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Salvando um rolê de skate

Eu ando muito a pé – ultimamente de skate. E desde que eu comecei a andar de skate, adquiri esse espírito aventureiro que faz com que eu saia remando por aí sem saber exatamente onde eu tô indo. Daí dá vontade de comer, ou sei lá, de parar e fazer algo diferente, e muitas vezes eu tô em um lugar que eu não conheço nada bem.

Geralmente, eu tiro o iPhone do bolso e clico no 4square, ou então digito umas três palavrinhas no Google pra achar um lugar compatível e próximo. Agora, descobri outra ferramenta que pode ser útil nessas horas: o The Ride.

Funciona assim: você coloca no site sua rota em SP ou no RJ (por enquanto, só tem essas duas cidades. Demorou pra incluir Santo André, heim! Se bem que suspeito que a minha cidade não vai ser uma das prioritárias). Daí, o mapinha mostra um monte de opções ao redor daquele caminho: balada, compras, lazer, cultura e comes. Você pode filtrar se tiver buscando algo específico.

O mais legal é que, como a ferramenta não é em Flash, dá pra abrir no iPhone, na rua mesmo. Fica realmente útil. Eu criei uma rota (olha ela aqui) essa semana e percorri ela pra testar se a parada é boa mesmo e tal. Ok, ok, passeio batido… Av. Paulista, do Paraíso à Consolação. Mas de skate é um dos lugares mais legais de andar, e eu chequei algumas sugestões do The Ride além das que eu já conhecia e curti, achei que vale à pena usar principalmente por causa dos reviews dos lugares no mapa.

Não recomendo ouvir música enquanto anda de skate pra ninguém, eu já fui quase atropelada várias vezes. Mas um monte de gente faz isso, né. E pra quem tá a pé e se sente mais seguro de fones no ouvido, a ferramenta também sugere uma playlist. É cheia de músicas desconhecidas, algumas são ótimas e outras péssimas, mas é bom pra conhecer música nova e dá pra baixar todas pra realmente ouvir no caminho (ou no caso do seu celular, ouvir em streaming, por exemplo).

Falando em skate, aliás, quem quiser dar uma lida no meu blog de skate, lá tem relatos detalhados da maioria dos rolês, fotos, vídeos e coisas assim. O endereço é www.aprendendoskate.wordpress.com.

E pode parecer exagero, mas um celular com 3G e uma ferramenta de geolocalização como a do The Ride (que na verdade é um bem pensado mashup do Google Maps) podem salvar um rolê miado ou alguém que, como eu, sai por aí sem ter destino certo.

E eu sei que rolê é uma palavra feia de maloqueiro skatista. Mas sério – o que uma pessoa que anda de skate faz? Dá um passeio? Dá uma andada? Não tem outra palavra melhor que rolê. Me sugiram algo melhor e ficarei feliz em adotar daqui pra frente.

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O dia em que eu decidi andar de skate

Eu sempre quis aprender a surfar. Fazer mágica. Andar de skate. Há pouco mais de um mês, resolvi eliminar a última da lista de “eu quero” e passar para a lista que “eu já”.

Foi assim: tinha uma memória de ter visto gente andando de skate longboard, e achado isso muito legal. Mais legal ainda seria se eu morasse num lugar com praia, porque andaria pela orla, no calçadão, sentindo a maresia numa noite suave de verão. Mas não moro. Ainda assim, resolvi comprar um longboard. Fui numa loja e pedi pro moço montar um pra mim. Ele montou, mas não ficou exatamente como eu queria. Fui trocando uma coisa, colocando outra e cheguei nisso:

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O que deu pra notar assim, de início:

1. as pessoas acham muito legal o fato de uma mulher andar de skate;

2. as pessoas acham muito legal o fato de ser uma mulher andando num skate gigante;

3. criancinhas de bicicleta seguem pessoas de skate. Elas ficam orbitando você. O que é péssimo, pois você quer ficar o mais longe possível delas, afinal está aprendendo e não quer machucá-las;

4. cair se torna rotina depois da segunda vez. Pra você. Pras pessoas ao redor continua sendo bem engraçado.

É isso. Fui acometida por uma crise de meia-idade aos 21 anos. Sabe, aquilo que dizem ter os tios que aos 45 resolvem furar a orelha, fazer tatuagem e comprar uma moto? Pois é. Tô sofrendo disso aos 21.

E quem dera sofrer só de crise de meia-idade, porque to sofrendo também com os hematomas que adquiri nessa brincadeira. Tenho caído bem menos do que pensei que cairia, mas é o suficiente pra eu poder me queixar. Aprender a cair, eu notei, é também uma arte. Minha primeira queda foi ridícula: o skate pegou muita velocidade e então eu saltei dele, mas precisava fazê-lo parar. Corri atrás dele, pisei na roda e voei. O moço que tava parado em frente a veterinária, eu notei pela expressão dele, tava tentando juntar as peças daquela cena UM TANTO QUANTO inusitada: uma menina, correndo atrás de um skate gigante, toma um tombo porque pisou na roda.

Não quero entrar no clichê da coisa, mas na primeira vez que conseguir ‘dar uma remada’ (sabe, empurrar a parada com o pé. Seu noob) e de fato andar de skate, sentir o vento na cara, eu soube que seria algo que eu gostaria de poder fazer sempre. Tô pensando até em criar um blog pra contar minha saga. Algo como Aprendendo Longboard ou algo assim. Será que alguém ia ler?

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@gabrielahesz, companheira de aventuras

Outra coisa curiosa sobre o long: porque ele é um pouco diferente do skate convencional, as pessoas acham que ele é um convite para puxarem papo com você. Acho que é porque um skatista de long parece mais amigável do que os que andam de skatinho. Os do skatinhos sempre são hostilizados por supostamente serem parte de gangues ou serem punks ou vândalos. O que eles são na maioria das vezes, mas enfim.

Logo tô eu aí ouvindo tchárliebráu e escrevendo SK8 NA VEIA DOS IRMÃO no topo do blog. Aguarde.

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10 coisas para fazer em um dia de tédio

É, eu sei. Você está de férias, desempregado, largado na vida. A sessão da tarde é uma merda, o YouTube parece pequeno e você sente que já viu tudo, tudo o que tinha pra ver na internet. Obviamente você não viu, porque a internet é gigantesca. Mas vou dar umas sugestões de coisas boas pra fazer dentro e fora de casa nesse período tão conturbado. TOME NOTA:

  • Leia outros posts desse blog!
    Eu escrevo no Olhômetro sobre tudo, há cerca de dois anos e meio. Há muita coisa para ler. Você pode usar a busca, ali em cima, ou então confiar na minha seleção de melhores posts. Duvido que você se arrependa.
  • Planeje uma viagem
    Pode parecer que não, mas viajar às vezes sai mais barato do que você imagina. Sem você tem tempo livre e uma graninha na poupança, as promoções de companhias aéreas – algumas vendendo passagem SP-Rio ida e volta por 50 reais, por exemplo – podem ser uma boa, além dos hostels, ou albergues, opções mais baratas e mais simples de hospedagem. O Aquela Passagem tem boas dicas de passagens baratas, e no Hostelworld.com você pode encontrar hostels legais e baratos, além de saber o que outros viajantes acharam deles.
  • Aprenda a fazer 500 coisas
  • É verdade – e dá pra fazer isso com o melhor livro do mundo! O Veja Como Se Faz ensina desde lutar com um crocodilo a fazer um boneco vodu ou decorar uma árvore de Natal. É o livro mais útil que eu ganhei na vida. E está só 39,90 no Submarino! Clique aqui para comprar.

  • Organize tarefas pendentes
    Duvido que você não tem várias e está adiando por eras. Faça uma lista. Comece a eliminá-las. MEXA-SE!
  • Fotografe
    Quem não quer aprender a tirar fotos melhores? Pegue o celular ou sua câmera e vá treinar! Não é tão difícil – primeiro, é legal treinar o olhar fotográfico. Tente não enquadrar o assunto principal da foto no centro e olhe a cena como um todo, buscando elementos que possam agregar coisas legais à imagem. Leia aquiaqui dicas simples de como tirar boas fotos.
  • Saia e vá andar de skate
    Quer incentivo maior do que um vídeo como esse? E nem venha com ‘eu não sei’. Dá pra aprender – eu aprendi aos 21 anos.
  • MADRID LONGBOARD from Juan Rayos on Vimeo.

  • Procure ou ofereça um emprego
    Ou quase isso. Dá pra usar seu tempo livre pra ganhar uma graninha com algo que você saiba fazer – tipo editar uma foto, escrever um currículo ou o que mais sua imaginação mandar. Onde? Na Cidadedosbicos.com.br.
  • Aprenda um idioma novo
    Aproveite o tempo livro pra aprender uma língua que você sempre teve vontade. Um bom caminho é o LiveMocha, rede social gratuita de aprendizado de idiomas.
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