OEsquema

Arquivo: Mallu Magalhães

Direito de resposta: Camelo conta como conheceu Mallu

Às vezes me sinto mal de ficar dando minha opinião velha e conservadora sobre Mallu + Camelo. É porque no fundo tem algo nela com que me identifico – provavelmente o cabelo. Nas outras horas, quando vejo que ela tá se tornando uma pessoa esquisita, não me sinto mal, não. No final, gosto da Mallu cantando e gosto de algumas músicas dela, mas tornou-se insuportável vê-la falar sobre qualquer coisa, e isso é assustador, porque ela costumava ser normal – meio tímida, ok, mas normal.

Mas já que eu já argumentei tanto por esse lado, olha o outro aqui: o próprio Camelo explica como conheceu Mallu Magalhães.

Comentários não se fazem necessários.

(Vi no blog do Ian)

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Mallu locona

Síndrome de artista. Daqui a pouco ela tá falando igual ao Tom Zé, com as pausas do Gil e a eloquência do Suplicy. Vai ver tá andando demais com o naipe pseudo-intelectual de Los Hermanos. Se bem que o Camelo nunca pareceu babaca…

Mas é aquela coisa, né? Se uma pessoa fala que você é foda, beleza. Se dez pessoas falam, você começa a ficar desconfiado. Mas se todo mundo fala muito bem de você todos os dias durante tanto tempo… não há quem não acredite. Não dá pra esperar que a pessoa não surte, ainda mais se ela tiver 16 anos.

As legendas do vídeo são engraçadas, mas eu não acho que a Mallu é fabricação de mercado, não, portanto discordo do delicado apelido atribuído, Jaballu.

(Vi no Insensatotal)

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Coisas memoráveis de 2008

Não fiz muita coisa em 2008. Digo, coisas memoráveis. Pensando bem, fiz muitas compras. Acho que nunca consumi tanto, e não dá pra saber se isso é bom ou ruim, apesar de memorável (no sentido de que minha conta bancária ainda não se esqueceu dos gastos). Emagreci uns 15 quilos e engordei uns 3 de volta agora no fim do ano, mas ano novo é sempre um recomeço né? Dá pra perder tudo de novo, que a vida é isso mesmo. Mudei de emprego, e isso acarretou numa mudança de estilo de vida, também. Estudei algo sobre religião e ocultismo e mudei um pouco minha maneira de ver as coisas.

A questão é que, no geral, considero o balanço positivo, porque acho que me tornei uma pessoa melhor. Quer dizer, não sei se me tornei de fato – mas tenho tentado, e o ano foi marcante porque eu meio que oficializei isso como um dos objetivos da minha vida.

Sem mais breguices, falemos das coisas memoráveis deste ano que passou (aliás, observem que é o ano das meninas):

Menina Eloá: minha cidade em evidência na mídia

Não é sempre que Santo André se destaca no noticiário. Que eu me lembre, aconteceu apenas duas vezes – quando Celso Daniel foi seqüestrado (aliás, você sabia que todo mundo que teve contato com ele na noite do seqüestro, do cara que estacionou o carro dele no restaurante ao garçom, foi assassinado?) e depois quando Lindemberg, insatisfeito com sua suposta cornice, achou legal balançar um pouco as coisas. Mas não só de seqüestros é feita minha cidade, viu?

O caso, que vai ser mencionado e re-mencionado na história como um dos maiores fracassos em resgates na história do país, chocou a opinião pública. Sim, CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Porque a opinião pública é babaca.

E a Nayara, que de boba nada tem, até hoje colhe os frutos do infortúnio de ter estado no apartamento aquela tarde. O mundo é dos espertos.

Menina Isabella

Fantasia de Edifício London, do caso da Menina Isabela

Bom-senso na fantasia FAIL

O mais incrível desse caso é que ele CHOCOU A OPINIÃO PÚBLICA. Essa frase, que me dá náuseas, não explica a comoção idiota das pessoas com essa história. Gente FALTANDO NO TRABALHO para ir até o edifício London é algo que não entra na minha cabeça. E nem passou 6 meses e todo mundo esqueceu do ‘casal Nardoni’ (menos a Veja, que não satisfeita, quer que eles se fodam muito mais do que já estão naturalmente fodidos).

O BA MA

Barack Obama sem camisa na praia

Ele foi eleito, eu fui na TV tentar falar sobre ele (mas o Lobão nem deixou), e tudo indica que apesar do carisma inegável do cara, a única diferença entre ele e o Bush é que ele não é um babaca (ok, isso é grande coisa). E CERTAMENTE não conseguiria desviar do sapato, porque é mais alto, o que aumenta a área de possível contato.

ETs deram bolo

Blossom Goodchild mentiu? ETs ficaram presos no trânsito? Nunca saberemos. Sabemos, no entanto, que muita gente ficou esperançosa. Isso tem um significado: tá todo mundo ansioso por algo que mude o cenário decadente em que a gente se encontra. Meu maior temor é que essa atitude deva partir da própria humanidade, e não dos pobres extratereestres.

Flora é a vilã mais apaixonante desde Odete Roitmann

Flora, de A Favorita (Patrícia Pillar)

Não é fantástico observar, dia após dia, do que aquela MONSTRA HORRÍVEL é capaz? Flora é má, muito má. Loucamente má, do tipo que gargalha quando faz maldade, do jeito que a gente gosta. João Emanuel Carneiro acertou, e isso vem de alguém que não costuma gostar de novela a não ser que ela seja muito boa (vide os lixos Negócio da China e Três Irmãs).

César Cielo, o heróizinho brasileiro

Diego Hipólito FAIL nas Olimpíadas

Quando Diego Hipólito fez a maior cara de FAIL da história e caiu sentado no tapete fofinho da ginástica olímpica e tudo parecia perdido, o homem da natação chegou. Inspirado nos triunfos sem precedentes do esquisito Michael Phelps, César Cielo se tornou rapidamente o novo namoradinho do Brasil e o brasileiro recordista de fotos mordendo suas medalhas.

Dunga fracassa na seleção

Brincadeira. Ou você achou que eu ia realmente falar de futebol aqui?

Menina Mallu Magalhães

Não dá pra negar que eu me interesso pela história da menina. Tive três fases na apreciação de Mallu. Primeiro, a descrença – achava ela apenas uma menina de 15 anos tocando violão e com um bom gosto musical, coisa que posso garantir que não é tão rara assim (na minha escola tinham várias do mesmo tipo, pseud0-intelectuais cantoras wannabe artistas). Depois, cedi e constatei que ela tinha composições legais e uma voz ok, que precisava de amadurecimento mas o caminho era promissor. E na última fase me irritei com o endeusamento, a superexposição e a babaca com linguagem de artista que ela virou. Mas vou acompanhar de perto, tudo, porque acho que é um desses fenômenos tipo Menina Eloá – a mídia foi lá e fudeu tudo.

Menina Maísa

bazar_maisa

Ela é mais desenvolta do que 60% das pessoas que eu conheço. E ganha mais do que 100% delas, e tem capacidade de zuar o Silvio Santos ao vivo. Tenho medo do que ela vai se tornar, mas por enquanto tudo que posso dizer é que ops, tô bebada ainda ouviremos falar muito dessa menina.

Crise, crise, crise

A crise não existe. Ela é só uma coisa na nossa cabeça. É que enquanto disserem que ela está aí, ela vai estar. Economia funciona assim, né? Se todo mundo fingisse que nada tá acontecendo, ninguém ia deixar de consumir, os bancos não iam deixar de oferecer crédito e não haveria crise.

Brincadeiras à parte, eu continuo gastando. E você?

Pra 2009, o que eu espero?

Nada, que o segredo pra felicidade é não ter expectativas, né? No máááximo espero que o show do Radiohead realmente aconteça, afinal já tô com ingresso comprado.

Tô brincando. A gente tem sonhos no coração, né? Eu espero trabalhar menos e ter mais tempo livre (o que teoricamente se concretizará a partir de maio, quando já estarei sob jurisdição do novo contrato de estágio, que diminui minha caraga horária).

Mas isso não vai acontecer, porque nesta época provavelmente estarei envolvida com a produção do meu TCC.

Espero também me formar e me livrar definitivamente do parcelamento do meu diploma da faculdade.

Espero que tudo que está bem continue bem e que você continue lendo o blog. Espero que eu continue escrevendo nele, também.  Espero ler o dobro de livros que li esse ano, assistir o dobro de filmes, ouvir o dobro das músicas e conhecer o triplo de gente. E espero que eu tenha mais… paciência. Ou seja: espero ser capaz de esperar mais.

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Dance bem, dance mal, dance sem parar…

Mas nem sempre é legal, Mallu. Ao contrário de Malluca Magalhães, que deu a misteriosa declaração em uma entrevista recente à revista Época (e de onde saiu esse absurdo tem muito mais, olha lá), em 1518 cerca de 400 pessoas resolveram sair pra dançar. E nunca mais voltaram. Mwhahahahaha

Achei que foi providencial me deparar com essa história bem na semana dessa declaração da Mallu. Tudaver. A epidemia da dança de 1518, como ficou conhecida, é um desses fenômenos pra contar pros amigos no bar, porque é daquelas histórias difíceis de acreditar.

Foi assim: em julho daquele ano, uma mulher chamada Frau Troffea entrou numa rua em Estrasburgo, na França, e começou a dançar. Não dentro dela, mas fora. A doida dançou e dançou e, em 6 dias, outras 34 pessoas se juntaram a ela. Ao fim de um mês, já eram 400 os malucos dançando loucamente, e continuaram por dias – sem razão e sem música, diga-se. Tipo uma rave de época, mas hoje em dia os amadores só agüentam pouco mais de 24 horas e ainda precisam de drogas pra isso. Tsc.

Don’t stop the music…?

De acordo com os relatos da época, não há dúvidas sobre os caras estarem de fato dançando. Não eram convulsões ou espasmos. Mas ninguém parecia feliz – era uma dança do mal, porque os dançarinos pareciam desesperados.

E daí as pessoas começaram a morrer de dançar. Derrame cerebral, ataque cardíaco, fadiga. Eles dançavam até a morte, cara.

Nesse artigo do Discovery, um estudioso explica que o negócio foi provavelmente provocado por uma doenças chamada de Histeria Coletiva, que gera esse tipo de manifestação bizarra em multidões que sofrem altos níveis de stress. A mesma doença gerou outras crises coletivas de dança na Europa nessa época, e a última reportada foi em 1840.

O engraçado (sério) é que essa síndrome de histeria coletiva se manifesta de outras maneiras também, todas muito assustadoras. Em 1962, um grupo de garotas ouviu uma piada quase morreu de rir – literalmente. As meninas foram atacadas por crises de risos que duraram 7 meses, e tinham falta de ar e dores abdominais. Os pais e professores das garotas também foram atacados pela crise.

Já dá pra saber de onde os Monty Python tiraram isso:

Esses cenários bizarros, com gente rindo e dançando até a morte, e inclusive ‘transmitindo’ a doença para outras pessoas, são daqueles mistérios que desafiam a compreeensão que temos do cérebro. Além disso, pela bizarrice das cenas, seriam enredo fácil pra um filme de terror daqueles japoneses. Tipo, todo mundo que brincar na máquina de dança assombrada nunca mais conseguirá parar de mexer os pés.

Not.

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Como perder o respeito por um artista em apenas 4 passos

Você é vocalista de uma banda aclamada pelo público e pela crítica. Uma banda que, de alguma maneira, revolucionou a maneira de fazer rock com MPB e marcha de carnaval no País. Mas você se cansa dessa vida e resolve jogar tudo para o alto. Contestador, quer descobrir se o amor dos seus fãs por você é mesmo incondicional. Para isso, decide que irá fazer uma bateria de provas que irão testar a admiração dos fãs hermanos pela sua pessoa, só pelo prazer do experimento sociológico (o que aliás, é algo bem a sua cara). Veja como você decide por em prática sua experiência:

1.

Por influência de uma cantora mala de MPB, você lança um disco chato.

2.

Percebendo que você passou com louvor na primeira prova de fogo, arrisca ainda mais: grava uma música da dupla teen sertaneja pop rock’n'roll Sandyjunior.

3.

Você dá um fim na banda e lança um disco solo mais chato ainda que o seu disco chato em conjunto com a banda.

4.

Quando todos acharam que você não podia mais surpreender, você, aos 30, começa a namorar uma menina de 16. Não, não é boato. Não, não é coisa da cabeça dela. Eles assumiram.

Não há muito mais o que fazer para testar o gosto do público, até porque me parece que você será aclamado até se comer merda, vide a declaração abaixo:

Ai, gente? Eu tô muito velha ou isso é absurdo? Não tô nem falando do fato que é crime, ok – deixa isso para lá. Vamos fingir que não é.

Aos 16 a pessoa não tem discernimento possível pra uma série de coisas, e muitas dessas coisas devem ser decididas num relacionamento. Eu devo ser muito careta, né? Por que tá todo mundo fingindo que isso é normal. No meu mundo não é não.

Mas o Amarante não ficou atrás…

Isso que até um mês atrás Mallu não dava entrevistas alegando que a família queria protegê-la da exposição. FAIL, né?

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Como foi o Festival Planeta Terra 2008

No sábado, peguei o trem em Santo André e quase duas horas de CPTM depois estava chegando à Villa dos Galpões para conferir as atrações do Festival Planeta Terra.

No saldo geral, o festival foi positivo. O preço das entradas foi honesto e a organização, embora com algumas falhas, entregou o que prometeu.

Ao meu ver, os dois principais problemas foram a falta de água para lavar as mãos nos banheiros e a superlotação da praça de alimentação. No ano passado, a quantidade menor de pessoas fez com que o lugar se mantivesse confortável, mas com os ingressos esgotados a organização poderia ter pensado em duas praças de alimentação. Os preços estavam na média (cara) dos festivais de música: 3 reais por água ou refrigerante, 4 ou 5 pela cerveja, a partir de 5 pela comida, com opções variadas – e a pior esfiha-enroladinho-qualquercoisa de queijo que eu já tive o desprazer de experimentar. Mas o hot dog estava bom.

De resto, pavilhões e setores bem distribuídos, banheiros praticáveis e cheirosos por causa das folhas de eucalipto espalhadas pelo chão, seguranças educados e até a presença de policiais civis à paisana.

Uma grande sacada foi a área de chill out (olha aí em cima), que esse ano, além das mesinhas e pufes ao ar livre, também ganhou esteiras, que permitiram sonecas estratégicas nos intervalos entre as atrações desejadas e garantiram disposição no show seguinte.

Outra coisa legal é que, apesar da pontualidade monstruosa do início dos shows, os pequenos intervalos entre um e outro eram preenchidos por vídeos no telão, da TV Terra, com Sabrina Parlatore e outro apresentador esquisito entrevistando gente. OK, a intenção é legal. Pena que os temas e os entrevistados fossem tão bizarros. Por exemplo, antes do Bloc Party foi possível acompanhar um relato emocionante de Luciana Vendramini sobre sua… síndrome do pânico. Relevante.

Um desabafo: tenho muita preguiça dessas pessoas que levantam suas câmeras digitais e as mantém lá por todo o show, impedindo a visão de quem está atrás. Até entendo querer tirar uma foto ou outra, filmar uma ou outra música. Mas gravar o show inteiro é coisa de idiota, afinal você passa o show inteiro preocupado em filmar, não aproveita e vai chegar em casa e assistir um vídeo tosco. Melhor comprar o DVD da banda, né? No Kaiser Chiefs, eu estava a um metro da grade, mas na minha frente tinha um cidadão de 1.85 de altura que segurou a câmera em cima da cabeça – sem exagero – por TODO o show. Isso quando ele não filmava o telão, o que é uma coisa ridícula de absurda. Um saco ter que ficar procurando espaço para enxergar quando você tá na cara do palco.

Mas falemos de música. Quanto a ela, assisti Vanguart, um trecho de Mallu Magalhães, Offspring, um trecho de Animal Collective, Foals, Bloc Party e Kaiser Chiefs – e falo deles agora:

Vanguart

17h30 no palco principal o lugar ainda estava relativamente vazio, mas um bom número de fãs compareceu ao show dos moços de Cuiabá, que foi bem legal, mas nada além disso.

O som, àquela hora ao menos, estava ótimo. Destaque para a postura de rockstar blasé de Helio Flanders, o vocalista, que disparou frases divertidas como ‘obrigada, você são muito especiais’, e me deixou perguntando que tipo de pessoa realmente elogia usando o termo ‘especial’ na vida real.

Mallu Magalhães

Finalmente vi a Mallu ao vivo! Estava bem longe do palco então não tirei foto (alguém?), mas ela entrou de sobretudo e cartola, parecendo uma adulta que encolheu dentro das roupas (ou o Arnaldo Baptista). Não tive paciência para mais de duas ou três músicas, quase entrei em coma por causa da letargia das canções, mas achei o seguinte: ela está cantando muito bem, cada vez melhor, e as letras dela não são ruins. Está no caminho mais do que certo – vai compôr melhor e cantar cada vez melhor, e daí não tem porquê não ser sucesso, já que meio mundo já a ama. No fim, a impressão que eu tive é que as músicas ficam mais suaves ao vivo, quase como um folk de ninar.

Animal Collective

Dormi.

Foals

Melhor show da noite, de longe. No ano passado, no mesmo Indie Stage, o The Rapture colocou tudo abaixo num show que nem era tão esperado (ao menos se comparado com outros do festival). O Foals fez o mesmo esse ano, numa vibe até parecida: ofuscado pelas outras atrações, acabou se destacando entre os shows que vi, e acabou fazendo todo mundo se mexer muito mesmo de onde eu estava assistindo, que era beeeem longe do palco. Faltaram algumas músicas, mas no geral todas ganham um peso absurdo ao vivo, já que no CD eles parecem até experimentais e ‘lounge’ demais. Gravei uns vídeos (quase inúteis, mas dá para ver que as pessoas estavam descontroladas, ao menos) que serão disponibilizados eventualmente, quando eu conseguir subir tudo.

O vocalista esquisito também ganhou o público falando palavras aleatórias malandras, tipo ‘maconha’ e ‘garota bonita’.  A única ressalva fica para a acústica do Indie Stage, que não tem jeito: é bem ruim, deixa tudo abafado.

Offspring

Já disse muitas vezes: foi a primeira banda de rock que eu ouvi, primeiro CD de rock que eu ganhei. O show foi lotado de hits, um atrás do outro, e isso foi muito esperto – satisfez os fãs e os paraquedistas, já que os hits do Offspring são bem conhecidos até por quem nem é tão fã dos caras. Mas achei o show meio burocrático. Honesto, mas burocrático – faltou a catarse que se espera de um show desse, mas ok, eu estava distante do palco. Vi, pelo telão, umas rodinhas lá no meio.

Bloc Party

Frio. Meia boca. Foi isso que eu achei, e veja bem, eu estava na grade, praticamente. Eles optaram por tocar músicas dos três discos, e eu atribui a isso minha insatisfação (porque só gosto do primeiro), mas percebi que os fãs dos três discos também acharam o show bem morno: vide o que disse o Ian ou a confissão do meu amigo Felipe, via Gmail, que é fanático pelos caras:

Viu? Não sou eu que tô dizendo. E eu nem sei explicar porque eles são tão fracos. Onde eu tava, o som tava bem legal. As músicas eu não conhecia, mas é de se esperar que os fãs conhecessem todas… bom, pelo menos esse letreiro no palco é bonito:

Antes que eu me esqueça: Kele Okereke pediu desculpas pelo playback no VMB. Achei gentil, mas não desfez a má impressão.

Kaiser Chiefs

Qual foi o critério para deixá-los fechando a noite, como atração principal? Afinal, são um grupo divertido, mas em termos de importância eu colocaria o The Jesus and Mary Chain ou mesmo o Offspring encerrando o festival. Mas as dúvidas foram anuladas quando a banda de Leeds subiu ao palco. Porque é assim: vi uma vez uma presença de palco melhor que a de Ricky Wilson, o vocalista, e essa presença de palco foi a de Eddie Vedder. Só.

Nunca vi outro show em que o cara tivesse tanto domínio sobre o público, e chegasse inclusive a brincar com esse domínio. Ficou engraçado assisti-lo fazendo uns movimentos com a mão só para observar a platéia repetindo (eu não fiz para evitar me sentir um mico amestrado, mas eu acho que eu faria o mesmo no lugar dele então achei bem divertido). Ricky impede que as pessoas cantem os refrões em voz baixa, não se contenta enquanto não vê todo mundo pulando e gritando muito alto, se joga na platéia uma, duas, três vezes, sobe na lateral do palco, recita frases em português… Ele comentou inclusive, em português muito capenga, a internação do tecladista Peanuts por causa de apendicite. Peanuts chegou ao palco carregado e Ricky disse algo como ‘ili é un hirói’, além de agitar os gritos de ‘hirói, hirói’ na platéia.

Tudo isso somado aos ilimitados hits do Kaiser Chiefs se converte na fórmula ideal para que todo mundo saia de lá elogiando o show e o vocalista. Não foi a catarse do Foals, mas é um show muito bom, bem acima da média, capaz de envolver até quem não conhece a banda.

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Especial Planeta Terra – um guia para você que caiu de pára-queda

Ter um selo de escrito ‘Planeta Terra – Embaixador Oficial’ implica em algumas coisas. Implica em ser convidado para ir ao festival, leia-se ir na faixa. Implica também em estar escalado para fazer uma cobertura ampla do evento. Implica em receber contatos alienígenas que, ávidos por conhecer nossos costumes, digitam ‘embaixador do planeta Terra’ no Google e chegam no blog.

Implica, inclusive, em ajudar incautos pára-quedistas do Festival. Você achou um ingresso no chão e vai conferir mas não conhece nenhuma banda? Seu/sua namorado/a vai e portanto você é obrigado a acompanhá-lo/a, mas você preferia que a escalação incluísse Ivete e Babado Elétrico? Você sabe que os ingressos esgotaram, todo mundo vai para lá no sábado e portanto você também vai?

Esse guia é para você. Aqui tem tudo o que você precisa saber sobre algumas bandas do Festival (as que eu pretendo assistir), mais uma música para você decorar em três dias e não precisar cantar o fim de todas e fingir que sabe, além de dicas de visual e de como se portar. Manda ver e boa sorte!

Brothers of Brazil

Quem? eles podiam se chamar também Sons of Marta. Supla e João Suplicy se unem numa produtiva parceria, cujos frutos ressoam a bossa nova e rock’n'roll. Cazuza ficaria orgulhoso. Um som feito claramente para ser consumido por gringos ávidos por música brasileira. Inteligente.

Não pode faltar: sei lá, conheci há pouco. Mas achei divertidinha essa aqui embaixo, sem nome, com atenção para os carões do João Suplicy.

Vanguart

vanguart @ sesc bauru
Creative Commons License photo credit: cássio abreu

Quem? Vanguart é minha banda brasileira preferida, disputando o primeiro lugar com os Ecos Falsos. São de Cuiabá, tocam folk em inglês, português e espanhol, com letras meio surreais e um vocalista que tem dado algumas demonstrações de arrogância (e de pedofilia). Mas isso não é suficiente para que eu deixe de gostar da banda. Se fosse, eu não ouviria Oasis.

Não pode faltar: Os hits semáforo e Hey Yo Silver, o último representado abaixo:

Mallu Magalhães

Mallu Magalhães
Creative Commons License photo credit: tatu43

Quem? a garota propaganda prodígio precoce da Vivo tem 16 anos, é fofa e pega o cara do Vanguart faz umas coisas interessantes. Num é que vou morrer se não assistir, mas acho que vale a pena. Tá no pacote.

Não pode faltar: o juizado. E aquela do parapapapapaaaa, olha ela aí (nem consegue segurar o violão, tadinha…):

Foals

foals_002
Creative Commons License photo credit: tacvbo

Quem? poxa, sobre eles só sei que são ingleses e que gosto muito dos singles e do disco, Antidotes, que está na minha playlist desde muito tempo. É um rockzinho marcado pelas guitarras e bateria, chamado de math-rock, mas acho esse nome besta. Tem algo de Bloc Party do primeiro disco e promove vontade de dançar.

Não pode faltar: CASSIUS! (nunca tive visto o clipe e é bem gay, olha aí embaixo) e balloons.

Offspring

The Offspring Concert
Creative Commons License photo credit: briant87

Quem? COMO ASSIM, QUEM?
Não pode faltar: putiz. A música que me fez gostar deles, aos 10, foi Pretty Fly for a White Guy. Mas Kids Aren’t Allright é genial. Mas alguém pode ir a um show do Offspring e não querer ouvir Self Steem? (posso até ouvir o coro de Uooohhh yeaaahhh yeaahhh, ouve aê)

Bloc Party

Bloc Party en Barcelona
Creative Commons License photo credit: alterna2

Quem? uns maluquinhos que fizeram um disco muito bom em 2004 de rock inglês que pode ser tocado na pista sem chocar entusiastas de música eletrônica. Daí fizeram um segundo disco mediano que decepcionou todo mundo, e um terceiro idem. Daí vieram ao Brasil, fizeram playback no VÊ EME BÊ e aí a credibilidade esgotou-se.

Não pode faltar: o vocalista cantando ao vivo.
Extra – pode faltar: todas as músicas dos segundos e terceiros discos.

Kaiser Chiefs


Creative Commons License photo credit: Nelisha

Quem? cinco ingleses engraçados e bons de música pop compõem o Kaiser Chiefs. O som é pop rock com influência do rock inglês, ou seja, no Brasil seria rock’n'roll mesmo, porque nosso pop rock aqui é farofa né? Têm um primeiro disco grudento chamado Employment (e um DVD engraçado), além de mais dois discos, o segundo médio e o último melhor que o anterior mas não tão bom quanto o primeiro. Ufa! E, dizem, sabem fazer um bom show.

Não pode faltar: Everyday I love you less and less e Na Na Na Na Na (não é a das Lipstick), mais a nova, Never Miss a Beat, um dos melhores singles que ouvi em 2008. Escutaí:

Tem mais gente?

Tem, sim. Não vou falar dos DJs porque deles pouco entendo. Mas, representando o BRASIL!!! temos também Curumin, um multinstrumentista paulista que toca uma espécie de samba-chorinho-rock-funkeado (?).

As outras atrações gringas são os veteranos do Jesus and the Mary Chain (minha mãe gostava deles, mas eu dormi), o Animal Collective (com o clipe mais tóxico que eu já vi, no sentido), o Spoon (não sei, me lembrou Counting Crows) e os Breeders (uma espécie de Pixies).

O que mais eu preciso saber?

Essa foto é muito engraçada, já usei ela outras vezes e não me canso

Bom, vista-se adequadamente para um festival cheio de gente alternativa – ou seja, perca um pouco o senso do ridículo! Calças justas, all-stars e nike dunks, óculos de lentes grossas, rayban wayfarers coloridos ou de armação colorida, faixas na cabeça – tudo isso vai te camuflar como um membro da tribo. Pode ir de fã do Offspring também, visual hardcore é mais fácil né? Use a capa do CD do Blink 182 de inspiração e sijoga.

Leia a Bravo! e repita as análises nos grupinhos como o pseudo-intelectual que você é. É bom saber algo sobre o CSS, também. Todo mundo fala sobre o CSS nesses festivais. CSS não é Cascading Style Sheets nem Contribuição Social da Saúde, ok? É o Cansei de Ser Sexy.

No geral, você está preparado! Boa sorte e me conte se deu tudo certo.

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Planeta Terra: comercial legal e horários que você já viu

Lembra que eu mencionei que estive na gravação do comercial do Festival Planeta Terra?

Não dava para imaginar que tudo aquilo que a gente viu se tornaria isso:

Essa é a primeira parte. As outras três, que continuam a história (o vídeo é super legal, quase um curta), podem ser encontradas aqui : Parte 2 | Parte 3

O enredo, meio misterioso e filosófico, não tem desfecho: o final vai ser escolhido pelo internauta. Qualquer um pode enviar um vídeo que encerre a parada. É a Web 2.0 mostrando a que veio e deixando os blogueiros felizes com parcerias fantásticas. O Terra TV também disponibilizou um making of do comercial.

Acho importante assistir, especialmente porque Santo André compareceu em peso na figuração da parada (conheço até o casal se beijando no vídeo 2, po). Se consolidando como metrópole indie, muito mais do que terra de seqüestros ou asilo para assassinos de aluguel fugitivos, minha querida cidade levou amigos e conhecidos para atuarem nessa que foi uma longa e gélida seqüência de takes na Villa dos Galpões.

Aliás, dá uma olhada nos horários do Festival:

Main Stage
17h30 às 18h30 – Vanguart
19h às 20h – Mallu Magalhães
20h30 às 21h30 – Jesus and Mary Chain
22h00 às 23h15 – Offspring
23h45 às 01h00 – Bloc Party
1h30 às 02h45 – Kaiser Chiefs

Indie Stage
16h30 às 17h30 – Brothers of Brasil
18h00 às 19h00 – Curumin
19h30 às 20h30 – Animal Collective
21h00 às 22h00 – Foals
22h30 às 23h30 – Spoon
0h às 1h30 – Breeders

DJ Stage
20h30 às 22h00 – Mau Mau
22h às 23h30 – Mylo (dj set)
23h30 às 1h – Calvin Harris (dj set)
1h às 3h – Felix da Housecat

Minha seqüência já foi devidamente anotada num pedaço de papel que se perdeu no limbo que é minha mochila (apesar de ser bonitona, confira aqui), mas como eu sei de cabeça, informo que chego às 17h30 para assistir Vanguart, em seguida vejo Mallu Magalhães, daí terei uma hora de descanso para conferir Foals. Seguirei direto então com Offspring, Bloc Party sem playback e os Kaiser Chiefs fechando a noite, que promete ser agradável.

Eu e outros 25 blogs – veja a lista aqui embaixo – fomos convidados para sermos embaixadores do Festival, o que para mim cai muito bem – eu fui embaixadora sem ser convidada há um ano, e agora a oficialização disso me deixa muito feliz. Para que eu fique mais feliz, só confirmando mais uma atração brasileira de peso para eu conferir naquela uma horinha de descanso. Que tal os Ecos Falsos? Ou os Los Porongas?

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(Copiei a lista do Eric)

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10 motivos pelos quais o VMB 2008 foi um fiasco

Estive no VMB esse ano. De certa forma. Eu quase não assisti à premiação, porque acompanhei da sala de imprensa e estava empenhada na ingrata tarefa de tentar falar com os inúmeros ‘artistas’ que por lá davam o ar da graça (aguardem exclusiva com a Mulher Moranguinho). Mas mezzo-acompanhei de lá – e assisti à reprise depois. E saí fora do VMB antes do fim, porque tava achando tudo bem chato.

Nunca achei que um VMB podia ser tão chato.

Os motivos pelos quais a premiação foi um fiasco estão bem claros, mas eu acho que se faz necessário enumerá-los aqui. Só para organizar as coisas na cabeça.


Na festa pós-VMB, eles estavam servindo macarrão

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Creative Commons License photo credit: giovanniscanavino

Legal a preocupação do buffet em alimentar geral, louvável e tal. Mas numa festa cheia de gente muito bonita, azaração, bebida de graça, alpinistas sociais… quem ia mandar um pratão de penne com molho de tomate?

A piada não tem graça pela segunda vez

O Mion é um cara engraçado, mas ele já deu o que tinha que dar. Acho que é hora de outra pessoa apresentar o VMB, talvez o Marcelo Adnet. O Mion apresenta dois programas na MTV e tudo que é engraçado nele já é largamente explorado todos os dias. Repetir isso no VMB é roubada. Apesar de algumas sacadas serem boas, a maioria só dá vergonha alheia. Inclua aí a piada sobre ele ficar pelado de novo.

A piada não tem graça pela segunda vez [2]

O Adnet é um cara realmente engraçado. Mas não dá para achar que ele vai ser engraçado se repetir a mesma piada várias vezes. No final do VMB, ninguém achava mais graça naquelas improvisações dele. Não que não fosse algo legal – só não era legal pela décima vez.

O Bonde do Rolê é bem sem graça

Eu gostava do lado piada do Bonde do Rolê, de não se levar a sério e continuar sendo muito ruim. Mas se torna constrangedor o constante esforço do Pedro e daquelas moças novas de ser muito engraçado. ‘Mais uma vez’, a versão bizarra de ‘One More Time’ do Daft Punk, até que foi engraçadinho. O resto da apresentação deles foi extremamente tosco. A cereja da vergonha alheia se deu quando a Ana Bernardino quis ser engraçada e subiu no palco quando o NX Zero foi escolhido a banda do ano, para reivindicar o prêmio para a banda dela. Patético.

Mallu Magalhães não ganhou nada

A MTV e todo mundo fez todo esse hype em cima da menina e ela acabou não levando nenhuma das três indicações. Não que isso queira dizer alguma coisa, mas ela é sem dúvida muito mais uma revelação do que o tal Strike, só para começar.

As mulheres frutas apresentaram uma atração

Eu tive alguns momentos para contemplar as mulheres frutas sendo clicadas pelos fotógrafos na sala de imprensa. E, sem nenhum exagero, poucas vezes vi pessoas tão eufóricas. Satisfeitas. Quase dava gosto de ver.

Na boca das mulheres frutas, José Wilker virou Zezé Wilker, e Bonde do Rolê foi Bonde do Rolééééééé. Com língua de fora no ‘ééééé’.

Mas eu não fiquei na superfície. Conversei com a Mulher Moranguinho e descobri qual livro ela está lendo, além do que gosta de ouvir. Na segunda, só aqui.

Não é uma premiação que você possa levar a sério

Strike ganhou como revelação? Que revelação? Não discuto os prêmios do NX Zero, porque eles são realmente populares. Eu não ouço rádio e dificilmente assisto TV, por falta de tempo. Quando uma música chega em mim sem ser porque eu a busquei, sei que ela ficou famosa, e eu até sei cantar algumas do NX Zero. Mas eu nem nunca tinha ouvido FALAR desse tal de Strike.

O melhor show da premiação foi Fresno + Chitãozinho & Chororó

Não que isso seja um demérito, mas…

O Bloc Party fez playback!

O Bloc Party fez playback. Descaradamente. Nem se deram ao trabalho de fingir que não faziam. Não dá para entender porque uma banda viaja, vem se apresentar numa premiação e se presta a colocar um CD. Também não sei qual foi a da MTV em colocá-los no palco com playback. O blog do VMB diz que assim eles quiseram. Mas jamais vamos nos esquecer da vergonha alheia.

Definitivamente, não é mais sobre música

Foto: Blog do VMB

Não tem sido, por muito tempo. Mas os esforços da MTV em tirar os clipes de boa parte da programação, que começaram com a reestruturação da grade da emissora, ficaram escancarados nesse VMB. A música é coadjuvante; personagens principais são quem dá as caras no VMB, se essas pessoas fazem algo que possa ser comentado depois, o que acontece na festa depois da premiação.

Editado: o Mion escreveu no blog dele um post que eu considerei muito sensato e justo a respeito do VMB. Concordo com boa parte do que ele disse, apesar de não ter gostado da premiação. Além do que, também achei absurdo o Thiago Ney dizer que o o Bloc Party é super cool porque zuou no VMB. Se é que eles fizeram isso para tirar uma com a nossa cara, então é pior ainda. E o Thiago ainda acha isso legal.

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Laura Marling: e a gente se contenta com Mallu Magalhães

Ok que todo mundo já percebeu que eu alfineto a Mallu só pelo prazer de fazer polêmica. Mas o que você, amigo leitor, nem desconfia, é que não é esse o motivo. Eu faço isso para provocar a reflexão em mim e em você uau que pretensão da minha parte sobre a maneira que a gente enxerga as coisas: será a Mallu só hype? Porque ela tem algo que encanta, de fato, mas… as composições dela e mesmo esse ‘algo’ justificam tanto hype?

Acontece que aqui, enquanto menina de 15 anos que toca violão e gosta de Johnny Cash vira notícia, parece que lá no Reino Unido até os talentos são de primeiro-mundo. Minha contraposição é a Laura Marling, é uma moça nascida nascida em Berkshire, em fevereiro de 1990 (isso me assusta, me sinto velha), o que faz com que ela tenha recém-completado apenas 18. E elas tem a melhor voz de todas essas femininas que surgiram depois da Winehouse. Feist, Kate Nash, Adelle: ficam todas no chinelo. Laura Marling só tem 18, mas escreve letras como se já tivesse passado por todas as grandes desilusões amorosas na vida. Alguém se lembra da voz feminina no último disco do Rakes, naquela faixa que fala sobre preconceito no metrô (não sei nomes de músicas)? Lembrou, né? Meet Laura:

Laura Marling
Oi.

Além de todas as outras semelhanças óbvias com a Mallu, Laura Marling tem também uma parecida no quesito sou-menor-de-idade: foi impedida de fazer show numa casa, certa vez, porque era menor. Aí fez show pro pessoal da fila e tudo, como manda o protocolo básico do artista-jovem-descolada-preocupado-com-os-fãs.

Ela lançou alguns singles, dois EPs e um álbum, chamado Alas, I cannot swim, e fez também uma participação legal no novo disco do Mystery Jets. Laura tem um Myspace e um Site Oficial (sim, com maiúsculas).

Ghosts, a que eu mais gosto.

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