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Menina Maisa e seus medos improváveis

Esse é o famigerado vídeo da Maísa, a menina louca anã do SBT, chorando e berrando de medo no palco do Sílvio, enquando ele gargalha de prazer do espanto da menina.

O que fez Maísa surtar? Não digo, pra te obrigar a assistir. Afinal, é difícil imaginar algo que deixa a menina maluca apavorada. Ela é um adulto de Q.I. 180 aprisionado no corpo de uma criança de 8 anos, como todos sabemos. Daí, por lógica, não dá pra pensar em nada que fizesse a Menina Maísa e toda sua desenvoltura infantil saírem gritando de medo do palco do programa do Sílvio Santos.

Pois bem. O que assustou Maísa foi uma criança mais ou menos da mesma idade dela maquiada como um monstro. Era uma maquiagem bem mal-feita, nada que a astuta menina Maísa pudesse confundir com um monstro de verdade. Ela explica isso no fim do programa, segundo fontes: quando volta, diz que ‘tem medo de maquiagem’.

A menina Maísa é tão bizarramente desenvolta que todo mundo – até o Sílvio – pareceu esquecer que ela não passa de uma criança, que pode sair berrando diante de uma outra criança maquiada como monstro.

Não consigo suportar a imagem mental desta criança surtada numa Noite do Terror do Playcenter. Berrando assim, ela se tornaria ela mesma uma atração. De qualquer forma, esse episódio foi fundamental na vida dos fãs e detratores da menina anã-robô-miniatura, pra lembrar a gente que ela não é nada disso – é só uma menininha de 8 anos, mesmo, que pode ter medo de coisas irracionais como qualquer criança de oito anos.

Maisa faz com classe e elegância coisas que muita gente não conseguiria sem molhar as calças: apresenta programa de TV, segura piada ao vivo, tira com a cara de Sílvio Santos, versa com eloquência sobre as notícias da semana e os fatos marcantes como se falasse do último lançamento da Barbie. Mas caga de medo de gente maquiada.

Ok que ela não era normal de qualquer forma, mas eu já vi criança com medo de palhaço, medo de papai-noel e até medo de gente com barba, mas aos 8 anos ter medo de maquiagem não é exatamente algo dentro dos padrões de normalidade.

E o Sílvio, que parecia só um cara excêntrico, é um vilão horrível sem coração. Se fosse minha filha, eu entrava no palco socando o véio.

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Os 10 maiores mistérios de 2008

Não me odeie por terminar o ano com uma lista. Essa é uma lista especial; necessária, até. 2008 foi um ano excepcionalmente cheio de mistérios e seria injusto terminar o ano sem selecionar os maiores mistérios do ano que se foi. Deixei a lista, compilada com os amigos da Baia 63, pra última hora justamente pra garantir que todos os mistérios do ano estivessem nela. Acompanhe comigo:

10. Boate 00 na Gávea

Você é artista? Você quer polêmica e confusão? Cola na Boate 00 na Gávea. Todo mundo que se meteu em briga esse ano brigou na pista da 00. Marcelo Novaes tomou um soco de um desconhecido; Luana Piovani foi empurrada e Esme até enfaixou o braço. Será que existe algo no ar da 00 que deixa as pessoas agressivas? Teria a Boate 00 sido construída em cima de um cemitério indígena?

9. Os ETs que não vieram trazer a mensagem de amor

O viral começou a rodar na internet em setembro. Um vídeo dizia que uma vidente dos EUA teria entrado em contato com extraterrestres que disseram que dia 14 de outubro estariam passando por aqui. O boato se alastrou e todo mundo ficou esperançoso, mas ninguém veio. Claro que existe a possibilidade de os seres extraterrenos estarem vindo de um planeta com tempo de órbita muuuito mais comprido que o nosso. Vai ver 14 de outubro nem terminou ainda pra eles…

8. A morte de Dercy Gonçalves

Dercy Gonçalves

Tenho certeza que sua piada preferida sobre velhice/imortalidade incluía a Dercy (e a Hebe). Em julho, a Dercy contrariou todas as expectativas e nos deixou. Claro que isso é um grande mistério: não era algo que alguém esperasse para 2008. Nem para 2009. Nem nos próximos 20 anos, pelo menos. Os testes com Carbono-14, para determinar a real idade de Dercy, não foram feitos. Uma pena.

7. Sangue que brotava do chão em Jundiaí

Em junho, um caso curioso tomou as manchetes dos jornais do país. Num bairro chamado JARDIM BIZARRO, uma casa em que moravam dois evangélicos começou a verter sangue líquido dos azulejos. A vizinhança ficou alarmada. A princípio, a polícia confirmou que era sangue mas descartou fraude por parte dos moradores da casa. Depois, o laudo do Instituto de Criminalística confirmou: era sangue humano. No fim, infelizmente a história teve um desfecho bem menos sobrenatural do que gostaríamos: o sangue era da moradora da casa, uma senhora de 71 anos que tinha um problema de varizes nas pernas, que provocava hemorragia.

6. A vara desaparecida de Fabiana Murer

Fabiana Murer perdeu sua vara

O Brasil decepcionou nas Olímpiadas em uma série de modalidades. Mas não dá para culpar Fabiana Murer pelo fracasso na prova: a vara que usaria na segunda tentativa de salto desapareceu. A organização dos Jogos lhe forneceu uma outra vara, mas a atleta ficou nervosa e chegou a saltar até 35cm a menos do que sua melhor marca.

Dias depois, a vara foi encontrada num depósito, junto ao material das atletas desclassificadas. As dúvidas são muitas: teria sido um erro da organização, ou alguém teria sumido com a vara propositalmente? Se sim, quem? E, nessas circunstâncias, a prova não deveria ter sido cancelada? Pense bem: o que você acha que eles fariam se tivesse acontecido o mesmo a uma atleta dos EUA ou da China?

5. Menina-precoce-prodígio-Maísa

A menina doida conquistou todo mundo, mesmo quem tinha birra das crianças chamadas ‘prodígio’. Ela é diferente: inteligente e sarcástica, Maísa é tão articulada que parece uma criança de 13 anos que encolheu. Ninguém sabe qual a origem de toda essa sagacidade, já que os pais são pessoas simples e também não explicam a origem do conhecimento da menina. Uma coisa é óbvia: ela é antenada e faz referências a conteúdos que crianças da idade dela não têm idéia. O que nos leva a concluir que essa alta habilidade de ‘apreender’ informações somada a horas de televisão podem resultar numa criança hiperativa e desbocada.

4. Britney Spears se recuperou

Aposto que isso é algo que ninguém esperava e ninguém explica como aconteceu assim, de uma hora para a outra. Britney chegou ao fundo do poço. Estava acima do peso, atacou paparazzo com guarda-chuva, fazia freqüentes aparições públicas mal vestida, sem higiene – apareceu até careca. Todo mundo achou que ela tava doida e que não tinha volta. Aí, do nada, a mulher aparece sóbria, eloqüente, dançando e cantando superbem e de volta ao peso normal. O que terá sido? Teria virado evangélica? Aderiu à cientologia? Nunca saberemos, mas fazemos votos de que ela transmita o segredo a Amy Winehouse.

3. Amy Winehouse não morreu

Amy Winehouse

Existem mortes idiotas. Tem gente que tropeça, bate com a cabeça na beira da calçada e morre. Mas Amy Winehouse chutou o balde esse ano e continua viva – não muito saudável, é verdade, mas viva. Nenhuma overdose, briga, desmaio, doença, nada foi capaz de derrubá-la. Aposto que muita gente se deu mal no palpite (eu não, porque coloquei minha previsão para 2009).

2. LHC

Ligaram o aparelho que simularia o Big Bang. Os cientistas não sabiam o que podia aparecer lá dentro, uma vez que acelerassem as partículas, mas sabiam que isso seria importante para entender mais sobre o surgimento do universo. E daí ficou todo mundo dizendo que isso era uma afronta a deus, que o homem ia sofrer as conseqüências de tentar ser deus, que o mundo ia ser engolido po uma máquina de 27km… só que a máquina de 27km ligou e parou de funcionar pouco tempo depois por causa de um fio mal-soldado. Seja isso ação de deus ou descuido de um eletricista, é estranhamente irônico pensar que um equipamento sem precedentes, que custou tanto, foi planejado por tanto tempo e tenha gerado tanta discussão de cunho metafísico tenha pifado tão rápido por causa de um problema de solda.

1. LOST

Lost - foto promocional 5ªtemporada

Lost foi, sem dúvida, o mistério mais discutido do ano. Quem assistia a série não cansava de se reunir, pessoalmente ou on-line, para debater que diabos é aquela ilha, o que é o monstro de fumaça e POR QUÊ ELES TEM QUE VOLTAR! Até o fato de algumas pessoas nunca terem visto Lost também é um mistério pra mim.

Apesar de ter terminado na metade do ano, Lost foi o grande mistério de 2008 e não só do ponto de vista de roteiro (ali não façtam mistérios), mas como fenômeno de convergência de mídias: Lost é seriado na TV, é jogo de realidade alternativa, é mini-episódios no celular, é arquivo pra baixar no PC, é jogo pra console e pra PC. Pena que junto com o mistério vem também a grande expectativa pro fim da série. E quanto maior a expectativa, maior a chance de fracasso.

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Coisas memoráveis de 2008

Não fiz muita coisa em 2008. Digo, coisas memoráveis. Pensando bem, fiz muitas compras. Acho que nunca consumi tanto, e não dá pra saber se isso é bom ou ruim, apesar de memorável (no sentido de que minha conta bancária ainda não se esqueceu dos gastos). Emagreci uns 15 quilos e engordei uns 3 de volta agora no fim do ano, mas ano novo é sempre um recomeço né? Dá pra perder tudo de novo, que a vida é isso mesmo. Mudei de emprego, e isso acarretou numa mudança de estilo de vida, também. Estudei algo sobre religião e ocultismo e mudei um pouco minha maneira de ver as coisas.

A questão é que, no geral, considero o balanço positivo, porque acho que me tornei uma pessoa melhor. Quer dizer, não sei se me tornei de fato – mas tenho tentado, e o ano foi marcante porque eu meio que oficializei isso como um dos objetivos da minha vida.

Sem mais breguices, falemos das coisas memoráveis deste ano que passou (aliás, observem que é o ano das meninas):

Menina Eloá: minha cidade em evidência na mídia

Não é sempre que Santo André se destaca no noticiário. Que eu me lembre, aconteceu apenas duas vezes – quando Celso Daniel foi seqüestrado (aliás, você sabia que todo mundo que teve contato com ele na noite do seqüestro, do cara que estacionou o carro dele no restaurante ao garçom, foi assassinado?) e depois quando Lindemberg, insatisfeito com sua suposta cornice, achou legal balançar um pouco as coisas. Mas não só de seqüestros é feita minha cidade, viu?

O caso, que vai ser mencionado e re-mencionado na história como um dos maiores fracassos em resgates na história do país, chocou a opinião pública. Sim, CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Porque a opinião pública é babaca.

E a Nayara, que de boba nada tem, até hoje colhe os frutos do infortúnio de ter estado no apartamento aquela tarde. O mundo é dos espertos.

Menina Isabella

Fantasia de Edifício London, do caso da Menina Isabela

Bom-senso na fantasia FAIL

O mais incrível desse caso é que ele CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Essa frase, que me dá náuseas, não explica a comoção idiota das pessoas com essa história. Gente FALTANDO NO TRABALHO para ir até o edifício London é algo que não entra na minha cabeça. E nem passou 6 meses e todo mundo esqueceu do ‘casal Nardoni’ (menos a Veja, que não satisfeita, quer que eles se fodam muito mais do que já estão naturalmente fodidos).

O BA MA

Barack Obama sem camisa na praia

Ele foi eleito, eu fui na TV tentar falar sobre ele (mas o Lobão nem deixou), e tudo indica que apesar do carisma inegável do cara, a única diferença entre ele e o Bush é que ele não é um babaca (ok, isso é grande coisa). E CERTAMENTE não conseguiria desviar do sapato, porque é mais alto, o que aumenta a área de possível contato.

ETs deram bolo

Blossom Goodchild mentiu? ETs ficaram presos no trânsito? Nunca saberemos. Sabemos, no entanto, que muita gente ficou esperançosa. Isso tem um significado: tá todo mundo ansioso por algo que mude o cenário decadente em que a gente se encontra. Meu maior temor é que essa atitude deva partir da própria humanidade, e não dos pobres extratereestres.

Flora é a vilã mais apaixonante desde Odete Roitmann

Flora, de A Favorita (Patrícia Pillar)

Não é fantástico observar, dia após dia, do que aquela MONSTRA HORRÍVEL é capaz? Flora é má, muito má. Loucamente má, do tipo que gargalha quando faz maldade, do jeito que a gente gosta. João Emanuel Carneiro acertou, e isso vem de alguém que não costuma gostar de novela a não ser que ela seja muito boa (vide os lixos Negócio da China e Três Irmãs).

César Cielo, o heróizinho brasileiro

Diego Hipólito FAIL nas Olimpíadas

Quando Diego Hipólito fez a maior cara de FAIL da história e caiu sentado no tapete fofinho da ginástica olímpica e tudo parecia perdido, o homem da natação chegou. Inspirado nos triunfos sem precedentes do esquisito Michael Phelps, César Cielo se tornou rapidamente o novo namoradinho do Brasil e o brasileiro recordista de fotos mordendo suas medalhas.

Dunga fracassa na seleção

Brincadeira. Ou você achou que eu ia realmente falar de futebol aqui?

Menina Mallu Magalhães

Não dá pra negar que eu me interesso pela história da menina. Tive três fases na apreciação de Mallu. Primeiro, a descrença – achava ela apenas uma menina de 15 anos tocando violão e com um bom gosto musical, coisa que posso garantir que não é tão rara assim (na minha escola tinham várias do mesmo tipo, pseud0-intelectuais cantoras wannabe artistas). Depois, cedi e constatei que ela tinha composições legais e uma voz ok, que precisava de amadurecimento mas o caminho era promissor. E na última fase me irritei com o endeusamento, a superexposição e a babaca com linguagem de artista que ela virou. Mas vou acompanhar de perto, tudo, porque acho que é um desses fenômenos tipo Menina Eloá – a mídia foi lá e fudeu tudo.

Menina Maísa

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Ela é mais desenvolta do que 60% das pessoas que eu conheço. E ganha mais do que 100% delas, e tem capacidade de zuar o Silvio Santos ao vivo. Tenho medo do que ela vai se tornar, mas por enquanto tudo que posso dizer é que ops, tô bebada ainda ouviremos falar muito dessa menina.

Crise, crise, crise

A crise não existe. Ela é só uma coisa na nossa cabeça. É que enquanto disserem que ela está aí, ela vai estar. Economia funciona assim, né? Se todo mundo fingisse que nada tá acontecendo, ninguém ia deixar de consumir, os bancos não iam deixar de oferecer crédito e não haveria crise.

Brincadeiras à parte, eu continuo gastando. E você?

Pra 2009, o que eu espero?

Nada, que o segredo pra felicidade é não ter expectativas, né? No máááximo espero que o show do Radiohead realmente aconteça, afinal já tô com ingresso comprado.

Tô brincando. A gente tem sonhos no coração, né? Eu espero trabalhar menos e ter mais tempo livre (o que teoricamente se concretizará a partir de maio, quando já estarei sob jurisdição do novo contrato de estágio, que diminui minha caraga horária).

Mas isso não vai acontecer, porque nesta época provavelmente estarei envolvida com a produção do meu TCC.

Espero também me formar e me livrar definitivamente do parcelamento do meu diploma da faculdade.

Espero que tudo que está bem continue bem e que você continue lendo o blog. Espero que eu continue escrevendo nele, também.  Espero ler o dobro de livros que li esse ano, assistir o dobro de filmes, ouvir o dobro das músicas e conhecer o triplo de gente. E espero que eu tenha mais… paciência. Ou seja: espero ser capaz de esperar mais.

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Quais são os limites do humor?

Eu sempre fui a favor da piada acima de tudo. Defensora do humor incondicional, sempre achei que a piada nunca poderia ser perdida em momento algum, e que a diversão (e os risos e a alegria) provocada por ela sempre justificaria um possível ‘mau-gosto’.

Para algumas pessoas, é claro, falta humor. A elas parece, por exemplo, um pouco rude rir do vídeo da menina pastora. É, afinal, uma manifestação religiosa que deve ser respeitada.

Mas não sei quem foi que inventou que achar engraçada uma situação que apresenta uma comicidade, embora tenha sentido profundo para outras pessoas, é desrespeito.

Nesses casos, de coisas claramente muito engraçadas, acho inadequado esperar que as pessoas se contenham e não ‘façam piada’ a respeito do comportamento da menina. Parece cruel, e eu já ouvi que meu humor é cruel de muita gente, mas basta me conhecer um pouco para saber que não há, absolutamente, crueldade – há apenas uma capacidade de ver as coisas de um ângulo um pouco menos sério. Nesse caso, essa sensibilidade nem é necessária, já que a graça é bem explícita.

Recentemente, um blog brasileiro de origem árabe publicou algumas charges que faziam piadas desnecessárias com os atletas participantes das paraolímpiadas, e foi duramente criticado por um monte de gente.

Eu fiz coro à crítica, porque achei que as referências foram pesadas e forçadas, e as piadas, sem graça. Acho que em casos de humor politicamente muito incorreto, só vale quando a piada já vem pronta. Por exemplo: um nadador paraolímpico, que não tem dois braços e uma das pernas, se chama Christopher Tronco.

Veja bem – aí não há crueldade. A fina ironia da vida acaba tornando essa casualidade algo digno de nota. E se ele for um cara sossegado, provavelmente até reconhece que tem algo muito engraçado no fato de… bem, você entendeu.

Um exemplo recente é o vídeo aqui em cima. Eu não achei graça, mas posso reconhecer que ele possui elementos cômicos. O problema é que essa dificuldade de fala pode muito bem ter sido causada por um derrame, até onde eu sei – já que mudo é mudo, e não fica resmungando assim – e se esse for o caso, apesar de os elementos cômicos ainda serem proeminentes, a risada traz um pouco mais de culpa.

Outro que promete se tornar hit é esse. Vale rir de uma criança batendo na outra? E se fosse um adulto batendo numa criança, como nesse vídeo aqui?

Sou defensora do bom-humor acima de tudo porque acho fundamental a capacidade de não se levar a sério. Eu consigo apontar de longe as pessoas que se levam muito a sério e quase sempre elas são bem chatas.

Mas é realmente complicado ficar aquém do limite das piadas que podem causar constrangimento ou ofender, até porquê as pessoas são muito diferentes – algo que não ofende a mim pode ofender a você – e a maioria delas tem um senso de humor péssimo.

A própria sociedade desconhece esse limite, aliás. É permitido fazer piada do episódio Padre Baloeiro, que apesar da situação inusitada, teve uma morte supostamente sofrida e aflitiva, já que ou morreu afogado no mar ou congelado nas alturas, desesperado por não saber mexer num GPS.

E claro que não é algo passível de medidas, mas considero a morte do Padre dos Balões tão aflitiva ou mais até do que a fatalidade ocorrida com a menina Isabella, episódio esse que não admite nem a piada ‘o que entra pela porta e sai pela janela?’, sob o risco de olhares tortos dos presentes.

De qualquer maneira, ainda acho que o bom humor é o escudo mais eficaz contra a loucura nos dias de hoje. É fundamental que façamos piada até daquilo que não se faz, das tragédias e das tristezas. É a maneira mais rápida de se desprender disso e continuar vivendo. Não chega a ser bonito, nem louvável, encontrar meia dúzia de jovens esclarecidos fazendo piada com o caso Eloá num boteco na sexta à noite. Mas depois de um tempo eu percebi que mais do que alienação ou falta de sensibilidade, se trata apenas de um mecanismo de defesa. Porque nesses dias doidos, se eu me entristecesse e deprimisse com todos os episódios chocantes que acontecessem, e não conseguisse por um minuto que fosse transformar a tragédia em comédia, eu já teria pirado.

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Silvio Santos entrevista Maísa, a criança-prodígio do Sábado Animado

Existe um marco na história das crianças hiperativas-superdotadas. Podemos definir esse marco como A.M. e P.M., ou Antes de Maísa e Depois de Maísa. Sim, porque existem dois tipos de crianças prodígio:

No primeiro tipo, se encaixam Sandy & Junior (quando eram crianças, óbvio), Jordy, Menina Pastora Doida, Danny Boy (o sósia mirim do Gugu, lembram?), Mallu Magalhães e essas figuras.

No segundo tipo, eu só encaixaria a Maísa e o Halley Joel Osment (porque ele vê gente morta, e só por isso).

A Maísa é um fenômeno de crítica e de público. Há quem ame e há quem odeie. Ela é uma criança de 5 anos que emite opiniões abalizadas sobre moda, comportamento, alcoolismo, finanças e religião. Há quem defenda que a menina é um pequeno gênio, uma graça, toda fofa. E há quem ache que um adulto preso no corpo de uma criança de cinco anos não é algo fora do domínio do bizarro.

As duas correntes se digladiam nos comentários dos vídeos sobre a Maísa, mas os grupos hão de concordar em uma coisa:

A menina é engraçada pra cacete. Ela provavelmente é treinada pra isso, o que é assustador. Mas engraçado.

No último domingo, Maísa foi entrevistada pelo Sílvio em um daqueles programas de fim de noite dele. Na entrevista, ela contou como se sente em relação ao seu pai e o álcool (‘Eu fiz um trato com ele: ele não pode beber pinga. Nem cachaça’), conta o quanto almeja ganhar no SBT (‘Queria uns 200 paus’) e tira uma onda com a cara do Sílvio quando ele pronuncia ‘Óvo’, e não ‘Ôvo’. Vou reforçar: é imperdível. Abaixo, as duas partes da entrevista:

Nesses vídeos, Maísa expressa toda sua religiosidade. Observem a expressão de êxtase na qual a face da garota se contrai quando Sílvio pergunta o que ela pediria a Deus se encontrasse O Homem andando pela rua:

‘Deus, me dá sua paciência, me dá sua calma…’

Foi isso que ela pediu. E não pode demonstrar mais sabedoria – ela já tem consciência que precisa ficar um pouco mais calma depois de ter engolido um vidro de anfetaminas.

Destaque também para os trajes de Maísa, que reforçam ainda mais sua espiritualidade: esse vestido foi inspirado na coleção verão de Assinoê e Alibera. Divino, se me permitem o trocadilho. (E a piada é do C.A. Monteiro, o cara que continua rodando)

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Mudando de idéia, então… mau-humor, Eddie Vedder e Aqua Dotz atacando novamente.

Acordei com um mau humor absurdo e tudo foi dando errado já antes de eu chegar no trabalho. Eu vim, no caminho, arquitetando o post, no qual eu reclamaria de todas essas coisas. Mas desisti, não vale a pena. A título de desabafo, vou falar delas brevemente: por um dia, ou alguns, no máximo, eu cansei. Cansei de trabalhar e não ganhar dinheiro, de demorar 2 horas pra chegar até o trabalho, cansei de trem cheio e atrasado, de metrô cheio e atrasado, cansei de gente que come o meu pedaço de bolo-mousse de chocolate e faz disso uma constante, cansei da Luzinete, que não importa o que aconteça nunca vai fazer o que eu peço e sempre vai fazer o que ela acha que é mais conveniente, cansei de mandar currículos e não ter retorno, cansei de ficar sem melhor amiga, cansei de ter um blog e não ganhar dinheiro, cansei de não ter tempo pra fazer várias coisas que gostaria. Também cansei de deixar minha criatividade ser influenciada pelos problemas do dia-a-dia, e por isso vim postar. E, não menos importante, cansei de me irritar tão fácil com as coisas… argh. Ufa.

Esse é o primeiro clipe solo que o Eddie Vedder faz. Essa canção, Guaranteed, faz parte do disco da trilha sonora de Into the Wild, o filme do Sean Penn que conta a história do Chris McCandless, um moleque americano que tinha uma puta vida boa e largou tudo pra correr o mundo sem grana. Foi parar no Alasca. Mas não vou contar o final. De qualquer maneira, o disco foi inteiro composto e tocado pelo Eddie, com exceção de uma ou outra participação especial. E tipo, a música é muito linda, singela, tocante… Mas sou só eu que sinto que o Eddie tá ficando repetitivo? Não me levem a mal, adoro o cara. Mas é que, por adorar, inclusive, posso falar, porque conheço bem tudo o que ele faz e sei que tudo, tudo que é solo dele tem exatamente a mesma cara: sempre o violãozinho melancólico e dedilhado que, acompanhado da voz grave dele, se tornam tipo mantras de meditação. Não que seja ruim, só queria que o homem explorasse mais o potencial dele.

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Também queria que ele arranjasse uma mulher que não parecesse uma ema.


Da série “eu comecei a usar cocaína aos quatro anos..”
A cada dia eu me surpreendo mais com a versatilidade e o humor negro da Maysa.

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Barbie Barbie Barbie Barbie

Senti uma vibe Aqua Dotz bem forte.

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