21 de outubro de 2008 às 2h44
Cinco dúvidas irrespondíveis de uma terça-feira chuvosa
Não sei se é o horário de verão ou o fim da semana do saco cheio. Talvez seja uma mistura dos dois. Mas vi meu cérebro bombardeado com dúvidas a respeito da vida, do universo e tudo mais, daquelas que nunca dá para responder satisfatoriamente. A conferir:
- Por quê todos os vídeos de aparições improváveis – inclua aí ETs, fantasmas, espíritos, assombrações, encostos, OVNIs, duendes, chupacabras e toda sorte de bichos inexistentes – sempre têm qualidade péssima e mostram silhuetas que não seriam identificáveis se você não tivesse lido o que elas são?
- Por quê todo mundo que inclui no Orkut frases como ‘Sua inveja é meu ibope’, e outras que denotam alto nível de paranóia de inveja alheia em relação a elas são aquelas pessoas das quais a gente NUNCA poderia sentir inveja?
- Por quê o cumprimento tradicional brasileiro, dar um beijo no rosto da pessoa, acabou se transmutando no ritual bizarro de encostar uma bochecha na outra e fazer o barulho de um beijo? Repare que só encostar a bochecha, sem barulho, pode ser considerada uma atitude esquisita; beijar o rosto da pessoa, em cheio, também é visto como inconveniente. O que pega mesmo é encostar os rostos e fazer barulho.
- Por quê os vendedores de livretos de matemática no trem anunciam seu produto dizendo ‘Olha a tabuada 2009 ATUALIZADA!’?
- Por quê mesmo depois de todos os alertas, todos os avisos, indicações de bancos on-line, especialistas, matérias no Yahoo você continua usando sua data de nascimento como senha?
Reflita.



23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 

