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Arquivo: enchentes

Dá para ajudar Santa Catarina de um monte de jeitos


Essa semana, mandei um e-mail para os meus contatos próximos (e twittei, também) a possibilidade de doar dinheiro para as contas da Defesa Civil em Santa Catarina assim que ela surgiu. Não costumo fazer esse tipo de coisa porque acho que cada um sabe de si no quesito ‘vamos ser solidários’, mas a situação por lá tá crítica demais, e por isso resolvi divulgar por aqui.

Existem várias maneiras de doar. Há postos da PM em toda Grande SP recolhendo doações de água e cobertores. Além disso, a Hering em São Paulo está recolhendo doações de roupas, alimentos não perecíveis e remédios. O endereço:

Rua do Rócio, 430, 3º andar
cep 04552-000
Vila Olímpia – SP

Para quem preferir depositar em dinheiro, essas são as contas da Defesa Civil de SC:

Banco do Brasil (BB)
Agência 3582-3
Conta Corrente 80.000-7

Banco do Estado de Santa Catarina (Besc)
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0

O depósito deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil-Doações. O CNPJ da Defesa Civil é 04.426.883/0001-57

Para terminar, o Buscapé fez um site para quem achar mais fácil doar por boleto bancário ou cartão de crédito (meu caso).

http://www.pagamentodigital.com.br/ajudesantacatarina/

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Um pequeno lapso de solidariedade

Embora eu me considere na essência uma realista, alguns me chamariam de pessimista. Eu não acredito na bondade do ser humano. Não acredito que o mundo tem jeito. E não pude conter minha surpresa diante da notícia que a solidariedade de desconhecidos havia salvado um estranho na tarde desta segunda.

Assisti à matéria na terça, no SPTV, e apesar de reconhecer que quase todo bom herói do cotidiano busca a auto-promoção (ou senão não teria dado entrevistas à TV com aquele brilho no olhar de ‘eu salvei um cara’), há de se reconhecer que as pessoas agiram com solidariedade e bravura pouco vistas numa cidade tão maluca quanto São Paulo.

Fiquei emocionada (eu sempre choro com essas coisas, sou uma besta) e comecei a questionar o julgamento que eu costumo fazer das pessoas comuns. Poxa – tanta gente diferente junto, gente que normalmente a gente veria se xingando no trânsito, motoboys e motoristas de taxi, passageiros, pedestres – se unindo para impedir que uma pessoa numa situação extrema morresse. Se arriscando até, de certa forma, já que estava todo mundo no meio da enchente, com água na canela, para tirar alguém de dentro da água (e aparecer um pouquinho na TV, mas ok, isso eu posso perdoar).

Então o mundo tinha jeito. Não era nada daquilo que eu estava pensando. As coisas não estavam tão perdidas.

Mas aí, no fim da matéria, o Chico Pinheiro chamou o link no qual a repórter disse que, apesar de todas as manifestações fantásticas de solidariedade, a enfermeira que fez os primeiros-socorros em um dos rapazes que caiu na água voltou para o carro e não encontrou sua bolsa lá.

Respirei aliviada. Parece que o mundo estava voltando ao normal.

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