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Bacon de cenoura is the new tofupiry

Eu não como bacon com frequência, apesar de adorar bacon. Que me perdoem os leitores vegetarianos (eu devo ter alguns), mas bacon é demais mesmo – e tudo de bacon geralmente é bom, de torresmo a Baconzitos. Acontece que ultimamente eu só tenho sentido o gosto do toucinho (como eu gosto de falar essa palavra, ‘toucinho’, é como ‘cousa’) no feijão. Porque a Gláucia, que trabalha aqui em casa, coloca bacon no feijão, daí eu só pego o caldo e já posso degustar essa maravilha que os porquinhos nos oferecem. O motivo: eu tô de regime. Ou reeducando minha alimentação, como a nutricionista diz. Eu sempre estive na minha vida, em tese, então isso não é nenhuma novidade. Mas eu evito bacon puro, aquele gostoso, torradinho, que a gente põe em cima das fritas, da pizza e do hamburguer.

Tem a coisa do colesterol, também, isso é importante. Mas BOM, como sobreviver à abstinência de bacon é esse desafio que eu venho enfrentando nos últimos, tipo, dois meses. A primeira dica é:

1. Peça para a Gláucia colocar bacon no feijão e coma o feijão sem bacon, com o gosto do bacon.

Essa é uma dica importante e plenamente realizável, mesmo se você não tiver uma Gláucia. Adapte-a às suas necessidades. Mas é aquilo – igual a comer Trakinas sabor limão e Ruffles sabor frango assado. Não é bacon, não tem textura de bacon, não tem cor de bacon…

A outra dica é essa que eu descobri no Google Reader pelo Boing Boing: como fazer bacon frito com cenoura! É não é fritar bacon e comer com cenoura. É transformar cenoura em algo muito próximo de bacon frito!

Eu sei que, não importa o que alguém faça com uma cenoura, ela nunca se transformará em um bacon frito. Isso está bem claro para mim neste momento. Mas veja bem – minha alternativa anterior era sentir o gosto do bacon em caldo de feijão. Essa segunda opção me dá algo que tem aparência de bacon e textura mais próxima de bacon (ignore que qualquer outro alimento tem textura mais próxima de bacon do que feijão). Então olha aí, por curiosidade, o que diz a receita dos brothers que tiveram essa ideia lá no Flickr:

1. Plante e colha sua cenoura;
2. Use um cortador de legumes (mano, vende no trem e custa 1,50) pra cortar suas cenouras em finas e deliciosas fatias que se pareçam com bacon (USE A IMAGINAÇÃO AQUI)
3. Use um DEEP FRYER (comé que traduz isso? FRITADOR PROFUNDO? São aquelas panelas em que você imerge o alimento no óleo, sabe? Tem em restaurantes que fritam batatas, você já deve ter visto uma) para fritar suas SOON-TO-BE-BACONCARROTS em oléo de canola a 375 graus por um minuto e meio.

A verdade é que eu não faço ideia de como fazer esse passo. Só estou reproduzindo. Se alguém tiver uma boa ideia, por favor, use e abuse dos comentários, eles estão à sua disposição. Alô galere do Paladar, me ajudem aqui.

4. Coloque sal trufado nas suas cenouras, a essa altura já bacons. Coisa fina e tal.

E aí é isso. E sim, eu sei que eu deveria desencanar de regime e comer bacon de verdade – só achei que era uma informação interessante que tinha gente por aí substituindo bacon por cenoura, ainda que isso seja triste e, de certa forma, um pouco patético. Até porque, se você já vai comer cenoura frita, que coma o bacon, né.

No fim, bacon de cenoura vai acabar entrando na mesma categoria do TOFUPIRY e da proteína de soja (SOJA NÃO É UM BICHO, LOGO, NÃO DÁ PRA TER CARNE DE SOJA, POR DEUS. Parem de usar esse termo, por favor).

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O feitiço do Cheddar McMelt maligno

Falemos de McDonalds.

McDonalds é daquelas coisas que não são exatamente gostosas, mas a gente come porque tá alí. Ok, a batata frita é gostosa. O Cheddar é um bom lanche. O resto, sério, carece de gosto. Eu sempre achei isso, e por esse motivo mesmo, nunca fiz questão de comer no Mc. Se fosse pra comer comida desse gênero, Burger King dá um pau.

É por isso que estranhei como, nos últimos dois meses, minha vontade de comer McDonalds aumentou exponencialmente. Comecei a me alimentar semanalmente com números 4, o que nunca tinha acontecido antes. Ninguém consegue comer no McDonalds toda semana e achar ok. O Cheddar é um grande lanche, mas está diminuindo em velocidade diretamente proporcional à redução das calotas polares. Não mata a fome, o hambúrguer é insosso e é caro. Ou seja: no fim, não vale a pena. Eu sempre soube disso. Por que é então que eu estava querendo devorar um daquele sempre que possível?

Foi aí então que minha fiel escudeira @gabrielahesz me alertou para a recente inserção de painéis publicitários do McDonalds nas estações de trem e de metrô. Massivamente. Como você sabe, passo boa parte do tempo dentro dessas conduções. Assim que ela mencionou, a propaganda em questão me veio à cabeça, vívida: um Cheddar delicioso, com queijo transbordando, pelo mísero valor de R$5, praticamente sendo esfregado na minha cara todos os dias quando eu ia e voltava do trabalho.

Cheddar delicioso

Não acho que ninguém aqui tenha dúvidas quanto à eficácia da publicidade. Mas se fosse o caso, essa peça acabaria com qualquer indecisão. A primeira coisa que vem a cabeça do cidadão ao olhar esse cartaz é algo como “Preciso de um lanche desses para ser feliz. Ele é tão suculento, o queijo é tão brilhante e abundante, tem tanta cebola. É disso que eu preciso. E custa só cinco reais”. Ou algo assim.

Eu fui completamente seduzida pelo lanche. E queria ter acesso aos números (tipo, estatísticas, não aos lanches, esses eu tenho. Todos temos) do McDonalds, porque tenho certeza que as vendas do Cheddar aumentaram de maneira escandalosa depois dessa campanha. E o pior, não dá pra sacar o que há de especial nela, porque veja bem – o lanche está em cima de um carpete vermelho. Um sanduíche. Em. Um. Carpete. Não faz sentido, não deveria ser tão hipnotizante, mas é.

Resultado automático: o excesso de ingestão de Cheddars casou curiosamente com o surgimento de várias espinhas no meu rosto e de um mau-humor crônico, além de uma TPM mais descontrolada. Pra suprir essa voracidade sem me ferrar com hormônios de hambúrgueres industrializados, resolvi aprender a fazê-los. Segui uma mistura das dicas para hambúrgueres do Fred (esse hambúrguer com recheio de provolone é genial), do Gravata e do Roberto, do Fora de Órbita.

Fiz meu próprio hambúrguer, que ficou até que gostosinho. Mas nem ele, nem a visão dos fabulosos sandubas da Cheese & Burger Society me fizeram esquecer o sonho do Cheddar próprio. O que será que esse carpete vermelho fez comigo?

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Saladas e fast-food: sutilezas de uma vida em dieta das quais ninguém fala

Existem algumas sutilezas da vida de uma pessoa em dieta que não são mencionadas pelo médico, pela nutricionista ou por essas revistas que prometem 6 quilos a menos em uma semana com o chá milagroso da Síria.

kcal

Você dorme enquanto nós amputamos seus membros inferiores – acorde 9 quilos mais magra!

Dietas, infelizmente, podem gerar mal-estares sociais absolutamente imprevistos, já que a maioria dos lugares usados para reunir os amigos incluem comida, e normalmente essa comida não se encaixa na dieta.

É pior se você realmente sai pra comer, e não tipo, pra bater papo e a comida é coadjuvante. Vamos supôr que você está lá, faceiro e contente com seus camaradas, voltando de uma noitada divertida. Todos estão com fome e resolvem passar, digamos, no McDonalds.

O McDonalds (em itálico) é um exemplo genérico. Representa aqui o ‘restaurante fast food gostoso sem opções minimamente razoáveis pra quem não quer ingerir um mês de sódio em uma refeição’. É como chamaremos esse gênero de restaurantes, mas não representa exclusivamente a rede mencionada. Pode ser qualquer outra que se encaixe no padrão.

A verdade é que optar pelo menu light em lugares que vendem por princípio e tradição junkie food gera um mal-estar coletivo (comumente) feminino. A única pessoa no lugar que não se assusta durante o pedido é a atendente. O indivíduo que pede salada sente o tempo parando e todas as mulheres do restaurante lançando um olhar de canto de olho, um misto de culpa, ódio e admiração. E é aí que o suicídio social começa. Quando você pede salada nesses lugares, lembra as pessoas ao redor que elas poderiam estar comendo algo um pouco mais saudável mas não o fizeram por opção, e isso as faz sentirem-se mal. Terrivelmente mal.

Além dos olhares desconhecidos de desconforto, a prática da salada também gera constrangimento na propria mesa da pessoa em regime, em alguns casos. Se você estiver acompanhado/a de mulheres e se elas não forem muito próximas de você, vai reparar que algumas frases de ressalva começarão a surgir. São os argumentos de auto-comiseração, que num contexto social funcionam para a moça que de sobremesa pede o Sundae e não a maçã (blergh!) como amenizadoras da culpa enorme que você e sua outrora inofensiva dieta despertaram nela. São coisas faladas entre dentes e como se fossem uma piada, e variam entre coisas como “veja como sou gorda, enquanto como um Big Mac nojento você se delicia com um talinho de agrião”.

agriao
Uma sinfonia de sabores e texturas infinitas, o agrião contém

E você quer saber de uma coisa? Desculpe, mas ir ao McDonalds e pedir salada é como pedir um Big Mac e um refrigerante diet. É completamente inócuo e só vai fazer você parecer idiota. Se você tá na chuva, guarda-chuva não serve pra nada.

Primeiro que não adianta sair com os amigos e fazer eles se sentirem mal todas as vezes porque você não compartilha das coisas gostosas que, convenhamos, fazem parte da confraternização. O bolinho de queijo, o chopp, as fritas – tudo isso faz parte do happy-hour, você está no happy-hour, então coma e por favor não peça uma porçãozinha de queijo minas grelhado porque isso vai ser chato. E se acontecer sempre, as pessoas vão começar a te achar a/o mala que nunca bebe a cerveja ou come o provolone à milanesa. De que adianta ficar mais magro e saudável se você ficar chato?

Sair pra ficar se preocupando com calorias? Na boa, prefiro ficar em casa. E se o seu regime é tão rigoroso que na sexta você não possa sair de casa e desviar um pouco dele, provavelmente quando vocêm tiver uma recaída vai comer tanta coisa proibida que vai desistir da dieta. Ou seja – a não ser que você vá a happy hours todos os dias, petiscos de bar uma vez por semana não vão acabar com você.

É por isso que eu, como defensora constante da verdade (pfff) e combatedora da hipocrisia social, clamo: ainda que você esteja de regime, nunca vá ao McDonalds e peça a salada. McDonalds é lugar de comer coisas gostosas, cheias de óleo, que bloqueiam as artérias e te fazem sentir entupida de comida altamente não saudável. Salada não faz isso. Salada a gente come em casa, mais gostosa, com molho preparado em casa, com os ingredientes que a gente quiser.

Se você realmente for dar-se ao trabalho de sair de casa para ir ao McDonalds, mas não quiser mesmo enfiar (tanto) o pé na jaca, é só trocar o refrigerante por um suco e pedir um lanchinho daqueles com frango grelhado. E mesmo assim, ainda defendo que se você for ao McDonalds, coma o lanche que mais gosta, não importa o quão vilão ele for.

Ainda assim, se você optar pelo lanchinho nhé com franguinho grelhadinho e saladinha bléh, mais o suquinho esquisito, vai surgir a inevitável questão: ‘E quanto à batata frita?’. E eu respondo – coma. Senão, não faz sentido ir ao McDonalds. Não faz sentido viver se privando das coisas legais – isso inclui comidas gostosas e momentos legais com os amigos -, não importa o motivo.

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O jogo da semana

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Você que é fã dos jogos de simulação de gerenciamento, desde o Sim City até Rollercoaster Tycoon e o finado (esse é velho) Sim Farm vai adorar o Mcdonalds VIDEO GAME. Nesse joguinho em flash, você deve cuidar de todo o processo necessário para manter um restaurante do Mcdonalds: cultivar soja e criar gado, contratatar funcionários, cuidar do departamento de relações públicas e de publicidade… é viciante! Eu passei umas boas horinhas jogando.

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