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On the road again: o que mais tem na Venezuela é ET

On The Road Again - blogueiro oficial!

A mais convincente aparição de extraterrestres que eu já tive o prazer de assistir, mesmo após anos em busca de vídeos verossímeis de ovnis do YouTube, aconteceu no On The Road Again Venezuela.

Não há dúvidas de que é um fantoche extraterrestre. Mas eu não arriscaria a piada que eles tentaram executar no vídeo, sob o risco de parecer idiota. Até porque… só crianças acreditariam. Foi como quando eu viajei com a escola, na sexta série, para um hotel-fazenda no interior de São Paulo e nos levaram para o meio da selva. Nos disseram que conheceríamos índios de verdade. No meio da trilha, depois de passarmos por ocas, objetos indígenas displicente e propositalmente largados pela floresta, encontramos um índio.

Quando contei pra minha família, eles riram. ‘Ah sim, um índio, claro que era de verdade’. Eu achava que era, eu acho que era. Porque a memória que guardei da ocasião é de que conheci um índio de verdade, que pintava o rosto com urucum e não sabia conversar direito em português, tinha um sotaque bizarro. Mas a minha família me zuou tanto que hoje eu não sei se o cara era verdadeiro ou não. E até hoje me sinto feita de idiota pelos monitores do hotel-fazenda.

Moral: só faça piadas dessas, usando modelos aparentemente convincentes (ou fantoches, ok) se for pra colocar em algo tipo o KidsTube. Porque senão você corre o risco de parecer que fez uma piada muito sem graça.

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On the road again: bizarrices na rodoviária e ETs em Gran Sabana

On The Road Again - blogueiro oficial!

Rodoviárias podem ser apenas um detalhe numa viagem, mas elas guardam mais segredos do que parecem. Eu passo todos os dias por uma grande rodoviária para ir trabalhar e por isso posso dizer que um terminal rodoviário tem a maior concentração de pessoas bizarras por metro quadrado. Fora isso, a rodoviária também é palco de situações curiosas e imprevisíveis todos os dias. É um lugar, por definição, de encontros e despedidas, e a vida – no geral – é feita disso, como disse o poetinha.

Mas depois de muitos anos sem tal experiência, viajei de ônibus no último fim de semana. O destino era inicialmente a cidade de Socorro, no interior de SP. Quando desci para a plataforma, percebi uma movimentação anormal e logo vi que algo muito errado tava acontecendo. Levou uns segundos até me dar conta do panorama total, mas era o seguinte: tinha um tio pançudo caído no corredor e uma equipe de paramédicos estava tentando reanimar o véio, fazendo massagem cardíaca e respiração boca-a-boca, usando também um desfibrilador. Sério, eu só tinha visto em filme, mas a cena é angustiante.

A família tava toda ao lado – mulher, possíveis filhos e netos, genros e genras. Tenso. O problema era olhar praquele senhor no chão, já morto, e ver três médicos tentando trazer o cara de volta (ou mantê-lo vivo mecanicamente, whatever) e pensar no que tudo aquilo implicava, até espiritualmente – ‘puta merda, o cara acabou de morrer. Por quê? Será que ele vai voltar? Será que eu também não posso cair morta aqui agora?’. Foi pelo menos uns 15 minutos de CPR e nada do tio voltar. A família estava aos prantos, e o médico no comando ordenou que os paramédicos continuassem tentando. 10, 20, 30 minutos e nada… a ambulância chegou, tirou o cara de lá e eu fiquei olhando, agora mais de longe, que as tentativas de reanimá-lo continuaram dentro do veículo.

Queria muito saber se aquele cara ia sobreviver. Meu vô ficou um tempão tecnicamente ‘morto’, há 6 anos, e está vivo e serelepe hoje. O tio ainda tinha chances. Mas não dava mais para ver nada dentro da ambulância, e eu resolvi continuar caminhando, ainda que a trilha sonora no iPod desse uma dramaticidade muito maior à cena: era Let There Be Love, do Oasis.

Sob a benção da mesma música, caminhei mais uns passos e a cena seguinte tocou, novamente, meu coração: um casal incomum se despedia tristemente. Era um travesti beeem, digamos, inverossímil, quase com barba e várias tattoos de cadeia (mas tinha silicone, o que trazia um aspecto meio confuso pra cena) e um cara gigante, tipo segurança-de-boate-de-quinta. E sério, a cena era bonita. Eles tavam muito tristes, e se amavam muito. Não sei qual dos dois ia embora. Mas eu já tava abalada pelo episódio do velhinho, e somou-se isso à música que tocava de fundo, a situação toda virou quase um clipe da MTV.

Acabou que eu fui olhar qual era minha plataforma pra ir direitinho e tal: 23. Po! 23 é meu número da zorte/azar. Eu nunca vi aquele filme, mas nasci às 8h23 e passei uns 5 meses com o 23 me perseguindo em todo lugar que eu olhasse. Isso somado ao fato de que minha mãe tinha sonhado que eu morria, mais tudo que tinha acontecido com o tiozinho e minha epifania de ‘o amor existe’… fiquei em pânico. Eu precisava conversar com o motorista para descer duas cidades depois de Socorro, em Águas de Lindóia, mas nem ferrando eu tive coragem. Achei que tudo aquilo era um sinal pra que eu ficasse o menor tempo possível dentro daquele ônibus.

Mas deu tudo certo e eu cheguei bem e tal. No fim do festival de bizarrices, só não vi o que queria ter visto desde o começo – ETS! O lugar pra onde eu fui, próximo de MG, é conhecido por causa dos avistamentos de extraterrestres. Não tanto, contudo, quanto a Gran Sabana, na Venezuela. O último blogueiro do On The Road Again, Inti, foi para lá e conversou com o tio que falou não só dos extraterrestres, mas dos INTRATERRESTRES e dos ULTRATERRESTRES. Dá uma olhada (são dois vídeos):

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On the road again: rafting (esse sim, muito radical) no Equador

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Sabe que esse negócio de esportes radicais na floresta é tudo uma maravilha até que você viva o negócio, né. Quando eu tava na 8ª série (sério, nem faz tanto tempo assim. Foi em 2002), minha viagem de formatura foi para Brotas, no interior de SP. Brotas é a estância turística de esportes radicais que as pessoas daqui de SP costumam ir pra praticar esses esportes… fakes.

Tipo isso. O que meio que me decepcionou quando eu fiz rafting em Brotas (fiz bóia-cross também, que consiste em descer o rio sozinho em cima de uma bóia que parece uma câmara de pneu de caminhão) é que os instrutores fizeram um terror de que a coisa era séria. De que havia adrenalina, que era perigoso cair do bote, bater a cabeça nas pedras e morrer. Ensinaram técnicas de como descer o rio se você for levado pela correnteza e coisas assim.

Na hora da brincadeira, só um menino caiu (e voltou rapidinho pro bote) e o resto correu bem e, sinceramente, sem muitos momentos de tensão, quedas de 20 metros em cima do bote ou atingindo velocidades incríveis.Talvez eu esteja sendo meio dura. Desse jeito, parece que eu queria uma tragédia, uma cena de resgate numa cachoeira. Mas nem é isso. É que foi monótono, baseado em movimentos pré-combinados de remo e do corpo e nem teve tanta alegria assim.

Desconfio que eles levaram a gente num trecho ‘suave’ do rio. Estudava numa escola católica, e as freiras na ocasião separaram os meninos e as meninas de cada um dos lados do alojamento e proibiram, inclusive, que transitássemos pela área que separava os dois alojamentos. Era uma faixa de uns 10 metros em que ninguém podia pisar, sob risco de bronca. Se era proibido chegar perto do sexo oposto, porque a gente acreditou que elas nos deixariam fazer rafting de verdade? Se bem que rafting não engravida…

De qualquer forma, não posso dizer que não me refresquei. Por outro lado, se há algo que eu recomendo para quem vai fazer esses esportes é repelente. Eu fui atacada de maneira brutal pelos ‘borrachudos’. Não sei o nome científico, mas aqui em SP é assim que eu conheço esses bichinhos que quando picam estufam com o sangue.

No próximo fim de semana, vou viajar pra um lugar em que dá pra praticar rafting de novo e vou ver se as irmãs scalabrinianas do colégio podaram nossa diversão mesmo ou se a coisa é toda café-com-leite para os amadores. Conto quando voltar.

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On the road again: cápsula do tempo no Equador

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Não sei o que acontece, mas eu tenho essa fascinação por história. Não é incomum que eu fique imaginando o que poderia ter acontecido nos séculos anteriores em todos os lugares diferentes que eu passo. Fico olhando em volta, buscando referências na decoração, perguntando pras pessoas em volta.

Acabo parecendo uma doida, mas é que eu me interesso muito por essas coisas. Quer ver? Ano passado, usei o FutureMe para enaviar um e-mail para eu mesma no futuro.  Vou recebê-lo aparentemente no ano que vem.

Daí você diz ‘puta merda, que coisa inútil’. Cara, não é inútil! Na minha idade (e eu espero que para sempre), a gente muda muito o tempo todo. Pensa de um jeito hoje, amanhã já pensa de outro. E é tão rápido que algumas coisas são imperceptíveis. O blog é um jeito de manter um registro cronológico de como eu sou para comparar com as mudanças no futuro; esse e-mail aí é outro, mais divertido, porque eu fiz inclusive umas projeções baseadas nos meus planos para o futuro.

Uma vez, no Beakman ou no X-Tudo (se você nasceu nos anos 80 sabe o que são), eu aprendi a fazer uma cápsula do tempo. O nome parece mais legal do que realmente é, mas na verdade a tal cápsula é um invólucro que pode ser feito em casa com materiais que retardam sua deterioração. A idéia é colocar dentro uma carta para os humanos do futuro, coisas pessoais e tal, para que os arqueólogos do ano 3000 possam anunciar numa revista científica que fizeram uma descoberta incrível sobre um ser primitivo.

Pode-se argumentar que a Terra não estará viva para contar história no ano 3000, mas certamente estará; a Terra, em si, tem um poder de adaptação incrível. Nós é que provavelmente não estaremos, mas esse é exatamente o princípio da cápsula, não é?

No vídeo acima, o blogueiro da semana do On the road again, Andres Santos, não usou alumínio (como eu vi no Beakman ou X-Tudo) em sua cápsula do tempo, mas enterrou várias coisas usando um Tupperware simples.

É uma escolha até que prática, já que o plástico demora muito tempo para se decompôr. Mas é frágil, pois o pote derreteria em contato com altas temperaturas e, sem lacre contra água, seria inundado no caso de uma enchente; além disso, caso a cápsula venha a ser desenterrada e entre em contato com a luz do sol, como é transpartente, os itens dentro dela poderão estragar. Por fim, o cara escondeu um CD-R em uma dos potinhos. E a vida útil de um CD-R é bem curta, muito dependente das condições de armazenamento.

Por causa desses descuidos, andei pesquisando a melhor maneira de fazer uma ‘cápsula do tempo’ e guardar coisas legais para os arqueólogos do futuro reduzindo as chances de que elas se percam no caminho. Vi as dicas aqui e aqui:

  • Se for enterrar a cápsula (outra alternativa é escondê-la dentro de um buraco na parede, por exemplo), o ideal é usar um invólucro mais resistente. No improviso, uma lata grande de achocolatado em pó (desde que a tampa e o pote sejam feitos de aço/alumínio) deve servir.
  • Sobre o que aguardar lá dentro, acho que é pessoal, né? Eu colocaria pelo menos o jornal do dia e coisas que caracterizassem nossa sociedade (DINHEIRO?). Coisas peculiares, tipo um abridor de latas e um controle remoto. Apenas evite coisas que possam se deteriorar em condições extremas, como borracha e coisas assim.
  • Sele a tampa usando epox de qualidade.

Esse pdf, que infelizmente é em inglês, é um documento muito detalhado sobre como fazer com que sua cápsula do tempo realmente dure para as gerações futuras. Para baixá-lo / visualizá-lo, clique aqui.

Só não dá pra entender quem faz cápsula do tempo pra abrir, tempos depois, com a família. É muito trabalhoso; mais fácil usar o FutureMe, mesmo.

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Lembra que eu expliquei aqui que estou divulgando uma ação da Chrevolet numa série de posts patrocinados que vai até fevereiro?

Óbvio que você já deve ter notado, afinal eles aparecem em média duas vezes por semana por aqui. Mas é o caso de avisar caso haja algum leitor novo…

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On the road again: rede social permite compartilhar experiências da estrada

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Eu sempre tive ressalvas com esse negócio de fotografar viagem. Agora que todo mundo tem Orkut e câmera fotográfica digital, as pessoas viajam e ficam se preocupando muito em tirar fotos de todos os lugares. Daí chegam em casa e a primeira coisa que fazem é colocar no Orkut, para ostentar como se divertiram e como causaram em lugares irados.

Mas é claro que não é todo mundo que tem essa visão babaca. Fotografar e filmar viagem é um registro importante, porque não existe maneira mais eficiente de guardar alguns detalhes de uma viagem legal, mesmo que esteja tudo dentro da sua cabeça. Com o tempo, só sobram imagens principais, marcantes, e os detalhes se perdem na memória. Os registros digitais são o único jeito de lembrar exatamente como foi determinado passeio muuuitos anos depois.

Além disso, nesse negócio de Web 2.0, todo mundo quer compartilhar tudo e por isso a gente já tá acostumado a consultar experiências de outras pessoas antes de fazer as coisas – viajar incluso. E se antes era preciso subir o vídeo no Youtube, as fotos no Flickr, mostrar o mapa do lugar pelo Google Maps e publicar o texto no seu blog e mandar o link pra todo mundo, o esquema criado pelo site OnTheRoadAgain.la juntou tudo num lugar só.

Pra quem viaja muito e gosta de registrar tudo, basta se cadastrar lá (como em uma rede social) e compartilhar vídeos, fotos, rotas e relatos da mesma viagem. Achei legal a organização de poder juntar tudo. Vou viajar esse mês, vou testar e falo aqui se o negócio é prático mesmo. Se alguém é viajante aí, também pode fazer a experiência.

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On the road again: 6 sites que você precisa visitar antes de viajar

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Que alegria! O fim do ano chegou e trouxe com ele (se você não for eu) as tão aguardadas férias. E o que é que a gente (eu não ok) faz nas férias? Viaja.

Só que preparar a viagem, por si só, é uma dor de cabeça enorme. Escolher destino, pesquisar preços de passagens, lugar pra ficar, grana, onde ir, o que levar… se você fizer tudo direitinho, o stress pré-viagem será compensado pelos bons momentos da viagem em si. E alguns sites podem te ajudar inclusive a reduzir esse stress e a planejar as coisas com mais traqüilidade. Usando essa lista aqui e um pouco do Google, cheguei alguns endereços essenciais para facilitar a vida de quem quer sumir por uns tempos. Dá uma olhada:

6. Free travel guides

Você vai viajar pra um lugar legal (nos EUA ou no Canadá). Daí lê um monte de coisa na internet e resolve comprar um daqueles guias do National Geographic que vendem em qualquer banca de jornal. Mas quando chega lá o Guia Júnior tá saindo por tipo R$114,90. Oi?

O Free travel guides te salvou dessa. Porque ele disponibiliza, como o nome muito sabiamente explicita, Guias de Viagens Gratuitos para os EUA e Canadá. Entra lá, escolhe o destino, baixa o guia (ou pede pra enviar pro seu e-mail) e fique por dentro das fitas de mais alta periculosidade rolando pela América.

5. Planet Love – the foreign bride guide

Você, gringo, está louco para arrumar uma asiática/latino americana, ter uma relação feliz e duradoura, casar-se, ter filhos e morar numa linda praia em Santa Catarina/Dubai?

Sua busca se tornará muito mais fácil com o incrível Planet Love – the foreign bride guide, que ensina tudo sobre como conquistar e desenvolver relacionamentos sérios com mulheres que estão loucas atrás de um gringo rico porque moram em países subdesenvolvidos então seu trabalho nem deve ser tão difícil assim asiáticas e sul-africanas. O site reúne informações sobre costumes, dicas sobre como ‘cortejar’ a garota (sic) e se tudo der certo, até informações legais e burocráticas sobre como casar com um estrangeiro.

Tem, inclusive, um relato super romântico de um casal que visitou o Vulcão Totumo, na Colômbia, e tomou banho no lodo com propriedades afrodisíacas medicinais do Totumo, mais ou menos igual ao que o Patton (só que sozinho):

Só um alerta: se estiver com sua gata latino-americana ou asiática no lodo, por favor, não use o notebook dentro da piscina de lama. Acho que a nerdice pode asssustar.

4. World Taximeter

ISSO SIM é útil. Porque taxista é, segundo o IPI-Olhômetro/Census, a terceira profissão que mais engana pessoas por dia ao redor do mundo. O tem uma lista de cidades famosas turisticamente (mas não dá pra escolher qualquer cidade do mundo. Isso é o grande problema, aliás, não tem nenhuma cidade no Brasil) e basta escolher o lugar, onde você está e pra onde vai para calcular o preço da viagem e não ser enrolada por nenhum taxista sacana.

3. Don’t forget your toothbrush

Você cria um cadastro e ele cria pra você uma lista personalizada (baseada no que você escolher e nas características da sua viagem) do que NÃO esquecer de levar ou de fazer antes de viajar. Só esse já resolve 80% dos problemas que costumam acontecer quando a gente viaja. E é de graça.

2. The guide to sleeping in airports

Se você é, como eu, uma pessoa econômica, vai achar esse útil. Nesses mochilões, pode ser muito econômico passar uma (ou duas, ou três) noites no aeroporto. Sabe como é. E esse site é seu melhor amigo. Ele indica os aeroportos mais apropriados para uma soneca (e os menos), dicas para não ser incomodado e outros macetes, tudo endossado (ou não) por outros praticantes desse esporte ao redor do mundo. Em época de crise global, nada mais apropriado.

1. Couch Surfing

A essa altura do campeonato você já deve ter ouvido falar de Couch Surfing, mas como meu dever é informar os que ficam para trás nessa avalanche de informações que nos soterra diariamente, ouça atentamente: couch surfing é a prática de contatar pessoas comuns ao redor do mundo que abrem suas casas (e sofás) para viajantes sem grana. A idéia é hospedar alguém na sua casa e, além de fazer um viajante feliz, fazer um intercâmbio de culturas. O site serve para quem quer receber viajantes ou para quem precisa de um sofá em algum lugar do mundo, além de abrigar depoimentos de couch surfers sobre residências confiáveis (e também dos anfitritões sobre os viajantes).

Antes que alguém fale sobre o perigo de receber desconhecidos em casa num mundo perigoso desse… é sim, é um risco a se correr. Mas parece que as coisas estão dando certo, ou a prática não teria se difundido.

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On the road again: 10 lugares que eu gostaria de conhecer antes de morrer

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Sou uma cidadã do mundo e sei disso há muito tempo. E é por isso que tenho compilado, desde sempre, uma lista mental de lugares que gostaria de visitar, por um motivo ou por outro. Ignorando o fato de que, na verdade, eu gostaria de conhecer todos os lugares, escolhi dez que eu preciso visitar antes de morrer.

10 – Tibet

Tibet

Cara… dizem que é bom para meditar, não é? E que tem arroz pra cacete. E eu sei que tudo que eu preciso, no fundo, são uns bons anos meditando. O arroz eu não preciso, mas deve ser interessante.

9 – Rússia

Uma vez sonhei que estava na Rússia. No meu sonho preconceituoso, a Rússia era como no 007: Goldeneye para Nintendo 64 – era cinza, tinha pessoas com fuzis caminhando pela rua (crianças, inclusive, e eram briguentas), tocas peludas e muito, muito gelo. Como essa visão certamente não corresponde a toda a realidade envolvendo esse país dos tomadores de Vodka, decidi que precisaria conhecer a verdade um dia desses.

8 – Islândia

Islândia

Assisti a um documentário no Record Espetacular, há muito tempo, que dizia que a religião oficial da Islândia era o paganismo nórdico. Mas pesquisando para escrever esse post, descobri que não era verdade.

Ainda assim, apesar de ser um país quebrado e leiloado no eBay, é um dos lugares que eu gostaria de conhecer por causa da cultura (essa sim, muito influenciada ainda pelo paganismo nórdico), por causa do frio e por causa da existência de alguns fiéis do paganismo, que fazem rituais próprios (e, porque não, devem tomar hidromel!) Além disso, tem aquelas pradarias esverdeadas, e os Fjörds.

7 – Seattle

Nunca gostei mais de uma banda do que do Pearl Jam. E o Nirvana foi o responsável por por abrir para mim as portas do rock’n'roll. Eu sempre sonhei em conhecer a capital do Grunge, mesmo que o Grunge seja só um nome, e que lá seja frio e que todos por lá usem camisas xadrez de lenhador e não tenham nenhum senso de moda.

6 – País de Gales

País de Gales

Por causa da língua, super misteriosa e incompreensível, e da cultura, que ainda guarda características da cultura celta aqui e acolá, eu sempre achei que esse seria um lugar muito legal para conhecer. E há os castelos.

5 – Holanda

Ok, agora eles estão regredindo nas liberdades, mas não é lá onde é tudo liberado? Além disso, me parece um belo país pra visitar se você não tiver fazendo nada, assim, numa tarde de julho.

4 – Itália

Eu estudo italiano. Há dois anos, para ser precisa. E dois anos de idioma trazem, no mínimo, vontade de ir pra um lugar onde você possa praticar 24 horas por dia e falar direito. E todos os meus livros didáticos tem imagens de paisagens lindíssimas e comidas deliciosas.

3 – Irlanda

Não sei, mas a Irlanda me parece o lugar ideal para ir se vocêr quer saber o que é o Reino Unido mas não quer a loucura de Londres. Dublin é um nome legal demais para passar batido, e o sotaque deles só não é mais legal do que o da Escócia (poxa, também gostaria de conhecer a Escócia).

2 -São Tomé das Letras

São Tomé das Letras

Já mencionei minha vontade de ir para a cidade aqui, uma vez. Interessada que sou por fenômenos inexplicáveis, tipo ETs e coisas místicas, não poderia ter ficado mais curiosa quando meu pai mencionou, há muitos anos, que lá havia uma ladeira em que eu carro descia – para cima. Já tentei mais de 4 vezes engajar amigos na ida para São Tomé, mas eles nunca se animaram de verdade. Quem sabe eu acabe indo sozinha…

1 – Egito

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As pirâmides, meu caro. As pirâmides. Preciso dizer algo mais?

De qualquer forma, enquanto eu não viajo, tem uns caras viajando. O Patton, agora, está na Colômbia. Lá, ele escolhe a Miss On The Road Again, cozinha lagostas e visita uma tribo de índios Wayuu e conversa com eles sobre seus costumes, inclusive o curioso ritual feminino de passagem de ‘menina’ para ‘mulher’ – olha o vídeo:

Os vídeos da aventura estão todos disponíveis nessa playlist.

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On the road again: como capoeirista, Rafael Ziggy é um ótimo blogueiro

Em mais um episódio na saga de colocar câmeras nos lugares mais improváveis e filmar ângulos que nenhum outro homem foi capaz de capturar, Rafael Ziggy esteve na paradisiaca praia de Taipú de Fora, em Maraú, a 90 km de Itacaré, e por lá resolveu bigbrothear uma roda de capoeira.

Ziggy colocou câmeras na cabeça, pés e peito dos capoeiristas. E a da cabeça ficou sensacional, porque coloca o espectador numa visão tipo jogo de capoeira em primeira pessoa.

Assistam até o fim e confiram a surpreendente performance do próprio Ziggy como capoeirista. Eu já lutei capoeira, mas não me arriscaria numa roda contra ele.

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On The Road Again – arte de sucata e um FAIL aerodinâmico

Como eu expliquei na semana passada, vou divulgar aqui até fevereiro a On The Road Again, ação da Chrevolet+NatGeo que leva alguns blogueiros da América Latina para viajar por lugares legais e paga outros para falar das viagens.

Feliz de nós, que estamos no segundo grupo, já que a ação produz todo o tipo de conteúdo pra gente poder divulgar – falando em multimídia, tem vídeo, foto e relato dos sortudos que viajaram. Assim, dá pra fugir do convencional e publicar umas coisas um pouco diferentes.

A bola da vez é Rafael Ziggy, uma das mentes por trás do Sim, Viral. Ziggy está desbravando o Litoral Sul da Bahia e, entre outras coisas que podem ser vistas nessa playlist do YouTube, foi até um vila hippie e pediu a um desses tiozões malucos hippongos que ele transformasse uma pilha de lixo eletrônico (tranqueiras tecnológicas tipos teclados, mouses, hds velhos e tal) em arte. O resultado? Veja você mesmo:

É, eu também não entendi, mas aí a gente entra naquela discussão do que é arte, né?

Em outra demonstração fantástica de noções de física, Ziggy tenta pendurar uma câmera numa pipa e tem o maior FAIL aerodinâmico desde Adelir, o Padre dos Balões:

Na playlist, tem o Ziggy jogando bola na praia e até visitando pai-de-santo – tudo devidamente documentado. E sob muitos ângulos.

E falando em ângulos, nunca fui à Bahia, mas acho que nem precisa ser fotógrafo profissional pra clicar paisagens lindas por lá:

Para ler mais informações sobre o projeto e saber sobre os outros blogueiros convidados, leia o primeiro post sobre o On The Road Again.

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On the road again – piratas e rapel em Bariloche

Nunca comentei aqui, mas nenhum dos meus planos para o futuro (próximo, leia-se) envolver qualquer coisa no Brasil. Desde pequena eu soube que meu lugar não era aqui (ok, isso eu já disse), mas aos 17 mais ou menos decidi que viajaria o mundo em um mochilão depois que terminasse a faculdade, sem destino certo ou tempo de viagem pré-determinado.

Não é bem um ‘plano’, acho que usei a palavra errada. É simplesmente uma certeza. É algo que eu quero há tanto tempo que eu sei que minha vida vai acabar convergendo para isso, cedo ou tarde.

Por esse motivo, sou fascinada por relatos e registros de viagens por lugares legais, diferentes do circuito turístico ‘padrão’, que envolve conhecer museus, galerias de arte e pontos históricos. Não que não seja legal fazer ‘turismo’, mas meu objetivo sempre teve mais a ver com conhecer a sociedade e a natureza dos lugares que eu quero visitar.

É por isso que vou divulgar por aqui, durante os próximos meses (até fevereiro), duas vezes por semana, o projeto da Chevrolet/GM e da NatGeo que se chama On The Road Again. No programa, 6 blogueiros da América Latina viajam em 6 carros para destinos turísticos de seus países acompanhados por uma equipe do NatGeo. Nesses lugares, os vídeos (que estão sendo publicados no canal oficial), as fotos e os relatos do grupo acabam compondo uma espécie de reality show, mas que é divulgado por ferramentas de mídias sociais.

O cara da vez é um argentino chamado Fabio, o responsável por esse blog aqui: http://www.fabio.com.ar/
(Atentem para o fato de que o cara, como um bom argentino, tem um blog com o nome dele). O Fabio foi para Bariloche nesse mês e está passando por coisas que a gente gostaria de passar numa viagem radical, tipo tirolesa, caiaques, rapel e essas coisas <malhação>iradas</malhação>. É toda a diversão de Brotas, mas é claro, com neve, o glamour argentino e um Jack Sparrow dos trópicos (sim, ele encontrou um pirata!?!):

Precisa manjar um pouco de espanhol (mas quem não lê espanhol?), mas aqui o Fabio relata um pouco do que acontece por lá.

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