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O gatinho que vai virar refeição se a Hannah Montana não usar o Twitter

Eu sempre digo que jamais poderia trabalhar de vendendora. É porque eu  nunca conseguiria convencer alguém de comprar algo se essa pessoa não demonstrasse que realmente quer isso. Eu diria: “mas por que você não leva esse lindo echarpe pra sua tia?”, e o cliente diria “não posso, esse mês não tenho dinheiro”, e eu completaria “puxa vida. Eu te entendo, tá certo em não levar”. E mais um pouco emprestaria uma grana.

Parêntese: obviamente já parei pra pensar que se passasse fome e tivesse que trabalhar como vendedora daí eu conseguiria né, porque na vida é tudo assim, a gente é tudo criado a leite com pêra e ovomaltino, não sabe o que é passar necessidade.

Fecha o parêntese.

Enfim, disse isso pra explicar que não sou boa em convencer as pessoas se eu não acreditar no meu argumento. Tem gente que consegue convencer sem acreditar no que está dizendo, eu sou completamente incapaz. Quando acredito, até que sou bem boa. Chata, na verdade.

Mas cada um tem seu método de persuasão. Tem gente que argumenta. Tem os que barganhem. Tem os que ameaçam a pessoa que querem convencer. Há até os que façam vídeos implorando, ou blogs, ou coisas loser assim.

Nunca tinha ouvido falar de alguém que tivesse ameaçado cozinhar um gato pra convencer alguém a fazer algo.

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Esse é o Fuzzy, que deve virar iguaria em breve

Veja bem, a grande desgraça dessa iniciativa não reside na tragédia de se sacrificar um gatinho por uma causa tão tosca quanto a volta de Miley Cyrus para o Twitter. Até porque que atire a primeira pedra quem nunca comeu um churrasquinho de gato na beira da estação de trem achando que era carne de porco (e você acreditou na boa fé do churrasqueiro).

O negócio é que esse cara, que fez o Miley Save Fuzzy, certamente não é fã da Miley Cyrus. Ele escreve bem demais para isso e tem o humor fino demais. Nenhum fã da Miley Cyrus, adolescentes fofinhos e pretensamente rebeldes, até onde a adolescência fofinha permite que a rebeldia vá, cozinharia um gato. É uma coisa terrível de se fazer (pra um fã da Miley Cyrus).

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Falando em salvar os gatinhos, um toque pros fãs da Miley Cyrus

O idealizador dessa parada é um gênio – não só porque está disponibilizando no próprio site as receitinhas com carne de gatinho, meu deus. Mas também porque a menina fez um vídeo todo marketeiro dizendo que nunca voltaria pro Twitter, em forma de rap. Mas agora, se não voltar, um gatinho será cozido e comido. Cozinhar e comer um gato é antítese de tudo que a Miley Cyrus é e representa. Se ela permitir isso, será uma tragédia. Todos poderão culpá-la para sempre pelo banquete que Fuzzy terá se tornado. E se ela voltar, como ela tanto diz que jamais faria, vai ser igualmente engraçado, porque… bem, porque ela disse que odeia o Twitter então estará fazendo isso forçadamente e isso é engraçado. Etc.

Não me julguem mal, adoro gatos (mesmo), mas também não tenho nada contra comê-los. Então não acho grande coisa que ele vá cozinhar o gato, quer dizer, que dó e tal, mas acredito nessa coisa bonita que é a pirâmide alimentar. E é hipócrita, de qualquer forma, ter dó do gatinho e não ter dó da vaquinha.

O tal superfã faz a ressalva no texto do site e garante que a história não é um uma brincadeira. Mas será que Miley Cyrus pode se dar ao luxo de pagar para ver?

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Mas se for sianês criado na ração tudo bem

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Gatos são mais legais que cachorros

Eu não tenho um bichinho de estimação. E há muito tempo que não tenho um. De pequena, minha mãe conta sobre inúmero cachorros, vira-latas, que a gente chegou a ter quando morou em Franca (eu morei em Franca. E como um simples traço embaixo de um C faz diferença na vida de uma pessoa), mas a minha memória só consegue se lembrar dos gatos.

Eu tive pelo menos meia dúzia de gatos na infância, na época em que consigo me lembrar – dos 5 aos 10, mais ou menos. Não me lembro como a gente os conseguiu, acho que a maioria acabou aparecendo lá. Não ao mesmo tempo – foram uns 6, mesmo, mas um de cada vez. E foi aí que eu aprendi o quanto gatos eram mais legais que cachorros.


5) Independência e lealdade

Gatos são independentes e autônomos por natureza. Não é o tipo do bicho que você leva para passear numa coleira – se ele está com vontade de passear, ele sai e passeia. Simples assim. Não dê comida a um gato e ele sai para caçar por ele mesmo. Gatos não dependem da gente. Mas são sensíveis e estão por perto sempre que precisamos deles.

4) Classe

Observe como um gato caminha. Patas sempre esticadas, cabeça e rabos levantados… gatos desfilam. E te olham como se soubessem disso. Além disso, são limpos. Gatos são tão obcecados pelo asseio de seu corpo que lambem o próprio c*. Um grande paradoxo, mas, ainda assim, uma prova de que eles são obcecados por limpeza. E gatos não latem. O miado é uma manifestação sutil, suave, de alguma insatisfação. Mas aquele latido chato, ruidoso, persistente – nunca.

3) Seriedade
Cães são mais bobos. Não que isso seja ruim, mas é necessário admirar a seriedade do gato. Se pequenininhos os gatos são bolas fofas de pêlos, que passam a tarde inteira desesperados por qualquer fiozinho pendurado, gatos crescidos são verdadeiros exemplos inabaláveis de folga, embora um simples afago na barriga seja suficiente para quebrar o gelo.

2) Um gato não vai te morder
A não ser que você o machuque, um gato não irá te morder. Claro que o filhote, com os dentinhos afiados, pode machucar em uma brincadeira, mas nada alarmante ou intencional. Pode chegar perto da comida dele que ele não vai rosnar. Não precisa prender o gato na hora de abrir o portão para ele não atacar as criancinhas na rua.

A MAIOR PROVA de que gatos são mais legais que cachorros.

1) Quem é o rei dos animais?
Ok. Quais são os animais selvagens mais imponentes, ágeis, astutos? Os que mais despertam medo e geram curiosidade? Pode enumerar: jaguar, puma, onça, tigre… e o leão, o rei dos animais. Os lobos são bichos legais, vivem em lugares frios, uivam para a lua, criam crianças como se fossem parte da matilha e tudo mais. Mas são os gatos quem mandam.

Bônus: Gatos guardam segredos místicos
A simbologia em torno dos gatos remonta de a.C. No Egito, a deusa Bastet era uma gata. Tipo, não que ela fosse bonita. Quer dizer, eu não sei, mas ela era uma gata, uma mulher com cabeça de gata. E no Egito, eles domesticaram gatos para controlar as pragas nas lavouras (leia-se: eles comiam os ratinhos).

Na Roma antiga, gatos eram associados a liberdade (opa, vide item 1). Grande parte dos mitos pagãos, incluindo mitologia escandinava e celta, tinham gatos na mais alta conta.

A maioria das superstições relacionadas a gatos surgiu na Idade Média, quando eles eram mal-vistos por serem associados às feiticeiras na Inquisição. Acreditavam que as bruxas podiam se transformar em gatos (ok, alguém lembrou de McGonagall?)

E isso tudo é bem mais legal do que a história envolvendo os cachorros.
Mas eu não tenho mais um gato… e enquanto eu remôo minha vontade de ter um gatinho (mãe, por favor!), você que tem algum outro bicho – gato, hamster, cachorro, cobra ou qualquer parada assim – pode participar do Desafio Close-up do  mês. O tema é Meu pet está sempre perto, e mais informações para participar podem ser conseguidas aqui e assistindo ao vídeo abaixo. Eu bem que queria ter um bichinho.

*A Gabi também acha os gatos mais legais.

*Para quem não sabe, as imagens desse post foram tiradas do I can has cheez burger.com, site com milhares de fotos de gatos com legendas engraçadas.

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