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Arquivo: Harry Potter

Um belo presente de Natal e como ficar invisível

Eu, como tô meio sem grana, já decidi o presente de Natal que vou dar pras pessoas próximas: a capa da invisibilidade do Harry Potter.


Olha ela aí


A descrição da oferta IMPERDÍVEL

Claro que o valor que esse vendedor está pedindo é um absurdo; dá pra encontrar umas coisas genéricas bem mais baratas lá na Santa Ifigênia – é o que eu vou fazer, aliás. Outra alternativa pra ficar invisível gastando pouco ou quase nada é um feitiço do livro de São Cipriano pra ficar invisível; minha vó jura que nos tempos de juventude dela um rapaz que era procurado pela polícia executou a parada e não era encontrado de jeito nenhum.

Mas eu fui dar uma olhada e quero ver neguinho conseguir fazer o feitiço: envolve matar um gato preto e enterrar ele sob determinada fase da lua, e tirar um osso, e COLOCAR O OSSO NA BOCA (entre outras coisas). Toda vez que você colocar o osso na boca, ficará invisível (o osso também, RISOS). E faz sentido: se você está colocando na boca um osso de gato, é importante que ninguém esteja te vendo. O lance é que, se não funcionar, São Cipriano pode ser considerado o maior troll da história.

Outra possibilidade mais acessível está disponível no site http://www.thesecretofinvisibility.com/. Por cerca de 25 doletas, você recebe um e-book com o segredo para ficar invisível, e ainda ganha de brinde o livro com as dicas para controlar animais e reviver bichos mortos (uma pechincha, né). Tem até relatos de usuários satisfeitos com o produto – sem fotos, é claro. HEH

Aguarde, porque eu vou comprar essa parada pra fazer um teste. Assim, quem sabe, posso voltar ao cinema e assistir – dessa vez de graça – Harry Potter and the Deatlhy Hallows PARTE I, que eu vi na quinta-feira a noite, na primeira sessão, como é de costume. Todos os anos eu acabo comprando ingresso pra estreia e vou com os amigos que, como eu, leem Harry Potter desde que tinham 11 anos e blá blá blá. Você já deve ter lido sobre essas pessoas estranhas; eu sou uma delas.


São elas que colam essas coisas nas paredes dos shopping antes da estreia do filme

Bem, o filme é o melhor de todos os 7 já lançados até agora. E é importante que você saiba que eu estou dizendo isso porque sou uma fã que veio dos livros; do contrário, eu provavelmente acharia que ele desperdiça uns 40 minutos mostrando a jornada de Harry, Rony e Hermione num momento em que virtualmente nada acontece. O lance é que no livro é exatamente assim: tem um longo período em que, hum, nada acontece. E o que é engraçado é que isso fica muito claro pro leitor e é tão real que o Rony se irrita e deixa o grupo justamente porque nada acontece. E não venha me falar de spoiler; isso está em um livro que foi lançado em 2007, eu acho que posso falar três anos depois.

É o mais fiel aos livros, e isso se justifica pela divisão em duas partes: no fim, terão sido umas seis horas de filme, e ainda que muita coisa fique de fora, o essencial para o fã estava lá. E eu achei uma boa maneira de deixar satisfeito aquela pessoa que é a única que, nesses tantos anos, se dispôs a comprar o ingresso para a estreia, ir fantasiado (BRINKS amicos) e a coisa toda. A GENTE MERECE!

E por último: não leve seu filho de 3 anos pra assistir! Ele pode gostar de Harry Potter, mas a primeira ou segunda cena mostra uma mulher ensanguentada presa de cabeça pra baixo sobre uma mesa cheia de caras maus, muito maus, que depois de rirem dela, matam-na com uma maldição imperdoável (é, o Avada). E isso não é material pra crianças, é coisa séria. Harry Potter não é bagunça.

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Como redigir seu currículo: você quer ser um Futurólogo ou um Pai-de-Santo?

Eu percebi desde pequena que pra ser uma pessoa bem sucedida (na vida, mesmo) a fórmula a ser seguida é bem simples – você precisa sacar logo de cara o que as pessoas gostam de escutar e dizer isso pra elas. Demanda um pouco de empatia e inteligência comunicacional mas é sério, funciona em todos os campos dessa nossa vidinha. Venho aplicando desde que me dei conta.

Quando eu reclamei que tenho na faculdade uma matéria que avalia minha habilidade de argumentar bem,  não considerei essa máxima da vida em sociedade. Faz todo o sentido – senão, não haveria toda uma etiqueta a ser seguida em entrevista de emprego, palavras corretas a serem empregadas em diversas situações e até os termos mais adequados pra um currículo.

É, porque se você não consegue emprego, tenha certeza que o problema não está em você na sua notável incapacidade, pobre infeliz analfabeto. Está na maneira como você (não) se vendeu no seu currículo. Os analistas de carreira (a propósito, que tipo de metaprofissão é essa?) dizem que você precisa, hum, ‘florear’ as coisas, mas sem mentir.

nelsonubenssss

Tipo o Peter Pettigrew Nelson Rubens. Aumenta e não inventa.

Fica assim: se você, quando era criança, ajudou seu pai (que tem uma loja) a digitar no computador a ficha de todos os clientes, vai ficar muito mais atraente se você escrever que “ajudou a implementar e incluir dados de mais de X clientes no sistema de banco de dados da loja tal”.

Se você vendia limonada pros vizinhos, diz que era empreendedor em um pequeno negócio do ramo alimentício, que controlava desde administração de contas até projetos de marketing.

Até se você for analfabeto, cara, dá pra tornar a situação menos vexaminosa no currículo. Diga algo como “habilidade extremamente desenvolvida para analisar e observar figuras, imagens e ilustrações” (Lembra do “ler, ler eu não sei não, mas sei vê as figura”?). Resolvido.

E cara, isso é sério – funciona. Você já ouviu falar da profissão de Futurólogo?

Se não ouviu, te explico. Futurólogo é um cara pago pra dizer pras grandes empresas o que vai acontecer no futuro. Eles tem cargos de alta patente (e altos salários) nas maiores corporações do mundo. Se baseiam no que aconteceu no passado e nas tendências de mercado, além de cálculos envolvendo velocidade de aprimoramento da tecnologia, além de algo tipo ‘intuição’ (suponho), pra ‘prever’ coisas. Esses caras são ultra-respeitados, vivem dando entrevista pras publicações mais prestigiadas do mundo, e as previsões dele viram manchete.

maedina

E, me diga por favor, qual é a diferença entre esses senhores e a pobre Mãe Dináh? Eu lhes digo. Quando a Mãe Dináh entrou na Lan-House com a plaquinha ‘Faz-se currículo’ na porta ela disse pro moço – “digita aí que eu sou vidente. Isso, vidente. Búzios, tarot, astrologia, amarração. Pode colocar tudo isso aí. Ah, e põe um ‘H’ no fim do meu nome. Isso, ‘Dináh’. É, com acento mesmo. Pega bem, as minhas amiga vidente tudo tem nome exótico assim, diferente”.

O Futurólogo, que já começa com a vantagem de ter um Q.I. maior, foi lá e escreveu que ele é… Futurólogo. Pronto.

Os futurólogos acertam? Às vezes, sim. Às vezes, não.

Mas a gente tende a ignorar os erros, nesses casos, e exaltar os acertos. Logo, se o cara errar 10 previsões e acertar uma com certa precisão, ele vai ser lembrado por aquela previsão que só ele conseguiu fazer. É um belo emprego – basta ter imaginação fértil pra ficção científica, boa capacidade de redação e de comunicação, quem sabe habilidades como ilustrador… você será muito bem pago pra pensar no que vai acontecer daqui 20 anos. E se errar, tudo bem, porque não é exatamente como se você pudesse, digamos, prever o futuro, né? A Wikipedia ainda descreve a profissão como ‘não o trabalho de indicar o que vai acontecer, mas o que pode acontecer…’ – COMO ASSIM BIAL? O que pode acontecer? Tudo pode acontecer, cara. Na boa, ser Futurólogo é moleza porque sua função é pensar em 20 possibilidades de futuro. 20, 30, 40, 50, 60. Se você acertar UMA delas, já tá bem sucedido na carreira.

E os pobres pais-de-santo, quiromantes, astrólogos e toda sorte de profissões do ramo considerado ‘charlatão’ pelo cidadão-padrão? Continuam sofrendo preconceito aí, na marginalidade, na dorga, na postrituição, só por causa de um termo mal empregado. Eles não tem a chance de fazer 10, 20 previsões do que PODE acontecer. Pra ter prestígio, um profissional da área da adivinhação precisa fazer uma previsão só e ser bem firme em relação a ela. Se for bem sucedido, bom; senão, está fadado à desgraça.

Porque na prática os dois fazem exatamente a mesma coisa. Tudo nessa vida é marketing pessoal. Mãe Dináh e Walter Mercado – vocês poderiam ter construído belíssimas carreiras na IBM, HP, Intel, Microsoft ou Apple como Futurólogos. Deviam ter previsto isso.

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Trailer definitivo de Harry Potter e o Enigma do Princípe é absolutamente estonteante

Mortais, temei. Eis aqui o Trailer Final de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, sexto episódio da epopéia do menino-cicatriz. Saiu na quinta, 16 de abril, à noite. Coisa fresquinha.

Negócio é o seguinte. Nunca tinha acontecido comigo, achei que era mentira de gente que se emociona fácil. FIQUEI SEM FÔLEGO ASSISTINDO À PARADA.

Se você não for leitor da série e só viu os filmes meio ‘por cima’, pula porque não tem graça, você não vai entender nada. Mas se for fã, se segura na cadeira, amigo. Sei que trailer é daquelas coisas que eles fazem e parece que o filme vai ser incrível, quando na verdade ele não é, mas se o longa for 20% do que for esse trailer, eu vejo ele no cinema 5 vezes.

O anterior, vi 3. No cinema. Na TV, perdi a conta. Nunca tinha feito isso com um filme na vida.

E não me encham o saco. É Harry Potter. É sagrado. Vocês não entenderiam – não cresceram junto com o moleque, como eu cresci. Não esperaram a carta de Hogwarts quando completaram onze anos. Não têm um Jonas.

Jonas, a coruja
Jonas, a coruja de pelúcia, é uma influência clara do universo Potteriano na minha vida

Sem mencionar a varinha de plástico (uma réplica fidelíssima) com imã na ponta (dá pra fazer Wingardium Leviosa com umas moedas, ok), o kit de xadrez bruxo e meu chaveiro atual, que é nada mais, nada menos do que esse:

chaves

Harry Potter é um daqueles vícios que só adormece. A série terminou, os filmes demoram anos pra serem lançados. Mas basta sair um trailer desse pra que eu sinta de novo como era legal quando eu acreditava que tudo aquilo podia ser verdade.

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Comprovaram a relação entre mau-gosto e burrice. Sério

Ok, me crucifique. Eu sou a favor da tolerância, da amizade, da alegria, da aceitação, da igualdade. Mas no fundo, eu sempre achei que havia um motivo para debochar de quem gostasse de música ruim. Eu sempre achei que houvesse uma relação entre ‘música ruim’ e ‘gente estúpida’, mas nunca pude provar.

Claro que, com a noção de que isso era algo absolutamente irracional, embora obtivesse algumas provas da minha teoria no convívio social (com exceções, claro, o que só comprova a existência da regra), podei esse pré-julgamento absurdo depois que cresci, pra não prejudicar minhas relações e não me tornar uma pessoa detestável.

Como cientistas desocupados são a classe que, estatisticamente, mais cresce no planeta, alguns deles publicaram um estudo chamado ‘Músicas que te fazem ficar estúpido‘.

Eles compararam o gosto musical de alguns estudantes com as notas que esses estudantes tiraram no SAT, um exame que pode ser considerado o ‘vestibular padrão’ norte americano -  testa mais ou menos as mesmas competências que o nosso - e descobriram que quem tirou as notas mais altas ouve Beethoven, enquanto quem tirou as mais baixas curte Lil’ Wayne. A vitória tardou, mas não falhou. Olho no gráfico (se você ouve Lil’ Wayne, essa é pra você – clica e  amplia pra conseguir enxergar):

Música que te faz ficar estúpido

Não sei o que acontece se você for fã de dois artistas que estiverem em pontos muito opostos da tabela. Eu sei o que acontece se você for fã só de artistas que estão do lado esquerdo, mas vou te desafiar a chegar nessa resposta sozinho, vamos ver se você é capaz.

Também não sei o que acontece se você considerar que esses exames acadêmicos não medem nada senão sua capacidade de ir bem na escola, que todos nós sabemos, não está relacionada quase nunca com sua inteligência ou genialidade.

Mas ignoremos a verdade politicamente correta e nos atenhamos aos fatos, à comprovação científica – agora eu tenho argumentos sólidos para não me aproximar dos fãs de Reggaton ou de Aerosmith.

Claro que só o fato de você declarar, deliberadamente e com orgulho para um pesquisador, que é fã de Reggaeton e/ou de Aerosmith já denota algum grau de estupidez por si só. Espero que eles tenham considerado isso ao desenvolver o gráfico.

A questão principal é: será que esse tipo de música deixa essas pessoas estúpidas ou essas pessoas ouvem essas músicas por serem estúpidas? Ou então, mais alarmante ainda, a estupidez é uma acarcterística que alimenta o gosto por música ruim, e a música ruim aumenta sua estupidez, num ciclo sem fim que vai terminar com você babando e ouvindo a discografia do Latino?

Só ficamos na especulação, até que outro grupo de cientistas resolva responder essa. De qualquer forma, o mesmo site divulgou também a lista de Livros que te fazem ficar estúpido. Apesar de ser um conceito que eu considero paradoxal, porque acho que gente verdadeiramente estúpida não chega perto de livros, a tabela não deixa de ser interessante. Acompanhe (e clique, se você gosta de Aerosmith):

Livros que te fazem ficar estúpido

 

Observe ali no topo, do lado esquerdo, que há uma opção ‘Eu não leio’. E – veja você – quem lê a Bíblia, segundo esse incrível gráfico, é ainda mais estúpido do que quem não lê nada! Puta merda! E, pra que ninguém ofenda minha mãe, acho a Bíblia um grande livro. Mas é provavelmente o mais perigoso deles se cair em mãos (ou em olhos)… estúpidos.

E aí, nesse caso, será que é o livro que te deixa estúpido ou você que é estúpido e busca esses livros? Acho que temos uma resposta. E Harry Potter tá lá pro meio, o que me faz sentir tranquila neste momento.

Esse post serve basicamente pra você zuar aquele seu amigo que acha que o Dan Brown é o melhor escritor de sua geração e que Nickelback é genial (normalmente, essas características se cruzam nos mesmos tipos de pessoas, o que aumenta ainda mais a veracidade do gráfico). Mas acho que é importante dizer que… é tudo brincadeira. E na vida mesmo, acho que mais inteligente que o leitor de Cem Anos de Solidão ou que o ouvinte de Beethoven é quem, além desses, também leu a Bíblia e os livros do Dan Brown, e como se não bastasse também sabe cantarolar meia dúzia de canções do Lil’ Wayne e já ouviu um pouco de Aerosmith.

E se você perguntar ‘até a discografia do Latino entra nesse exemplo?’, eu vou ponderar, mas depois… pensa bem: se eu te disser, agora, rapidinho – ‘Oh Baby, me leva’ – quanto tempo você vai demorar pra tirar essa merda da sua cabeça?

Pois é. E você vai negar que exista algum tipo de genialidade – muito embora pareada com uma babaquice – em conseguir fazer músicas que sejam tão involuntaria e incessantemente repetidas pelo cérebro de todo mundo que as ouve, até de quem não gosta delas?

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Novo trailer de Harry Potter e o Enigma do Príncipe é fantástico

A Warner divulgou exclusivamente nesta sexta-feira o novo trailer do sexto filme da série de Harry Potter, chamado Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Olha aí:

Palavras não são suficientes para expressar minha perplexidade diante dessa obra prima. Arrepiei. Pena que só poderemos conferir a íntegra em 21 de julho de 2009.

Esse trailer é mais completo, mais longo e mais bem acabado do que aquele que foi divulgado anteriormente, que na verdade era um teaser, e portanto vale o clique.

Vi no Potterish.

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Something wicked this way comes: trailer de Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Eu sou uma das maiores fãs de Harry Potter de que você já teve notícia. E é por isso que eu não consigo conter a empolgação ao assistir coisas como essa. Esse é o trailer do próximo filme da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, e como nos últimos dois anos eu estarei lá, na sessão da meia-noite da estréia, fazendo cosplay de Minerva McGonagall.

Mentira né, gente. O cosplay é de Hermione.
Não, tô brincando, eu não sou tão nerd assim. Só assisto o filme na estréia, mesmo; nada de fantasias.

Assiste aí.

(Peguei no Goma de Mascar)

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Top 5: bandas mais legais da ficção

Nos filmes, nos livros, na TV: tem centenas de bandas que foram criadas na ficção. Em muitos casos, os autores se dão ao trabalho de compôr até músicas de verdade. Simular shows. O RBD surgiu mais ou menos assim. A Vagabanda também. Mas esses são exemplos ruins. Existem as bandas realmente legais que surgiram na ficção – ou por terem uma história divertida, uma letra ou visual engraçado e em alguns casos por terem músicas realmente boas. Eu mergulhei em algumas coisas realmente nostálgicas a escolhi as minha cinco preferidas bandas que só existem na ficção:

5. Disaster Area

A Wikipedia explica que o nome do vocalista foi tirado desse lugar aí, na Inglaterra

É a banda mais incrivelmente barulhenta do universo. Como se isso não bastasse, a Disaster Area produz também o barulho mais alto dos barulhos. Do universo. Em O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams explica que a Disaster Area é tão alta, mas tão alta, que os músicos tocam os instrumentos a distância. E o público também assiste aos shows de muito longe: “o melhor lugar para se ouvir um bom som é dentro de grandes bunkers de concreto a uns 60km do palco, quanto os músicos em si tocam os instrumentos por controle remoto de uma espaçonave altamente isolada que fica em órbita em torno do planeta – ou mais freqüentemente, em torno de um planeta completamente diferente.”

Os hits do Disaster Area, variados, no geral versam sobre o velho homem-encontra-mulher sob uma lua prateada, ainda segundo o livro. Claro que eu nunca ouvi nenhum, pois isso seria impossível.

Alguns planetas baniram as apresentações do Disaster Area, pois os instrumentos da banda, em alguns casos, violam os tratados de armas estratégicas. É o preço a se pagar.

Como o Disaster só aparece no segundo livro da série, ‘O restaurante no fim do universo’, e nós só temos o filme do primeiro livro, vou ficar devendo uma apresentação da banda no Youtube. Mas é melhor assim: suas caixas de som estourariam. A sua janela trincaria, e sua tela LCD de 17” recentemente adquirida acabaria em pedaços.

4. Driveshaft

O Driveshaft é uma ‘one hit wonder’, que ficou conhecida na Inglaterra pela grudenta You all, everybody.

Você poderia dizer isso com tranqüilidade se seu nome fosse, sei lá, Jeremy Bentham. Mas não é, então você precisa dizer que o Driveshaft é a banda do Charlie, de Lost. O Charlie se foi, mas do Driveshaft ninguém esqueceu, até porque é impossível, com essa música cujo refrão passa dias na sua cabeça. Lembrando que a gente só conhece o refrão da música…

Infelizmente, o Driveshaft acabou e o Charlie mesmo nunca conseguiu compôr outra música que fizesse tanto sucesso. Ficamos só com You All Everybody - ah, e Good Vibrations tocada num teclado de bloqueio de uma estação de comando. Um triste fim.

3. Weird Sisters

A maior banda de rock do mundo bruxo. Cultuada por 10 entre 10 adolescentes em Hogwarts, a Weird Sisters (ou Esquisitonas, na versão brasileira do livro e do filme) é formada por rapazes com instrumentos muitos loucos, inclusive uma gaita de fole, como deve ser num mundo mágico bretão. O nome vem de outras três irmãs bruxas que Shakespeare criou em Macbeth.

A banda apareceu no quarto filme da série Harry Potter, ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’, e BOTOU PARA QUEBRAR no Baile de Inverno. FOI IRADO. No longa, os membros da banda eram nada mais nada menos que Jarvis Cocker e Steve Mackey, do Pulp, nos vocais, John Greenwood e Phil Selway, do Radiohead, e mais dois caras desconhecidos que eu não vou mencionar afinal ninguém conhece, e todo mundo sabe que a referência importante é a dos caras conhecidos.

As Weird Sister têm dois grandes hits: Do The Hippogriff (que tá lá em cima), um rock’nroll feito para balançar as multidões, e Believe That Magic Works, uma balada para dançar coladinho. Além delas, rola uma terceira música, This is the night (ignorem as fanfotos dos filmes rolando com a música), que é a melhor das três. Eles têm até perfil no last.fm: http://www.lastfm.com.br/music/Weird+Sisters

2. Big Bad Boys

Ele é tipo o Justin dos Big Bad Boys: o único que deu certo depois da banda

Essa fantástica Boy Band, composta por CAIO BLAT (SIM!) mais três anônimos, era o grupo preferido de Juliana, a irmã de Lucas Silva e Silva. A Juliana era maluca pelos gatinhos da Big Bad Boys, Caio Blat incluso, e o Lucas morria de ciúmes. Eles apareceram em dois episódios de O Mundo da Lua.

O grande hit dos Big Bad Boys, que deve se chamar Somos os Big Bad Boys (auto-afirmação detected), tinha a letra mais ou menos assim:

Somo os Big Bad Boys, todas as minas gostam de nós
Meu nome é Caio, eu super bom atleta
Eu só dou carona de motoca ou bicicleta
Meu nome é Pedro Luz e eu gosto de cantar
Tenho pinta de ator, venham todas me beijar
Ruly, ruly, galy, galy, samba, rock, funk, jazz
Eu sou Cristian, o sapateiro, olhe só para os meus pés
Sou José olho de gato, gato é pouco, eu sou gatão
Não que eu seja convencido, mas cheguei a perfeição

Os nomes descritos por eles nas músicas são os nomes dos próprios atores, de maneira que fica fácil deduzir, portanto, que o Caio Blat só dá carona de motoca ou bicicleta, o que faz dele um ecochato desde aquela época.

Vamos evitar comentar o fato de o Christian, o terceiro homem dos Big Bad Boys afirmar, na letra, ser sapateiro.

Gostaria imensamente de ter achado o vídeo dos garotos se apresentando em O Mundo da Lua, mas o You Tube tem pouquíssimos episódios do seriado que, para muitos (eu inclusa) foi o mais legal da infância de todo mundo. A TV Cultura podia pensar em digitalizar o arquivo… serviço de utilidade pública. Enquanto isso, use a letra para assobiar a música. Aposto que você não esqueceu a melodia.

1. The Beets

Surpreendentemente, os vídeos originais das duas músicas do The Beets não estão no You Tube, mas por sorte temos gente desocupada no mundo

Dá para dizer que o criador do Doug Funny era fã de rock’n'roll. A irmã esquisita dele se chamava Jude. E a banda-sensação entre a galera se chamada The Beets. O último álbum deles é o Let It Beet. O visual dos Beets fazia referência aos Ramones, e algumas músicas também.

E se Doug foi um dos desenhos mais legais que já houve, em parte foi por causa de sacadas como essas. O maior sucesso dos Beets era o clássico Killer Tofu, ou em português, como vocês devem se lembrar a essa altura, Mingau Matador. Estão assobiando?

Foi o Skeeter, aquele camarada esverdeado, quem apresentou os Beets ao Doug e fez com que ele se apaixonasse pela banda. O próprio vizinho dele, o Sr. Jenkins, era superfã, também. E vale lembrar que o pai do Doug tocou com os Beets em um dos episódios, o que deve ser superlegal de contar para os amigos. Se você for o Doug, digo.

Os Beets tinham quatro músicas, no desenho: Killer Tofu, I Need Mo’ Allowance (as duas do vídeo), Where’s My Sock?, que eu não encontrei, and You Gotta Shout Your Lungs Out, que eu também achei num vídeo de usuário no You Tube, aqui, mas não no original.

Eu nunca vou descobrir quem compôs essas músicas, mas cara, elas são realmente boas. Dá para desejar que a banda fosse de verdade. As versões em português não estão indisponíveis na internet, aparentemente, mas no imeem tem Killer Tofu. E dá para achar os Beets no Blip.fm, também.

Bônus atualizado: Como bem observou o @robson, nos comentários, eu deixei de fora o The Wonders. O motivo é que eu sou de 88 – o filme, de 96, de maneira que eu não peguei a febre da coisa, apesar de conhecer a música. Ou seja – não me marcou como essas cinco que eu mencionei. Para quem não sabe, The Wonders passou horrores na seção da tarde e conta a história de uns garotos que fizeram muito sucesso nos EUA com uma bandinha bonitinha tipo Beatles. E todo mundo sabe cantar o sucesso deles – That thing you do. Muita gente nem sabe que essa música é de uma banda que na verdade não exisitu – por isso, merecem, claro, menção honrosa aqui na lista:

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Everyone is gay

Essa parte da letra de All Apologies sempre me deixou curiosa. ‘Gay’ também significa ‘alegre’ em inglês – então não sei do que Kurt estava falando. Mas falo disso porque ontem a autora de Harry Potter, J.K. Rowling, revelou numa entrevista coletiva a crianças no Carnegie Hall, em NY, que Dumbledore é gay. O velhinho barbudo, quase o Merlin – o mais sábio, poderoso e super-foda personagem da série de J.K. é gay. Claro que não tem nenhum problema nisso, dãr – o que acho mais legal é ela revelar sem nenhuma cerimônia, mesmo depois do fim da série. Fora que é uma informação que não muda em nada o plot da história, ou seja: se ela disse, é porque era mesmo. Uh.

Eu, como boa nerd fã da série, francamente, não me surpreendi… a possibilidade já era cogitada pelos leitores (eu sei, leio fóruns), ainda mais depois do sétimo livro, no qual a gente fica sabendo que ele era muito, muito amigo dum cara loirinho e bonitinho do leste europeu. Quer dizer, além do fato do cara ter a Maggie Smith, a Madame Pomfrey e a mulher da biblioteca dando em cima dele DESCARADAMENTE durante todos os livros e ele não fazer nada.

Quer dizer (spoiler do livro 7 agora), o cara tinha uma irmã louca, um pai assassino, um irmão que molestava cabras, ele perde a mãe, o cara de quem ele gosta se torna um bruxo mau, ele tem que matá-lo e, no final, precisa morrer e escolhe que seja pelas mãos de um amigo. J.K. tem uma veia de tragédia e de humor negro.

Dumbie, sorry gata, mas eu já sabia. Se joga! (desculpem a piada, mas ele se joga mesmo - em o Enigma do Príncipe, Dumbledore morre quando cai da Torre de Astronomia)

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