19 de junho de 2008 às 23h18
Como foi o show de Stand-up de Danilo Gentili e Rafinha Bastos (ou ‘Nunca deixe de pedir uma carona’)
Ontem deu tudo errado. Quase não consegui chegar no trabalho no horário porque tava sem a chave de casa, quase não consegui sair no horário porque o trabalho brotou do nada; ao sair, tirei dinheiro do caixa eletrônica (CINQÜENTA MALANDROS) e a nota veio rasgada, peguei metrô no sentido errado NÃO UMA, MAS DUAS VEZES…
Por isso, quase que não fui no Stand-up, mas como meu horóscopo do dia dizia pra que eu fosse determinada (ok, dessa vez é brincadeira), enfrentei todos os sinais de má sorte que ousavam aparecer na minha frente.
Sair na semana pra lugares em SP é sempre um empecilho porque eu tenho que voltar cedo, já que dependo do trem, que não é um meio de transporte exatamente eficiente (em termos de freqüência e de rapidez). Dessa vez, no show do Danilo Gentili e do Rafinha Bastos, no Tom Jazz, cogitei faceira com a Carol (que foi comigo) que pedíssemos carona para o Danilo Gentili, pois ele costumava ser de Santo André. (Calma, essa piada ainda vai desenrolar)

Cliquem na imagem para ver que distribuição inteligente de linhas: para chegar do ponto verde ao vermelho, eu tenho que fazer o caminho em amarelo.
Lá eu conheci os caras do AOE, revi um pessoal maneiro da turminha blogosférica e descobri inúmeras verdades sobre a TV de Plasma LG.
Tenho que confessar que, apesar do brilhantismo da ação, eu nunca tinha ouvido falar de nenhum daqueles boatos sobre TV de plasma. Mas pra ajudar a LG, já aviso: TV de plasma não é ruim, gente. É super legal.
A comédia, em si, foi bem legal. O Danilo é um cara engraçado e o jeito que ele fala (um sotaque bizarro, que eu juro, NÃO É ANDREENSE!) acaba transformando algumas piadas não tão boas em piadas muito boas.
E embora as piadas do Gentili sejam mais legais, o Rafinha tem muito mais desenvoltura, é showman mesmo, do tipo que canta, atua e sapateia. Nunca o vi sapateando. Ele só pecou por repetir muitas piadas que já estavam no Youtube.
Depois do texto e tal (e o que eu acho muito engraçado no stand-up é a maneira como eles fingem – mesmo que seja óbvio que não – que eles estão tirando aquilo da cabeça deles na hora), eles improvisaram no final e daí deu pra perceber como os caras podem ser bons mesmo sem texto pronto.
Aí acabou. Cumprimentei os recém-conhecidos e os já conhecidos de muito tempo e sai correndo pro metrô com a Carol, pra pegar o trem a tempo. Queria ficar conversando com os meus novos e velhos amigos, talvez trocar uma idéia com o Rafinha e o Gentili, pedir pra eles darem uma lida no blog, não sei. Mas se eu perder esse trem, que sai agora às 11 horas, só amanhã de manhã não tinha jeito.
Aí, no caminho pro metrô, disse:
- Pô, vamo esperar, Carol. A gente pede carona pro Danilo Gentili.
Aí, gargalhamos abertamente de cogitar essa possibilidade claramente não-possível.
Consegui trocar a nota rasgada no táxi que peguei quando cheguei em Santo André, cheguei em casa, tomei um banho quentinho e deitei na cama pensando “afinal, as coisas não deram tão errado assim”.
Aí hoje eu abro o Post do AOE sobre o evento e me deparo com um comentário da ganhadora dos ingressos lá pelo site mais quente blá blá blá:

Bem que o horóscopo tinha dito pra que eu fosse determinada.





23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 

