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Arquivo: indie rock

‘Também sou hype’ é a nova banda indie-eletro que vai te conquistar

É preciso reconhecer uma boa banda quando ela surge. ‘Também sou hype’ é formada por estudantes de moda da FAAP e tem influências de indie rock, eletro e um tiquinho assim, desse tamaninho assim, de carimbó. Legal ver que algumas bandas ainda buscam influências brasileiras na hora de fazer música, especialmente num som tão ‘importado’ que é o eletro e o indie rock.

Confiram um dos sons da ‘Também sou hype’:


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Vazou uma música nova do Kaiser Chiefs: esqueçam Ruby

Um dia, houve uma banda da qual eu gostava muito. Não os achava inovadores, grandiosos nem nada: só eram divertidos o suficiente para me fazerem ouvir o primeiro CD deles por bastante tempo.

Eles se chamavam Kaiser Chiefs.


Q?

Ainda chamam. O Kaiser Chiefs pisou na bola no segundo disco, que é legalzinho, mas chato, repetitivo, previsível. Aquela ‘Ruby’, por exemplo, apesar do clipe excelente, se torna insuportável depois de poucas audições, chata demais. Não perdi meu respeito pela capacidade do Kaiser Chiefs de animar uma boa festa, mas fiquei triste que eles tivessem perdido a capacidade de me surpreender.

Mas eles a recuperaram. Mark Ronson é o produtor desse terceiro disco. E se o mojo não voltou por inteiro, veio ao menos em parte em uma das novas músicas, que já tem tocado nas rádios inglesas e se chama Never Miss a Beat. Perfeita para pista de dança, música fantástica, grudenta de um jeito bom, daquelas que você pensa ‘eu gostaria de ter feito’. E o riffzinho dela é daqueles que te dá vontade de conquistar o mundo. Rock’n'roll, manja?

Fora a letra, uma ode à rebeldia escolar, à geração burra da internet… praticamente uma versão moderna de Another Brick in The Wall [modo heresia roqueira off]

‘What did you learn today?
I learnt nothing.
What did you do today?
I did nothing.
What did you learn at school?
I didnt’t go.
Why don’t you go to school?
I don’t know.
It’s cool… to know nothing.’

É tão boa, tão boa, que eu não costumo fazer isso, porque dizem que é ilegal, mas vou abrir uma exceção: subi a música no Rapidshare e o link tá aí embaixo:

Kaiser Chiefs – Never Miss a Beat (2008) – DOWNLOAD

Parece que é oficial que o Kaiser Chiefs vem ao Brasil para o fabuloso festival Planeta Terra, que acontece em novembro. A notícia é boa porque um show do Kaiser Chiefs é algo que promete ser divertido, e porque o festival Planeta Terra, ao menos no ano passado, em sua primeira edição, deu um show em organização, especialmente após o trauma Tim Festival 2007.

A conferir.

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Laura Marling: e a gente se contenta com Mallu Magalhães

Ok que todo mundo já percebeu que eu alfineto a Mallu só pelo prazer de fazer polêmica. Mas o que você, amigo leitor, nem desconfia, é que não é esse o motivo. Eu faço isso para provocar a reflexão em mim e em você uau que pretensão da minha parte sobre a maneira que a gente enxerga as coisas: será a Mallu só hype? Porque ela tem algo que encanta, de fato, mas… as composições dela e mesmo esse ‘algo’ justificam tanto hype?

Acontece que aqui, enquanto menina de 15 anos que toca violão e gosta de Johnny Cash vira notícia, parece que lá no Reino Unido até os talentos são de primeiro-mundo. Minha contraposição é a Laura Marling, é uma moça nascida nascida em Berkshire, em fevereiro de 1990 (isso me assusta, me sinto velha), o que faz com que ela tenha recém-completado apenas 18. E elas tem a melhor voz de todas essas femininas que surgiram depois da Winehouse. Feist, Kate Nash, Adelle: ficam todas no chinelo. Laura Marling só tem 18, mas escreve letras como se já tivesse passado por todas as grandes desilusões amorosas na vida. Alguém se lembra da voz feminina no último disco do Rakes, naquela faixa que fala sobre preconceito no metrô (não sei nomes de músicas)? Lembrou, né? Meet Laura:

Laura Marling
Oi.

Além de todas as outras semelhanças óbvias com a Mallu, Laura Marling tem também uma parecida no quesito sou-menor-de-idade: foi impedida de fazer show numa casa, certa vez, porque era menor. Aí fez show pro pessoal da fila e tudo, como manda o protocolo básico do artista-jovem-descolada-preocupado-com-os-fãs.

Ela lançou alguns singles, dois EPs e um álbum, chamado Alas, I cannot swim, e fez também uma participação legal no novo disco do Mystery Jets. Laura tem um Myspace e um Site Oficial (sim, com maiúsculas).

Ghosts, a que eu mais gosto.

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Top 5 – novo rock Brasil

Eu tinha um amigo que sempre me dizia que eu era paga pau de gringo, só porque sempre fui mais fã de música estrangeira.

A real é que eu não conhecia nada que me agradasse que fosse feito aqui. Felizmente, nos últimos tempos tenho ouvido muuuuito rock nacional, já que tem muita banda boa fazendo som de qualidade no underground.

Escolhi minhas cinco preferidas, mas acho legal deixar claro que, nessas horas, Myspace e Last.fm podem ser bem mais úteis: tem mais dezenas de boas bandas fazendo coisas válidas no circuito independente. É só ver como os festivais indie brasileiros tem bombado, ou mesmo a quantidade de bandas nacionais tocando em festivais gringos.

#5 – PÚBLICA

Ouvi falar muito, muito bem desses caras há muito tempo. Mas demorei pra ouvir alguma coisa. Lamentei meu atraso. É rock inglês-gaúcho com letras brasileiras. Meio melancólico, mas pra quem gosta do tipo de música é, sem dúvida, um prato cheio. Site da bandaMyspaceLast.fm (no Trama Virtual deles, dá pra baixar o CD Polaris inteiro.)

#4 – ECOS FALSOS

Os caras tem um humor fantástico e um pegada pra rock’n'roll que poucas bandas têm. Algumas letras são sombrias, outras são bem felizinhas, mas todas são bem divertidas, se você parar pra pensar. Destaque para a letra de “Eu só sou sentimental quando eu me fodo”. Tocam sempre no circuito Augusta – Bela Cintra, então é ficar atento pra quando tiver show dos caras. Site da bandaMyspaceLast.fm

#3 – LES TICS

Eles não têm vídeo nenhum no Youtube. Mas têm Myspace e Site Oficial, no qual é possível baixar na íntegra os dois álbuns do grupo. O Les Tics foi um puta achado – a banda é o underground do undergound, parece. Um grupo de amigos que se reuniu pra fazer som, e só – nada de shows, divulgação e coisas assim. Tem algo de folk – é rock’n'roll esperto e tranqüilo, sem distorções e com letras dessas que servem pra gente ouvir enquanto olha as pessoas na cidade. Uma das coisas mais subestimadas que já vi.

#2 – SUPERGUIDIS

Gosto do Superguidis sobretudo por causa da simplicidade das melodias e da habilidade fantástica de dizer coisas simples de maneira complicada e bonita nas letras. Alguns podem achar isso bem chato, mas eu juro que é extremamente divertido ver como as palavras se desenrolam para explicar de maneira mais bonita algo que ficaria bom com um ou dois termos. O sotaque gaúcho também é super bonitinho. Às vezes eu acho que lembra Capita Inicial – DE UM JEITO BOM. Site da bandaMyspaceLast.fm

#1 – VANGUART

São queridinhos do público e da crítica e de todo mundo, mas sério, é merecido. É a melancolia mais agradável e desejável que se pode ter em música. É folk, mas é um folk tão emo que cativa. Música em português, em espanhol e em inglês, porque o importante é passar a mensagem do jeito que soe melhor – e com eles, sempre soa. Site da bandaMyspaceLast.fm

Falando de novo da Mallu Magalhães, hoje li a Folhateen e duas coisas me chamaram a atenção. A primeira foram leitores indignados com o excesso de hype em cima de algo ‘comum’ (mais ou menos a minha opinião) e a segunda foi a coluna do Alvaro Pereira Júnior, que reproduz de maneira sucinta aquilo que eu penso. Resumidamente, ele disse: a moça tem talento, como milhares de jovens de 15 anos o tem, e ele tem que ser lapidado. E ele cita o trecho da letra da música da moça, “Vanguart”, justamente a mesmo que me chamou a atenção e uma das coisas que me fizeram ser um pouco menos arbitrária na minha opinião sobre ela:

“Ah, se eu fizesse alguma diferença
Se eu curasse uma doença
Com uma força genial”

Pois é.

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Notícias do feriado, doenças bizarras, download do Kasabian

Nossas três grandes musas foram notícia no feriado, segundo informa o Glamurama. Vamos lá:

Paris Hilton: o The Sun disponibilizou um vídeo dela na própria banheira de hidromassagem, numas de caras e bocas sensuais e tal. Disgusting. Espero que amanhã ela faça algo realmente legal pra eu poder publicar, porquê quarta é dia de Paris Hilton. Não que vídeo da Paris pelada seja notícia.

Edit: vídeo tá um ou dois posts pra baixo, a gabi colocou. Enjoy.

Amy Winehouse: rolou um bafão porque, durante um vôo Londres-Glasgow, ela achou que era legal passar a viagem inteira fumando no banheiro. Uma hora de vôo, parece. Arrancada de lá, ainda brigou com todo mundo, defendendo o direito de fumar. Acho que vocês souberam, mas tem umas duas semanas, ela deu uma entrevista pra Blender e falou umas coisas sem nexo, fora que dormiu algumas vezes durante a entrevista. Vale a pena ler na íntegra, é engraçado. Bom registrar também que, de acordo com o Blog da Ilustrada, nesse link, Amy calou a boca de todo mundo no show de Glasgow. A novela de Amy vai longe. Ela é diferente das outras junkie celebrities porque é extremamente talentosa.

Amy
“Eu tomo anti-depressivos, mas não os tomo”, ela disse. É.

Britney: no dia 17, foi proibida de andar de carro com os filhos. O Kevin conseguiu um vídeo dela passando no sinal vermelho, em alta velocidade, com as crianças dentro do carro. Sad.

Britney Theres No Spoon
“There’s no spoon.”

Enough de celebrities, não?

INDICAÇÕES DE BLOGS E DOENÇAS ESQUISITAS - Tem um blog genial, o Grande Abóbora, que publicou hoje, traduzido do List Verse, a relação de síndromes mais esquisitas do mundo. Inspirada pelo Grande Abóbora e pelo meu conhecimento envolvendo doenças bizarras, passado a mim pela revista Mundo Estranho de mais ou menos um ano atrás, faço um ‘best of’ das duas listas. A matéria da ME é assinada Marcelo Bortoli, o que por um lado me dá direito de publicar, já que se considerarmos o sobrenome, ele é da minha família.

Algumas doenças figuram nas duas listas, então meio que re-editei algumas informações – ou não. Enfim, é um mash-up, e é bem engraçado, porque por mais trágica que algumas doenças aqui possam ser, elas são bem ‘curiosas’. Só pra ficar claro, não escrevi nada. Só juntei os dois textos, creditados devidamente aqui em cima.

Síndrome de Lima
O oposto da Síndrome de Estocolmo: neste caso, os bandidos têm extrema compaixão pelas vítimas. Ganhou este nome após a crise na embaixada japonesa em Lima, no Peru, entre 26 de dezembro de 1996 e 22 de abril de 1997. Os membros do Tupac Amaru tomaram como reféns os convidados de uma festa promovida na casa do embaixador japonês no Peru. Entre os reféns encontravam-se diplomatas, membros do governo e militares. Depois de meses de negociações infrutíferas, os reféns foram libertados por militares peruanos, embora um refém tenha sido morto.

Síndrome de Diógenes
Diógenes foi um filósofo grego que vivia em um barril pregando ideais de animalismo e niilismo. Esta síndrome é caracterizada por extremo negligenciamento, tendências reclusivas e acumulação compulsiva, algumas vezes de animais. É encontrada principalmente em pessoas mais velhas e é associada à senilidade.

Síndrome de Paris
É uma síndrome exclusiva de japoneses, que piram ao chegar nesta cidade. Dos milhões que visitam Paris todo ano, aproximadamente uma dúzia sofre deste problema e precisa ser levado de volta ao Japão. Isto ocorre basicamente devido a um grande choque cultural. Alguns turistas que chegam à cidade são incapazes de dissociar a visão utópica que tem de Paris, como aquela vista em filmes como Amélie Poulain, da realidade de uma grande metrópole. Se um dos portadores da síndrome encontra um garçom mal-educado, por exemplo, ele se força a guardar a raiva para si e acaba sofrendo uma fadiga mental muito grande.

Síndrome de Stendhal
Esta doença psicossomática causa taquicardia, tonturas, confusão e até mesmo alucinações em quem a tem e é exposto a artes. Os ataques ocorrem especialmente se a arte é muito bonita ou se há muitas obras reunidas em um mesmo local.
Esta desordem tem este nome em homenagem ao escritor francês Stendhal, que descreveu estas sensações em um livro, após visitar Florença, na Itália.

Síndrome de Jerusalém
É o nome dado a um grupo de fenômenos mentais envolvendo idéias obsessivas com religião, delírios ou outras experiências psicóticas desencadeadas por (ou que levam a) uma visita a Jerusalém. Não é exclusiva de uma religião, podendo afetar tanto judeus quanto cristãos. Esta perturbação surge enquanto a pessoa está em Jerusalém e causa delírios psicológicos que tendem a se dissipar após algumas semanas. Todas as pessoas que já sofreram disto têm histórico de doenças mentais.

Delírio de Capgras
O delírio de Capgras é uma desordem rara na qual uma pessoa acredita que um conhecido seu, muitas vezes o cônjuge ou um parente próximo, foi substituído por um sósia idêntico. É mais comum em pacientes com esquizofrenia, embora ocorra em pessoas com demência ou que sofreram algum dano cerebral. A paranóia induzida por esta doença foi utilizada em vários filmes de ficção científica, como Vampiros de Almas, O Vingador do Futuro e Mulheres Perfeitas. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.

Delírio de Fregoli
O oposto do delírio de Capgras. Uma pessoa pessoa com esta desordem acredita que um completo estranho é, na realidade, um conhecido próximo que mudou de aparência ou está disfarçado. Ganhou este nome graças ao ator italiano Leopoldo Fregoli, conhecido por sua grande habilidade em mudar de aparência durante suas apresentações. Foi reportado pela primeira vez em 1927, quando uma mulher de 27 anos que acreditava estar sendo perseguida por dois atores que ela freqüentemente assistia no teatro. Ela acreditava que estas pessoas perseguiam-na de perto, tomando a forma de pessoas que ela conhecia.

Delírio de Cotard
Esta é uma desordem rara na qual a pessoa acredita estar morta, não existir, estar apodrecendo ou ter perdido todo o sangue e órgãos vitais. Raramente pode incluir delírios de imortalidade. Foi batizada assim devido a Jules Cotard, neurologista francês que primeiro descreveu a condição, chamando-a de le délirie de négation , em uma palestra em Paris, em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.

Paramnésia Reduplicativa
A paramnésia reduplicativa é a crença de que um local foi duplicado, existindo simultaneamente em dois ou mais lugares simultaneamente, ou que foi movido para algum outro lugar. Por exemplo, uma pessoa pode não acreditar que está no hospital no qual foi internada, mas sim em um outro hospital, idêntico ao primeiro, mas localizado em outro lugar do país. O termo paramnésia reduplicatica foi utilizado pela primeira vez em 1903 pelo neurologista tcheco Arnold Pick, para descrever a condição em que se encontrava uma paciente com suspeita de mal de Alzheimer. Esta paciente insistia que havia sido transferida da clínica de pick para outra clínica idêntica à dele, mas localizada em um subúrbio familiar. Para explicar as discrepâncias, ela afirmava que Pick e sua equipe trabalhavam nos dois locais.
Cegueira emocional
A expressão “cego de emoção” existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo – décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação.A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.

Síndrome da Redução Genital
Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!

Síndrome de Riley-Day
Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede… As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.

Maldição de Ondina
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!

Pica
Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica a síndrome, é claro… faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo… O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago…

Síndrome de Alice no País das Maravilhas
Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa “viagem” provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.

Síndrome da mão estranha
“Minha mão agiu por conta própria…” Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão alien hand syndrome, em inglês faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes… Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, como segurar um objeto.

Síndrome do sotaque estrangeiro
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês… ou italiano… ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker, no mês passado. Após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano.

O Grande Abóbora tem vários posts imperdíveis, mas vou indicar especialmente esse, que versa sobre abduções e os sinais que podem indicar que alguém já tenha sido abduzido. Francamente, eu me ancaixo em muitas situações ali. De qualquer forma, serviço de utilidade pública, já que todo mundo deveria ter direito de saber se já foi abduzido ou não.

DOWNLOAD DO KASABIAN – Parece que eu tenho a mania de achar que todo mundo lê tudo o que eu escrevo. Coloquei , no fim do texto da última quarta, o show do Kasabian no Glastonbury de 2005 pra download. Mas tava meio escondido e, segundo as estatísticas do blog, só uma pessoa clicou e nenhuma baixou. Confiando que se trata apenas de um erro de navegabilidade por minha parte, prometo que agora não vou mais fazer aquela gambiarra de colocar links pros downloads no meio do texto e vou deixar tudo bem destacado.

kasabian
KASABIAN – LIVE AT GLASTONBURY, 2005 – BAIXA AQUI!

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A ansiedade e os Harrisons


Harrisons – Dear Constable

Sabe quando a gente fica ansioso e quer fazer alguma coisa pra resolver? Tem uma frase que eu li esses dias que dizia mais ou menos o seguinte: “managing expectations is the  secret for a happy life”. Ou algo assim. Eu nunca consegui ter controle sobre o segredo para a felicidade.

Algumas pessoas acendem um (uns) cigarros quando estão ansiosas. Outras roem as unhas. Algumas outras abrem a geladeira ou acabam com uma caixa de Bis. Eu faço um pouco de (quase) todas essas coisas, mas acrescente uma à lista: eu baixo música.

É quase como comer, mas é diferente, é mais compulsivo. Eu entro nos blogs e nos music watchers da vida, tipo NME e Pitchfork e Hype Machine e procuro aquilo que pode me agradar, aí vejo um vídeo, jogo o nome da banda no Soulseek ou no E-mule e espero avidamente pelo fim do download.

Soube que ontem havia algo errado porquê no fim do dia eu fiz a seleção das músicas pra pôr no Ipod e faltaram 2 GB de espaço pra eu colocar tudo que eu queria. 8 GB é pouco, ok, mas devia ser suficiente, não devia? Quando eu comprei o tocador de MP3 eu só enchia uns 5 GB dele.

O problema é que, depois que você escolhe os CDs que vai ouvir no dia seguinte, e você tem certeza que são aqueles, você se apega. Não é justo você ter que escolher qual vai ficar de fora. É quase como… é tipo  uma mãe ter que escolher entre matar um dos filhos. Saca?

Eu tinha feito a seleção perfeita. Eu tinha certeza disso. É impressionante como uma playlist bem montada é capaz de acabar com a sua semana – ou salvá-la, tudo dependendo de quem você escolheu pra colocar lá.

Ontem caíram desde o último Red Hot (um disco legalzinho) até um que tenho ouvido por meses, o Cold War Kids, as coisas só divertidas tipo Bonde do Rolê e CSS e os top 40 da Pitchfork (aqueles que têm várias coisas muuuito pops, mas muito boas). Cortei esses de olhos fechados, porquê era difícil escolher o que tirar.

Dei prioridade às coisas novas, que não tinha ouvido ainda. E tem uma banda, que conheci pela excelente indicação do amigo John do Indienation, os Harrisons, uma das quais eu não consegui tirar de lá.

Já ouvi que o CD do Harrisons é um dos melhores do ano. Acho exagero. Mas é um discão. O problema é que ele é um pouco irregular. Lembram do Wombats, aquela bandinha inglesa que tem grandes momentos no disco, comparáveis em intensidade à músicas bem chatinhas no mesmo CD? Então. O disco do Harrisons segue quase essa linha, com a diferença que as músicas boas são realmente contagiantes e a ruins são só ruinzinhas, não péssimas e chatas.

Harrisons é punk e pós punk. Lembra o Clash em algumas horas. Em outras lembra o Strokes. Tem horas que parece Rakes. Você entendeu do que se trata, né.

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As fantásticas coisas que vi no Planeta Terra

Quando a data do festival se aproximou, eu fui tendo um ‘good feeling’ sobre ele. Mas eu tinha certeza que só estava tendo essa sensação por três motivos:

1. Queria ser otimista pra ver se conseguia aplicar O Segredo com sucesso na minha vida;

2. Imaginei que, depos do Fiasco Tim Festival 2007, os organizadores do Tera se preocupariam ainda mais com a organização do Festival, até para se aproveitar da situação favorável;

3. Mesmo que o motivo 2 não fosse verdade, dificilmente um festival teria tantos problemas quanto o Tim Festival teve, então qualquer coisa que viesse seria um lucro.

Minhas suspeitas se mostraram corretas.

O Festival Planeta Terra deu, ontem, um show de organização. Apesar do difícil acesso do lugar (ok, e daí se eu sou do ABC e me perco em SP? hein? hein?), o lugar é grande, espaçoso e tem um monte de ambientes legais além dos galpões.

Na entrada, mostrei meu ingresso quatro vezes, junto do R.G. original. Menor de idade não podia entrar de jeito nenhum – por exemplo, no Tim, comigo, entraram pelo menos três menores de 16. Nada contra a molecada – só quero demonstrar que a organização cumpriu o que estava estabelecido. Se menor não entra, não entra e pronto.

Câmeras digitais, celulares, tudo permitido. Não sei se era possível entrar com comida porquê não tentei. Dentro dos galpões, banheiros pra todo lado, cheios de ramos de eucalipto pra neutralizar o cheiro indesejável. Cheios MESMO – tinha até dentro dos boxes. Não era preciso andar quase nada pra ir até o bar, porque em todo lugar tinha um, o que não deixava as filas crescerem muito. Além disso, se você não quisesse pegar fila, podia dar a sorte de encontrar uma vendedora de fichas que ia até você. Preços acessíveis pra comida e bebidas (cerveja por 4,00 e água/refri por 2,00 reais, uma pechincha), fora as opções de alimentação (hot dog, salgados, pastel, pipoca, pizza e até Temaki. Sorvete rochinha também, por 2,00, com o adendo de um vendedor-personagem muito engraçado). As praças de alimentação contavam com mesas, várias, pra ninguém precisar comer em pé ou sentar no chão. Tinham até uns tiozinhos que vinham limpar a mesa/recolher o lixo de 10 em 10 minutos.

Os palcos, tendas e outras atrações (mercado mundo mix, terra sonora, terra tv, lambe-lambe) eram muito bem sinalizados. Seguranças e bombeiros por todo lado – chegava a ser chato, porquê no começo do show sempre tinha, digamos, uma meia dúzia de seguranças passeando no meio do público que tava na frente.

Vou falar dos shows, mas se vocês esperam setlist, dêem uma passada no site do Terra (lá não tem, eu já vi, hehe) ou algo assim. Não fui pra trabalhar e e além disso tenho problemas com nome de música, não sei nenhuma, porque normalmente deixo todas rolando no mp3 e nem sei como se chamam.

Em todos os concertos eu fiquei na frente, no máximo a tipo 10 metros do palco, e todas as atrações estavam bem tranqüilas (quanto a ser amassada pelas pessoas). Então, por ficar na frente, pode ser que as minhas impressões tenham sido melhores do que pra quem ficou atrás, onde costuma ser mais desanimado.

Não tirei fotos porque tô véia, com tendinite, e o braço fica tremendo, então nenhuma foto sai. Os vídeos tão tremidos, mas aí dá pra ver que é um vídeo e tal, mesmo tremido – foto tremida não salva de jeito nenhum. As fotos aqui no texto são todas do Terra, e se você colocar o mouse em cima ou clicar em ‘propriedades’ pode ler o crédito do fotógrafo.

Foto por Reinaldo Marques/TerraInfelizmente, porque nos perdemos, não vi o Supercordas. Cheguei as 19h em ponto, quando o Pato Fú subiu no Main Stage, ao ar livre. Nada contra os mineiros, mas não sou fã nem nada e fui até o Indie Stage pra esperar o Tokyo Police Club, que tocou o primeiro acorde pontualmente às 19h30, como marcado na programação. O show foi intenso, desses pra gritar quando você sabe a letra. Quando eu cheguei não tinha muita gente, mas lá pro meio/fim, olhei pra trás e estava bem lotado. O TPC tocou os hits dos dois EPs (entre eles, que eu lembro, Cheer it On, Citizens of Tomrrow, La Ferrasie, If It Works, Be Good com palminhas e tudo) e cinco músicas novas, mas não passou de um concerto divertido de uma banda que pode ser maior quando tiver um CD, algo mais coeso, pra gente poder opinar. Um bom começo de carreira, ainda assim, com uma parte do público cantando os refrões, gritando os “heys!” (eles têm vários nas músicas) e antecipando as palminhas (também têm várias).


Tokyo Police Club – Cut Cut Paste

Foto por Marcelo Pereira/TerraO próximo show que eu veria era o da Lily Allen, no Main Stage, as 22h – o TPC terminou lá pelas 20h30. Fiquei colando meus lambe-lambes nas paredes e conferindo as áreas de chill-out, uns espaços verdes com banquinhos pra sentar e desencanar um pouco, e fui pro palco principal pouco antes do início do show, que começou as 22h em ponto, de novo. Lily é uma graça no palco. Fuma e bebe e pula, descalça, esbravejando impropérios e fazendo gestos obscenos pra falar do presidente americano. Pra quem pensava que aquela voz era, sei lá, pro-tools, ela segura muito os vocais no microfone verde limão. Lily canta bem e o show é divertididíssimo, e nada além disso – nada épico, memorável, nada daqueles shows de você sair se perguntando quem é e onde está -, mas vale a diversão sim. Ah – ela estava bem bêbada e esqueceu as letras de umas 4 ou 5 músicas. Eu não ligo muito, afinal, aprendi a ouvir música com o Pearl Jam, que tem nos vocais um cara que esquece 9 entre 10 letras nos shows. Mas , se no começo foi engraçado, lá pela quarta música o pessoal já tava um bufando um pouco… Foi o último show da turnê de Alright, Still. Teve LDN, Smile, Friday Night, Not Big, Shame For You, covers do Specials e do Keane e algumas outras.


Lily Allen – LDN (só um trechinho)

Corri pra ver o fim do CSS. Peguei umas três músicas e saí quando começou Music is My Hot Sex porque de lá onde eu tava (uns 30 metros do palco, calculo), até tava cheio de gente, mas tava bem desanimado. Entendi a Lovefoxxx mais como performática do que carismática. Ela pula, grita, se joga, mas não tem aquele lance de ter o público na mão, ao menos aqui não. E continuo não indo com a cara daquele Adriano. Mas tenho respeito pelo CSS anyway, apesar de não entender onde a música deles é tão genial. É legalzinha, divertida, mas não passa disso, na minha opinião. E o show aqui nem foi incendiário como relata a NME, de onde eu pude notar, apesar de ter visto tão pouco.

Eu fiquei em dúvida sobre o que ver em seguida. Gosto mais do Rapture do que do Devo, mas sabia que o show dos tios ia ser um puta espetáculo. Decidi pelo Rapture mesmo, no Indie Stage. E olha, falaram que o show do Devo foi fantástico, e eu não duvido, mas não me arrependo de ter escolhido o Rapture, porque aquilo foi pra mim o grande show do Festival, em termos de catarse coletiva. Pô, não duvido que o do Devo tenha sido maior, mais intenso, mas eu não estava lá, então vou falar do que vi.

Sabe aquele negócio que dizem que existe, uma tal de new-rave, em que eu, francamente, não acredito?Foto por Reinaldo Marques/Terra Pois bem. Se a new-rave existe, ela é aquilo que aconteceu no show do Rapture. Uma hora de show pra dançar, todas as músicas eram hits cantados arduamente pelo público, samba suor e saudade no meio da galera. Não assistia a um show incendiário assim desde o Nirvana, em Seatle, um show de 94. Ok, eu não vi o Nirvana em Seatle em 94. Eu tinha 6 anos. Mas o palco virou uma pista de dança sem dúvida nenhuma, e foi ali que eu entendi de fato que, apesar de existir uma diferença muito pequena entre o rock’n'roll, o punk e a música eletrônica, poucas bandas conseguem chegar no limiar dos três gêneros sem soar ruins, ou poluídos, ou bregas, ou sem graça, ou pretensiosas. O Rapture é provavelmente uma delas – se a gente colocar tudo num balde e chamar de electro, eles dão um pau em Klaxons, em CSS, em New Young Pony Club, em tudo isso, muito fácil. Ao vivo o Rapture soa pesado, marcante, o bumbo até meio sufocante. Tocaram coisas do Pieces of People We Love e do Echoes, todas recebidas com igual entusiasmo, uma emendada na outra, sem tempo pra conversa ou enrolação. Saí dez minutos antes do horário marcado para o show do Kasabian pra ver que o Indie Stage tava bem cheio, com gente pulando e dançando beeem lá pra trás. O negócio tava bom mesmo. De todas, o Rapture é a banda da qual eu menos conhecia, menos sabia os nomes, menos sabia cantar e mesmo assim foi o show em que eu mais me diverti. Eu só conheço o Pieces of People We Love.


The Rapture

O último show foi o único a atrasar entre todos que eu vi. O Kasabian entrou no palco 1h30 da manhã e abriu com Shoot The Runner, em versão explosiva, com o público cantando junto. O frontman, Tom Meigham, que parece uma mistura do meu primo com o Tobey Maguire, tem uma síndrome de ‘quero ser uma banda de arena’, porque é daqueles que não param de dizer ao público o que fazer e, ali, não tinha tanto controle ainda sobre a platéia, então chegou a ficar chato algumas horas (pra ele, e pra mim, com vergonha alheia). Tocaram muitas coisas do Kasabian e do Empire, todos eles muito entusiasmados, e o Peter Parker não parava de pular e rir um segundo. Uma hora, ele começou a falar os nomes de jogadores de futebol – Kaka, Ronaldinho, Pelay, – e até fez uma brincadeira com a propaganda do Viagra do Pelé, Eu Foto por Marcelo Pereira/TerraRecomendo, lembra? Não lembro exatamente o que ele disse, mas tava bem informado porque zuou o Pelé sobre a ereção de 62 horas ou algo assim. A última foi L.S.F, sensacional, com AaaAAAaaaAAaaa orquestrados pelo Tobey e cantados pelo público de lá, de cá e tal. Ele até voltou depois do fim da música pra pedir mais AaaAAaaa. Por isso que eu disse que ele tem síndrome de Eddie Vedder, quem viu Daughter dia 3/12/05 em SP entendeu, mas tudo bem. Um dia ele chega lá (?). Apesar do ‘quero ser grande’ do Kasabian, eles são bem legais e fazem um show muito legal também, têm muitos hits. O público não tava empolgaaado e nem tinha tanta gente (muios foram embora assim que o Devo acabou), mas o show é bem redondinho, tem o peso certo pra entusiasmar até quem conhece pouquinho e dá pra se divertir bem. No final eles agradeceram juntos e tudo mais.


Kasabian – Me Plus One

Pra além disso, nem cogitei ver Datarock porque eu não gosto, mas várias pessoas falaram que foi fantástico. Pena. Não dá pra ter tudo. :/

Tim Festival 2008 que se cuide. A não ser que traga o Radiohead, duvido que alguém ainda vai querer saber dele.

O suficiente por hoje né? Amanhã eu volto, acho que a gente merece tipo uma ‘coletânea planeta terra’, com várias músicas de vários caras que tocaram ontem.

Editado: Confiram a cobertura do grande César Marcio, do Indienation, que está bem completa (e bem mais técnica que a minha, aliás).

Editado – 16/11: o Ilustrada no Pop fez uma cobertura respeitável do Festival, daquelas que ensinam a gente a fazer na faculdade de jornalismo. Achou irregularidades graves na organização, sem esquecer da música. São 3 posts falando, inclusive na caixa de comentários, de problemas de estacionamento, menores barrados na porta mas podendo comprar ingresso, VIPs e VIPs não tão VIPs assim e tal. Vale à pena.

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Num descampado sueco…

Nem lembro como descobri Peter, Bjorn & John. Provavelmente, numa dessas andanças em blogs por aí. É engraçado porque gosto muito mas não é parecido com boa parte das outras coisas que eu ouço. Eles me fazem me sentir como se estivesse na Suécia, numa tarde fria de verão, fazendo piquenique num campo veeerde, daqueles que não dá pra ver onde termina.

Queria falar mais do disco, mas tô cheia de trabalho e o teclado tá bem ruim. Vou tentar ser breve. Tem muitas aí que valem a pena: Call it Off, Young Folks (a musiquinha do assobio), e Amsterdam (que é fantástica principalmente se você simpatiza com Amsterdã, if you know what I mean). Start to melt e Up against the wall também são legais. Objects of my affection é a minha preferida. Mas o disco inteiro é bom de ouvir, e as letras são daquelas que fazem a gente ficar pensando na vida.

E o clipe também é bem bonitinho, vai.

Baixa aí. =)

Ah, e pra quem vai no Planeta Terra amanhã, uma coisa legal: no site do festival, se você entrar no link Lambe-Lambe, dá pra enviar pra eles a imagem que quiser e amanhã retirar seis cópias impresas, em 60 x 40, do seu pôster. Pode colar cinco delas em locais especiais dentro do galpão e levar um pra casa. Legal trocar com os outros também, porque tem uns que tão bem legais. Eu já mandei o meu, bonitinho e verdinho, do Tokyo Police Club, com propaganda do blog do lado e tudo. Se correr, acho que ainda dá tempo de enviar.

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Covers e outras coisas: The Kooks, Artic Monkeys, Lilly Allen, Kate Nash…

Sou maníaca por versões. Cover, remixes, mash-ups – um dos meus hobbies é garimpar essas coisas. Tipo, a banda x que tocou no show do dia tal aquela música da outra banda y. As conexões que essas descobertas permitem são fantásticas. Nos idos dos meus 15 anos, quando o Pearl Jam costumava ser a maior banda do mundo pra mim, eu conheci o The Who, o Fugazi, Neil Young, Kings of Leon, Interpol, Idlewild e muitas outras – todas bandas que abriram pro PJ ou que foram ‘coverados’ por eles.

Na realidade, eu acabo gostando das versões mais pelo que elas têm a oferecer do que pela… qualidade. Gosto de ouvir a experimentação, a interpretação do artista, mais do que de ver se a música é boa. Costumo ouvir uns covers que bandas ruins fazem de bandas boas fazem, ou o inverso. É aí que as coisas ficam interessantes.

Baseada nisso, escolhi umas coisas legais e coloquei no Badongo pra download. A maioria é de sessões da Radio One, as que eles chamam de Live Lounge. Aliás, vale a pena dar uma procurada no seu e-Mule/Kazaa/Limewire/DC++/Bit Torrent/whatever pelas gravações das Live Lounge Sessions. Tem dezenas de artistas que fizeram algo e é bem legal.

Artic Monkeys tocando Love Machine, das Girls Aloud, numa versão rockabilly gostosinha.

You Know I’m No Good, da Amy Winehouse, também pelos rapazes de Sheffield (“rapazes de Sheffield” = expansão lexical à là Video Show. Poderia ser “os gatinhos de Sheffield” se fosse na Atrevida ou “os roqueiros de Sheffield”, no Fuxico)

Ainda sobre o Arctic Monkeys, tem a Kate Nash cantando Fluorescent Adolescent. Mezza mezza, mas vale a pena porque é a Kate Nash e a música é muito boa.

Além disso, tem Kooks tocando Crazy, do Gnarls Barkley, numa versão – digamos – bem autoral (adoro essa palavra, ‘autoral’). Legalzinha.

Franz Ferdinand com What You Waiting For, da Gwen Stefani. Fantástica.

Munich, do Editors, pela Corinne Bailey Rae. Incrível, bem melhor que a versão original – eu odeio a voz do cara do Editors, e apesar de gostar das músicas, não consigo ouvir nada deles por isso. A voz da Corinne é como flutuar nas nuvens, pra quem nunca escutou.

Depois, a banda mais injustiçada da cena rocker: o Queens of the Stone Age. Eles estão, na minha opinião, entre as Top 5 bandas de rock do mundo, ainda produzem coisas relevantes sempre que um CD novo deles sai, mas não são hypados e ninguém fala deles.

Aqui tem duas do Era Vulgaris, o CD novo, em versão acústica: 3s and 7s, aquela do clipe censurado muito bom, e Into the Hollow, uma viagem de ácido em forma de música.

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Falando em Radio One, a rádio lançou em setembro uma coletânea chamada Radio One Established 1967. Os dois discos trazem 40 músicas, uma para cada ano desde que a rádio foi ao ar pela primeira vez, interpretadas por um monte de gente que a gente conhece bem. É o paraíso dos viciados em covers. Lily Allen cantando Pretenders, Maximo Park numa versão surpreendente de Like Love You, do Justin Timberlake, Hard-Fi tocando Brtiney, com Toxic, All That She Want pelo The Kooks e outros caras que a gente adora tocando aquelas coisas que foram sucesso nos verões da nossa adolescência.

Bora baixar? Tá no Badongo também. É só clicar.

Pra fechar a histórias dos covers light, tem o vídeo da Lily Allen cantando Naive, do Kooks (é, de novo eles!), num show de Seattle.

E eu não gosto de propagandas sem-vergonha, mas essa vale a pena. Pra quem não conhece, tem um lugar bem legal pra baixar discos bons: o Indienation. Eu comecei por lá e por lá continuo, mas não posto muito – ao menos não tanto quanto aqui. O lugar é ótimo, pessoal escreve bem e é bem humorado, fora os álbuns. Sei (pelos stats) que a maioria do pessoal que vem pra cá chega por lá, mas pras excessões, vale a visita.

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