mandíbula e no queixo, com uma cara sangüinária. Essas pessoas reconhecem rápido seus semelhantes. Eventualmente, ele notou que eu também não estava satisfeita com a situação e me olhou, desesperado. Tentei retribuir com um olhar solidário, e ele aquietou um pouco.

Pra ser sincera, a música em si não estava me incomodando tanto, porque uso fones de ouvido in-ear, daqueles que bloqueiam quase completamente ruídos externos. Me irritava a falta de noção, e mais ainda, me entretinha a situação toda.

Antes de o pagodeiro levantar pra ir embora, a moça na frente dele – vejam só, que coincidência fantástica! – chamou atenção para o fato de ter um celular igual. Ela pediu pra que ele lhe ensinasse alguma coisa, no que ele prestativamente correspondeu. Quando o moço se levantou para ir embora e eu e o leitor de jornal soltamos um suspiro aliviado, a moça sorriu, faceira, e apertou o play no celular dela. Iniciou-se aí uma belíssima seleção dos clássicos das pegadinhas-trotes telefônicos da era da internet: vidente soraya, criança engasgada, trote da telerj. Só a moça ria. E a tia do lado dela.


Eu poderia encontrar uma história curiosa por dia para contar por muito tempo. Mas esse foi um post de despedida. Na segunda-feira, começo no novo emprego. Para ir até lá, só andarei de ônibus (por 10 minutos) e depois farei uma longa viagem de metrô na linha verde.

Trem, nunca mais – é o que eu sempre quis. Mas agora, pensando bem, vou sentir falta dessas histórias.

*Tirei fotos dos envolvidos na ‘confusão’ de hoje. A moça faceira, o rapaz nervoso e o pagodeiro folgado. Ah, do moço sentado no chão do trem também. Mas meu celular não correspondeu às expectativas e salvou tudo em formatos bizarros e inesperados. Caso eu consiga arrumar a confusão, edito o post com as ilustrações. Tenho até uns vídeos!

**Pronto!

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