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10 coisas que eu odeio sobre futebol (e uma que eu adoro)

São Paulo é hexacampeão.

E eu não tô nem aí.

Nem se o Palmeiras, que aliás, é meu time, tivesse sido campeão, eu não ia estar nem aí. Porque não entendo uma série de coisas sobre futebol – e não tô falando de regras, porque sei identificar impedimento – e uma delas inclui tentar se matar por um time, ou sair xingando os torcedores das outras camisas quando meu próprio times é campeão.

Além dessas, tem mais uma centena de coisas que eu odeio sobre futebol. Pra não ficar cansativo, só escolhi 10:

10) Torcidas de futebol estão associadas com escolas de samba

E no fim vira tudo samba, suor, cerveja, mulatas, carnaval, alegria, Brasil. Argh, visão do inferno.

[/rabugenta]

9) Futebol é grana

Hoje em dia, a coisa é feita de patrocinadores, contratos publicitários, imagem e trambiques dos quais a gente não faz idéia. Muita da devoção ao esporte acaba ficando sem sentido no panorama atual.

8 ) Homem que é homem precisa saber conversar de futebol

Observo alguns dos homens com quem convivo que não gostam de futebol e todos, sem exceção, relataram manter algum conhecimento base para poderem, ao menos, discutir com os amigos quando o assunto vem na roda. Aparentemente, existe uma pressão no meio masculino para que os caras gostem de futebol.

7) Discutir futebol nunca leva a nada

E eu sei porque já fui, hum, torcedora fanática. Nessa época, inclusive, foi a fase boa do Palmeiras, com Luxemburgo e aquele time maravilhoso (cuja escalação eu esqueci, mas sei que era animal). E eu até tentava a discussão com meus 30 amigos corinthianos, mas como mulher, eu sempre joguei limpa e racionalmente. Logo, sempre perdia os embates intelectuais futebolísticos. Não adianta: as pessoas sempre vão divergir quando torcem para times diferentes.

6) Frentistas de posto eliminam a necessidade de saber os nomes das pessoas por causa do futebol

Ninguém tem nome pra esses caras. Todo mundo se converte em rostos genéricos dotados de um grande brasão. Daí vira ‘ô corinthiano’, ‘ô palmeirense’, ‘ô são paulino!’, e todo mundo perde sua identidade. Frentistas descaracterizam as pessoas por causa do futebol. Assustador.

5) Futebol é o monoassunto preferido em alguns círculos

Na faculdade de jornalismo, todos os homens estão lá para fazer jornalismo esportivo – quer dizer, jornalismo futebolístico. Lá na sala, e depois, na redação, eles só falam disso. As piadas são todas acerca do jogo de domingo. Todas as referências, gritos, tudo é relacionado ao fucking futebol. Nem ligo, até acho legal. Mas não dá pra variar?

4) Para as massas, futebol é ópio

Pão e circo, né? É preciso dar diversão ao povo. Tem jeito melhor de deixar as pessoas felizes e satisfeitas?

3) Fogos de artifício e idiotas buzinando na rua nos dias de decisão

Poxa, que coisa babaca. Legal, vamos expressar nossa alegria, mas por que com rojões que despertam a atenção, inclusive, de todas as pessoas que não tão nem aí para a taça? Por que vamos sair por aí, dirigindo como malucos, com as bandeiras dos times estendidas no vidro de trás, pra fora do vidro? Por quê, meu deus?

2) As pessoas brigam, matam e morrem pelo futebol (ah, elas também rezam)

Não dá pra entender, possivelmente, como um ser humano consegue considerar o outro ser humano inimigo porque ele é entusiasta de um outro grupo de seres humanos que veste uma cor de camiseta diferente da cor que veste o grupo de humanos do qual o outro é entusiasta. (?)

Mas isso é algo primata, não é? Outro fulano quis se jogar da arquibancada ontem, no jogo do Vasco, quando o rebaixamento virou realidade. Como assim?

Outra coisa babaca é rezar pra futebol. Acho que é óbvio que provavelmente existe alguém do outro time rezando pela vitória. Como deus escolhe quem vai ganhar?

Aliás, pra que time deus torce?

1) Eu nunca vou entender

Todos os motivos aqui em cima escancaram a minha incompreensão diante de uma paixão humana que já mereceu estudos antropológicos. É racionalmente incompreensível o amor que as pessoas depositam num grupo de onze pessoas chutando uma bola, muitas vezes por obrigação. São negócios, afinal.

O problema é que nunca vou entender gente brigando, se matando, comprando briga, chorando e ficando feliz por causa de algo que, pra mim, é puro entretenimento pras massas.

Nunca vou entender (nem vocês) coisas como isso aqui:

E agora falo da minha falta de sensibilidade para entender algo assim, porque posso ver que as pessoas realmente se importam. Isso é a vida de algumas delas. Certo ou errado, eu deveria, no mínimo, ter conhecimento e sensibilidade humana suficiente para entender essa paixão inexplicável. E eu não tenho. E a gente não gosta do que não entende, né?

-1) Bônus: adoro os cantos das torcidas!

A bateria e as vozes, combinadas, formam um conjunto difícil de desprezar. Um dos meus preferidos, daqueles que arrepia, é o do grego Panathinaikos:


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Lista dos melhores discos e suuuuper promoção!

Lá no Indienation, o chefe César me pediu pra postar a lista de melhores discos de 2007. Só que eu não me dou bem com listas porque sempre acho um pecaaaado deixar algumas coisas de fora (e sempre ficam). Fora que eu sempre esqueço de algum item relevante. Nessa lista, foi o Maximo Park, com Our Earthly Pleasures, que eu esqueci que era de 2007.

1) LCD Soundsystem – Sound Of Silver
Porque All My Friends podia ter tocado o ano inteiro pra mim e se adequaria perfeitamente a todos os momentos. Tá, todo mundo tem amigos, quer estar com eles o tempo todo. Mas no meu caso é especial. E também porque LCD, nesse disco, é música eletrônica que me deixa com vontade de fazer air guitar.

 

 

 

Vejam também a versão do Franz Ferdinand.

2) Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare
Seria ligeiramente hipócrita se eu não colocasse o disco do Monkeys, já que segundo o Last.fm foi o artista que mais ouvi ever. Antes era o Pearl Jam. Bom, eu não gostava de Arctic Monkeys. Achava mais do mesmo. E talvez seja. Mas de uma hora pra outra, as guitarras deles começaram a entrar na minha cabeça de maneira mais suave, até agradável. O segundo disco me fez ter certeza que poderia me divertir muito com eles. Consistente, direto e tudo mais.

3) Interpol – Our Love To Admire
Interpol… primeiro disco ótimo, segundo lixo, terceiro ápice. Minha opinião.

4) Vanguart – Vanguart
Cara, eu não ia com a cara dos Vanguarts. Não deles. Do som. Nunca fui folkera (inventei agora o termo). Mas quando fui ouvir com atenção, foi tipo amor à primeira vista. E o disco é tão redondinho, simples e psicodélico nas letras e nas melodias. E pensar que já estive em um show deles, mas não sobrevivi alcoolicamente para assistir devidamente. Lembro de uns trechos.

5) Mark Ronson – Version
Pra começar, vi agora, o nome do Mark saiu com C (Marc, tipo Bloc) no Indienation. Esse dado, quer dizer, eu corrigindo, dizendo que sei como se escreve o nome do homem, faz uma grande diferença. Esse aí distoa do resto da lista. Mas I don’t give a fuck. Gosto muuuito dos discos que ele produziu e gosto igualmente desse disco dele, o de covers um pouco diferentes. Colocar em quinto é sacanagem, ainda mais que o Maximo Park ficou de fora… mas, além de representar todos os discos que ele produziu em um só, sinceramente, é mais pra chocar os headbangers defensores do rock até a morte. Se é que eles existem, ainda. Quando eu tinha 15, existiam. Lá na Galeria.

6) Queens Of The Stone Age – Era Vulgaris
É Queens of the Stone Age, pô. Não precisa explicar porque tem o 6º.

7) The Cribs – Men’s Needs, Women’s Needs, Whatever
Outro que eu não dava nada. O primeiro do Cribs era legalzinho e nada além disso. Esse me surpreendeu, embora o single famosinho (com o clipe que o Lúcio Ribeiro colocou umas quatro vezes no popload) seja minha música menos favorita. Discão, as letras são legais, as músicas são divertidas, melhoraram muito do primeiro.

8 ) Eddie Vedder – Into The Wild
Alguém (o Pedro) me perguntou se eu realmente achava que esse disco merecia estar entre os dez melhores do ano. Eu disse que, de verdade, não. Mas sempre, sempre que o Pearl Jam ou algum membro lançar um disco minimamente escutável, ele vai estar nos meus Top 10. Por… gratidão. E reconhecimento.
E esse vai além do minimamente escutável. Apesar de ser tudo meio parecido, as coisas na voz do Eddie são sempre boas.

9) Justice – †
O Justice figurar nessa lista, de certa forma, homenageia meus tempos de ojeriza (palavra feia!) à música eletrônica. Claro que, na época, o que eu conhecia de música eletrônica era o que tocava nas matinês que eu freqüentava. Mas aquilo não me dá vontade de dançar. Justice dá. E eu não me canço de ouvir D.A.N.C.E.

10) Kate Nash – Made Of Bricks
Teve uma semana, em outubro, acho, que foi bem trash. Uma TPM inesperada desencadeou uma crise de auto-estima, responsável por explodir um monte de neuras, a maioria inexistente de fato. Bom… a Kate Nash (e um livro da Marian Keyes) me ajudaram a passar pela fase mulherzinha. Melhor que o primeiro disco da Lily Allen, por ser menos pretensioso e ir mais longe.

Como eu disse lá em cima, odeio listas porque as coisas ficam de fora e blá blá blá. Nesse caso, resolvi colocar uma lista extra ao top 10, que é uma lista de menções honrosas. Aí entram:

Ecos Falsos – Descartável Longa Vida
Acho os caras geniais e o primeiro disco não faz por menos. Fora o nome do álbum, que eu acho genial.

Superguidis – A Amaraga Sinfonia do Superstar
A voz a là Dinho Ouro Preto não me agrada muito, mas eles fazem rock relevante. Eu diria honesto, mas evito palavras-clichê de crítica musical.

Klaxons – Myths Of The Near Future
Eu gosto do Klaxons porque eles me fazem ter vontade de dançar, mas não acho genial nem inovador nem maravilhoso nem nada assim.

Kanye West – Graduation
O cara me fez ouvir rap. Rap com o Chris Martin. E gostar.

Lestics – Les Tics
O Marcelo Costa indicou no blog dele e eu resolvi dar crédito. Não sei nem porquê. É que o Marcelo falou muito bem. E não me arrependi… Não consigo comparar com nada, desculpem. Ouçam.

Kings Of Leon – Because Of The Times
Pô, só pela mudança radical já valeria o crédito. Mas eles mudaram pra melhor, né.

In Rainbows + disco bônus
Eu não gosto de Radiohead… gosto desse disco.

Our Earthly Pleasures – Maximo Park
Putiz… Minha trilha sonora de 2007.

Promoção Natal Musical (sim, eu mesma que fiz esse nome, sozinha)

Bom, mal deixar pro final, mas o negócio é o seguinte. Eu consegui (não interessa como, mas não roubei) um fantástico mp4 player da Multilaser. Veja só que beleza de aparelho:

mp31307.jpg

Enfim. E o espírito natalino bateu com tudo em mim, de maneira que eu pensei… “não seria legal sortear essa tranqueira no blog?” Fiquei me perguntando se alguém ia querer ganhar um MP4 de 512 mb, mas é de graça, e normalmente as pessoas aceitam coisas de graça. Acho que a maioria das pessoas tem um aparelho de ouvir música digital, hoje em dia. Mas se alguém não tiver e quiser participar, basta deixar o nome e o e-mail aí nos comentários. E responder: “Qual o nome do seu blog preferido?”

Os que responderem CORRETAMENTE (e vocês sabem o que isso significa) entram automaticamente no sorteio. É brincadeira. Não precisa responder. Só deixa o nome e o e-mail.

E mais! Eu mando ele cheio de música. Quem ganhar, pode escolher até X (subtitua X por número de CDs que cabem em míseros 512mb) CDs que estiverem nessa minha lista (hahaha, quero impôr meu gosto musical). Vale os da menção honrosa, também.

Bom, ele tem 512mb, toca vídeo naquele formato bizarro de mp4 players da China, o firmware é bonitinho, ele tem auto falantes e vem com um fone bem vagabundo. Tem garantia. Só não tá lacrado porque eu abri pra ver se tava tudo certo (e vou ter que colocar as músicas, anyway).

Infelizmente, acho que não chega a tempo pro Natal, mas eu não vou, de modo nenhum, mudar o nome da promoção por isso. Se ninguém quiser (a possibilidade existe!), eu vou rifar. Que eu sempre quis rifar alguma coisa.

Amigos que caem de gaiato aqui: ao menos finjam que lêem o blog. Os últimos dois comentários foram feitos depois do sorteio, o que deixa bem óbvio que vcs só vêm aqui e colocam o nome. Bom… o sorteado está neste post. Ah, vcs tem o direito de não ler o blog, vir aqui e só colocar o nome. Só não têm direito de se inscrever depois que a promoção acabou, porque aí parece marmelada. Feliz natal!

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Os mais descolados

Saiu a lista da NME das pessoas mais cool da música. Olha aí:

Frank Carter, dos Gallows01 – Frank Carter, Gallows (o cara ai do lado, a foto é da NME)
02 - Jamie Reynolds, The Klaxons
03 – Lovefoxxx, CSS
04 - Ryan Jarman, The Cribs
05 - Lethal Bizzle
06 – Alex Turner, Arctic Monkeys
07 – Kate Nash
08 – Amy Winehouse
09 – Beth Ditto, The Gossip
10 – Keith Richards, The Rolling Stones

Temos uma brasileira no terceiro lugar, pessoal, como vocês podem ver, mas prefiro não comentar. Não que Lovefoxxx não seja a terceira mais cool do universo musical, não estou colocando isso em dúvida, looonge de mim. Talvez seja, mesmo (defina cool). Mas sei lá, né.

Tinha feito um texto zoando a listinha, mas sinceramente? Não vale a pena. Esqueçam essas listas da NME. O Alex Turner não é cool, ele só é vocalista do Arctic Monkeys (alguns argumentariam que “isso é sinônimo de cool”, e eu não respeitaria essas pessoas).

A Amy é cool? Tá, talvez seja cool ser ela olhando de fora, mas acho que nem é tão cool assim ser ela se for ela de verdade. Jamie Reynolds, só porque ele é do Klaxons… Lethal Bizzle eu não sei quem é, deve ser um rapper, com esse nome bizzlarro (perdão, não resisti). Esse Frank Carter, o coolest of the coolest, é vocalista de uma banda de punk-rock, e tatuador. Acho que a NME só achou ele cool porque ele já disse que a banda só dura até 2009, já que o negócio dele é fazer tatuagem, e isso é algo realmente legal de se dizer. Tipo ‘olha, não dou a mínima pra minha banda’. Ah, e ele é ruivo. Ok, primeiro lugar justificado.

O Keith é cool? Tá, ele é, mas vamos colocar assim ó: essa é a lista de 2007. O que o Keith fez no ano? Filmou Piratas do Caribe, disse que cheirou o pai e provavelmente cheirou a mãe, já que ela morreu esse ano também, né. No fundo essas coisas são cool, mas se você parar pra pensar, então ‘cool’ é um conceito beeem difícil de definir.

Só concordo mesmo mesmo com a Kate Nash na lista, e isso porque to ouvindo ela essa semana. E eu odeio essa palavra, ‘cool’. Argh.

E faltaram várias pessoasl realmente cool, tipo o Josh Homme. E o Thom Yorke. E o Eddie Argos (sabe, o do Art Brut. Se você não sabe porque ele sim é cool é porque ainda não viu o vídeo de Direct Hit. Olha aqui). E…

Bom, enquanto isso, Pete Doherty se revolta por não ter sido escolhido pela lista da NME e toma uma atitude drástica.

O vídeo, que tá no link da ‘atitude drástica’, foi filmado por um celular. Não sei porque o cara se deixa filmar quanto está tomando uns kicks, isso já tá virando idiotice. Ele poderia, sei lá, ao menos se dar ao trabalho de olhar pra cima antes de mandar pra ver se não tem ninguém com uma câmera, né? Mas é triste, de qualquer forma.

Pete, fica tranqüilo. Tomando a Amy como exemplo, se você continuar nessa, ano que vem com certeza você volta pra lista. Ou então é a Amy quem sai, ano que vem, se continuar no ritmo. Afinal, mortos não costumam entrar em listas de ‘cool do ano’. MWAHAHAHAHAHAHAHA.

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