OEsquema

Arquivo: madonna

Rehab: (pelo menos) um caso de sucesso

Foto: AP

Britney e Madonna (imitando a Rita Lee) no EMA desta quinta, 6

Nunca fui fã de Britney Spears. Quando ela estava no auge da carreira, eu abominava o tipo de música que ela fazia. Depois, quando eu já não abominava mais, ela decaiu e eu acompanhei sua chegada até o fundo do poço, com escândalos envolvendo guarda dos filhos, drogas, guarda-chuvas e cabeças raspadas.

E por mais que fosse divertido falar das loucuras da mulher, é com prazer que eu anuncio que ela escalou o longo e tortuoso caminho de volta até a boca do poço. Em outras palavras, ela está tomando a medicação direitinho.

Numa manobra inesperada, Spears voltou à ativa – bonita, magra, lúcida, sem tretas com filhos, ex-marido, namorados interesseiros, família ou empresários. O CD novo eu não sei se é bom, porque ainda não ouvi, mas que ela tem condições de voltar a fazer música pop relevante não há dúvidas. Tanto que na quinta, 6, se apresentou ao lado de Madonna no EMA num show em Los Angeles. Justin (o Timberlake) também. Se você reparar, do lado da Madonna acabada, ela parece ainda melhor. Nem dá para dizer que ela costumava parecer o menino da colher do Matrix.

Antes da recuperação, na época ruim de Britney, eu lembro que um dia tive um insight sobre a situação em que ela se encontrava. Foi exposta pela mãe desde muito criança, fabricada como musa pop sexy aos 15 anos e depois disso nunca mais teve privacidade nenhuma, nem para escovar os dentes.

E se alguém disse que é o preço da fama, eu respondo que é uma fama que a gente nem sabe se ela gostaria de ter, porquê a mãe jogou a menina no meio da coisa desde pequena, antes que ela pudesse decidir por si mesma.

Não mais chocharemos fotos escrotas de Britney, como não mais podemos chocar Linday Lohan, que já deu provas de que não quer mais confusão. E por mais besta que isso pareça, eu fico sinceramente feliz por essas pessoas.

Foto: AP

E é claro, existe um aspecto nessa história que, pelo menos a mim, anima muito mais: Britney Spears é um case de sucesso para servir de motivação a todas as pobres almas hollywoodianas que vagam de rehab em rehab em busca da abstinência definitiva. E mais do que isso, é um incentivo para que Amy Winehouse decida, também, dar a volta por cima. Quem sabe.

6 Comentários

Como não se estressar com a saga dos ingressos para a Madonna

A técnica é simples e está sendo muito eficaz: basta não querer ir.

Como a Gabi, desde que os shows da Madonna no Brasil foram anunciados eu decidi que não iria. Não estava disposta a enfrentar o estresse de filas intermináveis, sites que não entram e call-centers que não funcionam. Gosto da Madonna o suficiente para ir ao show e me divertir, mas não o suficiente para enfrentar tantos problemas para assistir a esse show. Tô fora.

Por mais que a Tickets for Fun (o nome mais irônico na história de empresas de ingressos) tivesse insistido que esse seria um sistema inovador, óbvio que deu tudo errado. Aliás, houve sim uma inovação: nunca um sistema de venda de ingressos foi tão ineficiente. Inovou!

A única solução que traria resultados reais e daria uma chacoalhada na organização do show seria o boicote: se não deu para comprar, não compre. Mexe com o bolso para ver se não dá certo?

Claro que ninguém vai fazer isso (e também é claro que a Time4fun sabe que esse risco ela não corre). Logo, nos resta tentar viralizar o quão várzea é Time4fun, a produtora do evento, e o sistema incompetente que eles ‘montaram’ para vender os ingressos. Lembrem-se sempre que a Time4fun foi a responsável pelo caos e pelo exemplo de falta de organização no show da Madonna no Brasil.

Nem vou dormir essa noite de preocupação!

O Brasil segue dando shows de desorganização quando tenta trazer grandes shows de música. A Ilustrada no Pop sempre cobre esses problemas muito bem, e reproduzo o discurso de Thiago Ney num post de hoje: ver um show no Brasil exige muita paciência e acaba dando muito mais preocupação do que divertindo.

Os problemas são tantos: ingresso caro e difícil de adquirir, falta de estrutura, falta de organização no show, problemas no som, comida e bebida caras e de qualidade duvidosa, problemas no transporte (os shows sempre acabam depois da meia noite, quando já não passam mais ônibus e metrôs, e os estacionamentos sempre cobram fortunas). A grande preocupação não é mais fulano ou sicrano vir tocar aqui, mas sim enfrentar todos os obstáculos que se colocam entre você e o show em si. Lamentável.

O jeito é desencanar de tudo isso, guardar a grana dos ingressos a preços abusivos, parcelar um Home Theater e uma TV gigante e recorrer às vantagens da era digital. Compre centenas de DVDs e seja feliz no sofá da sua casa. Porque ver artista ao vivo, ultimamente, tá dando mais dor de cabeça do que alegria.
Olha só quanta gente concorda (e isso foi só com uma busca rápida pelos meus feeds):

Madonna no Brasil – Holiday ou Hard Candy, no Tudo está rodando

enquanto isso, em são paulo…, no Papel Pop

Provincianismo digital acaba com o sonho Madonna, na Flávia Durante

bjomesubdesenvolva X, no Quem mexeu no meu Ipod?

tickets for fun faz PALHAÇADA, no don’t touch my moleskine

Me dasapeguei, no Casa da Narcisa

7 Comentários