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Arquivo: Rock

Planeta Terra Parte II – Cai a noite

Cai a noite no Playcenter e a coisa esquenta loucamente. Meu joelho diz “não” e eu digo “sim”. Tá complicado.

A superprodução (nem foi tão super assim vai, mas até agora foi das mais legais que vi) do Mika, com direito a balão inflável em formato de salto alto e banner gigante, foi demais!

Muita gente pulando e cantando junto. Uma cena bizarra que vou guardar na memória foi ver um cara todo tatuado tipo fã de Metalica cantando alegremente “We are not what you think we are, WE ARE GOLDEN!”. Estranho.

Mika e seu Billy Brown

O pouco que vi do Passion Pit foi emocionante. Essa era uma das bandas que eu mais queria assistir e infelizmente tive que abandonar o show bem antes do fim pra poder assistir Phoenix.

Make Light

Minha alegria em Moth’s Wings

O que falar do Phoenix? Começou explodindo com Liztomania e continuou o show lindamente.
Dizem que o Thomas Mars mergulhou na galera (se segurou na grua e deu um jump no meio do povão) durante 1901, porém, novamente, estava eu mudando de palco para ver Hot Chip e perdi.

Thomas Mars me fazendo chorar

23h00 e a platéia do palco indie vira uma pista de dança. É o Hot Chip e cia. limitada que vêm chegando.

Os ‘tiozinhos’ do Hot Chip

Em 10 minutos começa Empire Of The Sun. FUI.

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CINE, a nova sensação do rock nacional (?) ajuda a explicar o comportamento humano

Você já ouviu/ouviu o clipe de GAROTA RADICAL, o single de estreia do CINE? Tira dois minutos aí:

Acalme-se.

A palavra ‘radical’ pode assumir vários significados, dependendo do contexto em que é inserida. Pode ser adjetivo para designar alguém ou algo considerado extremista. No termo ‘radicais livres’, ‘radical’ é uma marca de expressão da pele. Associado a um esporte, ‘radical’ significa que aquele esporte é muito perigoso.

Nesse clipe, não tem nenhum homem bomba, ninguém fazendo rapel e nenhuma idosa usando creme da Avon. Isso significa que ‘radical’ aí é usado como uma gíria, sinônimo de MUITO IRADO. Você conhece alguém que use a gíria ‘radical’ e não faça parte de um desenho animado ou tenha mais de 4 anos?

Nem eu.

Ok, o Cine é a nova sensação do rock nacional (?). Foram contratados pela Universal recentemente, estão aí com esse clipe maravilhoso que graças a deus a gente tem aí essa conexão maravilhosa pra dar pra gente. Têm seu merito ao ser a primeira banda emo a misturar sintetizador e aproveitar a onda fashion da new rave, tudo junto – quer dizer, não sei se eles têm o mérito disso ou quem tem é algum marketeiro muito esperto, mas enfim.

Mas tem um ou dois problemas com eles, não sei se você notou. Como bem observou o @ibere:

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Esse é um deles, e legal que se aplica tanto ao Cine quanto a qualquer grupo que toca em trio elétrico na Bahia, e mesmo a alguns grupos de pagode. O segundo é que, aparentemente, as meninas ficam malucas por eles. As fãs são 90% mulheres e gays. Elas acham todos lindos e sedutores, mas observe bem a cara desses meninos. O vocalista é MUITO FEIO (pros padrões de beleza clássica ok). E não que ele fique bonito nessas roupas ou com esse cabelo lambido, mas por algum motivo isso parece ofuscar a feiúra dele aos olhos das fãs, porque elas amam o menino. E ele é horrível, tadinho. Apesar dos outros meninos da banda serem mais bonitos.

Por isso, acho que o Cine é a comprovação de algumas teorias que rondam o mundo da música desde sempre, relativas ao comportamento humano, e que Darwin esqueceu de mencionar em seus estudos. São elas:

1. Não importa o quão asqueroso você for. Se a sua música agradar alguém, e você estiver em cima de um palco executando-a, você repentinamente se torna o macho alfa mais apto e recomendado para a reprodução aos olhos daqueles a quem sua música agrada.

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O Eugene que o diga.

1.1. Sendo assim, a maioria das pessoas faz bandas para aumentar suas chances de se reproduzir e passar seus genes adiante.

2. O objetivo de um grupo musical deve ser, sempre, agradar às fêmeas da comunidade. Porque no caso de as fêmeas se interessarem pelo grupo, mesmo que o macho não se interesse, repentinamente ele vai começar a mimetizar o comportamento do macho alfa, que é o cara em cima do palco, e isso inclui ouvir aquela música, gostar dela, se vestir como aquele cara e inclusive tocar músicas parecidas.

2.1. sendo assim, a maioria das bandas do mundo foi feita para agradar mulheres.

Obrigada, Cine, por contribuir na comprovação de duas teorias sociais que eu considerava há anos. Só tem algo sobre vocês que eu não consegui explicar, porque não faz sentido, nem do ponto de vista instintivo – a música de vocês é muito ruim. Por deus. NX Zero é chato, mas vocês superam com esse sintetizador distorcendo a voz do IÔ-Ô. Como é possível que as meninas em idade reprodutiva, dos 13 aos 17, gostem tanto de vocês? A única explicação é que o gosto delas seja péssimo, mas não vou considerar isso porque gosto de fugir do óbvio.

Talvez seja algo tipo perfume de ferormônios.

*Editado: maluquinho do Cine respondeu nos comentários, foi fino e profissional. Check it out. Só lembrando que não gostar do som não significa não respeitar.

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Você gosta mais de assistir show de rock ou de batata*?

Por quê você vai a um show de rock?

roque
Pra ver o Seu Sílvio

A resposta a uma pergunta dessa deveria ser óbvia. Mas não é mais. Não sei exatamente quando deixou de ser. Eu notei da primeira vez num show do The Rakes, em São Paulo; antes disso, era ingênua (ou burra) demais pra perceber que as pessoas vão a esses lugares para se exibir e falar sobre sua temporada em Londres (e a vida imita a arte que imita a vida). Depois, no Tim Festival (o de 2007) percebi uma movimentação semelhante – até comentei aqui.

Mas eu notei de novo, no show do Radiohead nesse domingo. Só que dessa vez – não sei se feliz ou infelizmente – não se trata (só) da galera cool fashionista de São Paulo batendo cartão num show só pra dizer que esteve lá e bater papo com gente influente. No Just a Fest, o que caracterizou mais a dissolução do conceito ‘vim assistir a um show de uma banda de rock’, infeliz e paradoxalmente, foi a popularização da tecnologia.

Nunca vi tanta gente preocupada em contar pros outros o que estava vendo. O legal agora não é ver o show, é mostrar pra todo mundo que você viu o show e que estava lá. Não tem muita coisa errada com isso, se não fosse o fato de que as pessoas ficam tão preocupadas em registrar o show pros outros que não assistem o show em si.

Dessa vez, não foram só aqueles babacas que ficam 2 horas e 20 minutos com a câmera cybershot levantada, mesmo estando a 70 metros de distância do palco, mesmo filmando um imagem ultra-tremida e som muito estourado, e sem assistir nada do show em si, só preocupado em gravar um vídeo que vai ficar MUITO RUIM; houve também uma invasão de twitteiros e enviadores de SMS.

Observei dezenas de pessoas com seus blackberries, N95 e iPhones interrompendo a experiência para escrever – uma, duas, três, quatro vezes – pros outros o quão fantástico aquilo era, o quão legal era estar lá, o quão idiotas eram os que preferiram ficar em casa.

E eu de repente olhava pra elas, preocupadas em tirar boas fotos pro Orkut (que invariavelmente vão sair ruins, muuuito distantes ou tremidas, mas não importa porque aí você já prova que tava lá), filmar trechos legais pro YouTube e em contar pra todos os 500 seguidores do Twitter o setlist num teclado que não é QWERTY e me lembrava de quando eu fazia isso – isso de me preocupar mais em registrar a coisa do que em vivê-la. Eu fiz isso, veja bem, UMA VEZ. Porque naquele dia, quando fui assistir aos vídeos, percebi que não me lembrava de quase nenhum trecho que havia filmado. De tão preocupada em filmar, eu não fiz o principal – assistir ao show. Me dei conta da idiotice e câmera em show nunca mais (a não ser quanto estive ‘trabalhando’, né).

Estamos falando do Radiohead, um espetáculo de estímulos audiovisuais que necessita muito de imersão e concentração, porque lida com quase todos os sentidos de uma vez. Porque você quer filmar? Seu vídeo vai ficar melhor do que a gravação do Multishow? Você vai poder mostrar pros amigos? Isso te dá status?

É muito legal que as pessoas estejam tão interessadas em compartilhar cada mínimo momento da vida delas com tanta gente. É esquisito, e subverte um pouco o egoísmo característico da nossa espécie, mas no mínimo é legal poder dizer que estou no meio disso. Mas você não vai a um show pra depois poder dizer que foi.  Você vai a um show para estar nele naquela hora e viver aquilo, e isso não inclui se preocupar em segurar uma câmera em cima da sua cabeça.

Olha, não sei se você já vivenciou uma experiência real de show de rock. De comunhão entre banda e público. Uma coisa dessa depende de dezenas de fatores, do estado emocional pessoal de cada um que assiste ao show, da presença de palco e do humor da banda no dia, do tipo de lugar, do tipo da banda, do tipo de fã. Mas quando a sintonia acontece, e é perfeita, é algo religioso. A energia se torna palpável, a banda ganha controle sobre 50 mil pessoas, a comunhão é absoluta, não há nada além da banda e do público – não tem gente empurrando, não tem sede, não tem fome nem dor na perna que te tire do foco.

E ninguém vai, verdadeiramente, entrar em “transe musical” (por assim dizer) se estiver preocupado em contar pros outros o quão privilegiado é por estar ali naquele transe musical. É por isso que eu espero que essa ânsia por compartilhamento de informação, algo que de certo ponto é tão legal (e assustador, ok, mas legal) não tire das pessoas, aos poucos, a verdadeira experiência que é viver um show de rock – e a experiência de viver a vida, sem ficar tão preocupado em contar sobre ela a ponto de não vivê-la.

*O título é uma homenagem ao grande guerreiro Charlinho, numa paródia da frase célebre do repórter – “você gosta mais de estudar ou de batata?” Na nossa versão, o mais próximo seria “você gosta mais de assistir o show ou de ficar contando isso pra todo mundo?”

Observação: Esse post, como a maioria aqui, é também uma autocrítica. Estou em ano de TCC, exausta por causa do trabalho e por causa de investimentos na vida pessoal. Portanto, esperem menos atualizações – idéias de posts não faltam, me falta é saúde pra ficar tão compenetrada assim em algo que eu amo fazer, mas que não posso deixar que me impeça de viver a vida em si. Ou seja – em vez de 5 posts por semana, acho que vai cair pra 3, o que eu ainda considero uma média excelente. Mas só um aviso prévio, caso eu suma por uns dias: é só recarga de bateria. Meu hobby é meu blog. Não daria pra lagar.

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‘Capitu’ estréia na Globo com trilha sonora muito, muito boa

Acabo de assistir ao primeiro capítulo de Capitu, a nova minissérie brasileira da Globo. ‘Minissérie brasileira’ porque é assim que a Globo anuncia suas minisséries, com um adjetivo de ‘brasileira’, como se não fosse óbvio.

Deixando de lado os textos bizarros de chamadas da Rede Globo, o que tenho a dizer sobre a estréia é que a série parece muito legal. A fotografia, os figurinos e as maquiagens são meio circenses, e oníricos, pra quem gosta dessas coisas à là Circo du Soleil (mas eu não gosto e achei foda mesmo assim). A narração do Bentinho é fantástica, e a adaptação manteve boa parte dos diálogos literais, tudo muito teatral. E dizendo assim pode parecer que ficou forçado, piegas, mas não ficou não.

Acho que o maior trunfo da série é mostrar todos esses elementos pretensiosos (circo, teatro, música, surrealismo, tudo meio lúdico) mas corresponder a essa pretensão. Não gosto dessas babaquices artísticas que falam os críticos musicais, mas acho que o texto do Machado encontrou interpretação à altura na Rede Globo. Não me lembro de ter gostado tanto de uma minissérie da Globo já no primeiro capítulo – se bem que, devemos lembrar, Dom Casmurro por si só é uma história muito boa, o que já ajuda um bocado.

Uma pena que só vá ter 5 capítulos. Pelos meus cálculos, vai até sábado.

A atmosfera de Capitu não estaria completa sem música à altura. A trilha sonora pode ser considerada heterodoxa, porque tem até Sex Pistols, mas colocar o Beirut como música tema foi uma idéia muito boa. O diretor, Luiz Fernando Carvalho, disse nessa matéria do G1 que a escolha de música pop foi proposital, para aproximar a linguagem da série dos jovens. Ele também fala da estética plástica da fotografia e das outras coisas legais que eu mencionei na mesma entrevista.

E eu achei a idéia muito legal. Parece que funcionou, porque 1. eu sou jovem, 2. eu gostei, e também porque 3. meu irmão é jovem, 4. ele gostou. Mas é muito bom que alguém faça uma montagem de qualidade de uma obra tão importante direcionada aos jovens, porque na escola as coisas ficam muito mais ásperas. Imagina que legal se, depois de Capitu, todo mundo que não leu Dom Casmurro quisesse tirar o atraso da obra de Machado?

A música é tão importante na série que a Capitu não largou o iPod nem na hora do casamento. Não entendeu? Amplia.

Mas voltando a falar de música, peço ao leitor que não pule essa parte só porque ela vai falar de música (sei que alguns pulam). Ao menos hoje, leia essa parada inteira, porque o Beirut é diferente dessas bandinhas efêmeras e apenas divertidas das quais eu falo aqui sempre.

O responsável pelo projeto se chama Zach Condon, mas infelizmente eu não saberia descrever o estilo musical do grupo. ‘Música mediterrânea’ seria uma boa, porque tem influência forte de música árabe, mas tem ukulele, uns batuques, acordeão, uma voz meio bêbada e músicas muito, muito lindas.

Dá uma chance para Elephant Gun, a música-tema de Capitu:

Não sei se foi impressão, mas acho que a minissérie tá usando outras músicas deles na trilha. A propósito, a que eu mais gosto se chama The Penalty e é assim:

Pra quem não viu, no site oficial tem vídeo, umas fotos e o link para o projeto Mil Casmurros, o site da maior leitura coletiva do país.

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Eu fui na gravação do comercial do Festival Planeta Terra

Como uma velha admiradora da estrutura e do line-up dos shows que levam a marca ‘Planeta Terra’, fui convidada pela Dudinka, a agência que está cuidando da ação com blogueiros para o festival, para acompanhar a gravação do comercial do evento.

Nunca tinha visto a gravação de nada profissional e a parada é sinistra [/nina]. Várias gruas, câmeras, centenas de figurantes saídos da comunidade dos Collmin, clima de azaração, música boa e um puta frio foram alguns dos elementos observados lá por mim, pelo Eric, pelo SimViral e pela Rachel, que é uma pessoa engraçada.

Eu não entendi muito bem a parada: primeiro os figurantes admiravam um cara meio andrógino vestido de vinil vermelho, depois fingiam se divertir muito em uma balada ao som de Bloc Party. Mas parecia tudo muito divertido, apesar daquela parte da Vila dos Galpões ser um lugar bem sinistro – lembrava um campo de treinamento militar, com tiros nas portas e palavras de ordem pintadas nas paredes.

Daí, a gente comeu no ‘bandejão’ lá com a equipe e os figurantes. A comida era super boa, tinha um purê de mandioquinha divino e até sobremesa. E eu encontrei um grupo de amigos andreenses fazendo figuração. A gente tá por todos os lados. Santo André representando.

Dá para adiantar que a Vila dos Galpões tá bem… maneira. Tipo, decorada com pôsteres SUPER legais das bandas e DJs, fora a iluminação e as salas abandonadas à là Silent Hill. Tinha até uma escada que não dava em lugar nenhum! Se você não for pelo festival, vá pela aventura.

Aguardem mais novidades sobre o Festival Planeta Terra nas próximas semanas.

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A justiça quase foi feita, um título óbvio para um texto sobre o Justice

Se um dia alguém me dissesse que eu seria fã de música eletrônica eu não acreditaria. Sempre fui uma adolescente-rebelde-do-rock-n-roll, até poucos anos atrás. Ainda sou, de certa forma. A maior prova é que eu sai do show de ontem do Justice, no Skol Beats, em São Paulo, desperada por ouvir uma guitarrinha. Um riffzinho, que seja.

Eu sempre sinto essa necessidade depois dessas overdoses de sintetizadores e BPMs. Aconteceu da outra vez que eu fiz algo assim, numa rave que fui há mais de um ano. Música eletrônica pra mim é assim: legal, ótimo, até me divirto, mas no fundo é algo que só vai me dar dor de cabeça depois de 3 horas ouvindo. Além disso, é algo muito novo pra mim, e confunde meus gostos musicais. Eu não tenho um parâmetro para o que eu gosto ou não em música eletrônica. Parece tudo igual, mas não é, porque de algumas coisas eu gosto e outras não, só não sei como é que essa minha seleção funciona, de fato.

De qualquer forma, tenho certeza que gosto do Justice, a dupla francesa subversiva que tem quase os dois pés no rocknroll, e acabei ganhando ingressos para o Skol Beats numa super promoção do blog da Close-up, o Eles3.

Eu esperava um show mais pesado, pra ser sincera, mas no geral foi legal, empolgante e tal, e acabou antes do que eu gostaria, ou seja, estava divertido. Mas os destaques ficam com outros elementos do show e do festival.

Nunca tinha ido no Skol Beats e fiquei surpresa com a excelente organização.

Nunca tinha ido no Skol Beats e fiquei surpresa com o número de gente que dança o famigerado ‘rebolation’. Rebolation é uma dancinha ridícula engraçada, algo como isso aqui:

Nunca tinha ido ao Skol Beats e fiquei surpresa com algumas pessoas vestidas assim:

Imaginem o show do Klaxons. Vai ser supercolorido.

Nunca tinha ido no Skol Beats e achei legal os seguranças ficarem rindo do pessoal dançando engraçado.

E o mais curioso: nunca tinha ido a show no qual milhares de jovens dançavam ao som de música pesada, claramente subversiva (dos valores familiares, digo), usando drogas de todo tipo, todos reverenciando uma… cruz. O símbolo máximo de você-sabe-o-quê.

Se a genialidade do Justice não reside na música, reside sem dúvida na capacidade de fazer com que um paradoxo desse seja possível – e mais, seja até ignorado pela maioria das pessoas que assiste ao show deles.

O Padre Marcelo, ou a rave evangélica, até conseguem fazer milhares de jovens dançarem reverenciando uma cruz, mas duvido que você consiga incluir aí gente usando wayfarers coloridos sem lentes, cerveja e jaquetas de couro.

A outra possibilidade é que Jesus está de volta, seu nome é Xavier de Rosnay e ele quer arrebatar multidões de jovens. Para isso, sendo Jesus, soube que o melhor jeito seria fazer música eletrônica.

Só acho que ele deveria fumar menos.

Vídeos no canal do You Tube da Flávia Durante. Eu até ia gravar algo, mas decidi por um momento parar de pensar no post que faria depois do show.

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Top 5: bandas mais legais da ficção

Nos filmes, nos livros, na TV: tem centenas de bandas que foram criadas na ficção. Em muitos casos, os autores se dão ao trabalho de compôr até músicas de verdade. Simular shows. O RBD surgiu mais ou menos assim. A Vagabanda também. Mas esses são exemplos ruins. Existem as bandas realmente legais que surgiram na ficção – ou por terem uma história divertida, uma letra ou visual engraçado e em alguns casos por terem músicas realmente boas. Eu mergulhei em algumas coisas realmente nostálgicas a escolhi as minha cinco preferidas bandas que só existem na ficção:

5. Disaster Area

A Wikipedia explica que o nome do vocalista foi tirado desse lugar aí, na Inglaterra

É a banda mais incrivelmente barulhenta do universo. Como se isso não bastasse, a Disaster Area produz também o barulho mais alto dos barulhos. Do universo. Em O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams explica que a Disaster Area é tão alta, mas tão alta, que os músicos tocam os instrumentos a distância. E o público também assiste aos shows de muito longe: “o melhor lugar para se ouvir um bom som é dentro de grandes bunkers de concreto a uns 60km do palco, quanto os músicos em si tocam os instrumentos por controle remoto de uma espaçonave altamente isolada que fica em órbita em torno do planeta – ou mais freqüentemente, em torno de um planeta completamente diferente.”

Os hits do Disaster Area, variados, no geral versam sobre o velho homem-encontra-mulher sob uma lua prateada, ainda segundo o livro. Claro que eu nunca ouvi nenhum, pois isso seria impossível.

Alguns planetas baniram as apresentações do Disaster Area, pois os instrumentos da banda, em alguns casos, violam os tratados de armas estratégicas. É o preço a se pagar.

Como o Disaster só aparece no segundo livro da série, ‘O restaurante no fim do universo’, e nós só temos o filme do primeiro livro, vou ficar devendo uma apresentação da banda no Youtube. Mas é melhor assim: suas caixas de som estourariam. A sua janela trincaria, e sua tela LCD de 17” recentemente adquirida acabaria em pedaços.

4. Driveshaft

O Driveshaft é uma ‘one hit wonder’, que ficou conhecida na Inglaterra pela grudenta You all, everybody.

Você poderia dizer isso com tranqüilidade se seu nome fosse, sei lá, Jeremy Bentham. Mas não é, então você precisa dizer que o Driveshaft é a banda do Charlie, de Lost. O Charlie se foi, mas do Driveshaft ninguém esqueceu, até porque é impossível, com essa música cujo refrão passa dias na sua cabeça. Lembrando que a gente só conhece o refrão da música…

Infelizmente, o Driveshaft acabou e o Charlie mesmo nunca conseguiu compôr outra música que fizesse tanto sucesso. Ficamos só com You All Everybody - ah, e Good Vibrations tocada num teclado de bloqueio de uma estação de comando. Um triste fim.

3. Weird Sisters

A maior banda de rock do mundo bruxo. Cultuada por 10 entre 10 adolescentes em Hogwarts, a Weird Sisters (ou Esquisitonas, na versão brasileira do livro e do filme) é formada por rapazes com instrumentos muitos loucos, inclusive uma gaita de fole, como deve ser num mundo mágico bretão. O nome vem de outras três irmãs bruxas que Shakespeare criou em Macbeth.

A banda apareceu no quarto filme da série Harry Potter, ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’, e BOTOU PARA QUEBRAR no Baile de Inverno. FOI IRADO. No longa, os membros da banda eram nada mais nada menos que Jarvis Cocker e Steve Mackey, do Pulp, nos vocais, John Greenwood e Phil Selway, do Radiohead, e mais dois caras desconhecidos que eu não vou mencionar afinal ninguém conhece, e todo mundo sabe que a referência importante é a dos caras conhecidos.

As Weird Sister têm dois grandes hits: Do The Hippogriff (que tá lá em cima), um rock’nroll feito para balançar as multidões, e Believe That Magic Works, uma balada para dançar coladinho. Além delas, rola uma terceira música, This is the night (ignorem as fanfotos dos filmes rolando com a música), que é a melhor das três. Eles têm até perfil no last.fm: http://www.lastfm.com.br/music/Weird+Sisters

2. Big Bad Boys

Ele é tipo o Justin dos Big Bad Boys: o único que deu certo depois da banda

Essa fantástica Boy Band, composta por CAIO BLAT (SIM!) mais três anônimos, era o grupo preferido de Juliana, a irmã de Lucas Silva e Silva. A Juliana era maluca pelos gatinhos da Big Bad Boys, Caio Blat incluso, e o Lucas morria de ciúmes. Eles apareceram em dois episódios de O Mundo da Lua.

O grande hit dos Big Bad Boys, que deve se chamar Somos os Big Bad Boys (auto-afirmação detected), tinha a letra mais ou menos assim:

Somo os Big Bad Boys, todas as minas gostam de nós
Meu nome é Caio, eu super bom atleta
Eu só dou carona de motoca ou bicicleta
Meu nome é Pedro Luz e eu gosto de cantar
Tenho pinta de ator, venham todas me beijar
Ruly, ruly, galy, galy, samba, rock, funk, jazz
Eu sou Cristian, o sapateiro, olhe só para os meus pés
Sou José olho de gato, gato é pouco, eu sou gatão
Não que eu seja convencido, mas cheguei a perfeição

Os nomes descritos por eles nas músicas são os nomes dos próprios atores, de maneira que fica fácil deduzir, portanto, que o Caio Blat só dá carona de motoca ou bicicleta, o que faz dele um ecochato desde aquela época.

Vamos evitar comentar o fato de o Christian, o terceiro homem dos Big Bad Boys afirmar, na letra, ser sapateiro.

Gostaria imensamente de ter achado o vídeo dos garotos se apresentando em O Mundo da Lua, mas o You Tube tem pouquíssimos episódios do seriado que, para muitos (eu inclusa) foi o mais legal da infância de todo mundo. A TV Cultura podia pensar em digitalizar o arquivo… serviço de utilidade pública. Enquanto isso, use a letra para assobiar a música. Aposto que você não esqueceu a melodia.

1. The Beets

Surpreendentemente, os vídeos originais das duas músicas do The Beets não estão no You Tube, mas por sorte temos gente desocupada no mundo

Dá para dizer que o criador do Doug Funny era fã de rock’n'roll. A irmã esquisita dele se chamava Jude. E a banda-sensação entre a galera se chamada The Beets. O último álbum deles é o Let It Beet. O visual dos Beets fazia referência aos Ramones, e algumas músicas também.

E se Doug foi um dos desenhos mais legais que já houve, em parte foi por causa de sacadas como essas. O maior sucesso dos Beets era o clássico Killer Tofu, ou em português, como vocês devem se lembrar a essa altura, Mingau Matador. Estão assobiando?

Foi o Skeeter, aquele camarada esverdeado, quem apresentou os Beets ao Doug e fez com que ele se apaixonasse pela banda. O próprio vizinho dele, o Sr. Jenkins, era superfã, também. E vale lembrar que o pai do Doug tocou com os Beets em um dos episódios, o que deve ser superlegal de contar para os amigos. Se você for o Doug, digo.

Os Beets tinham quatro músicas, no desenho: Killer Tofu, I Need Mo’ Allowance (as duas do vídeo), Where’s My Sock?, que eu não encontrei, and You Gotta Shout Your Lungs Out, que eu também achei num vídeo de usuário no You Tube, aqui, mas não no original.

Eu nunca vou descobrir quem compôs essas músicas, mas cara, elas são realmente boas. Dá para desejar que a banda fosse de verdade. As versões em português não estão indisponíveis na internet, aparentemente, mas no imeem tem Killer Tofu. E dá para achar os Beets no Blip.fm, também.

Bônus atualizado: Como bem observou o @robson, nos comentários, eu deixei de fora o The Wonders. O motivo é que eu sou de 88 – o filme, de 96, de maneira que eu não peguei a febre da coisa, apesar de conhecer a música. Ou seja – não me marcou como essas cinco que eu mencionei. Para quem não sabe, The Wonders passou horrores na seção da tarde e conta a história de uns garotos que fizeram muito sucesso nos EUA com uma bandinha bonitinha tipo Beatles. E todo mundo sabe cantar o sucesso deles – That thing you do. Muita gente nem sabe que essa música é de uma banda que na verdade não exisitu – por isso, merecem, claro, menção honrosa aqui na lista:

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Fresno x Chitaozinho & Chororó: a mistura mais lógica do mundo

Não sou fã da tal música que é conhecida como ‘emo’. Também não sou fã de Chitãozinho & Chororó, apesar de conhecer todas as músicas – qualquer criança que cresceu nos anos 90 conhece. Mas gosto de MÚSICA, respeito qualquer um que estiver em cima do palco tocando música (até o Jay Vaquer), sou eclética (no bom-sentido) e sou viciada em versões, remixes, arranjos diferentes e essas coisas.

Por esses motivos, achei muito boa a idéia do tal Estúdio Coca-Cola Zero, que reúne dois artistas aparentemente opostos para tocarem juntos.

Foto: http://www.fotolog.com/fresnoticas/29214283

‘Um fio de cabelo no meu paletóóóÓÓÓÓÓÓHHH’

A última edição do projeto uniu o Fresno, banda de gaúchos do cabelo ensebado que fazem rock muito, muito meloso aos pais da sandyjunior gênios da popularização do sertanejo roots: os mestres Chitãozinho & Chororó. E tipo, logo fica evidente que alguém devia ter pensado nisso antes.

Acontece que o mote da campanha é ‘Estúdio Coca-Cola Zero: Lógica Zero’. Ou seja, juntar dois artistas numa mistura que não teria, em tese, lógica nenhuma. Os fãs das bandas, quando entrevistados, respondiam que uma não tinha nada a ver com a outra e que a mistura seria curiosa, imprevisível – demonstrando uma incapacidade básica de análise de compatibilidade entre gêneros musicais. Se é que alguém demonstra algo desse tamanho sem esquecer o que ia demonstrar.

Cara, não tem nada de ‘lógica zero’ aqui. A lógica é 1000. Ch&X e Fresno são duas ‘bandas’ absolutamente compatíveis. As letras emuxas são idênticas às sertanejas; a melodia de corno já existe no emo, basta colocar um acordeão; o cabelo dos caras da banda, inclusive, foi assumidamente inspirada no visual Chitãozinho & Chororó. A mistura aqui, combina super bem, e isso fica bem evidente ao ver o resultado da coisa. Pelas óbvias semelhanças entre as duas coisas, não poderia ter ficado ruim.

As melhores versões coloco abaixo: duas do Ch&X que ficaram bem legais com os arranjos do Fresno..:

Evidências

Brincar de ser feliz

E uma do Fresno que Ch&X DESTRUÍRAM de tão boa que ficou. Tipo, se eu fosse do Fresno manteria o mínimo de dignidade e DARIA a música pros caras. Se eles quisessem, né. Porque se você achava que ‘Duas Lágrimas’ era fossa (eu não conhecia a música antes, mas era chata e bem triste), conheça dois caras do sertão que sabem ser emos DE VERDADE:

Duas lágrimas

No final, só acho que as versões das músicas do Ch&X podiam ter ficado bem mais rock’n'roll. Os Fresno-boys podiam ter pesado bem mais a mão na guitarra. Mas eles não conseguiriam – eles estão muito, muito mais pro lado do sertanejo.

O estúdio Coca-Cola tem algumas edições anteriores. Não ouvi a primeira (porquê desprezo Charlie Brown e ignoro Vanessa da Mata), mas posso garantir que Natiruts e DJ Marlboro, outra mistura que de ‘lógica zero’ não tem nada, resultam em reggae e funk de altíssima qualidade. A próxima edição vai reunir Paralamas e CALYPSO! Ok, essa eu vou precisar ver.


*E antes que qualquer um diga algo, não recebi nada pra falar sobre o Estúdio. É uma opinião espontânea gerada pelo contentamento diante de uma ação genial e produtiva. Ah, e eu só fui realmente conferir o resultado da mistura depois que a @flaviadurante, o @hectorlima e a @lulualencar deram a dica no Twitter.


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O dia em que eu quase conheci os caras do Muse

Eu já falei uma vez sobre a energia em um show de rock. Um show de rock é sempre intenso se a banda e platéia estiverem na mesma sintonia. Mesmo pra aqueles que estão ali meio perdidos, sem saber direito o que está tocando e porquê, o show pode ser memorável porque a egrégora – o coletivo dos pensamentos compartilhados por muitas pessoas, em sintonia – do show acaba por influenciar mesmo quem não estava exatamente pensando a mesma coisa.

O show do Muse em São Paulo na última quinta, dia 31, foi um exemplo rico dessa situação. No começo do show, tinha bastante gente parada, perdida, sem cantar (mesmo com a letra aparecendo no telão, o que pra mim merece ser motivo de estudo antropológico). No fim do show, elas pareciam ter se encontrado.

(Se você quer uma resenha redondinha-jornalística-informativa do show, leia meu texto pro portal do Estadão)

Existem pessoas estúpidas em todos os lugares. Na igreja. Na praia. No campo. Na AACD. Na televisão. Nas favelas. No Morumbi. Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê. Não importa onde você vá, do que as pessoas neste lugar gostam, como elas são: uma parcela delas sempre será estúpida. É estatística.

Os estúpidos do show do Muse estavam lá no meio, pouco atrás de mim, e acharam que seria divertido começar a empurrar de maneira deliberada, desmotivada e proposital quem estava na frente. Logo depois do empolgante bocejo show do Jay Vaquer.

(Parênteses: sobre o Jay Vaquer, só digo que foi uma escolha infeliz da produção. E também digo que é necessário respeitar o cara que tá ali fazendo o trabalho dele, seja chato ou não.)

Devido a porcentagem estatística de idiotas presentes no show do Muse, fiquei absolutamente sem ar bem, bem antes do show começar. Aí desisti e fui lá pra trás.

Láááá atrás tinha uma espécie de balcão. Era um espaço aberto, mais alto que o nível do chão e do qual era possível assistir o show de maneira extremamente satisfatória.

Os ets chegaram pouco antes do bis

Os ets chegaram pouco antes do bis

Duas coisas que me surpreenderam: ao vivo, as músicas deles poderiam muito bem ser dos Deftones ou coisa assim. É um peso absurdo, coisa que a gente não imagina que três caras consigam fazer. Além disso, eles têm uma porção de canções muito boas de cantar, porque têm falsetes e ‘Ôô’s e isso é tipo isca pra quem tá lá embaixo, assistindo. E são canções que funcionam ao vivo, porque utilizam a dinâmica ‘crescente’ de verso-e-refrão com muita, muita [créu] habilidadji [/créu]

É desses ‘Ôôs’ que eu tô falando. Arrepiô!

E o show foi indo de maneira bem satisfatória. Você sabe que um show tá legal quando as pessoas ao seu redor cantam todas as músicas e você está no fundo do lugar. Até que um cara cutucou minha amiga e entregou a ela um papel:

Ops, papel errado. Foi esse aqui:

MUSE SP AFTER SHOW PASS

MUSE S. PAOLO AFTER SHOW PASS

E de repente nos demos contra que tínhamos nas mãos um convite para a festa pós-show com os caras da banda. Tipo filme, sabe.

Tentei aproveitar o show até o final, mas a partir da oitava música não foi mais a mesma coisa. Ainda assim, aproveitei tudo e tal. Quando acabpu, depois de enfrentar descrença por parte da segurança (‘Você é de onde? Isso não serve pra nada’), insisti pra falar com a produção. Eles trataram bem, mas explicaram com certa impaciência que era realmente uma festa fechada com os caras da banda, que podíamos ir, mas ninguém mais poderia entrar com a gente (e estávamos com mais três pessoas). E estavam um pouco incrédulos com o fato de termos aquilo.

Ok, tínhamos contra nós o seguinte:

1 – Era a primeira vez na vida que eu dirigia em SP sozinha. Não sabia sequer voltar pra casa direito;
2 – Eu não sabia chegar até o local da festa (O Cafè de la Musique);
3 – Eu não tinha certeza, mas talvez tivéssemos que pagar pra entrar – e o Cafè é caro. Muito caro. Especialmente se o Muse estiver dentro dele, sabe;
4 – Eu tinha comigo, dentro do carro, três pessoas sem convites;

5 – Era noite e, se eu me perdesse, seria realmente difícil pedir informações;
6 – Eu estava de calça jeans e All-Star, sabe. Eu não poderia ir ao Cafè de la Musique de calça jeans e All-Star.
Beleza, seis coisas. Mas eu tentei, sabe. Eu até tentei. Só que perdi a entrada da avenida onde ficava o lugar e, na boa, estava chegando na Raposo Tavares e precisava voltar pra Santo André.

Consegui fazer o retorno e fui pra casa, triste por ter perdido uma oportunidade única nessa vida, mas crente que quando não é pra ser, não é.

Além disso, o show já valeu a pena por si só porque:

1 – Foi um bom show;
2 – Encontramos sósias do Macauley Culkin e do Christian Sheperd;
3 – Me confundiram com a Mallu Magalhães. Não vou comentar isso;
4 – Tenho em meu poder um papelzinho azul exclusivo do Muse, rabiscado por alguém do staff da banda, e dizendo que SE EU QUISESSE EU PODERIA IR A UMA FESTA COM ELES. Eu tinha a opção, sabe. O importante é ter a opção;
5 – Graças ao show, escrevi meu primeiro texto assinado no portal do Estadão.

Considero o saldo positivo. Pô, fui num puta show, de longe um dos melhores da minha vida. Vou ficar me queixando por causa de uma festa?

*Primeiras duas fotos por Ênio, o maluco loco de Curitiba. Veja os vídeos dele aqui.

**Se você não viu nenhum dos links, aqui tem minha resenha sobre o show no estadao.com.br e os vídeos que eu fiz do show no Youtube.

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Muse em SP no dia 31/07/2008 em um vídeo e uma foto

Estou muito, muito cansada, mas existem duas coisas que preciso registrar aqui antes do post oficial sobre o show:

MUSE SP AFTER SHOW PASS

Como e porquê eu ganhei um free-pass para a festa pós-show com os caras da banda e porquê eu não consegui chegar a essa festa: saiba a resposta para esse intrigante enigma no próximo sábado, 2 de agosto.

Detalhes sobre a banda, setlist e especialmente peculiaridades sobre o público freqüentador de tão ilustre evento – sábado, aqui. Só aqui.

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