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Publieditorial: Itaú lança portal de sustentabilidade

Aproveitando essa vibe da sustentabilidade que tá correndo solta por aí, pegando geral, o Itaú manda avisar que lançou um portal de sustentabilidade, acessível pelo endereço http://www.itau.com.br/sustentabilidade.

Sustentabilidade, como você pequeno padawan deve saber a essa altura, é um conceito que geralmente é pensado só do ponto de vista ambiental, mas que para funcionar precisa considerar três pilares – o social, o econômico e o ambiental. A parte mais interessante desse portal do Itaú, a que relaciona dicas práticas, parece abrangir os três. Tem um guia legal de planejamento financeiro.

É legal que tenha se tornado tão importante provar que sua empresa se esforça para causar o menor dano possível no processo de produção de seja lá o que ela faz. Algumas corporações realmente fazem isso; outras só querem mostrar que fazem. Acho fundamental é acompanhar de perto as empresas que anunciam essas iniciativas, tanto pra fiscalizar se não é só ‘greenwashing’ comercial, quanto pra poder se aproximar delas se não for.

Acontece que essa tendência do verde gera toda uma discussão em torno dos rumos do sistema. O filósofo Slavoj Zizek (sério, é esse o nome do cara) acha tudo isso de sustentabilidade – aliás, ele acha a caridade – um grande engodo. Taí o vídeo dele, que vale a pena ser visto ao menos pela reflexão que provoca:

As perguntas que ficam são:
- Você concorda com o Slavoj? Por quê?
- Ok Slavoj, somos todos pessoas horríveis. Mas que solução você me oferece?

Aproveitemos o gancho do lançamento do portal de sustentabilidade do Itaú pra discutir esse tipo de iniciativas de todos os pontos de vista.

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As decorações de natal foram feitas para crianças

ARTIGO PATROCINADO

Aqui perto de casa, tem um hospital que todos os anos faz uma master decoração de Natal. Vira tipo uma Disney World com temática natalina, com a diferença que abriga doentes. Aliás, nem sei como eu lembrei disso: o negócio é tão exagerado que faz a gente esquecer que lá é um hospital (acho que é bom, mas espero que os doentes também tenham decoração no quarto pra entrar no mesmo espírito).

Bom, divago. O fato é que por causa da decoração eu fico irritada todo fim de ano. É lindo, eu sei: mas é exatamente esse o problema. Hipnotizadas por todas as cores e luzes e bichinhos, as pessoas reduzem a velocidade, e um congestionamento acaba se formando, o que dificulta minha chegada em casa. Além disso, a região vira um estacionamento (minha rua fica sem vagas, um saco). O legal é que movimenta a economia: para atender à demanda do público visitante, colam vendedores de algodão doce, de balão pras crianças… uma beleza.

Resumo: acaba que não sou muito fã do que as decorações de Natal fazem com o trânsito. Mas tem uma parada legal sobre decorações de Natal: levar crianças até elas. Porque as crianças não são chatas como eu: elas vêem mais do que luzes coloridas e renas que abrem a boca. OU NÃO, mas enfim, seja lá o que elas vêem é muito mais interessante pra elas do que pra gente. E elas acabam se manifestando de maneira engraçada em relação a essas coisas brilhantes, e crianças felizes são coisas fofas, que fazem a alegria de todas as pessoas de bom coração.

(Porque você sabe, né. Quem odeia criança só pode ser alguém muito ruim. Então a gente tem obrigação social de gostar delas. Mas eu gosto de verdade, então não chega a ser uma obrigação, foi só uma observação do mundo.)

Ou seja: decorações de Natal existem pra gente levar os priminhos, sobrinhos e filhinhos (eu não tenho nenhum parente que se encaixa nas duas últimas categorias, mas alguém aí deve ter) pra verem e observar os olhinhos brilhando e as outras reações bonitinhas e comentários divertidos.

Enfim, na Av. Paulista, em SP, tem tipo esse meu hospital aí multiplicado por 13x. Sei lá porque, todo mundo na Paulista faz umas decorações de Natal HUGE MOTHERFUCKER [/jovemnerd] e a avenida que é a mais bonita de SP fica ainda mais bonitona.

Daí o cliente desse post me convidou pra ir lá dar uma olhada na decoração deles, lá na Paulista, no meio de várias outras. É no Itaú Personalitté do Trianon, numa esquininha em frente a uma área arborizada.

Colei lá na noite combinada e tava chovendo, beleza. Bom, abri o guarda-chuva, as pessoas em volta também, o que é irritante porque guarda-chuvas bloqueiam sua visão de decorações natalinas, mas vou fingir que o meu não estava atrapalhando ninguém.

A parada é toda muito bonitinha, menor que a do hospital daqui (a fachada é menor lá), mas com mais brinquedos doidos que se mexem e interagem, um Papai Noel e ursos que cantam, uma loucura. E tem um coral, também. Essa parada de coral é meio esquisita, porque eles são todos lúdicos e teatrais de um jeito engrçado e ainda por cima cantam bem, só que o feeling todo é daqueles filmes americanos de Natal que têm a cena do coral, que invariavelmente acompanha um momento  triste que se segue sempre de uma redenção (tipo em Esqueceram de Mim, que depois do coral ele encontra os pais etc).

Essa parte última aí não rolou na vida real, mas as crianças curtiam pra caramba. Então eu digo o seguinte: se você mora em SP e tá acostumado com a Paulista, talvez não veja nada de mais na parada, porque a gente vê muito disso todo dia. Mas se você tem criança na família, e principalmente se vai vir pra SP pra visitar, mais principalmente ainda com crianças, vale a pena a beça. Vai até dia 2 de janeiro, de quinta a domingo, das 18h00 às 21h40, na agência do Itaú Personalité da Trianon, que é na Av. Paulista, 1811.

Natal Itaú Personnalité

Natal Itaú Personnalité

Natal Itaú Personnalité

E eu gravei um vídeo do coral inteiro, mas quer saber? Vídeo dessas coisas é super sem-graça. A primeira coisa que todo faz quando vê essas apresentações é tirar o celular do bolso pra filmar, mas assistindo na telinha não tem graça nenhuma, é chato – só vale de lembrança pra quem viu, sei lá. Ver a galera cantar, e as luzes e tal é bonito e hipnotizante ao vivo; no víeo, fica meio chato, ainda mais se é amador. Então coloco só as fotos.

Editado: me passaram um vídeo profissional da parada. Tipo, sem ser de celular. Não é a mesma coisa, mas é menos sem-graça do que a filmagem amadora, então se alguém tiver curiosidade, tá ai:


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Algumas coisas dão mais certo de cabeça para baixo

Essa é uma história meio ‘Malhação’. Mas todos nós temos momentos ‘Malhação’, não é?

Eu já tive 17 anos. Não faz nem muito tempo (embora pareça uma eternidade). E com 17 anos eu tive de decidir meu futuro pelos próximos, digamos, 53.

Aos 17, no fim do terceiro colegial, eu, uma criatura por essência ansiosa, planejei minha vidinha pelos próximos anos de maneira minuciosa. Eu escolhi que queria estudar na faculdade que chamaremos de A, mas acabei fazendo vestibular na B. O resultado da B saiu bem antes da A, e eu passei. Mas eu estava muito confiante das minhas habilidades como vestibulanda e nem sequer cogitei me matricular, no prazo, na faculdade B, como garantia. Era óbvio que eu passaria na A.

Já dezembro, logo depois do fim do ensino médio, comecei a trabalhar – e era na minha área, comunicação. Eu tinha 17 anos, trabalhava na área em que cursaria faculdade e era um gênio do vestibular moderno, que com louvor passaria no teste da faculdade em que queria estudar. Tudo daria certo.

Acho que eu esqueci de fazer um plano B. Ou, se fiz, provavelmente não cogitei que seria realmente preciso recorrer a ele.

De repente, o emprego se mostrou bem diferente do que eu achava que fosse. O lugar impunha algumas restrições às quais eu jamais conseguiria me adaptar, como a proibição a uso de internet, telefones e celulares, fora o teor do trabalho, que eu acabei achando tedioso. E era.

Mas eu suportaria. Precisava do emprego para pagar a super faculdade A, em que eu passaria. Com louvor. A essa altura, óbvio que eu nem cogitei um plano C.

Porque quando saíram os resultados da faculdade A meu nome não estava entre os 80 selecionados. E eu me desesperei. De repente, tudo que eu planejava para o ano – para a VIDA – não existia mais. Cursinho? Eu não tinha cogitado fazer cursinho. Esperar um ano? VOCÊ ACHA QUE EU IA PERDER UM ANO DA MINHA VIDA?

Nessa hora você vai dizer que eu fui uma drama-queen. Que não era para tanto. Claro, não era. Mas lembre-se que eu sou ansiosa e que eu tinha apenas 17 anos. Para mim, o mundo tinha ruído. Eu não tinha saída.

Minha primeira atitude foi tentar recuperar a vaga a que eu tinha direito na faculdade B, a desprezada. Mas foi difícil. Digo isso porque é impossível resolver um problema de outro lugar a partir do seu trabalho se você não puder usar o telefone nem e-mails. Eles não mencionaram nada sobre sinais de fumaça, mas desconfio que era isso que constava nas letrinhas miúdas de rodapé do contrato.

Foi na época do post sobre o dia mais perdedor que eu já tive. Até esse dia, inclusive, as coisas pareciam que não iam dar certo de jeito nenhum. Mesmo eu tendo passado em 15º lugar na faculdade B, eles não queriam me ‘devolver’ a vaga e me deixar fazer a matrícula, apesar dos esforços dos meus pais para resolver o problema. É, eles podiam usar o telefone no trabalho.

Parece que tomar um banho de água suja no meio da rua me deu alguma sorte. No dia seguinte, a vaga para  a faculdade saiu. Uma coisa a menos para se preocupar.

Mas ainda tinha o meu emprego, que se tornava cada dia mais insustentável. Eu acabei sendo demitida.

Daí eu tinha um problema, de novo. Eu precisava trabalhar para pagar a mensalidade. Mas na primeira semana de aula a luz me atingiu. Em sala, um professor anunciou vaga na agência de jornalismo da faculdade. Bastava conhecer HTML, Photoshop e essas coisas. Eu era noob, mas a maioria das pessoas da minha sala era infinitamente mais noob, e então eu consegui.

O resultado: três semanas na faculdade de jornalismo e eu já estava estagiando – na faculdade, o que me pouparia transporte e ainda ajudaria na hora de fazer os trabalhos. Eu fui a pessoa certa, no lugar certo e na hora certa.

Se eu tivesse conseguido passar na faculdade A, não conseguiria emprego na primeira semana. Talvez eu acabasse demitida do mesmo jeito do outro trabalho incomunicável, e daí teria muito mais dificuldade de arrumar emprego, porque estava no primeiro ano. E as duas coisas ruiriam. Ou não. Nunca saberei.

O que eu sei é que minha vida virou de ponta cabeça e, depois, ela mostrou que o ‘ponta-cabeça’ na verdade era mais certo que o plano original.

Na verdade, a minha vida começou com um episódio de vida de ponta-cabeça que depois deu mais certo, já que minha mãe engravidou inesperadamente com 18 anos. E como essas coisas, que ficam melhores de cabeça para baixo, alguém (a Rexona) teve uma idéia que é simples, mas que alguém já deveria ter tido antes: virar o desodorante roll-on. Sim, porque é um saco ter que ficar chacoalhando o frasquinho para poder usar.

No site do novo roll-on, dá para publicar a sua história, de como a sua vida ficou melhor de cabeça para baixo. As CEM melhores histórias ganham kits Rexona, com desodorante para ficar cheirosinho, camiseta e CD da Gabriela Cillmi, uma espécie de KT Tunstall mais ‘sijoga’, que eu descobri por causa da trilha sonora do comercial do novo roll-on da Rexona. Ouça Don’t wanna go to bed now e você verá porque quer ganhar o CD dela.

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