OEsquema

Arquivo: futureme.org

Uma viagem no tempo


Essa é uma experiência bizarra, mas excitante. Primeiro, será que você (eu) estará achando que eu escrevo de maneira bizarra, quase poser? Espero que não. No dia 03-01-2010, daqui a dois anos (e eu espero, espeeeeeeeero que este email chegue), eu devo estar formada (e com diploma, i hope), feliz, bonita, com muitos amigos (ou seja, manter meu status atual social), mais modesta… é brincadeira. Eu vou tentar adivinhar sobre o quê foi meu TCC: documentário, música… acertei?

Em 2010, eu preciso estar com a minha partida engatilhada. Com dinheiro o suficiente, ânimo o suficiente, coragem, roteiro… espero que quando eu ler isso, esteja sorrindo com a minha previsão perspicaz.

Também vou formular outras previsões.

Em 2010, eu já terei um notebook. Com conexão de no mínimo 4MB, que é o básico em 2010. Eu tenho um emprego legal num grande veículo, rádio ou impresso. Eu já sei surfar, andar de skate e sou incrivelmente engraçada. Não namoro, mas tenho uma vida sexual ativa e feliz aos 21 anos. Tenho um iPhone. Melhor, um google phone. Tenho uma câmera digital profissional.

E tenho uma bela família. Vovó, vovô, papai, léo e mamãe. E todas as outras pessoas, também.

Acho que os computadores vão ser mais baratos, o brasil vai se rum pouco mais legal mas eu ainda vou querer ir embora e os estados unidos vão ter invadido o irã.

legaaaal.

Você está se perguntando que porra é essa?

É o seguinte. Se você já lia esse blog em 2007, talvez se lembre do meu post naquela virada do ano (2007-2008). Nele, eu falei sobre o FutureMe.org, um site que permite que você envie um e-mail a si mesmo, agendado para o futuro.

E foi o que eu fiz: programei o e-mail para que eu o recebesse dois anos depois, ou seja, ontem. Foi essa a mensagem que recebi. E queria compartilhar e comentar minhas previsões, os erros e acertos, além de dar um briefing do próximo e-mail que vou me enviar (pra daqui a dois anos poder ter um post na manga de novo).

Erros e acertos

  • Em primeiro lugar, algo importante que mudou sobre mim em dois anos, e pelo quê eu sinto orgulho: eu não uso mais o termo “excitante”, nem para me referir a algo sexualmente excitante, o único contexto em que essa palavra se aplica sem provocar vergonha alheia. Isso significa que cresci como pessoa.
  • Acertei sobre estar formada, mas isso era algo simples de acertar, quase óbvio. Sobre o diploma eu errei, mas quem é que precisa de um? De fato estou feliz, bonita e um pouco mais modesta. HEH. E com MAIS amigos, o que é fantástico. Todos eles também são muito bonitos e felizes, o que superou minha expectativa.
  • Errei 50% do meu TCC. Foi sobre música, mas (ainda bem) não foi um documentário. Caso você não tenha visto, corra antes que o domínio expire: www.amplicomunicacao.com. Tiramos 10, aliás. E a @flaviadurante foi a convidada da minha banca. How cool is that?
  • Não estou com a “minha partida engatilhada”, mas isso não me assusta, porque as coisas estão acontecendo como deveriam, de modo geral. “Minha partida”, caso alguém não saiba, se refere a grande diáspora que eu pretendo realizar assim que possível. Felizmente, o “assim que possível” está mais próximo do que nunca, inclusive financeiramente falando.
  • Eu tenho um notebook com uma conexão de internet de 4MB. Isso é realmente fantástico, porque minha mãe deu um upgrade na velocidade há tipo um mês. E eu também ando de skate, e isso também é fantástico porque comecei a andar há uns 3 meses. E eu juro que não lembrava desse e-mail, óbvio. Ah, e tenho um emprego legal – legal a ponto de superar qualquer expectativa de “emprego legal” que eu tivesse naquela época.
  • Errei sobre as outras coisas materiais – nada de iPhone, ou Google phone (que hoje seria um Android, né), nem uma câmera profissional. Acertei sobre não namorar, mas mudei minha opinião sobre o que é ter uma vida sexual ativa e feliz, então essa previsão ficou meio truncada.
  • Realmente tenho uma bela família, com todas as pessoas mencionadas e os outros também.
  • Acertei sobre o Brasil, sobre os computadores mais baratos, sobre eu querer ir embora mas errei sobre o Irã. Obviamente, já que eu jamais poderia ter previsto Obama.

Percebi, com certa satisfação, que continuo praticamente a mesma idiota de sempre. Dois anos e pouca coisa mudou. Não sei se isso é bom ou ruim. O que você acha?

A outra carta

Acabei de me enviar um outro e-mail, no futuro. Agendado pro dia 04/01/2013, a mensagem agradece por ter chegado (porque se chegar, o mundo não acabou) e reconhece que, se não acabou, ele mudou. E pra melhor.

Fiz outras previsões meio hipongas, acho que tô muito nessa vibe nova era, sabe? Mas elas não dizem nada que você não saiba: espero estar no Brasil, ainda solteira, provavelmente sem emprego, com uma ideia bem legal de estilo de vida pra botar em prática, recém “de-volta” do exterior (ou não).

Vamos ver se dá tudo certo. Vou ler esse post de novo em 3 anos.

Sobre 2010

Então é o seguinte: chegamos em 2010, quem diria. E por “chegamos”, entenda “todos nós”: eu, você, o blog, a humanidade, o Calypso, o Irã. Todo mundo mesmo.

Estive na última semana em um retiro espiritual em Santa Rita do Passa Quatro, rodeada por camaradas da mais alta estirpe. Obviamente, foi por isso que desapareci do mapa, ainda que brevemente, já que neste momento estou de volta – revigorada, um pouco mais velha, mais experiente e mais feliz.

Saiba que desejo um bom ano pra todo mundo que me lê, mas desejo sempre, na realidade. Menos aos mobrais, mesmo que eles me leiam.

Mentira. Não desejo um mal ano pra ninguém, não.

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Olá, 2008

Não vou falar do novo ano lindo e promissor, só não tive outra idéia de título. Hoje quero falar sobre o futuro, não o próximo, sim aquele futuro mais abstrato e conceitual; é, esse misterioso e obscuro que espera a todos nós. (Você sabem que quando eu escrevo nesses termos estúpidos eu estou brincando, certo? Que eu jamais falaria sério usando as palavras ‘misterioso’ e ‘obscuro’, e o termo ‘a todos nós’) Ou não, se alguém morrer amanhã. Não que eu queira isso, porquê não quero.

A matéria de capa da revista em que trabalho, no próximo mês, falará do futuro. A capa da Wired, mais recente, fala sobre a Era do Genoma, quando por U$1000 poderemos fazer um teste que nos dirá como viveremos e morreremos. A Era do Genoma é agora. E hoje, no Twitter, alguém postou o FutureMe.org.

Você vai lá no FutureMe e escreve uma carta pra você mesmo no futuro. Aí, o site envia a mensagem pro email que você escolher, em quanto tempo você quiser. Eu vou receber minha mensagem em dois anos exatos. Fiz umas previsões envolvendo tecnologia, minha vida, meu TCC e o meu corte de cabelo. Mentira sobre o corte de cabelo.

Aí desejei já saber surfar (meu sonho um), andar de skate (sonho dois). Achei a idéia legal, porque eu sou a pessoa que sempre fica pensando em como eu mudo tão rápido de opinião e que seria ótimo saber exatamente como eu me sentia antes. E eu adoro esse negócio de cartas para momentos diversos. Quando eu era mais nova, tipo… ano passado, escrevia cartas pras pessoas lerem caso eu morresse. Desculpem, é doentio, mas eu fazia. Não no ano passado, isso foi brincadeira. Eu tinha uns 14-15. 16, talvez.

Fora as gafes. Eu sempre cometo gafes em blogs. Tipo falo coisas que são mal-interpretadas por pessoas. Ou que são bem interpretadas por pessoas que nunca iam entrar no blog e acabam entrando. Meu bom senso acaba impedindo posts geniais, como sobre o rapaz da minha sala que quer ser o Gugu. Essa eu conto um dia, porque o cara nunca vai entrar aqui (haaaa).

Passei a tarde buscando inspiração para escrever (você já observaram que foi inútil). Nas minhas andanças, li os blogs do Ronald Rios e do Nigel, o Te Dou um Dado?, ri horrores, e tudo mais. Mas acabei caindo em algo genial, que já tinha visto (antes do blog aqui existir) e devo reproduzir para vocês.

Um trailler desse te isenta da necessidade de ter que postar algo depois e tal.

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