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Inquisição virtual: quando vão começar a mandar os piratas pra fogueira?

Ok, teve o julgamento contra o Pirate Bay. Mas no geral, na gringa, parece que o pessoal tá desistindo:

Gravadoras americanas jogam a toalha contra pirataria

Parlamento francês rejeita lei para bloquear internet por download ilegal

Mas como é de praxe, as coisas por aqui sempre chegam com um pouco do atraso natural que é característico do 3º mundo. Se blog e Twitter são agora a sensação tupiniquim, então dá pra estranhar que o governo comece a fechar o cerco para os usuários de internet em tentativas esdrúxulas de conter o incontrolável – com ações-formiguinha como prender moleques que baixam música, ameaçar comunidades que compartilham links de downloads e tirar sites de legendas do ar, que têm o claro objetivo de intimidar grupos de pessoas que em grande parte só compartilham conteúdo sem fins lucrativos.

Quanto mais leio sobre iniciativas de grandes corporações para inibir o acesso do grande público à democracia e liberdade cultural que a pirataria proporciona, mais eu penso que não pode ser verdade que alguém que conheça a dinâmica da internet acredite que ainda é possível reeducar toda uma geração no sentido de ensinar que baixar música é errado.

Em vez de concentrar os esforços em alternativas economicamente viáveis e interessantes pro consumidor e pro artista, os babacas continuam perdendo tempo, prendendo meninos com HD cheio de CDs e usando-os como bode-expiatório de uma situação que é claramente incontrolável.

O projeto de lei francês mencionado no topo foi o que mais me chocou nos últimos tempos. Ele prevê punição os piratas com o banimento do uso da internet por uma quantidade determinada de tempo (dias a meses). E por um breve momento eu tive medo de que a inquisição virtual começasse, de que houvesse de fato o início de uma ditadura maluca na internet – que deveria ser a coisa mais livre do mundo.

Felizmente, foi rejeitado, ao menos em primeira instância, pelo que entendi. Mas aqui no Brasil o projeto do Azeredo continua a pleno vapor.

E eu desconfio que o bicho vai começar a pegar. Sabe por que? Porque as grandes corporações estão começando a perder muito, muito dinheiro por causa da internet no Brasil. Não que já não perdessem, mas a coisa está se espalhando por outros segmentos, coisa que não rolava aqui antes. Olha:

Internet faz receita com ligações internacionais despencarem, diz IBGE

A inclusão digital, a popularização da internet por banda larga, o computador do Milhão e as lan-houses até no inferno conectaram nosso país e estão gerando um fenômeno massivo de gente conectada, coisa que a gente não conhecia antes. O Brasil usa a internet, hoje. Não é mais só a classe média.

Só que o jovem vem pra rede com a mentalidade do nativo digital. E o nativo digital não pensa como o dono da corporações, e nunca vai pensar. Nesse post, Felipe Tofani menciona algumas das características desse grupo. Mas a mais marcante, e que mais contrasta com a vida real – sim, porque a vida na internet é só um reflexo da vida real – é essa aqui:

O poder vem através do compartilhamento de informação, não da mentalidade de escassez. Para ganhar influência e status online, você precisará doar seu conteúdo e conhecimento.

No mundo real, o de carne-e-osso, a mentalidade é a da escassez, a da usura, porque é com a usura que a sociedade capitalista lucra, e time is money – você não perde seu tempo ensinando ou doando nada pra ninguém. Os não-nativos não entendem o poder do compartilhamento, nem compreendem a vontade de compartilhar por compartilhar. No mundo de verdade, há pouco ou nenhum status em compartilhar. Na internet, por um motivo divino e bonito, vale o contrário. Vale a generosidade.

Enquanto os profanos virtuais, os não-nativos, não puderem compreender essa dinâmica, cada dia será um a menos na contagem até a inquisição virtual, em que laranjas serão punidos para ‘dar o exemplo’ à grande comunidade que comete ‘crimes horrendos’, com downloads de música tendo punições comparáveis a homicídio em alguns casos.

Seria fácil se eles aprendessem com os erros dos gringos e observassem que se lá não deu pra proibir, aqui não vai dar. Mas esses caras parecem ser daqueles tipos teimosos, que não aceitam perder milhões. Nós já vimos esse filme. Mas dono de gravadora não pode pedir ajuda pro governo quando perde grana. Sacanagem.

Some isso ao lobby que as grandes e velhas corporações farão contra a cultura do conteúdo livre na web e voilà – no Brasil, nós – usuários de internet – ainda teremos um longo caminho antes que os engravatados percebam que não podem lutar contra o inevitável.

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Something wicked this way comes: trailer de Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Eu sou uma das maiores fãs de Harry Potter de que você já teve notícia. E é por isso que eu não consigo conter a empolgação ao assistir coisas como essa. Esse é o trailer do próximo filme da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, e como nos últimos dois anos eu estarei lá, na sessão da meia-noite da estréia, fazendo cosplay de Minerva McGonagall.

Mentira né, gente. O cosplay é de Hermione.
Não, tô brincando, eu não sou tão nerd assim. Só assisto o filme na estréia, mesmo; nada de fantasias.

Assiste aí.

(Peguei no Goma de Mascar)

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Somos todos criminosos

Eu, você, todos nós baixamos MP3.

Se você não baixa, com certeza você já transferiu um CD seu pro computador. Aí você não é criminoso, certo? Você pagou pelo conteúdo. Vai fazer uso próprio, colocar no MP3 player. Não vai mais precisar carregar trinta CDs (quando você sabe que não ia escustar um terço deles). Pode passar tudo para o iPod e levar todos. Sem stress. E você não é um fora-da-lei, porquê não baixa MP3. Certo?

Errado.

Acontece que a RIAA, mais uma vez, mudou a definição do que é pirataria. Pirataria, agora, inclui ouvir música ou assistir a um vídeo direto do seu HD, e não da mídia de DVD ou de CD onde o arquivo originalmente estava. Confiram aqui o caso do cara que foi processado por copiar 2000 músicas de seus CDs pro computador.

Não sei o que eles pensam sobre o fato de nós termos MP3 player e termos direito de ouvir as músicas que adquirimos em CD no aparelho. Também não sei o que pensam sobre os hardwares e softwares que possibilitam cópia. Caso as grandes empresas de software comprem a causa, iTunes e Windows Media Player nas próximas versões devem impossibilitar ripagem de CDs. Mas acho que essas empresas nem tem cacife pra brigar com o hardware, o lance de drives RW mesmo. Até porque rola um conflito de interesses – a Sony, por exemplo, é gravadora e é produtora de hardware pra cópia de mídia.

Sou só eu que não agüento mais ver a indústria de música dando murro em ponta de faca com essa história de download de MP3 player? É difícil reconhecer uma derrota e partir pra outra? Esses e todos os outros esforços, claramente inúteis, tão se tornando risíveis. Parece aquelas perseguições de gato e rato, mas o gato é grande e bonachão, e o rato é pequenininho e ágil. E são milhões de ratos.

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Falando das águias

O mundo é dividido, muito claramente, entre as pessoas que têm dinheiro e as que não tem. Essa segregação acontece nos âmbitos mais universais (hemisfério norte x hemisfério sul) e nos aspectos menores, corriqueiros do dia-a-dia (você x a sua empregada). Podemos dividir todas as relações entre os que têm dinheiro e os que não têm.

Hoje eu sou uma das pessoas que não têm dinheiro; uma das que não vai assistir ao Eagles of Death Metal tocando no Clash Club, aqui na Barra Funda, mesmo sem o Josh Homme. O Eagles é uma banda de garage rock (?), projeto paralelo do vocalista do Queens of the Stone Age e projeto principal de todos os outros membros (dã).

Hoje à noite, eles tocam pelo Motomix num show que custa R$60, sem o Josh Homme na bateria, que não pôde vir por compromissos com o QotSA. Eu, que sou estagiária, não ganho 13º e trabalho na quinta cedinho, não me animei a ir. Acontece que o Eagles of Death Metal é uma banda tão divertida que bastou que eu ouvisse uma ou duas músicas pra que uma batalha interna fosse travada dentro de mim.

Afinal, pra quem já está negativa um tanto, um tanto + 60 não é nada, é?
Afinal, o Clash é aqui do lado do trabalho, não é?
E quando eu vou pode ver uma banda dessa de novo? Em São Paulo? Não é justo, eu sou fã, deveria ir e pronto!

Mas meu lado ‘tenho prova de italiano hoje à noite e trabalho amanhã bem cedo’ venceu, claro. Acho que tô ficando velha.

Eagles of Death Metal Package – DOWNLOAD

Nesse pacote, tem pra download um .zip com o Death by Sexy, o segundo disco do EoDM, e umas seis ou sete músicas do primeiro CD, que chama Peace, Love, Death Metal. Tudo tagueado, bonitinho, até com capa. Enjoy. Quem sabe, na sua batalha interna,seu lado rock’n'roll não vence e você vai conferir o show de hoje? Porque eu sei que vai ser daqueles tipo o do LCD, aqueles que todo mundo fala que foi histórico e sorte de quem esteve lá pra ver.

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Notícias do feriado, doenças bizarras, download do Kasabian

Nossas três grandes musas foram notícia no feriado, segundo informa o Glamurama. Vamos lá:

Paris Hilton: o The Sun disponibilizou um vídeo dela na própria banheira de hidromassagem, numas de caras e bocas sensuais e tal. Disgusting. Espero que amanhã ela faça algo realmente legal pra eu poder publicar, porquê quarta é dia de Paris Hilton. Não que vídeo da Paris pelada seja notícia.

Edit: vídeo tá um ou dois posts pra baixo, a gabi colocou. Enjoy.

Amy Winehouse: rolou um bafão porque, durante um vôo Londres-Glasgow, ela achou que era legal passar a viagem inteira fumando no banheiro. Uma hora de vôo, parece. Arrancada de lá, ainda brigou com todo mundo, defendendo o direito de fumar. Acho que vocês souberam, mas tem umas duas semanas, ela deu uma entrevista pra Blender e falou umas coisas sem nexo, fora que dormiu algumas vezes durante a entrevista. Vale a pena ler na íntegra, é engraçado. Bom registrar também que, de acordo com o Blog da Ilustrada, nesse link, Amy calou a boca de todo mundo no show de Glasgow. A novela de Amy vai longe. Ela é diferente das outras junkie celebrities porque é extremamente talentosa.

Amy
“Eu tomo anti-depressivos, mas não os tomo”, ela disse. É.

Britney: no dia 17, foi proibida de andar de carro com os filhos. O Kevin conseguiu um vídeo dela passando no sinal vermelho, em alta velocidade, com as crianças dentro do carro. Sad.

Britney Theres No Spoon
“There’s no spoon.”

Enough de celebrities, não?

INDICAÇÕES DE BLOGS E DOENÇAS ESQUISITAS - Tem um blog genial, o Grande Abóbora, que publicou hoje, traduzido do List Verse, a relação de síndromes mais esquisitas do mundo. Inspirada pelo Grande Abóbora e pelo meu conhecimento envolvendo doenças bizarras, passado a mim pela revista Mundo Estranho de mais ou menos um ano atrás, faço um ‘best of’ das duas listas. A matéria da ME é assinada Marcelo Bortoli, o que por um lado me dá direito de publicar, já que se considerarmos o sobrenome, ele é da minha família.

Algumas doenças figuram nas duas listas, então meio que re-editei algumas informações – ou não. Enfim, é um mash-up, e é bem engraçado, porque por mais trágica que algumas doenças aqui possam ser, elas são bem ‘curiosas’. Só pra ficar claro, não escrevi nada. Só juntei os dois textos, creditados devidamente aqui em cima.

Síndrome de Lima
O oposto da Síndrome de Estocolmo: neste caso, os bandidos têm extrema compaixão pelas vítimas. Ganhou este nome após a crise na embaixada japonesa em Lima, no Peru, entre 26 de dezembro de 1996 e 22 de abril de 1997. Os membros do Tupac Amaru tomaram como reféns os convidados de uma festa promovida na casa do embaixador japonês no Peru. Entre os reféns encontravam-se diplomatas, membros do governo e militares. Depois de meses de negociações infrutíferas, os reféns foram libertados por militares peruanos, embora um refém tenha sido morto.

Síndrome de Diógenes
Diógenes foi um filósofo grego que vivia em um barril pregando ideais de animalismo e niilismo. Esta síndrome é caracterizada por extremo negligenciamento, tendências reclusivas e acumulação compulsiva, algumas vezes de animais. É encontrada principalmente em pessoas mais velhas e é associada à senilidade.

Síndrome de Paris
É uma síndrome exclusiva de japoneses, que piram ao chegar nesta cidade. Dos milhões que visitam Paris todo ano, aproximadamente uma dúzia sofre deste problema e precisa ser levado de volta ao Japão. Isto ocorre basicamente devido a um grande choque cultural. Alguns turistas que chegam à cidade são incapazes de dissociar a visão utópica que tem de Paris, como aquela vista em filmes como Amélie Poulain, da realidade de uma grande metrópole. Se um dos portadores da síndrome encontra um garçom mal-educado, por exemplo, ele se força a guardar a raiva para si e acaba sofrendo uma fadiga mental muito grande.

Síndrome de Stendhal
Esta doença psicossomática causa taquicardia, tonturas, confusão e até mesmo alucinações em quem a tem e é exposto a artes. Os ataques ocorrem especialmente se a arte é muito bonita ou se há muitas obras reunidas em um mesmo local.
Esta desordem tem este nome em homenagem ao escritor francês Stendhal, que descreveu estas sensações em um livro, após visitar Florença, na Itália.

Síndrome de Jerusalém
É o nome dado a um grupo de fenômenos mentais envolvendo idéias obsessivas com religião, delírios ou outras experiências psicóticas desencadeadas por (ou que levam a) uma visita a Jerusalém. Não é exclusiva de uma religião, podendo afetar tanto judeus quanto cristãos. Esta perturbação surge enquanto a pessoa está em Jerusalém e causa delírios psicológicos que tendem a se dissipar após algumas semanas. Todas as pessoas que já sofreram disto têm histórico de doenças mentais.

Delírio de Capgras
O delírio de Capgras é uma desordem rara na qual uma pessoa acredita que um conhecido seu, muitas vezes o cônjuge ou um parente próximo, foi substituído por um sósia idêntico. É mais comum em pacientes com esquizofrenia, embora ocorra em pessoas com demência ou que sofreram algum dano cerebral. A paranóia induzida por esta doença foi utilizada em vários filmes de ficção científica, como Vampiros de Almas, O Vingador do Futuro e Mulheres Perfeitas. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.

Delírio de Fregoli
O oposto do delírio de Capgras. Uma pessoa pessoa com esta desordem acredita que um completo estranho é, na realidade, um conhecido próximo que mudou de aparência ou está disfarçado. Ganhou este nome graças ao ator italiano Leopoldo Fregoli, conhecido por sua grande habilidade em mudar de aparência durante suas apresentações. Foi reportado pela primeira vez em 1927, quando uma mulher de 27 anos que acreditava estar sendo perseguida por dois atores que ela freqüentemente assistia no teatro. Ela acreditava que estas pessoas perseguiam-na de perto, tomando a forma de pessoas que ela conhecia.

Delírio de Cotard
Esta é uma desordem rara na qual a pessoa acredita estar morta, não existir, estar apodrecendo ou ter perdido todo o sangue e órgãos vitais. Raramente pode incluir delírios de imortalidade. Foi batizada assim devido a Jules Cotard, neurologista francês que primeiro descreveu a condição, chamando-a de le délirie de négation , em uma palestra em Paris, em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.

Paramnésia Reduplicativa
A paramnésia reduplicativa é a crença de que um local foi duplicado, existindo simultaneamente em dois ou mais lugares simultaneamente, ou que foi movido para algum outro lugar. Por exemplo, uma pessoa pode não acreditar que está no hospital no qual foi internada, mas sim em um outro hospital, idêntico ao primeiro, mas localizado em outro lugar do país. O termo paramnésia reduplicatica foi utilizado pela primeira vez em 1903 pelo neurologista tcheco Arnold Pick, para descrever a condição em que se encontrava uma paciente com suspeita de mal de Alzheimer. Esta paciente insistia que havia sido transferida da clínica de pick para outra clínica idêntica à dele, mas localizada em um subúrbio familiar. Para explicar as discrepâncias, ela afirmava que Pick e sua equipe trabalhavam nos dois locais.
Cegueira emocional
A expressão “cego de emoção” existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo – décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação.A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.

Síndrome da Redução Genital
Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!

Síndrome de Riley-Day
Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede… As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.

Maldição de Ondina
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!

Pica
Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica a síndrome, é claro… faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo… O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago…

Síndrome de Alice no País das Maravilhas
Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa “viagem” provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.

Síndrome da mão estranha
“Minha mão agiu por conta própria…” Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão alien hand syndrome, em inglês faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes… Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, como segurar um objeto.

Síndrome do sotaque estrangeiro
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês… ou italiano… ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker, no mês passado. Após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano.

O Grande Abóbora tem vários posts imperdíveis, mas vou indicar especialmente esse, que versa sobre abduções e os sinais que podem indicar que alguém já tenha sido abduzido. Francamente, eu me ancaixo em muitas situações ali. De qualquer forma, serviço de utilidade pública, já que todo mundo deveria ter direito de saber se já foi abduzido ou não.

DOWNLOAD DO KASABIAN – Parece que eu tenho a mania de achar que todo mundo lê tudo o que eu escrevo. Coloquei , no fim do texto da última quarta, o show do Kasabian no Glastonbury de 2005 pra download. Mas tava meio escondido e, segundo as estatísticas do blog, só uma pessoa clicou e nenhuma baixou. Confiando que se trata apenas de um erro de navegabilidade por minha parte, prometo que agora não vou mais fazer aquela gambiarra de colocar links pros downloads no meio do texto e vou deixar tudo bem destacado.

kasabian
KASABIAN – LIVE AT GLASTONBURY, 2005 – BAIXA AQUI!

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Interpol no Brasil! Em março! Três shows!

Interpol

Não sei você, mas eu tive um 2007 bem produtivo no quesito ‘shows’. Acho que só faltava o LCD e o She Wants Revenge pra eu ser feliz nesse ano, mas tem tanta gente vindo que é impossível ir em tudo, fora que muitos deles podem voltar, dada a boa fase.Vi mais de dez bandas internacionais grandes nesse ano, no Brasil, gastando cerca de 140 reais (não paguei pra entrar no Indie Festival, então acrescente aí mais 50). O que está acontecendo com o país que esperava 7, 8 anos por uma banda? Ter alguém novato aqui era impossível. As bandas veteranas nunca vinham no auge; só na decadência, porque sabiam que aqui iam ser aclamados e dava pra fazer dinheiro fácil.

Os motivos, mais ou menos, a gente sabe: as mudanças no mercado fonográfico, o crescimento econômico do país, a demanda por shows desse gênero, o alternativo (indie é pop, lembram) e tudo mais.

Então, senhoras e senhores, que venha o Interpol. Imagino que a maioria de vocês conheça os rapazes de Nova Iorque, mas ainda assim quero fazer as honras. A banda tem 9 anos e três discos: Turn on the bright lights, o primeiro, obra-prima; Antics, o segundo, médio; Our Love To Admire, o terceiro, de 2007, outro primor do rock’n'roll indie contemporâneo (criei um gênero).

O Interpol toca no Brasil em março de 2008 em São Paulo, no Rio e em Belo Horizonte. Segundo o G1, os ingressos de São Paulo custarão entre 100 (pista) e 160 (camarote). E, de acordo como Ribeirão, começam a ser vendidos HOJE pelo Via Funchal. Eu dei uma olhada agora de manhã e não tem nada…

Tem também o lance deles serem peculiares esteticamente, uma vibe meio emo, porque se vestem de maneira impecável, quase como modelos da coleção 2008 da Colombo, ou em alguns casos como se fossem personagens do Memórias Póstumas de Brás Cubas. Tem gente que acha um porre essa preocupação com a roupa. Eu acho que a música deles é fantástica. =)

Eu vou. Você vai?

Eu acho que a chance é baixa, mas caso você ainda não tenha ouvido o fantástico último álbum do Interpol (que eu, aliás, usei de trilha sonora pra Cem Anos de Solidão), eu tô de bom humor hoje e tô colocando ele aqui. Colocaria os três, mas essa me pegou de surpresa e no Ipod só tenho o novo. Baixa aí.

Queria fazer umas ressalvas sobre o post de ontem. Li muita gente noa outros veículos criticando a voz da Lily, dizendo que ela canta mal… ah, eu não achei. Pelo contrário.
Quanto ao Kasabian, acho que me expressei meio mal. Falei que às vezes o Meigham parecia perdido, mas esqueci de explicar como ele pulava e sorria e balançava os braços e me encantou pelas primeiras 5 músicas. Eu sei que ele é esquisito e até meio feio, mas que eu posso fazer? Sim, o homem tem carisma, Ronald. =)

E… eu não sei escrever sobre música. Eu venho lendo revistas de música desde que aprendi a ler e não sei escrever sobre música. E eu quero viver disso, o que é mais preocupante ainda. Paciência… enquanto isso, vou lendo os textos das pessoas que sabem pra ver se eu aprendo.

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