6 de outubro de 2009 às 14h41
A verdade sobre os membros de fã-clubes
Já discorri uma vez, nesse post, sobre a obssessão inexplicável que algumas pessoas têm por tirar fotos ao lado de alguém famoso. Qualquer alguém famoso, não alguém do qual você é superfã – é tipo, ‘vi o fulano do Big Brotherno supermercado’, daí a pessoa saca o celular e tira a foto. E fica feliz, sabe-se lá porque. O engraçado é quando a pobre alma é portadora de um aparelho cuja câmera deixa um pouco a desejar em qualidade, e acaba tirando uma foto que é um borrão, e mesmo assim mostra pra todo mundo e coloca no Orkut, sem perceber que por aquele borrão pode ser qualquer pessoa na face da terra com a estrutura física semelhante à de um ser humano.

Encontrei a Sabrina Sato e o ZINA em um restaurante, na foto dá pra ver direitinho
OK. O curioso é que tem gente que tira foto com os caras do Big Brother porque é fã deles. Tipo, existem fãs de verdade, admiradores fiéis e profundos dos participantes do Big Brother. E ser fã de alguém do Big Brother é o tipo de coisa que não tem explicação – como admirar alguém que não fez nada de relevante para chegar onde está, que a rigor não é nada muito admirável e além disso, carrega o estigma de todas as pessoas famosas, ou seja, não faz ideia que nenhum de seus fãs existem?
Pior do que ser fã de alguém do Big Brother é ser fã de um casal no Big Brother. Conheça o surpreendente FÃ CLUBE OFICIAL DO MAX E DA FRANCINE.
Estar num fã-clube desse é patético em várias instâncias. A saber:
- Você está torcendo por um casal (!) formado no Big Brother.
- Você está torcendo por um casal (!) que não envolve você.
- Você tem tempo para perder torcendo por um casal que não envolve você e foi formado no Big Brother.
- Você torce para um casal que está atualmente separado.
Em resumo, participar do fã-clube Maxine é como torcer por um sonho impossível, platônico. Poético. Um sonho que envolve outras pessoas, e é importante lembrar, essas pessoas não querem que esse sonho se realize. É tipo torcer pela implantação do modelo ocidental de democracia no Iraque (nota mental: melhorar as analogias).
Fã-clube é pra quem não tem nada pra fazer, obviamente, e é por isso que todo mundo sabe que tem algo errado com gente maior de 17 anos envolvida com fã-clubes, e não fala nada por RESPEITO. Eu respeito fã-clubes porque VEJA BEM, eu já fui semi-responsável por um. Mas meu caso é perdoável porque eu tinha 15 anos. Aos 15 todo mundo tem direito de fazer coisas que dão vergonha depois.
Não importa se você é fã do Latino ou do Franz Ferdinand, que é minha banda preferida do momento há pelo menos 3 anos. Fãs se comportam de maneira inexplicável. Gritinhos histéricos, choros, berrar o nome do cara lá de baixo da platéia só pra ele olhar pra você e dar um tchauzinho: isso não vai tornar sua vida melhor, embora pareça. É uma pena.
Mas tudo bem, hobby é hobby. Deve ter um monte de gente legal por aí em fã-clubes. Pior do que ser do fã-clube, é ser aquele cara lá no começo do texto, que não gosta de ninguém, mas quer muito tirar foto com todo mundo e estar perto de todos os artistas acha isso o máximo. Lá no VMB tinha um cara assim no Snake Pit. Ele chegou até a dizer pro Frota “E aí Frota, beleza?”, e me fez ficar perguntando qual o benefício de ter cumprimentado ALEXANDRE FROTA. Não consegui responder.
Nem eu.




23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 

