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Promoção: escreva o melhor post e ganhe um livro legal

Seguinte. Tô meio esquisita essa semana. O médico diria que é stress, fadiga, que preciso de férias. A verdade é que vou escrever e os textos não saem. Assim, as ideias estão com começo meio e fim, mas existe algo me impedindo de colocá-las no papel. Acho que é encosto.

Enquanto não vou pedir a exorcisão, vamos à política do pão e circo. Vai rolar brinde essa semana, gentilmente cedido pelo Victor, da Frog: o Brasil – Almanaque de Cultura Popular Brasileira. Clique para ler sobre o livro, que é lindamente diagramado, tem um monte de curiosidade boa sobre o país, tem aquele cheirinho bom de livro novo e vai adornar de maneira incrível sua estante, tenho certeza.

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A promoção é a seguinte (e foi sugerida pela galera nos comentários, nem lembro quem foi, mas obrigada): você precisa escrever um texto pra publicar aqui, que de alguma forma envolva o tema “A pessoa mais idiota que já conheci”. Não tem limite de caracteres – nem pra mais, nem pra menos. O autor do texto mais legal leva o livro e terá suas singelas palavras publicadas neste humilde bloguxo. O segundo e terceiro lugar também receberão ‘menções honrosas’ aos seus textos (vou publicá-los também, mas não como post, e sim com um link pro texto).

Como participar:

1) escreve a bagaça, do tamanho que quiser;

2) me envia até o dia 6 de julho de 2009, à meia-noite.

3) pode me enviar do jeito que quiser – link pro texto postado no seu blog, enviar o texto por e-mail, até colar nos comentários (desse post por favor) pode. Clique para ver todas as formas de entrar em contato comigo.

4) identifique-se adequadamente. Isso significa: nome completo, endereço válido de e-mail, telefone válido com DDD.

5) se alguma das regras acima for descumprida, você será desclassificado, não importa o quão próximo do estilo Saramago você esteja.

Boa sorte, VALENDÔOOOOOO!

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Existem alguns motivos pra eu estar postando (um pouco) menos aqui…

…e felizmente não se trata de bloqueio criativo, porque tem dias que eu tenho explosões de idéias infindas de textos – não que elas sejam exatamente boas, mas se fosse produzir todas as idéias que tenho seriam dois posts por dia fácil.

Não chega a ser uma calamidade, mas aumentei ligeiramente o intervalo entre as atualizações, talvez de um dia pra um dia e meio, dois.

Mas existem razões para isso e eu as enumero, como satisfação aos meus tão estimados leitores.

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1. Faculdade. Como expliquei no início do ano, estou desenvolvendo TCC, mas as outras matérias da faculdade continuam. E você deve ter percebido que ao longo do semestre eu não diminui minha frequencia de postagem. Também não perdi o emprego. Nem passei a dormir menos, nem dei menos atenção a família ou aos amigos. Faça as contas e adivinhe qual campo da minha vida saiu prejudicado?

Pois é. Agora estou correndo com o prejuízo, entregando mil trabalhos de uma vez. A boa notícia: bem ou mal, com ou sem DP, ao fim de junho livre estarei </yoda>.

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2. Trabalho. Nas últimas semanas, estive completamente envolvida no lançamento do novo site do Link, o caderno de tecnologia do Estadão. O site foi lançado na terça à noite e o resultado ficou bem legal, mas isso não significa que meu trabalho diminuiu, pelo contrário – continuo produzindo e editando coisas por lá, se tudo der certo. Aproveita pra dar uma olhada e uns pitacos: dizer o que gostou, o que não gostou e essas coisas. O endereço é http://www.estadao.com.br/link

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3. Estou traindo o movimento. Isso é só jabá e não tem nada a ver com a diminuição de frequência de postagem.

Estreei nesta quarta um blog na MTV. Sério, é tão legal quanto soa. No http://mtv.com.br/piadapronta, vou comentar (em textos mais sucintos do que aqueles que faço aqui) aquelas notícias que… hum, que não necessitam comentários. Vou mostrar como a gente não precisa de piada, porque a realidade se encarrega de deixar a vida divertida. A idéia é todo dia postar alguma coisinha, porque são comentários pequenos. O trabalho por aqui continua o mesmo, com a mesma frequência e teor. Comentários maiores sobre as coisas continuam vindo pra cá. :)

bacon

4. O Théo estreou o Bacon Frito e agora eu sou do Bacon Frito Blogs. E isso também é só jabá, não tem nada a ver.

Não existe mais AOE Blogs. Mas tô com preguiça de trocar o selo. De qualquer forma, cola lá pra ver essa coisa maravilhosa que é o bacon em toda sua magnitude e gordureza. O endereço não podia ser mais fácil: http://baconfrito.com/

Ah, e se você já lê o AOE, aguarda que essa semaninha eu e a colunista mais desbocada daquele site xinfrim (chinfrim?) assinaremos um texto juntas. É, uma parada meio assim, subversiva, um pouco indecente, bem a cara da Bel mesmo.

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5. Semana que vem tem promoção. E isso é outra nota não relacionada com o título.

O prêmio é um livro bem legal, ofertado pelo Victor, da Frog. Alguém sugere os termos? Não quero fazer ‘frase de não sei o quê’ de novo. Você é criativo, vai. Já sei: quem sugerir o melhor modelo de promoção ganha. Brinks. Mas se alguém pensar em algo legal, sugere nos comentários.

É isso. A partir da semana que vem, voltamos com a programação normal. Essa semana tá tensa.

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Comprovaram a relação entre mau-gosto e burrice. Sério

Ok, me crucifique. Eu sou a favor da tolerância, da amizade, da alegria, da aceitação, da igualdade. Mas no fundo, eu sempre achei que havia um motivo para debochar de quem gostasse de música ruim. Eu sempre achei que houvesse uma relação entre ‘música ruim’ e ‘gente estúpida’, mas nunca pude provar.

Claro que, com a noção de que isso era algo absolutamente irracional, embora obtivesse algumas provas da minha teoria no convívio social (com exceções, claro, o que só comprova a existência da regra), podei esse pré-julgamento absurdo depois que cresci, pra não prejudicar minhas relações e não me tornar uma pessoa detestável.

Como cientistas desocupados são a classe que, estatisticamente, mais cresce no planeta, alguns deles publicaram um estudo chamado ‘Músicas que te fazem ficar estúpido‘.

Eles compararam o gosto musical de alguns estudantes com as notas que esses estudantes tiraram no SAT, um exame que pode ser considerado o ‘vestibular padrão’ norte americano -  testa mais ou menos as mesmas competências que o nosso - e descobriram que quem tirou as notas mais altas ouve Beethoven, enquanto quem tirou as mais baixas curte Lil’ Wayne. A vitória tardou, mas não falhou. Olho no gráfico (se você ouve Lil’ Wayne, essa é pra você – clica e  amplia pra conseguir enxergar):

Música que te faz ficar estúpido

Não sei o que acontece se você for fã de dois artistas que estiverem em pontos muito opostos da tabela. Eu sei o que acontece se você for fã só de artistas que estão do lado esquerdo, mas vou te desafiar a chegar nessa resposta sozinho, vamos ver se você é capaz.

Também não sei o que acontece se você considerar que esses exames acadêmicos não medem nada senão sua capacidade de ir bem na escola, que todos nós sabemos, não está relacionada quase nunca com sua inteligência ou genialidade.

Mas ignoremos a verdade politicamente correta e nos atenhamos aos fatos, à comprovação científica – agora eu tenho argumentos sólidos para não me aproximar dos fãs de Reggaton ou de Aerosmith.

Claro que só o fato de você declarar, deliberadamente e com orgulho para um pesquisador, que é fã de Reggaeton e/ou de Aerosmith já denota algum grau de estupidez por si só. Espero que eles tenham considerado isso ao desenvolver o gráfico.

A questão principal é: será que esse tipo de música deixa essas pessoas estúpidas ou essas pessoas ouvem essas músicas por serem estúpidas? Ou então, mais alarmante ainda, a estupidez é uma acarcterística que alimenta o gosto por música ruim, e a música ruim aumenta sua estupidez, num ciclo sem fim que vai terminar com você babando e ouvindo a discografia do Latino?

Só ficamos na especulação, até que outro grupo de cientistas resolva responder essa. De qualquer forma, o mesmo site divulgou também a lista de Livros que te fazem ficar estúpido. Apesar de ser um conceito que eu considero paradoxal, porque acho que gente verdadeiramente estúpida não chega perto de livros, a tabela não deixa de ser interessante. Acompanhe (e clique, se você gosta de Aerosmith):

Livros que te fazem ficar estúpido

 

Observe ali no topo, do lado esquerdo, que há uma opção ‘Eu não leio’. E – veja você – quem lê a Bíblia, segundo esse incrível gráfico, é ainda mais estúpido do que quem não lê nada! Puta merda! E, pra que ninguém ofenda minha mãe, acho a Bíblia um grande livro. Mas é provavelmente o mais perigoso deles se cair em mãos (ou em olhos)… estúpidos.

E aí, nesse caso, será que é o livro que te deixa estúpido ou você que é estúpido e busca esses livros? Acho que temos uma resposta. E Harry Potter tá lá pro meio, o que me faz sentir tranquila neste momento.

Esse post serve basicamente pra você zuar aquele seu amigo que acha que o Dan Brown é o melhor escritor de sua geração e que Nickelback é genial (normalmente, essas características se cruzam nos mesmos tipos de pessoas, o que aumenta ainda mais a veracidade do gráfico). Mas acho que é importante dizer que… é tudo brincadeira. E na vida mesmo, acho que mais inteligente que o leitor de Cem Anos de Solidão ou que o ouvinte de Beethoven é quem, além desses, também leu a Bíblia e os livros do Dan Brown, e como se não bastasse também sabe cantarolar meia dúzia de canções do Lil’ Wayne e já ouviu um pouco de Aerosmith.

E se você perguntar ‘até a discografia do Latino entra nesse exemplo?’, eu vou ponderar, mas depois… pensa bem: se eu te disser, agora, rapidinho – ‘Oh Baby, me leva’ – quanto tempo você vai demorar pra tirar essa merda da sua cabeça?

Pois é. E você vai negar que exista algum tipo de genialidade – muito embora pareada com uma babaquice – em conseguir fazer músicas que sejam tão involuntaria e incessantemente repetidas pelo cérebro de todo mundo que as ouve, até de quem não gosta delas?

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Já participou da Promoção cujos prêmios não fazem sentido?

Promoção Olhômetro

Hoje é o último dia pra mandar sua participação pra nossa fantástica promoção. Eu sei que o nome não encoraja muito as pessoas a participarem, mas os prêmios fazem muito sentido, sim! Olha só o que dá pra ganhar:

1º lugar: Vale-compras Submarino de R$100 + camiseta Mädels + Livro Antologia Casseta Popular

2º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

3º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

Para participar, é ridiculamente simples. Basta entrar na comunidade do Orkut e dizer de qual post do blog você gosta mais e de qual você gosta menos. Todas as instruções pra facilitar sua vida e regras da promoção estão nesse post, clique e leia.

Até agora, obtive pouco mais de 20 colaborações, o que eu considero um número fantástico – a última promoção que eu fiz aqui só teve, juro, três participantes. FAIL

Eu sei que sempre que alguém faz uma promoção que foi um fracasso, eles dizem ‘devido ao ENORME SUCESSO dessa promoção estamos prolongando o prazo para as participações’. E todo mundo na hora percebe que ninguém participou, e é por isso que eles estão aumentando os dias.

Mas vou aumentar o prazo dessa bagaça pra sexta-feira, 6, até 23h59. E incrivelmente não é porque eu acho que as participações foram poucas, é só porque eu dei falta ali de um monte de nomes que são recorrentes nos comentários. E 20 participações, diante do número de assinantes do feed, é nem 10%.

Assim, quem não participou ainda pode ter mais tempo para executar a TRABALHOSÍSSIMA TAREFA de colocar dois links num tópico do Orkut. :)

Corre que ainda dá, e o negócio e até bem simples de fazer. R$100 no Submarino dá até pra comprar um box de Lost na promoção.

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1ª Promoção cujos prêmios não fazem sentido do Olhômetro

Promoção Olhômetro

Passei um tempão pensando em que tipos de prêmios poderia dar numa promoção dessas. E passei mais outro tempo pensando numa maneira de pelo menos favorecer a participação de quem já é leitor do blog há um bom tempo.

Peguei parte do dinheiro que ganhei nos posts patrocinados sobre o On The Road Again e comprei vales-compras no Submarino, pedi patrocínio pra Mädels Camisetas (que nos concedeu prontamente três camisetas pra dar pros leitores e tem estampas fantásticas de séries de TV, bandas legais e essas coisas descoladas) e tive a sorte, nesse meio tempo, de uma editora também ter oferecido um livro pra engrossar.

Ok, vou explicar como é que faz pra ganhar um monte de coisa tão legal. É super-ultra simples.

REGRAS:

1. Já conhece a comunidade do Olhômetro no Orkut? Não? Entra aqui e join.

2. Entra no tópico Promoção cujos prêmios não fazem sentido.

3. Lá, você precisa postar o seguinte: o post que você mais gosta do blog até esta data, 18/02/2009, e porquê; e o post que você menos gosta no blog até esta data, 18/02/2009, e porquê. Não esqueça de publicar os links para os dois posts mencionados. Cada perfil só tem direito a uma postagem no tópico. (A busca pode ser útil aqui, e tem uma ali em cima, do lado direito. Acessa também o índice, com todos os posts já publicados). Só serão aceitos mensagens publicadas no tópico até o dia 4 de março 6 de março de 2009, às 23h59. O resultado deve sair até o domingo seguinte, 8 de março de 2009.

4. As três melhores respostas com justificativas, selecionadas por mim com base em critérios como criatividade, bom gosto e meu humor na ocasião da escolha dos ganhadores, vão ganhar o seguinte:

1º lugar: Vale-compras Submarino de R$100 + camiseta Mädels + Livro Antologia Casseta Popular

2º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

3º lugar: Vale-compras Submarino de R$50 + camiseta Mädels

Sim, você não leu errado. A premiação do segundo lugar é precisamente igual à do terceiro. Isso ocorreu porque fiquei com dó de dar um vale-compras de 25 reais pro terceiro lugar, e quando vi tava tudo igual mesmo. Por isso a promoção se chama “Promoção cujos prêmios não fazem sentido”. Ainda assim, podemos acertar um bônus pro segundo lugar, no valor máximo de 5 reais. Dois tridents, um sorvete, uma barra de chocolate – sei lá.

5. Os ganhadores poderão escolher qualquer camiseta da Mädels, mas a escolha está condicionada à disponibilidade do modelo em estoque. O frete das camisetas será responsabilidade minha.

6. Não pode participar dessa promoção ninguém que é da minha família ou agregados/cônjuges de familiares.

7. Caso algum dos ganhadores não apresente forma de contato direto (e-mail ou telefone) no Orkut, eles devem entrar em contato comigo através do meu perfil e informar um desses dados em no máximo 5 (cinco) dias, contando a partir da data de publicação dos resultados. Caso o e-mail seja informado, também deve ser respondido em até 5 (cinco) dias, a contar da data de envio. No caso de eu não obter resposta e não conseguir entrar em contato com a pessoa em até 7 (sete) dias da divulgação dos resultados, ela estará desclassificada e outro participante entrará no pódio.

POSSÍVEIS DÚVIDAS:

- Não tenho Orkut. Como faço?
Desculpa, não participa. Criar interação e movimentar a comunidade é um dos objetivos da promoção – o menor deles, de fato, mas é.

- Por que perguntar sobre o melhor e pior post?
Pra eu ter um feedback preciso de que tipo de texto agrada aos meus leitores mais assíduos e, principalmente, para beneficiar esses leitores. Esse tipo de promoção não vai impedir completamente a participação de gente perdida que não lê o blog, mas certamente vai dar uma vantagem àqueles que já lêem.

- Mas não adianta nada – alguém que não lê o blog pode entrar no tópico, ler um apanhado de respostas e escrever a dele copiando uma ou várias delas.
Sim, pode. Mas você também pode tropeçar nesse tapete velho, bater com a cara na quina da cama amanhã e morrer. E eu também. E o que a gente pode fazer pra isso não acontecer? Virtualmente nada, exceto tomar cuidado. Não dá pra estar completamente livre dos espertinhos, mas a gente tenta.

No caso de qualquer dúvida, qualquer coisa que tenha ficado de fora ou qualquer sugestão, por favor, entre em contato através desse link.

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Cultura pop: cabe tudo num balaio só?

Quando eu falo que escrevo sobre cultura pop aqui, é um eufemismo para dizer que eu escrevo sobre tudo que me dá na telha. Mas eu nunca, de fato, parei para definir precisamente que cazzo é a cultura pop.

Nesse momento difícil, recorremos à Wikipedia:

Cultura popular, cultura de massa ou cultura pop é a cultura vernacular – isto é, do povo – que existe numa sociedade moderna. O conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, como por exemplo as indústrias do cinema, televisão, música e editorais, bem como os veículos de divulgação de notícias. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado de uma interação contínua entre aquelas e as pessoas pertencentes à sociedade que consome os seus produtos.

Blá, blá, blá. Não é surpreendente que a Wikipedia, um veículo que é produto direto do fenômeno da Web 2.0, não mencione logo de cara a Internet como principal personagem na definição do que é cultura pop nos dias de hoje?

Coringa é cultura pop. Morte de Heath Ledger também, especialmente por causa do mistério

O principal movimento de informação e de opinião que hoje determina o que é cultura pop ocorre na internet. Os outros veículos – jornais, televisões, editoriais – muitas vezes detectam as mesmas tendências com um atraso revoltante. Ou seja: a Internet é muito mais eficiente em detectar e definir os rumos da cultura pop do que os meios que costumavam fazer isso (por razões óbvias, não vou discutir aqui a relevância da internet como meio de comunicação. Não estou falando para idiotas).

Ok, mas e na prática? O que se define como cultura pop? Se for música, cinema, TV e literatura, a internet não é incrivelmente capaz de unificar as quatro mídias em um meio só? A internet vai concentrar e disseminar tudo o que é cultura pop? Mas… política, ou episódios políticos, também não podem ser cultura pop? (Vide dancinha da impunidade)

Nessa sociedade da Cauda Longa, formada por nichos de interesses, a cultura pop assume um significado novo. Porque antes a cultura popular era ditada por meia dúzias de meios que eram os únicos aos quais 100% da população tinha acesso. Então, era mais fácil definir precisamente os elementos de mídia que faziam parte do imaginário popular. Mas hoje a cultura pop também é específica de cada nicho… ou não é? A cultura pop ainda cria elementos absolutos na sociedade? Ainda são feitos filmes, séries ou música que sejam referência unânime? Recorramos novamente à Wikipedia, pra ver se agora ela não pode nos ser mais útil:

A cultura popular está constantemente mudando e é específica quanto ao local e ao tempo. Dentro da cultura popular, formam-se correntes, na medida em que um pequeno grupo de indivíduos terá maior interesse numa área da qual a cultura popular mais generalizada se apercebe apenas parcialmente a existencia.

Os ícones da cultura popular tipicamente atraem uma maior quantidade e variedade de público; ocasionalmente, têm um cunho esotérico, como no caso da maçonaria. Existem duas razões porque os itens que atraem as massas dominam a cultura popular. Por um lado, as companhias que produzem e vendem os seus itens de cultura popular tentam maximizar os seus lucros, enfatizando itens que agradem a todos. Por outro lado, aparentemente, a cultura popular é governada pelo efeito meme de Richard Dawkins, o qual é uma forma de seleção naturalos itens da cultura popular com maior probabilidade de sobreviver são aqueles que atraem maior quantidade e variedade de público, propagando-se mais eficazmente.

Ok… se a internet é a aldeia global, e é capaz de reunir grupos de pessoas distantes em torno de um tema específico, é possível concluir que nessa era, os ícones da cultura pop são fixados com mais eficácia em grupos mais espalhados geograficamente. O volume de informações também colabora para um npumero muito maior de ícones fixados todos os dias.


Eu não sei o que é pop, mas o Ting Tings mostrou que sabe nessa música

Ainda assim… não conheço a fórmula. E ninguém sabe o que vai virar hit. Mais ainda: ninguém sabe definir com certeza todas as coisas que caracterizam a cultura pop, já que inclusive por causa da internet, os elementos dela variam. Na maioria das vezes é faro e bom senso, mas acaba sendo 100% no… achismo (eu ia dizer Olhômetro, mas achismo é mais adequado, não?)

A conclusão final é que, dizer aqui que eu escrevo sobre cultura pop é um eufemismo para:

  • Gostar de cultura pop, hoje, é o que a gente pode chamar de gostar de internet.
  • Poder falar de qualquer coisa, mesmo, e sob o pretexto de que estou falando de Cultura Pop…

O que você acha é cultura pop na era da internet?

*Falando em cultura pop, confira amanhã um TOP5 em homenagem ao maior mestre em referências pop da literatura contemporânea (e um dos meus autores preferidos): Nick Hornby. Agradecumentos ao César.

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Emprestei e nunca mais vi…


Todo mundo já passou por isso. Livro, CD, filme – tem aquele amigo de faculdade que pega emprestado, tranca o curso, e quando você lembra, nem sabe onde o cara tá morando. Eu perdi um Apanhador no Campo de Centeio assim. Tinha dedicatória de quem deu e tudo. Uma tristeza. :(

Mas já que a gente acaba perdendo mesmo, vamos fazer isso de maneira deliberada e que incentive a leitura no país. Já ouviu falar do Perca um Livro?

Funciona assim: você lê um bom livro, o cadastra no site, imprime uma etiqueta com um código, cola nele e o ‘perde’ em um lugar público qualquer. Pode ser onde você quiser. De preferência um lugar sem achados e perdidos, senão a corrente se quebra.

A pessoa que o achar vai ler na etiqueta o número do código e as intruções: ela deve ler, digitar o código no site do projeto e largar o livro de novo em algum lugar público.

Todo mundo que leu o livro e anotou o código vai poder traçar o ‘itinerário’ que a obra percorreu antes de chegar à mão dela, e acompanhar o caminho que ela vai fazer depois.

À parte com os pessimismos (“e se chover no livro? e se a pessoa não tiver internet? e se a pessoa não gostar de livros? e se alguém achar e enfiar na estante?” e uma série de outras questões), é uma idéia muuuuuito legal, não é?

O único problema é, quem é que vai, num ato de extrema bondade e altruísmo, se desfazer de um livro legal em nome do avanço das estatísticas de leitura no país?

Eu tô tentando pensar em algum ‘menos importante’ pra poder “perder”, mas tá difícil…

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