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Arquivo: franz ferdinand

Novidades meio velhas: Lost, Franz Ferdinand, Heath Ledger e mudanças

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Bom, eu sou do tipo que curte Lost. Viciada mesmo. Os que não assistem, sei que não suportam todo mundo falando da série pra lá e pra cá, o tempo todo. Mas o que a gente pode fazer? É do caralho mesmo. E bem, só faltam 8 dias pro primeiro episódio da 4ª temporada, o que normalmente deixa os fãs em polvorosa.

Acontece, amigos, que durante o período de ‘férias’, eu não desencanei de Lost. E quem também acompanhou sabe que várias coisas aconteceram: tiveram os mobisodes, episódios curtinhos e pouco reveladores, feitos para celular; o Find 815, o novo Lost Experience – aquele jogo de realidade alternativa pra desocupados, no qual as pistas são jogadas pela internet (em forma de vídeos, textos, fotos etc) e, através delas, os vagabundos jogadores vão descobrindo uma trama alternativa à série, mas com pontos relacionados; rolaram, no exterior, os misteriosos outdoors da Oceanic Airlines; e, como sempre, vazaram os spoilers. Milhares deles.

Eu acompanho o Lost in Lost, de longe o melhor blog em língua portuguesa sobre a série, e um dos últimos posts traz um spoiler enorme e bem confiável do quarto episódio da quarta temporada, centrado em Kate e chamado Eggtown. É tipo o episódio inteiro. Leia aqui, mas eu vou dar uma resumida nas partes realmente chocantes abaixo. É só sublinhar pra poder ler, mas não se esqueça, isso são spoilers e pra alguns podem estragar a surpresa:


Vou pular as partes complicadas e que não dão pra entender, porque se referem à personagens novos. Mas, no geral, a Kate está meio que enganando o Locke durante o episódio. As partes importantes vêm no flashforward. Nele, Kate é perseguida por jornalistas, que a chamam de Sra. Austen; ela está sendo julgada pelo assassinato do padrasto. O advogado, sem saber como defndê-la, sugere que ela leve o filho (!!!!) ao tribunal, mas ela se recusa. Ela recebe a visita da mãe, que fala bem dela, e ela fica puta. No tribunal, Jack a defende e ela fica puta (!!!). Jack está bem e sem barba, ou seja esse flashforward se passa antes do último cap. da 3ª temporada. A Kate é condenada à 10 anos de regime semi-aberto… até aí, ok. É que, no final, ela e Jack conversam. Ela flerta com ele, mas logo depois recua, dizendo que enquanto ele (Jack) não se acertar com o filho dela, não tem jeito. Parece que aí ela fala d’ele, ou seja, a gente fica sabendo que o tal “ele” de quem ela fala pro Jack no fim da terceira temporada é o filho dela. Aí ela vai pra casa, um casarão, pã pã pã, chega no quarto e pega no colo um muleque loirinho de uns 2 anos, dormindo. Aí ela diz:

- Hey, Aaron…

Puta que pariu!!!!!! :O Ainda bem que só faltam oito dias.

O livro “An A to Z of Franz Ferdinand” foi escrito por uma fã do grupo escocês. Ela teve a idéia, mandou a proposta pros caras da banda, eles curtiram e decidiram ajudá-la. Tem histórias de fãs, de bastidores, de composições, turnês e até uns trechos do diário do Alex, parece.

ff-pag106mini.jpgTem um amigo meu, o Altair, que subiu ao palco pra tocar com os caras no show de 2006. A estória dele está lá. Mas o mais legal do livro, pra mim, é que ele tem uma foto minha. Não ‘minha’, uma foto de mim, mas uma foto tirada por mim durante as tietagens do mesmo show, em SP – essa aqui, na página do lado esquerdo. A autora do livro, uma moça inglesa chamada Helen Chase, há muito entrou em contato e pediu autorização pra publicar. O Altair, que é pidão e tem tipo uma das melhores lábias que eu conheço (sério, ele consegue backstage em todos os shows. Todos), descolou uma cópia com a editora inglesa (eu até tentei…) e escaneou a página onde minha foto aparece. Ele também me disse que o crédito aparece nas páginas finais.

Pena que o livro é super caro. Custa 15 pounds na Amazon. Se alguém quiser me presentear… =D

Falando em Franz Ferdinand, todo mundo já ouviu a nova música deles, Turn It On? Porque ela é muito boa. Sabe aquelas coisas que você ouve e pensa, “eu devia ter pensado nisso…”? Pois é. Não é desse tipo. Mas é bem genial, mesmo assim.

last.jpgÚltima foto dele, tirada em NY na terça. Vi aqui.

Parece que a autópsia do Heath Ledger teve resultado inconclusivo. Ainda assim, tem algumas novidades sobre o caso. Foi encontrada uma nota de 20 doletas no quarto dele, enroladinha, daquelas que as pessoas usam pra cheirar padê. No entando, a perícia não encontrou resíduos de drogas na nota – nem em nenhum lugar da casa dele. Uns ‘amigos’ disseram que já sabiam que isso ia acontecer: primeiro que, agora, todo mundo pode dizer que sabia, segundo que isso é uma puta falta de respeito e terceiro que eu não sou obrigada. Os vizinhos disseram que ele era muito doce e fofo, um monte de gente deixou mensagens e flores na porta do edifício em que ele morava, o estúdio do Batman desejou condolências. A coisa mais trash que eu vi foi o Marcelo Rezende, no Jornal da Rede TV, dizendo que o Heath teria morido por causa do Coringa: a teoria é de que ele entrou mesmo no personagem, e que o Coringa é super freak todo mundo sabe. Heath não teria aguentado a barra. Por mais que isso se poético, acho estúpido. Ridículo dizer que o cara ficou perturbado por causa do personagem e se matou, me poupem.

Algumas mudanças devem rolar por aqui nos próximos dias. As visitas tão crescendo assustadoramente e acho que, finalmente, é hora de evoluir para o próximo nível. Aguardem novidades.

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Covers e outras coisas: The Kooks, Artic Monkeys, Lilly Allen, Kate Nash…

Sou maníaca por versões. Cover, remixes, mash-ups – um dos meus hobbies é garimpar essas coisas. Tipo, a banda x que tocou no show do dia tal aquela música da outra banda y. As conexões que essas descobertas permitem são fantásticas. Nos idos dos meus 15 anos, quando o Pearl Jam costumava ser a maior banda do mundo pra mim, eu conheci o The Who, o Fugazi, Neil Young, Kings of Leon, Interpol, Idlewild e muitas outras – todas bandas que abriram pro PJ ou que foram ‘coverados’ por eles.

Na realidade, eu acabo gostando das versões mais pelo que elas têm a oferecer do que pela… qualidade. Gosto de ouvir a experimentação, a interpretação do artista, mais do que de ver se a música é boa. Costumo ouvir uns covers que bandas ruins fazem de bandas boas fazem, ou o inverso. É aí que as coisas ficam interessantes.

Baseada nisso, escolhi umas coisas legais e coloquei no Badongo pra download. A maioria é de sessões da Radio One, as que eles chamam de Live Lounge. Aliás, vale a pena dar uma procurada no seu e-Mule/Kazaa/Limewire/DC++/Bit Torrent/whatever pelas gravações das Live Lounge Sessions. Tem dezenas de artistas que fizeram algo e é bem legal.

Artic Monkeys tocando Love Machine, das Girls Aloud, numa versão rockabilly gostosinha.

You Know I’m No Good, da Amy Winehouse, também pelos rapazes de Sheffield (“rapazes de Sheffield” = expansão lexical à là Video Show. Poderia ser “os gatinhos de Sheffield” se fosse na Atrevida ou “os roqueiros de Sheffield”, no Fuxico)

Ainda sobre o Arctic Monkeys, tem a Kate Nash cantando Fluorescent Adolescent. Mezza mezza, mas vale a pena porque é a Kate Nash e a música é muito boa.

Além disso, tem Kooks tocando Crazy, do Gnarls Barkley, numa versão – digamos – bem autoral (adoro essa palavra, ‘autoral’). Legalzinha.

Franz Ferdinand com What You Waiting For, da Gwen Stefani. Fantástica.

Munich, do Editors, pela Corinne Bailey Rae. Incrível, bem melhor que a versão original – eu odeio a voz do cara do Editors, e apesar de gostar das músicas, não consigo ouvir nada deles por isso. A voz da Corinne é como flutuar nas nuvens, pra quem nunca escutou.

Depois, a banda mais injustiçada da cena rocker: o Queens of the Stone Age. Eles estão, na minha opinião, entre as Top 5 bandas de rock do mundo, ainda produzem coisas relevantes sempre que um CD novo deles sai, mas não são hypados e ninguém fala deles.

Aqui tem duas do Era Vulgaris, o CD novo, em versão acústica: 3s and 7s, aquela do clipe censurado muito bom, e Into the Hollow, uma viagem de ácido em forma de música.

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Falando em Radio One, a rádio lançou em setembro uma coletânea chamada Radio One Established 1967. Os dois discos trazem 40 músicas, uma para cada ano desde que a rádio foi ao ar pela primeira vez, interpretadas por um monte de gente que a gente conhece bem. É o paraíso dos viciados em covers. Lily Allen cantando Pretenders, Maximo Park numa versão surpreendente de Like Love You, do Justin Timberlake, Hard-Fi tocando Brtiney, com Toxic, All That She Want pelo The Kooks e outros caras que a gente adora tocando aquelas coisas que foram sucesso nos verões da nossa adolescência.

Bora baixar? Tá no Badongo também. É só clicar.

Pra fechar a histórias dos covers light, tem o vídeo da Lily Allen cantando Naive, do Kooks (é, de novo eles!), num show de Seattle.

E eu não gosto de propagandas sem-vergonha, mas essa vale a pena. Pra quem não conhece, tem um lugar bem legal pra baixar discos bons: o Indienation. Eu comecei por lá e por lá continuo, mas não posto muito – ao menos não tanto quanto aqui. O lugar é ótimo, pessoal escreve bem e é bem humorado, fora os álbuns. Sei (pelos stats) que a maioria do pessoal que vem pra cá chega por lá, mas pras excessões, vale a visita.

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