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A arte milenar de ofender pessoas por bilhetes em pára-brisas

Quinta-feira foi um dia meio louco. No ônibus, a cobradora era uma mulher bizarra, que pulava e dançava ao som de nenhuma música e flertava aos berros com moços na rua. A estação estava cheia demais pra uma quinta-feira, muita gente com bagagens enormes. No trem, dois tiozinhos pedreiros sentados a quatro metros de distância um do outro insistiam em manter um papo animado elevando suas vozes em uns 30 decibéis.

Um outro rapaz tinha o logo da Audi tatuado no ombro (e quando eu fui tirar foto ele vestiu a blusa, droga!), no exemplo mais estúpido de tatuagem que eu pude testemunhar desde o garoto que tatuou o próprio nome no braço em português mesmo (acho que pra não esquecer ou pra se achassem ele bêbado por aí, né). E quando eu sai de casa, me deparei na minha própria rua com este belíssimo exemplo de civilidade e alternativa de comunicação urbana preso no pára-brisas de um Uno (clique para ampliar):

Street-owned, motherfucker.

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